Pecado Mortal: A Alegria Dos Bastidores à Tela

elenco Pecado Mortal: A Alegria Dos Bastidores à Tela

 

Esta foto acima, tirada num intervalo de trabalho, reflete bem o clima de gravações do elenco durante as gravações de "Pecado Mortal": unidade é  palavra que move o elenco. Unidade na alegria; unidade no trabalho; unidade na garra e na vontade de sermos vitoriosos, de mostrarmos um bom trabalho profissional e artístico. Essa unidade cria um excelente resultado que se reflete no rosto de cada um.

A novela de Carlos Lombardi vem crescendo no IBOPE e no agrado do público.

Chamado para compor esse elenco, entrei quando a novela já completava dois terços de sua vida no ar. Entrei tateando, pedindo licença, tentando entender o jogo cênico dos colegas, autor e diretores. Em seguida já estava no lúdico da representação.

Tufik - esse o nome da minha personagem - é um bicheiro com origem árabe, que se atrapalha todo com as palavras em português, marcando o texto com um forte sotaque que mais se aproxima do gromelô que do árabe, provoca com isso uma prosódia muito própria que  está na memória de todos os brasileiros, desde o teatro de revista aos humorísticos das rádios.

Nesta novela volto a trabalhar com Paloma Duarte e Fernando Pavão como aconteceu em "Máscaras". Rever esses amigos e fazer novos tem sido muito gratificante.

Além disso "Pecado Mortal" permite a expressão de  talentos com um bom time de atores jovens.

A atenção e o cuidado dos diretores levam os jovens atores aprendam mais e mais sobre a arte de representar para a televisão.

Eu mesmo, tempos atrás,  muito aprendi com o falecido Walter Avancini, porque como diz um ditado: "Quando o discípulo está pronto o mestre aparece".

Os veteranos, como Denise Del Vechio, Jussara Freire, Sonia Lima,  Luiz Guilherme, Mário Gomes, Bety Lago e tantos outros,  só nos ajudam a reafirmar a importância e  a dignidade da nossa profissão.

Pecado é não assistir a "Pecado Mortal".

Das Coisas Que Aprendi Com Chico Anysio

 

chico1 Das Coisas Que Aprendi Com Chico Anysio

Ao Mestre com carinho

 

Se Chico fosse vivo hoje estaria aniversariando e fazendo 83 anos.

Mas está vivo para todos nós na nossa memória através das suas criações geniais e dos seus ensinamentos.

Das muitas coisas que aprendi com ele duas eu sempre relembro, e repasso ás novas gerações.

Disse-me ele certa vez: " - Bemvindo, o humor é a  arte do óbvio".

O que quer dizer que se não formos claros no enunciado não se consegue a graça. Não se consegue o riso.

Temos que ser muito claros no que queremos que riam.

A segunda coisa que aprendi com ele foi:

"- Em televisão  o personagem ou pega de primeira, ou não pega mais. Em teatro ainda dá tempo de ir ajustando e com o tempo se acerta.Mas na tv, ou agrada na primeira exibição ou não tem jeito."

Realmente Chico não era somente uma escolinha, era uma universidade inteira.

Hoje a Pipoca Me Salvou, Salve a Pipoca!

pipoca Hoje a Pipoca Me Salvou, Salve a Pipoca!

Sento-me diante do do computador e disponho-me a escrever o post de hoje.

Escrevo diariamente sem faltar nenhum dia,  há anos. Sempre tenho um assunto, alguma coisa ou fato que instigou-me a escrever.  Mas hoje...

Procuro na memória o mote para o post de hoje . Viro e reviro datas e fatos...nada.

Paro pra meditar , procurando inspiração... e nada. Procuro pelas emoçoes do dia...nada também.

Então resolvo fazer pipoca no microondas para petiscar enquanto busco o que escrever.

Claro! A pipoca!!!

