Corrupção no Brasil? Coisa antiga. Muito antiga.

corrup Corrupção no Brasil? Coisa antiga. Muito antiga.

 

Corrupção no Brasil é coisa antiga, muito antiga. Mais antiga do que se pensa.

Eu diria que os portugueses quando aqui aportaram trouxeram uma muda de Corruptos que deu-se muito bem em nosso clima e  até hoje dá abundantes  frutos.

Já em 20 de agosto de  1597 - portanto há 417 anos -   o Rei de Portugal , D Filipe I  (Filipe III da Espanha) recebeu denúncia de que o Governador Geral do Brasil, Francisco de Souza, Marquês das Minas, usava do dinheiro público para o seu engenho particular.

Oh, escândalo do uso privado do dinheiro público  que viria a se repetir por séculos!!!

Logo o  Marquês das Minas!!! Mas não era pra aeroporto não, naquele tempo era pro engenho de açucar da família. (risos).

Como sói acontecer até os dias de hoje a denúncia houve, quanto à  punição...não encontrei registros se o referido corrupto luso-mineiro foi punido.

Ao contrário, os registros encontrados sobre o referido senhor na Wikipédia o denotam como um homem muito trabalhador e que morreu na pobreza.

Uma contradição entre os que escrevem a História.

E provavelmente a denúncia e inquérito ( se houveram)  terminaram  em pizza porque  naquela época  a Itália já existia com  pizzas de vários sabores.

Talvez  tenha sido a primeira pizza da História Brasileira.

De lá pra cá nos especializamos neste prato de massa.

Por mais que nos esforcemos sempre fica aquela sensação de que aqui, por esta bandas de El Rey, tudo acaba em pizza!

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Garcia Lorca e O Dia do Artista de Teatro no Brasil

lorca 2 Garcia Lorca e O Dia do Artista de Teatro no Brasil

A beleza de Lorca não estava apenas na sua literatura.

 

Hoje, 19 de agosto,  é o Dia do Artista de Teatro, no Brasil.

Pouca gente sabe disso, e os próprios artistas de teatro quase não o comemoram, ocupados que estão em colocar público em seus espetáculo, numa luta incansável por espaços, verbas e apoios, sobretudo do Estado para a realização dlos seus projetos e para a manutenção e ampliação do mercado de trabalho.

Mas menos gente ainda  sabe que a data foi escohida por ser hoje aniversário de morte de um dos maiores dramaturgos da História: Federico Garcia Lorca.

Lorca (1898 -1936) ,espanhol é autor, entre muitas  outras belíssimas obras de poesia, de peças maravilhosas como "A Casa de Bernarda Alba", "Bodas de Sangue" e "Yerma".

Mas a importãncia e a ligação dos artistas com Lorca vai além da dramaturgia e da literatura

Remonta o seu sacrifíco - então ele com 38 anos -   à Guerra Civil Espanhola que opôs os libertários republicanos contra os fascistas do "Generalíssimo"  Franco.

Durante a guerra Lorca foi retirado da casa de seu amigo Rosales, onde havia se refugiado,  levado a um ermo e ali fuzilado pelas costas  pelos golpistas espanhóis,  cuja máxima pode ser  descrita pelo grito  do General Millan Astray, um dos generais do Ditador Francisco Franco, dentro da Universidade de Salamanca:

- "Abaixo a inteligência! Viva a Morte!"

Até hoje o local onde esteja o corpo de Lorca não foi localizado.

Então,  os que me leem agora tomem conhecimento que o Dia dos Artistas de Teatro não foi tirada de uma algibeira legislativa ao acaso.

Tem seu fundamento na mais lídima tradição humanista e libertária dos que trabalham na arte da representação teatral.

Relembrando Lorca, através de um de seus mais conhecidos versos,  nesta data de hoje.

"Verde que te quiero verde.
 
Verde viento. Verdes ramas.

El barco sobre la mar

y el caballo en la montaña."

Não Há Mais Brecht Em Nossos Palcos

 

heLENE1 Não Há Mais Brecht Em Nossos Palcos

A grande atriz Helene Weigel em "Mãe Coragem" em 1948. Berlim.

