Cinema Português Comemora Seu Maior Cineasta

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Recebendo a Legião de Honra das mãos do embaixador francês

 

Hoje é o 106º aniversário do cineasta mais velho do mundo ainda vivo o português Manoel de Oliveira, que foi homenageado esta semana com a Legião de honra da França pelo seu trabalho como cineasta e homem de cultura da Europa e da língua portuguesa.

Manoel de Oliveira, ainda em atividade recebeu essa homenagem numa cerimónia que decorreu no Museu de Serralves, no Porto, das mãos do embaixador francês que salientou as diversas distinções que o realizador português já recebeu ao longo da carreira, desde o premio Robert Bresson à Palma de Ouro pela carreira, em Cannes.

Autor de 32 longa metragens, e 16 curtas Manoel também já fora homenageado com todas as maiores comendas da República Portuguesa.

Distinguiu-se em suas obras por filmar sobretudo os temas marítimos da vida portuguesa.

Perseguido durante a ditadura de Salazar foi varias vezes censurado em suas obras e esteve preso por dez dias pela polícia secreta do regime português.

Seu trabalho pioneiro e persistente como cineasta em Portugal e Europa tornaram-no referência para o cinema mundial.

Na Data de Hoje Nascia Noel Rosa, o Poeta da Vila

NoelRosaIMS 300x214 Na Data de Hoje Nascia Noel Rosa, o Poeta da Vila Noel hoje se vivo completaria  104 anos, o que considerando os longevos Barbosa Lima Sobrinho e Niemeyer já não seria  mais impossível de acontecer.

Mas quis a Morte levar o genial Noel com apenas 26 anos de idade.

Em tão pouco tempo de vida o gênio da nossa MPB compôs 259 canções.

Isso mesmo que você está lendo: 259 canções!! Alô garotada do tal sertanejo universitário; alô rapaziada do axé: foram 259, e não foram medíocridades não.

Foram músicas que se tornaram clássicas do nosso cancioneiro, compostas num período de apenas seis anos de criação até a sua morte.:Com Que Roupa; Eu Vou Pra Vila; Quem Dá Mais; Cordiais Saudações; Tres Apitos; As Pastorinhas; Ao Meu Amigo Edgar; Feitiço da Vila; Palpite Infeliz...e mais duas centenas.

Boêmio, ainda assim tentou uma vida familiar. Casou-se com Lindaura, moça da sociedade carioca, mas sua paixão era a prostituta do cabaré: Ceci. Com ela passava noites na boemia, bendo, fumando, dormindo pouco, e atraindo a fraqueza dois pulmões, que acabou por vitimá-lo de tuberculose.

Não deixou filhos, mas deixou imensa criação!

Quem dentre nós, brasileiro, maior de idade,  jamais cantou ou ouviu uma música de Noel? Sómente aqueles, que como citou Caymmi em "Samba da Minha Terra" : "é ruim da cabeça ou doente do pé."

Você já teve noitadas boemias cantando Noel?

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O Que Aconteceu no Iemen Acontece Também no Brasil

 

islmic 300x160 O Que Aconteceu no Iemen Acontece Também  no Brasil

Que mundo é este?

 

Sábado passado os lendários fuzileiros norte-americanos, de tantas "glórias" desde o século 19, na Nicarágua, Panamá, Tunísia, Somália, Vietnam... e em mais de cem países onde os EEUU intervieram em nome da liberdade e da democracia... pois neste sábado, sob ordens do novo Secretário da Defesa dos EEUU uma incursão para libertar dois reféns americanos das mãos de fundamentalistas islâmicos resultou na morte dos dois, depois de já "resgatados", além da morte de crianças, dois miliatres do EEUU e civis inocentes. Enfim: um desastre operacional.

Sobre os reféns um era de nacionalildade estadunidense, o outro, sul-africano. Um teria morrido já dentro do avião  e outro no navio que os levavam.

Para quem de forma tão bem sucedida deu cabo de Bin Laden - inclusive invadindo sem serem sequer percebidos, o espaço aéreo de um País aliado, o Paquistão -  essa desastrosa operação que resultou na morte dos dois reféns está muito "bem contada".

Porque está contada da mesma forma que são contadas as mortes dos "suspeitos" no Brasil: morrem sempre a caminho do hospital.