Fiquei sabendo que "Pipoca" originou-se do termo tupi pï'poka, "estalando a pele" , formado pela junção de pira (pele) e poka (estourar) .

E soube mais sobre a pipoca: é feita com um milho diferente do milho comum. É um milho menor, que aquecido estoura e gera a pipoca.

Foi uma grande descoberta cultural. Jamais havia pensado nisso.

Todos os índios das Américas já comiam pipoca quando os europeus chegaram por aqui.

Imaginem Danton e Robespierre comendo pipoca durante a queda da Bastilha...Ou Abrahão Lincoln devorando um prato de pipoca durante a guerra da Secessão.

Pipoca é compulsiva. Quanto mais se come , mais se quer comer.

Não conheço nada melhor para acompanhar um filme na tv do que a pipoca.

Em teatro sabemos que quando tem pipoqueiro na porta é porque a peça é sucesso. Teatro que não tem pipoqueiro na calçada é aviso de fracasso.

O pipoqueiro tem um faro comercial especial para ir com seu carrinho em busca da freguesia.

Pipoca é nome de Palhaço...pipoca é também o nome que se dá à turma que fica pulando atrás do trio, fora das cordas.

O verbo pipocar significa estourar aqui e ali.

Ficar empipocado é sinônimo de alergia ou doença de pele.

Fico sabendo que a pipoca retarda o envelhecimento (não sei quantas toneladas é necessário comer para continuar jovem - risos)  e que a pipoca tem 5 vezes mais fibra que o  alface, fantástico já que a meu ver  qualquer coisa tem sempre mais coisas que o alface (mais risos).

E enquanto escrevo estas linhas já acabei com toda a pipoca que fiz, e o post também acabou.

Salve a saborosa e inspiradora Pipoca!

Todas as Idades de Cora Coralina

 

cora1 Todas as Idades de Cora Coralina

Cora, na sua juventude

 

Tive o prazer e  a honra de ter conhecido pessoalmente  Cora Coralina.

Uma das maiores poetisas brasileiras.

Eu a conheci em sua casa em Goiás Velho, ex-capital de Goiás.

Entre uma poesia e outra ela era confeiteira de primeira.

Fazia docinhos deliciosos para vender a quem fosse visitá-la.

E era uma dama. Eu, inábil, como a maioria dos jovens.

Foi em 1978.

Encantado com a seu carisma resolvi perguntar:

- Qual a sua idade.

Sabem o que ela me respondeu, para nunca mais eu esquecer?

- Não se pergunta  idade a uma dama! Mas eu vou lhe responder: eu tenho todas as idades!

Hoje é aniversário de morte de Cora Coralina.

Faleceu aos 94 anos, em 1985, levando consigo todas as idades.

cora 3 Todas as Idades de Cora Coralina

Cora, com todas as idades.

Aninha e suas pedras (Poema de Cora Coralina)

Não te deixes destruir…  Ajuntando novas pedras  e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.  Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha  um poema.  E viverás no coração dos jovens  e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.  Toma a tua parte.  Vem a estas páginas  e não entraves seu uso  aos que têm sede.

Mazzaropi, o Nosso Jeca Tatu

mazza1 Mazzaropi, o Nosso Jeca Tatu

 

Hoje é a data de nascimento de Amácio Mazzaaropi que nasceu em 1912.  O Mazzaropi das comédias de jeca que impulsionou o cinema brasileiro nas décadas de 60/70.

Comediante popular, de origem artística circense Mazzaropi chegou ao auge da carreira ao criar seus próprios estúdios cinematográficos.

Desde cedo Mazzaropi contava causos e anedotas em circos, depois em rádios, e viajava em tournée com comédias de uma companhia teatral que ele mesmo criara.

Chegou até mesmo a ter um programa de sucesso na extinta Tv Excelsior - SP ,  entre 1959 e 1962.

Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estreia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde produziria mais dois filmes.

Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por diversas produtoras.

