Publicado em 31 maio 2012 às 12:38
Vida de Artista é Mole
Acordei as 7h da manhã, após haver dormido às 2h da noite anterior, decupando e decorando as cenas para a gravação do dia.
Entre 7 e 8h uma pequena maratona contra o tempo que inclui além da higiene pessoal e café da manhã, a leitura das notícias, a atualização dos pagamentos e contas bancárias, e as orientações domésticas.
Às 8h o carro veio me buscar e me levou para a Colonia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, local da gravação externa , prevista no roteiro que recebemos.
Cinco cenas agendadas para o local.
Pelo caminho vou rebatendo o texto decorado da noite anterior, e estudando as cenas dos próximos capítulos.
Chegamos lá por volta das 9h30m depois de nos perdermos entre a Taquara e a Praça Seca.
Saltei do carro e fui encaminhado ao ônibus-camarim onde transfomam-me: da maquiagem ao figurino.E segui para a área da gravação. Isto já são 10h30m e o sol já bate inclemente na calva de Novais, minha personagem careca. Ao meu lado, solidárias Paloma Duarte e Nina de Pádua, grandes atrizes, grandes colegas.
Às 14 h demos por encerrada aquela locação. Depois de dezenas de idas e vindas, marchas e contramarchas, em pé ao sol ouvindo as palavras de "Silêncio!!!", "Atenção!!!", "Gravando", "Valeu!!" ou: "Não valeu!!!"
Fim daquela parte do roteiro. Voltei ao onibus-camarim, retirado tudo que pertence à personagem, e semi Novais, semi Bemvindo, entrei de novo no carro e segui para O Recnov, o complexo de estudios da Record no Rio.
Às 15 h chegando lá fiz uso do meu tempo de almoço, dividido entre telefonemas necessários da minha vida particular, ingestão de remédios e vitaminas, troca de curtas conversas entre os colegas, e em seguida caí dentro do estúdio e camarins.
Nova maratona de retocar maquiagem e refazer figurinos, e o Novais está de novo pronto para continuar a saga de gravações daquele dia. Mais outra sequencia de "Silêncio!!!", "Atenção!!!", "Gravando", "Valeu!!" ou: "Não valeu!". Mais algumas hora em pé, em semitensão. Mais 10 cenas restantes.
O que vale é o bom humor e a dsisposição de toda a equipe: dos técnicos aos colegas, passando até mesmo pelo pessoal da faxina e pelos vigilantes.
O dia escureceu, caiu a noite, choveu e sequer soube como andou o tempo fora do estúdio.
As 21h terminamos o roteiro do dia.
Tiraram-me a maquiage, roupa, e recompos-se o ator, pessoa, cidadão.
Entrei no carro às 21h30m e as 22h30m cheguei em casa, para banho, jantar, tuitar em resposta aos amigos, abrir emails, escrever este post e mais uma vez abrir as cenas e capitulos que estão roteirizados para o dia de amanhã , e estuda-los, decora-los para que no dia seguinte, mais uma vez possamos dar o melhor de nós a vocês que nos asssistem e se emocionam a cada cena da novela...
Às duas horas da manhã durmo, cansado, mas com a certeza de que valeu e valerá sempre a pena a profissão que escolhi por vocação.
Bjos
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Publicado em 29 maio 2012 às 13:15
DEU MOLE EU BLOQUEIO
A "garotada" sabe melhor que nós, veteranos, usar as redes sociais.
Fico impressionado com a rapizdez como teclam em minúsculos teclados as mensagens e torpedos.
Como criam linguagem e signagem própria.
Nesta área virtual uma das coisas mais difícieis para mim é exercer o botaõ de "block".
Bloquear alguém é para mim sinônimo de intolerância da minha parte.
Por isso sou muito complacente. Paciente e tolerante.
Mas de tempos para cá tenho aprendido com a "garotada" a usar este botão. E tenho me dado muito bem.
Descobri que o virtual às vezes é como na vida: não gosto e não dou conversa para estranhos com alteração de consciência, drogados ou bêbados; não gosto de papo com chatos; não suporto radicais, venham de onde vierem; pessoas amargas e pessimistas menos papo ainda...assim sou eu na vida.
Porque não seria na Rede, não é mesmo?
Confesso a vocês que no início foi doloroso bloquear alguém. Creio no próximo, no ser humano, sempre acho que é possível o diálogo .
