O Brasil Já Foi Muito Mais Doido

 

princesa O Brasil Já Foi Muito Mais Doido

Princesa, em 1930

 

Pra você que acha que estamos vivendo tempos  terríveis no Brasil como anuncia certa imprensa golpista; que acha que estamos à beira do apocalipse pregado pela Vênus Platinada todos o dias...saiba que já vivemos loucuras e desatinos reais e nem por isso o Brasil foi pro brejo.

Na data de hoje, em 1930  foi proclamada a independência do Território Livre de Princesa.

Fruto de uma revolta do latifundiário Coronel José Teixeira contra o governo da Paraíba,separou-se do estado e resolveu obedecer diretamente ao Governo Federal.

O Território  tinha mais de dois mil quilômetros quadrados, em torno de 20.000 habitantes e tinha por Capital a cidade de Princesa. Tinha bandeira, hino e brasão.

Coisa de realismo fantástico que só acontece na América Latina.

Uma Macondo entre a Paraíba e Pernambuco.

A independência durou menos de um ano, quando José Teixeira  após o assassinato de João Pessoa percebeu que a luta não tinha mais razão de ser, e rendeu-se às tropas do Governo.

A loucura foi tamanha que até Lampião foi chamado para combater os revoltosos.

Portanto não me surpreenderei se alguns malucos resolverem na Copa proclamarem o Território Livre do Itaquerão. (Risos)

Como É que Estamos de Público?

image2 Como É que Estamos de Público?

Campeões de público também se perguntavam

Esta é a pergunta que todos os atores fazem antes de começar o espetáculo: "Como é que estamos de público?".

Talvez  seja a mais antiga questão que preocupa todos os atores desde a Antiguidade.

Divago e vejo todos os grandes mestres da arte de representar em seus camarins maquiando-se e indagando ao camareiro ou ao produtor:"Como é que estamos de público?"

Não se trata apenas  de uma preocupação com o numerário, mas sim para que quantidade e tipo de público iremos representar naquela noite.

É uma curiosa angústia e expectativa que vai apossando-se do artista à medida que aproxima-se a hora da representação.

Tudo  afeta a afluência do público: a chuva, o sol, o calor, o frio, o trânsito, a greve, o jogo, o vento, o tiroteio,o fim do mês , o início do mês...

Tenho um grande colega, grande ator e diretor, um dos maiores e mais cultos do Brasil que aqui protejo o nome, mas que nunca fez sucesso. Chega a dizer brincando:"Quer aprender fracasso venha trabalhar comigo". Uma noite fez ele a tal pergunta  ao produtor, que lhe respondeu:

-  Estamos fracos de público.

-  E o  tempo?

-  Chove.

- Ótimo já temos uma justificativa!

Hoje tenho apresentação à noite aqui em Friburgo de onde escrevo estas linhas. Hoje à noitinha portanto estarei fazendo ao produtor a secular pergunta:

-  Como estamos de público?

A Gentil Discordância Entre Thiago Lacerda e Paulo Betti

justa A Gentil Discordância Entre Thiago Lacerda e Paulo Betti

Dois grandes atores, dois grandes colegas. Admiro  os dois, pelo caráter, pelo talento e pela cordialidade.

Mas de repente, não mais que de repente, surge um conflito ideológico  entre os dois tendo por base as eleições que se aproximam.

Colocados em lados opostos os dois colegas  são símbolo do que hoje se passa em toda a Nação: o exercício da democracia. A discussão dos nossos problemas.

Desta vez não há unanimidade política  dentro da categoria artística (aliás nunca houve), mas , digamos: não há uma hegemonia.

Mas isso é bom. É preferível termos colegas discutindo pontos de vista sobre a Sociedade e sobre o País do que termos artistas amorfos desligados da sua principal função social: representar, espelhar e refletir a Sociedade em que vivemos.

Eu tenho o meu lado. Não fico em cima do muro, até porque o muro já tem dono, como aprendi com um sábio pensador.

