As Belezas de Xepa

Talento e beleza é o que não falta na nova novela da Rede Record: "Dona Xepa".

Gravei à noite esta semana com dois exemplos disto, as queridas Ana Zettel e Luiza Thomé.

Nos divertimos muito nos intervalos de gravações, e as cenas ficaram ótimas, como mereciam ficar.

Sem Título 1 As Belezas de Xepa

 

IMG 1362 As Belezas de Xepa

Sorry, periferia, mas bitocas é pra quem pode rsrsrsrs

Mas nem tudo são flores na Antiga Vila do Bonde, baixou "cana" pra todo mundo...Bia Montez, Al~e Loyola e Manoelita lustosa, tudo no camburão, e eu junto...e pela cara não gostei da experiência não...rsrsrsrs

19 donaxepa leodias As Belezas de Xepa

SUS – A Saga – 06 – Ponto Final?

 

bemv3 SUS   A Saga   06   Ponto Final?

Eu acreditei...

Espero estar finalizando hoje a saga do SUS,  rsrsrs. Artigos postados desde que me dirigi a um Posto de Saúde aqui do Rio.

Quando fui lá de boa fé, apesar de minha mulher Doia dizer que não adiantava nada, fui em busca de um laudo médico para dar entrada num processo para conseguir um tipo de insulina pelo Estado.

Não imaginava que começaria ali uma série de postagens sobre a Saúde Pública.

Tentei escapar do assunto, mas a cada dia chegam mais informações etc. etc..

Não deu nem para fechar o meu caso ocorrido, coisa que espero estar fazendo agora.

Mas como o asunto não para vou transferi-lo para meu blog da Rede Liberdade, e continuarei por lá a aprofundar esta questão.

Resumindo: fui ao SUS, uma fila imensa para ser atendido, muitos e muitos pacientes prioritários com dengue, uma única médica de clínica geral, e saí de lá com um documento para ser sorteado para saber um dia(?) para que hospital público serei encaminhado para ser atendido por um endocrinologista.

Daí, se conseguir o laudo começará a peregrinação do advogado pelos cartórios, documentos pra lá e pra cá, e aguardar a decisaão judicial , que se favorável dependerá se o remédio estará disponível, senão teremos outra ação, desta vez de busca e apreensão, etc. etc. etc..

Fato é que depois de dois dias de espera em fila saí do SUS com a sensação de perda de tempo e frustrado porque nada andou.

Mas digo a vocês que diante dos problemas e alternativas que tenho encontrado na área da Saude Pública o meu problema ficou uma bobagem.

E vi-me mergulhado em questões muito mais urgentes da Saúde Pública brasileira: salários baixíssimos; profisisonais abandonando o serviço por falta de incentivos;  falta de material, de estruturas, de medicamentos...e até lobbys de empresas provadas de saúde agindo no meio disso tudo.

E o que um ator tem a ver com tais questões? Deveria estar falando de arte, de humor, etc.. Mas tenho também,, como você que me lê, a minha cidadania e os meus direitos cidadãos, logo...a Saga continua, em outro local, mas continua.

No post de amanhã, aqui, volto a falar e postar fotos de "Dona Xepa", a nova novela da Record.

 

Dengue: Já Teve o Seu?

dengue Dengue: Já Teve o Seu?

Hoje faço uma pausa na Saga do SUS, mas continuo no assunto.

Quando adentrei neste tema de saúde pública não imaginava que havia tanta coisa para se falar, questionar, discutir...

A cada email chegam novas noticias, novos comentários, novas opiniões e denúncias e explicações...

Quero até escrever sobre outros assuntos mas não consigo desnredar este. rsrsrs.

Agora mesmo tomo conhecimento que na data de hoje tenho quatro amigos internados com dengue aqui no Rio.

Dezessete pessoas já morreram no Estado.

Em País civilizado bastaria uma morte por razão epidêmica que seria um fator de vigilância extrema. Poraqui as coisas não parecem correr como civilizadas.

Fato é que a epidemia de dengue no Rio de Janeiro deve ser  muito maior do que se noticia.

Talvez segurem os fatos por causa da Jornada da Juventude em julho... talvez para não alarmar a população...mas fato é que jamais em todos estes anos tive tantos amigos internados por dengue.

