2016: um pós-ano

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Antes de começar, dá play aqui:

Se eu fosse resumir 2016 em uma só frase, eu diria que 2016 foi um ano que me eu fiquei meio receoso em criar por medo do que ia sair. Só que eu não vou resumir 2016 em uma frase só, do mesmo jeito que esse medo de criar não me impediu tanto assim de criar. Eu sou desses caras que evita comer pimenta forte porque não quer ter que passar pelo dia seguinte e, se, quando eu era adolescente, eu achava o máximo a Janis falando que amanhã nunca acontece, agora eu ando meio que com medo dele e medo é uma coisa filha da puta porque a Janis pode até estar certa e o amanhã, de fato, nunca acontecer, mas o medo acontece. Você pode não ter certeza em relação ao amanhã, mas como o medo você não discute.

A pegadinha quando você precisa conviver com o medo de criar é que ela é atrativa. Por que, se você cria, tá lá – ao alcance de todo mundo. Do contrário, não. O que você não cria, não existe e não dá trabalho. É por isso que, no fim do Decamerão, o cara que deve ser o Bocaccio manda que é uma merda ter que criar alguma coisa quando é tão mais fácil imaginar essa mesma coisa. Só que ele faz isso depois de pintar o equivalente ao teto da Capela Sistina.

Na época em que eu comprei o Substance, do New Order, em 88, tinha uma música que eu não achava graça e, depois, passei a gostar. Era “Shellshock”. Fui descobrir o que era shellshock quando ouvi a Michelle Shocked e li alguém falando que o nome dela era “me, shellshocked” e, então, descobri que “shellshocked” era meio que se encolher pra dentro da concha depois de levar uma porrada com capacidade pra tanto.

2016 é um ano que tem essa vocação pra shellshocker.

Meu heróis morreram em 2016. Pais e mães dos meus amigos morreram em 2016 e, se não havia nada que tocasse a dor deles, agora há: a Debbie Reynolds morreu, de tristeza, um dia depois que sua filha, a Carrie Fisher, morreu – mostrando pra todo mundo mais uma vez que, sim, é possível morrer de amor.

Em 2016, o ódio venceu muitas vezes e isso deu medo de ver. Deu medo olhar pras pessoas e ver que elas tinham sido divididas em dois ou três grupos e incitadas a odiar umas às outras.

Em 2016, inventaram a pós-verdade e as pessoas estão falando nisso como coisa de site de humor, mas não: TODO MUNDO vem fazendo isso HÁ ANOS e, agora, as pessoas vão começando a perceber que isso causa merdas dos mais variados tipos, cores e tamanhos.

Aí, quando o Bob Dylan resolve que não vai receber o Nobel – porque ele vem falando disso há 50 anos e foda-se – a Patti Smith vai no lugar dele e leva um coice da própria música que decidiu cantar.

Só que ela é a Patti Smith, a Princesa Poeta do Estacionamento, e pede desculpas e diz que está nervosa e começa de novo, porque alguém tem que cantar a parte da música que fala sobre ramo negro que goteja sangue e de uma sala cheia de homens com martelos a sangrar.

A gente já não teve sangue o bastante?

É esta a chuva pesada que vem caindo dia após dia e o que a gente vai fazer agora? Vai pra dentro da floresta mais densa e profunda onde as pessoas são muitas e as mãos estão todas vazias e os vazamentos de multinacionais mataram a água?

O que a gente vai fazer agora, meu querido jovenzinho? A gente matou a floresta, sacrificou a onça-pintada com uma tocha olímpica e atirou no gorila que ia proteger nossas crianças. O nome desse gorila significa “trabalhando juntos pela paz”.
Se isso não é ironia o bastante pra você, imagina pra Bob Dylan – que decidiu não se tornar um urubu diplomado na terra onde não se ouve o canto dos sabiás – vendo a letra que ele fez faz 54 anos assustar quem a canta.

Ele sabe: o rosto do carrasco está muito bem escondido. Ele contou isso. Ele pensou isso. Ele disse isso e ele respirou isso. Porque ele conhecia muito bem a própria canção – muito antes de começar a cantar.

