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publicado em 18/10/2009 às 06h00:

Seu bichinho de estimação morreu?
Saiba o que fazer com ele

Cremação é o melhor fim para o cadáver de um animal

Helena Dias, do R7

Você já pensou no que fazer com o seu bicho depois que ele morrer? Se a resposta for não, provavelmente quando isso acontecer, você tomará a atitude errada: enterrá-lo.

Luiz Henrique Guimarães Franco, veterinário pós-graduado em gestão ambiental, conta que 60% dos animais mortos são jogados em terreno baldio ou enterrados no quintal.
- Uma pesquisa do Instituto de Geociência da USP de 2008 revelou que a maioria dos animais mortos é enterrada pelos donos. Dos outros, 7% são colocados em sacos de lixo na calçada ou em caçambas, 20% são jogados na rua ou levados à prefeitura, e apenas 13% são entregues a uma clínica veterinária.

Quando alguém perde um bicho de estimação, o mais comum (e fácil) é enterrá-lo. O que poucos sabem é que isso é um erro, tanto para o ambiente, como para a população.
- Um corpo em decomposição produz necrochorume, líquido rico em bactérias, salmonela e duas substâncias tóxicas: putrescina e cadaverina, para os quais não existe antídoto. Essas substâncias contaminam o solo e o lençol freático. O risco maior é quando o necrochurume atinge alguma fonte de água, o que é mais comum em sítios.

Se o necrochorume contamina o solo, pode causar diversas doenças, entre elas, tétano e hepatite. Por isso, o especialista acredita que a cremação seja o melhor fim que se pode dar a um cadáver.
- O melhor a fazer é procurar uma clínica para orientar a cremação. Eu acredito que cremar é um ato de respeito com o animal e com o meio ambiente, pois a cinza não oferece riscos ao ambiente e nem à saúde pública. As cinzas são excelentes adubos e não prejudicam o ambiente.

Um levantamento de 2009, feito pela Delc Ambiental, empresa especializada em estudos sobre a ação do necrochorume no meio ambiente, revela que a cidade de São Paulo gera cem toneladas de corpo animal por m, o que dá origem a um volume muito grande de liquido tóxico.

Respostas para perguntas freqüentes

Preciso realizar autópsia para descobrir a causa da morte?
Não é obrigatório fazer um exame pós-morte, a não ser quando há suspeita de raiva ou leptospirose. Caso a suspeita seja confirmada, a vigilância sanitária precisa ser comunicada.

Quando ele se vai, o que é preciso fazer em casa?
Algumas doenças ficam no ambiente, como a cinomose, que é viral e contagiosa. Se a pessoa adquirir outro animal, principalmente um filhote, que é mais sensível e ainda não recebeu todas as vacinas, ele corre o risco de contrair a mesma doença.
- A limpeza diária da casa com produtos específicos a base amônia quaternária, um desinfetante potente, é capaz de eliminar os resquícios e tornar a casa apta a receber outro animal. Aquelas máquinas que soltam jatos de vapor também são eficientes na limpeza do ambiente.

Preciso avisar alguém?
Se o animal tiver o RGA (registro animal), exigido por algumas prefeituras, é preciso avisar o Centro de Controle de Zoonoses da cidade.
Quando o animal é sacrificado, de quem é a responsabilidade do corpo?
Depois da eutanásia, o corpo geralmente fica na clínica onde foi feito o sacrifício. O veterinário responsável deve oferecer alternativas aos donos.

A prefeitura pode remover o corpo do animal tanto da clínica quanto da casa. As clínicas pagam mensalmente uma taxa de lixo séptico à prefeitura e por isso, esse serviço não deve ter custo adicional ao dono.
- A prefeitura despeja os corpos em aterros sanitários, o que também não é o ideal. Os donos devem se conscientizar do que acontecerá com o bicho. Há muitas clínicas clandestinas nas quais a prefeitura nem faz a coleta.

Quando o dono escolhe pela cremação, a clínica deve oferecer um atestado de entrega das cinzas, mostrando que o corpo foi de fato cremado. A pessoa pode ou não ficar com as cinzas.


Serviço:
Petmemorial
São Paulo - Tel.: (11) 3243.1511
São Bernardo do Campo - Tel.: (11) 4343.0000
Santos - Tel.: (13) 3222-2949

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