Posts de 15 de junho de 2012

O Velho Novo Humor da Noites Brasileiras

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O grande sucesso do programa PRK-30

Praça da Alegria... Balança Mas Não Cai... Planeta dos Homens... Os Trapalhões, e ainda hoje o Zorra Total... A Praça é Nossa...entre tantos outros são os exemplos do antigo humor nacional.

Um humor que nasce nos Pavilhões de Variedades do início do Século XX, e se firma com o Teatro de Revista com  seus quadros e números cômicos.

Um humor típicamente latino. Mediterrâneo: da Itália a Portugal. Commedia d'Lart, Vaudeville...

Nas décadas de 40 e 50 do século passado era o grande sucesso das noites radiofônicas. A começar pelo programa PRK-30 de Lauro Borges e Castro Barbosa

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Lauro Borges e Castro Barbosa no ar com PRK-30

No Rio de Janeiro as  Rádios Mayrink Veiga, Nacional e  Tupi, salvo falha de memória, eram as grandes detentoras deste humor pelo rádio que unia as famílias na sala para dar risadas, e que criava hábitos nacionais com seus bordões.

Da rádio para a TV foi apenas uma questão de imagem.

No Rio e SP as TVs Tupi, Rio e Record  eram campeãs de audiência com programas de humor.

O Teatro de Revista que originou estes programas foi se perdendo, desapareceu, os programas foram também desaparecendo, permanecendo apenas um ou outro, e estabeleceu-se no correr do tempo um outro humor televisivo.

Este humor não surge  como standup como podem pensar alguns, mas sim nos sitcoms americanizados.

À medida que nos livramos de Portugal, França e outros colonialismos culturais, nossa economia nos lançou à face o colonialismo cultural ianque.

Claro que na vanguarda  desta mudança -  como em outras áreas -  isolada na liderança e moldando novos hábitos e visões culturais estava a Globo, e esta foi mudando os nossos hábitos e a nossa visão do humor.

As coisas mudam... os povos... as heranças culturais se perdem ou se trocam...

TV Pirata... Casseta e Planeta... e as séries bem humoradas semanais com Luis Fernando Guimarães, Regina Casé, etc. etc.  surgiram como a new age do humor de massas.

A Grande Família é retrato do sitcom, embora no passado as séries  Bronco, e a Familia Trapo se assemelhassem a isto. Mas estas eram plenas do improviso da Comedia Italiana e Francesa que tanto caracterizaram nossa formação nacional.

Hoje - avançando ainda mais no caminho dos novos ditames culturais -  o standup, os pânicos, legendários,  cqcs etc. estebelecem uma linguagem ainda mais contemporânea, mais próxima da revolução tecnológica, e da globalização dos tempos hodiernos.

A Semana de 22 teoriza o antropofagismo brasileiro, e portanto , mesmo que este novo humor não  nasça das nossas antigas raizes coloniais e latinas, tenho  a certeza de que a sabedoria popular dará à ele a nossa nacionalidade, e uma  redireção, bem ao gosto brasileiro.

 

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