Depois cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi) e passa não só a produzir, mas distribuir os filmes em todo o Brasil. O primeiro filme da nova produtora é "Chofer de Praça".

chofer Mazzaropi, o Nosso Jeca Tatu

Depois começa a produzir um de seus filmes mais famosos, "Jeca Tatu", que estreia nos cinemas no ano seguinte.

Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produziria seu primeiro filme em cores, "Tristeza do Jeca".

Cinco anos mais tarde, lança o filme "O Corintiano", claro, graças à Fiel foi recorde de bilheteria do cinema nacional.

Em 1973, produz "Portugal, minha saudade" , com cenas gravadas no Brasil e em Portugal.

No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, uma oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então produz e distribui mais cinco filmes até 1979.

A figura do jeca, caipira, personagem criado por Monteiro Lobato com o nome de Jeca Tatu foi a marca da criatividade de Mazzaropi que levava multidões ao cinema.

jeca 2 Mazzaropi, o Nosso Jeca Tatu

Enquanto Oscarito tinha um caráter mais urbano, Mazzaropi fazia sucesso pelo personagem rural, sobretudo pelo interior de São Paulo que conhecia como ninguém o tipo que ele representava.

Seu 33º filme, "Maria Tomba Homem", nunca seria terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre, vítima de um câncer na medula óssea aos 69 anos de idade.

jeca1 Mazzaropi, o Nosso Jeca Tatu

Mede-se a Cultura de Um Povo Pelo Seu Teatro

 

teatromg Mede se a Cultura de Um Povo Pelo Seu Teatro

O Centro Cultural e Teatro de São Gonçalo do Rio Abaixo

Esta frase acima,  de Federico Garcia Lorca,  que intitula o post de hoje reporta-me que cidade que a Prefeitura cuida de teatro tem cidadania

Há em Minas Gerais  uma pequenina cidade de cerca de 8.000 habitantes,  em todo o município. Na área urbana não chega a 5.000.

Chama-se São Gonçalo do Rio Abaixo. Até então uma pequena vila  perdida na micro região de Itabira, MG.

Até que um jovem prefeito resolveu construir um centro cultural com teatro. A população riu, dizia que seria um elefante branco.

Pronto o teatro , hoje São Gonçalo é polo cultural da região. Promove festivais de teatro, leva estrelas nacionais para se apresentarem lá como Milton Nascimento, Djavan, Fernanda Montenegro,e até eu mesmo estive lá.

A prefeitura oferece os espetáculos para o povo a preço simbólico, e paga o cachê dos artistas. O teatro lota, o povo tem orgulho do seu teatro bem cuidado.

Vem gente de todas as cidades próximas , até de BH para ver os espetáculos e participar dos festivais.

Hoje o povo de São Gonçalo levantou sua autoestima  não julga mais o teatro como  um elefante branco.

Muitas, centenas, talvez milhares de cidades do Brasil tem teatro. O grau de cuidado da Prefeitura local com sua cidadania reflete-se na manutenção e  uso dessas casas de espetáculo.

No planejamento cultural, na compreensão de que cultura é vital para a auto estima e cidadania dos munícipes.

Não apenas rodeios e shows de funk ou música pop, mas dramas, comédias, pinturas, festivais de canções, de balé, de cinema... bibliotecas...

Cultura não é pra dar dinheiro. Cultura é pra elevar o nível dos cidadãos e por consequência, da cidadania.

Quando a gente chega em caravana numa cidade e vê o abandono em que se encontra o equipamento cultural da cidade sabemos logo da picaretagem ou do descaso com que o prefeito e autoridades locais encaram a cultura como tratam a coisa pública.

O caso mais claro de desprezo pela cultura eu vi foi em Valença, município do Estado do Rio. Havia um teatro, há muitos anos, caindo aos pedaços, mas havia. Um dia a Dercy Gonçalves apresentou-se lá. Ao final do espetáculo fez um discurso sobre o desleixo da Prefeitura em permitir que a casa de espetáculos chegasse àquele ponto.

