Quem Disse Que Não Houve Nazifascistas no Brasil?

integralistas Quem Disse Que Não Houve Nazifascistas no Brasil?

Integralistas brasileiros fazendo a saudação nazista. Seriam os bisavós dos vândalos de hoje?

 

A gente assiste filmes de aventuras da Segunda Guerra Mundial e fica achando que os nazistas e seus colaboradores só existiam na Alemanha.

Fica achando que o mundo todo se uniu contra o Nazismo. Todos os países, todas as pessoas, em defesa da democracia e contra as bestialidades de Hitler.

Não foi bem assim.

Na Inglaterra o próprio rei Eduardo VIII era simpatizante  e favorável a uma aliança com Hitler. Os fascistas ingleses machavam fardados em passeatas sem máscaras pelas ruas de  Londres.

Eduardo VIII acabou tendo que abdicar em favor de seu irmão Alberto, que adotou o nome de Jorge VI.

Na França os colaboracionaistas criaram durante a ocupação um Governo submisso e servil comandado pelo Marechal Pétain.

Em todos os países da Europa, sobretudo  em Portugal e Espanha era grande a admiração pelo nazifascismo.

Sem contarmos a Itáia já fascista e aliada de Hitler.

A Argentina era claramente pró nazifascista.

No Brasil não foi diferente. O Ditador Getúlio Vargas namorava com a Alemanha nazista e a muito custo, sob pressão dos estudates  e das Forças Armadas,  entrou em guerra contra os alemães.

Havia aqui um líder fascista: Plínio Salgado, comandava a Ação  Integralista Brasileira . E não reunia pouca gente em torno de si, não.

Tentaram inclusive em 1937 dois golpes de Estado para implantração do fascismo no Brasil.

Eram os chamados galinhas verde porque suas camisas eram dessa cor.  Desfilavam de uniforme e seu  simbolo assemelhava-se ao do nazismo.

A saudação deles era Anauê, uma palavra indígena que significa "Eis-me aqui".

Seu líder, Plínio Salgado se elegeu e reelegeu deputado por muitas legislaturas.

Após os frustrados golpes e seu exílio em Portugal na data de hoje  em 1939, voltou para o Brasil e fundou o PRP, Partido Republicano Brasileiro pelo qual em 1954 candidatou-se a Presidente e obteve 8% dos votos ( o que seriam hoje 8 milhões de votos).

Plínio apoiou o Golpe Civil-Militar de 1964 que depôs Goulart e, com a introdução do sistema bipartidário, migra para a Aliança Renovadora Nacional (Arena) junto com boa parte dos militantes do PRP, obtendo mais dois mandatos de deputado federal.

Prestigiado entre os militares, chegou a escrever compêndios de Educação Moral e Cívica durante o regime.

Em 1974, decide se aposentar da vida pública.  E falece em 1985, aos 80 anos de idade.

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Plínio fardado, no ombro o símbolo integralista

Gravando “Plano Alto” Com Alto Astral

 

carla Gravando Plano Alto Com Alto Astral

Carla Díaz

 

Marcilio Moraes é um dos mais festejados teledramaturgos do Brasil.

Autor na Record de novelas e séries excelentes como “Essas Mulheres”, “Vidas Opostas” e “Ribeirão do Tempo”, além de “A Lei e o Crime” e “Fora de Controle

Escreveu agora "Plano Alto". Uma mini série que a Rede Record com muito esmero e direçao de Ivan Zettel -  tendo como protagonista masculino o colega Milhen Cortaz -  pretende levar ao ar ainda este ano.

Um elenco de três dezenas de atores: Gracindo Jr.;Jussara Freire;André Mattos; Flávia Monteiro; Paulo Gorgulho; Babi Xavier; Giuseppe Oristãnio; Dani Galli  e Ester Góes são alguns dos nomes que abrilhantam a série.

O tema é a política. Abordará a corrupção na política e com atualidade as recentes manifestações de junho do ano passado. Carla Díaz, protagonista feminina,  será a líder de um grupo Black Bloc. Ela será Lucrécia, uma estudante de jornalismo que foi abusada sexualmente por um político de sua cidade. O caso nunca foi à tona porque seus pais encobriram o abuso em troca de favores políticos.

A produção consta de  12 capítulos gravados no Rio de Janeiro e em Brasília.

Fui convidado a participar do elenco. Aceitei de imediato.