O que me faz supor que a extensão epidêmica deste ano é muito maior que em anos anteriores.

Quando fui à consulta no SUS tive que aguardar tanto ( dois dias) porque segundo os funcionários havia muitos doentes tomando soro lá com dengue, e os "dengosos" tinham também prioridade no atendimento.

Por aí se tira como andam as coisas por aqui.

Gostaria sinceramente de ler uma nota séria e verdadeira das secretarias de saúde do Município e do Estado sobre o que realmente acontece.

Meu direito cidadão pede tal notícia.

 

SUS – A Saga – 05 – Leitor Relata

Recebi do leitor Daniel Pereira um email onde ele faz ponderações interessantes sobre o SUS.

Transcrevo abaixo.

Bemvindo: há algo de pérfido na falta do medicamento que procuras nos sistemas de saúde. Não dá para generalizar, mas pode ser por conta do seguinte: a lei 8666 que regula todas as aquisições do serviço público inviabiliza a aquisição de medicamentos em que haja um similar com preço menor. Então, o Estado não pode comprar o medicamento até que haja uma determinação judicial para que a compra seja possível sem a concorrência de preços menores. Por um lado é bom, pois autoriza ao Estado a comprar e te fornecer a medicação determinada pelo médico, mas por outro lado, e este é o pérfido, dá um cheque em branco para o gestor do serviço de saúde estadual a gastar o valor que seja arbitrado pelo fabricante sem que se tenha um controle do quanto isto seja. O TCU anda bem atento a estes gastos, mas o Brasil tem uma infinidade de demandas e esta é apenas mais uma.

Ainda que seja capenga, o SUS traz coisas incríveis, meio garrincha, com as pernas tortas, mas sensacional no resultado obtido. Eu bem sei o quanto é burocrático conseguir medicamentos, especialmente os de alto custo, mas posso te dizer que sempre que precisei, e ainda hoje preciso, tenho recebido. Tempos atrás, minha primeira mulher teve o diagnóstico de esclerose múltipla e o tratamento indicado era interferon, cuja dose mensal custava U$ 1.700,00 dólares. Tinha que buscar todo mês na secretaria estadual de saúde do MS e lá estava o medicamento. Hoje meu irmão toma Quetiapina entre outras drogas para o tratamento da esquizofrenia e as recebe todo mês. É claro que não recebe num lugar lindo, com o chão brilhando, com a organização inglesa, mas recebe, junto com outros pacientes, muitos doentes mentais num hospital público, com todas as suas mazelas, com a parcela da sociedade que a mesma gostaria de ver escondida atrás dos muros, mas que insistimos em apresentar a todos, pois todos podemos precisar e, se precisarmos, temos como obter, mesmo que com uma boa dose de sacrifício.

Amanhã espero encerrar esta Saga rsrsrs...ou não?

SUS – A Saga – 04 – Da Falência à Violência

 

sus21 SUS   A Saga    04   Da Falência à Violência

Se não reclamarmos a coisa não anda.

Pretendia encerrar hoje a série de posts sobre o SUS no Rio.

Mas não pude.

O assunto é tão profundo que a cada dia chegam mais dados.

Com o feriado de terça-feira e com o ponto facultativo decretado pela Prefeitura as Unidades de Saúde do Município do Rio não abrem desde a sexta feira passada. Isso em plena epidemia de dengue que o Estado vive, e em plena Campanha de vacinação contra a Gripe.

Sexta  feira passada fui à farmácia do Posto de Saúde pedir informações sobre distribuição de tiras medidoras de glicose. A funcionária não estava. Mandaram voltar na terça que ela estaria, ela pelo que entendi estaria lá sempre as 3as 3 5as feiras. . Terça foi feriado. Creio que só terei a informação - vejam bem: a informação, não a solução -  só na 5a feira. Sete dias depois de ter procurado pela resposta. E olhe lá!

Falei ontem aqui sobre a paciencia do povo enfileirado no SUS e afins.

Foi o que vi nos dois dias que fiquei na fila, mas a realidade é bem diversa: O Sindicato dos Profissionais de Sáude noticiou que até cinco profissionais de saúde são ameaçados ou agredidos por dia no Rio.

E por que são isto? Porque falta atendimento rápido a pais, familiares, que chegam trazendo casos graves para ser atendidos e faltam médicos, medicamentos, aparelhos, vagas. etc. etc..

