Oitenta Anos de Flash Gordon, Ficção e Realidade Caminhando Juntas

 

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No livro de Verne o foguete era disparado por um canhão gigantesco que usava inimaginável quantidade de pólvora.

Tudo começou com Júlio Verne, em 1865 quando atreveu-se  escrever “Da Terra à Lua”, seu primeiro romance de ficção espacial. Repetiu o feito com a continuação da saga dos astronautas do primeiro livro com um segundo: “À Volta da Lua” em 1869.

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N a gravura do livro, há 145 anos,  Julio Verne já previa uma cápsula com a bandeira estadunidense sendo recolhida no mar. Um visionário.

Em 1898 outro escritor,  H. G. Wells,  esquenta o mercado editorial com seu livro obra prima: “A Guerra dos Mundos”

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Gravura do livro "A Guerra dos Mundos"

Em 1928 nasce Buck Rogers, o herói interplanetário e é apresentado ao público numa tira de quadrinhos num jornal estadunidense, e cinco anos depois, em 1934, nascia também em tiras de quadrinhos, Flash Gordon. “Flash Gordon no Planeta Mongo”.

 

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Buck Rogers (o louro Buster Crabbe) ainda resistiu ao tempo até quase nossos dias

Não sei qual dos dois empolgou mais à garotada e aos amantes de ficção científica se Buck Rogers (que nasceu com o nome de Anthony Rogers) ou Flash Gordon, lançado pela concorrência para enfrentar o sucesso de Buck.

Lembro-me de ainda ter visto em cinemas poeiras do interior alguns episódios das séries destes heróis.

 

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Flash no Planeta Mongo

Revistas hoje as produções são profundamente toscas, Mas à época eram fantásticas e ousadíssimas, por isso mesmo entram na lista cult, bem como o inesquecível "Perdidos no Espaço".

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A Família Espacial Perdida no Espaço

Você chegou a ver filmes de Flash Gordon?

  • Sim
  • Não
  • Tá ensando que sou um "dinossauro"?

Dia 12 Posse de Juca Ferreira na Cultura

Recebi e torno público, pois com muita honra e prazer voltamos a ter Juca Ferreira como Ministro da Cultura. Sua posse ocorrerá dia 12 em Brasília.

Juca Dia 12 Posse de Juca Ferreira na Cultura

Hoje É o Dia da Gratidão

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A gratidão é um dos mais nobres sentimentos humanos.

E se lembrarmos do poema “Um Cão Chamado Veludo” veremos que não só os humanos são gratos.

Hoje é o Dia da Gratidão, e é com gratidão que recordo alguns fatos e passagens da minha vida.

Sou grato ao colega Agildo Ribeiro. Quando retornei ao Rio após 15 anos na Bahia, Agildo generosamente lançou-me no mercado carioca e nacional usando seu poder junto à mídia.

Sou eternamente grato ao advogado Marcelo Cerqueira, que defendeu-me durante os anos da Ditadura, sem nada cobrar e arriscando-se diante da opressão fascista.

Claro que sou grato aos meus pais que me geraram e criaram. Mas também sou grato à minha irmã mais velha que após a morte da minha mãe,  na minha adolescência, cuidou de mim como um filho.

Além de amor,  tenho por minha mulher Doia profunda gratidão por desdobrar-se todos estes anos em cuidar de mim, em me apoiar e dar sustentação.

Há outros nomes na lista, guardo-os no coração.

E por fim, eu  -  que não sou ateu - sou grato sobretudo a Deus pela maravilha da vida.

Os que me acompanham nas redes sociais percebem que sempre uso a palavra “grato” no lugar de “obrigado”. Porque pra mim a gratidão é prazer, muito mais que obrigação.

 

Você é grato e expressa esta gratidão?

  • Sim
  • Não
  • Sou grato mas não expresso

Litoral nos Feriadões, Uma Festa de Engarrafamento

image1 1024x768 Litoral nos Feriadões, Uma Festa de Engarrafamento

Por-do-Sol em Camburizinho

Por razões variadas não faço parte daquelas milhões de pessoas que nas Festas deslocam-se para o litoral em busca de descanso e lazer.

Sempre resisti, morando no Rio, a buscar a Região dos Lagos . São intermináveis horas de engarrafamento neste período. Pois não é que neste fim de Ano caí na tentação familiar e a convite de parentes fui atraído do Rio para o Litoral Norte de São Paulo.

Belíssimas praias, mais precisamente a sedutora Camburizinho, entre Maresias e Jukhey.

Dois milhões e meio de veículos deslocaram-se da capital paulista para a região.