 

Este post de hoje estava pronto para ser publicado na 5a feira passada, dia 14., data da morte de Bertold Brecht Mas, como bom ator brechtiano cedi o espaço daquele dia para relembrar a corajosa Zuzu Angel.

Entretanto não posso deixar passar de render meus préstimos ao gênio da dramaturgia Bertold Brecht, e faço-o hoje, dia 18.

Quando eu comecei em teatro a moda era Brecht. O realismo socialista.O teatro épico.

"Os Fuzis da Senhora Carrar", "A Mãe"; "Mãe Coragem"; "Tambores da Noite"; "O Casamento do Pequeno Burguês"; "Terror e Miséria do Terceiro Reich"; "Galileu Galilei" e muitas e muitas outras obras que nos excitava representá-las para uma platéia ávida por este tipo  de dramaturgia.

O mundo era épico.  Vivíamos então momentos épicos : a Guerra do Vietnam; a Guerra Fria; A Revolução Cubana; a crise dos mísseis em Cuba...a  própria luta que travávamos contra a Ditadura teve um caráter épico.

E Brecht então nos empolgava.

As novas gerações talvez conheçam melhor uma das suas maiores obras :"A Ópera dos Tres Vintens" adaptada com o título de  "A Ópera do Malandro", que inclusive está sendo agora mais uma vez montada , desta feita apenas com atores homens, sem atrizes no elenco.

Desta Ópera, em parceria com o grande mestre musical Kurt Weill surge a inesquecível canção de Mac Navalha. (Mack The Knife), que Louis Armstrong , Frank Sinatra e tantos outros imortalizaram.

A influência do teatro de Brecht vai decrescendo à medida que o épico deixa de ser no Mundo. Vivemos hoje um Mundo menor,sem grandes sonhos, sem grandes atos. Poderia dizer,  até mesmo um  Mundo apequenado por gestos  medíocres de líderes e ícones  internacionais que não são exemplo para ninguém.

Apequenado em guerras religiosas e nacionalistas. Apequenado entre a velha rivalidade das etnias.

Com a globalização do consumo o Humano sai do Epopéico e entra nos Costumes. Sai Brecht e suas operetas e entram os musicais da Broadway.

Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburg, 10 de fevereiro de 1898 — Berlim Leste, 14 de agosto de 1956). Assim podemos resumir os 58 anos de vida deste dramaturgo alemão que influenciou gerações.

Os Olhos Azuis de Carlos, o Drummond de Andrade

dimond2 Os Olhos Azuis de Carlos,  o Drummond de Andrade

 

Naquele dia fui à Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - SBAT, no centro da cidade, como fazia todas as segundas-feiras  para receber meus direitos autorais.

Mas aquela segunda-feira foi diferente.

Entrei na SBAT  e dei de cara com dois olhos azuis de uma Graça que chegavam a intimidar pela limpidez do Olhar.

Era Carlos Drummond de Andrade.

Ele cumprimentou-me discretamente e sentou-se a aguardar ser atendido.

Não era possível!!! Ali estava eu diante de um dos nossos maiores valores culturais. E nem havia marcado hora !!! (risos)

Aquele homem calvo,  magro, simples, era o itabirano  Drummond de Andrade sobraçando um patético guarda-chuva num dia de sol... (Mineiro , prevenido, sempre carrega um guarda-chuva).

Eu não consegui nem responder ao seu "bom dia".

Faltou-me a fala,  e as pernas não moviam-me.Não sabia eu se sentava, se sumia dali para não incomodá-lo, se o encarava, se conversava...

Fiquei extasiado, saboreando neste encontro casual a simplicidade que dele emanava.

Aliás contam-me que a simplicidade era uma das suas marcas.

Eu também conto: ele era funcionário público e toda tarde , findo o expediente, tomava seu ônibus pra casa em Copacabana.

Estava ele em pé no ponto  à espera do coletivo, ali na Rua México,  quando surge um veículo.

Uma senhora humilde, ao seu lado, pergunta-lhe:

- Este ônibus é que vai pro Leblon?

