Posts de janeiro/2013

Essa Estranha Mania de Morrer

omni Essa Estranha Mania de Morrer

Onipotência humana é isso aí...

É bastante conhecida a anedota em que um compadre diz ao outro que está ensinando seu cavalo a viver sem comer, e que quando o cavalo estava quase aprendendo morreu.

Ontem , neste blog, abordei esta mania de morrer. Hoje, continuo.

Não sem antes dizer que nada tenho contra médicos e quejandos. Apenas flagro a onipotência profissional quando dizem "É simples".

É uma onipotência que se expressa em outras profissões também.

Por exemplo, nós atores somos tomados por onipotência quando estamos no palco.

E se nós, simples jograis agimos assim, imagina uma "autoridade" de branco que julga ter nas suas  mãos o poder da vida e da morte?

E não só os profissionais: quem aqui já não esteve num carro e tenha pedido a quem o dirigia para ir mais devagar e ouviu a resposta: "- Eu sei o que faço. Fica tranquilo".?

A onipotência é inevitável. É necessário constante exercício de humildade para não se deixar tomar por  este desejo de ser igual ou até  maior que  Deus.

Lúcifer tentou e deu no que deu. A queda é grande.

Imagine você neste momento em que me lê, a queda  dos donos da boate de Santa Maria? Antes plenos de poder, hoje reduzidos à miséria humana.

É preciso sempre  a humildade. Diz a Palavra que somos "feitos à Sua imagem e semelhança", mas acontece que  não  somos Ele.

Então, o que em último ponto estraga o onipotente é essa estranha "mania" de morrer que o ser humano possui.

Não fora ela e torturariam Wladimir Herzog durante meses, ele não morreria e tudo ficaria como dantes no Quartel de Abrantes.

Não fora ela e não teríamos o genocídio judaico. Mas os judeus teimaram em morrer nos campos de concentração.

Não fora ela e 250 jovens não estragariam a ganância e a onipotência  de quem faz uma boate sem saídas de emergencia e dos que foram coniventes, no mínimo omissos,  com isto.

 

De Campinas a Santa Maria Tudo “- É Simples”

De Campinas a Santa Maria tudo "é simples". O ser humano é que complica tudo com essa mórbida "mania" de morrer.

 

Há tres dias atrás relatei aqui no blog o sufoco que passei com um procedimento médico qualificado de "simples". É só rolar um pouco a barra para ver o post.

Relembrando: entupiram-me de anti-hipertensivos para diminuir as batidas cardíacas,  desmaiei, e poderia ter entrado em choque hipotensivo, com danos profundos ou mesmo a morte.

E isto antes mesmo de injetarem o tal contraste de iodo.

O exame não tinha cobertura do Convênio de Saude e eu  ia pagar quase R$ 2.000,00 por ele, uma vez completado. Não paguei porque meu organismo apagou,  decidiu recusar a cumplicidade com a autoridade médica.

Mas era só um exame de rotina, posso faze-lo a qualquer tempo.  Portanto há uma pergunta que não sei responder: porque forçaram tanto a barra para que eu completasse o exame?

Trágicamente ontem tres pessoas perderam  a vida numa clínica em Campinas.

O procedimento que lhes tirou a vida é considerado "simples": injeção de contraste para uma tomografia cerebral.

Mas o Diretor Administrativo da clínica  afirma que é simples: "não há riscos graves envolvidos na ressonância magnética com contraste, procedimento feito pelo hospital há 20 anos, em média 1.800 vezes por mês."

Não questiono aqui a tal "simplicidade" científica do exame.

Questiono a falta de reflexão quando um profissional diz que é "simples".

Quando me perguntam como eu tenho coragem de representar diante de 2.000 péssoas num teatro, não tenho coragem de responder, "é simples". Respondo sempre: "É minha vocação."

Sabem os médicos -  mais que nós -  que o ser humano é muito mais complexo. Que nada é "simples" quando se trata de um indivíduo.

Pode ser simples quando se trata de uma manada, mas cada ser humano tem sua individualidade. E ela é bastante complexa.

Além disto, simplicidade científica  de exames à parte, há "os outros". E "os outros" me relembram Sartre, em "Huis Clos" : "O inferno são os outros".  

