Humor – Na Ditadura Até Receita de Bolo Era Censurada

 

censura Humor   Na Ditadura Até Receita de Bolo Era Censurada

 

O ano era 1978. Ditadura civil militar instalada no País. O Ditador General Ernesto  Geisel começava a ensaiar uma abertura no Regime.

No meio deste fogo cerrado fomos para o Cerrado: Brasília.

Tínhamos montado um espetáculo em Salvador – “Gracias a La Vida” e fomos apresenta-lo no Teatro da Escola Parque na Capital Federal por três semanas.

Antes de começar o espetáculo entretínhamos a plateia com bizarras - e por isso mesmo divertidas - matérias dos jornais diários. Também algumas poesias. Tudo muito leve, afinal ninguém estava ali de herói.

Havia em Brasília não apenas a Censura Federal, mas um "federal" censor. Chamava-se Carlos Lúcio.

Não me esqueço deste nome, como não me esqueço de nenhum dos policiais ou dedos-duros com quem cruzei na luta pela Democracia.

Pois este nefasto senhor chamava a si próprio de “prussiano”. Dizia-me ele a cada dia em que era intimado a comparecer à sua presença para dar explicações ou ouvir ameaças:

- Sou prussiano!

Acho que ele achava bonita a palavra. Talvez quisesse dizer: fascista, mas não tinha tamanha ousadia.

De saída ele cismou que não podíamos fazer aquele entretenimento inicial sem levar à Censura o que leríamos ou declamaríamos a cada noite para liberarem.

E foi assim que ele, o “prussiano” pagou o maior mico que conheço na minha relação com a Censura. Como era uma cavalgadura, durante dias levei para ele receitas de bolo, horóscopos, e fofocas sociais de jornais, já publicadas, que ele com muito zelo carimbava: LIBERADO.

Até ele perceber a patetice que estava se prestando dei boas risadas com o “limitado prussiano”.

Claro que depois ele me perseguiu durante dois anos com inquéritos e coisinhas mais, mas isso é outra história . Aí  foi drama, não foi humor.

Você acha certo os que pedem a volta da Ditadura ?

  • Sim
  • Não
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O Majestoso Teatro Municipal de São Paulo

 

teatro1 O Majestoso Teatro Municipal de São Paulo

Até o início do século XX o Teatro São José era a casa de espetáculos por excelência da capital paulista. Mas um incêndio o destruiu.

Necessitada de uma boa casa para grandes apresentações,  em 1903 por projeto do vereador Gomes Cardim firmou-se um acordo com a Prefeitura e foi cedido o terreno onde em 1911 foi inaugurado o Teatro Municipal de São Paulo.

O projeto arquitetônico pertence ao engenheiro Francisco de Paula Ramos, inspirado na Ópera de Paris. Sua lotação é de 1580 lugares.

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Para a decoração interior vieram cristais da Boêmia, mosaicos venezianos, mobiliário e estatutárias da Alemanha e mosaicos de Veneza.

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Em 1922 foi no Teatro Municipal que se deu a Semana de Arte Moderna, que escandalizou a sociedade conservadora da época e mudou a face das artes brasileiras.

Com o passar dos anos entrou em decadência e afinal reformado em 1955.

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Tombado pelo patrimônio histórico passou por mais outra reforma em 1986. Sendo reaberto em 1991, aos 80 anos de inaugurado.

teatro4 O Majestoso Teatro Municipal de São Paulo

Você já foi ao Municipal de São Paulo?

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  • Não
 O Majestoso Teatro Municipal de São Paulo

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Ajude a Combater o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes

abuso Ajude a Combater o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes

Hoje é o Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e a Exploração  Sexual de Crianças e Adolescentes.

Começo com um apelo: se você sabe, conhece, ou percebe algum desses crimes denuncie imediatamente.

O Abuso e a  Exploração Sexual de crianças e menores é um dos mais hediondos crimes que podem ser cometidos.

Crianças são sequestradas para servirem de pasto sexual de pervertidos em vários lugares do Mundo.

Menores são seduzidos para serem violados por adultos criminosos.

