Publicado em 6 dezembro 2012 às 06:30
Quando Conheci Niemeyer na Luta pela Anistia
O ano era 1978.
Ditadura Militar.
Bahia.
Começavamos a luta pela Anistia política.
Minha mulher Doia, eu e mais amigos e companheiros, engajados na luta pela redemocratização viemos até Niemeyer no Rio, e conseguimos dele dez gravuras para serem vendidas em ajuda financeira para a campanha.
Na sua generosidade e espírito de luta doou-as para serem vendidas com fundos revertendo para a Anistia. Coerente a vida toda em sua idoelogia, ao lado do povo, do socialismo e da democracia. Recebeu-nos afável, solidário, simples, prestimoso.
Tão diferente de seu amigo de antigas lutas , Jorge Amado, que nos disse em alto e bom som, convertido ao carlismo baiano: "Não tenho mais nada a ver com esquerda nem com campanhas de esquerda." Mas isto é tema para outro post. Hoje , Niemeyer é a estrela vermelha que permanece brilhante no céu do Brasil.
Nós mesmo compramos uma das gravuras, que hoje temos na parede da nossa sala.
Ela retrata o povo em Brasília , na frente ao Parlatório do Alvorada e traz escrito:
"Haverá o dia em que o povo ouvirá o que desejar. E a liberdade e os direitos humanos serão conquistas irreversíveis".
O Brasil todo te agradece companheiro Niemeyer. Viva Niemeyer!!!
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