Sabem o que fez o Prefeito? No dia seguinte mandou reformar o Teatro!!?

Não!!! No dia seguinte mandou fechar definitivamente o teatro porque só dava dor de cabeça e denúncias contra ele.

Eu meço o grau de cidadania e uma boa gestão municipal pela manutenção dos equipamentos culturais.

Sobretudo pelos teatros.

Saiba Como A Ditadura Tornou-me Humorista

 

intimacao 001 Saiba Como A Ditadura Tornou me Humorista

Uma das intimações recebidas à época

 

Sob o Regime Militar de 64  fui detido cinco vezes.

Por sorte não sofri torturas físicas.

Porém em 1978 quando da apresentação em Brasília do nossos espetáculo "Gracias A La Vida" ("La Revolución" - do venezuelano Isaac Chocrón)  a repressão iniciou comigo um processo de tortura psicológica que quase me leva à loucura.

Durante a temporada em Brasília (15 dias) todos os dias eu era chamado á Polícia Federal para sofrer ameaças e interrogatórios os mais variados.

E não sabia por que.

Era a ambiguidade -   como demonstrou  Pavlov -  em ação. É um tipo de tortura que vai te despersonalizando. Eles usaram muito isso nos últimos anos do Regime.

No primeiro dia de espetáculo, concentrado em cena, entra uma cavalgadura travestida de autoridade e de papel na mão preenche uma intimação policial.

Compareci à sede da PF . Fiquei horas sentado aguardando para  depor sem saber sobre  o que.

Comandava a Censura em Brasília  um  sujeito por nome Carlos Lúcio, que se auto nomeava,  ele mesmo,  um "prussiano".

Todo esse aparato  para notificar-me  que comecaramos o espetáculo com 15 minutos de atraso.

No dia seguinte nova intimação. Ameaças vagas sobre cacos políticos postos em cena.

No outro dia mais outra intimação, e mais outra... Era um vai-e-vem diário à Polícia para ver o dedo ameaçador do "prussiano" do sertão.

Não sei que fim levou este infeliz, mas espero que a justiça divina já o tenha alcançado.

Por último um documento falso com o  timbre da Polícia Federal liberando o nu no espetáculo  foi plantado no Teatro, e a partir dele um inquérito foi aberto tendo eu como principal "suspeito" da falsificação.

Ameaças vinham do lado das sombras, dos "colaboracionistas" que sempre existiram em todos os regimes de exceção,  do tipo: "Houve uma reunião na Polícia federal (Bahia) com membros do SNI, Aeronáutica e Exército e se você não tomar cuidado com o que fala em cena nunca mais voltará a viver para fazer teatro."

Ao fim de um ano a paranóia instalou-se.  Retirei-me da cena. Passei 3 anos sem representar, a ambiguidade do processo despersonalizou-me. Com muito esforço,sobrevivi.

Curioso é que nos arquivos da Polícia nada consta sobre o fato. Nem os exames datiloscópicos a que fui submetido, os interrogatórios...nada. Foi como se nada tivesse acontecido,  embora eu guarde comigo uma cópias das intimações policiais.

Mas para voltar a atuar ainda muito fragilizado, recuperando meu ego,  voltei  então  como humorista. Texto leve sem grandes compromissos.

Somente em 1988 voltei à cena como ator dramático, já no Rio de Janeiro. Em 1989 fiz minha primeira novela : "Tieta".

Mas o humor permaneceu. Se a Ditadura tentou calar-me e enlouquecer-me eu por outro lado consegui fazer do limão uma limonada e ganhei mais um produto: o que hoje chamam de stand up, na época show de humor.

Cacilda Becker, o PT, e Meus Delírios

200px Luz Meus Olhos Cacilda 000324 F01 C Cacilda Becker, o PT,  e Meus Delírios

Cacilda no filme "Luz dos Meus Olhos" em 1947, ano em que nasci.

