Linda e Dircinha Batista Não Sobreviveriam Nos Tempos de Hoje

linda Linda e Dircinha Batista Não Sobreviveriam Nos Tempos de Hoje

As irmãs Batista

 

Estava ouvindo um cd de Linda e Dircinha Batista (alô garotada!) duas grandes intérpretes da MPB em décadas passadas.

Fiquei ouvindo as letras e posso garantir que maioria das suas canções (como centenas daquela época) iriam desmoronar diante da psicanálise, do politicamente correto, do feminismo e da diversidade.

O tempo muda os costumes e hábitos. Ouvi; Ouvi A Mulher que é Mulher, de Armando Cavalcante e Klecius Caldas – o feminismo daria cabo dela, a letra diz que a mulher que é mulher perdoa se o marido trai; “Nega Maluca”, de Evaldo Ruy e Fernando lobo. De saída seria considerada uma letra racista; depois veio “Vingança”, de Lupicínio, aí então só psicanálise; “Enlouqueci”         , de Luiz soberano, Waldomiro Pereira e João Sale é de uma dependência total da mulher objeto e totalmente incorreta politicamente; e pra completar “Conceição”, - de Dunga e Jair Amorim -  aquela tal que “se sumiu ninguém sabe ninguém viu” e que hoje é só jogar no Google ou nas redes sociais e dão conta dela.

Lembrei-me do grego Cícero que há mais de dois mil anos disse “O Tempora, o Mores”. “Que tempos! Que costumes! ”

Dia Mundial da Fotografia

salgado Dia Mundial da Fotografia

O gênio fotográfico que foi Sebastião Salgado

 

Embora experimentos com imagens copiadas remontem desde o século 16, na verdade começa pra valer no século XIX a fotografia com os daguerreotypos. Imagina a gente dizendo ainda hoje: vamos fazer um selfie, junta todo mundo aqui pra um daguerreotypo!

Mas do daguerreotipo evoluímos mesmo para a fotografia. Antes a chapa precisava ficar um longo tempo em exposição pra gravar nela a imagem a ser reproduzida.

Depois veio a lâmpada de magnésio, aquelas que quando tiravam a foto explodiam com uma fumaceira.

Depois os flashes, e as câmeras de madeira apoiadas em tripé, com  o fotógrafo com a cabeça enfiada dentro da câmera. E a fotografia começou a tornar-se arte também.

Daí popularizou-se a fotografia. O que antes era obra de profissionais, passou a ser direito de leigos, de amadores, de profissionais, de artistas... Foi nessa época que também surgiram as máquinas da Kodak, em formato de caixotinho. Tirava 12, ou 36 poses, e você depois tinha que levar o filme pra revelar. Aproveitava menos da metade, o resto não prestava e você tinha perdido tempo, poses, momentos...

Aí vieram aquelas câmeras que imprimiam a foto na hora, mas que dois meses depois a imagem sumia do papel.

Até que com a revolução cibernética chegam as máquinas digitais e delas pros smartphones foi um pulo que ampliou a democracia da imagem.

Hoje até um a criança de três anos tira fotos. Centenas delas. Todo mundo hoje tira fotos, de tudo! Entre no Face e comprove, no Instagram mais ainda. Fotografa-se até prato de arroz feijão e ovo.

Que época maravilhosa estamos vivendo. Somos felizes e às vezes sabemos.

Graciliano Ramos e a Palavra

graciliano Graciliano Ramos e a Palavra

 

Revendo apontamento sobre Graciliano Ramos, descobri esta pérola de conselho que serve a todos nós que fazemos uso da palavra escrita. Disse o mestre a uma entrevista no ano de 1948

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá das Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupas suja na beira do riacho ou da lagoa, torcem o pano,  molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam. e torcem uma , duas vezes. Depois enxaguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal para secar. Pois quem se mete   a escrever deve fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”.

Alô Garotada: Sabem Quem foi Oscarito?

oscarito Alô Garotada: Sabem Quem foi Oscarito?

Oscarito

Nesta data, em 1970, falecia com 64 anos Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Diaz, para nós o Oscarito. Um dos maiores cômicos do Brasil, quiçá da cinematografia mundial, ao lado de Totó, Fernandel, Cantinflas, e poucos outros. Embora de origem espanhola naturalizou-se brasileiro em 1949, aos 43 anos de idade. Apresentava-se no teatro de revista e depois foi para o cinema , na companhia cinematográfica Atlândida. Filas enormes aconteciam nas portas dos teatros e dos cinemas que apresentavam Oscarito. A intelectualidade da época, como sempre metida a besta, desdenhava seu trabalho. Chamavam seus filmes de chanchadas, dando-lhes caráter pejorativo. Com um tom e tempo de comédia fantástico, sem igual - os cômicos  nunca são iguais - Oscarito tem no cinema duas grandes criações imortais: uma cena com Eva Todor, em que ele de travesti imita a grande atriz ,  outra com Grande Othelo fazendo a cena do balcão de Romeu e Julieta (Othelo no papel  de Julieta).

eva Alô Garotada: Sabem Quem foi Oscarito?