Esse ano de 2016 veio cheio das chuvas pesadas, mas tem gente que se dói por amor e gente que se dói por ódio e, agora, no fim do ano, eu vi uma caralhada de arco-íris no céu e, pra quem acredita nisso, é sinal de que as coisas podem melhorar sim.

É como Moonchild, a Imperatriz de Fantasia, diz pro Bastian depois que o reino dela se transforma em um só grãozinho: no começo, sempre é escuro.

Façamos como Ali e como os galos fazem. Galo, quando fica no escuro, não canta, mas ele canta quando vê a luz.

Aquele que primeiro ver a luz, que cante - e cante bem alto.

VOCÊ PRECISA OUVIR ISTO!

perfeição

128 life is beautiful 1024x682 perfeição

perfeição tem um brilho magnífico e fugidio.
se você tentar descobrir como é antes de deixar ser, não vai funcionar.
existem outras coisas que são assim e estas são as coisas mais lindas do mundo.

a coisa mais linda do mundo...

tempos atrás, numa dessas noites em que dá vontade de hibernar até o frio passar, vi um daqueles filmes que a gente acha que vai esquecer e eles passam a perna na gente.
o filme, lembro, chamava “alma de poeta, olhos de sinatra” (o título original é “dream for an insomniac”).
era um filme em preto e branco e fiquei olhando pra ele porque não havia um motivo sequer que justificasse o filme ser em preto e branco.
depois de um tempo, esqueci de buscar a resposta e fui só acompanhando com os olhos pra ver onde aquilo ia dar.
aí tem que, no filme, tem um personagem principal (um escritor que não consegue escrever) e tem uma personagem principal (uma atriz desempregada que não consegue dormir).
os dois não se conhecem e nunca se viram, até que ela entra na loja em que ele trabalha.
ele tá pegando alguma coisa embaixo do balcão e, quando se levanta, seus olhos se encontram com os olhos dela.
neste momento, quando aqueles dois olhares se cruzam, o filme, que era em preto e branco, explode em cores e nunca mais volta a ser o que era, que é bem aquele tipo de coisa que você acha que nunca pode acontecer.

e foi bem isso que aconteceu.

e agora estou aqui, olhando para minhas duas mãos e tentando fazer com que elas, ao mesmo tempo tímidas e ousadas, toquem a perfeição com os dedos.

meu dedos, minhas mãos, minha vida, meu coração
o mundo inteiro

a coisa mais linda do mundo me toca e eu me sinto vivo, num mundo com cores, de mãos enlaçadas e um eco que me faz rir encantado e fascinado.

e o mundo cresce à cada segundo
à cada minuto, mais mundo há

e eu me calo diante da beleza de tudo isso e da perfeição de tudo aquilo,
diante da infinitude das estrelas que não tive tempo para contar.

cada mundo tem seu céu.

e o céu do meu mundo,
a coisa mais linda do mundo,
tem mais estrelas que sou capaz de contar.
e meu coração sobe de encontro ao céu
e, de lá de coma, grita ao mundo as palavras de drummond:
“— Ó vida futura! nós te criaremos”

(texto escrito em 21/04/2009)

Falando de amor com Fernando Tucori

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Foto gentilmente cedida por Marcelo, o Pizante

Se você quer aprender a amar, esqueça.

Faz como quem põe leite pra ferver e sabe que o leite só ferve quando você não está olhando. Faça como aquele personagem do filme "Mistery Men", o Garoto Invisível, que só fica invisível quando ninguém está olhando.

Amar, caramada, acontece.
Como aconteceu esse erro de digitação: ia escrever "camarada" e escrevi "caramada".

Acontece.

E acontece, geralmente, quando você não está olhando, porque quem está olhando está pensando e quem está pensando não enxerga.
Amar não é pensar. "Tente racionalizar o amor e perderá a razão", diz um ditado francês e, segundo dizem, franceses entendem de amor, mas eu não entendo o bastante de franceses para confirmar.

O amor é o Mestre dos Magos da vida.

Quando você está distraído o bastante, ele aparece, resolve todos os seus problemas com a maior facilidade e fica invisível sem se explicar.

Não tente explicar.
Não tente definir.
Definir é matar. O amor sugere, porque sugerir é criar.

