A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

Patricia Marx entrevista Blog do Alvaro Leme A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

Patrícia: livro sobre sua trajetória deve sair ainda neste ano (Foto: Eu mesmo, Andrea Mello. Digo, Alvaro Leme kkkk)

Pela primeira vez, chorei enquanto editava o texto de uma entrevista. Culpa da Patrícia Marx, que com sua voz doce me fez viajar no tempo rumo a uma época em que tudo parecia melhor e mais feliz. Ai, que saudade da minha infância! Acho que quem se propôs a ler este texto deve sentir algo parecido, e provavelmente se emocionaria também.

A conversa com ela me fez correr para ouvir os sucessos do Trem da Alegria, grupo que a tornou famosa, e os hits de sua carreira solo. Naquela época, sua presença constante na televisão (e, portanto, nas nossas vidas de criança 80's) escondia uma dura rotina de ensaios e restrições que ecoam até hoje em suas memórias. Como definir a empresária que dava-lhe beliscões? E os sujeitos que a assediaram dos 13 aos 16 anos? Ninguém vende 5 milhões de discos impunemente, concluí, enquanto escutava a gravação.

Patricia Marx Festa do Amor e Trinta A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

O começo da carreira solo, nos anos 80, e 'Trinta', trabalho recente: situação financeira confortável até hoje, devido à ralação na infância

Hoje com 42 anos, casada há dezoito com o produtor musical Bruno Uê, e mãe de um menino de 16, o Arthur, Patrícia tem uma volta aos holofotes no caminho devido a uma biografia a que se dedica no momento, e ao lançamento de uma versão em inglês de ‘Sonho de Amor’, sucesso de 1991. Vai se chamar ‘Dreaming of Love’, e terá vocais dela e de uma cantora britânica.

Como fã e como jornalista, me senti um privilegiado de alguém que admiro tanto abrir o coração ao conversar comigo. Sempre faço as coisas aqui com amor, mas o texto de hoje tem uma dose extra, então torço para que vocês gostem. (E, confesso, que ela goste também.) Vou parar antes que as lágrimas caiam novamente.

Você ainda aguenta pessoas falando que tiveram a infância marcada por você? Porque eu vou dizer a mesma coisa.
Acho gostoso, e realmente fiz parte da vida delas. É tão maravilhoso. Tenho que olhar pelo lado do amor.

Até porque na festa do amor a gente pode sonhar.
Hahahahahaha Adoro!

Fazer muito sucesso numa época, e depois essa notoriedade sumir, dá uma pirada? Rola uma crise de abstinência?
Não. Não mesmo. Eu queria muito o sossego de entrar num lugar, e ninguém me olhar. A gente saía dos estádios e puxavam roupa, arrancavam cabelo, batiam nos vidros. Isso me traumatizou tanto que eu passei a ter medo das pessoas. Atualmente, menos. Meu sonho era ter a vida que tenho hoje.

Como é sua rotina hoje em dia?
Tenho uma vida tranquila em Cotia, toco meu piano todo dia, busco meu filho na escola, faço almoço... Às vezes tem show, gravação...

Seu filho quis seguir carreira artística também?
Ele pediu pra ser modelo uma época, mas vetei. Prefiro que se forme primeiro. Sou totalmente contra começar cedo, contra esses programas de calouro com criança. Dão um poder enorme a um ser que não tem a menor habilidade de lidar com aquilo.

Patricia cantando na infância A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

No batente desde pequena: depois da escola, cinco horas diárias de ensaio (Foto: Reprodução Site Oficial)

Fazer tanto sucesso tão cedo fez mais bem ou mais mal pra você?
O lado que me fez mal fez bem mal. Não tive uma infância normal, e minha vida foi bem restrita, até os 18 anos. Meus pais eram meus empresários, ficaram comigo até essa idade. Eu era a menina da bolha, não tinha namorado. Anos depois descobri que tinha depressão.

Desde a infância?
Começou com 16 anos, e eu achava que era uma pessoa melancólica, uma canceriana muito sensível. Hoje vejo que isso foi reflexo de ter sido adulta antes da hora.

Teve vezes que entrou no palco com vontade de fugir dali?
Passei por cima de mim muitas vezes. A gente era explorado e desrespeitado. Não importava se estava com fome ou sono. Uma empresária do Trem da Alegria puxava nossos fios de microfone lá de trás das cortinas, como se a gente fosse marionete. Uma vez fui pro lado errado do palco, ela puxou meu microfone e me beliscou, mandando parar de sair da coreografia. Fui assaltada por contratantes, depois de passar a madrugada fazendo dez shows. Cheguei no hotel, recolheram o dinheiro.

