A Obrigação de Ser Gay

gay21 A Obrigação de Ser Gay

 

Amaranto é um cidadão comum. Simplório mesmo. Morador de Copacabana, eleitor do Bolsonaro, e de Levy  Fidelix – aquele do tal “orifício excretor”  .Amaranto é daqueles idosos que vão ao supermercado só para brigar com a mocinha da caixa. Você conhece de sobra esse tipo, é aquele que acorda e diz: “Onde é que eu vou arrumar uma briguinha hoje  pra me distrair?”

Outro dia encontrei um desses tipos organizando a fila dos Correios, apesar das senhas e dos funcionários. Típico general de pijama.

Pois Amaranto leu no seu períódico jurássico –ele lê o mesmo jornal há 55 anos – que a Irlanda aprovou o casamento homossexual.

- Logo a Irlanda, um povo católico!!! Estou decepcionado com a Irlanda. Nuna mais falarei com um irlandês . (Disse ele, como se alguma vez na vida houvesse encontrado um desses O' irlandeses pela frente  que não fosse o O'xente!) E foi sua última frase antes de perder o equilíbrio psicológico e entrar em  síndrome de pânico. Acredita agora que todos os homens à sua volta são gays e que ele terá que beijar todos os que pedirem isso.

Deixou de sair de casa, nem mais ao supermercado vai, com pânico de negar um beijo gay e ser processado por discriminação.

- Imaginem eu!!! Aluno do Colégio Militar, turma de 1964, flagrado beijando um Guarda Civil?

Amaranto hoje deu entrada no Pronto Socorro salvo de uma tentativa de suicídio, pois ao acordar para o café da manhã encontrou seu neto,  Aquiles,  com um belo moreno ao lado e o apresentou:

- Vovô, este é o Odair, meu noivo! Dormimos aqui hoje para nos despedirmos do senhor.  à noite voamos  para Dublin,  na Irlanda,  pra passar nossa lua de mel!

Crônica de Humor – As Bolinhas da Vovó

 

balls Crônica de Humor   As Bolinhas da Vovó

A sociedade pós moderna é narcísica por excelência !!! No tempo do Freud era histérica, no meu tempo de colégio era romântica, hoje é narcísica. Todo mundo quer ficar bonito...todo mundo fica lindo....malha...faz plástica... apareceu a primeira ruga faz plástica, como Adrião, um  rato de academia com quase 50 anos que ao ver as primeiras rugas correu para o cirurgião. Gastou o que tinha e  o que não tinha pra consertar a cara. Quando saiu do Hospital foi andando para o ponto de ônibus, nem carro tinha mais. No meio do caminho resolveu testar a cirurgia. Parou na banca de jornais e o perguntou ao jornaleiro:

- Que idade o senhor me dá

- Uns 36 anos..

-Não senhor, eu tenho 48 anos ! Foi plástica que eu fiz !!!

Continuou andando, parou num fast food para matar as saudades de um hambúrguer , que no hospital era só legumezinhos, e na fila perguntou à jovem atendente:

-Que idade você  me dá?

- Uns 38 anos...

- Tenho 48 anos. Foi plástica que eu fiz.

E continuou todo feliz, No ponto do ônibus deserto  só uma velhinha lá, dessas bem velhas, parecendo pititinga seca.Ele perguntou:

-A sra.que  tem idade, tem experiência ,  pode me dizer olhando pra mim que idade eu tenho? Que idade a sra. me dá?

-Ah, meu filho quando eu era mais moça, eu sabia dizer a idade dos rapazes só de pegar nas bolinhas deles. Se você me deixar pegar nas suas bolinhas eu digo a  sua idade.

Depois de relutar ele aceitou. Quinze minutos depois ele perguntou:

-E aí vovó, já chega de brincar.Que idade eu tenho?

-Você tem 48 anos

- Como a sra. faz isso ? Como adivinhou?

E a macróbia  sábia e feliz lhe disse:

- Simples: eu estava atrás  de você na fila da lanchonete!!!

Beijo de Roberta Close não Tem Nada A ver Comigo

Quero deixar claro  que esta suposta cena do ”beijo”,  que nunca foi escrita ,se real, não seria com meu personagem e sim com o galã da novela, eu era um dos protagonistas da trama e não tenho absolutamente nada a ver com esta situação relatada.

Escrevo isto pela confusão no Programa do Gugu envolvendo meu nome em reportagem com a Roberta Close. Que fique claro que eu jamais na novela Mandacaru passei por tal situação, até porque eu nunca fui o galã da novela, era o bufão Zebedeu.

