Uber ou Táxi?

taxi Uber ou Táxi?

 

Essa questão do aplicativo Uber em contraposição ao serviço regular de taxis vai além da briga entre as partes.

No quadro tradicional fico com os taxistas. Mas o fator é mais complexo.

A revolução informática e a mudança dos valores cidadãos, com as conquistas trazidas pela revolução da Internet é que traz esta briga.

Uber denuncia a burocracia do Estado, Denuncia a tirania sobre os prestadores de serviços. Para ter um taxi rodando são necessárias tantas taxas e fiscalizações, tamanhas burocracias, - fora as propinas que sempre se ouve fala-  denuncia um Estado anacrônico, onipresente, quase totalitário sobre os trabalhadores autônomos, isto para não falar em outros setores da Economia.

Assim como os Partidos políticos em todo o mundo perderam sua razão de ser e só não desaparecem porque ainda não foi encontrado outra alternativa, também o Estado gestor como o conhecemos, vindo do século analógico está fadado ao fracasso e à desmoralização no século digital.

Não só o Estado, mas muitas instituições. Que o digam os milhões de “gatos” de luz, internet, tv a cabo, água, que existem pelo País.

Como este modelo antidemocrático de Estado vai gerenciar isto? Com Polícia? Que Polícia? A que mata, espanca e que ainda vive no século dosa czares? Que não resolve nem 10% dos homicídios culposos na sua área? Uma polícia que o próprio Estado velho não consegue modernizar?

Os próprios “sagrados” Direitos Autorais são revirados de cabeça pra baixo , bem como downloads e de filmes e músicas, com a nova revolução cibernética.

Tudo isto é o que vejo vindo à tona nesta discussão do Uber, e não ap0enbas uma briga entre taxistas regulares e “piratas”.

Verba Para A Cultura no Brasil Chega a Ser Ridícula

juca Verba Para A Cultura no Brasil Chega  a Ser Ridícula

Ministro chega a implorar pra ter mais verbas

Volto a tocar na tecla da Cultura no Brasil. Ainda outro dia escrevi dizendo que nossos governantes não dão exemplo de gostarem de cultura, quer vendo teatro, quer vendo balé, ouvindo sinfônicas, lendo livros ou atividades culturais outras.

Agora deparo-me com a notícia sobre a destinação de verbas este ano para o Ministério da Cultura e para os programas culturais. É ridícula a verba. Mais que ridícula: nada que qualquer mecenas particular não possa tirar de seu bolso a patrocinar esnobando aquele que deveria ser o principal patrocinador e financiador da cultura no País, o MINC.

Dá-se tão pouco valor à cultura nos governos que se pode ver pela verba total destinada aos projetos d o Ministério este ano: R$ 26,5 milhões 50% menos que o ano passado, e irrisória. Destinada a 350 projetos.

Para todas as artes plásticas, por exemplo a verba deste ano é de R$ 700.000,00, é quase um prêmio de uma “raspadinha”. 700 mil pra todo o Brasil.

Para o teatro R$ 4.500.000,00. Só um dos musicais que recebem proventos pela Lei Rouanet no Rio, (que não é dinheiro do MINC e sim do nosso Imposto de Renda) levam de bancos e outras empresas em torno de R$ 10.000.000, e pra ficar no máximo dois meses em cartaz. Isto através da exclusiva e classista Lei Rouanet.

E esta miséria cultural não passa por partidos ou ideologias: passou pelo PMDBN, passou pelo PSDB, e agora há 13 anos assa pelo PT. E é sempre a mesma coisa: a cultura que se dane, e com ela o nível cultural do povo brasileiro. Por isso que outro dia, numa entrevista ao me perguntarem qual seria meu primeiro ato se fosse Ministro da Cultura, eu respondi: “Pedir demissão do cargo”.

Uma nação não se mede apenas pelo arroz e feijão, mede-se também pelo nível de e3ducaçlão e cultura de seu povo.

Obama Dá Exemplo Ao Assistir a Musical

hamilton Obama Dá Exemplo Ao Assistir a Musical

Cena de "Hamilton" que Obama prestigiou esta semana

 

Não sei como funciona em outros países, sei que Obama esta semana, por exemplo, foi assistir ao atual sucesso da cultura teatral norte americana o musical “Hamilton”. É o Presidente prestigiando a cultura de seu país.

Aqui não conheço, não vejo, político nenhum, de Presidente a governadores, de senadores a ministros irem ao teatro, ao cinema, mostrarem de público que estão lendo um livro...curtindo uma canção...um show...um balé...nada! Não os vejo incentivando nada cultural neste País, como se já não bastasse sabermos das permanentes denúncias de corrupção que acabam por ser péssimo exemplo de cidadania.

