“Não Põe Corda No Meu Bloco”

 

boi Não Põe Corda No Meu Bloco

O estandarte do Boi Tolo

O titulo deste post é letra de música de João Bosco, e uma antevisão para onde caminha o Carnaval do Rio de Janeiro.

Pequenos e médios blocos de carnaval rebelam-se contra as regras da Prefeitura e resolvem sair às ruas mesmo sem autorização.

Embora eu compreenda as razões de ordem municipal que levam a Prefeitura a estabelecer normas  para a saída de blocos não posso deixar de simpatizar com a manifestação livre  dos foliões de rua  no carnaval carioca.

De antemão sei que os pequenos e médios blocos sairão perdedores. Vencerá a Economia. Aquilo que dá grana, patrocínio e que vende mais.

Vi nascer o moderno carnaval baiano e sei por experiência própria, como fundador do Bloco Mel de  Salvador, onde vai desembocar o carnaval carioca de rua.

Mas mesmo antevista a derrota isso  não impede que numa grande manifestação contra o estabelecido saia às ruas o carnaval espontâneo, popular.

Realmente não faz sentido exigir de um bloco de rua, de bairro, com 50 ou 100 foliões que tenha segurança, ambulância,  médicos, enfermeiros, e toda uma parafernália similar a blocos gigantescos e organizados até mesmo como instituições lucrativas.

Atento ás palavras do presidente do Boi Tolo:

- "Somos blocos piratas porque a gente não pede autorização e sai à revelia. A gente simplesmente exerce o direito que a Constituição nos garante de sair e ocupar as ruas livremente. As pessoas são livres para se organizarem pacificamente nas ruas". São pequenos e médios blocos que dão força à Desliga (em oposição à Liga dos Blocos) que segue o espírito da onda das manifestações em junho que levaram milhares de pessoas às ruas. "O Carnaval de Rua também é uma manifestação política. Não é só botar o nosso bloco na rua, as grandes bandeiras são contra a mercantilização do Carnaval e da cidade, e pela liberdade criativa no espaço público", defendeu.

Quem viver, verá.

Neste Sábado: O Fim do Mundo – Ou Não?

yellow2 Neste Sábado: O Fim do Mundo   Ou Não?

 

Sempre pensei que a Humanidade fosse eterna, qual seja: veio para ficar e através de milênios, dezena, centenas deles, evoluiríamos sempre.

Mas...não é bem assim.

A Terra tem em torno de 4.500.000.000 de anos, e a nossa espécie humana surgiu há cerca de 500.000 anos. Como civilização em torno de 6.000 anos.

Isso não é nada se comparado à extensão da nossa humana presunção de senhores do Mundo.

Sabemos da extinção dos neanderthais, da extinção também dos dinossauros...e ainda assim nos achamos eternos.

Vã certeza.

Há nos EEUU, no Parque Yellowstone,  um grande vulcão que pode arrebentar de uma hora para outra. Se isso acontecer haverá suas cinzas e fumaça cobrirão a Terra por anos.  Trevas e gelo, escuridão e a morte de tudo que hoje conhecemos como vida podem  desaparecer.

Podemos afirmar que o Sol escurecerá, os astros cairão sobre a Terra, a Lua desaparecerá...uma imagem apocalíptica.

O mesmo pode suceder se um dos cometas errantes no espaço chocar-se com a Terra como aconteceu na extinção dos dinossauros.

Portanto, meus amigos, mais humildade e temor. Menos presunção e arrogância. Como indivíduos já nada somos, posso sair deste mundo no instante mesmo que escrevo estas letras.

Como Humanidade somos também nada e se vivemos como "senhores da natureza" é apenas porque alguma misericórdia universal ainda nos poupa.

Mas é claro que hoje é sábado e nada nos impede, enquanto o Mundo, não acaba de irmos à praia;  ao cinema ou ao teatro  com a namorada ou companheira; de jantarmos com satisfação ou de simplesmente  gozarmos a plenitude de uma brisa fresca abatendo-se sobre nossas faces.

Sobrepondo-se ás palavras aterrorizantes com que iniciei este post vem-me à lembrança o samba de Assis Valente: "Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar...e o Mundo não se acabou."

Aproveitemos o sábado. Carpe diem.

O Dia Em Que a Terra Vai Parar

 

parou O Dia Em Que a Terra Vai Parar

Vai parar de vez...