Não sou dos " bonitinhos" , sou ator e como ator jamais passaria por mim uma frase do tipo: " Não vou lhe beijar pra não denegrir minha imagem de galã". Chego a rir disso. Fumaram estragado no morro errado. Kkkkkkk

A Escorregadia Credibilidade das Mídias, Eletronicas ou Não

bispofidel A Escorregadia  Credibilidade das Mídias, Eletronicas ou Não

Há uns 4 anos as Redes Sociais repoercutiram matéria da "séria" Carta Capital que dizia que Fidele estava agonizando e que o Bispo tinha apenas mais tres meses de vida com câncer no pâncreas. Estão aí, mais vivos que nunca. Agora o factoide é  que o medíum João de Deus toda semana vai a Lula pra cura-lo de um cancer...

A Rede é muito importante para a comunicação e para a informação. Importante sobretudo para a Democracia.

Mas padece de um mal terrível: qualquer boato, montagem, notícia falsa, brincadeira de mau gosto, é levada a sério, vira motivos de discussão, de brigas, de pessoas tomando partido, fazendo julgamentos a partir de factoides etc..

Para comprovar isto há semana s atrás noticiei a morte de um tal tio meu -  tio Janjão – personagem fictício. O assunto de seu velório, enterro, desenterro, cremação, durou dias de mensagens e sérias discussões na Rede. Nunca existiu tio Janjão.

O mesmo acontece com a casa de Lula ou do Bispo Macedo na Flórida ou em qualquer lugar do mundo.  Factoide sem pé nem cabeça, mas nos quais uma imensa maioria de ingênuos acredita que aquelas casa vazias, sem nenhum indício  que comprove a verdade dos fatos acima citados.

Há vídeos fakes criados especialmente para criar celeuma e audiência na web.

Eu, quando recebo uma notícia, qualquer que seja procuro checar antes de pagar o mico de estar discutindo o nada, uma criação fantasiosa de uma mente bem-humorada ou cínica, que também é outra forma de humor.

Às vezes a notícia plantada como verdadeira provoca perdas irrecuperáveis, como a falsa reportagem sobre os supostos pedófilos diretores da Escola de São Paulo que tiveram a vida arruinada apenas para satisfazer uma mídia sensacionalista.

Devagar com o andor pessoal.  Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que se diz na Rede é verdade.

Deixem de neurose. Sabem a diferença de neurótico, maluco e normal? O normal sabe que dois mais dois são quatro; o maluco tem certeza absoluta que dois mais dois são cinco. Já o neurótico sabe que dois mais dois são quatro, mas ele fará o possível para tentar ser possível dois mais dois serem cinco. Assim são os que sabem que o factoide é mentira, mas fazem de tudo para que seja uma verdade.

Charles Chaplin Já Foi Ameaça à Segurança do Brasil

chaplin Charles Chaplin Já Foi Ameaça à Segurança do Brasil

 

Aquiles Nazoa, humorista venezuelano, fala sobre o humor:

-  " O humor é uma forma de pensar, sem que quem pensa perceba que está a pensar" é, portanto, pensar de contrabando. Sociedades abertamente ditatoriais odeiam o pensamento, pois inevitavelmente leva à liberdade e à autonomia.

O filme “O Grande Ditador” de Charles Chaplin que hoje é mostrado sem problemas, de maneira trivial, com cena até como abertura de telenovela, você, leitor, nem pode imaginar o quanto foi difícil para Chaplin fazer  este filme e exibi-lo.

A proibição ao filme não se limitou apenas aos governos nazifascistas da Alemanha e da Itália, foi além: o próprio governo dos EEUU, considerado democrático, mas fiel aos seus interesses não queria contrariar aliados irritados com o filme.

Chaplin foi acusado de "fascismo prematuro", porque o humor é sábio e  sempre tem a capacidade de antecipar a tragédia humana.

Esta foi a resposta de Chaplin às pressões contra o filme: "Eu vou tornar público este filme mesmo que para isto eu tenha que construir ou comprar um cinema e mesmo que o único espectador da sala de projeções seja eu”.

"O Grande Ditador" foi proibido na Itália, Alemanha, Espanha, na Europa ocupada, Costa Rica, Argentina, entre outros, e muitos cinemas na América do Norte também  optaram por não exibí-lo.