E gostei da resposta educada e sensata de Betti a Lacerda. E penso que é desta forma que nós, colegas de profissão devemos encarar este momento nacional: com elegância e cordialidade.

Mesmo em lados opostos.

E complementando  Betti: sejam bem vindos os colegas que nunca antes tomaram pública posição política.

Afinal, as eleições passam, os governantes passam, e a nossa arte permanecerá, como acontece  há milhares de anos.

No mais , que o povo - do qual somos parte - escolha os vencedores em outubro e que vença sobretudo o Estado de Direito e a Cidadania pelo qual , nós artistas, tanto lutamos.

 

Não Vai Ter Peça

Gracias 1 Não Vai Ter Peça

Eu em "Gracias a La Vida" , 1976, na luta contra a intolerância.

Leio que em Los Angeles um espetáculo foi suspenso porque da platéia um sujeito gritava palavrões e lemas homofóbicos.

A peça, uma obra prima da dramaturgia mundial: "Gata em teto de Zinco Quente", de Tenesse Williams.

Lá pelas tantas um dos atores esquentou-se desceu à platéia e empurrou o desordeiro. Outro colega, maior ainda, pegou o sujeito pela gola e o colocou pra fora do teatro.

A temporada foi suspensa porque o produtor, num gesto de extremo zelo mercantil suspendeu os dois atores.

Ao ler a noticia  lembrei-me do empastelamento do espetáculo "Roda Viva" em SP durante a Ditadura com espancamento dos atores e do público.

Mas lembrei-me mais ainda: O ano era 1976. Ditadura de Geisel. O Teatro era o Vila Velha, em Salvador, Bahia. A peça era "Gracias a La Vida" de Isaac Chocrón. Eu protagonizava.

Teatro cheio. Peça política, contra a repressão.

Lá pelas tantas um espectador gritava da platéia. Passava mais um tempo e o sujeito tornava a berrar. Qualquer palavra imcompreensível. Ele queria era gritar.

Desci à plateia, luzes acesas, identifiquei o cidadão e tratei-o com meu bom humor de sempre e amenizei o fato. Sabia que estava pisando em ovos, mas com muito zelo fiz o meu número, disse à platéia que ele era parte do esptáculo, que pagávamos à ele pra toda noite fazer aquilo, etc. etc. E consegui levar até o fim do 1º ato.

Intervalo. Chamamos a Polícia Militar para retirar o sujeito do teatro. E qual a surpresa: ele puxou uma carteira de Major da PM baiana e o tenentinho teve que se submeter à ele enquanto aguardava outro major ou coronel pra resolver o impasse hierárquico.

Aí percebemos: o teatro estava com pelo menos mais 20 homens policiais à paisana com cassetetes prontos a empastelar o espetáculo. Prontos a espancar os atores e o público.

Meu bom humor, meu jogo de cintura ao descer à platéia livrou- nos de algo muito pior.

Chegado o superior militar o sujeito retirou-se do teatro. Fomos ao palco e então  denunciamos a presença dos provocadores na platéia. Tudo de luzes acesas.

à luz geral sumiram todos os trevosos. E aí continuamos com a apresentação.

Hoje, 38 anos depois vejo a estupidez acontecendo, não no Brasil da Ditadura, mas na terra da Democracia - se é que assim pode ser chamada.

A intolerância continua. Tem outros atores, mas o drama  continua.

Socorro! Entupiu a MInha Rede Social

 

Embora um grande pensador (Fritjof Capra)  defina que Rede Social é qualquer grupo de pessoas reunidas, da reunião de condomínio ao   barzinho de sexta feira, eu aqui estou falando da ferramenta Facebook na rede Social da WEB.

Mais propriamente da minha ferramenta . Ops!!!

Escrevo estas linhas não por cabotinismos ou vaidade egoica, mas pra ver se ajudo os amigos que me pedem para ser adicionados .