Como assim?
O próprio segurança do contratante me tomou o dinheiro que eu tinha acabado de receber, após várias apresentações na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Patricia Marx Chacrinha A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

Com Chacrinha: foi no programa dele, ainda na Bandeirantes, que Patricia começou a cantar (Foto: Reprodução Site Oficial)

E as coisas boas da fama? Você deve até hoje ter uma situação financeira confortável.
Sim, eu recebo direitos conexos do Trem da Alegria até hoje. Não só do grupo, mas de todos os meus álbuns. E com o aumento da variedade de mídias, melhor ainda.

Na época, o dinheiro que você ganhava ia pra onde?
Pros meus pais. Eles construíram um estúdio pra mim. Já tínhamos a casa onde morávamos, bem grande, em Pinheiros. Mas os dois não tiveram muita cabeça de guardar dinheiro para eu viajar ou mais tarde estudar fora, por exemplo. Sempre tive esse sonho, mas minha mãe morria de medo de eu viajar. Também, quem é que nasce com manual para lidar com um filho que faz sucesso tão novo?

Você tinha noção de quanto dinheiro ganhava?
Só quando fiz 15 anos e comemorei com uma festa no Gallery, que era o lugar mais incrível naqueles tempos. Gastamos um carro na festa. Eu era mimada, horrivelmente mimada. Mas eu sustentava a casa, pagava as contas. Meu pai era meu empresário, minha mãe ficava comigo, cuidava das minhas roupas. Meu irmão ficou meio de lado, e hoje eu me sinto superculpada. Não tenho mágoa, nem raiva. Eles fizeram o melhor que podiam.

Deve ser louco trabalhar enquanto todo mundo está brincando.
Completamente. Faço análise há quatro anos. Tinha uma síndrome que eu mesma dei o nome, a "Síndrome do O Mundo me Deve". Dei parte da minha vida às pessoas, e hoje quero de volta. Só que não tem como voltar.

Era um dia a dia puxado?
Saía da escola, almoçava e ia pro ensaio. Cinco horas direto, de segunda a sexta. Sábado e domingo, shows. Além dos programas de televisão durante a semana, daí tinha que faltar aula. Fui reprovada na sexta série por falta. Além disso, sofria bullying na escola. Faziam graça, diziam coisas como "olha lá a menina chocolate" [referência à música É De Chocolate].

Mas devia haver os que eram fãs, não? Se eu fosse da sua classe, eu ia morrer. Estou lá sentado e entra a menina do Trem da Alegria.
Nada, nada. Rolava uma invejinha.

Ouvir você falar do Trem da Alegria me deixou com impressão de que só tem lembranças ruins. É isso mesmo?
Imagina! Entre nós, foi um tempo mágico. Entre nós houve descobertas, confissões, alegrias e tristezas. Entre as brincadeiras, conquistas internas e externas. Embora fôssemos crianças numa bolha, tínhamos uma vida de muito privilégios e regalias.

Patricia e o trem da alegria A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

O Trem da Alegria, na formação com Vanessa, Juninho Bill e Luciano: sucesso precoce (Foto: Reprodução Site Oficial)

Você só namorou mesmo aos 18 anos?
Tive um com 16, da escola, mas a gente era super perseguido pelos meus pais. Eles não deixavam fazer nada. Depois dos 18 é que foi de verdade, quando saí de casa.

E o Luciano, do Trem, você não namorou?
Um pouquinho, mas era namoro de beijinho, coisa bem juvenil mesmo.

Dizer que namorou só aos 18 anos é uma maneira discreta de dizer que perdeu a virgindade com essa idade?
Não, foi aos 16. Tive que dar um jeito, estava muito reprimida ali.

Ser uma menina famosa e bonita deve ter deixado você ainda mais exposta a sofrer assédio. Ainda mais naquela época.
Aconteceu comigo a partir dos 12, 13 até os 16 anos. De desconhecidos, de gente do meio e de políticos.

Você entendia que era assédio?
Não. Só bem mais velha. Eu achava que era carinho, era ingênua. Pessoas próximas, do meio, em quem eu confiava e que conviviam com minha família. Abraçando, beijando a mão, pedindo pra sentar no colo, falando que ia casar comigo, que ia esperar quando eu fizesse 18 anos. Depois fui saber de histórias, que o cara dizia que ia largar a esposa pra casar comigo. É difícil ser mulher nesse meio. Aliás, não só. É difícil ser mulher no mundo, né? Tinha uma forçação de barra de eu ser ninfeta, sensual. Eram todas dúbias as letras que eu cantava na adolescência. A própria ‘Sonho de Amor’ é uma letra totalmente erótica, sobre masturbação feminina.

Peraí, para tudo. Você acaba de mudar minha vida. Jamais me passou pela cabeça. Era da trilha sonora da novela ‘Carrossel’, gente.
Presta atenção! Quando os dedos tocarem lá no céu, o universo vai todo estremecer. ‘Te Cuida Meu Bem’ também é dúbia: fala sobre pisar na minha grama, o que você quiser comigo você tem... E nem eu sabia disso na época.