Quem aprendeu com quem essa maneira de "salvar" a humanidade? Os fuzileiros do Norte ou os nossos policiais militares?

Conhecendo as artimanhas dos "seals" e as ordens que recebem dos diversos departamentos de inteligência, pergunto até mesmo quem realmente matou os dois reféns? Os fundamentalistas? Ou a turma do fuzil já saiu pra mandar os dois pra eternidade, justificando assim maior intervenção militar norte americana na região e mais dinheiro para a indústria de armamentos?

Claro que os jihadistas já deram mostras de sua crueldade em diversos vídeos mostrando a trágica e estúpida decapitação de estrangeiros.

Mas no caso destes dois mortos recentes,  vejo com muita supeição as fontes que informam os fatos como ocorreram. São do mesmo tipo das  "fontes oficiais" que no Rio , ou em qualquer lugar do Brasil informam que os "suspeitos" morreram em consequência de ferimentos , a caminho do hospital. Foi isso mesmo, ou haverão outras versões? Saberemos a verade daqui há 30 anos? Ou nunca?

Foi assim que agiram os órgãos de repressão durante a nossa Ditadura, e devo dizer que aprenderam isso  na Escola de Guerra no Panamá, que os EEUU lá mantém.

Depois da Ditadura esse tipo de "morte matada" continuou sendo prática muito comum entre nossos "suspeitos" feridos: a mania de morrer a caminho do socorro.

Já percebeu como morrem muitos “suspeitos” a caminho dos hospital?:

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TV Cultura: Como Sempre A Cultura É Quem Perde

desemprego TV Cultura: Como Sempre A Cultura É Quem Perde

Os mais novos desempregados.

 

Recebo notícias de que para o ano que entra a TV Cultura de SP terá corte de 21% do seu orçamento.

Corre risco de sair do ar "por não ser rentável"  o maravilhoso e tradicional programa - que atravessa  gerações – “Vila Sésamo”.

Algo relacionado ao fato de que mesmo com toda a política de contenção a grana ficou insuficiente para honrar compromissos. Pediu socorro ao Governo do Estado e obteve.

Louvável, embora o Governo não tenha feito mais que o "dever de casa".

A retórica da Fundação Anchieta de que sairão do ar "programas não rentáveis" reflete o macrocosmo da política cultural no Brasil.

Há uma visão comercial da Cultura,  e como já disse ,  com raras exceções, políticos e governantes não conseguem, ou não querem compreender que o processo cultural não é pra dar lucro, é pra formar uma Nação.

Aliás, será por essa visão monetarista e lucrativa que o Estado cada vez mais terceiriza a produção cultural?

O MINC é das mais ínfimas verbas dos Ministérios. A SEC do RJ, de SP e demais estados  trilham o mesmo caminho.

O Estado tem a obrigação direta de prover a Cultura, e não de repassar sua gestão para o privado.

É muito triste a notícia que me chega sobre a TV Cultura.

Também não tenham dúvidas de quem  em 2015 mais uma vez a corda do Orçamento Federal  vai roer pro lado mais fraco: a Cultura.

Cultura tem que ser rentável parea o Estado e Autarquias?

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Lula, e os Novos “Novos Ricos”

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Quando todos esperavam que o PT uma vez no Poder transformaria o Brasil numa nova Cuba, abominando os valores do capitalismo...surpresa!!!

Eis que o tal Partido dos Trabalhadores revelou-se também o Partido dos Patrões. Com todo o respeito é claro.

Habilmente Lula, Dilma e o PT compreenderam que não há socialismo sem riqueza social; sem inclusão social não há  nem sequer capitalismo moderno.

E essa inclusão social tendo por base um capitalismo menos conservador e mais democrático criou uma nova classe média com novos valores culturais como o tal "sertanejo universitário" uma anomalia tão grande quanto se criasse o "funk rural".

Aumentou o consumo, criou novas saídas para o capitalismo no Brasil, enriqueceu banqueiros, enquanto promoveu inclusão social. E criou também novos "novos ricos". Para desespero de uma elite que não vai mais a Paris com receio de encontrar seu porteiro passeando pela Champs Elysées

Estes novos incluídos assustam sobretudo os aristocráticos e conservadores decoradores de ambiente e antiquários. Outra noite num jantar na casa de um desses adornadores fiquei ouvindo as queixas de vários antiquários e decoradores.