É daquelas obras  que a gente não tem nem pudor em pedir pra fazer. Uma delas já faz muitos anos.  Foi "Anos Rebeldes" onde tive a honra de contracenar ao lado de Francisco Milani e Norma Blum. Retratava os anos de chumbo da Ditadura Brasileira.

Agora "Plano Alto" flagra a corrupção política. Pra mim o artista tem função social. A nossa arte deve entreter e  ao mesmo tempo fazer pensar.

Outro dia disse a um pecuarista: "O seu trabalho é criar gado, o meu é transformar gado em gente."

Este é um ano difícil para a teledramaturgia: Copa do Mundo e logo depois processo eleitoral com os horários políticos. Ainda assim, a Record está numa fase muito produtiva : terminou há menos de um mês "Pecado Mortal";  tem  "Vitória" no ar; "Os Dez Mandamentos em pré Produção"; "Plano Alto" sendo produzido e já surgindo a sinopse da próxima novela.

E com muito despojamento  estarei gravando o corrupto Deputado Frederico Leão, de "Plano Alto".

“O Homem Que Amava os Cachorros”

homdem O Homem Que Amava os Cachorros

Capa do Livro

 

Enquanto aguardo o terceiro volume da trilogia "O Século" de Ken Follet, delicio-me com a leitura de "O Homem Que Amava os Cachorros" do cubano Leonardo Padura.

O livro, misto de ficção e realidade conta a vida de Ramón Mercader, assassino do revolucionário russo León trotsky, no México, em 1936, a mando de Josef Stalin.

Mercader recebeu a imcumbência de aproximar-se de Trotsky - dissidente da politica de Stalin e por isso mesmo exilado no México - para ganhar sua confiança e assassiná-lo.

A Stalin não bastava exilar ou prender, era necessário assassinar seus opositores.

Coisa que Mercader fez  ganhando a confiança de Trotsky, marcando uma visita à casa dele e  atacando-o pelas costas em seu escritório e fincando-lhe uma picareta na cabeça.

"Pousei o casaco impermeável na mesa de forma a poder tirar a picareta que estava no bolso. Decidi não perder a grande oportunidade que surgiu. No momento em que Trótski começou a ler o artigo, deu-me a minha oportunidade; tirei a picareta do casaco, segurei-a firme na mão e, de olhos fechados, dei-lhe um golpe terrível na cabeça."

Trotsky - criador do Exército Vermelho durante a Revolução Bolchevista -  morreu no dia seguinte, vítima de traumatismo craniano.

Mercader depois de cumprir pena mudou-se para Moscou e depois Cuba, onde viveu e relatou a Padura a sua história,

O escritor transformou isso num romance saboroso,  sobretudo  para quem gosta de política, aventura, ficção e história.

Leonardo Padura,  de 59 anos,  é escritor e jornalista cubano, considerado um dos melhores de seu país e detentor de diversos prêmios internacionais

Padura assumiu a cadeira de literatura latino-americana na Universidade de Havana. Destacou-se como jornalista investigativo e, depois, como ensaísta, roteirista e autor de novelas policiais.

O livro que pode ser encontrado em várias livrarias  pode também ser adquirido por menos da metade  do preço no formato e book. Foi o meu caso: paguei apenas R$ 23,00 para ter esta obra no meu tablet.

Recomendo a leitura.

Talk Web com Babi Xavier

 

babbi Talk Web com Babi Xavier

Babi como Juli di trevi em "Mutantes"

 

Galera, o papo na web de hoje é com a atriz Babi Xavier. Excelente colega e atriz. Vocês a conhecem de muitos trabalhos na tv , no cinema e teatro. Atualmente grava a série "Plano Alto" de Marcílio Moraes, pela Rede Record de TV>

Dia e mês de nascimento

06 de julho de 1974

Cidade que deixou saudades

NYC

Deus

Meu pai, minha força, meu refúgio.

Acredita em inveja?

Ah, existe, sim!

Prato preferido

Salada de maçã verde com aipo, molho de iogurte e nozes

Time

Brasil, em épocas de Copa do Mundo!rs

Livro

O livro do Amor, 2 volumes, de Regina Navarro Lins.

Filme

P.S. Eu te amo

Peça

100 Dicas Pra Arranjar Namorado!

Personagem que mais gostou de fazer :

Juli Di Trevi, em Mutantes, de Tiago Santiago. Uma vilã sem igual!

Música

Ready for Love, India Arie

Hobby

Séries de tv. AMO!

Desejo

Amar sem sofrer

Medo

Dos covardes, dos mal amados , dos que assumem no lugar de perguntar.

