Em Livro a Minha História e a Minha Arte

O Simon Khoury é um jornalista que presta grande serviço à memória e à cultura nacionais.

Edita e publica uma série de livros chamada de "Bastidores".

Em cada edição registra a vida e a obra de artistas do teatro, cinema e tv do Brasil.

Agora chegou a minha vez, ao lado de Valderez e Lucélia num volume de 500 páginas.  Sou-lhe grato por isto.

Abaixo o convite para o lançamento do livro.

Espero por todos lá. Um abraço.

Convite Bemvindo Sequeira Em Livro a Minha História e a Minha Arte

O Brasil na II Guerra: a Tomada de Monte Castelo

monte1 O Brasil na II Guerra: a Tomada de Monte Castelo

Heróicos "pracinhas" da FEB em Monte Castelo

Perdi minha juventude durante os 21 anos de Ditadura Militar. Roubaram-ma sob censuras , prisões, mortes e perseguições.

Explico: o  Golpe Militar  perpetrado por altas patentes do Exército Brasileiro,com apoio dos EEUU e seus interesses econômicos ocorreu quando eu tinha 16 anos.

Retomamos a Democracia quando corriam meus 37 anos.

Não tive tempo de perceber qualquer coisa positiva nas Forças Armadas brasileiras durante aqueles anos de chumbo.

Hoje, mais velho, Democracia conquistada -  mesmo que ainda não se puna os criminosos servidores da Ditadura - uso este blog para exaltar o valor dos nossos "pracinhas" na luta contra o nazi-fascismo nos campos da Itália através da Força Expedicionária Brasileira.FEB.

Hoje é aniversário da tomada de Monte Castelo - Itália, pelas tropas  brasileiras em 1945 .

Momento de heroísmo do nosso Exército. Três meses de batalha, com intenso frio, em péssimas condições de ataque, e  com perda de vidas brasileiras.

Sob o Comando Geral da FEB do General Mascarenhas de Moraes, e tendo no comando do Regimento que tomou o Monte o General Cordeiro de Farias.

Travou-se a batalha contra alemães  mais protegidos, mais treinados e numerosos. Ainda assim para nossa glória, vencemos.

Aos que deram a vida por um  Mundo Livre e a todos do Exército Brasileiro que combateram o bom combate a minha homenagem pela data.

Gravando ao Sol de 42 Graus

 

Arthur1 Gravando ao Sol de 42 Graus

Com Arthur Aguiar num intervalo da gravação.

 

Anteontem gravei com o jovem ator Arthur Aguiar a minha primeira cena externa na nova novela da Rede Record,  "Dona Xepa".

Minha personagem, como já falei, é Dorivaldo, um cavaquinista dono de uma casa noturna, simpático, generoso, romântico e paquerador da Xepa.

Teremos muitas cenas diurnas externas, o que significa que neste verão escaldante iremos "torrando" os textos e as interpretações.

Omtem o termômetro marcava 42 graus, e a sensação térmica era de 50 graus.

A vantagem é a excelente equipe que nos acompanha e nos trata com carinho, cuidados e atenções. Dos camareiros, à Direção. Da moça que nos abriga à sombra do guarda-sol ao Câmera que nos valoriza o trabalho.

E assim foi muito legal gravar esta cena com o Arthur, jovem ator disciplinado e talentoso, que faz o papel de Edison, filho da Xepa.

 

O Dia Em Que Matei a Filha de Cecília Meirelles

 

MariaFernanda PaiHeroi f21 O Dia Em Que Matei a Filha de Cecília Meirelles

Maria Fernanda sobreviveu á mim...

A data de hoje marca a morte de Madre Joana Angélica, por soldados portugueses , em Salvador no ano de  1822.

O fato histórico é conhecido: recusando a Independência do Brasil o Brigadeiro Madeira de Mello, toma posse como Governador da Bahia em oposição aos brasileiros e a Pedro I.

As tropas portuguesas  promovem atos de saques e vandalismos na Capital.

Invadem casas e dispõem-se a invadir o Convento da Lapa, com o intuito de estuprar as noviças ali internadas.

