Publicado em 23 fevereiro 2012 às 06:17
TEXTO: O VERBO É AÇÃO
Encerrando os posts sobre os principais quesitos que me ajudam a montar a personagem, chego afinal ao texto.
O Verbo se faz carne. O Verbo é ação.
No teatro literário ele é a base de tudo.
Na novela é também a base que prende o espectador e pode revelar atores.
No teatro, grande autores com textos belíssimos: Euripedes, Ésquilo, Plauto, Shakespeare, Ben Johnson, Strindberg, Pirandello, Wilder, Tenesse Williams, Ionesco, Becket, e muitos , muitos outros.
Na televisão ainda estão presentes na nossa memória os grandes textos da teledamaturgia. Muitos deles do autor que representarei agora: Lauro César Muniz.
O que chamamos de embocadura do texto - a facilidade com que as palavras adequam-se à nossa boca - é muito importante para o sucesso de uma novela e de uma personagem.
Um dos segredos do sucesso que fiz com Zebedeu em "Mandacaru" da extinta rede Manchete, foi que adaptava o texto á minha embocadura.
Os autores de Mandacaru me permitiram isto, outros não permitem.
Estudar o texto de cada cena, decorar o texto e depois ineterpretá-lo.
Tudo a partir do verbo. Do verbo da oração, da cena, do capítulo e da novela.
Procura-se o Verbo em cada ação. O verbo denota quem protagoniza a ação, e que ação temos.
Fazer Artes Cênicas sem conhecer a Língua Portuguesa, e digo mais: sem minimas noções de latim, não devem conduzir a bom termo o trabalho do ator.
O bom ator sabe o que fala, a origem do que fala e a concordância do que fala. Só assim entende o que fala e pode bem interpretar.
Agora, ao trabalho!
"Máscaras". Mais um grande texto de Lauro César Muniz.
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