A Mágoa e o Perdão

 

cuore A Mágoa e o Perdão

Não envenene seu coração.

A Mágoa é como tomar um veneno pra que o outro morra.

A Mágoa envenena você. O outro nem sabe ou sequer está se importando com a sua mágoa.

Portanto em casos assim, de mágoas que vão de amorosas a amigáveis, de injustiças a malvadezas procure superar-se e perdoar o outro.

É difícil, muito difícil, eu sei. A gente fica remoendo aquela raiva, e aquela tristeza dentro da  gente.

Diz o filósofo que "a Mágoa é uma lágrima que se recusa a chorar."

Então eu aprendi a perdoar. Custa um pouco. Ás vezes leva mais tempo uma mágoa que outra para desaparecer dentro do meu coração.

Mas aprendi. Faço assim: perdoar não significa inculpar. Quando a ofensa é muito grande e consciente eu não desculpo. Perdoo.

Para mim, desculpar seria eximir de culpa. Não aceito isto. O ato ou palavra  de agravo foram  cometidos. A própria Lei exige a punição do gravame cometido.

Mas perdoo. Procuro livrar-me da mágoa, caso contrário ela me manterá ligada ao ofensor.  Perdoo mas não desculpo.

Seria, por exemplo,o caso de um escorpião. Perdoo sua  existência porque criatura é. Mas isso não quer dizer que levaria um comigo no bolso ou na mão. É da sua essência ferir.

Eu o perdoo mas não significa que me tornarei seu amigo ou que conviverei com ele.

A mesma coisa serve para com as pessoas ou situações que me causam mágoa. Eu as perdoo, mas não as inculpo. Não quero aproximação com elas enquanto não perceber que de alguma forma resgataram seus atos danosos.

Perdoar é um grande ato de humildade que torna-se  um terapêutico ato de grandeza.

Nássara, Mestre do Samba e da Caricatura

 

Outro dia comentei aqui sobre Dona Nair de Tefé, a primeira mulher caricaturista do Mundo.

Hoje relembro Nássara.  (Rio de Janeiro, 11 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1996).

O nome Nássara é porque ele era filho de libaneses. Carioca, foi autor de diversas marchinhas de sucesso no carnaval carioca, entre ela  Ala La Ô". Compôs mais de 230 músicas.

É tido também como o primeiro autor de um jingle comercial do Brasil.

Trabalhou nos jornais Carioca, O Globo, Vamos Ler, A Noite, Diretrizes, O Cruzeiro, Mundo Ilustrado, Flan, Última Hora e Pasquim.

Abaixo, algumas da suas caricaturas.

getulio1 Nássara, Mestre do Samba e da Caricatura

Getúlio Vargas

 

pixinga Nássara, Mestre do Samba e da Caricatura

Jnaio Quadros Nássara, Mestre do Samba e da Caricatura

Janio Quadros

 

vinicius Nássara, Mestre do Samba e da Caricatura

Vinicius de Moraes

Palhaçada? Hoje É o Dia do Palhaço!

230px Benjamin de Oliveira Palhaçada? Hoje É o Dia do Palhaço!

Benjamin de Oliveira, palhaço negro do Brasil afrontou a tradição européia em 1900.

Hoje é o Dia do Palhaço.

Você que me lê e que muitas vezes diante de tantas violações dos seus direitos de cidadão acha-se um palhaço, saiba que você está longe de ser um destes profissionais.

piolin Palhaçada? Hoje É o Dia do Palhaço!

Piolin, participou da Semana de Arte Moderna, 1922

O palhaço é um sujeito muito sério. Que leva muito a sério a sua profissão.

arrelia Palhaçada? Hoje É o Dia do Palhaço!

Arrelia, sucesso nos meados da século XX.

Estas estrofes populares do antigo Palhaço Carequito (Não confundir com Carequinha) dizem bem do caráter destes profissionais que nos divertem:

"Eu quero explicar a vocês
O que é ser um palhaço...

...Muita gente diz palhaço
Quando quer xingar alguém
E esse nome pronunciam
com escárnio e desdém
E ao ouvir pesta palavra
Outros sentem até pavor
Como se o palhaço fosse
Criatura inferior...

...Para ser um bom palhaço
É preciso ter alma forte
E também nervos de aço
É preciso além de tudo
Ter um  grande coração
Pra sentir isso que sinto
Grande amor à profissão.

O palhaço também tem
Suas noites de vigília
Pois na barraca modesta
ele tem sua família...

...Ser palhaço é saber
Disfarçar a própria dor
É saber sempre esconder
Que também é sofredor
Se o palhaço está sofrendo
Ninguém deve perceber
Pois o palhaço nem tem
O direito de sofrer!"

careca Palhaçada? Hoje É o Dia do Palhaço!

Ao lado de Fred, Carequinha alegrou a minha infância.

Que Mistérios Tem Clarice?

clarice1 Que Mistérios Tem Clarice?

                                                                                       
Clarice Lispector

beth1 Que Mistérios Tem Clarice?

 Beth Goulart, impressionante trabalho da atriz

 

Trinta e seis anos após a morte de Clarice Lispector eu a revisitei ainda outro dia na pele da colega e atriz Beth Goulart.

Com que maestria Beth nos relembrou Clarice. Perfeita!

Clarice nasceu em 10 de dezembro de 1920 e faleceu na data de hoje em 1977 de um câncer de ovário, um dia antes de completar 57 anos.

Nascida na Ucrânia, sempre se considerou brasileira, pois lá nem sequer chegou a por os pés no chão, vindo com a  família - emigrantes judeus -  para o Brasil ainda no colo da mãe.

Sem dúvida, uma das mais brilhantes escritoras brasileiras.

Não creio que escrever algo mais sobre Clarice fale mais que relembrar algumas das suas frases:

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil."

"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca."

“E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano."

"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."

O Casório do Velho Marechal Com a Bela Bela Nair de Tefé

nair O Casório do Velho Marechal Com a Bela Bela Nair de Tefé

 

Ela viveu 95 anos. Filha do Barão de Teffé nasceu em Petrópolis em 1886 e faleceu no Rio em 1981.

Nair de Tefé. Uma das mais marcantes mulheres brasileiras do século XX.

Considerada a primeira mulher caricaturista do Mundo. Naquela época a caricatura era of´picio masculino. Apenas homens faziam caricatura.

Até que surge Nair de Tefé, com o pseudônimo Rian (Nair de trás pra frente).

O Marechal Hermes da Fonseca , irmão do proclamador da República e um dos únicos oficiais de comando que ficaram ao lado do Imperador, até saber que era seu irmão quem conspirava contra o trono.  Foi President5e do Brasil de 1910 a 1914.

Mas ficou viuvo de Orsina da Fonseca aos 57 anos (1912) e em menos de seis meses casou-se com Nair de Tefé, 31 anos mais moça que ele, na data de hoje, dia 8 de dezembro, em 1913.

Nair manteve seu "modernismo" mesmo sendo a Primeira-Dama de uma república careta. Mas deixou a caricatura naquele momento.

Sua amizade com o compositor Catulo da Paixão Cearense ("Não há ó gente! ó não! luar como esse do sertão...") levou Nair a promover saraus poéticos e musicais no Palácio Presidencial (Catete - Rio de Janeiro). Num desses foi tocado o maxixe "Corta Jaca" de Chiquinha Gonzaga, outra mulher avançada para a sua época.

O maxixe quando lançado foi considerado dança de marginais, um ritmo imoral e vulgar. Tocá-lo no Catete foi um escândalo. O conservador Ruy Barbosa fez um escarcéu sobre bons costumes e moralidade usando isto contra o Governo do Marechal. Seria, talvez, como se hoje  a Presidenta Dilma desse um baile funk no Alvorada. Imaginem o que diria a Oposição?