Caos no trânsito do Rio de Janeiro.

Não é novidade. Nem no Rio, nem em São Paulo, sequer em Salvador.

Logo a minha querida Salvador...de lá chegam-me sempre notícias de caos total no trãnsito. Engarrafamentos monstruosos, sobretudo na área do Pituba, e da Paralela.

Em São Paulo - que não para -  é de se esperar.

Mas no Rio de Janeiro...sinceramente, é demais!

Uma tempestade de alguns minutos abateu-se sobre o Rio na noite de ontem.

Foi o bastante para o caos na engenharia do tráfego.

Por causa de dois simples retornos em São Conrado levei três horas para chegar da Barra -sempre a Barra  -  em casa no Jardim Botânico. Mais precisamente das 22h30m do dia 16 à 01h da mmdadrugada do dia 17.

Já escrevi aqui antes que engarrafamento agora tem até em cidade do interior. Outro dia fui a Varginha - MG  e fiquei impressionado com o congestionamento de lá.

O Estado vai ter que encontrar uma solução para o caos no trânsito. Dar um jeito nessas   máqiuinas do século 19 que atravancam as ruas e avenidas do século 21.

Não sou engenheiro de trânsito nem autoridade alguma no assunto. Sou cidadão e digo que é um absurdo o que estamos vivendo nas cidades.Aqui ou em Calcutá.

Em plena era dos chips, da cibernética, do silício  e do plástico,  movermo-nos com máquinas  que funcionam com motor a explosão, que usam de combustível poluente é de um atraso científico de ao menos 200 anos.

Saber que   um carro de passeio ocupa   6 metros quadrados de rua para transportar apenas uma pessoa ao volante é terrível.

Veículos que fazem barulho, oxidam, corroem o meio ambiente.

Não sei que solução acharão, talvez um grande, monumental e eterno engarrafamento resolva por si só o probelma e  acabe de vez com todas as pretensões de engenharia no trânsito.

Um engarrafemento monstro que comece em 2014 e ainda em 2054 esteja com tudo parado  em todas as ruas do Planeta.

Como dizia uma personagem nordestina , de Cordel, que representei: "Praga eu não rogo não, mas o fim eu hei de ver!"

“Se Essa Rua, Se Essa Rua Fosse Minha..”

 

brilhantes Se Essa Rua, Se Essa Rua Fosse Minha..

Universo ou pedrinhas de brilhantes?

 

A rua era o Universo.

A pequena e desconhecida rua de terra do subúrbio caroca era o Mundo inteiro.

Tudo que acontecia no Planeta acontecia também naquela rua , só que com mais intensidade.

Um eclipse lunar era acompanhado por todos, visto e revisto da calçada ainda  quente  do sol suburbano.

Eclipse solar então... era motivo de desespero. Uma calamidade. Algo sobrenatural. O Mundo ia acabar ali, agora? E se o Sol se espatifasse na Terra e acabasse em fogo como diziam os antigos?

Eliezer, único exemplar adicto da rua  sentava-se plácido à porta da sua casa, na escada de entrada e via o mundo eclipsado através dos seus olhos vagos após uma crise que toda a rua tomava conhecimento.

Passado o "fim do mundo" e a crise de Eliezer as pipas voltavam aos céus, com bastante cerol, moído e remoído, colado e recolado em linha 10, aos gritos de "Tá com medo tabaréu? É linha de carretel!"

O Mundo era a rua e era simples como aquela gente que ali vivia.

Jorge e Ney eram negros; Vital e  Ivanzinho, mulatos; Bebel e eu éramos morenos; Josimar era louro de olhos azuis e usava tranças mesmo com sete anos de idade, promessa de sua mãe para uma cegueira de que fora curado.

Não sabíamos que haviam cores entre as pessoas. Todos eram pessoas, amigos, gente.

Como disse muito bem Mandela: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

E era assim naquela rua: as crianças brincavam e sequer imaginavam que houvessem tais diferenças.

Naquela rua o jogo de bola parava quando passava uma senhora. Havia todo o tempo do Universo para marcar um gol. Podíamos esperar Dona Delfina passar com a sacola carregada  de bananas, a sobremesa mais barata e amadurecida na quitanda do português à base de carbureto.

Mais tarde , não muito,  quando calçaram a rua, caminhando por ela à noite,  a luz dos postes faiscava o granito  a cada passo cumprindo-se  a canção: "Ladrilhada com pedrinhas de brilhantes para o meu amor passar..."

