A Barba de Cinco Dias, Moda do Momento

 

barba41 A Barba de Cinco Dias, Moda do Momento

Não sei porque, mas desconfio que essa moda vem de Hollywood. (risos).

 

É moda entre a garotada (já nem tão garotos assim) a barba de cinco dias.

O que é isso exatamente? É aquele rosto masculino que traz estampado uma pequena barba por fazer.

Não grande demais que os torne ortodoxos radicais, nem pequena demais que os torne imberbes adolescentes.

Não. Há uma medida certa: cinco dias. E muito bem aparada para que dê a impressão certa de desleixo medido e comedido.

Na verdade a barba já está lá, no rosto, há mais de ano, mas tem que ter a aparência de cinco dias. Nem mais, nem menos.

Ai dos que tem falhas de barba, ou dos imberbes: perdem a disputa das garotas no mercado das paixões emocionantes.

Observo a barba dos judeus ortodoxos...dos muçulmanos...a barba dos antigos militantes petistas...a barba dos cubanos de Sierra Maestra...a barba dos políticos e barões do século 19...eram barbas de respeito!!!

A barba de Leon Tolstoi. Aquilo sim era uma barba!!!

barba A Barba de Cinco Dias, Moda do Momento

Tolstoi

Barbas históricas sob as quais podia-se imaginar um mundo de criaturas microscópicas,  mas vivas,  pululando de alegria protegidas do sol e demais adversários.

Hoje as barbas higiênicas, assépticas da garotada. Barbas eróticas, sexualizadas, cuidadosamente aparadas para o único objetivo: o charme contemporâneo.

Não a barba ou o bigode do qual se arrancava um fio e com ele honrava-se os compromissos. Nada disso.

Mas seja como for, a barba ou a raspagem  dela revelam sobretudo um código de expressão de um indivíduo na sociedade, em qualquer época, desde os barbudos filósofos gregos do século V AC até os barbudos gays dos EEUU de hoje, ou aos lisinhos e depilados galãs de academias.

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Entre Tolstoi e ele muitas signagens sociais.

A Plateia Canastrona

 

plateia A Plateia Canastrona

Encarar uma plateia dessas numa comédia é de matar o comediante!-

O colega, veterano Agildo Ribeiro tem uma tese muito engraçada. Ele acha que em certas sessões de teatro os chatos combinam:

- "Vamos lá ver o Agildo hoje. Já sabem: ninguém ri, hein?!"

Ele acha que há um inconsciente coletivo em que certas noites de espetáculo a platéia resolve não participar. Não rir. Não interagir.

Claro que não há nada científico que comprove esta tese. Mas eu mesmo já vi plateias assim e concordo com ele.

É um exemplo de plateia canastrona.

É aquela plateia que não reage no tempo certo. Se ri, ri com delay, atrasada e complica o ritmo da peça.

Se suspira num drama o faz também fora de tempo. É aquela platéia que vai assistir um drama que exige silêncio absoluto  e leva balas embrulhadas em celofane pra chupar e repassar de mãos em mãos durante a peça.

Há também os celulares  - que nem sempre  tocam - mas acendem no  escuro da plateia e distraem público e atores.

Há os que chegam atrasados e vão sentar bem no meio da fileira: "- Com licença...licença..licença..." E toda a fila levantando e sentando.

É a plateía que quando o teatro não está lotado sentam do meio pra trás. Afastam-se dos atores. Fogem da trama.

Lá de cima do palco a gente observa tudo isso.Quando não vê por estar muito concentrado no foco da ação, ouve.

A relação dos atores com a plateia é como uma orquestra. A plateia também é instrumental. Todos tem qua estar afinados. Aí acontece o fenômeno da arte cênica: a inspiração que seja pela comédia,  ou  seja pelo drama enche de graça todos que dele participam.

Apesar dos Canastrões as Artes Cênicas Avançam Com os Talentosos

 

canastroes Apesar dos Canastrões as Artes Cênicas Avançam Com os Talentosos

Sempre haverá lugar para os canastrões, porque também existe o público canastrão. Falarei deste público em outro post.

