Publicado em 19 setembro 2012 às 06:37
Novais, o Masoquista
Ontem foi ao ar a cena em que minha personagem, Novais, se revela em sexo sadomasoquista com a Manu (Gisele Itié).
Muito difícil quebrar a barreira do pudor.
Quando recebi o capítullo e li a cena minha primeira reação foin recusar faze-la.
Achei ridícula, despropositada, despudorada, pervertida, entre outros adjetivos que me vinham à cabeça revoltada.
Depois fui acostumando com a idéia.
Mas resolvi que não faria sem camisa.
Sou um homem de 65 anos.
"Corpos de meia idade devem ser vistos à meia luz." Diz um texto teatral. Imagina eu que já passei da meia idade ... rsrsrsrs
Mas topei fazer a cena. Com discrição, guardando-me, defendendo-me.
Na hora, quando vi o trabalho esmerado da Arte, com os adereços sadôs que arranjaram...a direção segura e confiante de Edgar Miranda e Rudi Lageman, a seriedade da equipe, tudo me deixou confiante.
Então abri mão da camiseta regata, suspendi a cueca acima do umbigo como um velho cuecão, vesti os penduricalhos da perversão e mergulhei sem pudor.
Fiquei muito feliz com o resultado.
Muito feliz sobretudo por mais uma vez ter cumprido com a minha função profissional: atuar. Re/presentar.
Representar o ser humano em todos os seus matizes, inclusive em suas perversões.
Rompi com minha autoimagem, venci meu superego, e fiz o que era pra ser feito: brincar, to play, jouer.
Muito grato a toda a equipe técnica, à Gisele, aos autores, aos diretores e assistentes, e à arte, câmeras etc. etc..
A vida é feita destes saltos, destas quebras de paradigmas.
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:











