Biografias, Direitos Autorais e Apropriações Indébitas

bemsu10 Biografias, Direitos Autorais e Apropriações Indébitas

Suely Franco e eu em "O Doente Imaginário" - Rio, 2005

 

Até 1988, ou seja até a Constituição Cidadã ser promulgada a questão dos Direitos Autorais estava diretamente ligada ao Código Penal. Caso de Polícia.

Se você tivesse uma  obra, tivesse registrado na Biblioteca Nacional, ou tivesse registrado na Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT, ou similar, ou mesmo se  a tivesse tornada pública, bastava denunciar a apropriação indébita à Polícia federal ou Civil e a obra era interditada e seus direitos eram válidos.

Em 1988 a questão passou para a esfera Cível. Não basta ter o registro da obra, é preciso provar em processo cível, com peritagem das várias partes envolvidas de que a obra é sua. O caso passa de instância a instância e pode ir até o Supremo. Coisa pra mais de dez anos e muito dinheiro gasto.

Aconteceu comigo. Em 2005 baixei da Biblioteca de Paris a obra de domínio público "Le Malade Imaginaire" de Moliére. Em francês. Traduzi e adaptei. Registrei na SBAT e na Biblioteca Nacional com todos os meus direitos de tradutor e adaptador.  Montamos a peça. Ficamos em cartaz.

Tempos depois a mesma obra, foi levada à cena como se não fosse da minha lavra. Como sendo de outros tradutores e adaptadores. Levada no Rio e em SP. A apropriação se deu às claras, e por gente graduada, e aparentemente respeitável no teatro brasileiro.

Não pude fazer nada, consultei advogados e me disseram o que eu já expliquei acima: ao final de dez anos podia até ganhar a causa, mas iria receber o quê? Uma peça fica em cartaz no máximo um ano. Dez anos depois receber o quê? De quem? E se o deletério não tem bens para pagar? Você ganha mas não leva.

Desisti do processo e fiquei pacientemente vendo o fruto da minha criação sendo usado por outrem que se beneficiava.

Trago este fato á luz para que fique registrado na História e não se varra para debaixo dos tapetes  a prática muito comum e pouco denunciada da apropriação de textos alheios.

Conselho que dou aos ingênuos e desavisados que vivem enviando sinopses e textos os mais diversos para apreciações de "doutos": registrem tudo antes, pois mesmo tendo-os registrado ainda correm o risco de serem lesados.

Acho que as biografias não necessitam de autorização prévia, mas concordo com os colegas quanto ao tempo e recursos da Justiça para se reclamar os direitos: direitos de pedir correção; de bloquear a obra...e demais direitos legais.  Mas se a Justiça é lenta os delinquentes rirão da nossa cara como riram de mim.

Essa discussão de Direitos, biografias, etc. etc. precisa ser discutida sim, racionalmente, sem estrelismos, sem vedetismos e acompanha a discussão da morosidade e burocracia da Justiça brasileira.

Acredite se Puder: Criado o Dia do Ovo

Talvez quem me lê não atente para o fato de que todos os dias são dias de alguma coisa: Dia Disso... Dia Daquilo... há dias em que se comemora mais de um evento.

Saindo um pouco da minha área cultural, e sem querer entrar em política, mas não posso deixar de registrar a bizarrice mais recente: em São Paulo o Governador teve que sancionar a criação do Dia do Ovo.

Projeto de um deputado foi aprovado pela Assembleia Legislativa, cheio de vetos, mas foi.

Não consigo imaginar o que estaria escrito nos artigos vetados, mas fica instituído o Dia do Ovo.

É tão bizarro que fui ao site do JusBrasil  e ao Diário Oficial de SP para ter certeza do fato, e é fato, de fato.

Vejam abaixo:   diadoovo Acredite se Puder: Criado o Dia do Ovo

Quem Foi Artur Azevedo Que É Nome de Rua em Todo o Brasil?

 

artur Quem Foi Artur Azevedo Que É Nome de Rua em Todo o Brasil?

Grande comediógrafo!!!