No Brasil a violência sexual em crianças de 0 a 9 anos é o segundo maior tipo de violência nessa faixa etária, ficando pouco atrás de notificações de negligência e abandono, os dados são do sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) do Ministério da Saúde. A maior parte das agressões ocorreram na residência da criança (64,5%). Em relação ao meio utilizado para agressão, a força corporal/espancamento foi o meio mais apontado (22,2%), atingindo mais meninos (23%) do que meninas (21,6%). Em 45,6% dos casos o provável autor da violência era do sexo masculino. Grande parte dos agressores são pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.

Diga não à esta  situação. Denuncie, combata.

Você omitiria uma denúncia de abuso sexual infantil ?

  • Sim
  • Não
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Sábado é Dia de Teatro, É Dia de Paulo Pontes

 

bibi Sábado é Dia de Teatro, É Dia de Paulo Pontes

Bibi em "Gota D'Água" de Paulo Pontes

O paraibano Paulo Pontes, considerado um dos homens mais cultos e brilhantes do País, faleceu de câncer do estômago aos 37 anos. Em 1976.

Ao seu lado estava Bibi Ferreira que fora sua companheira nos últimos seis anos da sua vida.

Bibi recorda com bom humor o espírito combativo e político de Paulo:

- Ele ficava em casa com a aquelas reuniões intermináveis de comunistas, eu aí, pegava minha caixinha de fichas e saía pra jogar pôquer com  as amigas. Passava por eles despercebida, e quando voltava de madrugada, ainda estavam lá, resolvendo os destinos do Brasil. Diz a atriz com ironia e bom humor.

Pouca gente sabe, mas Paulo Pontes foi o autor de “A Grande Família” longeva série na tevê brasileira.

Mas é no teatro que ele dá sua grande contribuição: primeiro com o show Opinião; depois com Brasileiro Profissão Esperança, um sucesso conduzido por Paulo Gracindo; veio ainda Chek Up, e Doutor Fausto da Silva, direção de Flávio Rangel e atuação de Jorge Dória, e reabilitando a comedia de costumes o sucesso que durou anos interpretado por M Ilton Morais: Um Edifício Chamado 200.

Mas é com Gota D’água, que Bibi interpretou magistralmente, que Paulo Pontes esbanja todo seu brilhantismo de autor.

paulo Sábado é Dia de Teatro, É Dia de Paulo Pontes

Paulo Pontes (1940-1976)

 

 

Continua a Discussão : Monteiro Lobato, Racista ou Não?

 

lobato1 Continua a Discussão : Monteiro Lobato, Racista ou Não?

Lobato e seu agora polêmico livro

 

O Juiz do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux rejeitou um mandado de segurança que pedia para incluir notas explicativas sobre racismo no livro "Caçadas de Pedrinho", do escritor Monteiro Lobato.

A ação foi apresentada no STF pelo Instituto de Advocacia Racial.

A instituição alega que o livro tem "estereótipos fortemente carregados de elementos racistas" e pede que sejam adicionadas na obra notas para sobre estudos “que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura”.

Em um trecho do livro, por exemplo, a personagem Emília, do Sítio do Pica-Pau Amarelo, diz: "É guerra e das boas. Não vai escapar ninguém - nem Tia Anastácia, que tem carne preta".

A Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado contra o mandado de segurança.

Classificada como racismo por diversas entidades e pessoas ligadas à questão racial no Brasil a obra de Monteiro Lobato tem levado a discussões e ações como esta que o Ministro acaba de dar seu parecer.

Ainda caberá recurso ao Plenário do Tribunal. Quem viver lerá.

Você acha que o livro de Monteiro Lobato tem conotações racistas?

  • Sim
  • Não
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Não Precisam Berrar nos Meus Ouvidos, Já Sei que é Natal

noel Não Precisam Berrar nos Meus Ouvidos, Já Sei que é Natal

Símbolo que tem mais a ver com o pecado da Gula que com o espírito do Cristo.

Sei que o comércio aproveita datas como o Natal para aumentar suas vendas e  crescer junto com a economia nacional. Isto é bom e necessário.

Mas são uma loucura os dias que antecedem a festa máxima da cristandade.

É um Feirão onde supostamente estão nas prateleiras:  amor, fraternidade, família, netos, avós, enfim: família, credores, clientes, e todos mais.

Aos berros os varejões nas ruas rádios e tevês gritam:

- É Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!!

Num escarcéu tão grande que rouba o sono do menino que dorme na manjedoura.