 

Quarenta e sete anos exercendo as artes cênicas criam na gente uma noção clara de quem tem e quem não tem talento.

Não julgo quando vejo muita porcaria desafinada e canastra proliferando por aí, sobretudo na TV. Apenas constato.

No geral não vejo novelas. Faço mais, OUÇO  novelas. Procedo assim: às vezes fecho os olhos fico só escutando a trama desenrolar-se, e sem ver, meus ouvidos ficam muito atentos à melodia e harmonia das falas dos atores.

Então, quando surge uma voz afinada, proferindo com verdade o texto...aí prontifico-me  a ver e identificar  o feliz intérprete.

O mesmo se dá quando ouço o grasnar  desafinado de um patinho torto ( alusão à peça de Coelho Neto). Corro a ver qual é o equívoco artístico com quem teremos que conviver, ainda que por breve período.

O teatro anda tão pobre de produções e de empregos que nem dá lugar a esses delírios interpretativos. Já a TV é como um barco de pesca: lançam a rede e o que vier é peixe.

Nem sempre. Vem também muitos escolhos: siris, caranguejos, garrafas de pet, latinhas vazias, algas , e muitas mais porcarias.

Compete ao tempo, com tempo, separar o joio do trigo.

Desculpem, mas eu enrolo muito para chegar ao ponto: fato é que fico maravilhado com uma nova geração de artistas, jovens artistas, que aportam no mercado trazendo muito talento, vocação e desejo de aprender mais e mais.

Aos 47 anos de profissão, e com o Registro Profissional número 01 , fico feliz por saber que nós, os que vão a pouco  e pouco deixando a ribalta podemos faze-lo com  a certeza de que as artes cênicas que professamos já possuem seus sucessores.

Não cito nomes, nem dos canastras e equivocados na vocação, nem dos abençoados com o Dom da interpretação cênica. Não há necessidade. O público é o juiz, e a verdade é filha do tempo.

Mas que é uma alegria para este maduro ator  ver gente jovem talentosa, disto não tenham dúvidas.

O Dia Em Que Invadiram Niterói

 

praia das flexas 1890 O Dia Em Que Invadiram Niterói

A "estratégica" Nictheroy em 1893. Praia das Flechas.

Vocês conseguem imaginar Niterói sendo invadida e tomada por rebeldes da Marinha Brasileira?

Pois foi o que aconteceu na data de hoje em 1894.

Era Presidente da República o Marechal Floriano Peixoto, mais um dos alagoanos marechais e presidentes.

Governava com mão de ferro, e o Almirante Custódio de Mello rebelou-se em 1893 contra seu governo.

Comandou a esquadra brasileira da época aportada no Rio de Janeiro (um monte de sucata - navios movidos a roda, outros que só andavam se rebocados...),  mas reuniu mais de 18 navios contra o Governo Federal e tentou invadir a Capital da República.

O melhor navio da Armada, o couraçado Riachuelo Floriano havia mandado para a Europa, já que suspeitava que ele também estava na conspiração.

A rebelião durou ano. Bomba pra lá, e bomba pra cá. Porque os fortes da entrada da Baía se posicionaram a favor de Floriano, mas também não tinham munição. Então era um escasso jogar de bombas.

Uma vez por semana , se tanto , caía uma bomba no Rio de Janeiro enviada de algum dos navios rebeldes. E assim ia a revolta, monótona, pobre...

Enfim: uma briga de boquirrotos.

Os rebeldes um dia conseguiram explodir o paiol de munições da Ilha do Governador, e os legalistas por seu lado conseguiram afundar o couraçado Javari.

Parecia mais aquela Batalha Naval de papel:

-  N 3

- Água

-A7

- Acertou um pedaço de um rebocador...

Assim prosseguiam na sua pirracenta guerra até que  nesta data os rebeldes que não conseguiam tomar a Capital federal decidiram:

- "Se não tem tu, vai tu mesmo!"   e conseguiram desembarcar em Niterói. Mas não conseguiram chegar ao Centro da Cidade.