Com Luciano Nassyn A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

Reencontro com Luciano, companheiro de Trem: preciso contar pra vocês que até o começo dos anos 2000 eu achava que eles eram irmãos, acreditam?

Houve assédio do tipo “dorme comigo que eu te coloco em tal lugar”?
Não, mas uma vez um diretor de uma gravadora me chamou pra uma reunião, eu sozinha e chorando porque minha mãe estava internada, e ele falou que qualquer coisa ia me mandar pra Argentina com dois caras pra relaxar. Ouvi coisas muito pesadas de diretores de gravadoras.

No livro vai contar essas coisas todas?
Sim. É ainda para esse ano. Estou escrevendo devagar, mas vai sair. Perdi um pouco do medo que tinha de lançar esse livro. Não vou dar nome aos bois, mas essas pessoas sabem quem são.

Das pessoas da época você tem contato com quem?
Falo com o Luciano pelo whatsapp, pelo Instagram, mas é bem raro. Com o Juninho de vez em quando também. Estive com a Amanda, há dois anos, mais ou menos. Eles queriam fazer uma volta do Trem da Alegria com patrocinadores, mas não deu certo porque Juninho e Luciano brigaram. Estão brigados.

Você e a Xuxa ainda se falam?
Nosso último contato foi quando estive no programa dela, ainda na Globo. Fiquei com o celular dela, mas ela muda o número com muita frequência, então acabamos perdendo contato. A gente se gosta bastante. Quero muito ir no programa dela da Record.

No seu meio, naquela época,  as pessoas usavam muita cocaína. Chegou a experimentar?
Não, eu ficava sabendo muito que essa ou aquela pessoa usava ou que tinha abusado. Mas tinha muita proteção dos meus pais. Eu sabia, mas sempre tive muito, muito medo. Sempre soube de histórias de pessoas que se deram terrivelmente mal, então não quis nem experimentar.

A maconha, por outro lado...
Só fui experimentar aos 22. Tive curiosidade mais cedo, mas queria era namorar. Depois, já morando sozinha, é que provei. Desde então, uso sempre. A maconha é o futuro: faz remédio, combustível, tudo. É uma planta que vai ajudar o planeta. É uma mentalidade muito pequena achar que só serve pra ficar louco.

Patricia Marx maconha instagram A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração

A polêmica foto da maconha: "fui condenada" (Foto: Reprodução/Instagram)

As pessoas condenaram muito quando você assumiu que fuma?
Muito! Ainda mais os fãs que têm a minha idade e têm filhos. Nossa! Virei o mau exemplo. Como assim a menina do 'Festa de Amor' usa drogas? Fui muito condenada. Mas passou. Fiquei um pouco chateada porque quase ninguém do meu meio se manifestou. Só o Ronnie Von e o Jean Wyllys me apoiaram.

Teve quem atacasse você dizendo que fez isso pra aparecer?
Um monte de gente. E nem foi. Eu estava tão louca! Tinha fumado, tinha feito umas fotos com um amigo no estúdio, e quis posar só pra ter as imagens. Acendi no ensaio, mandei fotografar porque ia ficar bonito. Queria postar uma foto bonita no meu Instagram. Só isso.

Fuma todo dia?
Agora não mais. Agora a cada quinze dias, uma vez por semana. To tomando remédio pra depressão e ansiedade, não posso misturar muito.

Você acha que um dia vão liberar no Brasil?
Tem que liberar, pra acabar com essa rede de crime. Essa coisa RI-DÍ-CU-LA de não poder plantar em casa. É a mesma coisa que falar mal da camomila, do capim santo.

Pra quem ficou com vontade de ouvir os trabalhos recentes da Patricia, olha aí uma playlist que criei especialmente pra isso. Se joga, minha gente!

APROVEITA PARA VER ESSES OUTROS LINKS!

+ Quantos desses 50 filmes antigos você reconhece vendo apenas uma imagem?

+ Toda pessoa que ama alguém devia ler esse texto da Fernanda Gentil

+ 40 coisas que você deveria ter (ou saber) aos 30 anos

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+ Teste: Quem é você na noite da Danuza Leão?

+ Post de apreciação do boy da Trivago

http://r7.com/NjGm

14 Comentários

"A vida adulta de Patrícia Marx, cantora infantil que vendeu 5 milhões de discos e embalou uma geração"

8 de August de 2016 às 07:00 - Postado por aleme

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Comentários
  • Ney
    - 20/12/2016 - 23:01

    Lamento que ela tenha mudado tanto. No auge do sucesso, Marisa Monte dizia para ela cantar outro tipo de música e Patrícia acreditou, mudou de estilo e se deu mau... Depois Nelson Motta fez ela colocar esse "Marx" horroroso... Depois essa da maconha... Cantar com Tom Zé (argh!)... E esse cabelo ... E músicas ruins... Só trapalhada! Volta a cantar e a ser a menina que era, que o sucesso e os fãs voltam.