Pois foi o que fez Nair de Tefé, que  após a morte do Marechal mudou-se para Copacabana, onde em 1932 criou o cinema Rian.

A vida longa trouxe-lhe dificuldades financeiras para manter o fausto  e a ousadia de outrora. Somente em 1970 (aos 84 anos) conseguiu a pensão completa a que tinha direito como esposa de militar.

Aí mudou-se para Icaraí - Niterói onde viveu até a sua morte em 1981.

 

Fim de Ano o Trânsito Piora Ainda Mais

transito Fim de Ano o Trânsito Piora Ainda Mais

O trânsito no Rio hoje é tão caótico quanto o de São Paulo.

Acho até que os motoristas de SP são mais disciplinados que os do Rio.

Talvez pelas motos. Aqui "costura-se" em todas as vias.  Em São Paulo se fizerem isso vão acertar motoqueiros em cheio.

Aqui no Rio ônibus gigantescos fecham cruzamentos, impunes, nos horários de maior pique. São  estranhos laços entre o privado e o público que permitem  essa impunidade?

Mas fato é que a indústria fabrica e o comércio vende veículos em quantidades muito maiores que a capacidade dos gestores públicos de abrir vias e escoamento para essa massa de automóveis, caminhões e ônibus que hoje circulam pelas grandes cidades.

Aliada à incapacidade do estado de escoar essa torrente automotora vem também a incapacidade de melhorar  a qualidade do transporte público.

Minha diarista leva três horas  para chegar da casa dela à minha casa - 25 km de distância - e ainda toma duas conduções. Uma cidadã que passa seis horas do seu dia dentro de ônibus e vans, muitas vezes em pé e espremida aos solavancos, isto em pleno século XXI.

O metrô de SP não dá vazão ao número de passageiros. O que antes podia ser visto como a pujança do progresso alcançado hoje pode ser dito como a punição pelo progresso alcançado.

Falei de grandes cidades. O fato vai mais além: engarrafamentos e trânsito caóticos em todas as médias cidades também. Hoje há engarrafamentos e trânsito caótico até em Varginha - MG, e garanto que não é pelos ETs que por lá pululam. O mesmo acontece em Blumenau - SC, ninguém circula na hora do pique. Dirigi recentemente nestas cidades citadas.

Exigir melhores condições de transporte e de vias,  e de rodovias,  pode e deve ser um bom projeto de reivindicações da sociedade civil.

Afinal, o que o Estado arrecada com IPVAs, IRPFs, IRPJs, Pedágios, CIDEs  e mais uma multidão de impostos todos nós cidadãos, motorizados ou não, merecemos mais e melhor atenção por parte daqueles que elegemos.

E ao chegar dezembro, com as festas de fim de ano , somado ao calor o trânsito piora muito mais. Pior parece impossível, mas pode ficar sim.

 

A Genialidade do Compositor George Gershwin

george A Genialidade do Compositor George Gershwin

George Gershwin

 

Ontem à noite, chegando em casa cansado, estressado depois de um dia inteiro de ensaios teatrais, em meu ambiente acolhedor  deliciei-me mais uma vez ouvindo a obra de Gershwin, "Rhapsody in Blue".

George Gershwin foi um dos maiores compositores do Mundo. Natural dos EEUU, (Brooklyn, Nova Iorque, 26 de setembro de 1898 — Hollywood, Califórnia, 11 de julho de 1937) .

Morreu aos 38 anos, de um tumor cerebral,  mas legou á Humanidade obras de inestimável valor musical.

Muitas pessoas pensam que "Rhapsody in Blue" trduz-se por "Rapsódia em Azul". Não!!!

Este "blue" aí é o blues, gênero musical dos negros americanos. Irmão do jazz.

"Rhapsody" é tão fantástica que muitos , que sequer conhecem este clássico moderno por este nome o conhecem pelo uso que dele fez Walt Disney quando reproduziu o desenho "Fantasy" no ano 2000 e usou esta composição de Gershwin.