Mergulho em jejum midiático.

Procuro ao máximo abster-me de contato com o mundo da informação neste período.

Curioso é que a partir de amanhã, dia 26, a mídia não falará

mais do Natal.

O mote já será outro, num suceder desesperado de varejões supostamente humanistas e fraternos.

Mas pelo menos, só no próximo ano ouviremos de novo:

Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!!

Até que esvaziem por completo o significado da palavra.

Mas... "até aí morreu Néris." Pois o estresse completa-se depois de todas as compras, festas, glutonarias e obrigações mis, com os telefonemas, sms, cartões virtuais, mensagens de todos os tipos que você se vê socialmente obrigado a enviar para pessoas que por 365 dias antecedentes nem sequer as viu ou dirigiu a palavra.

Procuro nesta época otimizar ao máximo as obrigações criadas para uma data que deveria ser de meditação, recolhimento, e excelsa alegria.

A tradicional ceia, por exemplo, (que já virou uma maratona de glutoneria) aqui em casa já otimizamos, indo agora em todo o Natal, com a família  e amigos,

para mesas reservadas em casas de pasto nesta urbe.

O tempo e o silêncio conseguidos com esta praticidade natalina procuramos usar buscando o real significado da data natalícia.

Você aproveita o Natal pra “meter o pé na jaca”?

  • Sim
  • Não
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No Brasil Papai Noel Mora na 25 de Março

 

Estive observando a figura  e pela observação concluí que Papai Noel é diabético, hipertenso, não toma banho, não lava a roupa, não faz a barba nem corta cabelos, não tem noção de calor ou frio, não se manca de sair vestido de vermelho com barrinhas de algodão, quando ri é fake (hôhôhô), pelo peso deve ter joanetes, e pelo calor com o mesmo sapato de sempre: chulé. Some-se a isto  aterosclerose, e fungos nas virilhas dada a roupa que usa no verão brasileiro.

Mas com tudo isto, milhões de crianças aguardam por ele na noite de hoje. Criança é assim: ou gosta ou não gosta.

 

noel taliban No Brasil Papai Noel Mora na 25 de Março

Futuro Noel taliban...kiakiaká 1

E a moda agora é subcelebridade confessar em público que já se vestiu de Papai Noel. Deve ser  algo como sair do armário...kiakiakiá

Amanhã, num passe de mágica da Mídia,  Papai Noel desaparece por mais um ano. Em seguida começa aquela coisa de "Feliz 2015!".  "Comece o Ano de carro novo." "Comece o ano de casa nova." "Comece o ano de mulher nova!"  Epa!!! kiakiakiá.  E assim que isso acabar vem o Carnaval: "Neste Carnaval faça isso...neste carnava faça aquilo...". Haja saco! De Papai Noel !!! kiakiakiá.

Já, para os que professam ao Cristo , hoje, pelo calendário gregoriano seria  o dia do Nascimento do Senhor Jesus.

Para os que estarão com suas famílias, e amigos desejo  boa festa, grande confraternização.

Para os que estão sózinhos, desamparados, abandonados, doentes, insones, angustiados, oprimidos ou deprimidos  nesta noite, desejo que  o Espírito do Senhor possa visitá-los e levar-lhes conforto,  consolo e  sobretudo : sabedoria.

Feliz Natal!

Você Acredita em papai Noel?

  • Sim
  • Não
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Mais Uma Vez o Humor Como Arma de Um Povo

 

millor Mais Uma Vez o Humor Como  Arma  de Um Povo

A atualidade do humor de Millor Fernandes  (1923-2012)

 

Semana passada aqui no blog postei sobre um comediante alemão que durante o nazismo afrontou as autoridades fascistas.

Hoje, relendo o post de terça feira dia 16 pp. relembrei de dois humoristas brasileiros que com seu humor destruíram a rigidez da Ditadura Civil Militar instalada no Brasil em 1964.O ano era 1972. O Governo do Ditador Emílio Médicigastara uma fortuna numa campanha que tinha por mote: “Brasil, Ame-o, ou Deixe-o”.
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Baseado neste mote a dupla de cantores gaúchos - Dom e Ravel - faturaram muito a serviço do Governo militar e da campanha, com uma medíocre composição intitulada “Eu te amo meu 

Brasil”.