Tenho atualmente 3 (tres) perfis no face. E uma fanpage. O Nome é Bemvindo Sequeira.

Estou postando as fotos que uso em cada um para facilitar a que quer ser adicionado localizar o perfil por onde entrar.

O Perfil 1 está lotado e tem 1.167 pessoas esperando ser adicionadas.

perfil1 Socorro! Entupiu a MInha  Rede Social

Foto do Perfil 1 - Lotado

O perfil 2 (dois) também tá lotado e tem 1.009 pessoas esperando adição.

perfil2 Socorro! Entupiu a MInha  Rede Social

Foto do Perfil 2 - Lotado

 

Já o perfil 3 tem lugar sobrando.É nesse que devem pedir para ser adicionados.

perdfil3 Socorro! Entupiu a MInha  Rede Social

Foto do Perfil 3 - Há vagas (risos)

Então, por favor amigos, gostaria muito de receber todos vocês. Peçam pra adicionar pelo perfil 3.

Ah,  e a foto da fan page:

fanpage1 Socorro! Entupiu a MInha  Rede Social

Fanpage

 

Estou explicando isso senão fica todo mundo zangado comigo achando que é má vontade , e ao mesmo tempo não dá pra mandar mais de duas mil mensagens explicando a um por um como fazer. Por isso a razão deste post de hoje.

Muito grato. Um abração.

 

 

Diga Não À Violência Contra as Crianças

infancia Diga Não À Violência Contra as Crianças

 

Imagine as crianças não como exatamente crianças, como seres infantis, mas como filhotes dos humanos. Filhotes.

Você seria capaz de fazer mal a um filhote  de cão, de gato, de coelho?

Pois é...crianças são os nosso filhotes. Temos todos obrigação de cuidar delas como tal, sendo os nossos ou dos outros.

Temos o dever de proteger e cuidar dos filhotes da nossa raça: a raça humana.

Hoje é o Dia Internacional de Proteção às Crianças Vítimas de Agressão.

E não pensem vocês que me leem que são pequenas agressões como palmadas ou beliscões.  São terríveis agressões, em todo o Mundo.

Queimaduras de primeiro grau; vazamento de olhos; ablação de órgãos sexuais; fraturas expostas; amputações...muita maldade mesmo.

A gente que se revolta diante das maldades que bestas humanas são capazes de fazer com pequeninos  animais temos que estar atentos e denunciar as agressões às crianças à nossa volta.

Como disse : são os nossos filhotes. Ainda estão aprendendo a viver, a andar, a respirar, a pedir, e a fazer.

Há poucas semanas o País assistiu horrorizado à morte do menino Bernardo. Anos atrás o caso da menina Isabela Nardoni...isso para citar apenas dois casos.

A UNICEF diz que crianças na África subsaariana , especialmente entre 8 e 14 anos, vêm sendo queimadas, espancadas ou até mortas como punição.

Os grupos mais vulneráveis são crianças de rua, albinos e portadores de deficiência, segundo um novo relatório.

A agência diz que o aumento no número de casos estaria ligado a maior urbanização e recentes guerras no continente.

Outro fator seria o custo crescente para criar crianças, segundo a Unicef

Crianças têm gasolina colocada sobre seus olhos e ouvidos como forma de exorcisar "espíritos malignos" que curandeiros alegam os estar possuindo.

O problema estaria sendo aumentado também pelo aumento no número de pessoas que cobram para praticar exorcismos. Há relatos de um homem preso na Nigéria após cobrar mais de US$ 250 por cada procedimento.

Protejamos as crianças como a nós mesmos: "Qualquer um que receber uma criança como esta em Meu nome estará recebendo a Mim." Marcos. 3.37

Vitória Nasceu Vitoriosa

vitoria11 Vitória Nasceu Vitoriosa

Bruno Ferrari e Thais Melchior

 

 

A égua Vitória é bela, forte, portentosa, ágil, elegante, emocionante ... uma campeã.

