Olha a Dieta!!!

bacalhau1 Olha a  Dieta!!!

Como resistir a uma bacalhoada?

Difícil, muito difícil manter a dieta no Natal. Por mais que você resista parece que as pessoas tem prazer de lhe ver quebrar  a dieta.

E vão empurrando-lhe rabanadas, aletrias, castanhas, nozes, bacalhau, perú e quejandos.

É a nossa tradição portuguesa em contraposição à tradicional  culinária francês, que essa sim  é pra passar fome. rsrsrsrs.

Olha só o prato feito que mandam pra gente comer. Olha e me digam se essa coisinha mata a fome de um homem   do meu tamanho? Mesmo sendo tres pratos, é nada.  Eu hein?! Pode ser requintada, mas não faz   a minha cabeça, nem minha barriga .kiakiakiá

comida1 Olha a  Dieta!!!

Então, nem 8 nem 80. Vamos equilibrando como podemos nestas ceias que nos seduzem por aí.
Devagar e sempre pra não ter que em 2014 recomeçar toda a dieta ...de novo, mais uma vez !!! rsrsrsrs.

Já Viu Seu Vizinho Hoje?

vizinho Já Viu Seu Vizinho Hoje?

Já desejou bom dia ao seu vizinho hoje? Ou já amanheceu na rixa com ele?

Pois hoje é o Dia do Vizinho. Dia Nacional do Vizinho.

É cada Lei estranha que votam...Dia do Vizinho...

Conversei com meu sobrinho sobre isso e ele me contou: "Meu vizinho da frente tem uma cadela mal-educada que late sem parar dia e noite se não há alguém em casa. Ela sofre de abandono e desamparo. Não ensinaram a ela que vão sair, mas voltam. Então, cada vez que saem, ela pensa que é o Fim Do Mundo  e desata a latir."

Parti pra ouvir minha Tia Nair: "O  vizinho não orienta a sua empregada direito e ela joga o lixo no chão da lixeira mesmo, os vizinhos que se danem..."

Então ouvi  meu amigo Ismael:  "O meu vizinho do lado é ótimo, viaja o ano inteiro, não me incomoda em nada..."

Mas meu velho tio Abdenor tem suas paixões na vizinhança: "A vizinha do outro lado...me lembra a música de Caymmi: A vizinha quando passa com seu vestido grená...todo mundo diz que é boa mas como a vizinha não há..."

Lembram?  Se não lembram, ou não conhecem, procurem no novo Pai dos Burros: o Google, e recomende o mesmo para seu vizinho!

Flores Para o seu Natal

Um dos meus "hobbies"  é fotografar flores.

Neste domingo que antecede o Natal  divido com vocês algumas das fotos floridas.

Recebam com carinho as flores que lhes dou. Elas simbolizam meu carinho e afeto por todos  que acompanha meu blog.

rosa1 Flores Para o seu Natal

flor2 2 Flores Para o seu Natal

 

anturio Flores Para o seu Natal

20090907 01 Flores Para o seu Natal

delic Flores Para o seu Natal

margari Flores Para o seu Natal

roseclair1 Flores Para o seu Natal

 

red Flores Para o seu Natal

 

amar Flores Para o seu Natal

 

gerbera Flores Para o seu Natal

Natal, Por Favor Não me Enviem Cartões

caqrds Natal, Por Favor Não me Enviem Cartões

Sei que o comércio aproveita datas como o Natal para aumentar suas vendas e  crescer junto com a economia nacional. Isto é bom e necessário.

Mas são uma loucura os dias que antecedem a festa máxima da cristandade.  O comércio natalino faz um Feirão onde supostamente estão nas prateleiras :  amor, fraternidade, família, netos, avós, enfim: credores, clientes,  e todos mais.

Aos berros os varejões da TV gritam: " É Natal!!! Natal!!! Natal!!!Natal!!! Natal!!!"  Num tamanho escarcéu  que rouba o sono do menino que dorme.

Mergulho em jejum informativo. Procuro ao máximo abster-me de contato com o mundo midiático neste período.

Curioso é que a partir da meia-noite  do dia 25 ,  a mídia não falará mais do Natal. O mote já será outro, num suceder desesperado de varejões supostamente humanistas e fraternos.

