freire A Crise no Ministerio da Cultura

Freire, um legislador profissional com décadas de vida política

Dono de uma das menores verbas orçamentárias do Governo federal o Ministério da Cultura é sempre uma área delicada para os governantes. “Artistas são um problema!” Parecem todos dizer.

Agora mais uma vez temos uma crise na gestão da Cultura no País. Nomeado Ministro depois de muita gente recusar o cargo o ex-Ministro Calero deixa intempestivamente o Ministério numa rixa com o Ministro Geddel Vieira Lima.

Pra o seu lugar é nomeado Roberto Freire. Velho e experimentado político, mas que não tem trânsito na categoria cultural.

Mesmo que tivesse,  pouco poderia fazer com verba tão pequena que mal dá para gerir a burocracia do MINC e propor qualquer projeto em Governo que em tese se finda nos próximos 18 meses, já que em agosto de 2018 (em tese) começa a campanha eleitoral.

Mesmo que desejasse o diálogo, como disse Freire em seu primeiro discurso não será tarefa fácil. O setor ideológico mais à esquerda da categoria não quer papo com o que chamam de “governo e ministério golpista”, os demais setores só irão para o diálogo se houver verba para ser abocanhada, coisa que o falido MINC não terá para oferecer, e menos ainda as empresas através da Lei Rouanet num país em crise financeira.

Portanto se há um mérito na nomeação de  Freire para o MINC é a sua ressuscitação política. Eleito em área de Alckmin por SP - já que em Pernambuco perdeu sua base original – Freire deve estar contente com o sopro de vida política que lhe deram , embora nada tenha a ver com a Cultura ou projetos similares.

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