A cena com Eva Todor

Oscarito foi tão importante que foi convidado por Hollywood para o papel de "Passpartout" em "A Volta ao Mundo em 80 Dias". Apegado à família não quis deixar o Brasil e  negou o papel, que foi feito por Cantinflas, o grande cômico mexicano. Embora trabalhando em ambientes mundanos como o Cassino da Urca e o teatro de revista Oscarito era sobretudo um homem pacato, simples, de vida familiar. Não há nenhum conflito em sua vida. Nenhum escândalo. Há alguns anos pensei em montar no teatro a sua biografia. Desisti. Foi uma vida muito simples que não deixou margens aos conflitos que uma dramaturgia exige. Depois de sua morte em 1970, de acidente vascular, os mesmos ácidos críticos o entronizaram no Panteão da Comédia Brasileira. Sua arte venceu a mediocridade da crítica. As novas gerações precisam conhecer este mestre do humor. Seus filmes estão nas videotecas, é só assistir. Ao todo foram 47 filmes.

cantinflas Alô Garotada: Sabem Quem foi Oscarito?

Cantinflas - ao lado de David Niven - no papel que Oscarito recusou.

Gazeta de Notícias Fez Há 140 Anos o Que Fazemos Hoje Num Toque

 

 

gazeta Gazeta de Notícias Fez Há 140 Anos o Que Fazemos Hoje Num Toque

Primeira página da primeira edição da Gazeta

 

Você que me lê e que para chegar até este post, com simples toques acessou imagem, som, fotos, e até mesmo memes é bom saber que na data de hoje há 140 anos  pela primeira vez no jornalismo nacional foram introduzidas a foto, a reportagem e a charge num jornal.

O fato ocorreu através da edição da Gazeta de Notícias, um jornal carioca, em plena Corte do Segundo Império. No dia 2 de agosto de 1875, circulou pela primeira vez o jornal “A Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro”. O jornal “Gazeta de Notícias” foi fundado por Manuel Carneiro, Ferreira de Araújo e Elísio Mendes e circulou até 1942. Inovador em seu tempo, o jornal abriu espaço para a literatura e debatia os grandes temas nacionais, como o fim da Monarquia e a abolição da escravatura. Foi em suas páginas que José do Patrocínio, sob o pseudônimo de Prudhome iniciou a sua campanha pela Abolição. Machado de Assis, Capistrano de Abreu, Eça de Queiroz, entre outros, também escreveram em suas páginas.

O que hoje pra nós é simples – qualquer um tira fotos e publica, faz charges e imprime, e até entrevista para os sites, na época foi num avanço que fez História no jornalismo brasileiro.

Imagine o deslumbre de um leitor há 140 anos vendo uma foto impressa num jornal pela primeira vez, e lendo reportagem também, já que até então os jornais eram simples informativos de partidas e chegadas de vapores, vendas e preços de mercadorias, anúncios comerciais e sociais, e editais oficiais.

A data de hoje é, portanto muito importante para todos os que fazem jornalismo no Brasil e para todos nós que usufruímos dos avanços da Imprensa neste século cibernético.

 

No Rio de Janeiro Vale a Frase: Não Tem Onde Cair Morto

morto No Rio de Janeiro Vale a Frase: Não Tem Onde Cair Morto

Imagem chocante do trem da Supervia passando por cima do suposto morto

 

Dois fatos insólitos viraram notícia no Rio de Janeiro  (entre tantos outros insólitos)  no dia de ontem.

Um deles foi o absurdo, chocante, de ver um trem da Supervia passar por cima de um cidadão, supostamente atropelado, supostamente morto, porque o tráfego não podia parar.

Digo supostamente porque parece-me que quem determina a morte de alguém em caso como esse seria o médico legista do Estado, ou autoridade similar e não um controlador de tráfego. Por outro lado, se morreu atropelado foi por qual trem? Quem conduzia o trem atropelador? Espero que além de todas as providências tomadas a Secretaria de Direitos Humanos também seja acionada, bem com o Ministério Público.

Se isto acontece em um canto da cidade, já em outro temos o drama de uma família que não consegue vaga para sepultar a finada matriarca nos cemitérios do Rio. Não há vagas. Já vai pra 4 dias que a família espera com a senhora insepulta.

Dois casos, duas pessoas distintas, mas um mesmo axioma: não se tem onde cair morto no Rio de Janeiro.

Morre-se no trilho de um trem e vão vilipendiar seu corpo passando por cima sem sequer atestado de óbito; morre-se em casa e  há de ficar em casa mesmo, aguardando vaga para ser enterrado.