A Cultura passa ao largo para todos eles. Esta é a sensação que tenho, e a julgar pelas verbas que nos destinam e pela importância que dão ao nosso Ministério deixa de ser uma sensação pra ser um fato: o Mundo da Cultura, que hoje gera em todos os Países (Inclusive no Brasil) milhões de dólares de dividendos é desconhecido da Economia e da Política brasileiras.

Tudo Como Dantes no Quartel de Abrantes

 

amós Tudo Como Dantes no Quartel de Abrantes

O Profeta Amós esculpido pelas mãos do Aleijadinho, Congonhas, MG

 

"Vocês tem ódio daqueles que defendem a justiça e detestam as testemunhas que falam a verdade; vocês exploram os pobres e cobram impostos injustos...Eu sei das muitas maldades e dos graves pecados que vocês cometem. Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam os direitos dos pobres. Não admira que num tempo mau como este as pessoas que tem juízo fiquem de boca fechada."


Pensam que estas palavras foram ditas no Brasil de hoje? 

Ledo engano, foram ditas há milhares de anos pelo Profeta Amós, estão lá, no Velho Testamento. 


E pelo jeito nada mudou, né? Continua tudo como dantes no Quartel de Abrantes.

Escrever À Mão É Coisa Antiga. Caligrafia Já era?

Caligrafia2 1024x721 Escrever À Mão É Coisa Antiga.  Caligrafia Já era?

 

Leio a notícia de que na Finlândia as crianças que entram a gora no colégio estão desobrigadas das aulas de caligrafia cursiva. Ou seja: aquelas intermináveis páginas de letrinhas bordadas que tomam horas das crianças, e que segundo os finlandeses de hoje não servem pra nada mais.

A maioria absoluta das escolas da Finlândia possuem computadores, tabletes, etc... para uso de seus alunos.  Então o que as crianças vão aprender no lugar da caligrafia tradicional será digitar com os dez dedos, e escolherão a fonte que desejarem para seus trabalhos, redações etc...

Devem apenas saber escrever à mão. Pode ser apenas com maiúsculas, mas a importância de uma letrinha bordada ou “bonitinha” já era. Pelo menos na Finlândia.

Confesso a vocês que de uns anos para cá eu mesmo tenho tido dificuldades em escrever à mão. A mão fica endurecida, pouco maleável, não obedece com a rapidez com que o cérebro ordena. Isto, credito, a anos escrevendo em teclado digital. Creio que outras pessoas já devem sentir o mesmo.

É claro que a Finlândia é Primeiro Mundo, pequena, rica, e o Brasil é um gigante cheio de contrastes, emergindo agora no cenário mundial. Primeiro precisamos resolver a falta de escolas, de professores, de melhores salários, de cultura, a corrupção que rouba da merenda escolar ao transporte dos pequeninos ...etc. etc. e até a falta de dispositivos digitais.

Aí então, quem sabe poderemos ver nossos tropicais tupiniquins com o mesmo desenvolvimento que os nórdicos finlandeses.

Clementina de Jesus e Aracy de Almeida : A Cultura Musical do Brasil

 

clementina Clementina de Jesus e Aracy de Almeida : A Cultura Musical do Brasil

Clamentina

Na data de hoje, com diferença de apenas um ano faleciam duas grandes intérpretes musicais brasileiras: Aracy de Almeida (contemporânea e amiga de Noel Rosa) e Clementina de Jesus (com toda a sua memória de cantigas afro-brasileiras).

Aracy não tive a graça de conhecer pessoalmente, a não ser pelas telas da tv. Mas Quelé, ou Clementina, vi por diversas vezes na vida. Numa delas tive a honra de dividir o palco com ela na sua temporada no Teatro Vila Velha em Salvador. Ficava maravilhado com a força da sua voz e ritmo.

Clementina, natural de Valença - RJ faleceu em 1987, aos 81 anos.  Aracy, carioca, em 1988, aos 73 anos.

Aracy foi por muitos anos jurada dos programas de calouros de Sylvio Santos.

Clementina foi descoberta para a carreira musical pelo poeta Hermínio Bello de Carvalho em 1964, aos 63 anos.

Não há como imaginar  a música brasileira sem estes dois grandes nomes da nossa cultura popular.

aracy Clementina de Jesus e Aracy de Almeida : A Cultura Musical do Brasil

Aracy

Trovas do Rei Dom Diniz Deram Origem à Literatura de Cordel

mariquinha Trovas do Rei Dom Diniz  Deram Origem à Literatura de Cordel

Capa em xilogravura do romance clássico de Cordel "História de Mariquinha de Souza Leão"

Hoje é o Dia do Trovador.

