História Mal Contada de Abuso Sexual

 

A Internet nos propicia saber de coisas que até então sequer imaginávamos. Algumas delas que embora reais parecem ter saído das mãos de comediógrafos.

Pois acabo de ler que um cidadão nos EEUU entrou no quarto de uma casa de  família e abusou sexualmente do chefe da casa pensando tratar-se de uma adolescente.

O caso ocorreu em Dickson, Tenessee. O dono da casa acordou com a mão do intruso dentro das suas calças acariciando-o julgando ser sua filha adolescente.

Oh,  historinha mal contada!

O cidadão Corey Huddleston, de 52 anos subiu pela parede externa entrou no quarto de Bret Cutrell e começou a acaricia-lo. Foi quando Brett acordou e o barraco foi armado.

Mas olhem bem a foto dos dois e me digam se dá pra confundir Brett Cutrell com uma adolescente, ainda mais depois de enfiar a mão dentro das calças dele. (risos, gargalhadas mesmo).

 

maluco História Mal Contada de  Abuso Sexual

O suposto pedófilo atrapalhado Corey Huddleston

Agora vejam a foto abaixo e me digam como confundir esse cara aí embaixo (Bret Cutrell, o abusado) com uma adolescente de 14 anos? É o que dá não ter noção de anatomia.

pai História Mal Contada de  Abuso Sexual

 

E eu que sou o comediante ...kkkkkkk

 

 

 

O “Politicamente Correto” No Humor É Uma Forma de Fascismo

serios O Politicamente Correto No Humor É Uma Forma de Fascismo

Duas grandes e sérias bestas

 

Muitas vezes ver uma pessoa, situação ou instituição que nos é rival ou estranha  sendo ridicularizada, degradada, deformada, exposta numa piada ou numa caricatura ou qualquer outra obra cômica, faz brotar do mais profundo do nosso ser algo instintivo, natural, que não pede para ser analisado ou compreendido, apenas que nos satisfaça, satisfação esta expressa em graus que vão de um simples sorriso à gargalhada.

E quando rimos nenhum de nós para pra analisar de que se está rindo. Para pra analisar qual o processo do riso? Se ele está certo ou errado. Ri-se e pronto. Está rido. O riso é uma emoção. Ela expressa-se independente do nosso controle consciente. É um fenômeno tão simples e ao mesmo tempo tão complexo.

De toda forma pode-se dizer que todo riso é um riso de classe, já que está ligado diretamente à construção do tipo social de quem ri.

Ou seja: o riso varia conforme o nível cultural e social.

Tentar estabelecer o politicamente correto é o mesmo que voltarmos ao estalinismo ou outros regimes repressores; voltar ao romance “O Nome da Rosa” onde a Igreja proibia a leitura de Aristóteles sobre o riso já que quem ri poderia rir de Deus, logo não seria religiosamente correto.

Qualquer tentativa de estabelecer o politicamente correto é a meu ver uma forma de fascismo.

Faça-se o humor, livre, solto, inconsciente, de toda forma ele será sempre manifestação de uma ideologia, e a sociedade democrática   possui inúmeros mecanismos para defesa das minorias, da ética, etc. etc...

Além do mais, sendo o riso  manifestação inconsciente sofrerá  a repressão do superego, quer da sociedade, quer dos espectadores, quer do próximo ou do que ou quem se ri. E esta repressão será tanto mais -  ou menos -  severa quanto maior for o rompimento dos limites com o riso, haja à vista "Charlie Hebdo".

Portanto não precisamos que pseudo intelectuais mal-amados, ou patrulhas fascistas estabeleçam cartilhas do  como rir e do que rir.

As “Celebridades” e a Vulgarização da Profissão de Ator

sarah As Celebridades e a Vulgarização da Profissão de Ator

Sarah Bernhardt , esta sim uma celebridade que atravessa os séculos

Quando eu comecei a fazer teatro, há meio século atrás nem havia a indústria de conteúdo para teledramaturgia. Uma ou outra novelinha. Era teatro mesmo. E com isso todos os atores se conheciam, todos nós sabíamos quem era quem na profissão.
Profissão aliás que se escolhia por pura vocação, já que era reprimida em sua maioria pelos familiares, e amigos. Ser ator ou atriz era quase equivalente a ser promíscuo e marginal.
Nos dias de hoje são tantos e tantos atores e atrizes jovens chegando ao mercado que a gente não tem nem tempo de conhecer um e já temos outros chegando. Mal sabemos os nomes de uma pequena percentagem. E a maioria aparece e desaparece como caudas de cometas.
Houve a época dos modelos. Todos queriam ser modelos, depois descobriram que modelo era pouco, era preciso ser ator para ter mais visibilidade (há uma crise de identidade em cada indivíduo na sociedade de hoje) .
Conclusão: são milhares de jovens, sobretudo  no Rio e SP, quase todos com o mesmo biótipo: sarados ou esquálidas, rejeitando glúten e tomando suprimentos.
Vulgarizou-se a profissão, no sentido de tornar-se popular. Nos tornamos hoje mais próximos de um comportamento social tipo executivos demultinacionais que de românticos criadores.
Basta um vestido novo, ou um casamento de marketing e a pessoa torna-se celebridade do mundo artístico, maior celebridade até que Sarah Bernhardt ou Laurence Olivier.
Mas, é assim mesmo, é a tal sociedade de massas. A industrialização; a beocidade do neoliberalilsmo; da economia de mercado.
E a gente vai levando, com a certeza de quie das milhares de pareiras que vão brotando a cada dia pela mídia de consumo algumas afnal darão boas uvas para um bom vinho.