Joana Angélica depois de dar fuga ás moças pelo quintal, volta e  porta-se à frente do portão principal e diz que só entrarão na Casa de Deus se passassem por cima de seu cadáver: passaram, ela foi morta a golpes de baionetas.

Em 1978 Walter Lima Jr. resolve filmar este episódio, morava eu então na Bahia. E sou convidado para fazer o papel do soldado que mata a Freira.

Uma figuração sem fala. Tudo que tinha que fazer era matar a freirinha.

A grande atriz Mara Fernanda, filha da poetisa maior Cecília Meirelles, fazia o papel de Joana Angélica.

Caberia a mim portanto trespassá-la com a baioneta.

Isto posto, baioneta calada, estava eu face à esta grande dama  das Artes Cênicas brasileiras , filmando no sol da Bahia, na porta do Convento, fazendo o papel de um soldado português bêbado e vândalo.

Inábil ainda na profissão, grosseiro no fazer da Arte "não catei conversa", como se diz na Bahia: enfiei a baioneta cenográfica  na barriga da atriz com todo o realismo.

Claro que não a matei, mas que ela levou uma grande  pancada na boca do estômago,  isto levou!

Lembro-me que ela deu um grito, curvou-se de dor , enquanto eu,  ingênuo, creditei ao seu imenso talento o realismo com que ela fez a cena.

Sequer pensei que o olhar piedoso  que a personagem-atriz me dirigiu ao morrer devia estar significando:

- "Onde arranjaram este jumento,  que se diz ator,  pra me matar?"

Pobre Maria Fernanda, hoje passadas décadas, homenagenando a memória da Freira,  venho de público mais uma vez desculpar minha inabilidade e relembrar que quase matei pela segunda vez a Freira Joana angélica, heroina baiana e nacional.

O Pão de Cada Dia

trem O Pão de Cada Dia

Uma nota no jornal me chama a atenção.

Quando murmurarmos sobre o  trabalho que temos que realizar para ganhar o pão nosso de cada dia,  pensemos no trabalho que outros realizam e veremos que o nosso talvez seja  até mais agradáve e leve.

A nota do jornal refere-se á condenação de uma empresa pelo TST que foi obrigada  a indenizar um maquinista que era obrigado a conzuir sózinho uma locomotiva durante oito horas seguidas.

Ele não podia parar o trem nem para suas refeições ou sequer para suas necessidades fisiológicas.

Não havia previsão de paradas. Oito horas seguidas. Sem substituto, sem auxiliar.

Além disso a cada 45 segundos ele tinha que pressionar um pedal, que fazia parte do sistrema de segurança da locomotiva, o que o obrigava a ficar sempre de pé junto ao painel de comando.

Trabalhou assim durante 15 anos.

Vida que segue.

jor 0011 647x1024 O Pão de Cada Dia

A Paciência, Ciência da Paz

paz12 A Paciência, Ciência da Paz

Um querido amigo passa por sérios problemas financeiros.

Homem até então temente a Deus - para usar um linguajar dele mesmo -  neste momento tormentoso fecha os punhos e tenta esmurrar os céus.

Grita impropérios contra um Deus que ele julgava que era só seu, e que a si dispensaria sempre todas as honras e atenções.

Age por impulso emocional, grita e esperneia como um bebê esfomeado em busca do seio da fartura.

Em vão.

Seus punhos erguidos contra os céus não alcançam sequer as nuvens que passam...

Seus gritos desesperados sequer são capazes de dar ordem à manhã que nasce.

Sua energia dispendida sequer mostra à aurora o seu lugar.

Quem somos nós diante desta grandeza do Multiverso?

Olhando para sua ira percebo muito claramente que o mundo não existe para nossa glória e serviço.

O caos do Universo sequer se importa com a nossa soberba, e tudo que ela nos traz é mais humilhação pelo nada que somos.

Despoja-te pois companheiro,  de todo orgulho, de toda presunção, e tome para si a humildade diante do mistério da existência.

Acalma-te amigo querido.