Por ser o Estado um ente abstrato, e quase sempre longe, muito longe da realidade diária dos cidadãos - a não ser em casos de cobranças de multas e impostos -  os cidadãos indignados voltam-se contra o "inimigo" mais próximo: o profissional de saúde.

Há muitos anos li um livro de Frantz Fanon, acho que "Os Condenados da  Terra",  que falava  do povo argelino colonizado pela França. Dizia que os colonizados, por alienação,  voltavam-se contra si próprios e não contra os colonizadores.

O mesmo equívoco se dá quando profissionais de saúde são agredidos e até mortos: a população identifica o Agente Público  como sendo o Estado.

Curioso que quando lançados os programas do SUS, das UPAs e das Farmácias Populares foram um grande avanço, mas misteriosamente deixaram de funcionar a contento. Descaso? Omissão? Não faz parte da prioridade dos governos?

Ressalve-se que continua funcionando, e bem, o programa de medicamentos genéricos.

Percebo que seja qual for o Governo, seja qual for o Estado, ou sejam quais forem os partidos no Governo, a questão da saúde pública merece toda  atenção daqueles a quem pagamos para cuidar da Cidadania, e não o que está acontecendo.

Percebo que nestes festejos de  10 anos do Governo de coalizão do PT muitos setores foram atendidos, mas o da Saúde parece não fazer parte da vontade política das forças no Poder, quer Federal, Estadual ou Municipal.

Não compreendo o que se passa. Que forças ou que política impedem que este setor seja prioridade?

Nesta área não vejo o que festejar.

Espero terminar amanhã esta série sobre o SUS e Saúde Pública...ou não?

SUS – A Saga 03 – Você Ganha Mas Não leva

 

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Os pés do povo aguardando ...

 

 

Voltando á minha ida ao SUS.

A burocracia funciona da seguinte forma, no meu caso:

Somos  diabéticos eu e Doia, e  nossaa endocrinologista recomendou uma insulina Lantus.  Custa na base de R$110,00 e usaríamos 4 ampolas por mês cada um de nós ,   chegaríamos assim a R$$ 800,00 por mês.

Pela lei o Estado deve nos prover a insulina recomendada. Mas ele alega que tem similar, etc. e etcéteras,  e não provê.

Mas não é similar.

Então entra-se com Ação Judicial para receber do Estado o medicamento.

Para este mandado é necessário um laudo dado por um endocrinologista de um Serviço Público  de Saúde.

Então você deve ir ao Posto de Saúde mais próximo, aguardar ser atendido pelo clínico geral (pode levar de dois a tres dias na fila, eu levei dois dias) , ele então te encaminha a um tal Sistema que vai sortear em que hospital público  você vai ser atendido pelo endocrinologista .

Você será informado -  sem prazo para isto -  do local,  dia e hora  da consulta.

Se você conseguir passar por tudo isto, sem prejuizo de trabalho, tempo útil etc. etc.. e conseguir o laudo aí seu advogado dá entrada no mandado junto ao Juiz e aguarda a decisão, juntando para isto todas as provas, receitas, rendimentos etc. ao processo.

Tempo depois se o Juiz concede você vai ao Hospital Público determinado  - pode ser perto ou longe da sua moradia ou trabalho -  retirar a tal insulina.

Quando você chega lá eles podem dizer:

- Não temos, está em falta.

Aí você volta ao Juiz e pede um Mandado de Busca e Apreensão, e quando consegue mais este Mandado vai ao Hospital acompanhado de Oficial de Justiça, advogado etc. e tenta descobrir onde está escondida a tal insulina.

Se for verdade que não tem mesmo você aí fica chupando dedo e orando por um milagre.

Se tiver você então leva pra casa. No mês seguinte pode acontecer tudo de novo: mandados de busca etc. etc..

Isto se trata apenas de conseguir uma simples dose de insulina, agora imaginem coisas mais complexas, como exames, cirurgias, tratamentos continuados etc.?!

Amanhã espero encerrar esta série sobre o SUS. Outras poderão vir.

SUS – A Saga – 02 – Da Escravidão à Cidadania.

IMG 1325 1024x764 SUS   A Saga   02   Da Escravidão à Cidadania.

A paciência do povo humilde.