Novela É Coisa Pra Muito Trabalho

atoresdez Novela É Coisa Pra Muito Trabalho

Somos apenas a ponta de um iceberg de muito trabalho e persistência

 

Aos que pensam que fazer novela é apenas brilhar e ser famoso e que os artistas levam vida de folgança e lazer, saibam que estão enganados.

Trabalhamos muito, e duro, sob tensão permanente para que nada passe desapercebido na interpretação das nossas personagens.

O sucesso acontece, ou não. Se tivéssemos a fórmula do sucesso abriríamos uma banca e colocaríamos em leilão pra ver quem dava mais pela fórmula. Neste momento festejamos com todo o direito a vitória e o sucesso de “Os Dez Mandamentos”, fruto deste árduo trabalho de equipe.

Portanto, a nós, trabalhadores das artes cênicas só nos resta a certeza do trabalho. Trabalho feito com amor, esmero, e muita concentração.

Ontem mesmo, dia de sábado Jorge Pontual e Thierry Figueira -  meus filhos na novela -  gravaram desde as 8h da manhã até as cindo da tarde. De forma ininterrupta trocando roupas e adereços a cada cena. Mobilizando um atento batalhão de camareiros, maquiadoras, cabeleireiras, caracterizadores, câmeras, sonoplastas, iluminadores, produtores de arte, editores, diretores musicais,  contra regras, figurinistas, assistentes de produção, assistentes de direção, diretores de estúdio, e o diretor ou a diretora do dia... e muito mais profissionais de diversas áreas, até mesmo da área médica que fica de plantão para qualquer emergência.

Mas nós artistas e técnicos  enfrentamos  estas horas de trabalho árduo  de forma valorosa e com muito bom humor para levar até os espectadores o melhor da nossa criação. Assim é a semana dos atores em novelas. #dezmandamentos

 

Encontro de Moisés Com Pais É Show de Interpretação

pais Encontro de Moisés Com Pais É Show de Interpretação

Denise e Gorgulho (Joquebe e Anrão)

Sou um veterano das Artes Cênicas, 49 anos de estrada. Por isso fico muito feliz quando vejo boas interpretações; fico orgulhoso dos colegas; fico com a certeza de que os jovens de hoje serão os bons veteranos de amanhã.

Ontem foi o encontro de Moisés (Guilherme Winter) com seus verdadeiros pais Joquebede (Denise Del Vecchio)  e Anrão (Paulo Gorgulho), e com a irmã Miriã (Larissa Maciel)  na novela “Os Dez Mandamentos”.

Foi um belíssimo trabalho dos colegas. Emocionante desde o primeiro momento em que a brilhante direção de Alexandre Avancini nos descobre Moisés que usa uma capa para chegar até a porta da casa de seus pais.

A interpretação dos dois colegas veteranos com a qualidade dos jovens atores tornou a cena uma das mais belas e emocionantes cenas da teledramaturgia brasileira, a meu ver.

Dá gosto ver colegas mostrando o valor de seus talentos.

Parabéns a eles, à Direção e a toda a equipe. #dezmandamentos

 

Quando Aplaudir um Filme Dava Cadeia

 

compagni Quando Aplaudir um Filme Dava Cadeia

Marcello Mastroiani protagonizava "Il Compagni"

 

Para os que não viveram a Ditadura no Brasil é bom que saibam que jamais foi um belo tempo. Por pior que seja o sistema democrático ainda é o melhor dos mundos.

Pois foi na Ditadura que vi dois filmes que marcaram minha vida, um deles foi “Teorema” de Pier Paolo Pasolini, e o outro “Os Companheiros” (Il Compagni) do italiano Mario Monicelli, que tem na data de hoje o seu centenário de nascimento.

Monicelli foi um dos mais importante cineastas italianos.

“Os Companheiros” falava de greve e de um líder grevista na Itália. Belíssimo filme em preto e branco lotava as salas especializadas em filmes de arte.

Ao final a plateia aplaudia a obra e sabem o que acontecia? A PM armada de metralhadoras entrava pelo cinema à dentro, luzes da plateia acesas e tirava todos os espectadores debaixo de armas. Levava para fora e ali a polícia política (DOPS) iniciava uma triagem para averiguar suspeitos da “subversão” de terem aplaudido um filme.

Aí começava outra sessão do filme e novas prisões ao final.

Sobretudo para a garotada que não viveu a Ditadura e vive apregoando que seria melhor uma intervenção militar das FFAA no Governo o melhor é dar uma pensada como seria hoje o lazer, a Internet, os jornais, revistas, os livros, os filmes e o teatro e shows sob uma ditadura.