Aguarde com perseverança.

Todo sofrimento nos ensina  Paciência.

Então aproveite o momento e  aprenda a Paz, como ciência.

Nenhum Deus te livrará do Inferno se,  impaciente,  te jogas nele.

Lembra-te  que  os antigos - sábios -  sempre disseram: depois da tempestade vem a bonança.

Retrospectiva 06 – Bemvindo Sequeira

Hoje continuo mais uma rodada na retrospectiva da minha carreira artística. Relembro os anos de 1993 a 1995.

1993 - Show de Humor - "Pelo Humor de Deus"

Humor de Deus Folder 497x1024 Retrospectiva 06   Bemvindo Sequeira

 

1993 - "As Primícias " de Dias Gomes - Teatro João Caetano - Rio

 

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As Primícias, com Bete Mendes e Suely franco

1994 - Teatro - "Lá" de Sérgio Jockman - Direção de Paulo goulart - Teatro Casa Grande - Rio

Lá 2 Retrospectiva 06   Bemvindo Sequeira

" Lá"

1995 - Novela "Tocaia Grande" de Jorge amadao - rede Manchete - Perosnagem : Lupiscínio

Foto de lupiscinio Retrospectiva 06   Bemvindo Sequeira

Primeiro trabalho com Walter Avancini

 

1995 - Teatro da galeria - Rio - "A Louca de Bonsucesso" - de Gugu Olimecha

Foto em Louca Bonsucesso Retrospectiva 06   Bemvindo Sequeira

"A Louca..."

 

"Teatro :"Ouro das Facas " - Teatro Glaucio Gill - de Maria Helena Khuner

Ouro das Facas Governador Foto 714x1024 Retrospectiva 06   Bemvindo Sequeira

"Ouro das Facas" A História da Inconfidência

 

Os Analfabetos High Techs

baby Os Analfabetos High Techs

A nova alfabetização

Hoje à 1h da madrugada um amigo me telefona para pedir instruções de como baixar, abrir e operar o Skipe.

Terminamos o processo mais de uma hora depois.

O amigo é uma nulidade em termos de informática. Mal sabe pra que serve o mouse, e digo: tem pouco mais de trinta anos.

Este analfabetismo high tech não é privilégio de idosos, ou de coroas já no fim dos tempos.

Jovens conseguem ser tão crassos quanto certos redatores no ENEM.   Minha mulher Doia, que já beira os 70 anos aprendeu apenas o que lhe interessa: jogar buraco on line e operar a conta bancária, coisa que ela tecla com um unico dedo, lembrando-me E.T. digitando "Call Home".

De resto: e mails, fotos, baixar arquivos, interagir com o PC é pra ela coisas de outro mundo, que levam-me a socorre-la quando a tela diz simplesmente: "Deseja continuar executand este programa?", aí ela me grita por socorro como se estivesse tendo seu escritório  invadido por monstros sci fiction.

No Iphone ela fica mais perdida ainda. Tudo que ela  -  e creio que milhões -  desejam  é apenas um telefone que fale, mais nada. Nada de fotos,  filmes, apps, messngers, redes sociais, instagrans, e-books etc..querem apenas falar ao telefone, e se enrolam todos diante de tantas iformaçãos na telinha de acrílico.

A rapidez com que os softwares e hardwares se atualizam é tamanha que basta perder um lançamento de Fone, Tablet, ou PC para sentir-se ultrapassado no tempo e na informação.

Minha neta de 8 anos me dá aulas de operar meu IPhone. A de 11 anos opera e digita as redes sociais no meu IPad, usando fotos e vídeos com a mesma  facilidade e rapidez com que descasco uma banana.

As crianças são atualizadíssimas. Dão-me a impressão de que já trazem antes do nascedouro, do akasha, estas informações.

Quem já não viu um bebê de dois, três anos, ligando a tv e zapeando o controle remoto?

Minha mulher e meu amigo podem ser analfabetos high techs, mas estas crianças...denunciam minha imensa luta para manter-me alfabetizado na  socidade cibernética.