Se você quer aprender a amar, esqueça.

Esqueça o amor que circula nas ruas, estampado em outdoors, gritando em campanhas publicitárias e esqueça esse amor que foi dissecado pelas ciências - pelas ciências, meu Deus, pelas ciências!! - embalado com perfumes caros, estampados em roupas de grife, com reservas em restaurantes chiques e com certificado ISO-9002.

Esqueça tudo isso e lembre-se: amar, assim como a arte, é absolutamente inútil.

Na última coluna, falei sobre revolução e, agora percebo, falava sobre o amor. Teve gente que comentou comigo: "esquece... não existe revolução". Depois de digerir a resposta por horas, ponderei: que pena que não existe revolução para você.

Quem não acredita na possibilidade de revolução, não acredita na possibilidade de amar, porque amar é, justamente, a verdadeira revolução.

Uma revolução que é tua.

É como se você mudasse a casa da sua alma. Você pega tudo que dava como seguro, certo e correto e troca - sem garantia nenhuma de retorno - pelo inseguro, pelo incerto e pela dúvida.

Em "Me Liga", dos Paralamas, Herbert Vianna canta "teu exército invadiu o meu país".
É isso que acontece.

Imagine um exército invadindo um país. Agora, imagine que esse exército é bem vindo. Agora, imagine que os exércitos deixem de existir e os dois países se unam em um só, admitindo que são dois, mas dividindo comida, dividindo cultura, todos os seus hábitos, interpenetrando suas almas e inteligências.
Imagine que eles nunca se perguntam se a vida não era melhor antes da invasão.
Se perguntam, não respondem.
Se respondem, não entendem a resposta e essa resposta permanece como uma dúvida eterna, um post-it amarelinho lembrando você de que tudo - absolutamente tudo - é uma dúvida eterna que encontra em sua insolubilidade sua suprema graça.

Não pense.

Se você pensar demais, vai acabar encontrando um bilhão de motivos pra não amar.

Se você não pensar - porque o único motivo para amar não pensa - se você apenas disser "e se eu querê?"... Esta lá a flor - a mais linda flor do mundo - cravada na beira de um abismo aterrador. Você vai lá e colhe a flor e alguém te diz "e o abismo?" e você responde "que abismo?".

Em um mundo de dominados e dominadores, fica meio inconsistente qualquer defesa à entrega. É preciso que haja entrega, que não haja comando nem autoridade.

Entregar o que pra quem? Por quê?
Não sei.
Esta é a resposta: Eu não sei.

A única coisa que eu sei dizer é que existe a possibilidade de você dar tudo que tem e ficar com mais do que já tinha, mas isso é uma coisa que só vale se você responder pra você. A minha resposta vale tanto quanto um bilhete numa garrafa trazida pela maré.

Sei que é duro convencer alguém de que a vida pode ser melhor com uma coisa se, sem ela, a vida vai continuar a mesma. É igual em Matrix, quando Morpheus oferece a Neo a opção de decidir entre a pílula azul e a pílula vermelha. "Você toma a azul e acorda na sua cama, acreditando no que quiser acreditar. Você toma a pílula vermelha, permanece no País das Maravilhas e a gente vai ver até onde vai o buraco do coelho". Antes disso, ele lembra: "É um caminho sem volta".

Não dá pra defender o amor. Mesmo porque, depois de consumado, ele ainda é inseguro, ele ainda é inconstante e ele ainda pode ser doloroso.

Amar dói, sim, porque é um compromisso que você assume com o seu próprio crescimento. Você admite que não vai mais inventar um personagem para você mesmo, que não vai mais aceitar invenções sobre quem você é. Você cansa disso porque tantos anos se passaram e... quem é que te conhece de verdade? Então, caem todas as máscaras e, no amor, fica sua verdadeira face humana, com todos os defeitos e qualidades, no mesmo pacote, em constante movimento.

Se por um lado, há a dor de descobrir quem você não é, existe, do outro, a alegria de descobrir coisas novas sobre você o tempo todo e em velocidade espantosa. Só espero que, na hora que a dor se mostrar, você lembre que ela é parte ainda do que te faz forte.
O que eu sei sobre amar é isso: nada.