Para os leigos saberem da importância de Gershwin imaginem que a cantora Ella Fitzgerald gravou muitas das canções de Gershwin em seu álbum de 1959. Incontáveis músicos e cantores gravaram músicas de autoria de Gershwin, incluindo João Gilberto,  Fred Astaire, Louis Armstrong, Al Jolson,  Bobby Darin,  Bing Crosby, Yehudi Menuhin, Janis Joplin,  Frank Sinatra, Billie Holiday, Sam Cooke, Miles Davis,  Madonna, Judy Garland, Julie Andrews, Barbra Streisand, Marni Nixon, Natalie Cole, Nina Simone, The Residents, Sublime (banda), e Sting.

Em 2005, o jornal The Guardian determinou "estimando os lucros acumulados na vida de um compositor" que Gershwin foi o compositor mais rico de todos os tempos.18 Gershwin foi nomeado para a calçada da fama de Long Island em 2006.

Se você tem em casa sugiro que ouça mais uma vez Gershwin neste fim de ano, e se não tem  baixe da Internet. Você vai amar ouvir obras como "Rhapsody in Blue" ou "Um Americano em Paris" música tema do filme do mesmo nome com Gene Kelly e Leslie Caron.

Alexandre Dumas, o Precursor das Telenovelas?

dumas Alexandre Dumas, o Precursor das Telenovelas?

Dumas

 

Nós que trabalhamos em telenovelas temos a plena consciência de que trabalhamos em folhetins.

O folhetim é um gênero literário que surgiu na França no início do século XIX (1800) e continuou em apogeu até o início do século XX (1900) .

Tratava-se de romances seriados  publicados diariamente, em capítulos, pelos jornais diários que faziam muito sucesso e aumentavam as tiragens dos jornais.

Seus folhetins diários  foram depois transformados em livros que até hoje deleitam leitores, e espectadores de cinema e teatro: "O Conde de Monte Cristo"; "Os Três Mosqueteiros", entre muitos outros.

Sempre fez sucesso o gênero.

Um de seus maiores criadores, um gênio da literatura francesa  e universal foi Alexandre Dumas. (*24/07/1802 - +05/12/1870)

Seus folhetins diários  foram depois transformados em livros que até hoje deleitam leitores, e espectadores de cinema e teatro: " O Conde de Monte Cristo"; "Os Tres Mosqueteiros" entre muitos outros.

Quem ainda não leu uma das obras de Dumas não sabe o que está perdendo. Faz parte da existência cultural humana conhecer este autor.

Filho de um aristocrata com uma escrava negra, mesmo com todo o seu sucesso, sofria com o racismo e mesmo por muito tempo após a sua morte não era reconhecido na França por seu valor como gênio literário.

Apenas em 30 de novembro de 2002, sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, numa cerimónia televisiva, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.

Em seu discurso, o presidente Chirac disse: "Contigo, nós fomos D'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos -- contigo, nós sonhamos." Numa entrevista após a cerimônia, Chirac reconheceu o racismo que existiu, dizendo que um erro agora foi reparado, com o sepultamento de Alexandre Dumas ao lado dos companheiros autores Victor Hugo e Voltaire.

Sessenta Anos de Cinemascope

robe Sessenta Anos de Cinemascope

Há sessenta anos o cinema estreava um novo tipo de tela para exibição: o Cinemascope. Uma tela muito mais longitudinal.

Dava aos espectadores maior visão do quadro cênico.

Foi uma revolução da imagem no cinema.

E estreava exatamente na data de hoje,  em 1953, a primeira apresentação comercial neste estilo com o filme "O Manto Sagrado" ("The Robe").

À época o orçamento do filme foi de 5 milhões de dólares.

No elenco Richard Burton e Victor Mature (sempre muito requisitados para este tipo de filmes ) e  Jean Simmons.