Parecia impossível que qualquer ato detivesse aquela campanha fascista cujo único objetivo não era o patriotismo, mas sim encobrir a resistência à Ditadura e os atos terríveis desumanos praticados por ela, somados aos crimes de lesa pátria que o Sistema imposto levava a cabo desde sua posse.

Foi aí que Ziraldo, com uma única frase desmoralizou a campanha:

- “Brasil, ame-o, ou deixe-o. O último a sair apaga a luz do aeroporto”.

O outro fato pertence a Millor Fernandes, quando a Ditadura tentando dar-se ares de intelectual, buscando uma ideologia própria, a semelhança do fascismo italiano criou o “Conselho Superior de Censura”.

Disse Millor à época, destruindo a moral deste Conselho repressor:

- Se é de Censura não pode ser Superior.

Você Gosta de Humor Político?

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25 Anos da Morte de Beckett – o Teatro do Absurdo

godsot 25 Anos da Morte de Beckett   o Teatro do Absurdo

Cacilda Becker e Walmor Chagas em "Esperando Godot"

Há 25 anos o mundo perdia um de seus prêmios Nobel de Literatura: Samuel Beckett.

O seu teatro com o passar dos tempos foi classificado pelo teatrólogo Martin Esslin como Teatro do Absurdo, o termo pegou e Beckett passa a ser associado a este epíteto. Haja à vista sua obra mais conhecida “Esperando Godot”.  Dois personagens que  passam a peça toda esperando um tal Monsieur Godot, que acaba não vindo.

Pra mim, que tenho o olhar cômico sobre tudo na vida, não é teatro do absurdo, é teatro de comédia: duas pessoas esperando uma terceira que ao final não vem é muita perda de tempo, é fina ironia. (risos).

Claro que nós, filhos de um País Tropical, completamente miscigenado, não temos nada a ver com os temas europeus e nórdicos tratados por Beckett, somos um povo muito novo, que não passou pelo que os europeus passaram em suas guerras e em suas transformações.

Por isso, mesmo com todo o esforço de nossos teatrólogos Beckett está muito longe de ser comum ao nosso público. Embora, por ser humanista, sua obra  seja comum a toda a Humanidade. Seu teatro chegou ás raias do absurdo, ou da ironia, quando uma de suas últimas peças durava apenas dez minutos. Eram dez minutos de cortina fechada. E só.

Pensar em Beckett como um drama é um equívoco já que a própria personagem Nell em "Fim de Partida" (uma de suas peças) resume Beckett ao dizer no final : “Nada é mais engraçado que a infelicidade”.

Primeira Telenovela Brasileira Completa Hoje 63 Anos

 

novela Primeira Telenovela Brasileira Completa Hoje 63 Anos

Vida Alves e Walter Forster

Em 21 de dezembro de 1951 São Paulo tinha apenas 375 aparelhos de televisão. E foi para estas poucas centenas de aparelhos que se apresentou a primeira telenovela brasileira: “Sua Vida me Pertence”, pela hoje extinta TV Tupi, de São Paulo.

Até então as novelas de rádio tomavam para si a audiência do público brasileiro. E por muitos anos ainda pontificariam soberanas. Mas esta primeira novela era já o prenúncio do que estava por vir: a decadência e fim das radionovelas e a mania nacional por teledramaturgia.

“Sua vida Me Pertence” exibida de  21 de dezembro de 1951 a 02 de fevereiro de 1952 , às 20 horas e teve de 15 capítulos. Foi escrita e dirigida por Walter Forster, que também protagonizou a história, ao lado de Vida Alves e Lia de Aguiar, formando um triângulo amoroso. Participavam também do elenco, entre outros,  Lima Duarte e Dionisio Azevedo.

Era apresentada ao vivo duas vezes por semana, às terças e quintas feiras, com duração de 20 minutos o capítulo.  Conceito original de teledramaturgia proposto pelo Cassiano Gabus Mendes.

Tinha apenas dois cenários: um reproduzindo um quarto e o outro, um jardim de uma praça.

Foi nessa novela o primeiro beijo da televisão brasileira . Não era um beijo como estamos acostumados a ver: na verdade, não passava de um inocente "selinho" entre os protagonistas, interpretados por Walter Forster e Vida Alves.

Você é “noveleiro” de acompanhar do início ao fim?

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