Mas pelo menos , só no próximo ano ouviremos de novo :

"Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!! Natal!!!"

Lembrando-me a personagem Camila, da Alessandra Loyola em "Dona Xepa" gritando "Maçã!!!!"

Mas..."até aí morreu Néris." Pois o estresse completa-se depois de todas as compras, festas, glutonarias e obrigações mis, com os amigos do século passado que insistem em enviar cartões de Natal e Boas Festas.

Ora, a etiqueta demanda que cartões sejam respondidos com cartões.

Comprar, escrever neles, endereça-los, selá- los, levando-os  aos Correios lotado, para demandar a etiqueta social.

Em Janeiro, passado Reis, fica com o dilema: ou joga aquele monte de papel recebido, ou guarda tudo para que seus herdeiros o façam depois.

Por favor, não enviem cartões reais. O mundo agora é hi tech: enviem e-mails, sms, twitters, msgs, telefonem... facilitem, tornem mais prática a vida e as relações sociais neste fim de ano. Ajudem a diminuir o estresse. E ainda assim não garanto que responderei à enxurrada de cartões virtuais.

A tradicional ceia por exemplo  aqui em casa já otimizamos, indo agora em todo o Natal, com a família  e amigos, para mesas reservadas em casas de pasto nesta urbe.

O tempo e o silêncio conseguidos com esta praticidade natalina procuramos usar meditando no real significado da data natalícia.

(Desculpem-me os leitores que me escrevem se não responder com assiduidade nestes próximos dias, pois estarei  num cruzeiro marítimo em merecidas férias. Mas os posts continuarão a ser publicados.)

 

Personagens Populares Povoam Minha Criação

bafo Personagens Populares Povoam Minha Criação

Bafo de Bode, filho da Maria Pé de Boi?

Ontem mencionei aqui a mendiga oficial da cidadezinha onde passei a primeira infância.

Era a Maria Pé de Boi.

Pois vejam como funciona a memória do ator: décadas mais tarde, chamado para fazer o Bafo de Bode, meu primeiro papel em televisão, baseei-me na memória da Maria para compor o Bafo de

Bode. O artista só representa com inspiração aquilo que ele já tem arquivado na sua memória. Se ele não tem a informação pode até representar, mas é como tetar rodar um arquivo emn plataforma estranha a ele. Trava, fica lento, não flui.Ou se preferirem não roda nem no  IOS nem no  Android. (Riso gracioso).

Ao longo da minha vida conheci mendigos e loucos de rua  dos mais variados.

Porém nenhum marcou-me tanto quanto a Maria Pé de Boi. Desgrenhada, carregava um saco às costas, o que apavorava as rianças pois não sabíamos o que ela levava naquele saco. Uma criança

talvez? sequestrada, raptada de seus pais? Um bicho medonho nunca visto por ali? Talvez um caipora, uma mula-sem-cabeça? O que mais a imaginação infantil poderia colocar dentro daquele

saco roto da Maria pé de Boi?

Ainda assim, a garotada corria atrás dela gritando seu apelido e ela nos dava uma corrida gritando palavras desconexas.

Muito diferente da louca Mulher de Roxo de Salvador. Essa sim, louca mansa, fechada em seu silêncio e mistério, bem trajada em suas vestes violetas, sempre encontrada na calçada da loja Duas Américas na rua Chile.

Mas aí eu já não era mais criança e era outro o meu olhar sobre loucos e mendigos.

Mineiro, Comedor de Queijos

Bemvindo com dois meses1 Mineiro, Comedor de Queijos

Com dois meses o olhar de pânico com tanto queijo. rsrsrsrs

 

Nasci em Carangola, na Região da Mata de  Minas Gerais. Mas nasci lá porque não havia maternidade no distrito onde morávamos: Faria Lemos.

Meu pai havia ido para lá para montar fábricas de laticínios na região. Tombos, Espera feliz, Guaçuí, Porciúncula...

Fui criado nos meus primeiros 5 anos de vida em Faria Lemos.

Nossa casa ficava ao lado do laticínio - Braco, era a marca .

Fui criado entre latões de leite, soro, e o cheiro agridoce dos palmiras e  curados.

Por muito tempo não suportei queijos. Entojei por décadas.