E eu sentia o gosto das estrelas no céu da minha boca.

Acredito que ainda existam ruas e gentes como aquelas. Deve haver sim . Precisa haver. É ali que nasce  a humanidade.

É ali que se educa para a humildade e solidariedade.

Percebo-me  a pensar na minha neta, prisioneira de um computador num bairro nobre de São paulo...vou perguntar-lhe se já pisou na rua descalça, ou se já pulou amarelinha na calçada riscada com giz.

Quando o tempo vier e ela amadurecer provavelmente recordará não de ruas de terra, mas  de vias cibernéticas nas suas boas memórias da infância, percebendo afinal, como Drummond, que "...o Mundo não pesa mais que  amão de uma criança."

Coisas Que Irritam

 

irritam Coisas Que Irritam

Computador que dá pau no fim de semana...

 

... guarda chuva aberto debaixo de marquise quando a chuva já passou.

O milésimo de segundo, que é aquele tempo que lev entre o sinal abrir e o carro de trás buzinar pra você arrancar com o seu.

Entrar no elevador quando sai lá de dentro aquele bando de criancinhas com cara de anjos. E você descobre que apertaram em todos os andares.

Depois de uma madrugada de trabalho ser acordado por um telefone insistente e do outrto lado a pessoa perguntar: mas você está dormindo até esta hora?

Carro que avança sinal, e carro que fecha cruzamento.

Cachorro do vizinho latindo a madrugada toda.

Tentar ser atendido por qualquer operadora de telefonia.

O atendimento eletrônico: disque 1 para isso, disque  2 para aquilo, disque três para aquilo outro e 4 para retornar ao menu principal...

Atendente que pergunta tudo sobre você: identidade, CPF, endereço, data de nascimento, nome dos pais e depois te passa pra outra atendente que lhe fará as mesmas perguntas.

Médico que atrasa no horário do atendimento.

Operadora de telemarketing ligando pra sua casa a qualquer dia e hora.

O engarrafamento permanente.

Muito mais coisas e fatos irritam. Você que me lê deve ter a sua lista de irritações. São infinitas.

Irritam-me tantas coisas que ando irritado comigo mesmo . (risos)

 

Computador Além de Burro é Chato

 

pcdois Computador Além de Burro é Chato

Ela formata a dentadas

U amigo meu.O Raulino Fernandes, me disse certa se os automóveis tivessem os mesmos dipositivos de computadores e laptops seria um desatre: a cada dez metros eles parariam, e teríamos que reconfigiura-los para andar de novo.

Você já parou pra pensar quantas vezes por dia tem qu dialogar com seu dispositivo que teima em não executar tarefas e pede reconfigurações? Dezenas. É porque a gente não percebe tanto, Mas é uma infinaidade.

Você já parou pra pensar quantas vezes por dia tem que "dialogar" com seu dispositivo que teima em não executar tarefas e pede reconfigurações? Dezenas. É porque a gente não percebe tanto, Mas é uma infinidade.

E o pior é quando ele dá "pau". Eu sou do tempo que o louro dava o pé. O PC dá "pau".

Pois foi o que sucedeu comigo na madrugada de domingo para segunda-feira.

Já repararam que esse terror cibernético à semelhança de dor de dente   só ocorre de madrugada e fim de semana  quando não há nenhum especialista disponível e você já está no auge do desespero? Pois é!

Fui dormir às 6h horas da manhã formatando o PC.

Continuei por todo dia de ontem repondo os programas, aplicativos, recuperando endereços de email, etc. etc..

Ainda estou ás voltas com o som que sumiu e com a comunicação entre o PC e a Impressora. Deixaram de se falar. Talvez nervosas brigaram, como brigam as vizinhas de vez em quando.

Só para configurar as contas de email levei horas. As portas mudam, variam, os pops e imaps...um inferno!

Recuso-me a chamar um técnico: o cara vem e diz que só cuida de software e condena logo a placa de vídeo. Cobra pelo sotware e deixa você na mão do mesmo jeito, se virando pra procurar quem lhe vende uma placa de vídeo mais em conta. Enquanto aus na verdade  a sua  está boa, e foi só um chute do "técnico".

Nessa loucura em que estou mergulhado há 24 horas pelo menos consegui restaurar a comunicação com o R7  e assim escrever e postar este blog de hoje.