Um deles contava que uma "nova madame" da Barra da Tijuca, comprada a mansão no condomínio, possuía no segundo andar um hall que tinha por centro um jardim de areia. Uma obra de decoração que sugeria onde deveriam, ser postas ali peças de acrílico, esculturas em metal , coisa modernísima, mais para Tomie Ohtake que para santinhos de gesso.

Mas sabem o que a nova madame colocou na areia? Fincou dezenas de flores de plástico, dessas bem baratas que se compram em lojas do Saara, ou da 25, e dizia para o horrorizado decorador:

-Venha conhecer meu jardim de inverno!

Mas o auge de indignação era o de um deles que ao vender um lustre para uma dessas "novíssimas incluídas" perguntou-lhe, visando encontrar um lustre nas medidas certas para a sala da cliente:

_ Qual o tamanho do seu pé direito?

E ela, sem pestanejar, apontou o pézinho e disse:

- Calço 37!

Não, não se preocupem senhores e senhoras conservadores, o Brasil não caminhou e nem caminha para uma nova Cuba.

Pelo andar da carruagem do PT o máximo a que se chegará será a uma gigantesca Bloomingdale com 200 milhões de fregueses.

 

MPB: Vinte Anos Sem Tom Jobim

 

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Antonio Carlos "Brasileiro" Jobim

 

Hoje faz vinte anos que o Brasil perdeu um dos seu maiores compositores, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone, e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova,compositore, maestro e arranjador: Tom Jobim .

Do Tom Jobim que a no Jardim Botânico, Rio - via com seu chapéu panamá comprando pão na padaria, ao grande nome da Música Popular Brasileira apresentando-se no Carnegie Hall em Nova Iorque, ao Tom que para os monetaristas - tão em voga hoje -  pode ter seu sucesso medido  por ser  um dos maiores arrecadadores de direitos autorais no exterior, do Japão aos EEUU.

Compôs ao lado de Vinicius, Chico e tantos outros mais expoentes da música brasileira composições inesquecíveis. Delas, provavbelmente a mais conhecida e a mais tocada em todo o Mundo , o hino à mulher brasileira : "Garota de Ipanema".

Relembro que em 1964, competindo com os Beatles, os Rolling Stones e Elvis Presley, Tom Jobim ganhou o Grammy de Música do Ano com a "Garota de Ipanema".

O "Samba do Avião" rendeu-lhe além de todas as glórias a homenagem póstuma pelo Congresso Nacional  de ter seu nome rebatizando o Aeroporo Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

O Tom que junto com Chico Buarque  renovou a "Canção do Exílio " de Gonçalves Dias com a música "Sabiá".

Grandes nomes da música internacional tocaram e cantaram as músicas de Tom Jobim, como Stan Getz, Dizzy Gillespie, Ella Fitzgerald, Count Basie, Herbie Mann, Oscar Peterson, Sarah Vaughan, além de Frank Sinatra com quem gravou o "Girl From Ipanema", entre outros sucessos.

Todos estes grandes nomes o respeitavem e admiravam, essa admiração fez com que Tom Jobim fosse chamado por músicos do jazz de o George Gershwin do Brasil.

Faleceu de parada cardíaca, quando estava se recuperando de um câncer de bexiga no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque.

Há 20 anos a Música Brasileira perdeu o Tom.

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A Malandragem do Mallandro

 

sergio A Malandragem do Mallandro

Ráááá !! Nhen nhen!!!

 

Sérgio Mallandro, nascido Ségio Cavalcanti, leva quase 1500 pessoas ao delírio na sua noite de estreia em São Paulo.

Apesar de chamar seu espetáculo - ou stand up, como queiram - de apelativo e escatológico há um fenômeno que a crítica jamais toca ou aborda: o que leva 1500 pessoas em um dos teatro mais credibilizados de São Paulo a rolarem de rir? Familias com seus filhos ainda crianças; casais; adolescentes namorandos; senhores e senhoras provectos...?

Se não houvesse um público para o que Sérgio faz não haveria Sérgio Mallandro e seus "nhen nhens".

Deu-se o mesmo fenômeno no Rio : meses lotando o teatro.

O que me encuca é que há um gigantesco mercado para esse tipo de espetáculo - e não tenho preconceito com isso - apenas registro o fenomeno.