E para não dizer que fomos -   ou somos -   um País em desalinho com o Mundo, à época sob o regime ditatorial pró-fascista de Getúlio Vargas o filme também foi proibido no Brasil. Uma ameça à segurança nacional. E com isso mais uma vez Chaplin expôs o ridículo.

 

História Mal Contada de Abuso Sexual

 

A Internet nos propicia saber de coisas que até então sequer imaginávamos. Algumas delas que embora reais parecem ter saído das mãos de comediógrafos.

Pois acabo de ler que um cidadão nos EEUU entrou no quarto de uma casa de  família e abusou sexualmente do chefe da casa pensando tratar-se de uma adolescente.

O caso ocorreu em Dickson, Tenessee. O dono da casa acordou com a mão do intruso dentro das suas calças acariciando-o julgando ser sua filha adolescente.

Oh,  historinha mal contada!

O cidadão Corey Huddleston, de 52 anos subiu pela parede externa entrou no quarto de Bret Cutrell e começou a acaricia-lo. Foi quando Brett acordou e o barraco foi armado.

Mas olhem bem a foto dos dois e me digam se dá pra confundir Brett Cutrell com uma adolescente, ainda mais depois de enfiar a mão dentro das calças dele. (risos, gargalhadas mesmo).

 

maluco História Mal Contada de  Abuso Sexual

O suposto pedófilo atrapalhado Corey Huddleston

Agora vejam a foto abaixo e me digam como confundir esse cara aí embaixo (Bret Cutrell, o abusado) com uma adolescente de 14 anos? É o que dá não ter noção de anatomia.

pai História Mal Contada de  Abuso Sexual

 

E eu que sou o comediante ...kkkkkkk

 

 

 

O “Politicamente Correto” No Humor É Uma Forma de Fascismo

serios O Politicamente Correto No Humor É Uma Forma de Fascismo

Duas grandes e sérias bestas

 

Muitas vezes ver uma pessoa, situação ou instituição que nos é rival ou estranha  sendo ridicularizada, degradada, deformada, exposta numa piada ou numa caricatura ou qualquer outra obra cômica, faz brotar do mais profundo do nosso ser algo instintivo, natural, que não pede para ser analisado ou compreendido, apenas que nos satisfaça, satisfação esta expressa em graus que vão de um simples sorriso à gargalhada.

E quando rimos nenhum de nós para pra analisar de que se está rindo. Para pra analisar qual o processo do riso? Se ele está certo ou errado. Ri-se e pronto. Está rido. O riso é uma emoção. Ela expressa-se independente do nosso controle consciente. É um fenômeno tão simples e ao mesmo tempo tão complexo.

De toda forma pode-se dizer que todo riso é um riso de classe, já que está ligado diretamente à construção do tipo social de quem ri.

Ou seja: o riso varia conforme o nível cultural e social.

Tentar estabelecer o politicamente correto é o mesmo que voltarmos ao estalinismo ou outros regimes repressores; voltar ao romance “O Nome da Rosa” onde a Igreja proibia a leitura de Aristóteles sobre o riso já que quem ri poderia rir de Deus, logo não seria religiosamente correto.

Qualquer tentativa de estabelecer o politicamente correto é a meu ver uma forma de fascismo.

Faça-se o humor, livre, solto, inconsciente, de toda forma ele será sempre manifestação de uma ideologia, e a sociedade democrática   possui inúmeros mecanismos para defesa das minorias, da ética, etc. etc...

Além do mais, sendo o riso  manifestação inconsciente sofrerá  a repressão do superego, quer da sociedade, quer dos espectadores, quer do próximo ou do que ou quem se ri. E esta repressão será tanto mais -  ou menos -  severa quanto maior for o rompimento dos limites com o riso, haja à vista "Charlie Hebdo".

Portanto não precisamos que pseudo intelectuais mal-amados, ou patrulhas fascistas estabeleçam cartilhas do  como rir e do que rir.

