Publicado em 1 fevereiro 2013 às 06:07
Muito Simples: Eu e Um Cavalo no Elevador Lacerda
Continuando as postagens sobre o "simples" relembro um episódio que ocorreu comigo em Salvador.
Fui convidado para fazer um comercial para a tv.
O comercial passava-se no Elevador Lacerda.
E era muito "simples": eu tomava o elevador junto com um cavalo.
O cavalo é um animal "simples": come capim, bebe água, anda, , obra e dorme.
Eu faço as mesmas coisas que enumerei para o cavalo, embora um pouco mais complexo, mas posso dizer que sou uma pessoa "simples".
Juntados os dois "simples" a coisa ficou muito difícil.
Quando o cavalo adentrou o corredor que leva à cabine do elevador, o chão de cimento frio o excitou sexualmente.
E "aquilo" não se recolhia. Como gravar um comercial com "aquela" demonstração cavalar?
E eu não ia ficar detrno de um elevador com "aquilo" armado na minha direção.
Como o chão era de piso encerado, além de excitado o cavalo escorregava e ia abrindo as pernas como uma cadeira de plástico à beira de uma piscina.
Põe o cavalo de pé, arreia de novo...torna a por de pe...torna a arriar...batem nele para recolher o "trambolho"...quando batem ele resolve obrar ali mesmo, afinal era apenas um simples cavalo.
Eu, estressadíssimo, a ponto de pensar em imitar a obra do cavalo.
Afinal enfiaram - o cavalo - e eu dentro do elevador, juntos com um camera, um tecnico de áudio e o diretor.
Eu num canto espremido por ancas olímpicas. Uma orgia cavalar, eu diria. Mas ainda bem, a ameaça" cavalar desta vez apontando para o câmera ( Os técnicos sempre pegam a barra mais pesada) . kiakiakiá.
E o que era para ser "simples" levou o dia inteiro e entrou noite à dentro para se fazer um comercial de trinta segundos, tomando do cavalo apenas o plano médio, já que o plano geral beirava a irrealidade.
Esta é uma das memórias que tenho em que o "simples" é complicadíssimo.
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