Ele sem óculos não conseguiu enxergar o itinerário e respondeu-lhe:

- Não sei...eu não consigo ler...

E ela , sem saber que estava diante do homem que tinha o dom das letras:

- Não se preocupe não, eu também não sei ler!

Hoje faz 27 anos que Drummond nos deixou com seus versos e crônicas e partiu , talvez para Pasárgada a encontrar com Bandeira, o Manoel Bandeira que certo dia quando eu era ainda menino...

...mas isso é outra história.

Cuidado Quando Cantar o “Parabéns Pra Você” Hoje

 

bolo1 Cuidado Quando Cantar  o Parabéns Pra Você Hoje

Aniversaria hoje? Parabéns a você!

 

Hoje é sábado, dia de festas e sobretudo de festas de aniversários.

Chega o momento que todos em volta do aniversariante cantam "Parabéns Pra Você".

É o clímax da festa.

Mas o que pouca gente sabe é que a musiquinha cantada tem dono.

Exagerando: corre-se o risco de ter fiscais do ECAD entrando na festa e cobrando os direitos do autor sob pena de interdição do convescote  natalício.

A música mais cantada em todo o mundo foi criada nos Estados Unidos em 1875 pelas irmãs Mildred e Patrícia Hill.

Elas compuseram uma pequena quadra chamada "Morning to all" (Bom dia para todos) para cantar com os alunos pela manhã, antes do início das aulas.

A letra original era composta de um verso apenas, em que havia a repetição por quatro vezes do "happy birthday to you", sendo acrescentando o nome do aniversariante na terceira repetição no lugar do "to you".

Em 1942, o cantor Almirante, que apresentava um programa na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, resolveu promover um concurso para escolher uma letra em português da canção.

A paulista Bertha Homem de Mello Prado ganhou o concurso e em consequência tornou-se co-proprietária dos direitos autorais que são divididos também entre a editora Warner Chappell – detentora da música original – e os herdeiros das autoras estadunidenses.

Bertha veio a falecer em 1999, e portanto, pela nossa Lei,  sómente em 2069 (70 anos após a morte do autor)  os direitos serão de domínio público.

A música continua sendo uma das mais executadas em todo o Brasil, segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

O "Parabéns a Você" recolhe dinheiro dos direitos autorais sempre que é executada publicamente ou usada em filmes, novelas e programas de rádio e TV, assim como quando é gravada.

Agora já sabem, não digam que não avisei: quando cantarem nos play grounds e salões de festas cuidado com  o ECAD. (risos).

Orestes Barbosa Segue Pisando nos Astros Distraído

 

orestes Orestes Barbosa Segue Pisando nos Astros Distraído

Orestes Barbosa

 

Sobre Orestes Barbosa escreveu o poeta Manuel Bandeira:

"Se se fizesse aqui um concurso, como fizeram na França, para apurar qual o verso mais bonito da nossa língua, talvez eu votasse naquele de Orestes em que ele diz: "Tu pisavas os astros distraída..."

Realmente um dos mais belos versos da língua portuguesa.

Chão de Estrelas...

Curiosamente a profissão de Orestes era o jornalismo. Mas foi a música  que o fez famoso através dos tempos. Mesmo tempo partido deste Mundo há 48 anos, em 15 de agosto de 1966.

Como jornalista era tão atrevido que passou várias vezes pela cadeia.

Por causa de seu primeiro artigo, "As Palhaçadas do Gabinete" (2 de junho de 1912), foi impedido de entrar no Ministério da Guerra durante a presidência Hermes da Fonseca.

O artigo foi escrito no Diário de Notícias, que tinha por orientador político o grande  Ruy Barbosa.

Em 1914 trabalhou em A Gazeta de Notícias sob a direção do cronista  João do Rio. Este e Lima Barreto foram suas mais nítidas influências.

Para O Século, de Brício Filho, entrevistou, naquele ano, Dilermando de Assis, o homem que matou Euclides da Cunha.

Em 1915, no mesmo vespertino, registrou sua conversa com João Cândido, herói da Revolta da Chibata, e traçou, ao cobrir a agitação das alunas da Escola Normal, o primeiro perfil biográfico de Cecília Meireles, aos 13 anos.