Você no mínimo já ouviu falar de ruas com este nome em quase todo o Brasil: Maranhão, Rio. São Paulo, Santa Catarina. Minas Gerais...mas que foi Artur de Azevedo? Pois foi  um dos maiores dramaturgos e comediógrafos da nacionalidade, e na data de hoje completam-se 104 anos da sua morte. Para um País de memória curta ou displicente é sempre bom relatar para que se tome conhecimento. Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu em 7 de julho de 1855, em São Luís - MA e faleceu em 22 de outubro de 1908, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1871 escreveu uma série de poemas satíricos sobre as pessoas de São Luís, perdendo o emprego de amanuense (copista de textos à mão). Pra que vejam que já àquela época e sempre nem todos os poderosdos tem o mesmo humor que os comediantes e comediógrafos. (Eu que o diga. rsrsrs.) Seguiu para o Rio de Janeiro aos 18 anos de idade (1873), onde foi tradutor de folhetins e revisor de "A Reforma", tornando-se conhecido por seus versos humorísticos. Escrevendo para o teatro, alcançou enorme sucesso com as peças "Véspera de Reis" e "A Capital Federal". Fundou a revista "Vida Moderna", onde suas crônicas eram muito populares. Colecionador de obras de arte  foi amigo de artistas como Victor Meirelles, Rodolfo e Henrique Bernardelli. Artur de Azevedo, prosseguindo a obra de Martins Pena, consolidou a comédia de costumes brasileira, sendo no país o principal autor do Teatro de revista, em sua primeira fase. Sua atividade jornalística foi intensa, devendo-se a ele a publicação de uma série de revistas, especializadas, além da fundação de alguns jornais cariocas. Foi por insistência de Arthur de Azevedo, sobretudo por seus artigos em jornais,  que em 1894 foi criada a lei que previa a construção de um teatro municipal no Rio de Janeiro. Sómente nove anos após foi aberto concurso para o projeto do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Para que vejamos como a burocracia já emperrava os projetos há mais de cem anos. Arthur Azevedo não assistiria à sua inauguração em 14 de julho de 1909, pois faleceu nove meses antes. Era irmão mais velho do escritor Aluísio Azevedo, autor de "O Cortiço" e "O Mulato"

Caem os Mitos e Nós Vamos Juntos

mitos Caem os Mitos e Nós Vamos Juntos

Mitos são como super heróis: só existem no nosso imaginário

 

Anteontem postei sobre a quebra do mito Vinícius para mim, quando participe de uma leitura dramática com ele na Bahia.

O post rendeu muitos comentários , sobretudo por causa da reflexão de que "mitos são para continuar sendo vistos de longe pra continuar sendo mitos, porque no dia a dia os encantamentos  são quebrados."

E realmente nestes meus quase setenta anos de vida fui quebrando mitos e criando outros. Criar mitos ainda é e sempre será fruto da nossa mente quando  infantilizada. Quando a gente já adulto ainda fala como criança, pensa como criança e raciocina como criança.

Mitos pertencem sempre ao "mundo do conto de fadas". São seres oníricos criados por nós mesmos em nossos desejos modelares...que nunca resistem à realidade.

Eu mesmo estou aqui relembrando alguns dos meus mitos quebrados:

Luís Carlos Prestes quando voltou do exílio e nos reunimos com ele e ele não conseguia nos responder sobre sexualidade, drogas, cultura...

Madre Tereza de Calcutá, num voo entre Salvador e Ilhéus e que eu a via agarrar-se ao terço cada vez que o avião balançava. rsrsrsrs.

Caetano Velloso quando fomos pedir apoio à ele na luta pela Anistia...

Clementina de Jesus quando fui acordá-la uma manhã num quarto do hotel e ela estava sem a peruca e a dentadura...sorry...

Embaixador Paschoal Carlos Magno, grande incentivador da cultura, quando perguntei a ele tentando ser fino: _  "Embaixador o senhor quer um chá?"

E ele me respondeu - "Eu quero é morrer, meu filho!"

O Cacique Juruna quando voltou da Holanda, presenteei-o com artesanato africano ele colocou de lado sem dar importância  e   me perguntou: - "Escuta, Bemvindo: num tem perfume francês pro índio aqui, não?"

Gabeira, logo após a volta do exílio,  horas e horas experimentando qual a melhor roupa antes de ir a um baile que promovíamos em Salvador contra a Ditadura pela Democracia.

E poderia citar uma dezena ou mais de mitos,  que idealizei,  e foram desmilinguindo quando confrontados no mundo real.

O mito que a gente cria é feito da mais fina porcelana: um tropeço e lá se foi a louça francesa. Trinca, racha, e não se refaz. kkkkk.

