Publicado em 26 janeiro 2013 às 06:07
Adriane Galisteu me Apresentou a SP
Ontem foi aniversário da Cidade de São Paulo.
Feriadão. Emendou com o fim de semana.
Podiam seus fundadores em 1554 imaginar que seria esta megalópole de hoje?
Amo São Paulo, tenho prazer de ir a São Paulo.
A letra de Caetano expressa bem o mesmo que se deu comigo nas primeiras vezes que fui a São Paulo:
- “...É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendia...”
A primeira, em 1968.
Fui trabalhar como programador Cobol no Banco Português do Brasil. Muito chato. Eu, alma de artista, não tinha nada a ver com aquilo. Em poucos meses deixei o Banco e junto com o pintor primitivo Waldomiro de Deus criamos o movimento beatnik no Brasil. Depois de escandalizarmos a chique Rua Augusta de então, com a nossa “rebeldia”, íamos dormír ao relento, naquela pracinha da Biblioteca, em frente ao antigo “Estadão”. Eu era chamado de “Poeta”, porque subia nos latões de lixo da Augusta e declamava poesias na madrugada. Quando a polícia nos perseguiu demais saímos de lá e viemos para o Rio.
Fim da minha vida de beatnik. (Risos irônicos).
A segunda vez em 1984, minha primeira apresentação teatral em São Paulo. Solidão muito grande. O peso da Cidade me esmagava. E o mesmo sentimento terrível de nada entender...
Mas eis que afinal, levado pelas mãos gloriosas de Bibi Ferreira, tive por guia da cidade a gentil, elegante e bela, Adriane Galisteu.
Estreamos no Teatro Sérgio Cardoso, em 1999 com a peça “Deus Lhe Pague”.
Aí, através de Adriane, entendi São Paulo. Aí passei a amar São Paulo. A curtir São Paulo.
Mas com uma guia como esta tudo na vida fica claro e luminoso. (Risos iluminados).
Meu fascínio por São Paulo aumentou ao morar na cidade durante um ano gravando a novela “Cidadão Brasileiro” pela Record.
De lá pra cá “Alguma coisa acontece no meu coração...” cada vez que vou a São Paulo, quer a lazer, quer a trabalho.
Meus amigos paulistas - sem demérito com os demais amigos que tenho por todo o Brasil - confirmam a fama de fidelidade e gentileza nas amizades. Paulista custa a fazer amizade, mas quando faz é profunda e sincera.
Aos meus amigos paulistanos mando nesta data meu abraço apertado.
À nossa São Paulo os meus parabéns !!! Vida longa e próspera!!!
“Non ducor duco.
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