Começou o Ano

ano Começou o Ano

Existe Ano Novo Chinês,Ano Novo Judeu,e Ano Novo brasileiro,que começa hoje. rsrsrs

Nos quatro dias de carnaval carioca optei por reguardar-me em casa.

Quanto mais amadureço mais fico com a sensação de que o Bicho, o Rei da Confusão, o Pai da Mentira, corre solto no Carnaval. Então me cubro de proteções contra o Coiso que vem disfarçado de alegria. rsrsrs

Saí apenas  no domingo e fui com a família à praia da Barra, no quiosque de um gaúcho amigo meu, que  faz-me sentir seguro e em casa.

Quatro dias como um retiro. Vi o desfile das Escolas pela TV...tuitei... Vi filmes pela tv a Cabo... e descansei, preparando forças para o ano que começa hoje.

Um amigo meu chama este período de recomeço de "choque cultural": trânsito, bancos, contas, estacionamentos lotados, burocracia, gritos e buzinas, telefones tocando, gente chata...enfim, tudo que não aconteceu nos quatro dias.

O ano começa com a eleição de um novo Papa; com a vitória da Vila Isabel e o rebaixamento da Mancha Verde; com o Oscar de Hollywood;com as gravaçoes de "Dona Xepa"; com o PCC incendiando ônibus em SP; com o PSB afirmando a candidatura de Eduardo Campos; com Lula saindo em caravana pelo Brasil; com jogadores de futebol de namoradas novas; com Renan Calheiros tocando  o Congresso Nacional; com Bon Jovi no Rock In Rio; com Zé de Abreu causando em Cuba e na Sapucaí,  ameaçando ser candidato a Deputado Federal; com a Apple perdendo o direito de usar a palavra IPhone em seu produto no Brasil...e vai por aí.

Realmente, o ano começa cheio de novidades.

O que não é novo é que teremos mais um ano  trabalhando duro para ganhar o pão de cada dia.

Que neste ano novo Deus me proteja e a nós não desampare! rsrsrs

Agora, Cinzas

poh Agora, Cinzas

Vaidade de vaidades, termina assim.

 

Não, não estou escrevendo sobre os "Cinquenta Tons de Cinza". O moderno similar ao antigo sucesso "O Amante de Lady Chatterley", que era o grande livro erótico da minha juventude.

O assunto aqui á a chamada Quarta-feira de Cinzas.

Durante boa parte da minha vida sempre associei as tais cinzas ao fim de uma fogueira. Às cinzas do fogão de lenha da minha Minas Gerais. Foi preciso a maturidade chegar para eu querer saber mais sobre este significado.

Estas cinzas devem nos lembrar a efemeridade da carne. Dos desejos e vaidades humanas. Por tal é que a segunda e a terça de carnaval são chamadas de Gordas. Porque nelas se come e se bebe de tudo. Satisfazem-se os desejos carnais, pois só a carne vale. Funciona como a dieta da segunda-feira: come-se muito no domingo na esperança de que na segunda começaremos o regime...

Essa Quarta-Feira tem o significado para muitos de inicar o período de mortificação da carne. Para outros é o fortalecimento do Espírito, através de jejuns e orações.

Na Inquisição torturavam e queimavam pessoas para através da mortificação da carne expiarem as transgressões. Seitas e facções cristãs usam cilício e outros instrumentos para castigar o corpo. Sendo quartas de cinzas ou não.

Da minha parte, se me perguntarem o que desejo, prefiro a elevação do espírito que a mortificação da carne... mas, seja como for, religioso ou não, teísta ou ateu,  é preciso já estar avançado nos anos para saber como eles passam rápidos...como nada sobrevive na carne...ilusão das ilusões.

Fecho os olhos e vejo a inscrição em Latim  na entrada do Cenitério São João Batista , no Rio:

"Ad Revertere ad locum tum" ("Volta para o lugar de onde viestes.")

Perdoem-me o humor cruel que me traz à  memória Forjaz de Sampaio,  mas não precisas ler "50 Tons de Cinza". Em poucos anos tu mesmo virarás cinzas, em vários tons...

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