Porque as pessoas , dezenas delas se submetem a serem - como diz o crítico Nelson de Sá,  da Folha -   "humilhadas" subindo ao palco e submetendo-se a pegadinhas escatológicas e preconceituosas?

Por quê? O que as leva a esse sado-masoquismo? E por outro lado um standup como o de Marcos Veras não tem nenhuma baixaria e lota e é aplaudido de pé da mesma forma que a escatologia do malandro Sérgio.

Então me pergunto: que faixa de público é esta, localizada na maior e mais cultural cidade do País, membros da mais conservadora faixa eleitoral, que aplaude as peripécias mallandras?

Interessa-me o fenomeno, não quem ele faz emergir, seja dos malandros urbanos aos proeminente bunbuns das damas do funk.

Quando faço minhas apresentações percebo que a plateia aplaude com muito mais entusiasmo escatologias, deboches e preconceitos.

Fico profundamente constrangido, sem dúvida, mas continuo sempre a me perguntar: por que?

Não tenho a resposta. Penso que é um prato cheio para teses em sociologia e psicologia.

Um abraço e bom domingo, lembrando que não tenho preconceito, mas ainda prefiro a arte inspirada, mesmo quando o público nos pede o riso abaixo da cintura.

 

Luci Mafra, Amir e o Teatro de Rua , No Brasil e no Mundo

 

O ano era 1976. Ditadura militar . Fui com meu grupo Teatro Livre da Bahia particiar do Festival Internacional de Teatro de Caracas.

Paralelo a ele ocorria um festival de teatro de rua. Participei como espectador.

Lá conheci um jovem, Jorge, equatoriano, que trabahava nas ruas com monólogos didáticos e políticos.

Disse á ele que não podíamos fazer aquilo no Brasil , que a Ditadura, etc.etc. e não perm itia livres apresentações nas ruas.

E ele me respondeu : - Mas já há tetaro de rua no Brastil. Em Salvador mesmo!

Eu disse: como? E ele me disse; os camelôs do centro da cidade. Aquilo é puro teatro de rua.

Baseado nesta técnica dos camelôs voltei ao Brasil e criei o mederno teatro de rua no Brasil, ao lado de José araripe e Brauliuo Tavares.  Em 1° de maio 1977 na Praça da Piedade, em Salvador.

Teatro de Rua foto 11 300x187 Luci Mafra, Amir e o  Teatro de Rua , No Brasil e no Mundo

Por coincidência o ônibus da Liberdade passava naquele momento

Um ano depois a experiência, noticiada pela Veja (pelo menos serviu pra alguma coisa) correu o Brasil,   e um ano depois  acorreu ao trabalho o grande companheiro Amir Haddad, no Rio de Janeiro.

Cada um no seu quadrado vencemos os obstáculos da Ditadura, que exigia aviso prévio das apresentaões, censura livre, texto censurado, liberação da SBNAT, declaração de autoria, ordem da PF para apresentações...abrimos caminho a machadadas pela selva do obscurantismo.

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Amir e seu Grupo Tá Na Rua

Alguns anos depois, depois de também ter criado o Teatro de Rua também de Sergipe (mais tarde seria o Grupo Emboaça, de Lindolfo) afastei-me desta modalidade, parti para outras experiências.

Haddad continuou. Com apoio de muita gente boa, com apoio de jovens atores que compreendem sua obra popular.

Ontem Haddad perdeu uma das suas grandes colaboradoras , a atriz Lucia Mafra. Rendo a ela , seus familiares e amigos o meu preito.

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A Amir o meu eterno respeito e carinho.

Hoje o Brasil tem o que apresntar ao mundo, ao melhor do mundo o melhor que se faz em teatro de rua neste País.

São dezenas de grupos em variadas cidades do Brasil. A democraciua nos trouxe isto de bom, e o teatro de rua também ajudou a trazer a democracia.

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Em todo o mundo o teatro de rua vive!

Você já assistiu Teatro de Rua?

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Indo a Porto Alegre Conheça o Theatro São Pedro

Durante o Império era muito comum dar-se o nome de instituições associados ao nome do Imperador, ou de sua esposa, e membros da família imperial.