E eu no meio daquilo tudo. Uma maratona automobilística que consistiu em sair de carro do Rio para São Paulo, deixar o carro na garagem e seguir no carro do genro.

Para evitarmos maior transito saímos as três horas da madrugada para nosso destino um Lugar belissimo. Mas na volta, saímos na madrugada de sábado para domingo - 1 h da madrugada - e levamos seis horas para percorrermos os 140 km do percurso.

Escrevo esta da capital enquanto aguardo o trânsito " esfriar" para seguir para o Rio, na terça feira.

Uma maratona estressante num jogo de cálculos e consultas a câmeras e informações nobre o trânsito nas rodovias que consumiram todo o relaxamento que ganhei nos oito dias de " Dolce far niente" à beira-mar.

Será que no próximo fim de ano me pegam pra outra?

Você ja caiu nessa de engarafamento de Fim de Ano?

  • Sim
  • Não

Filme Bom Resiste ao Tempo e Vira Clássico

 

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Jane Darwell, Henry Fonda e John Carradine em cena do filme

 

“As Vinhas da Ira”, grande obra da cinematografia mundial comemora na data de hoje 74 anos de lançado.

O filme, um clássico de sucesso desde seu lançamento é baseado na obra de John Steinbeck e tem a direção de John Ford. Com esta obra Steinbeck ganhou o Nobel de Literatura em 1962.

Eu não me canso de assisti-lo. Quem não tem como acessá-lo em vídeo pode ler o livro. Vale a pena. Uma obra humanista sem igual.

Relata a história de uma família pobre que durante a Grande Depressão de 1929 se vê obrigada a deixar suas terras em Oklahoma e partir para a Califórnia, a bordo de um velho caminhão, em busca de trabalho assalariado e sobrevivência, nas fazendas de lá.

Mostra a decepção que sofrem durante toda a viagem e a exploração dos trabalhadores durante esta época.

Pois à chegada na Califórnia apercebem-se que o trabalho que há é pouco e mal-remunerado, o que obriga a maioria dos emigrantes a viver em acampamentos temporários ao longo da estrada, sempre sujeita à exploração da mão de obra barata.

A obra apresenta uma frase clássica, dita pela personagem Ma Joad (Jane Darwell) a seu pai : "" Nós viveremos para sempre, pai, pois nós somos o povo."

No elenco, entre muitos talentos destacam-se Henry Fonda e John Carradine.

Você Já Assistiu ou Leu “As Vinhas da Ira”?

  • Sim
  • Não

O Dia Que Proibiram Cuspir Na Rua

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Belíssima escarradeira em porcelana

 

No passado, sobretudo entre os séculos 18, 19, e início do século 20 havia a cultura da escarradeira. A cultura de cuspir.

Eu explico, sobretudo às gerações mais novas: àquela época era costume mascar tabaco, folhas e coisinhas mais, como cheirar rapé. Fumava-se cigarros de palha com forte fumo de rolo. Isto provocava a salivação e então haviam louças especiais nas casas que se chamavam escarradeiras. Serviam ao dono da casa e também havia delas para os convidados.

Era comum ficar sentado conversando numa sala e cuspindo nas escarradeiras.

Nas ruas não havia escarradeira, então os cidadãos em sua maioria cuspiam nas ruas.

Havia no Rio de Janeiro quiosques nos parques e praças públicas que serviam café, chá etc. etc.. Lugares que se servia em pé.

No chão em volta ficava uma gosma de cusparadas lançadas pelos frequentadores. Também nos bares com cadeiras nas calçadas. Tudo isso provocava doenças e uma total falta de higiene para a Cidade.

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Rua da Carioca com o Hotel Avenida e dois quiosques .

Foi então que o Prefeito Pereira Passos, em 1903, há 111 anos teve que baixar uma Lei proibindo cuspir nas ruas.

Funcionou. Mais de cem anos depois o Rio tem uma lei que proíbe e multa quem joga lixo (de grande porte até bitucas de cigarros) na via pública.

Está funcionando também. Para o bem de todos.

Você já se percebeu cuspindo na rua?

  • Sim
  • Não

 

Em Fortaleza Um dos Mais Belos Teatros do Brasil

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Fachada do teatro

 

Um dos mais belos teatros do Brasil, localizado na bela e ensolarada Fortaleza.

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Visão geral do interior do teatro, dstacando-se seu belíssimo lustre em cristal

A pedra fundamental do teatro foi lançada em 1896. Mas ele só foi inaugurado em 1910, portanto há 104 anos.

 

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Vista da boca de cena e plateia

A inauguração se deu com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Batalhão de Segurança. Mas a obra teatral que ali primeiro se apresentou, em seguida à inauguração foi “O Dote” de Artur de Azevedo. Imaginem que para aquela época o sucesso foi tão grande que a peça ficou dois meses em cartaz, com sessões extras.