Sei que, as vezes, a gente não entende o amor e que isso é plenamente aceitável.

Quando a gente começou a aprender os fundamentos da matemática, a gente não aprendeu que existe o "Pi"? A gente não aprendeu que "Pi" - arredondando - é igual a 3,14?

Por que é tão fácil pra gente aceitar que existe um "Pi" e tão difícil reconhecer que existe outra coisa que também é natural, irracional, inconstante e infinita?

Acho que é porque o "Pi" a gente pode arredondar.

Nota final: Se você é um daqueles que gosta de coisas exatas, clique aqui e confira os incríveis dez mil primeiros dígitos do "Pi".

… e choveu!

uma mixtape bem longa praqueles dias em que a chuva não passa

Homenagem póstuma a Leonard Cohen (1934 – 2016)

Abaixo, o texto que meu bróder, Marcão escreveu para o R7 assim que soube que Leonard Cohen tinha morrido.

O cantor e compositor canadense Leonard Cohen morreu nesta quinta-feira (10) aos 82 anos, informou a Sony Music Canadá na página oficial do artista no Facebook. O velório do cantor deve ser realizado em Los Angeles.

O comunicado sobre a morte de Cohen foi postado na página oficial do Facebook do artista. A nota diz:

"É com profunda tristeza que informamos a morte do lendário poeta, compositor e artista Leonard Cohen. Perdemos um dos músicos mais reverenciados e prolíficos. Cohen era um artista visionário. A família pede privacidade durante este período de luto e tristeza."

Ainda não foi revelada a causa de sua morte.

Nascido no subúrbio de Montreal, Leonard Norman Cohen começou escrevendo poemas e publicando livros com seus textos. Também lançou romances. Seu primeiro livro, Let Us Compare Mythologies, foi publicado em 1956, aos 22 anos. Lançou, anos depois, os romances The Favorite Game (1963) e Beautiful Losers (1966).

Só passou a compor depois dos 30 anos, quando se mudou para os Estados Unidos e já era conhecido autor de poemas e romances. Teve uma banda country na adolescência, mas decidiu viver de música quando conheceu a cantora folk Judy Collins, com quem teve um longo relacionamento. Lançou seu primeiro disco, Songs of Leonard Cohen, em 1967.

Nova York com Hendrix, Janis e Andy Warhol

Cohen, que tocava violão e teclado, ficou conhecido pela voz grave e elegante. A postura no palco era semelhante. Aparecia discreto, meio tímido, mas firme. Gostava de aparecer e se apresentar de terno. Dizia "ter nascido dentro de um terno".

No final dos anos 60, morou em Nova York. Foi amigo de Andy Warhol, e conheceu Jimi Hendrix e Janis Joplin.

Desde então, Cohen acumulou no currículo clássicos da música pop, como Suzanne, So Long Marianne, Tower of Song, Hallelujah, Bird on the Wire, I'm your Man, I can't forget, Everybody Knows, Dance Me To The End Of Love. Sisters of Mercy. Os temas iam da desilusão amorosa a reflexões existenciais. Brilhava cantando folk ou soft rock, em arranjos simples, com poucos acordes, minimalistas.

Alternando poemas longos que contavam histórias de amor e perda, com letras de frases simples, cheias de ironias e jogos de palavras, Cohen influenciou artistas como Bob Dylan, Lou Reed, David Bowie, Tom Waits, Morrissey, Bruce Springsteen, Patti Smith, Elvis Costello, Jeff Buckley, Michael Stipe (do R.E.M), Ben Harper, Willie Nelson, Morrissey e até Renato Russo, que declarou ser fã. O legado musical de Cohen inspirou também dezenas de bandas de rock — do Pixies ao U2, que regravaram covers do canadense.

I'm Your Fan, disco de covers, lançado em 1991, mostra algumas dessas bandas prestando tributo a Cohen. R.E.M., Pixies, o músico Joh Cale, do Velvet Underground, Ian McCulloch, do Echo and The Bunnymen, Nick Cave and the Bad Seeds tocam as faixas famosas do repertório do canadense.