Assim foi que vimos ontem a novela que leva seu nome.

Vitória teve uma excelente estreia. Um elenco muito bom, direção firme de Edgar Miranda , boa autoria de Cristianne Fridman com criativa  profundidade dramática...muita trama pintando no pedaço... enfim, vitoriosos e talentosos todos.

A cena de Bruno Ferrari com Antonio Grassi, onde a personagem de Bruno grita "Eu sou seu filho de quatro patas!" foi das cenas mais dramáticas que vi  nos últimos tempos na tv brasileira.

Também foi show de técnica e talento por parte da equipe, da Direção  e dos atores  a cena de amor entre Bruno e Thais em Curaçao.

A novela veio muito bem, enreda  a cada cena. Cada cena encadeia outra, numa sequencia que nos prende e onde a gente vai exigindo mais e mais.

Fotografia, cenografia, figurinos, arte...tudo muito bem colocado.

A trama dos nenonazistas vai levantar questões de discussões atualíssimas. Com certeza não teremos o trivial do folhetim, sequer a água com açucar para um tema tão político e social.

Ficamos, minha mulher e eu, assistindo grudados na tv  do início ao fim e muito felizes.

Esperamos hoje com ansiedade pelo segundo capítulo.

Daqui de casa mandamos um abraço apertado a todos os colegas, a toda a equipe.

E você que me lê, e que não viu ontem o primeiro capítulo, não perca tempo: busque hoje mesmo  pela Vitória.

Com Certeza o Marquês de Sade Gritaria: Não Vai Ter Copa

 

black Com Certeza  o Marquês de Sade Gritaria: Não Vai Ter Copa

O prazer, pela perversão

 

Hoje completam- se 174 anos da morte do Marquês de Sade.

Li as suas obras  e duvido muito que algo mais se aproxime do Mal que há nos homens que as letras que saíram da sua pena.

Pouco se me dá se dizem haver nelas uma riqueza literária. O Mal também é sedutor, e como é.

Coisas horrendas que envergonham o Ser humano saíram da sua malévola cabeça criativa.

Do seu nome vem o termo médico "sadismo" que define a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros.

Pra não dizer que não falei de teatro relembro que na  modernidade o autor teatral Jean Genet, ladrão e presidiário,  tentou aproximar-se do Mestre.

Mas Genet à parte, ao assinalar os 174 anos da morte de Sade registro o sadismo existente na palavra de ordem "Não Vai ter Copa".

Quando a maioria absoluta do povo brasileiro quer ver a Copa, torcer pelo  Brasil,   divertir-se e ser feliz nestas poucas semanas esportivas, aparecem os descendentes sádicos obtendo  pérfido prazer ao gritar : "Vamos quebrar tudo. Não vai ter Copa".

O prazer destes inadequados "revolucionários" reside sobretudo na ameaça que fazem à Sociedade, e mais gozosos ficam  ao perceber que provocam o desgosto, o sofrimento e a angústia na população.

Sofrimento e angústia que vai desde o trabalhador que não sabe se encontrará as vias livres  ao retornar para casa após um penoso dia de trabalho, até a angústia do hospitaleiro brasileiro que treme de pavor diante do que pode ocorrer com os estrangeiros que aqui vão aportar para prestigiar o nosso evento de caráter mundial.

Sadismo sim, sem exagero algum. Pode ser sutil a detecção da prática sádica, mas ela está aí na frase dita com  tonalidades ameaçadoras e torturantes: "Não vai Ter Copa".

Sade está mais vivo que  nunca, e agora tenta ser brasileiro. Vade retro!

A única coisa que pode tirar o prazer dos sádicos é não sermos masoquistas.

Mas com o masoquista contumaz que já nos levou a perder uma Copa por escandaloso sofrimento -  ainda não explicado -  explanando para o  Mundo que tem vergonha da Copa no Brasil,  aí então os sádicos atingem o orgasmo que só o Mal lhes proporciona.

