Publicado em 18 janeiro 2013 às 17:15
Myriam Rios em “O Passado Me Condena”.
Há 35 anos atrás, a então atriz Myriam Rios posou nua.
Sabe-se lá por quais razões e em quais situações.
Décadas depois, converteu-se ao catolicismo praticante, é Deputada Estadual no Rio de Janeiro, e atuante na representação de seu eleitorado.
Vale lembrar que um deputado estadual representa na Assembléia do Estado o segmento que nele votou.
E isto ela faz.
Representa parcela de eleitores católicos e cristãos conservadores.
A Lei de sua autoria aprovada pela Assembléia do Rio de Janeiro não agrada a muitos outros segmentos, que possuem também nesta mesma Assembléia sua representação.
Posto isto, ressalto que a atuação da Deputada deve ser combatida pelos que a ela e a suas ideias se opõem.
Contrapor à discussão fotos da Deputada nua e seminua décadas atrás é apenas ofensa pessoal. Não produz nada politicamente. Ofensas pessoais e escândalos é justamente o que condenamos nos adversários raivosos.
Quantos destes que atacam desta forma já não roubaram um doce da vovó? Um troco da carteira do papai? Ou deixou de cumprir sua parte no troca-troca? rsrsrsrs
Por este princípio não poderiam falar de honestidade, ou de ética.
As tais postagens de fotos do século passado não vão mudar a Lei, e ainda reforçarão a fé e atuação da Deputada que se escudará no princípio que acredita: "Por meu nome sereis perseguidos e humilhados".
Creio, se me permitem, que a Deputada deve ser discutida à luz da sua atuação presente e não do seu passado.
E antes que "os que não tem pecados" me apedrejem também, registro aqui que acho a tal Lei sobre Moral e Bons Costumes perigosíssima, que pode abrir brechas para práticas quase fascistas.
Mas relembro que foi aprovada numa Assembléia onde em tese todos os fluminenses tem seus representantes.
Talvez uma listagem dos Deputados que votaram a favor e contra trará mais crescimento democrático e consciência política que a publicação de escândalos.
Competirá aos opositores da Lei, através da Sociedade Civil "orar e vigiar" o uso que se fará desta Lei.
Da minha parte ao olhar as fotos, tudo que me vem ao ideário social é a forma da exploração da imagem da mulher/objeto na sociedade machista, consumida em bancas de revistas e sites da WEB, e replicada hoje nas redes sociais.
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