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publicado em 21/01/2010 às 08h16:

Manu Karsten é mais macho que muito homem

A veterinária adora animais selvagens

Helena Dias, do R7
Dá para contar nos dedos quantas pessoas lidam com animais selvagens, mesmo os especialistas. É melhor deixar as feras no zoológico ou nas telas de televisão, não é mesmo? Manu pensa o contrário.
 
- Eu amo ver um bicho solto na natureza. Isso me completa!

Enquanto conversava com a equipe do R7, a veterinária exibiu marcas nos braços devido a um ataque repentino de um macaco-aranha e duas “marquinhas” de dentes na canela. Os dentinhos pertenciam a um leão de cinco meses que agarrou sua perna em uma brincadeira inocente.
 
Manu conta que é preciso ter preparo para não se desesperar com a reação dos animais. A loira é muito passional e confessa que acaba passando um pouco dos limites: quando vê um bicho, quer logo se aproximar. Essa euforia é algo que ela mesma está tentando melhorar.

- Estou aprendendo a ficar atenta ao que está ao meu redor. Quando entro na selva, já estudo as possíveis rotas de fuga. No caso do ataque do macaco-aranha, sei que foi reação a uma ação minha. Pode ter sido pelo simples fato de eu ser loira e o bicho estar acostumado com pessoas de cabelos e pele escura.
 
A profissão, além de preparo mental, também exige preparo físico. Por isso, Manu corre e pratica musculação.

- Não gosto muito de musculação, mas preciso ter força e agilidade caso tenha que me defender. A gente passa dias na selva, carregamos peso, nos alimentamos e dormimos mal.
 
 
Todo mundo deveria conhecer a Amazônia
 
Nas últimas cinco edições do Selvagem ao Extremo, o programa exibiu a expedição à ilha de Madagascar, na África.
 
- Lá, os bichos não têm convívio com pessoas. Você chega perto e eles não correm, não se assustam, vêm te saudar. Os lêmures, por exemplo, são loucos por banana. Eu pegava uma e quando me dava conta, já tinha lêmure comendo na minha mão.
 
Já na Amazônia, a fauna não é tão amigável.
 
- Na Amazônia, os bichos somem antes da gente entrar na mata. Eles já sentem nossa presença e o nosso cheiro. Em Madagascar, a gente vê os animais o tempo todo. Na Amazônia, às vezes, é preciso esperar dias.
 
Mesmo assim, a veterinária se derrete pelo lugar e é uma viagem que ela recomenda.  
 
- Em uma das vezes que fui, eu havia passado a noite na mata e um guia me perguntou se eu já havia visto o nascer do sol na Amazônia. Eu respondi que sim e, pela simplicidade com que falei, ele duvidou. Ficamos em silêncio esperando o sol aparecer. Quando os primeiros raios surgiram, os bichos começaram a gritar. A gritar mesmo! As aves levantaram voo em cima das árvores. Era bicho e sinfonia para todos os lados. Aí sim entendi o que o guia quis dizer.
 
Os olhos de Manu brilham quando ela conta que esse foi um dos momentos mais marcantes de sua vida.

África do Sul, Amazônia e muitos outros lugares ainda estão no roteiro da veterinária, mas o sonho da loira é conhecer os orangotangos de Bornéu, na Indonésia.

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