São eles que em vez de um simples  soro injetam um "simples" café com leite ou sopa na veia dos pacientes.

No exame que não cheguei a fazer -   talvez por livramento -  há uma taxa de morbidade. Logo ele não é tão simples. Trata-se da minha vida.

Há uma taxa de reações adversas graves. Logo não é tão simples.

Os tres mortos de Campinas entraram na sala do exame com toda a confiança de que iam fazer uma coisa "simples".

Quase tão simples como...por exemplo...ir à uma festa numa boate...

 

Entre a Ambição e a Ganância

ganacia Entre a Ambição e a Ganância

 

Houaiss:

- Ambição - anseio veemente de alcançar determinado objetivo.

- Ganância - ambição exacerbada por ganhos.

 

Estes últimos dias deram-me no que pensar.

Venho meditando sobre  a Ambição.

Percebendo que as ambições variam de indivíduos a indivíduos.

Quando se diz que "fulano não é ambicioso" é uma frase equivocada. Todos temos ambições.

Talvez estejam querendo dizer que "fulano não quer todo o dinheiro ou poder do Mundo." Só isto.

Um religioso vocacional deve ter por ambição salvar almas.

Ambição de um artista talvez  seja o querer que sua criação seja vista e admirada por todos...

É natural que um negociante  ambicione excelentes negócios...

Mas seja qual for a Ambição, quando desmedida, transforma-se em Ganância.

Quiçá ser a maior boate do Rio Grande -  ou do Brasil -  ficar milionário com as baladas da night...egos inflados pelo sucesso no show business...o vale-tudo da Ganância pode erigir uma arapuca sem saída de emergência, sem extintores que funcionem, sem limites de lotação, sem alvará regular...com licença vencida...

As ambições são positivas, nos impulsionam a viver.

A Ganância é danosa...destruidora...e justos poderão pagar por pecadores.

A Ordem Louca das Letras nos Teclados

 

teclado2cópia A Ordem Louca das Letras nos Teclados

Esse tipo de teclado é mais velho que meu bisavô.

 

Sempre me perguntei porque as letras do teclado tem esta ordem e não a ordem alfabética.

Nunca entendia essa sopa de letrinhas, com elas todas misturadas sem um nexo.Tipo: por que a s d f g? Desde a antiga máquina datilográfica que me perguntava isto.

Até que hoje, graças ao moderno Pai dos Burros, o Google, aprendi sobre o fato.

O teclado como conhecemos tem esta disposição porque quem o inventou considerou que a ordem adotada seria a mais conveniente, tendo como base o número de vezes que as letras aparecem nas palavras digitadas.

Até 1868 o teclado era em ordem alfabética, mas como era muito dificil a sua utilização, Christopher Sholes criou o teclado qwerty, como o conhecemos hoje, para resolver o problema existente na época.

Como foi desenvolvido para a língua inglesa, o princípio não tem a mesma validade para outras línguas.

O teclado que conhecemos e usamos é conhecido como QWERTY, por causa do ordem em que esses caracteres aparecem na primeira linha: q w e r t y .

Como eu ia continuar vivendo sem saber disto? kiakiakiá!

Quando os Médicos Dizem:”É Simples.”

Fui fazer um exame de rotina das coronárias na sexta feira passada.

Uma chamada angiografia coronariana.

Dizem os médicos :  um exame simples onde injetam iodo na sua veia para detectar qualquer obstrução das artérias.

Menos invasivo que um cateterismo.

Fui para a clínica levando comigo o terror escondido nas entranhas.

Tenho pavor a tudo isto. Sobretudo quando os médicos dizem: " - É simples."

Chegando à clínica minha frequencia cardíaca estava em 75 batidas por minuto.

Eram necessárias 60 para que pudessem realizar o exame.

Deram-me dois comprimidos de Propalonol  para diminuir a frequência.

Quarenta minutos depois estava ainda a 71 por minuto.

Mais tres comprimidos para baixar os batimentos.

Eu, adrenalina pura.

Quarenta minutos depois levaram-me pra dentro da sala de exames me enfiaram num tudo intergaláctico e aplicaram mais uns 5cm de anti-hipertensivo na veia para baixar os batimentos.

Nada.

Logo depois mais 5cm na veia.

Por fim o cardiologista resolveu suspender o exame. Marcar para outro dia.