Velhice

Que seja serena e confortável, digna.

Brasil

As coisas são mais difíceis do que precisam ser.

Casada, solteira, ficando ou namorando?

Single and proud!

Há quanto tempo?

Há 9 meses.

Mensagem para os fãs:

Galera, olá! Em setembro, eu e Bemvindo estaremos na minissérie Plano Alto, na Record, e eu estou viajando pelo país com a peça 100 Dicas Pra Arranjar Namorado(uma comédia!). Um beijão a todos e deixo aqui o meu Instagram: @babixavier

 

João Ubaldo torna-se imortal na academia da vida

 

joao João Ubaldo torna se imortal na academia da vida

O sempre bem-humorado João, cabra retado!

Hoje partiu mais um do extenso rol de amigos e conhecidos.

Partiu João Ubaldo Ribeiro.

Conhecido de longa data, desde quando assinava a coluna Raio Laser no jornal Tribuna da Bahia, em salvador.

De lá até a Academia foi muito trabalho, muita perseverança, muita luta e muito bom viver.

Maravilhou a todos com suas obras ...Sargento Getúlio...Viva o Povo Brasileiro...Vence Cavalo e Outros Povos... além das crônicas que escrevia em jornais e revistas.

Não passava dia sem que um amigo ou colega dissesse:  "Você leu o João Ubaldo hoje? Está formidável!"

A morte o levou de nós. Sai da imortalidade da Academia para a imortal eternidade.

Nunca estamos preparados para este encontro final.

Mas ele vem. Para reis e acadêmicos. Para pobres e remediados. Para santos e pecadores.

A morte é direito da vida. Direito de cada um. A morte é que testemunha a vida.

Vamos todos sentir muita falta de João Ubaldo. Mesmo os que não o conheciam de perto tinham com ele uma intimidade que o tornava o "amigo da esquina", "o bom vizinho", "o papo legal".

Parte João Ubaldo, baiano retado, de forte sotaque, de fortes hábitos cultivados sempre que podia na bucólica Itaparica.

Agora sim, amigos , tornou-se Imortal de fato e  eterno direito.

Pra Não Esquecer A Violência Fascista Contra O Teatro

roda viva Pra Não Esquecer A Violência Fascista Contra O Teatro

Cena da peça

 

A data era 18 de julho. O ano 1968. Ditadura militar.

O teatro era o Ruth Escobar, em São Paulo,   e a peça "Roda Viva".

A autoria era de Chico Buarque em sua primeira incursão em dramaturgia,  com direção do Ze Celso Martinez Correia e tendo no elenco entre outros, Marília Pera e André Valli.

A peça que estreara no Rio  transformara-se num ícone de resistência à Ditadura.

Naquela noite o público e os atores foram espancados, e o cenário destruído por um grupo de cerca de cem pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC).

Segundo a revista "O Cruzeiro" , de 9 de novembro de 1968, participaram do ataque ao elenco do espetáculo Roda Viva: João Marcos Monteiro Flaquer (comandou o ataque ), Francisco José Aguirre Menin, Sílvio de Salvo Venosa, Cássio Scatena, Henri Penchas, Antônio Salvador Sucar, Flávio Bernardo Caviglia, Raul Careca, Souvenir Assumpção Sobrinho, Paulo Roberto Chaves de Lara, Newton Camargo Rosa e José Augusto Bauer.

Cito os nomes para que não sejam esquecidos na História do fascismo neste País.

Remontada em Porto Alegre lá também sofreu violência por parte do CCC.

Aí a peça foi retirada de cartaz.

O espetáculo conta a história de um ídolo da canção que decide mudar de nome para agradar ao público, em um contexto de uma indústria cultural e televisiva nascente no Brasil dos anos 60.

O personagem é a representação de uma figura manipulada - pela indústria fonográfica e/ou imprensa - que promove uma reflexão sobre a sociedade de consumo.

A peça é encenada em dois atos, contando a ascensão e queda de Benedito Silva, que passou a adotar o nome de Ben Silver.

O censor da peça disse que "Chico Buarque "criou uma peça que não respeita a formação moral do espectador, ferindo de modo contundente todos os princípios de ensinamento de moral e de religião herdados de nosso antepassados".

Ponto Final. Ou não.

Stand up Teen Causa no Rio e Acena Para São Paulo


Rica expressão facial e domínio do tempo de comédia

 

Fui assistir "Meu Querido", o stand up do Victor Meyniel, o adolescente  que inova o humor para esta faixa etária.