Aprendi com o tempo que  o mito é irmão da idolatria, e quanto maior o mito, mais alto o totem,  logo: maior a queda nos sonhos sonhados.

Os Cães, Shakespeare, e a Comédia dos Erros

beagle Os Cães, Shakespeare,  e a Comédia dos Erros

A docilidade de um beagle encanta a todos.

 

Ontem fiz uma pergunta provocadora no Face Book que enlouqueceu a TL: "Seria pedir demais que as pessoas amassem ao próximo o tanto que amam os cachorros?"

Foi muito legal. O debate foi acalorado, até porque cada um interpretava à sua maneira a pergunta feita, e alguns  respondiam as coisas mais disparatadas, criando situações divertidas.

Antes que recomece aqui a loucura das interpretações equivocadas registro que gosto de cães e confesso que é um doloroso exercício de humildade  amar ao próximo. Mas tento todos os dias.

Porém  o foco deste post é a Comédia e sua base.  Uma das bases da Comédia é o equívoco das situações.

A mais curta obra de Shakespeare chama-se "A Comédia dos Erros" (The Comedy of Errors)  e é baseada no disparate de conversas mal interpretadas.

Essa coisa de tratar cães como se fossem gente dá o maior pedal em comédia.

Um dia recebi um e mail do meu dermatologista convidando-me para o primeiro aniversário de seu filho Lucky. Dizia o texto do e mail:

- "Tenho o prazer de lhe convidar para o primeiro aniversário de meu filhinho Lucky. " E a  foto de uma linda criança ao lado de um cão.

Comprei um macaquito pra criança de um ano e só quando cheguei no play do seu prédio é que me dei conta que Lucky, o "filho" aniversariante,  era um lindo chow chow - aquele cão chinês de língua azul. A roupinha não coube, ficou pequena. kkkkk.

Eu mesmo facilitei equívoco semelhante: tinha eu uma cadela linda e alegre, uma basset (linguiça). Dei-lhe o nome de Cristina.

Tinha também em casa uma empregada fiel, seríssima,  que se chamava Lulu, de Luciana.

Uma noite recebi em casa um formal  e respeitável  sociólogo, doutor de universidade federal, homem com muitos livros e teses publicados, cursos na Inglaterra etc. etc..

No meio da conversa fui mostrar a casa a ele. Quando chegamos na cozinha apresentei a empregada:

-Esta é a Lulu.

E ele, num equívoco cômico me disse:

-Eu já conheço,  ela me lambeu todo quando eu cheguei!

Fazer o quê? Desdizê-lo, constrangendo-o? Deixei por isso mesmo, ficando a fiel Lulu com perfil de tarada sexual. kkkkkkkkk.

 

O Dia em Que Vinícius me Torrou a Paciência

vini1 O Dia em Que Vinícius me Torrou a Paciência

Vinicius faz imensa falta ao Brasil

 

 

Grande pessoa, grande poeta...quanta saudade da sua presença no Rio de Janeiro...no Brasil...

Agora é rua de Ipanema.  Cada vez que caminho pela Vinícius não sei se estou andando na companhia deste amado, ou pisando no poeta.

Conheci Vinicius na Bahia. Já o havia encontrado no Rio.

Mas foi quando moramos na Bahia que convivemos mais.

Hoje no seu centenário de nascimento todas as homenagens serão poucas para este homem que só nos deixou coisas boas e lembranças maravilhosas.

Mas houve um dia em que ele me encheu o saco.. rsrsrsrs

O fato foi na década de 70. Em Itapuan onde morava o poeta.

Tinha eu menos de trinta anos. Um jovem ansioso e descuidado como geralmente são os jovens sadios, sem verminoses ou anemias...rsrsrs.

O poeta havia escrito uma peça, com dois personagens apenas : Maria e João. E convidou amigos, entre eles eu, para uma leitura do texto na sua casa.

Fui de boa, achando que ia ser uma coisa dinâmica, muito interessante que junto com outros colegas leríamos o texto e nos distrairíamos muito.

Que surpresa!!! A peça tinha umas sessenta laudas. Dois  personagens...que o Vinicius fez questão ele mesmo de ler, com aquela voz calma num tom monocórdio.

Em cada fala ele nomeava qual personagem a dizia: tipo "Maria fala... - "  "João fala... -"

Regada a uísque a leitura ia ficando cada vez mais pastosa na voz do poeta, e cada vez mais chata e insuportável. Nenhuma dinâmica. Nada.