Saí da sala relaxado.

Com o relaxamento a  adrenalina cessou, e então  todo aquele monte de anti-hipertensivos que tomei, associado a 14 horas de jejum, afinal fez efeito: desmaiei!

Minha mulher,  Doia, ainda tem a pachola de me dizer  que eu é que atraio... kiakiakiá!

Seja como for,  quatro horas depois de ter dado entrada na clinica para um exame de apenas dez minutos,  saí de lá sem ter feito o exame, e ainda mais traumatizado, sobretudo quando um médico diz pra mim:

"- É simples."
 

Paraty 056 1024x768 Quando os Médicos Dizem:É Simples.

Help!!!!!

 

Adriane Galisteu me Apresentou a SP

Bem e Adriane2 Adriane Galisteu me Apresentou a SP

Com esta guia maravilhosa aprendi a amar São Paulo

 

Ontem foi aniversário da Cidade de São Paulo.

Feriadão. Emendou com o fim de semana.

Podiam seus fundadores em 1554 imaginar que seria esta megalópole de hoje?

Amo São Paulo, tenho prazer de ir a São Paulo.

A letra de Caetano expressa bem o mesmo que se deu comigo nas primeiras vezes que fui a São Paulo:

- “...É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendia...”

A primeira, em 1968.

Fui trabalhar como programador Cobol no Banco Português do Brasil. Muito chato. Eu, alma de  artista, não tinha nada a ver com aquilo. Em poucos meses deixei o Banco e junto com o pintor primitivo Waldomiro de Deus criamos o movimento beatnik no Brasil. Depois de escandalizarmos a chique Rua Augusta de então, com a nossa “rebeldia”, íamos dormír ao relento,  naquela pracinha da Biblioteca, em frente ao antigo “Estadão”.  Eu era chamado de “Poeta”, porque subia nos latões de lixo da Augusta e declamava poesias na madrugada. Quando a polícia nos perseguiu demais saímos de lá e viemos para o Rio.

Fim da minha vida de beatnik. (Risos irônicos).

A segunda vez em 1984, minha primeira apresentação teatral em São Paulo. Solidão muito grande. O peso da Cidade me esmagava. E o mesmo sentimento terrível de nada entender...

Mas eis que afinal, levado pelas mãos gloriosas de Bibi Ferreira, tive por guia da cidade a gentil, elegante e bela,   Adriane Galisteu.

Estreamos no Teatro Sérgio Cardoso, em 1999 com a peça “Deus Lhe Pague”.

Aí, através de Adriane, entendi São Paulo. Aí passei a amar São Paulo. A curtir São Paulo.

Mas com uma guia como esta tudo na vida fica claro e luminoso. (Risos iluminados).

Meu fascínio por São Paulo aumentou ao morar na cidade durante um ano gravando a novela “Cidadão Brasileiro” pela Record.

De lá pra cá “Alguma coisa acontece no meu coração...” cada vez que vou a São Paulo, quer a lazer, quer a trabalho.

Meus amigos paulistas - sem demérito com os demais amigos que tenho por todo o Brasil - confirmam a fama de fidelidade e gentileza nas amizades. Paulista custa a fazer amizade, mas quando faz é profunda e sincera.

Aos meus amigos paulistanos mando nesta data meu abraço apertado.

À nossa São Paulo os meus parabéns !!! Vida longa e próspera!!!

Non ducor duco.

 

Deus Lhe pague foto 1 Adriane Galisteu me Apresentou a SP

Com Adriane em "Deus Lhe Pague" - SP - 1999

 

Quando o Humano Vira Boneco

barbie2 Quando o Humano Vira Boneco

Os barbies humanos. Quimeras?

"Quando o sujeito vira objeto". Poderia ser o outro título deste post.

Pinóquio era um boneco de pau que queria virar gente.E virou, através de uma fada.

Esse era o imaginário da nossa infância.

Hoje os bonecos saem do imaginário e tornam-se a realidade.

Que bonecos sejam fabricados para cada vez mais se parecer com humanos eu entendo.

Mas que humanos se tranformem em bonecos, aí já é além da imaginação.

É quando se abre mão de Ser humano e entrega-se todo a ser uma coisa, um objeto.