Retomo hoje a Saga do SUS.

Uma das riquezas que encontrei por lá foi o povo. Este povo trabalhador, humilde, que constrói em silêncio as coisas ao nosso redor.

Havia no primeiro dia 31 pessoas na espera.

A maioria mulheres, e a maioria delas empregadas domésticas. Ouvi relatos terríveis de sofrimento, humilhação, e troistezas, mas o que relato abaixo tocou-me sobremaneira.

Uma delas era Dona Neusa (nome fictício, pessoa real).

No segundo dia de espera ela se abriu e comigo e contou-me sua história de vida. Fiquei impressionado que coisas como essa aconteçam ainda no século XXI:

"Estou aqui desde as 8h da manhã de hoje (eram 15h) . Trabalho desde os 9 anos. Aos 9 anos a minha patroa foi me buscar na Instituição (Orfanato). Me adotou. Ela disse que era adoção. Dizia pra todo mundo que era adoção e todos diziam que ela era uma boa pessoa.

Na verdade eu fui pra casa dela achando que era adotada. Mas quando cheguei lá era pra ser babá das filhas dela. Com 9 anos...nunca me deixou aprender a ler e escrever. Eles moravam no Leblon. O patrão era de Marinha.

E me batiam muito. Ele me batia com a fivela do cinto que usava para carregar a espada. Começou a me bater com sapato, depois descobriu que doía pouco e passou pro cinto. E eu não podia chorar..se chorasse apanhava mais...

Só pararam de me bater quando eu fiz 18 anos. Mas aí passaram a me castigar: me deixavam sem comer, sem banho, sem sair...

Nessa época consegui que assinassem minha carteira. Nunca me deram férias, e nunca me deixram   aprender a ler e escrever.

Minha vida melhorou um pouco depois que ela morreu, há dois anos e meio, de câncer. Ele está entrevado pela velhice.

Ele não gosta de gente negra. Se por acaso minha mão esbarrar na dele quando estou servindo ele faz um escândalo.

Agora mesmo meu chuveiro quebrou e estou tomando banho no anexo da casa deles na Barra. Se ele descobrir que tomo banho quente vou sofrer ainda hoje.

Ele tem o apartamento do Lebon e uma  casa na Barra, onde mora agora. O apartamento do Leblon é pra quan do ele fica por lá.  Manda eu fazer a faxina do apartamento do Leblon e me paga R$ 20,00 por isso.

Mas não tenho raiva deles não, Aquele lá de cima está julgando eles."

- "Por que a sra. não fugia?" Perguntou uma outra que ouvia a conversa.

- "Eu era boba, não conhecia niguém, fugir pra onde?"

Aí eu lhe disse:

- "Mas a sra. tem direitos... 54 anos trabalhando com carteira sssinada, eles terão que pagar tudo á sra."

_ "E eu vou cobrar sim. Pode ter certeza."

E eu fiquei ali pensando que ela ganhará no mínimo o apartamento do Leblon. E como adotada terá direito à herança também, como filha... Isto se ela não partir antes...se o SUS e o Sistema de Saúde do Brasil conseguir preservá-la para que ela possa gozar um pouco da vida , em paz.

Concluí que diante das vidas de sofrimentos que as pessoas ali tinham para contar aquela fila de espera no SUS era uma "colônia de férias".

Quer dizer: as pessoas chegam ali já tão "quebradas" , humilhadas na vida, que se submetem à humilhação com mansidão e resignação. E elevam  as mãos aos céus para agradecer que ainda exista ao menos este Sistema de Saúde.

Continuarei narrando  a Saga do SUS em próximos Posts.

Os Milagres da TV

Hoje eu deveria continuar contando a saga que passei no SUS, mas como é domingo dia de diversão e lazer prefiro mostrar cenas de bastidores de Xepa.