As “Celebridades” e a Vulgarização da Profissão de Ator

sarah As Celebridades e a Vulgarização da Profissão de Ator

Sarah Bernhardt , esta sim uma celebridade que atravessa os séculos

Quando eu comecei a fazer teatro, há meio século atrás nem havia a indústria de conteúdo para teledramaturgia. Uma ou outra novelinha. Era teatro mesmo. E com isso todos os atores se conheciam, todos nós sabíamos quem era quem na profissão.
Profissão aliás que se escolhia por pura vocação, já que era reprimida em sua maioria pelos familiares, e amigos. Ser ator ou atriz era quase equivalente a ser promíscuo e marginal.
Nos dias de hoje são tantos e tantos atores e atrizes jovens chegando ao mercado que a gente não tem nem tempo de conhecer um e já temos outros chegando. Mal sabemos os nomes de uma pequena percentagem. E a maioria aparece e desaparece como caudas de cometas.
Houve a época dos modelos. Todos queriam ser modelos, depois descobriram que modelo era pouco, era preciso ser ator para ter mais visibilidade (há uma crise de identidade em cada indivíduo na sociedade de hoje) .
Conclusão: são milhares de jovens, sobretudo  no Rio e SP, quase todos com o mesmo biótipo: sarados ou esquálidas, rejeitando glúten e tomando suprimentos.
Vulgarizou-se a profissão, no sentido de tornar-se popular. Nos tornamos hoje mais próximos de um comportamento social tipo executivos demultinacionais que de românticos criadores.
Basta um vestido novo, ou um casamento de marketing e a pessoa torna-se celebridade do mundo artístico, maior celebridade até que Sarah Bernhardt ou Laurence Olivier.
Mas, é assim mesmo, é a tal sociedade de massas. A industrialização; a beocidade do neoliberalilsmo; da economia de mercado.
E a gente vai levando, com a certeza de quie das milhares de pareiras que vão brotando a cada dia pela mídia de consumo algumas afnal darão boas uvas para um bom vinho.

Novela É Coisa Pra Muito Trabalho

atoresdez Novela É Coisa Pra Muito Trabalho

Somos apenas a ponta de um iceberg de muito trabalho e persistência

 

Aos que pensam que fazer novela é apenas brilhar e ser famoso e que os artistas levam vida de folgança e lazer, saibam que estão enganados.

Trabalhamos muito, e duro, sob tensão permanente para que nada passe desapercebido na interpretação das nossas personagens.

O sucesso acontece, ou não. Se tivéssemos a fórmula do sucesso abriríamos uma banca e colocaríamos em leilão pra ver quem dava mais pela fórmula. Neste momento festejamos com todo o direito a vitória e o sucesso de “Os Dez Mandamentos”, fruto deste árduo trabalho de equipe.

Portanto, a nós, trabalhadores das artes cênicas só nos resta a certeza do trabalho. Trabalho feito com amor, esmero, e muita concentração.

Ontem mesmo, dia de sábado Jorge Pontual e Thierry Figueira -  meus filhos na novela -  gravaram desde as 8h da manhã até as cindo da tarde. De forma ininterrupta trocando roupas e adereços a cada cena. Mobilizando um atento batalhão de camareiros, maquiadoras, cabeleireiras, caracterizadores, câmeras, sonoplastas, iluminadores, produtores de arte, editores, diretores musicais,  contra regras, figurinistas, assistentes de produção, assistentes de direção, diretores de estúdio, e o diretor ou a diretora do dia... e muito mais profissionais de diversas áreas, até mesmo da área médica que fica de plantão para qualquer emergência.

Mas nós artistas e técnicos  enfrentamos  estas horas de trabalho árduo  de forma valorosa e com muito bom humor para levar até os espectadores o melhor da nossa criação. Assim é a semana dos atores em novelas. #dezmandamentos

 

Encontro de Moisés Com Pais É Show de Interpretação

pais Encontro de Moisés Com Pais É Show de Interpretação

Denise e Gorgulho (Joquebe e Anrão)

Sou um veterano das Artes Cênicas, 49 anos de estrada. Por isso fico muito feliz quando vejo boas interpretações; fico orgulhoso dos colegas; fico com a certeza de que os jovens de hoje serão os bons veteranos de amanhã.

Ontem foi o encontro de Moisés (Guilherme Winter) com seus verdadeiros pais Joquebede (Denise Del Vecchio)  e Anrão (Paulo Gorgulho), e com a irmã Miriã (Larissa Maciel)  na novela “Os Dez Mandamentos”.

Foi um belíssimo trabalho dos colegas. Emocionante desde o primeiro momento em que a brilhante direção de Alexandre Avancini nos descobre Moisés que usa uma capa para chegar até a porta da casa de seus pais.

A interpretação dos dois colegas veteranos com a qualidade dos jovens atores tornou a cena uma das mais belas e emocionantes cenas da teledramaturgia brasileira, a meu ver.

Dá gosto ver colegas mostrando o valor de seus talentos.

Parabéns a eles, à Direção e a toda a equipe. #dezmandamentos