"Eu já nasci de terno"

Cohen foi tema de dois documentários antológicos. Lançado em 2005, I'm Your Man conta sua história e revela como nasceram alguns de seus clássicos, como Suzanne e Everybody Knows. Tem participações de Nick Cave, U2, Jarvis Cocker e Rufus Wainwright, interpretando suas músicas mais famosas.

Em uma das cenas lê entusiasmado o prefácio que ele mesmo escreveu para a edição chinesa de um de seus livros: "Quero que você, que teve esse interesse distraído e simpático pelo meu livro, saiba que ele foi escrito num período especial da minha vida, quando estive na Grécia e acabei morando lá num pequeno apartamento. Quero compartilhar minhas lembranças e pensamentos com você."

Já Bird on a Wire, do diretor Tony Palmer, fez parte em setembro do festival de documentários musicais In-Edit, em Sâo Paulo. Mostra bastidores da turnê que fez em 1972 com sua banda. Numa das últimas cenas, ele sai ovacionado e chorando do palco, tocado pela recepção empolgada da plateia: "Eles sabem todas as músicas de cor. Queriam mais", espantava-se ele, cinco anos depois de lançar o primeiro disco da carreira.

A biografia I'm Your Man - A vida de Leonard Cohen (editora Best Seller), de Sylvie Simmons, conta sua trajetória desde a infância em Montreal até os períodos em que morou em Londres, na cidade grega de Hidra, Nova York, passando pela época em que, entre 1990 e 1996, viveu recluso em um templo budista nos arredores de Los Angeles.

Tem 14 discos de estúdio na carreira. O último deles, You Want It Darker, foi lançado em outubro e tinha a morte como tema de algumas canções. A música que dá nome ao disco fala explicitamente sobre esse assunto e foi lançada semanas antes dele morrer.

Numa entrevista à revista New Yorker, feita após o lançamento do disco, Cohen afirmou, direto e quase irônico: "Eu estou pronto para morrer. Só espero que não seja um momento muito desconfortável".

Teve com a artista Suzanne Elrod dois filhos Adam,nascido em 1972, e Lorca, de 1974 (o nome da filha é uma referência ao poeta Federico García Lorca, um de seus preferidos). Adam co-produziu o último disco do pai.

a melhor rádio do mundo está no ar

MAKING A STRANGER MURDERER

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Uma série em um episódio só e ninguém sabe dizer direito se é um documentário que parece ficção ou se é uma ficção que parece documentário.

É baseada em história real.

Um garoto desaparece ao voltar para casa depois de uma partida de RPG com seus amigos.

A polícia prende Steven Avery, morador local, e a justiça determina que ele é o responsável não apenas pelo desaparecimento como, também, pela morte do garoto. Afinal, a bicicleta do menino foi encontrada no terreno de Avery.

Os amigos do menino desaparecido se mobilizam e com a ajuda de uma garota carequinha esquisita, conseguem capturar o monstro e devolver o garoto em segurança para sua família.

O monstro é preso na mesma cela que Steven Avery e o ataca.

Steven Avery mata o monstro.

A polícia emite comunicado: “Nós não dissemos que ele era um assassino?” e condena Avery à prisão perpétua.

Produzida pela polícia de uma cidadezinha chamada Manitowoc, a série “Stranger Things Making A Murderer” tem apenas um episódio, chamado “Tá saindo da jaula, o Monstro”.

O ex-BBB Bambam faz o papel de Steven Avery.

Fim da sério: o piloto é a season finale.

Aprenda como os portugueses fazem haka

não bastasse exibir a derrota para os lusitanos, a tv francesa ainda transmitiu ISSO.
Tá pouco de humilhação ou precisa mandar mais?

haka é uma dança maori, da nova zelândia, e é uma tradição entre os all-blacks, a seleção de rugby do pais.

originalmente, porém, ela é assim.

este vídeo é parte de um documentário chamado "dances of life".

PODCAST — Feliz Dia do Amigo!

800px Friendship love and truth PODCAST — Feliz Dia do Amigo!

By Currier & Ives [Public domain], via Wikimedia Commons

Eis que este blog resolve fazer um singelo podcast em homenagem a todos os amigos que temos, tivemos e teremos!

Ouça ALTO!