A platéia,  lotada,  era composta em 80% de meninas com idade entre 12 e 16 anos.

Um delírio.

Para confirmar o sucesso da sua linguagem entre os jovens levei comigo minha neta de 12 anos. Ela riu muito, gostou e disse: "Ele é diferente".

Exatamente ele tem um diferencial que é um humor para uma faixa de público que ainda vai chegar no mercado adulto.

Esperto, ágil, talentoso, com um bom tom de voz  para um comediante, com excelente expressão facial, e bom domínio de mímica e pantomima, este jovem de 16 anos é o sucesso do momento com os teens do Rio de Janeiro. Embora já existam muitos outros surgindo no youtube com seus vines, Victor é o primeiro a encarar um palco e uma platéia ao vivo.

Quase 500.000 seguidores no aplicativo  Vine. Mais de 1800 postagens em seis meses.

Ele traz consigo a veia despudorada dos cômicos e  abre caminho para uma infestação de jovens (risos) dessa faixa pra baixo meterem-se a fazer stand ups.

Anotem o que digo: ele é apenas o primeiro de uma  virose cômica  que vai se abater sobre os palcos teatrais. Quando isso chegar em São Paulo então...o mercado vai se abrir que nem aipim do bom.

No Rio já e sucesso garantido. Os adolescentes vão chegando em magotes, bandos, como eles costumam andar. Muitas vezes quase despejados dos carros dos pais e avós de um deles à porta do teatro.

Ao final do espetáculo todos querem selfies com o jovem astro.

Recomendo como  um bom programa para vovôs e papais levarem seus herdeiros teens. Os mais velhos também vão se distrair.

No Teatro Leblon, Rio.  Aos sábados e domingos.

Quarenta Anos Depois Vianinha Ainda Rasga o Coração

viana Quarenta Anos Depois Vianinha Ainda Rasga o Coração

Oduwaldo Viana Filho - Vianinha

Vianinha.

Assim ele era conhecido por todos nós da classe teatral.

Oduwaldo Vianna, filho. Porque o pai Oduwaldo Vianna também foi autor teatral.

Mas o que caracteriza Vianinha é o seu engajamento social através da Dramaturgia.

Autor num momento em que o País vivia a mais forte Censura à criação e a mais forte repressão ás Liberdades, Vianinha é um dos símbolos da luta contra as forças do obscurantismo.

Participante ativo do Teatro de Arena, fundador do Centro Popular de Cultura da UNE e do Grupo Opinião, Oduvaldo Vianna Filho personifica a trajetória de uma luta contra o imperialismo cultural.

Sua dramaturgia coloca em cena a realidade brasileira através do homem simples e trabalhador, sendo unanimemente considerada a mais profícua de sua geração, com textos como "Chapetuba Futebol Clube", "Papa Highirte" e "Rasga Coração."

À época identificado com o movimento operário que, em todo o país, faz surgir organizações sindicais na cidade e no campo, com reivindicações econômicas e políticas, Vianinha cria um elenco para percorrer sindicatos, escolas, favelas e organizações de bairro.

Para esse elenco escreve, em 1960, "A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar", que marca a estréia do Teatro Jovem.

Daí surge o CPC - Centro Popular de Cultura da UNE .

Parceiro e amigo de Oduvaldo Vianna Filho, o dramaturgo Paulo Pontes escreve sobre a importância do pensamento e da ação de Vianinha para a década de 60:

"... toda a vastíssima produção cultural saída desse período particularmente feliz da cultura brasileira, quando a melhor energia criadora do país se unia aos interesses sociais mais legítimos do povo, recebeu, de alguma forma, o sopro da inteligência criadora de Oduvaldo Vianna Filho. Eram dezenas de peças, peças curtas, filmes, espetáculos de rua, shows, debates e conferências nascidos da perspectiva de que o intelectual do país subdesenvolvido tem que refletir e criar sobre as condições reais da existência do povo. E, sem dúvida, Vianna foi o grande arquiteto dessa perspectiva, em sua geração, pensando e criando, discutindo e organizando, prevendo e estimulando".

Vianinha morreu jovem, aos 38 anos, na data de hoje em 1974 vitima de um câncer pulmonar.

Você Sabe Porque Um Ator é Chamado de Canastrão?

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Gracindo Jr e seus dois filhos,Pedro e Gabriel, na comédia "Canastrões" representada em 2013

 

 

Há séculos atrás os atores mambembes - aqueles que se apresentavam, de castelo em castelo, de vila em vila, em espetáculos de produção improvisada, arrastavam seus pertences numa grande mala.