Sómente após a idade, já maduro, voltei a ser contumaz consumidor de queijos. Aliás como todo bom mineiro.

Era um vai e vem de carroças e caminhões trazendo latões de leite. Muitos litros chegavam azedos. Iam servir de comida aos porcos.

A pequena fábrica era a única indústria do distrito. O que fazia de meu pai um barão queijeiro, e de mim um pequeno príncipe, ainda não desmamado, afogado nos úberos da vacaria.

Vou de Busão

 

onibus Vou de Busão

Não chego a tanto...rsrsrsrs

 

O transporte coletivo no Brasil é muito ruim, realmente.

Há muito o que melhorar, desde o atendimento até a regularidade, conforto, e segurança.

Mas mesmo assim eu uso o transporte coletivo.

Tenho carro. Mas para pequenas distâncias uso o ônibus.

Pra mim, que sou ator e conhecido, o ônibus tem suas vantagens: se uso meu carro estresso-me. Muito engarrafamento. Buzinas. freiadas. É tanta violência, tanta falta de educação no trânsito que é uma temeridade dirigir hoje em dia.

Se uso o táxi o motorista me reconhece e vem conversando, mesmo quando quero ficar calado.

E a conversa sempre simpática nem sempre é esclarecedora:

- "Sabe, quem entrou outro dia no meu táxi foi aquela atriz...!

- Qual?

_ Aquela...uma que fez aquela novela...

_ Qual novela?

_ Uma novela que tinha um cara que depois dessa novela até separou da mulher...

- Mas qual atriz?

- Ela é loura...tá sempre no ar... agora mesmo ela é a mulher do...daquele cara...

- Que cara?

- Um que é meio gordo...

- Que naquela novela que passou ele era o pai..."

Papo de maluco! E assim vai a viagem toda, até que no fim ele me pede uma foto ou autógrafo, grato pelo gesto de carinho desço do táxi sem saber de quem falávamos.

Já no onibus, não. Transporte público no Brasil é tão desmoralizado que quando eu entro todos me reconhecem, mas pensam:

-Poxa, esse cara tá na pior mesmo, tá por baixo pra tá vijando de ônibus .

Aí ninguém fala comigo, ninguém me pede autógrafo, e eu sento à janela e viajo feliz, em silêncio, olhando a paisagem e vendo a cidade desfilar á minha frente com seus variadíssimos tipos humanos, onde encontro inspiração para minhas personagens.

Que Saudades eu Tenho da Aurora da Minha Vida…

 

 

Com meu cachoro em Pilares1 Que Saudades eu Tenho da Aurora da Minha Vida...

Eu e meu cão Rex. Ao lado um pé de dália.

Sou nascido em Minas Gerais. Mas fui criado no Rio. Toda a minha família é carioca.

Quando eu tinha 4 anos voltamos para o Rio. E fomos morar no subúrbio. Primeiro no Pedregulho, depois em Pilares.

Tive uma infância suburbana típica.  A casa numa rua de terra. Quando chovia formava um riacho na beira da calçada e fazíamos barquinhos de papel.

Mais tarde calçaram a rua.  Antes encheram de manilhas. Ficaram lá meses e  a gente brincava de casinha dentro delas.

Foi uma infância feliz. Íamos  pra rua de trás, uma fazenda abandonada onde haviam mangueiras, goiabeiras e cajueiros. Quando a gente conseguia uma goiaba, mesmo bichada, era um troféu de guerra.

Na rua a gente soltava pipas, pulava corda, brincava de amarelinha, jogava bola... no São João fazíamos uma grande fogueira. Batata assada, milho... líamos a sorte com agulha numa bacia de água... superstições de um povo crédulo e ingênuo.

Às seis da tarde - tardes quentes de subúrbio -  as mães gritavam:

-"Sai da rua menino, são seis horas, hora das almas!" Morríamos de medo daquela hora. Na verdade era a armadilha que nos levava à casa tomar banho, jantar, e voltar para brincar na calçada. Sem se sujar, pois tínhamos que dormir limpinhos e bem antes das 22h. Dez horas da noite naquele tempo era noite alta.