Projetou-se em definitivo em A Folha, periódico fundado, em 1919, em oposição ao governo Epitácio Pessoa.

Preso, em 1921, por duas vezes, devido a processos de injúria, fez-se cronista dos encarcerados.

Estreou em 1927, no teatro, ao escrever duas letras para "Ouro de Moscou", revista musical  sua e do jornalista Martins Reys, com música do maestro Francisco de Assis Pacheco: Coração de Carmim e Flor do Asfalto.

Em 1930, "Bangalô", com melodia de Osvaldo Santiago, interpretada por Alvinho, integrante do Bando de Tangarás, inaugurou sua carreira em disco.

Mas, somente após a Revolução de 24 de Outubro - com o empastelamento dos dois jornais em que colaborava, Crítica e A Notícia, e o fechamento do Conselho Municipal, seu emprego público -, atrás de ocupação e dinheiro, abraçou de vez a música popular.

Compôs belissimas melodias, como "Arranha Céu" e a "Mulher que ficou na taça".

Mas seu sucesso inesquecível foi mesmo "Chão de Estrelas", e seu melhor intérprete até hoje foi o magistral Silvio Caldas.

sylvio Orestes Barbosa Segue Pisando nos Astros Distraído

Zuzu Angel Ocupa o Paço Imperial no Rio

zuzu 001 Zuzu Angel Ocupa o Paço Imperial no Rio

Depois de ter acontecido em São Paulo com grande sucesso, agora chega ao Rio de janeiro, a exposição OCUPAÇÃO ZUZU.

A exposição resgata a memória de uma das mulheres ímpares da nossa História.

Para os que não sabem,  Zuzu era estilista, e esta Exposição que agora contece  leva à importante reflexão da cultura brasileira através deste segmento cultural.

Relembrando, repassando o passado para ver se a dor que o passado traz  passa : Zuzu Angel, mineira, conterrânea de Curvelo, foi mãe do jovem Stuart Angel brutalmente assassinado na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro , durante a Ditadura Civil Militar de 1964.

O  corpo de Stuart até hoje permanece desaparceido, e há quem  afirme que após assassinado teria sido jogado ao mar.

Zuzu entrou em incansável batalha para denunciar os fatos, memso sob severa vigilância e repressão da Ditadura.

Conseguiu chamar maté mesmo a atenção internacional para o crime praticado pelo Estado antidemocrático brasileiro.

Até que numa madrugada,  em 1976, ainda vigorando o Regime Militar, num "acidente" hoje reconhecido como mais um assassinato da Ditadura, capotou seu carro na saída do Túnel em São Conrado.

Hoje o túnel leva seu nome : Túnel Zuzu Angel.

Mas o fato que nos leva à moda é que após o assassinato e desaparecimento do filho, Zuzu promoveu desfiles  com  estampas nos vestidos que denunciavam o crime e o tempo de terro em que se vivia.

Uma mãe corajosa, uma mulher de talento, um exemplo de dignidade e luta para todo o povo brasileiro.

Agora, Zuzu volta para Ocupar um espaço no Rio de Janeiro, além do espaço que já ocupa em nossa memória e coração: o Paço Imperial.

Abertura da Exposição  hoje as 18h30m e visitação de 15 de agosto a 2 de novembro, de terça a domingo das 12 às 18h.

Vale a pena visitar e ocupar este espaço com  a  querida Zuzu, tendo por Curadora sua filha , a amiga querida, Hildegard Angel.

Entre Os Reis João e Roberto Navega a Censura

reis Entre Os Reis  João e Roberto Navega a Censura

A palavra escrita assusta e ameaça

 

"Penso, logo escrevo" parodiando Descartes.

Mas desde que se escreve creio existir a Censura.

No Brasil a Imprensa surge em 1808 com a chegada da Corte no Rio de Janeiro. Mas antes que circulasse o primeiro número de "A Gazeta do Rio de Janeiro" (órgão oficial do Reino) já havia sido formado o C0nselho de Censura composto de tres membros.