Vejo a notícia de que a Barbie Ucraniana....encontrou-se com o Ken Estadunidense. O tal Justin (Justino em português) que já fez mais de 90 plásticas para se parecer com o boneco Barbie Ken.

O auge da alienaçao, o auge da destruição do corpo.Nosso corpo é um templo, não é prateleira de supermercado.

Que pais? que professores?...que Sociedade gerou tais quimeras?

As duas barbies humanas (são irmãs gêmeas) vão abrir negócios nos EEUU, e o tal do Justino vai encontrar-se com elas. Desta união deve-se  presupor que nascerão inúmeros super heróis, em série.

Acho que é a nova moda.

Meu primo, Eduardinho Sérvulo, já fez 10 plásticas para virar Robin. E há  o filho de uma vizinha aqui no prédio  cujo sonho é virar Dumbo  (ele tem orelhas imensas) e voar de cima da caixa dágua do edifício  em direção a Araraquara, seu sonho de cosmópole.

Eduardinho Sérvulo,  também chamado de "O Generoso",  me disse que  as orelhas o rapazote já tem, e que só está  faltando a tromba,  porque o rabinho se precisar ele pode emprestar ...kiakiakiá !

barbie1 Quando o Humano Vira Boneco

90 plásticas para virar boneco.

Quibe Cru É Comigo Mesmo

quibe Quibe Cru É Comigo Mesmo

Se a carne não estiver vermelha é porque está "vencida"

Descendente de árabes, um dos pratos que mais gosto é o quibenai, ou quibe cru como é chamado por aqui.

Facílimo de fazer, depende muito mais do dom das mãos que mnipulam os ingredietes do que de umna receita rígida.

Há quibes crus insuportáveis de serem saboreados, sobretudo os que ficam pastosos, moles, onde não se sente o trigo.

Isto se dá quando se amolece demais o trigo para quibes. OU quando se usa mais carne que  trigo.

É a ponta dos dedos quem determina a consistência do quibe cru.

Em certos restaurantes ee se apresenta com uma cor esmaecida. Est[a velho. O quibe cru deve estar vermelho como a  cor da carne moída.

Um prato que pode ser feito em menos de 15 minutos:

500 grs. de carne moída de primeira,sem gordura e sem pelancas.

Uma (ou mais)  xícara de trigo integral (para quibe),

Uma cebola cortada em fatias

Dentes de Alho ( se desejar)

Um ramo de Hortelã

Azeite de Oliva

Limão e Sal.

Não é preciso deixar o trigo de molho como faziam meus avós e pais, basta  dar uma fervura rápida nele. Ele crescerá de tamanho e manterá uma consistência crocante se não deixar ferver demais.

Em seguida escorra com água fria numa peneira, seque ao máximo,  e com as mãos misture com a carne moída de primeira.

A da avez vai sentindo a tessitura que deseja, se mais pastoso ou mais crocante.

Eu gosto mais crocante, mais seco, menos pastoso.

E pode acrescentar mais trigo até atingir um equilíbrio entre a carne e ele.

Acrescente sal a gosto, e pra quem curte, misture uns quatro dentes de alho amassados.

Está pronto.

Leve à mesa com a cebola e as folhas de hortelá. Azeite e limão.

São os condimentos que você vai usar na quantidade que desejar.

Se encontrar, polvilhe pimenta árabe sobre sua porção.

Acompanha pão árabe e coalhada seca.

Joãozinho e Maria e o Dragão do Consumo

sombra 1 1024x882 Joãozinho e Maria e o Dragão do Consumo

O estojo da minha netinha...

Tão distante de tais coisas no tempo vejo agora em contato com os netos como os apelos de consumo junto às crianças é tão violento, despudorado,  agressivo... o quanto torna o consumo como algo tão vital quanto o ar que respiram.

Realmente estão certíssimos os órgãos que proibiram o Mac Donnalds de vender os " heróis e bichinhos" casados com seus produtos comestíveis.

No mundo de hoje as crianças sofrem abordagem direta da sociedade de consumo numa idade quando ainda não distinguem entre desejo e vontade. Possibilidade e limite.

 

Minha neta de oito anos tem um estojo com 120 variedades de tons pra sombras dos olhos.

Dezenas de pincéis, batons  e esmaltes dos mais variados.