 

Se estivesse viva Cacilda Becker faria hoje 93 anos

E seria apenas 2 anos mais velha que Bibi Ferreira, que do alto de seus 91 anos ainda canta e representa para gosto  e prazer de todos nós.

Cacilda m0rreu jovem. Asmática possuía uma respiração ofegante, que os críticos da época disseram que ela nunca seria sucesso em teatro por causa disso.

Ao contrário, transformou- se na diva do Teatro Brasileiro a partir da década de 50 até sua morte, vítima de um derrame ocorrido durante o intervalo  quando encenava "Esperando Godot" de Beckett, em 1969.

Levada para o hospital,  ainda com o figurino da peça,  ficou 38 dias em coma até o desenlace fatal.

Foi um dos maiores mitos do teatro brasileiro.

A burguesia paulista, oriunda dos cafeicultores que enriqueceram com a I Guerra Mundial e com a industrialização que se seguiu, necessitava de um outro tipo de cultura que representasse seu novo poder econômico.

Entre outras artes , no teatro surge o TBC - Teatro Brasileiro de Comédias, no Bixiga. SP.

Toda mudança na economia elege seus ídolos e mitos super estruturais.

Cacilda foi a Primeira Dama Teatral deste Brasil cinquentista. Dessa paulicéia desvariada que se impunha no cenário cultural do País, em detrimento do Rio de Janeiro, então Capital Federal.

Seguiu destronando rainhas e damas: Bibi, Dulcina, Eva.. o radar da "revolução" econômica e cultural da época  localizou em Cacilda o ícone que precisava.

Foi só após a morte de Cacilda que sua rival de palco e amor,  Tonia Carrero ascendeu. Mas aí já era uma outra "revolução" econômica e cultural, a de 1970 advinda com o Golpe Militar de 64.

E Tonia pontificou platinada por mais de uma década, até que findo o período, sagra-se a nova "Dame" da Nova República: Fernanda Montenegro.

Mas o curioso é que nestes dez últimos anos,  de governo do PT,  nada aconteceu. O trono está vazio. Todas tem seu valor, mas o radar não localiza a Primeira Dama Hegemônica do atual Teatro Brasileiro.

Essa ausência poderia significar que esses dez anos do PT no Governo não significaram nenhuma nova mudança , nenhuma nova revolução econômica e cultural?

Esta ausência seria  uma "bandeira" de que o projeto econômico e cultural em prática  é o mesmo de 20 anos atrás? De que com essa tal de "governabilidade" os atores econômicos e culturais  continuam os mesmos? Ou não?

Ao encerrar declaro meu delírio nesta tese (risos) e afirmo que as atrizes citadas nada tem a ver com os mandos, desmandos, corrupções e repressões das suas épocas.

Todas são ou foram dignas colegas que fazem do teatro a sua expressão humanista e libertária.

Fecha-se a Cortina: Aplausos Para José Wilker

wilker Fecha se a Cortina: Aplausos Para José Wilker

São grandes para o público, e maiores para nós, as perdas dos colegas que partem.

Hoje perdemos José Wilker. Grande ator, grande colega.

A primeira vez que vi Wilker no palco foi na peça " O Arquiteto e o Imperador da assíria". Fantástico.

Depois seguiu-se "Hoje é Dia de Rock" e a " A china é azul" .

O jovem cearense chegou ao Rio com 19 anos. Para vencer em todo o Brasil.

Militante cultural fez parte do Centro Popular de Cultura da UNE, até o Golpe MIlitar de 64.

Ator com base e formação teatral "sabia tudo"  como a gente costuma dizer entre nós, profissionais.

No cinema e na televisão criou personagens inesquecíveis.