As trovas tiveram grande impulso na língua portuguesa através do Rei Dom Diniz, por volta de 1290. Dom, Diniz era conhecido como o Rei Trovador. Das suas trovas líricas e moralistas surgem os trovadores da idade média, satíricos, irônicos, e muitas das vezes anônimos, já que denunciava em suas torvas as mulheres que traiam seus maridos, os mal feitos da corte e coisas tais.

As trovas foram evoluindo e passaram a contar histórias da literatura oral. Histórias de cavalaria e mais tarde de bufonaria.

Trovadores que remontam ao século 13 em Portugal eram origem à Literatura de Cordel que conhecemos hoje.

Nos tempos atuais convivem todos os tipos de trovas e trovadores. Ganham, com isto a Língua Pátria e os leitores.

Disneylandia Brasileira Não Deu certo

 

 

disney Disneylandia Brasileira Não Deu certo

Mickey e Minnie, idosos, ainda divertem gerações.

 

Se você não sabe hoje é dia de aniversário da Disneylandia. Sessenta anos. Inaugurada em 17 de julho de 1959 tem sido então um ponto de referência para o entretenimento de gerações.

Gente de todo o mundo vem a Los Angeles para visitar a Disneylandia. A Disneylandia possui o maior público acumulado dentre todos os parques temáticos do mundo, com mais de 650 milhões de visitantes desde sua abertura.

Em 2013, o parque atraiu aproximadamente 16,2 milhões de visitantes, tornando-o o terceiro parque mais visitado do mundo no ano.

De acordo com um relato de março de 2005 da Disney Company, há 65 700 empregos sustentados pelo Disneyland Resort, que inclui 20 mil empregos direitos no resort e 3 800 empregos de terceiros (isto é, empregados de suas empresas contratadas).

Tentando seguir estes passos o humorista brasileiro José Vasconcellos ao voltar da Disneylandia em 1964 tentou construir em São Paulo (Guarulhos)  a Vasconcelândia. Mas estava à frente do seu tempo. O Brasil não comportava seu sonho e o projeto faliu. Vasconcellos pagou dívidas deste projeto fracassado até o fim da sua vida, em 2011.

Rasga, Explode, Coração! Viva Vianninha!

vianna Rasga, Explode, Coração! Viva Vianninha!

 

Ao relembrar Vianninha (Oduwaldo Vianna Filho) não há como deixar de lembrar da peça “Rasga Coração”. Um dos símbolos da redemocratização do Brasil.

Escrita em 1974, quando Vianninha aos 38 anos já à beira da morte por câncer de pulmão, ditava à mãe o segundo ato, a peça foi proibida pela Ditadura, e só veio a ser liberada cinco anos depois.

Um sucesso estrondoso. Tive o prazer de assistir no Teatro Vila Lobos, no Rio.

Vianninha foi dos mais brilhantes dramaturgos brasileiros. E “Rasga Coração” uma das suas obras primas.

Nelson Rodrigues, um ultracrítico de Vianninha, assim declarou: “Rasga Coração é uma das mais belas e fascinantes obras-primas do teatro brasileiro. Não posso ser mais conclusivo e definitivo”.

A estreia da peça ocorreu em Curitiba, teve oito minutos de aplausos ao final da primeira apresentação, e no segundo dia foi um sucesso maior ainda: o público recusava-se a sair do teatro, aplaudindo, ovacionando a obra, seus atores, e claro: Vianninha, que nos deixou, na data de hoje, no ano de 1974.

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Cena de "Rasga Coração" em foto de Guga Melgar

 

Anton Tchekov, Um Dos Maiores Dramaturgos do Mundo

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Para Leon Tólstoi as peças de Tchekov eram ainda piores que as de Shakespeare. Foi o que disse o grande escritor russo ao grande dramaturgo,  também russo.

Hoje é aniversário de morte de Anton Tchekov, um dos mais importantes autores do teatro mundial. Curioso é que ele tenha abandonado a carreira por causa da rejeição do público a uma de suas peças “A Gaivota”, que anos após tornou-se um retumbante sucesso.

“O Jardim das Cerejeiras”, “Tio Vânia” e “As Três Irmãs” fazem parte da grande obra dramática deste autor, e são um desafio para a interpretação dos atores, já que o estilo de Tchekov é inconfundível e de muitas pausas, tem um ritmo só dele.

Morreu em 1904, aos 44 anos, vítima de tuberculose.