Repelidos deram a volta e  partiram para se reunir com navios  do Rio Grande do Sul que também estavam revoltados.

Alguns países, como Itália,Portugal, Inglaterra,  França e EEUU a pretexto de defender seus cidadãos no Brasil quiseram intervir e perguntaram como seriam recebidos se entrassem no porto do Rio. Então Floriano disse a célebre frase "Serão recebidos à bala".

Bravata pura, pois não tinham balas nem pra combater Custódio de Mello. Mas de toda forma foi um gesto de soberania.

Mas, os EEUU, como sempre eles, apoiaram Floriano e enviaram tropas e navios (quase como fizeram com o Golpe Militar de 1964 com a sua VI Frota), o que ajudou a por fim à revolta da Armada, e a bucólica  Niterói pôde afinal descansar em paz.

Hoje é Aniversário de Nascimento do Grande Julio Verne

 

volta1 Hoje é Aniversário de Nascimento do Grande Julio Verne

David Niven e Cantinflas no filme "A Volta Ao Mundo em 80 Dias".

 

Quando eu era menino deslumbrei-me com dois filmes hoje  clássicos da cinematografia: "20.000 Léguas Submarinas", e "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias".

Até hoje, sempre que posso, revejo.

Fazem parte da obra literária de Julio Verne, que nasceu nesta em 1828.

Não sei o quanto os adolescentes de hoje leem a obra de Julio Verne, aliás, pra dizer a verdade nem sei se leem qualquer obra literária.

Vivemos a era digital. A era da imagem. Muito diferente da era da literatura.

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Imagem de Verne e a capa original de "20.000 Léguas Submarinas"

Julio Verne é considerado o pai da ficção científica, já que há quase um século e  meio escrevia livros e aventuras sobre submarinos, foguetes espaciais, viagem à Lua...

Impressionante não só a sua verve literária como sua capacidade de abstração para criar.

Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros.

Guardo boas lembranças das minhas leituras da adolescência: de Julio Verne a Monteiro Lobato, de Alexandre Dumas a Viriato Correia...

O livro, um bom livro, é como um bom amigo com quem se conversa.

E ter conversado todos estes anos com a obra  Julio Verne tem sido uma das maravilhas da minha vida.

vinte tres Hoje é Aniversário de Nascimento do Grande Julio Verne

Kirk Douglas e James Mason no filme "20.000 Léguas Submarinas"

Hoje é Dia dos Gráficos, Condutores da Liberdade de Expressão

tipos Hoje é Dia dos Gráficos, Condutores da Liberdade de Expressão

 

Em 1827, há quase duzentos anos,  surgia o primeiro jornal paulistano: "O Farol Paulistano". Dom Pedro era o Imperador do Brasil, e fazia apenas 5 anos que a Independência fora proclamada.

Quase um século depois, em 1923,  a mesma categoria profissional - os  gráficos - que trouxe à luz o "Farol" iniciou em São Paulo uma greve que durou 42 dias e que terminou vitoriosa na data de hoje há quase cem anos .

Era Presidente da república o sr. Artur Bernardes e a greve foi comandada pelo gráfico João da Costa Pimenta.

Por causa dessa greve é que a data de 7 de fevereiro é comemorada como os Dia dos Gráficos.

Mesmo hoje, com tanta informação pela informática a profissão de gráficos mantém sua importância para a confecção de jornais, revistas , livros, impressos em geral.

Teria sido Guttemberg, o alemão inventor dos tipos móveis, em 1493 o primeiro gráfico da História? Ou seriam os escribas egípcios que escreviam em tábuas de argila, depois em papiros?

Perde-se no tempo a glória e a honradez dessa profissão.

Eu mesmo vi as antigas  gráficas, com tipos móveis como a da foto acima, em que cada profissional tinha que escolher e fixar letra por letra num painel para imprimir a página do jornal ou da revista.

Imaginem vocês os gráficos que trabalharam na clandestinidade da Revolução Francesa, imprimindo manifestos e panfletos...ou os que imprimiram jornais e manifestos anti-nazifascistas durante a Resistência na II Guerra Mundial...