De toda forma os dois fatos remetem-me a duas obras teatrais: “Electra” a tragédia grega onde a protagonista reivindica o direito de enterrar seu familiar, e “Mortos Sem Sepultura” de B. Brecht. Uma pelo enredo, outra pelo título.

Nunca como antes o ditado “não tem onde cair morto” ajusta-se tão bem à situação carioca.

Help! Cinquentenário do Segundo Filme dos Beatles

help Help! Cinquentenário do Segundo Filme dos Beatles

 

O tempo voa, não corre. Parece que foi ontem que os Beatles mais uma vez encantaram o mundo com o lançamento de seu segundo filme: Help. Título de uma de suas mais famosas canções.

Uma aventura surreal, filmada em LondresBahamas e Alpes suíços. No filme os Beatles são perseguidos por membros de um culto indiano que querem o anel que Ringo está usando. O filme não conseguiu a qualidade e o sucesso do anterior A Hard Day's Night.

Além disso filme custou o dobro do preço do anterior por ser filmado a cores e por ter feito em algumas locações exóticas. Nos Estados Unidos saiu um LP com a trilha sonora do filme. Na Inglaterra, porém nem todas as músicas do LP foram apresentadas no filme.

Curiosidade: durante os depoimentos feitos no documentário Anthology, Ringo disse que muitas cenas do filme foram gravadas com os Beatles sob efeito de maconha. O que para a maioria do mundo já não se configura em nenhum escândalo. Ainda mais pra que for filmar no Uruguai.

 

Feliz Aniversário, Viva!!!

 

Bemvindo com dois meses Feliz Aniversário, Viva!!!

Zoiudo desde menininho kkkkk

 

Hoje é meu aniversário, 68 anos muito bem vividos. Curiosamente nasci no dia 27/07/47 no quarto nº 07 as 7 da manhã.

Agradeço todas as manifestações de carinho que tenho recebido ao longo do dia desde a zero hoje de hoje.

Nesta data, por maiores que sejam as demonstrações de carinho e atenção posso dizer que meu melhor presente é a companhia da minha mulher, Doia.

Um beijo e abraço em todos que me acompanham.

doia Feliz Aniversário, Viva!!!

Meu maior presente

Alô, Vovós e Vovôs: Hoje É O Nosso Dia

familia Alô,  Vovós e Vovôs: Hoje É O Nosso Dia

Um buquê de netos! Felicidade!

Não sei se é verdade que os  avós existem pra estragar os netos, mas como avô sei que avós existem pra fazer todos os carinhos e vontades dos netos.

Avós são a segunda geração de papai e mamãe, mais experientes, mais flexíveis, mais compreensivos e profundamente amorosos.

E os netos são bênçãos que recebemos pra compensar todos os sacrifícios que fizemos pelos filhos.

Quem já adulto, que tenha tido a graça de conviver com os avós,  não se recorda de todos os carinhos e agrados que recebeu ?

Feliz e terno Dia dos Avós!

Uber ou Táxi?

taxi Uber ou Táxi?

 

Essa questão do aplicativo Uber em contraposição ao serviço regular de taxis vai além da briga entre as partes.

No quadro tradicional fico com os taxistas. Mas o fator é mais complexo.

A revolução informática e a mudança dos valores cidadãos, com as conquistas trazidas pela revolução da Internet é que traz esta briga.

Uber denuncia a burocracia do Estado, Denuncia a tirania sobre os prestadores de serviços. Para ter um taxi rodando são necessárias tantas taxas e fiscalizações, tamanhas burocracias, - fora as propinas que sempre se ouve fala-  denuncia um Estado anacrônico, onipresente, quase totalitário sobre os trabalhadores autônomos, isto para não falar em outros setores da Economia.

Assim como os Partidos políticos em todo o mundo perderam sua razão de ser e só não desaparecem porque ainda não foi encontrado outra alternativa, também o Estado gestor como o conhecemos, vindo do século analógico está fadado ao fracasso e à desmoralização no século digital.

Não só o Estado, mas muitas instituições. Que o digam os milhões de “gatos” de luz, internet, tv a cabo, água, que existem pelo País.

Como este modelo antidemocrático de Estado vai gerenciar isto? Com Polícia? Que Polícia? A que mata, espanca e que ainda vive no século dosa czares? Que não resolve nem 10% dos homicídios culposos na sua área? Uma polícia que o próprio Estado velho não consegue modernizar?

Os próprios “sagrados” Direitos Autorais são revirados de cabeça pra baixo , bem como downloads e de filmes e músicas, com a nova revolução cibernética.

Tudo isto é o que vejo vindo à tona nesta discussão do Uber, e não ap0enbas uma briga entre taxistas regulares e “piratas”.