Bem faz Manoel Carlos que declarou que não usa computador .(risos)

Quando a Vocação é Maior que o Peso dos Anos

 

cocoon Quando a Vocação é Maior que o Peso dos Anos

A farra da longeva idade na piscina de "Cocoon"

 

A Arte Cênica tem um poder mágico, semelhante à piscina do filme "Cocoon", onde os velhinhos mergulhavam e saíam rejuvenescidos.

Comecei a perceber este poder há muitos anos atrás, início da década de 90, quando com minha mulher fui assistir ao grande Paulo Gracindo no Teatro Thereza Rachel - Copacabana, Rio, representando a peça "Num Lago Dourado".

Gracindo subia e descia escadas e praticáveis em cena, caminhava, corria, falava em alto e bom som, gesticulava...pleno de saúde e brilho de vida.

À saída do Teatro fiquei esperando para abraçá-lo. Saiu-me das entranhas dos bastidores um ancião claudicante, arrastando os pés, amparado por um  amigo, tão distinto do vivaz ator posto em cena.

Esse poder vivificante você vê na Bibi , na Selma Lopes, na Nathalia Thimberg, Fernanda Montenegro, Nicete Bruno, Edney Giovenazzi, Francisco Cuoco, Milton Gonçalves... todos já passados dos 80 anos e uns jovens saltitantes em cena.

Vi a mesma gana de vida ao trabalhar com dois veteranos que já partiram deste mundo: Henriqueta Brieba e Jorge Dória.

Vi este poder agindo em Zezé Macedo, Walter D'Ávila, e Brandão filho.

É o gosto pela profissão, o prazer de comunicar-se, a certeza de que ainda se é útil, criativo e capaz.

O artista ao interpretar esquece artroses, cíaticas,  diabetes, vista turva, pressão alta, marca passos,  dores lombares, cansaço crônico...o que seja.

Por isso quando vejo um iniciante, na faixa dos vinte anos,  dizer que não veio ensaiar, ou gravar,  porque estava gripado, ou com dor de cabeça, ou com estômago enjoado, percebo logo que a vocação profissional passou ao largo deste jovem  equívoco cênico.

O Tempo  é a prova da verdade, pois o que é verdade permanece.

É Domingo, Leve Sua Loucura Pra Passear

louco É Domingo, Leve Sua Loucura Pra Passear

 

"Só os inconsciente são felizes, são-no ou não?"

"Porque a loucura seria menos sã que a falta dela?"

Estas duas frases (a primeira de Fernando Pessoa,  e a segunda de Antonio Bivar) ilustram a bizarra corrida de táxi que fiz outro dia.

O  motorista, um senhor já idoso, de alva calva , de rosto maltratado pelo tempo, escassa barba  e escassos dentes na boca deitava erudição enquanto levava-me ao destino.

Engrenava um assunto no outro como quem engrena as marchas de um carro.

E deitava falação sem sentido, sem nexo , sem direção, embora continuasse ele à direção do veículo e eu àquela altura já orando para que chegássemos sãos e salvos à minha rua.

Bastou-lhe que eu dissesse o destino para que ele a partir do nome da via dissertasse sobre Sócrates e Platão para explicar a natureza humana, Cromwell para explicar os matizes políticos do Brasil de hoje, deu um passeio por Huxley para situar a divindade, beirou a Física Quântica ao dizer que tudo depende do nosso olhar sobre os fatos... e dizia tudo isto numa enxurrada verborrágica que não admitia intervenções ou diálogo.

Era um monólogo escrito por ele e para ele. Lembrei-me do "Elogio à Loucura" de Erasmo, e comecei a suspeitar da psicopatia do próximo quando num assomo supremo  de erudição ele nomeou os jovens idealistas de hoje classificando-os de "nefelibatas".

Consegui interrompe-lo e disse:

-"Mas um homem como o senhor, que conhece Filosofia e muitas outras sabenças e ciências, e que usa a palavra "nefelibata",  o que faz dirigindo um táxi? O que o senhor fazia antes disto?"

- "Fazia, não. Faço! Faço parte de um grupo seleto de pessoas com cargos diplomáticos, numa repartição onde somos burilados como diamantes para atingirmos o auge da sabedoria e do  conhecimento."

- "Mas...se o senhor tem um emprego diplomático porque dirige táxi?"

-  "Porque hoje estou de folga!"

