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Courtney Love é tão boazinha…

Postado por André Barcinski em 26/01/2016 às 07:05 em Sem categoria | 64 Comments

O canal BIS está exibindo o documentário “Hit So Hard”, sobre a ex-baterista do grupo Hole, Patty Schemel (reprisa hoje, às 10 da manhã, e dia 30, ao meio-dia).

Não é um grande filme, mas traz ótimas histórias e cenas de arquivo e certamente vai interessar a qualquer um que goste do rock alternativo da era “grunge”. De quebra, traz cenas inéditas, filmadas por Patty, da intimidade da família Cobain, de quem era muito amiga.

Patty era conhecida na cena underground de Seattle quando entrou para a banda Hole, em 1992. Por pouco não tocou com o Nirvana, mas a vaga ficou com Dave Grohl. Mesmo assim, ela ficou amiga de Kurt e morou com ele, Courtney Love e a filha do casal, Frances, em Los Angeles, pouco antes do suicídio de Kurt, em abril de 1994.

A primeira metade do filme mostra a carreira de Patty, de suas inúmeras tentativas com bandas desconhecidas ao sucesso com o Hole e o disco “Live Through This” (1994). Há reveladoras imagens de bastidores, filmadas pela própria baterista, mostrando shows do Hole, entrevistas e momentos íntimos da banda. Há também perturbadoras cenas de Kurt e Courtney, chapados até a alma, brincando com seu bebê.

Mas ninguém convive com Kurt e Courtney impunemente, e Patty, que tinha problemas com álcool desde os 12 anos de idade, logo fica viciada em heroína e metanfetaminas. A morte de Kurt e, dois meses depois, a overdose fatal da baixista do Hole, Kristen Pfaff, mandam Patty numa espiral suicida de seringas e depressão.

Depois de um bom tempo em clínicas de reabilitação, durante o qual a banda fica em hiato devido à carreira cinematográfica de Courtney, que atuou em “O Povo Contra Larry Flynt” (1996), Patty e banda se reúnem para as gravações do álbum “Celebrity Skin”. Patty está bem de saúde e escreve boa parte das canções, mas um acontecimento vai jogá-la num buraco ainda mais fundo.

Courtney contrata o produtor Michael Beinhorn para produzir “Celebrity Skin” e concorda quando ele exige usar um baterista de estúdio – Deen Castronovo, do Journey e então recém-chegado de uma turnê com o Whitesnake – para tocar no lugar de Patty, que fica obviamente revoltada e pede demissão do Hole.

A traição destrói a pouca autoconfiança e amor próprio que ainda restavam a Patty. Em pouco tempo, ela está viciada em crack, morando nas ruas e se prostituindo. Entrevistada, Courtney Love, em total mode Dercy Gonçalves, lembra, às gargalhadas, receber uma ligação a cobrar de Patty pedindo dinheiro.

O que o documentário não conta é que, depois disso, Courtney deu entrevistas chamando Michael Beinhorn de “nazi” e o criticando pelo tratamento dispensado a Patty. O que não impediu Courtney de contratar Beinhorn de novo quando gravou o disco de volta do Hole, “Nobody’s Daughter”, em 2010. Patty, por sua vez, também voltou a trabalhar com Courtney no álbum desta, “America’s Sweetheart”, em 2004. O que mostra que traições e ofensas são facilmente esquecidas quando há dinheiro na parada.

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