cinema mudo

Londres 2012 – Maratona Cultural – II Charlie Chaplin

Londres 2012 – Maratona Cultural - II Charlie Chaplin

Continuando a nossa "Maratona Cultural" rumo às “Olimpíadas de Londres 2012” vamos para o segundo post sobre os ícones da cultura britânica, desta vez o homenageado é o genial Sir.Charles Spencer Chaplin ou como ficou conhecido mundialmente: “Charlie Chaplin”. Chaplin foi o ator mais conhecido e bem sucedido da era do cinema mudo. Além de ator tambem era diretor, roteirista, produtor, compositor, músico, dançarino, comediante, mimico, jogador de xadrez, empresário e um grande filósofo. Sua arte e talento foram eternizados através de seus filmes. Entre os mais importantes podemos citar O Garoto, Luzes da Ribalta, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Em Busca do Ouro, O Imigrante, O Circo, Luzes da Cidade, A Condessa de Hong Kong e Um Rei em Nova Iorque. Sua principal criação foi o personagem “O Vagabundo” (The Tramp) conhecido como “Carlitos” no Brasil. "Carlitos" apesar de ser um pobre vagabundo tem a postura e os trejeitos altamente requintados um verdadeiro “gentleman”. Usando um bigodinho, um fraque preto, um chapéu-coco e uma bengala de bambu o “nobre vagabundo” encantou o mundo. Há quem diga o cinema atingiu seu apogeu enquanto era mudo. Até onde se poderia passar emoção somente com imagem e ação? Chaplin sem dúvida mostrou que a arte do cinema não tem limites.

chaplin 210x300 Londres 2012   Maratona Cultural   II Charlie Chaplin

"Que os Vossos esforços, desafiem as impossibilidades, lembrai-vos que as grandes proezas da história, foram conquistadas do que parecia impossível." (C. Chaplin)

Charlie Chaplin é considerado por muitos como “o maior artista cinematográfico de todos os tempos” seus filmes são atemporais e até hoje fazem sucesso divertindo e emocionando pessoas de todas as idades. Além da sua importância artística, Chaplin foi um grande produtor em 1919 associou-se a Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith e juntos criaram a “United Artsts” como uma resposta a ditadura dos grandes estudios da época. Batendo de frente com o poderosos de Hollywood Chaplin conseguiu sua independencia.
 
“Não devemos ter medo dos confrontos... até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.” (C. Chaplin)

Charles Spencer Chaplin, nasceu no dia 16 de abril de 1889, na East Street, Walworth, Londres, Inglaterra. Filho de Charles Spencer Chaplin Sr. E Hannah Chaplin ambos cantores e atores. Quando Chaplin tinha 3 anos os pais se separaram e ele ficou morando com a mãe. O “garoto” Charles teve uma infancia dificil já que a mãe, devido a uma doença na laringe, foi obrigada a parar de cantar e posteriormente com problemas mentais foi levada para um asilo. Neste período ele e seu meio-irmão Sydney foram morar com o pai que era alcoólatra. O pai faleceu de cirrose quando ele tinha 12 anos. Os irmãos Chaplin como uma forma de sobrevivencia foram trabalhar no music-hall onde graças ao talento que possuiam logo se destacaram.

“A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto.” (C.Chaplin)

A primeira viagem de Chaplin aos Estados Unidos ocorreu durante 1910 com o trupe de Fred Karno. Em 1913 o famoso diretor, roteirista produtor de cinema Mack Sennett (O Rei da Comedia) o contratou para atuar nos filmes produzidos por seu estudio “Keystone Film Company”.
Chaplin estreou no cinema, no filme Making a Living, Em pouco tempo tornou-se uma das grandes estrelas da Keystone. Em 1914 no filme “Kid Auto Races at Venice” produzido pela Keystone foi quando o mundo assistiu pela primeira vez o personagem “Carlitos” entrar em cena. Com suas travessuras o simpático e irreverente vagabundo conquistou o publico, foi amor a primeira vista.