 

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Detalhe do teto do teatro

O teatro é caracterizado por seu estilo art-nouveau, e toda a sua estrutura em ferro fundido foi importada da Escócia.

Seu jardim interno, que liga ao prédio anexo ao Teatro é uma outra obra de arte.

 

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Plateia e palco por outro ângulo

Já representei neste teatro. É fantástico. Tem-se a sensação de estar repre4sedntando a céu aberto tamanha a liberdade espacial que ele proporciona.

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Já Esteve no Teatro Jsé de Alencar?

  • Sim
  • Não

Renovamos Nossos Votos Para 2015

 

familia Renovamos Nossos Votos Para 2015

Neste ano que se inicia eu e minha família renovamos a todos os amigos, leitores, e colegas os nossos votos de que tenhamos um ano de Paz, Prosperidade, Amor , Saúde e muitas mais bênçãos.

Lição de Um Ano Que Se Vai

 

praia Lição de Um Ano Que Se Vai

Veja os pontinhos nesta foto.

Uma foto tirada a talvez 3 km de distância.

O que são estes pontinhos? Seres humanos.

Cada um deles com o seu ego, a sua vaidade.

Vaidade de ser generoso,

Vaidade de ser bondoso,

Vaidade de ser correto,

Vaidade de ser humilde,

Vaidade de ser brilhante,

Vaidade de ser criativo,

Vaidade de ser religioso,

Vaidade de ser belo,

Vaidade de ser caridoso,

Vaidade de ser sábio,

Vaidade de ser rico,

Vaidade de ser amado..

Vaidade de ser saudável...

Vaidade, vaidade...

A vaidade nasce do coração enganoso.

E bastam apenas   três quilômetros de distância para que perguntemos: o que vale a vaidade de cada pontinho destes?

Imagina agora estes pontinhos vistos a um milhão de anos luz.

Qual então  a importância de todas as teorias deles para o Universo ?

A importância de todas as dúvidas e certezas deles para o Universo?

Qual a importância da vaidade de cada um deles para o Universo?

E estes pontinhos, são poeira deste Universo.

E este Universo, é o  infinito ato de criação, e como toda ação de criar: pura ação de amor .

Que 2015 nos traga a simplicidade e a humildade para apenas deixar fluir em nós, com paciência-  a Ciência da Paz -  e agradecer ao Divino, o Mistério da Vida.

A Vida  apenas, nada mais.

Este, o meu mais profundo desejo a todos.

Humor – Na Ditadura Até Receita de Bolo Era Censurada

 

censura Humor   Na Ditadura Até Receita de Bolo Era Censurada

 

O ano era 1978. Ditadura civil militar instalada no País. O Ditador General Ernesto  Geisel começava a ensaiar uma abertura no Regime.

No meio deste fogo cerrado fomos para o Cerrado: Brasília.

Tínhamos montado um espetáculo em Salvador – “Gracias a La Vida” e fomos apresenta-lo no Teatro da Escola Parque na Capital Federal por três semanas.

Antes de começar o espetáculo entretínhamos a plateia com bizarras - e por isso mesmo divertidas - matérias dos jornais diários. Também algumas poesias. Tudo muito leve, afinal ninguém estava ali de herói.

Havia em Brasília não apenas a Censura Federal, mas um "federal" censor. Chamava-se Carlos Lúcio.

Não me esqueço deste nome, como não me esqueço de nenhum dos policiais ou dedos-duros com quem cruzei na luta pela Democracia.

Pois este nefasto senhor chamava a si próprio de “prussiano”. Dizia-me ele a cada dia em que era intimado a comparecer à sua presença para dar explicações ou ouvir ameaças:

- Sou prussiano!

Acho que ele achava bonita a palavra. Talvez quisesse dizer: fascista, mas não tinha tamanha ousadia.

De saída ele cismou que não podíamos fazer aquele entretenimento inicial sem levar à Censura o que leríamos ou declamaríamos a cada noite para liberarem.

E foi assim que ele, o “prussiano” pagou o maior mico que conheço na minha relação com a Censura. Como era uma cavalgadura, durante dias levei para ele receitas de bolo, horóscopos, e fofocas sociais de jornais, já publicadas, que ele com muito zelo carimbava: LIBERADO.

Até ele perceber a patetice que estava se prestando dei boas risadas com o “limitado prussiano”.

Claro que depois ele me perseguiu durante dois anos com inquéritos e coisinhas mais, mas isso é outra história . Aí  foi drama, não foi humor.

Você acha certo os que pedem a volta da Ditadura ?

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