Sua função era censurar a própria publicação do Governo. Única no reino, por sinal, já que outra não havia. Mas à  medida que  outras foram surgindo cresceu também a Censura.

E era a Censura Prévia, ou seja: a palavra era censurada  antes sequer de ser tipografada.

Por vários períodos a Censura arvorou-se e criou raizes no Brasil. Ora maleável. ora rígida, conforme o Ditador de plantão, ou conforme a estabilidade política do Pais.

Hoje, desde a Constituição Cidadã de 1988 , não existe mais Censura no Brasil.

Em termos.

Escrever sempre foi um perigo. Porque escrever significa propalar idéias, emitir opiniões.

Mesmo se dividirmos a Imprensa em doutrinária ( de caráter político) ou informativa (que acaba sendo também direcionada para um tipo de notícia que leva à  política) escrever sempre ameaça alguém ou alguma coisa.

Sabemos que há lugares no mundo em que a  própria Bíblia é uma ameaça. Como foi ameaça o Torá lido na Idade  Média durante a Inquisição.

Hoje temos a WEB, os blogs e blogueiros, os tuiteiros, os zapzaps, os faces e tudo mais.

Todo mundo escreve e posta. E incomoda muito.

Pode não haver mais a Censura, mas agora há as questões judiciais. Sobretudo na área política e pública.

Processos e mais processos são movidos pelos que de alguma forma sentem-se ofendidos com o escrito (ou digitado).

Para dar um exemplo: Roberto Carlos é não só o Rei Roberto, é também o Rei da Censura Prévia Moderna  ao mover processos impedindo que se escreva sobre sua vida.

Os processos rolam na Justiça, mas já correm para o Congresso: discute-se o direito de escrever biografias não autorizadas.

Mas, apesar de tudo continuamos a escrever (ou digitar).

Em idos tempos já falei e escrevi tanto,  e já fui tão censurado também,  que fico me perguntando o que nasce primeiro: a palavra ou a censura?

“Deixa Falar” a Primeira Escola de Samba do Brasil

 

deixa Deixa Falar a Primeira Escola de Samba do Brasil

Em 1946, nascia em Porto Velho, a "Deixa Falar" primeira Escola de Rondonia. AScarioca "Deixa Falar" deu frutos por todo o Brasil.

 

Há 86 anos nascia a a primeira Escola de Samba do Brasil. Embora não tivesse este nome ainda, mas já podia ser considerada uma "Escola" pois seus integrantes entre eles Ismael Silva ( autor de Antonico), ensinavam samba aos seus integrantes.

Nasceu no Bairro do Estácio no Rio de Janeiro.

De saltos em saltos acabou tornando-se bem mais tarde na raiz da Escola de Samba Estácio de Sá, antiga Unidos de São Carlos.

Quando a "Deixa Falar" surgiu em 1928 desfilavam apenas os ranchos, as sociedades carnavalescas e os blocos.

Por algum tempo a "Deixa Falar" foi considerada pelas "autoridades" como um bloco.

A Escola durou pouco tempo, fazendo "embaixadas" (visitas a outros redutos de samba como Mangueira, Oswaldo Cruz e Madureira) e desfilando na Praça Onze nos carnavais de 1929, 1930 e 1931,

Em 1931 já preferira desfilar como Rancho, e em 1932, quando ocorreu o primeiro desfile oficial das Escolas de Samba do Rio (Mangueira entre elas) a "Deixa Falar" não participou indo desfilar entres os Ranchos.

Foram membros da "Deixa Falar" que introduziram no samba a cuíca e que inventaram o surdo.

No dia 29 de março de 1933 ocorre o fim da "Deixa Falar", que se funde ao bloco "União das Cores", formando o "União do Estácio de Sá".

Osvaldo da Papoula,um dos fundadores junto com Ismael Silva  após isso, foi para o "Recreio das Flores", da Saúde, e Ismael até o fim de sua vida jamais se associou a outra agremiação carnavalesca.

Em homenagem à "Deixa Fafar" choje existem por todo o Brasil Escolas de Samba com este nome.

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