A TV faz milagres. Vejam na foto abaixo o grande Castrinho abraçando com  seu alto porte a bela Robertha Portella.
castrinho Cópia Os Milagres da TV

E mais abaixo a verdade dos fatos...kkkkkkkkkkkkkk

 

 

 

castrinho1 632x1024 Os Milagres da TV

 

 

 

SUS: A Saga – 01

 

sus3 SUS: A Saga    01

Onde está Wally? Se olhar bem vai me achar nesta fila do SUS, atrás do carinha de vermelho . rsrsrs

Começo hoje uma série de posts sobre minha penitência no SUS do Rio de Janeiro. Preciso de um tipo de insulina  que custa muito  caro  que  o Estado tem obrigação legal de me fornece-la. Não fornece. Preciso entrar com uma ação judicial para isto. E para esta ação preciso de um laudo médico que só tem validade se dado por Endocrinologista do Serviço Público. Assim começa minha via dolorosa pelo SUS e congêneres.A burocracia para conseguir este laudo valerá em outro dia um post. Hoje falarei sobre minha presença num Posto Médico do SUS. Espero que tenham um pouco da paciência que tive estes dias para com ela lerem este artigo até o final.

 

Pra começar reafimo aos robertos freires da vida, e aos carreiristas da traição em geral,  que a luta de classes não acabou.

Lá estava eu, um inadequado ao ambiente do Posto de Saúde , quase um ET, sentado entre os pobres e desvalidos do País.

Minha presença era similar a uma excrescência afrontando a grotesca harmonia do local.

Munido de um Ipad para aguentar a espera de atendimento, vestido com roupas de grife, com um gestual e tons de voz paradoxais às dezenas de pessoas ali na espera eu era a contradição das classes sociais, constrangendo com a minha presença

o povo humilde, que talvez preferiria esconder sua humilhação de tantas horas de espera .

Tentei  ser mais um cidadão exercendo o direito dos impostos pagos. Um simples cidadão, em busca de um laudo médico do Serviço Público para obrigar o Estado através de ato da  Justiça a fornecer-me a  insulina que a Lei já garante mas que o Estado não cumpre.

Sentado num banco, de cabeça baixa, evitando ao máximo ser reconhecido e não provocar escândalos ainda assim não fui bem sucedido.

O povo humilde ali presente me reconhecia e me festejava. Sobretudo as classes C e D , são minhas telespectadoras e sou grato por isto.

Os funcionários, gentis; o Posto, cuidado, higiênico, limpo. Mas falta tudo, de médicos a medicamentos.

No primeiro dia depois de cumprir  a burocracia de chegada esperei tanto que tive que ir embora  pois comecei a ter hipoglicemia por passar da hora da colação (refeição ligeira necessária aos diabéticos).

Voltei nos segundo dia, e com dois torrôes de açucar burlei a hipocglicemia que 4 horas de espera iam formando.

Ao meu lado uma senhora de 63 anos esperava há 8 hs. na fila para ser atendida.

Reconheci na mesma fila mais umas tres senhoras que no dia anterior desistiram e voltaram agora como eu.

Comecei este post falando da luta de classes pois mesmo sendo de origem humilde, senti-me com um peixe fora dágua ao tentar exercer minha cidadania como pessoa comum. Como um deles.

A pergunta que todos me faziam era: porque o senhor veio aqui? O senhor não precisa disto aqui?

E eu tentava explicar a eles sobre o Laudo e sobre a prática e direitos  da cidadania.

De Laudo eles entendiam, mas da Cidadania parecia que eu falava aramaico ou qualquer outra língua morta, latim por exemplo.

Pelo celular Doia me dizia: Não vai dar em nada, está perdendo seu tempo.

Mas eu precisava , já que estava lá, saber, ver, sentir, como o povo se vira, como funcionam ou não estas coisas.

Amanhã continuarei, falando das pessoas presentes lá, da riqueza da vida dramática e tragica destes cidadãos dos quais fiquei ouvindo relatos de suas vidas desvalidas.

Estes cidadãos simples que as elites desta Sul América a partir dos golpistas venezuelanos, e de governos omissos,  insistem em manter sob controle e custódia, martírio e humilhação.

Novas Fotos de Meu Personagem em Xepa

Agradeço a colaboração do amigo João Gabriel Alvarenga de Souza  @JoaoGabrielTV

Abaixo fotos de "Dorivaldo" meu personagem na novela "Dona Xepa".

Dorivaldo é dono da casa de shows "Chorivaldo", especializada em chorinhos.

Romântico, tem uma paixão recolhida por Xepa (Angela Leal) e compõe músicas a patir deste amor .

Tio de Benito (EmílioDatas) que mora com ele, e grande amigo de Esmeraldino (José Dumont) , o marido sumido de Xepa.

 

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