Aí não tive dúvidas: Instituto Pinel! A repartição era o Pinel! E ele devia estar em alta temporária, entre uma crise e outra. Era a única explicação:enfermeiros e terapeutas aparando as arestas do inconsciente daquele nefelibata ao volante para que entre todos os loucos que somos a loucura dele fosse mansa o suficiente,  permitindo que alimentasse em cada passageiro a certeza de que  louco é sempre o outro.

A dócil loucura do taxista provocou em mim um efeito terapêutico: porque eu, eu sou normal!!! Ou não? (risos)

Envelhecer É Destino do Homem

 

bibi Envelhecer É Destino do Homem

Bibi, 91 anos, cantando, trabalhando e plena de vida e talento.

 

Leio no noticiário que a agressão a idosos aumentou muito no ano que passou. Agressões físicas inclusive.

Por dádiva não passei, não passo - e com proteção -  não passarei por isso.

Porém nas redes sociais sempre que alguém quer me agredir ou ofender verbalmente a primeira palavra que usam é "velho".

Pra mim não é ofensa. Sou velho mesmo, 66 anos. Tenho direito inclusive ao Estatuto do Idoso. Aliás, vale lembrar para os pessimistas natos, que o Brasil pode não ser o melhor dos mundos mas é um dos poucos países que tem leis de proteção ao idoso. No Big Brother do Norte , os EEUU, do qual os "coxinhas"* babam quando falam, não tem essa de velho ter preferência em fila, assento em ônibus, prioridade de julgamento de processos, etc. etc. etc..

Também já fui jovem,  e quando nesse estado agredia os idosos com a palavra "velho". Bobagem de quem é jovem e ainda não sacou que tudo se repete na vida, desde tempos imemoriais.

De quem ainda não compreendeu que a vida longeva é uma bênção, e que morrer jovem não é destino. O destino do homem é viver até fartar-se.

Mais uma vez recordo-me da magistral Bibi Ferreira respondendo a um jovem que a chamou de velha:

-"A minha velhice é permanente, mas a sua juventude é passageira!"

Então -  ó jovens flores ainda em botão - quando na vossa soberbia hormonal quiserem agredir um idoso, ( quer como transferência das figuras paternas, quer como projeção do seu medo de viver e  envelhecer )  sejam mais criativos, mais originais, e  usem outra palavra, porque "velho" é realidade não é ofensa.

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*"Coxinha", diz-se do jovem que tem muita massa e pouco conteúdo.

No Tempo Que Um Burro Calado Era Doutor

burro No Tempo Que Um Burro Calado Era Doutor

Na minha infância amava a história do "Burro Falante"

Lutamos muito pela Democracia, pelo restabelecimento da Cosntituição e da ordem democrática no Brasil. E ganhamos a batalha.

Ganhamos o direito sobretudo de expressar nossas opiniões. Sobre tudo, sobre todos.

E aí virou uma geléia geral e bem tropical.

Através dos meios midiáticos mais modernos a gente fala de tudo, dá palpites sobre tudo como se doutores fôssemos de qualquer assunto.

Direito nosso, conquistado.

É no mínimo  curioso ver, por exemplo, um estudante de balé clássico dando palpites e emitindo opiniões sobre a relação diplomática do Brasil com o Irã e com os países árabes.

Ou um professor de inglês dissertando sobre pesquisas de câncer de cólon com a autoridade de quem foi formado em Medicina em Harvard.

Direito nosso.

Falamos o que queremos. E as bobagens vem juntas, para divertimento de uma galera, e indignação de outra.

Eu sou dos que sew divertem. E falo bobagens também. Tenho formação sobre  muitas das coisas que falo, mas como falo e escrevo bobagens sobre assuntos que nem sei o que são exatamente.

É a experimentação do direito de expressão que nos foi furtado por décadas de regime militar.

Sobre programação de tv então...é espetacular: só porque o sujeito é telespectador acha que entende de grade, patrocínios, escalação de elencos e por aí vai.

Engenharia de trânsito basta dirigir um carro para virar engenheiro...e quando se trata de sexualidade mesmo sendo virgem cada um é Sexólogo formado.(Risos)

A mesma coisa sobre o futebol: temos 200 milhões de técnicos no Brasil. (Mais risos).

Não pode e não deve  ser de outra maneira. É a única forma de crescermos como Nação, exercendo os direitos cidadãos.

Porém a mais das vezes é estapafúrdio. Isso é.

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