E ela mesma se maquia quando vai sair.

Tem ela também um ITocuh e  um IPad . Liga o Itouch em bom volume  ouvindo músicas  pop enquanto joga no IPad e liga a TV ameaçando estourar nossos tímpanos num canal a cabo que passa por todo o tempo sitcoms imbecis, de dublagem que segue a meloduia do inglês e não do português,  e com linguagens visuais completamente dsitanciadas dos costumes e realidade do nosso povo.

Seguindo o mesmo caminho vai meu neto de 10 anos. Com o som da TV nas alturas, mais o Ipad e ITouch, enquanto fala ao IPhone com o Pai que está a dois mil quilômetros de distância.

Somem a isto milhares de comestíveis de composições as mais danosas e venenosas sob o rótulo de " Contém Cálcio, Vitamina A, B, C ..."  etc. etc. e está pronto o quadro que impõe ao cérebro infantil o conceito de que felicidade é "Quanto mais Imbecil melhor".

E como todos os coleguinhas deles passam pelo mesmo processo, não basta o IPhone 4, tem que ser o 5, de última geração, porque se não for correm o risco de ser excluidos da sociedade, banidos do grupo por que não possuem o último lançamento de roupa, tenis, ou hightechs.

Não me recordo na minha infância de tamanho apelo de consumo.  Limitava-se a alguns jogos de papelão,  um brinquedo mecânico (MecBras) um leg de época que chamava-se Lig Lig, acho eu, e o auge chamava-see "Monopólio" ou "Banco Imobiliário", coroados por uma ingênua propaganda televisiva de um tal "Bazar Francez, brinquedos pra mim e pra vocês".

Bambolê e sandália de borracha eram o hit para as meninas, porque para os meninos estes produtos  se afiguravam afeminados.   Mas ficávamos por aí.

Aos doze anos ganhei a maravilha das maravilhas: um rádio portátil SPICA ( nome que já na época provocava dúbias interpretações) que ouvia baixinho junto ao meu ouvido.

Sómente aos 15 ganhei minha primeira bicicleta. (Minha neta  de oito anos já está na terceira).

A Natureza é sábia, porque já estarei morto quando esta geração chegar ao Poder. Porque não consigo imaginar que mundo teremos, que valores humanos prevalecerão.

Que Deus nos abençoe e a eles não desampare.

Partiu a Querida Lidia Mattos

lidia Partiu a Querida Lidia Mattos

Grande Lídia Mattos!

Não provenho de uma família exatamente de "intelectuais". Meus pais e irmãos eram gente  com curso superior, mas sem grandes veleidades quando se tratava de entretenimento.

Por isso lá em casa quando ver tv  era uma coisa simples, e por eles eu tiro o público de hoje: ou gostávamos ou não gostávamos de algum ator ou  atriz.

Não tinha essa de : "esse é muito bom por causa disso ou daquilo."Não descíamos ao nível de uma crítica mais apurada, metida a explicar ou a procurar cabelo em ovo.

Distinguíamos os bons atores, mas era sobretudo o carisma e a simpatia que despertavam em nosso lar que nos fazia amar este ou aquela  intérprete.

Funcionava muito mais selecionada pela óptica  do carinho e  e afabilidade.

Foi o caso de Lídia Mattos. todos éramos fãs incondicionais dela. Ela era nossa íntima amiga que entrava sempre em nossa casa sem pedir licença.

"Pode entrar Dona Lídia, a sra. é muito boa atriz, mas é sobretudo uma pessoa muito bacana! A casa é sua e estamos felizes por te-la aqui!"

Hoje recebo a notícia de seu falecimento.

Lamento sua partida. Mas saibam todos que com ela tinham ligações parentais ou amigáveis que ela me deixa com um baita sentimento de perda  e de saudade.

Não tive oportunidade de contracenar com ela, mas confirmo: boa atriz, afável, simpática, tipo mãezona...cativou todos nós durante sua carreira  e vida.

Esta - a vida por aqui -  passa muito rápida. Após a morte não sei para onde vamos, ou se vamos.

Mas com ego ou sem ego sei que partimos para a eternidade. Logo, afirmo que para mim e para muitos que compreendem desta forma,   a eternidade já começou.

E Lídia, como sempre,  foi à frente!

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