Um grande caixote, por assim dizer, que tem o nome clássico de "canastra". Um baú.

Antiquários e muitas famílias tradicionais  do interior do Brasil  ainda possuem em suas casa  tal tipo de móvel.

Pois estes atores carregavam suas máscaras, onstrumentos musicais, maquiagem, figurinos etc. etc. dentro destas castras,

Algumas delas tão grandes que podiam ser chamadas de canastrões.

Como tais atores não compunham o universo dos grandes e afamados atores, sendo um time de terceira e quarta categioria na profissão,  era natural que não tivessem o mesmo talento que a turma das "estrelas".

Eram ruins diante dos dons dos atores  brilhantes.

Por isso mambembavam de cidade em cidade com seus "canastrões".

Daí vem o adjetivo "Canastrão" para   o ator que não tem talento suficiente para bem interpretar uma personagem.

Claro que boa parte dos canastrões de hoje da TV ou do Cinema, e mesmo do teatro, não precisam mais sair arrastando seus baús por aí.

Há lugar para eles no mercado, desde que sejam "bonitinhos" ou que tenham bom QI (quem indica).

Steven Segal, Jean Claude Van Damme, Chuk Norris, Silvester Stallone, Charlos Bronson, Arnold  Shwazenneger... são dos mais modernos. Clark Gable e Errol Flynn são exemplo dos antigos. Famosos , atra´riasm e atraem multidões aos cinemas.

Mas mesmo assim não conseguem fugir de carregar às costas uma imaginária mas  imensa , pesada e velha canastra.

Um canastrão!

Esse é o sentido do termo.

Você Respeita os Direitos Autorais Ou É Um Pirata?

sbat Você Respeita os Direitos Autorais Ou É Um Pirata?

 

Até 13 de julho de 1866 ninguém recebia nada pela reprodução das suas criações lítero-musicais  ou dramáticas.

Foi quando a França, pioneira, criou a primeira Lei de Direitom e a Sociedade Francesa de Direitos Autorais, a mais antiga do mundo.

O Brasil veio a criar a sua em 1917 tendo à frente a compositora Chiquinha Gonzaga, maestrina, uma mulher de vanguarda para sua epoca: a SBAT, Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Até hoje atuante: http://www.casadoautorbrasileiro.com.br/sbat

A maioria dos países possuem Leis e normas para o uso de obras artísticas por terceiros. Mas nem todos possuem uma Sociedade para defender isso.

Por exemplo: nos EEUU , terra da livre iniciativa, os Direitos Autorais são defendidos por agentes particulares.

Cada autor escolhe um escritório de advocacia que representa seus direitos.

Por ser das mais antigas  a SBAT participou da fundação da Sociedade Internacional de Direitos, a CISAC, com sede em Genebra.

Com o fim da Ditadura de 64 e a promulgação da Constituição Cidadã de 1988, (somados a alguns outros fatores) a SBAT perdeu muito da sua força. Os Direitos Autorais sairam da esfera da Polícia Federal - que atuava contra os usos ilegais dos direitos , para a esfera da Justiça Civil.

Antes bastava denunciar à Polícia Federal o uso não autorizado da sua obra e a Polícia interditava  a infração.

Agora o caso vai para a Justiça Cível com todos os anos de processo que se arrastam nesta área para na maior parte das vezes dar em nada.

É uma área muito sensível. Há alguns anos, quando fui Presidente da SBAT tive que enfretar a Sociedade Francesa que queria cobrar direitos pelo uso da imagem do Cristo Redentor, no Rio, alegando que parte da obra havia sido elaborada por um arquiteto francês.

A ex-nora (viúva) de um dos netos do tal escultor  movia esta ação. Imaginem ter que pagar direitos sobre cada foto, imagem, escultura etc..etc. do Corcovado?

A Prefeitura acabou tombando o Cristo e com isso põs fim à  pretensão francesa.

Hoje, com o advento da WEB fica cada vez mais difícil controlar os direitos autorais.

Novas leis e posturas sobre os Direitos do Autor no Século XXI tem que ser discutidas e elaboradas.

Aliás esta foi uma das querelas entre os ex-ministros da Cultura Gilberto Gil e Ana de Hollanda que retirou do site do Ministério da Cultura, o selo da Creative Commons.

Mas esse é um assunto longo e para muitas discussões e a gente precisa usar de síntese na WEB. Fica pra outro post.

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