Entre seus papéis mais marcantes no cinema estão Tiradentes, no filme 'Os Inconfidentes', de 1972; Vadinho, do recorde de bilheteria nos cinemas 'Dona Flor E Seus Dois Maridos', de 1976; o político Tenório Cavalcanti de 'O Homem da Capa Preta', de 1986 e Antônio Conselheiro, de 'Guerra De Canudos', de 1997. Na minissérie 'JK', interpretou Juscelino Kubitschek mais velho, quando Presidente da República.

Na televisão "O Bem Amado"; "Senhora do Destino"; "Fera ferida"; "A Próxima Vítima " e mais dezenas  de outras novelas.

Criou com seu magistral  com seu talento a personagem "Giovanni Improtta". A personagem já existia há 30 anos nos romances de Aguinaldo Silva. Na década de 1970, a personagem apareceu na obra "O Homem que Comprou o Rio" e em 2005 em "Prendam Giovanni Improtta".

Em 2004 a personagem apareceu na telenovela Senhora do Destino, quando Wilker a imortalizou..

Ator, autor e diretor de cinema tv e teatro, era também crítico de cinema. Dono de uma das maiores coleções particulares este era um de seus hábitos: colecionar filmes.

Da mesma idade que eu, apenas um  mês mais jovo, vimos Wilker desde sua chegada ao rio, passandon pla fase de neófito na Capital Cultural do País, depois pela fase do "barato loegal" (Hoje é dia de Rock por exempçlo) e amadurecendo quer como pessoa, quer como profissional das artes cênicas.

Respeitadíssimo entre nós,  ao falecer hoje ainda teria muito a deixar de aprendizado e ensinamento às mais novas gerações de atores.

Um espaço vago  que não será preenchido. Cada ator como Wilker é único.

Para Wilker fecha-se a cortina na data de hoje. Acaba o espetáculo da Vida, inicia-se o espetáculo da Eternidade.

Aplausos.

giovanni1 Fecha se a Cortina: Aplausos Para José Wilker

Bette Davis e Gregory Peck, Os Anos Dourados de Hollywood

 

bette Bette Davis e Gregory Peck, Os Anos Dourados de Hollywood

A maravilhosa Bette Davis

 

05 de abril marca o nascimento de dois grandes mitos de Hollywood: Bete Davis e Gregory Peck.

Bette nasceu em 1908 e Gregory Peck em 1916.

Eles , ao lado de muitos outros, são ícones de Hollywood.

Muito antes de Elizabeth Taylor ou Marilyn Monroe , ou mesmo Paul Newman, os dois já pontificavam no cinema preto e branco.

Bette contratada da Warner e Peck da RKO.

Marcam a época clássica do cinema norte americano.

Os grandes olhos de Bette Davis e a voz sonora e simpática do galã que é até citado na música de Rita Lee "Flagra".

Gregory fez como Bette dezenas de filmes, dele podemos relembrar sem nos estendermos em toda a sua filmografia: "As Neves do Kilimanjaro" e "Da terra Nascem os Homens"

peck Bette Davis e Gregory Peck, Os Anos Dourados de Hollywood

O galã Gregory Peck

 

Bette fez a inesquecível "A Malvada" "O Que Aconteceu a baby Jane"  e "Jezebel", entre muitos outros que você que me lê pode recordar.

Grandes filmes, grandes roteiros. Época de ouro de Hollywood.

Uma curiosidade que até hoje nenhuma "autoridade" no assunto me confirmou:disseram-me amigos aficionados por cinema,  e por Hollywood,  que Bette claudicava de uma perna. Usava sapatos ortopédicos.

E por um bom tempo filmou sem esses sapatos. Por isso em muitos filmes do início de sua carreira jamais caminha por longo períodos, e quando o faz sempre se apoia em móveis e com  passadas curtas.

Verdade? Ou mais um mito a juntar-se a estes dois mitos hollywoodianos?

Fato é que assistindo seus primeiros filmes ela realmente move-se como descrito acima.

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