Dia 29 a Família Baruk Entra em Dez Mandamentos

safe image Dia 29 a Família Baruk Entra em Dez Mandamentos

Eu, Thierry e Pontual, a família reunida.

 

Muitas pessoas que eu tenho encontrado me dizem que ainda não me viram na novela Dez Mandamentos.

É fato, pois embora nosso nome - eu, Thierry Figueira e Jorge Pontual já estejamos nos créditos da novela só entraremos no ar no capítulo 57, ou seja em 29 de maio.

Meu personagem é Baruk, pai de Aníbal (Thierry) e de Menahem (Pontual). Uma família de comerciantes e criadores e ovelhas.

Mas Baruk é ganancioso e grosseiro. Disputa o poder local com o futuro sogro de Moisés: Jetro (Paulo Figueiredo).

Já estamos gravando há semanas e estamos muito felizes com o clima do trabalho e com o sucesso da novela.

Meus dois "filhos" são talentosos, ótimos e divertidos colegas e amigos.E vamos entrar "arrebentando".

Enquanto aguardamos ansiosos para ver os nossas imagens na telinha vamos nos emocionando com os demais colegas de "Os Dez Mandamentos"  todas as noites, às 20h30m, na Record.

 

baruk6 Dia 29 a Família Baruk Entra em Dez Mandamentos

 

A Princesa Isabel Não Foi Essa Redentora Toda

isabel A Princesa Isabel Não Foi Essa Redentora Toda

 

A Princesa Isabel é considerada a Redentora da Escravidão no Brasil. Mas não é bem assim. Ou não.

O que ela fez em 13 de maio de 1888 foi sancionar a Lei que o senado brasileiro aprovou, a Lei Áurea. O Brasil já era uma Monarquia Parlamentarista e  Constitucional e competia apenas à Regente sancionar ou vetar a Lei.

Há década s arrastava-se a questão da escravidão, desde os embargos ingleses aos navios negreiros em 1830 até a Lei do Ventre Livre e outras Leis que pouco e pouco foram colocando o Brasil na rota das nações civilizadas.

Quando o Senado chegou a aprovar a abolição definitiva da escravatura no Brasil fe-lo apenas porque a mão de obra escrava significava então muito pouco para a economia nacional. Restavam ainda 600.000 escravos no Brasil à época, número bem inferiro às décadas anteriores, quando a população escrava do Rio de Janeiro chegou a ultrapassar a de cidadãos livres.

Então, Dona Isabel não foi essa gracinha toda não. Cumpriu com sua função constitucional já que toda a Nação, através de seus movimentos civis e de seus representantes legislativos já haviam decidido pelo  fim à escravatura, coisa que ela só fez assinar e ainda festejar no Palácio em Petrópolis com um baile para toda a aristocracia.

 

Estreia da Comédia “Pulando a Cerca”

pulando Estreia da Comédia Pulando a Cerca

Elenco e equipe

 

É ou não é uma estreia? Entra em cartaz nesta terça, dia 12 no Teatro Vanucci, às 21h (todas as terças e 4as) a comédia “Pulando a Cerca” de Mauricio Silveira que leva a minha direção.

Digo estreia porque se trata de uma nova produção, com elenco inteiramente novo, e também em teatro da Zona Sul.

A trama da peça é bem divertida, e trata-se de uma comédia de costumes: Toda a ação se passa na sala da casa de Marcela (Amanda Parisi). Enquanto o marido trabalha, ela e seu amante são surpreendidos por uma dupla de criminosos atrapalhados.

No elenco além de Amanda Parisi e Bernardo Mesquita (de “Malhação”) temos Mauricio Silveira, Hamilton Dias, e Hugo Veríssimo.

É um passatempo divertido e agradável.

Os Chatos e os Humoristas

costa Os Chatos e os Humoristas

Costinha, hoje, sobreviveria aos chatos?

Leio duas entrevistas, uma do humorista Diogo Portugal e outra do Marcos Veras. Diogo afirma que está cada dia mais difícil fazer humor por causa da perseguição dos chatos com seu “politicamente correto”. Marcos diz que não faz humor sobre tudo.

Duas opiniões diversas, que somadas nos levam a equilíbrio.

É fato que hoje há uma enorme quantidade de chatos, que baseados no politicamente correto enchem o saco de qualquer pessoa, não só de humoristas.

Mas há também os colegas humoristas que não tem limites e andam falando o que o bom senso manda calar.

Elegância no que se fala em cena é a origem do nosso oficio.

Ser humorista não nos libera das regras sociais ou morais. Quando a gente vai abrir a boca em cena pra contar uma piada, uma anedota ou um caso há um superego (e sempre há) dentro de nós que diz: “Isso não”. Se não ouvimos esta voz e não negociamos ela com o inconsciente que nos diz: “Isso sim” buscando o meio termo, o caminho do centro, então é claro que estaremos expostos às almas raivosas que saem dos infernos buscam encher o saco dos seus semelhantes.

Os tempos são agressivos e rudes – vide “Charlie Hebdo” - e "Prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.”.