Vai ter Copa sim. Vai ter prazer sem crueldade e sem dor. Não somos um povo doente manipulado por pervertidos fetichistas mascarados.

Quem Inventou Que a Imprensa Há De Ser Imparcial?

 

Jan lievens Quem Inventou Que a Imprensa Há De Ser Imparcial?

Neste quadro do holandês Jan Lievens ( 1607-1674) Pilatos num gesto de "imparcialidade" lava as mãos.

Cobra-se,  e muito,  a imparcialidade da Imprensa.

Gostaria eu de saber quem inventou o termo "imparcial"  para  o ofício da  comunicação?

Até quando naramos a um amigo um simples acidente damos a nossa versão, a visão da nossa parte.

Imparcialidade. Um sofisma nascido talvez de alguma simulada mente que levou a mão a escreve-lo, tornando-o ilusório axioma.

Na data de hoje nascia o primeiro jornal brasileiro : "Correio Braziliense", lançado em Londres pelo jornalista Hipólito da Costa que lá estava, exilado.

Exilado porque Hipólito defendia ideias liberais como a de uma monarquia constitucional e o fim da escravidão, dando ampla cobertura à Revolução Pernambucana de 1817 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que conduziriam à Independência do Brasil.

Em um Brasil de 1808,   ainda Reino Unido,  não poderia pois tal fruto da prensa deixar de ser  parcial na defesa da nossa independência e dos interesses econômicos e ideológicos aí em jogo.

Em contrapartida à influência do jornal a Coroa Portuguesa lançou em Londres um jornal  "O Investigador Portuguêz em Londres". Ora pois, assim  o tal  "investigador portuguêz" já nascia parcializado a contrapor  os valores do Reino.

O "Correio" continuou circulando de forma ininterrupta até a nossa Independência , em 1822, quando então deixou de existir, pois sua luta houvera conseguido seu objetivo.

Todos os jornais e periódicos lançados na Europa, do "Times" (em 1785)  ao "Journal officiel de la République Française" , órgão governamental da Comuna de Paris (em 1871) ,  tinham seu lado, sua parte (parcial vem daí), seus ideais ( vem de "idéia")  a defender, para isso eram criados. Não podiam, por origem do nascedouro,  ser imparciais.

Na mesma data de hoje em 19o2 era lançado em São Paulo o jornal anarquista "O Amigo do Povo". Ora, apregoando ser ele "amigo do povo" não haveria de ser um parcial porta-voz das elites.

Em 1911, também nesta mesma data de 01 de junho, era lançado emm Santos "O Proletário" que pelo próprio nome de sua origem  servia a uma classe, uma  causa e a singulares opiniões, portanto não imparciais.

Nos dias de hoje até mesmo um "inocente" blog diário  de uma colegial traz em si a sua parcialidade, pois será sempre a visão da sua autora sobre o mundo, sobre os fatos, sobre os gostos e os costumes.

Então não é de causar espanto a "parcialidade" de cada órgão de imprensa. Cada um foi criado exatamente para exprimir o interesse,  pensamento e a visão de mundo de uma categoria, facção, ou segmento ideológico e econômico.

Deixemos pois de ingenuidade, ganhemos tempo, e vamos à frente com as nossas parcialidades, contrapondo-as a outras com as quais discordemos.

A mesma lógica que levou  a Coroa Portuguesa a lançar o tal pasquim,  com um  título que na minha óptica parcializada pelo meu humor lembra-me mais uma piada que algo sério: "O Investigador Portuguez".

“Alô?! Toma Nota do Meu Nome, Endereço e de que Partido Sou, Porque Vou te Matar”.

gato Alô?! Toma Nota do Meu Nome, Endereço e de que Partido Sou, Porque Vou te Matar.

Gato por Lebre. Informação honesta ajuda cidadania.

 

 

Um Presidente da Suprema Corte, de boa,  atendendo pessoalmente o telefone,  e ouvindo do outro lado:

-"Olha, eu sou fulano,  do PT ,  e vou te matar!"