“A persistência é o menor caminho do êxito.” (C.Chaplin)

Já no seu ano de estreia na indústria do cinema Chaplin dirigiu e editou 34 curta-metragens e um longa-metragem o “ Tillie's Punctured Romance”. Dai em diante Chaplin seguiu assinando contratos cada vez melhores com os grandes estudios: Essanay Studios, Mutual Film Corporation e First National. Em 1919, Chaplin criou United Artists com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith.

“Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás...mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.” (C.Chaplin)

Chaplin influenciou muitos artistas como Peter Sellers, Fellini, Buster Keaton, Renato Aragão, Jacques Tati, Marcel Marceau, Johnny Depp, Harold Lloyd e outros atores e diretores. Eu mesmo para compor o personagem “Carlos” de “Vidas em Jogo”, sobretudo na primeira fase da novela me inspirei muito no mestre Charlie Chaplin. Todo aquele ar “poético” do “Carlos” no inicio com seu fiel amigo o caozinho Zé, o amor platônico pela Rita, tiveram muitos ingredientes “chaplinianos”. Por exemplo, sempre que o “Carlos” olhava para a “Rita”, eu procurava lembrar do olhar apaixonado do “Carlitos” para a vendedora de flores cega de “Luzes da Cidade”.

chaplin luzesdacidade 300x223 Londres 2012   Maratona Cultural   II Charlie Chaplin

“Eu preciso dizer-lhe que... te adoro, simplesmente porque você existe.” (C.Chaplin)

A lista de relacionamentos amorosos de Chaplin é longa: Mildred Harris, Peggy Hopkins Joyce, Lita Grey, Paulette Goddard, Joan Barry, Oona O'Neill. Todas bem mais jovens que ele. Destas relações teve 10 filhos dos quais 8 com a última esposa Oona O'neil com quem ficou até seus últimos dias.
 
“Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.” (C. Chaplin)

Mesmo com a chegada do cinema falado Chaplin resistiu a fazer filmes assim. Ele achava que o cinema era a arte da imagem e da ação.

"A ação é geralmente mais entendida do que palavras. Assim como o simbolismo chinês, isto vai significar coisas diferentes de acordo com a sua conotação cênica. Ouça uma descrição de algum objeto estranho — um javali-africano, por exemplo; depois olhe para uma foto do animal e veja como você fica surpreso". (C.Chaplin)

Sua vida publica e pessoal sempre foram cercadas de polemicas. Na política Chaplin sempre foi simpatizante da esquerda. Durante o macarthismo, Chaplin foi acusado de comunista e de realizar "atividades anti-americanas". A perseguição a Chaplin chegou ao auge em 1940, quando ele estreou o filme Monsieur Verdoux (1947), considerado uma crítica ao sistema capitalista. Houve resistência à produção nos EUA onde fracassou mas na Europa foi um sucesso. Em 1952 Chaplin deixou os EUA e morar em Vevey na Suíça.

“Desde o fim da última guerra mundial, eu tenho sido alvo de mentiras e propagandas por poderosos grupos reacionários que, por sua influência e com a ajuda da imprensa marrom, criaram um ambiente doentio no qual indivíduos de mente liberal possam ser apontados e perseguidos. Nestas condições, acho que é praticamente impossível continuar meu trabalho do ramo do cinema e, portanto, me desfiz de minha residência nos Estados Unidos". (C.Chaplin)

Os dois últimos filmes de Chaplin foram produzidos em Londres: A King in New York (1957) e A Countess from Hong Kong (1967) estrelado por Sophia Loren e Marlon Brando, e Chaplin fez uma pequena ponta no papel de mordomo, foi a sua última aparição no cinema.
Em 1972 Chaplin recebeu o Oscar Honorário pelo "efeito incalculável que ele teve em tornar os filmes a forma de arte deste século" os aplausos mais longos da história do Oscar, com uma duração total de dez minutos. Chaplin morreu dormindo aos 88 anos de idade, no Dia de Natal de 1977 em Corsier-sur-Vevey, Vaud, Suíça.

“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.” (C.Chaplin)

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com