jovem1 Ai, Se Eu te Pego!

 

Tomo o ônibus do Metrô para ir até ao Posto do SUS (A Saga) próximo à PUC.

O ônibus tem muitos jovens. Estudantes universitários de uma faculdade paga.

Elite nacional. Classe média alta et caterva.

Os assentos destinados a idosos estão ocupados por jovens.

Um deles ouve Michel Teló em tão alto volume no seu IPod que a música chega até mim.

Há uma senhora muito mais idosa que eu equilibrando-se de pé nos solavancos do veículo.

Nenhum dos jovens sequer se levanta para ceder o assento a que ela tem direito.

Não é com eles.

Não são pobres, não são incultos, não são desinformados: são egoístas. Individualistas.

Começo a pensar sobre isso.

A geração de 80 é a chamada geração perdida.

A atual é a  do individualismo. Não a da individualidade.

Confundem indiividualidade com individualismo.

E em nome desta "individualidade" vivem para si, sobre si, e só para si.

"Tudo passa a ser válido desde que eu me dê bem." Parece ser este o lema que os rege.

Nossa geração deixou às que vieram a Democracia, a Cidadania, as Conquistas sociais, e os Direitos Individuais.

A atual, salvas as exceções,  parece ocupar-se apenas de seus desejos egóicos,  e mais nada.

O último movimento épico jovem foram os cara-pintadas. Lindenberg Cardoso, já grisalhando, foi o último líder de uma geração altruísta, com valores sociais.

De lá pra cá é o "salve-se quem puder" e o "dane-se os outros."

Esta é a geração dos 90.

Espero que a geração 2000 quando chegar a sua hora tenha melhores valores que ficar admirando o próprio umbigo.

Paro de pensar: o ônibus chega ao ponto final. Ao imponente prédio da PUC. Ali estão sendo geradas as lideranças nacionais dos próximos anos.

 

 

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