Mas agora...deu mole tou bloqueando.
O que significa isto? Significa que o veneno, a malícia, a maldade, e as palavras carregadas de ódio e intolerância eu não quero nas minhas conversações, nem manter na minha "timeline".
Salvo apenas alguns adolescentes, que por natureza da idade estão procurando seu discurso social, por isto às vezes passam dos limites. Normal.
Mas, reafirmo, estou amando dar "block".
Vejos ás vezes um ou outro se queixando: "poxa, fulano me deu block."
E ponho-me a imaginar que tamanha frosseria teria um ou outro feito para levar o "fim de papo?
Enfim, a "timeline" só é desagradável quando você não sabe se defender. Como na vida.
Quando você põe limites no outro, põe em você também, torna-se mais cuidadoso e cordial com o próximo e passa a exigir isto também para você.
Portanto, você que me lê: se fizer comentário grosseiro sobre este texo já sabe: block!!! (risos cibernéticos)
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Publicado em 28 maio 2012 às 06:24
Fama, Audiência, e Redes Sociais
Não assisti ontem ao programa de estréia de Rafinha Bastos "Saturday Night Live".
Mas ao ver posteriormente seus índices de audîência fiquei surpreso: 0,4 , 0,5 e média final em SP 0,8 o que equivale a 48.000 domicílios, salvo engano.
Ou seja : menos que quatro milésimos do seu número seguidores na rede.
Por que a surpresa? Porque Rafinha Bastos tem mais de quatro milhões e meio de seguidores na rede social do Twitter, tendo até sido citado pela mídia americana pela sua popularidade record.
Entretanto esta popularidade na rede não é acompanhada pela audiência da tv.
Não creio que sua baixa audiência deva-se audiência geral da Rede Tv, menos ainda a uma punição pelo seu tipo de humor.
E não estou aqui criticando Rafinha ou qualquer coisa relativa.
Medito sobre o fato de que ser popular, ou seguido, nas redes sociais não significa credibilidade, sequer significa maior atenção.
Ou seja: há uma grande diferença entre ser famoso e o reconhecimento público.
Porque muitos querem ser famosos. Muitos.
Mas o que é ser famoso? O ex-goleiro do flamengo, Bruno, é muito famoso. Carlinhos Cachoeira também é muito famoso. Existem até as mulheres de má fama. Mas querendo ou não, é "fama". Todos famosos, muito mais famosos que o Bispo Casaldáliga ou que Bibi Ferreira.
Há várias maneiras de se conseguir a fama...Que os jovens, et alia perseguidores da fama que me leem pensem nisto.
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Publicado em 27 maio 2012 às 06:26
Flores para o domingo
Um dos meus "hobbies" é fotografar flores.
Neste domingo divido com vocês algumas das fotos floridas.
Bom domingo a todos.
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Publicado em 26 maio 2012 às 06:23
Casa de favela, patrimônio a ser preservado
O eufemismo da língua aliado á sociologia e à economia transformou a "favela" em "comunidade".
E a favela foi deixando de ser favela, foi se tornando um bairro popular.
As casas de alvenaria substituíram os barracões de madeira, com furos no teto de zinco que tanto inspiraram Noel Rosa.
Que bom! Que o povo humilde tenha cada vez mais melhores condições de vida.
Outro dia, livre após décadas de domínio do tráfico, pude subir o morro Dona Marta aqui no Rio.
Como disse: alvenaria pra todo lado, mas sobrou este barracão de madeira, que deveria ser preservado como patrimônio arquitetônico.
Já não existem mais barracões como ele, típico exemplar de uma época em que a "Comunidade" era de fato "Favela".
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Publicado em 25 maio 2012 às 15:23
As Mulheres Mais Ricas do Mundo
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Publicado em 24 maio 2012 às 06:29
Regulamentação da Profissão de Artista
Trinta e quatro anos atrás: 1978.
Depois de anos de lutas os Artistas finalmente tiveram a regularização da nossa Profissão.
Foi Relator da Lei o deputado Álvaro Valle, do antigo PL que muito nos ajudou.
Estávamos em plena Ditadura. A Globo hegemônica no mercado de trabalho...
Fizemos o melhor que pudemos naqueles tempos de negociações para que a Lei fosse aprovada.