O filme trata da história do manto usado por Jesus. Após a crucificação o Tribuno  Marcellus (Richard Burton) , e outros soldados disputam em um jogo de dados próximo à cruz a posse do manto vermelho usado pelo mártir.

Marcellus vence mas o manto fica com Demetrius (Mature) , pois quando Marcellus tentou usar o manto algo o afligiu de forma indescritível.

Demétrio, que já tinha se tornado um cristão, lhe tirou o manto e disse que jamais o serviria novamente, pois ele tinha crucificado seu mestre.

Em seu retorno a Roma Marcellus fala frases sem sentido, como se algo muito forte o atormentasse. Já em Capri, onde estava o imperador e Diana (Jean Simmons), que Marcellus ama e é correspondido, alguns membros da corte e o próprio Tibério, vendo que ele se portava de modo estranho, ouvem por horas o que aconteceu com o tribuno em Jerusalém.

Tibério acha que Marcellus pode ter perdido a razão, mas quando este  atribui que a aflição que sente só aconteceu após se cobrir com o manto de Jesus, então o adivinho da corte conclui que a causa era o manto que precisa ser destruído.

Isto parece lógico tanto para Tibério como para Marcellus, então o tribuno irá retornar à Palestina para destruir o manto e descobrir os nomes dos cristãos, mas esta viagem irá afetar profundamente sua vida.

Assisti o filme quando tinha 7 anos, em 1954, e eu e todo o cinema enxugávamos lágrimas incontidas com o tema tratado.

 

Saiba Quem foi Henriette Morineau, a “Dame” do Teatro Brasileiro

mamemame Saiba Quem foi Henriette Morineau, a Dame do Teatro Brasileiro

Madame Morineau

 

Quando eu comecei a fazer teatro, há quase cinquenta anos atrás vi, convivi,  com muitos mitos e personalidades das artes nacionais.

A chamada cultura de massas ainda não estava tão poderosa no País, a televisão engatinhava nas telenovelas, o rádio ainda era um prestigioso veículo e o teatro a forma mais sofisticada de arte cênica.

Procópio Ferreira, Jaime Costa, Modesto de Souza, Raphael de Carvalho, Eva Todor, Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Tonia Carrero, Bibi Ferreira, Iracema de Alencar, Maria della Costa, Sergio Cardoso, Cacilda Becker, Fregolente, Jardel Filho, e tantos outros, mas entre eles a maravilhosa Madame Henriette Morineau. (Paris 1908 - Rio, 03 de dezembro de 1990)

Uma mulher gigantesca, por assim dizer e pela sua própria estatura, uma voz grave e forte, uma personalidade.

Nascida na França, ela se apaixonou por literatura no colégio em que estudava e interpretava os textos que tinha que ler nas aulas. Convenceu seu padrasto a permitir que estudasse com um professor de arte dramática em Paris. Saiu-se tão bem que foi indicada para um conservatório, e foi aprovada para o mesmo, em 1926, em primeiro lugar.

Atuou por três anos na Commédie Française e em uma de suas excursões, conheceu na Bélgica seu futuro marido, George Morineau. O marido foi aconselhado pelos médicos a se mudar para um país tropical e eles resolveram se mudar para o Brasil. Henriette chegou ao Rio de Janeiro em 1931.

Em 1946 ela fundou a Companhia dos Artistas Unidos, na qual por 14 anos dirigiu e interpretou peças adultas e infantis. Em pouco tempo virou uma lenda para o teatro e o cinema brasileiros e era chamada de a madame do teatro brasileiro. Foi condecorada duas vezes pelo governo brasileiro com o Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro do Sul e também recebeu as honras de se transformar em Carioca Honorária e em Cidadã Honorária do Rio de Janeiro.

Teve uma carreira de 60 anos e um de seus últimos espetáculos de teatro foi como a Maude de "Ensina-me a Viver", em 1982, que inclusive fez com que a estrela caísse no palco e tivesse que ser substituída por Maria Clara Machado.

Foi casada com o ator e diretor teatral Delorges Caminha.

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