E a  peça - que não lembro o nome - ia se tornando um pesadelo pra mim. Ficava olhando o texto retido em suas mãos e imaginando pelo maço de folhas quantas laudas ainda faltava para terminar,  e a cada folha virada parecia crescer  o volume de páginas . Não conseguia deixar de pensar no mito de Sísifo eternamente carregando e descarregando uma pedra morro acima. rsrsrsrs.

Ali eu aprendi que mitos são para continuar sendo vistos de longe pra continuar sendo mitos, porque no dia a dia os encantamentos  são quebrados.

Então ponho Vinicius pra tocar...leio e declamo Vinicius...vejo filmes sobre Vinícius...e cada dia mais o admiro...mais o reverencio...mas nunca me esqueço desse dia em que o Poetinha me encheu o saco com aquele delírio dramatúrgico.

A Inquisição e as Artes: Brasileiro Queimado em 1739

GARRorte A Inquisição e as Artes: Brasileiro Queimado em 1739

Sem palavras...

 

Um dos mais terríveis instrumentos de tortura e morte utilizados ainda até pouco tempo (1975) , sobretudo na Espanha, era o garrote.

Consiste num couro, corda ou arame em volta da garganta da vítima e que vai sendo apertado aos poucos como um torniquete, até causar a morte pela quebra dos ossos do pescoço.

O Ditador Generalíssimo Franco,  da Espanha,  usou muito contra seus adversários políticos.

A Inquisição também usou por séculos, sobretudo quando era mais barato para a Igreja que a lenha usada nas fogueiras.

E foi com o garrote que o dramaturgo Antônio José da Silva (O Judeu) foi morto pela Inquisição , em Portugal, na data de hoje em 1739.

De que se tem notícia foi o único brasileiro morto pela Inquisição.

António José da Silva, de apelido "o judeu" (Rio, 8 de Maio de 1705 - Lisboa, 19 de Outubro de 1739), nasceu numa fazenda nos arredores do Rio de Janeiro . De origem judaica, foi vítima da perseguição que dizimou a comunidade dos cristãos-novos do Rio de Janeiro em 1712. Em Lisboa, o dramaturgo e escritor, foi preso pela Inquisição portuguesa junto com a sua a mãe, a tia, o irmão (André) e a sua mulher, Leonor Maria de Carvalho, que se encontrava grávida. Viria a queimar  na fogueira às mãos da Inquisição, num Auto-de-Fé, depois de garroteado.

António José da Silva estudou Direito na Universidade de Coimbra. Interessado pela dramaturgia, escreveu uma sátira, o que serviu de pretexto às autoridades para prendê-lo, acusado de práticas judaizantes. Foi torturado, tendo ficado parcialmente inválido durante algumas semanas depois de libertado.

Em 1737, António foi preso pela Inquisição, juntamente com a mãe e a esposa (Leonor de Carvalho, com quem casara em 1728, que era sua prima e também judia). A mãe e a mulher seriam libertadas posteriormente.

António José da Silva foi novamente torturado. Descobriram que era circuncisado. Uma escrava negra testemunhou que ele observava o Shabbat. O processo - como quase sempre acontece em questões políticas -  decorreu com notória má-fé por parte do tribunal e António José da Silva foi condenado.

António José da Silva foi garroteado antes de ser queimado num Auto-de-Fé em Lisboa em Outubro de 1739. Sua mulher, que assistiu à sua morte, morreria pouco depois.

Seus juízes e assassinos sumiram na poeira do tempo; sua memória continua viva entre nós, e o Teatro e as Artes mais vivas que nunca.

Volto a repetir Brecht: "A Verdade é filha do tempo e não da autoridade".

cxuba A Inquisição e as Artes: Brasileiro Queimado em 1739

Garrote sendo usado em Cuba em 1880.

Elenco de “Milagres de Jesus” Prepara-se Para o Melhor

jesus Elenco de Milagres de Jesus Prepara se Para o Melhor

Elenco ouve palestra e prepara-se para gravar.

 

"Os Milagres de Jesus" é o mais novo projeto em andamento de minissérie bíblica da Rede Record, em parceria com a Academia de Filmes.

E os resultados já vão surgindo, abrindo mercado de trabalho  mais de uma centena e meia de atores,e outra igual quantidade de técnicos e equipe em geral  com 18 episódios que terão muito mais a característica de filmes que de novelas.