Quantos gráficos foram presos,perseguidos,  mortos, torturados, em todas as épocas  pela liberdade de expressão?

Hoje, no Dia deles agradeço comovido  pelo trabalho que realizam, pois através deles o "Farol" da informação e do conhecimento continua brilhando como brilhou em São Paulo em 1827

Não Seja Como Aquele Mar, Belo, Mas Morto

 

mar1 Não Seja Como Aquele Mar, Belo,  Mas Morto

Vista aérea do Mar, belo mas morto.

 

Doe. Não Seja Morto com o Mar que leva este nome.

O Mar Morto, na verdade um lago, tem este nome porque a grande quantidade de sal em suas águas impede a abundância de vida.

O Mar Morto apenas recebe. Não dá. Recebe água principalmente do Rio Jordão e de outros pequenos afluentes.

Água insuficiente para renová-lo. Como o Mar Morto só recebe, e não oferece saída para as  suas águas, a evaporação do pouco que recebe aumenta sua salinidade, e por consequencia sua incapacidade de produzir vida.

Quantos conhecemos que são como o Mar Morto? Só recebem. Incapazes de se doar.

São mortos em vida. Seriam como os sepulcros caiados? Belos por fora mas sem vida por dentro?

O fluxo contínuo de doar e receber, tornar a receber e tornar a doar é que mantém a vida fluindo em todos nós. É o que mantém a Humanidade.

É conhecida a frase: ninguém é tão pobre que não possa dar...

E não se trata de doar-se apenas em forma financeira. Há doações em sabedoria, conhecimento, ensinamentos, gestos generosos, solidariedade, fraternidade, atenção, carinho, um prato de comida, um afago, um copo d'água, um aperto de mão...

Dos males que carrega sobre si o ser humano o que mais me causa espécie é o egoísmo.

Ser generoso é muito bom, quem o é sabe o quanto isso oxigena as águas da nossa vida.

Não sejamos pois como o Mar, mortos enquanto pensamos estar vivendo.

O Garoto Chales Chaplin Faz Hoje 93 Anos

 

chapln O Garoto Chales Chaplin Faz Hoje 93 Anos

Clássica foto do clássico "The Kid"

Hoje é dia de relembrar um dos gênios das artes cênicas: Charles Chaplin.

Começou sua carreira em pavilhões, ao lado de artistas circenses e de vaudeville.

Apresentava-se com o irmão.

Imaginava sequer que seria eternizado pela sua arte inspirada que até hoje arranca gargalhadas e admiração de todos que a assistem.

Pois foi na data de hoje, em 1921, há 93 anos atrás que Chaplin estreou seu filme mudo "O Garoto" (The Kid).

A história do filme é a de uma mãe solteira deixa um hospital de caridade com seu filho recém-nascido. A mãe percebe que ela não pode dar para seu filho todo o cuidado que ele precisa, assim ela prende um bilhete junto a criança, pedindo que quem o achar cuide e ame o seu bebê, e o deixa no banco de trás de um luxuoso carro.

Entretanto, o veículo é roubado por dois ladrões, que quando descobrem o bebê o abandonam no fundo de uma ruela.

Sem saber de nada um vagabundo faz o seu passeio matinal e encontra o bebê. Inicialmente ele quer se livrar da criança, mas diversos fatores sempre o impedem e gradativamente ele passa a amá-lo.

Paralelamente a mãe se arrepende e tenta reencontrar seu filho, mas quando descobre que o carro foi roubado tem um choque, pois muito provavelmente ela nunca mais verá sua criança.

Uma das cenas mais tocantes do filme se dá quando o vagabundo tenta impedir dois agentes de levarem o garoto, já que o personagem de Chaplin não é seu tutor legal.

Alguns atribuem o fato de o filme revelar uma sensibilidade extra na relação entre o vagabundo e o garoto ao fato de o filho recém-nascido de Chaplin ter morrido no começo das gravações.

Jackie Coogan ( o Garoto)  se tornou uma das primeiras personalidades infantis da história, recebendo honras de príncipes, presidentes e do próprio papa, durante sua turnê pela Europa.