Aí, a Autoridade Suprema tomado de pavor  decide: - "Estou deixando o cargo por causa dessa ameaça."

Só um néscio, um imbecil como o meu vizinho Ronaldo, pode acreditar numa história dessas. Um hipotético telefonema tão anônimo quanto a cara do Neymar.

É isso que "o maior jornal do País"  está há dois dias tentando nos fazer acreditar. Tentando nos vender gato por lebre.

Eu, que sou eu ,  um humilde artista não atendo pessoalmente o  telefone, quanto mais o midiático  Chefe de um dos Tres Poderes da República.

O engodo já começa por aí.

Depois, como Chefe de um dos Poderes ele tem a mesma proteção da Segurança e Inteligência Militar que a Presidente Dilma  e o Presidente do Congresso.

Isso não é um arrufo  doméstico  como se fosse ameaças emocionais  entre esposa e amante: - "Olha se não deixar meu marido eu vou te matar."

Mas o "maior" jornal há dois dias insiste em afirmar que  Barbosa deixou o cargo por causa de ameaças contra a sua vida.

Se fosse por isso o Obama nem tomaria posse. Fidel já estaria longe de Cuba há 50 anos...Dilma provavelmente já  deve ter recebido muitas ameaças, que nem chegam à ela: são barradas e apuradas pela Segurança antes de tudo.

Todo poderoso está sujeito a esses contratempos e nem por isso sai correndo borrando as calças e abandonando seus compromissos. Essa é a imagem heróica e vitimizada que o "grande" jornal quer nos passsar.

O fato mais "perigoso" de que tenho notícia na singular gestão de Barbosa foi o jovem Rodrigo Pilha que postou-se à porta do restaurante onde o Ministro estava e  o vaiou na saída.

Acredito que uma vaia pode ferir a vaidade  egóica do Ministro, mas matá-lo...? É um pouquinho exagerado. Se vaia matasse alguém não sobrava um jogador de futebol em campo; os juízes de futebol então...morreriam todos, não sem antes tererm suas mães envergonhadas, sentimento esse - vergonha - que o imbecil do meu vizinho Ronaldo sente  sempre.

Barbosa -  que poderia ter anunciado a sua saída em fins de junho, mas o fez agora para pegar os holofotes antes da Copa -  deixa o cargo porque desgastou-se profundamente com amplos setores do País. Esse é o fato.

A gota dágua teria sido o protesto da OAB e a Carta da CNBB. Durante sua batmaníaca passagem pelo Supremo  indispôs-se com seus pares de forma muits vezes agressiva e desrespeitosa, com a OAB, com juizes e magistrados do Brasil , até com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e com a  Associaçãodos Juízes Federais do Brasil,  com a CNBB, com Partidos Políticos, com autoridades civis, com grande parcela dos cidadãos,  enfim, chegou o momento em que faltou-lhe o chão.

Faltou-lhe o recosto da cadeira onde apoiar-se para amenizar as mazelas estruturais.

Proximamente seria derrotado em público pelo Plenário do Supremo  no julgamento da questão do direito ao trabalho dos condenados à prisão aberta. Porque seu ato vingativo contra José Direceu e Delúbio acabaria prejudicando quase cem mil presos no Brasil.

Isso provocaria um aumento das despesas do Sistema Penitenciário, superlotação dos presídios,  uma crise jurídica, e uma gigantesca maldade contra apenados que procuram com o trabalho reintegrar-se à Sociedade, como garante o senso humano.

E Barbosa ainda corria - e corre -  o risco de ser denunciado pelos réus do Mensalão  a Cortes Jurídicas  Internacionais.

Por essas coisas  é que o o austero Juiz pediu o chapéu,  e não por ameaças -  que como dizia eu  -  só um imbecil como meu vizinho Ronaldo poderia acreditar ao ler "o maior jornal do País",  como sendo  realmente factíveis.

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