Publicado em 18 setembro 2012 às 06:30
Henriqueta Brieba – Um Romance da Juventude
Em 17 de setembro de 1995, há 17 anos falecia aos 94 anos a atriz Henriqueta Brieba. A Dona Brieba. A Briebinha.
Um ano depois, em 15 de setembro de 1996, aos 87 anos, falecia meu pai, Carlos Sequeira.
O que há em comum entre os dois? Uma paquera de juventude, que a vida nos revelou.
Oito anos mais velha que meu pai, Briebinha trabalhava em teatro de revista no Rio de Janeiro. Na Praça Tiradentes.
Era corista. Depois atriz.
Mignon que era, miúda, parecia sempre uma menina travessa.
Este jeito brejeiro despertou a paixão em meu pai, que bem jovem conseguia uns trocados para assisti-la da torrinha do teatro.
E escapulia pelos bastidores e ia cortejar Dona Brieba, que coquete, fazia-se de rogada. rsrsrsrs
Muitas décadas depois, eu, já artista e trabalhando com Brieba convidei-a para uma festa do meu aniversário, na minha casa.
Foi quando soubemos dos fatos passados, do romantismo que floresceu entre eles, jovens e sem sequer saber que se encontrariam na velhice, cada um com sua família já constituída, mas agradecendo a dádiva do reencontro como dois bons amigos.
Sinto falta dos dois. Cada um a seu modo. Mas vivem na minha memória.
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