O filme também é considerado um dos primeiros longa-metragens que realmente misturou comédia e drama[carece de fontes], como a sua abertura já previa: "Um filme com um sorriso, e talvez uma lágrima..."

O Rio Faz Calor Mas Quem leva a Fama é o Piauí

 

ovo O Rio Faz Calor Mas Quem leva a Fama é o Piauí

Tá dando pra fritar ovo no asfalto

 

Falo com minha filha em Nova Iorque e ela me informa que oas crianças não tiveram aula hoje por causa do frio intenso.

Aqui no Rio de Janeiro o oposto , mas da mesma forma exagerada: estamos com sensações térmicas de 45 graus ou mais e as aulas continuam.

Ainda bem que não sou mais criança. Não preciso sair à rua, enfrentar sala de aula sem ventilação,  não preciso pegar transporte coletivo...

E só então reparei: o calor é tamanho que nos últimos dias não saí à rua durante o dia.

Limitei-me a ir ao teatro à noite. Não me anima em nada sair de dia.

Sempre ouvi dizer que o Piauí era o lugar mais quente do Brasil. Mito. Falácia. O Rio é muito mais quente, mas o Piauí é que leva a fama!

É calor demais nas terras fluminenses. Muito quente. Além do mais, somado ao calor temos o $urreal, onde na praia uma salada de frutas está sendo vendida a R$ 40,00.

Minha neta quis comprar uma pequena caixinha de confeitos mentolados numa loja de conveniências: R$ 18,00. "- Nem pensar!" Gritou revoltado este avô que não é por costume avarento, mas também por costume  não é otário.

Nada muito animador. Nada que solicite sair ao tempo.

Época de desidratação perigosa para idosos e crianças. Viroses campeando por todos os cantos.

Semana passada rolou uma gastrenterite por aqui que não foi fácil. Fruto (?) do calor excessivo.

Em São Paulo, onde estive a semana passada a situação não é diferente.

Tamanha calentura provocou em meu amigo Nilson de Vix uma frase bem humorada para enfrentar este tempo. Disse ele ontem  quase às 10h da noite:

"- Tá tão quente que parece que o sol foi, não foi e acabou fondo!"

Morre Pihilip Seymour, Mais Um Artista Drogado

oscar Morre Pihilip Seymour,  Mais Um Artista Drogado

 

"Tudo que acontece na vida dos artistas acontece na vida dos anônimos."

É o que me vem à cabeça quando recebo a notícia da morte de Philip Seymour por overdose de heroína.

Outro dia foi Justin Bieber que era preso por dirigir embriagado.

A lista de escândalos sexuais, mortes, divórcios, separações e coisas mais entre os artistas é imensa.

Os anônimos devoram essas notícias com avidez. Parece-lhes que somos uma exceção na Sociedade.

Os artistas seriam seres sempre pervertidos, desregrados, sem limites. Casam e descasam por semana. Morrem de overdose por mês. E anualmente concorrem entre os maiores escândalos do mundo.

Não é fato. Somos exatamente como todos. A diferença é que somos figuras públicas. Vendemos jornais e notícias. Fazemos a indústria do entretenimento. Tudo serve para entreter o público, sobretudo nossos escândalos.

Mas quantos anônimos cidadãos morrem de overdose por dia? Quantos vizinhos você conhece viciados em drogas ou álcool?

Quantos jovens amigos anônimos casam, descasam, juntam e "desjuntam" todo mês?

Quantos conhecidos seus,  másculos varões,  saíram do armário para beijar os carneirinhos? Quantas madrugadas já acordou com brigas de casais na vizinhança?

Mas são anônimos. Não se tornam  notícia no dia seguinte. Mas nós, artistas somos sempre notícia.

Para o bem dos anônimos, inclusive. Porque ao apontarem um  dedo para nós livram-se dos quatro que apontam para si.

Somos parte da mesma mão, do mesmo corpo social em que vivemos. Nada mais e nada menos.

Trazemos como todos a marca da carne e das suas imperfeições.

 

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