Também nos faziam pedir bênçãos a todas as "tias", as vizinhas da rua: Dona Jurema - que aplicava injeção; Dona Carmem a parteira...Dona Delfina. Negra. Mãe de meus dois grandes  amigos: Ney e Jorge. No subúrbio não tínhamos racismo. Lá éramos criados sem sequer perceber a diferença de cor. Essa coisa de racismo acho que  é coisa de rico, ou de metido a  rico.

Minha casa ficava em centro de terreno. Circundada por um jardim: dálias, margaridas, rosas...Até hoje Dália é a flor que mais gosto. E tinha meu cachorro, o Rex. Criava-se galinhas, patos...

Havia os ladrões, mas eram ladrões de botijões de gás, de galinhas...já havia o marginal..chamado de "valentão do bairro. Mas seria um pé-de-chinelo comparado a qualquer pé-de-chinelo do tráfico de hoje. Era o Caveirinha. Um marginalzinho que criara fama, mais por intermédio das mães que por seus próprios feitos:

- "Vem pra dentro menino, o Caveirinha disse que hoje não quer menino nenhum na rua!"

O universo da gente era aquele pedaço de terra batida. Cem metros se tanto. Até onde a voz da mãe da gente alcançasse:

-"Bemvindo!!! Vem tomar café!!!"

"_ Tou indo!"

Vou nessa. Aceitam pão com manteiga e café com leite?

Teatro Amador é Qualidade Daqueles que Amam

amador Teatro Amador é Qualidade Daqueles que Amam

 

Quem sustenta o teatro em todo o interior e capitais do Brasil? O Ministério da Cultura?

Quem mantém o desejo de fazer teatro entre pessoas de todo o Brasil? Os Sindicatos de Artistas e de Produtores?

Quem leva o teatro aos mais distantes locais do País? As companhias profissionais?

Quem concordou com qualquer das três respostas acima acertou pela metade.

A resposta inteira é: o Teatro Amador.

O Teatro Amador desde tempos do Império é a raiz do teatro profissional, o sustentáculo da nossa profissão.

Os abnegados amantes do teatro  espalhados por todo o País que montam peças com os mais variados temas.

Montam em praças, teatros, cinemas, igrejas, escolas, residências...é através desta amorosa  malha dramatúrgica que o Teatro Brasileiro se fortalece.

Nos idos de 60 refundei como grande colega Cartlos Nobre a Associação de Teatro Amador do Rio de Janeiro (ATA).

Nos idos de 70 participei da refundação da Associação de Teatro Amador da Bahia, sua Federação e da Confederação Nacional de Teatro Amador (Confenata).

Fundei com amigos a Associação de Teatro Amador de Sergipe.

E hoje é o Dia do Teatro Amador.

Só posso ter motivos para orgulho, não por mim, mas pelos milhares de atores amadores que fazem teatro porque gostam.Porque amam.

A todos eles, nós,  profissionais trabalhadores das Artes Cênicas expressamos o nosso reconhecimento e enviamos nosso abraço fraterno desejando sempre que sejam bem sucedidos nas suas criações.

Os Fiéis Jardineiros

flor5 Os Fiéis Jardineiros

 

Amo flores. Aliás conheço apenas uma pessoa que não gosta de flores. Quem mais não gosta?

As flores são cores que se materializam; anjos que descem aos jardins do encantamento.

Considero as flores um presente da natureza para a Humanidade. Um grávido momento em que a planta nos dá o melhor de si.

Hoje é o Dia do Jardineiro. Quando ascende de status vira paisagista. Mas hoje é do jardineiro mesmo.

Dia daquelas pessoas anônimas que às vezes vilusbramos com duendes entre os jardins dos prédios, casas e praças.

Tenho por hobby fotografar flores. Faço-o sem maiores requintes: com uma camera de IPhone, ou mesmo com uma câmera fotográfica de turista de ocasião.

Mas faço-o.Outro dia num Hotel Fazenda de SP encontrei duas mocinhas que faziam o mesmo: fotografavam flores. trocamos muita conversa, considerando que somos da mesma tribo.(Risos).

Em homenagem a essas pessoas anônimas que fazem desabrochar as flores nos jardins,  seguem algumas das minhas fotos  para os jardineiros no seu Dia.

amar Os Fiéis Jardineiros

 

anturio Os Fiéis Jardineiros

 

leo Os Fiéis Jardineiros

Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com