    Responder
  • Raquel Gomes Miranda
    - 16/11/2016 - 02:43

    Patrícia amei a entrevista e vcccccccc continua lindaaaaaaaa !!! Passei hj o dia de folga escutando vccccccc e revivendo o passado !!! Minha infância e adolescência !!! Nossa q músicas lindas q hj em dia não se ouvi mais !!! Amooooooo !!!

    Responder
  • Beto
    - 13/11/2016 - 13:40

    Fuma maconha.... e toma remédio pra depressão... kkkkk nao entende que a maconha te faz mal????

    Responder
  • Pri Campos
    - 18/10/2016 - 01:41

    Atualizando minhas leituras OBRIGATÓRIAS, tenho a grata surpresa de ler uma entrevista com quem foi minha ídola soberana! Cresci tentando cantar igual a Patricia. Fiz inúmeros shows fazendo (tentando) cover dela. Por volta de 2001, gracas a um trabalho de assessoria junto à Trama, Piky e Manu Carvalho realizei o sonho de conhecer Patricia. Nunca vou me esquecer do abraço que demos. Escrevi uma cartinha, já era e-mail, e disseram que ela gostou bastante. Continuo fã dessa menina maravilhosa, mulher incrivel, cantora espetacular e ser humano admirável! Um dos poucos perfis no Instagram que deixo notificacao para ser avisada a cada nova postagem! Amei a entrevista! Como sempre, você e as melhores perguntas, com seu jeitinho ímpar de tornar um bate-papo uma leitura deliciosa! Muito obrigada por esse presente! Bjs ❤

    Responder
  • Neto Fernandes
    - 23/08/2016 - 14:21

    Alvaro, mano sempre tive erroneamente seu blog como "amenidades", "fofices", nao que isso seja um demérito, muito pelo contrário, mas estou muito surpreso com a densidade das duas entrevistas que publicou, da Constanza e essa da Patrícia, reveladoras, precisas e com perguntas corajosas, sua sutileza em tocar em assuntos espinhosos sem parecer invasivo me impressionou. E derepente aquele tom ameno do seu blog da lugar a boa velha conversa, natural com leitura agradável e com muito conteúdo. E esse final com essa playlist sensacional. Meu aplauso de pé. Poste mais entrevistas por favor.

    Responder
  • Nelson
    - 11/08/2016 - 13:49

    Adoro a Patrícia. Escuto até hoje. Mas infelizmente não consigo comprar essa de que ela está bem e feliz. Não parece. Uma pena. "Digam o que disserem, o mal do século é a depressão".

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  • Marcelo Medeiros
    - 11/08/2016 - 00:24

    Parabéns pela entrevista! É sempre bom reviver os anos 80. O Trem da Alegria fez parte da minha infância, toda festinha de aniversário da minha rua tinha que tocar todos os discos. Ah que tempo bom! Patrícia continua linda e talentosa. Beijo, Patrícia, obrigado por ter contribuído para que minha infância fosse perfeitamente infantil.

    Responder
  • marcelia ferreira
    - 09/08/2016 - 22:22

    Adorei a materia realmente essa garota ralou demais na vida e hoje merece ter esse descanso e reconhecimento mais que merecido! sempre foi meu maior sonho ver o trem da alegria pessoalmente....mas nao consegui.

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  • carolina piedade
    - 09/08/2016 - 17:51

    baixando AGORA a playlist pra ouvir! E a Patricia está linda! Obrigada Alvaro :*

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  • DiDy
    - 08/08/2016 - 14:26

    Eu também pensava que ela e o Luciano eram irmãos

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  • Lena Castro
    - 08/08/2016 - 14:19

    Amo as músicas da Patrícia Marx. Mal pude crer quando ela reapareceu toda repaginada com um estilo todo groove de ser. Fiquei chocada com a revelação de erotismo subliminar nas letras das músicas. Jamais me daria conta se ela não falasse. Gente, não aguento esse povo com esse bafafa todo em volta da cannabis...se libera se não libera, se é bom se é ruim. Deixa quem quiser fumar que fume meu pai eterno! Mania de querer que os ídolos reflitam uma perfeição que nem as próprias pessoa que os admiram têm. Não dá pra admirar apenas sem criar tantas expectativas?!

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  • Márcia
    - 08/08/2016 - 09:08

    Arrasou mais uma vez, Álvaro. Entrevista reveladora. E é muito bacana ver que a menina cresceu e se tornou uma mulher de atitude. Sou fã...dos dois.

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