Tivemos que pedir muitas bênçãos: às Confederações Sindicais, às Federações, aos Sindicatos dos Radialistas...à Ditadura...à Globo...mas negociamos e conseguimos a aprovação da Lei 6533 que regulamentou a nossa profissão.
Antes tirávamos a carteira para trabalhar na Polícia Federal ,junto com as prostitutas fichadas. Nada contra elas, mas são de outro Departamento (risos).
Uma luta de muitos, notadamente Lélia Abramo em SP, Vanda Lacerda e Otávio Augusto no Rio, eu na Bahia...
Nem a Ditadura pôde impedir que recebessemos os três notórios "subversivos", Lelia, Vanda e eu, o Registro Profissional número 01 das flas 01 do Livro 01 da DRT.
Dedico meu dia de hoje à memória destas duas grandes lutadoras, líderes sindicais e atrizes: Lélia Abramo e Vanda Lacerda.
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Publicado em 23 maio 2012 às 13:01
Carro popular agora a preço de banana
Carro popular vai custar 2.000,00 menos.
A elite vai reclamar do engarrafamento que os pobres causam. (risos)
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Publicado em 23 maio 2012 às 06:20
Walter Salles Jr.:O novo Zé do Burro?
Hoje completam 50 anos da premiação do filme brasileiro "O Pagador de Promessas".
Sob a direção de Anselmo Duarte, nesta data, o filme ganhava a "Palma de" Ouro no Festival de Cannes.
Este feito jamais se repetiu.
Uma abstinência cinquentenária.
Mas agora, outro "pagador de promessas" pode arrebatar a "Palma de Ouro" em Cannes.
O brasileiro Walter Salles Jr. concorre com o filme "A Estrada".
Digo outro "pagador de promessas" porque no filme de 1962 o personagem Zé do Burro carregava uma cruz às costas por centenas de quilômetros para pagar uma promessa.
Já Walter Salles conta que seu filme foi fruto do processo físico e emocional mais complicado de sua carreira – a viagem exaustiva totalizou 100 mil quilômetros entre EUA e Canadá.
Uma das viagens foi feita da Costa Leste à Oeste americana em três semanas, com uma equipe de apenas seis pessoas.
"O carro quebrava o tempo todo. Conhecemos todos os mecânicos das estradas por onde passamos".
Se Walter Salles já carregou a sua "cruz" até Cannes falta agora quebrar o jejum e trazer para nós o prêmio que Leonardo Vilar arrebatou nas telas em 1962.
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Publicado em 22 maio 2012 às 06:28
Bárbara Heliodora, Heroína Brasileira
Durante o enfrentamento contra a Ditadura Militar no Brasil, de 64 a 84 sempre me surpeendeu a coragem das mulheres nesta luta.
Nós , homens, lutamos como pudemo, com a fibra de patriotas e democratas, mas as mulheres sempre nos suplantaram.
A coragem delas, o destemor, a fidelidade à luta e a nós, companheiros, sempre foram para mim assombrosos.
Louvo diretamente a coragem de Bete Mendes e de Norma Blum para citar algumas diante da prisão e da tortura, e de Yara Iavlelberg e Zuzu Angel diante da morte.
Retornam á minha lembrança estes fatos porque na data de hoje em 1819 morria aos sessenta anos e tuberculosa em São Gonçalo do Sapucaí, MG, Bárbara Heliodora Guilhermina, a heroína da Conjuração Mineira.
Poetisa, mulher de Alvarenga Peixoto, enfrentou a feroz repressão lusitana diante da Inconfidência.
Incentivou e entusiasmou os libertários quando fraquejavam, sobretudo seu próprio marido, que viu mais tarde ser condenado para o resto de seus dias ao degredo na Áfrioca, ficando ela em São João 'El Rey, despojada de seus bens e cuiidando de seus 4 filhos e de manter-se digna, lúcida, diante da discriminação que sofria pelas sociedade colonial da época.
Não poderia deixar passar sem menção esta data de hoje, como mais uma homenagem, que presto a todas as mulheres brasileiras, às heroinas do dia a dia: das anônimas que sustentam suas casa e filhos até à nossa Presidenta que sai da prisão e tortura pelo seu crime de ser libertária para se tornar uma das mais importantes mulheres do Mundo.
À minha companheira Doia, minha heróína, que nas lutas sempre me incentivou com maior coragem e assombro que eu mesmo pudesse ter.
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