Boa parte do elenco  da Record está escalado para esta  criação. Eu mesmo estarei no episódio nº 02 "A Mulher Encurvada" protagonizado por Roberta Gualda.

Tudo correndo com muito profissionalismo. Testes de figurinos, caracterização...preparação de atores...leituras de textos...

Pode o público espectador saber  que vem muito bons resultados por aí. Além das cenas rodadas no Rio de Janeiro, em estúdio, as externas serão rodadas em regiões do Piauí.

A foto - roubado o flagrante com meu IPhone - registra o encontro do elenco ontem num estúdio do Recnov - Rio, para participar de palestra do teólogo  Odalberto Domingos  Casonatto, Doutor em Sagradas Escrituras pela Escola Bíblica Franciscana de Jerusalém, que veio especialmente ao Rio para o evento.

No debate que se seguiu o elenco pôde  compreender melhor o contexto social e político da época em que Jesus viveu.

Dia 28 próximo começam as gravações.

Até lá, sob a Direção Geral de João Camargo ("A História de Ester"), produção, técnica, autores, artistas, maquiadores, figurinistas etc. etc. tem um único objetivo: fazer de "Os Milagres de Jesus" uma obra inesquecível.

Artistas São Eternos

 

fer Artistas São Eternos

Feliz aniversário, Fernanda!

 

É impressionante  a profissão de artista.

Não há idade para se começar e nem pra acabar.

Um jogador de futebol encerra sua vida de jogador pouco depois dos 30, a mesma coisa os bailarinos...

Entretanto Bibi Ferreira aí está com 91 anos cantando e atuando nos palcos brasileiros.

Eva Todor aos 93 anos ainda trabalha.

A fantástica Nathalia Timberg também, com seus 84 anos...

Bertha Loran com 87 anos.

Rogério Fróes e Eva Wiulma  completando os 80 anos...

E hoje a grande Fernanda Montenegro aniversaria:  84 anos.

Em pleno vigor.Inaugurando teatros, representando seu monõlogo "Dona Doida", viajando pelo Brasil, gravando séries e novelas, fazendo filmes...

Não sei explicar o que move os artistas à tamanha vitalidade...mas fico impressionado: às vezes caminham com dificuldade pelos corredores da tv ou do teatro. Mas quando a cortina se abre ou quando a câmera é ligada há um fio condutor que os liga ao vigor da juventude.

Vi pessoalmente isto com Dercy, Brieba, Jorge Dória e tantos outros.

O artista não para. Fica aquela sensação de que se parar, morre.

Enquanto representam parecem estar   na eternidade, o tempo para,  e tem-se a sensação de que nunca se foram ou que nunca se  irão de nós.

Parabéns Pra Giusepe Oristanio

giu1 Parabéns Pra Giusepe Oristanio

Olha a "pinta" de galã!!!! Parabéns amigão!!!

 

Hoje é aniversário do colega e amigo Giusepe Oristânio, nascido em 1958 - 55 anos e muito bem conservado ( rsrsrsrs).

Grande sujeito! Chefe de família cioso, grande provedor,  vejo sempre a preocupação dele com os filhos, com a mulher... enfim: a manutenção da unidade e proteção familiar.

Talentoso, profissional competente, solidário, fraterno. Bem humorado e tolerante. Só tenho boas palavras para com este amigo no dia de hoje.

Giu, como carinhosamente o chamamos, mantém um blog aqui no R7. Vale a pena estar sempre atualizado com ele.

Trabalhar com ele em "Máscaras" foi muito bom. Inesquecível. Em "Dona Xepa" não éramos do mesmo núcleo e nos vimos pouco, o que lamentei.

Descendente de italianos, Giuseppe Oristanio iniciou sua carreira no teatro amador, na década de 1970. Em 1979 participa de sua primeira telenovela, ironicamente a última da Rede Tupi: Como Salvar Meu Casamento, que nem chegou a ter seu final exibido. Mas dali em diante Giusepe tem portas abertas em todos os canais: trabalhou em novelas na Bandeirantes, na Globo, na Manchete, e desde 2007 faz parte do elenco da nossa Rede Record de Televisão.

Paralelamente à carreira televisiva, Giuseppe Oristanio também atua em várias peças teatrais de sucesso, no momento faz tournée pelo Brasil com a peça "Doidas e Santas" ao lado de Ingrid Guimarães.

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