Assim, em 1847, quando a Província de São Pedro (hoje Porto Alegre) tinha apenas 20.000 habitantes um grupo de comerciantes optou pela construção de uma casa de ópera: o Theatro São Pedro de Alcântara.

Devido à Guerra Farroupilha a construção ficou parada sendo retomada mais tarde e inaugurada em 1858.

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O abandono e decadência em que se encontrou depois de décadas de funcionamento levou ao seu fechamento em 1973.

De lá em diante Dona Eva Sopher foi uma batalhadora incansável pela reforma e reabertura do Theatro.

As obras de restauração - os cupins haviam comido quase toda a estrutura de sustentasção do prédio - e até mesmo o lustre de cristal doado pelo governo frances em 1858 fora surripiado em 1885, ainda assim seviu de modelo aos arquitetos para a criação de um novo.

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Foi restaurado o veludo das poltronas baseado em amostras recuperadas,

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e também a cortina da boca de cena, com suas franjas francesas.

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Afinal em 1984 deu-se a reabertura do Theatro São Pedro, que tem atualmente 156 anos de existência.

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Salão Nobre do Teatro

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A Grande Atriz Madame Henriette Morineau

morineau1 A Grande Atriz Madame Henriette Morineau

Madame Morineau como "Elizabeth da Inglaterra" - arquivo Funarte

 

Quando assisiti pela primeira vez à Madame Morineau interpretando fiquei extasiado, espírito enlevado por aquela presença de um "monstro sagrado" no palco.

O que vi foi uma grande atriz dramática, com extraordinário pendor para a tragédia, coisa que sua voz grave e forte denunciavam . Uma mulher alta, de passadaas firmes que se deslocava em cena com o garbo de uma estrela clássica.

Emprestava dignidade em tudo que fazia. Em cada gesto, em cada palavra, mesmo dita com seu forte sotaque francês.

Nascida na França em 1908 , ela se apaixonou por literatura no colégio em que estudava e interpretava os textos que tinha que ler nas aulas.

Convenceu seu padrasto a permitir que estudasse com um professor de arte dramática em Paris. Saiu-se tão bem que foi indicada para um conservatório, e foi aprovada para o mesmo, em 1926, em primeiro lugar.

Atuou por três anos na Commédie Française e em uma de suas excursões, conheceu na Bélgica seu futuro marido, George Morineau.

O marido foi aconselhado pelos médicos a se mudar para um país tropical e eles resolveram se mudar para o Brasil. Henriette chegou ao Rio de Janeiro em 1931.

Em 1946 ela fundou a Companhia dos Artistas Unidos, na qual por 14 anos dirigiu e interpretou peças adultas e infantis.

Em pouco tempo virou uma lenda para o teatro e o cinema brasileiros e era chamada de "a madame do teatro brasileiro".

Foi condecorada duas vezes pelo governo brasileiro com a Ordem do Cruzeiro do Sul e também recebeu as honras de se transformar em Carioca Honorária e em Cidadã Honorária do Rio de Janeiro.

Teve uma carreira de 60 anos e um de seus últimos espetáculos de teatro foi como a Maude de "Ensina-me a Viver", em 1982, que inclusive fez com que a estrela caísse no palco e tivesse que ser substituída por Maria Clara Machado.

Foi casada com o ator e diretor teatral Delorges Caminha.

Nos deixou há exatos 24 anos, numa noite de 03 de dezembro de 1990.

Mas não diferente de outros grandes nomes da arte brasileira, Henriette morreu praticamente na indigência.

Seus últimos anos passou num lar para idosos em São Paulo, e veio a falecer no Instituto Brasileiro de Geriatria, no Rio de Janeiro onde esteve internada por dois anos.

No seu tempo, a classe artística vivia difíceis capítulos, reivindicando seus direitos legais no mercado de trabalho. E ela pagou o preço de se dedicar intensamente à sua arte: Passou por sérias dificuldades financeiras, ameaças de despejo, e precisou da ajuda de amigos que se mobilizavam para ajudá-la a arcar com as contas.

Inválida numa cama,tomada pela esclerose, quase cega, com raros momentos de lucidez e necessitada de cuidados médicos, a dama do palco brasileiro morreu alheia a tudo o que se passava à sua volta. Madame Morineau já não reconhecia ninguém.

Seu corpo foi velado sem maiores honras e na presença de poucos amigos na capela 2 do Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro.

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