Escrever um post por dia é tarefa hercúlea.

Quando escrevo "hercúlea" há sempre os que não estudaram Português direito e pensam "tubérculo".

E quando escrevo "tubérculo" tenho certeza de que pensam  "tabernáculo".

Tenho certeza disto. Mesmo que sequer saibam o que significa "hercúlea", "tubérculo" e "tabernáculo".

Como o jovem ator que jurava que "fusíveis" era o plural de "fuzis".

Realmente não entendo um profissional da comunicação , como um ator, não saber a Língua Portuguesa.
Já nem peço que saibam os sufixos, prefixos e radicais gregos e latinos. Basta saber o significado das palavras.

Sequer peço que saibam a etimologia, ou  a concordância verbal, ou nominal.  Basta que compreendam o significado das palavras.

Um ator não pode fazer bem seu papel se não sabe, no mínimo distinguir verbo e sujeito na frase.

Porém como a mediocridade é a tônica de hoje na arte de representar -  com raras exceções -  fica tudo numa boa, fica tudo numa nice.

Para interpretar um texto é preciso entendê-lo. Saber ao menos qual verbo comanda a ação da frase, da cena, do capítulo ou da peça.

Mas como hoje é na base do Oi oi oi, tchu e pá, pra que saber da Língua Portuguesa?

Pra que saber de Eça, Machado de Assis, Camões, Saramago, Graciliano, Pessoa ou Guimarães?

Com raras exceções a arte de representar reduziu-se a balbucios e gritos; a corpos malhados e sensações formais.

Que ironia: tanto fará se fusíveis é plural ou não de fuzis, contanto que eles disparem estará comunicado o significado.

Como diria o bardo através do ator clássico: "...o resto é silêncio."

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