Mais Uma Vez o Humor Como Arma de Um Povo

 

millor Mais Uma Vez o Humor Como  Arma  de Um Povo

A atualidade do humor de Millor Fernandes  (1923-2012)

 

Semana passada aqui no blog postei sobre um comediante alemão que durante o nazismo afrontou as autoridades fascistas.

Hoje, relendo o post de terça feira dia 16 pp. relembrei de dois humoristas brasileiros que com seu humor destruíram a rigidez da Ditadura Civil Militar instalada no Brasil em 1964.O ano era 1972. O Governo do Ditador Emílio Médicigastara uma fortuna numa campanha que tinha por mote: “Brasil, Ame-o, ou Deixe-o”.
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Baseado neste mote a dupla de cantores gaúchos - Dom e Ravel - faturaram muito a serviço do Governo militar e da campanha, com uma medíocre composição intitulada “Eu te amo meu 

Brasil”.

Parecia impossível que qualquer ato detivesse aquela campanha fascista cujo único objetivo não era o patriotismo, mas sim encobrir a resistência à Ditadura e os atos terríveis desumanos praticados por ela, somados aos crimes de lesa pátria que o Sistema imposto levava a cabo desde sua posse.

Foi aí que Ziraldo, com uma única frase desmoralizou a campanha:

- “Brasil, ame-o, ou deixe-o. O último a sair apaga a luz do aeroporto”.

O outro fato pertence a Millor Fernandes, quando a Ditadura tentando dar-se ares de intelectual, buscando uma ideologia própria, a semelhança do fascismo italiano criou o “Conselho Superior de Censura”.

Disse Millor à época, destruindo a moral deste Conselho repressor:

- Se é de Censura não pode ser Superior.

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25 Anos da Morte de Beckett – o Teatro do Absurdo

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Cacilda Becker e Walmor Chagas em "Esperando Godot"

Há 25 anos o mundo perdia um de seus prêmios Nobel de Literatura: Samuel Beckett.

O seu teatro com o passar dos tempos foi classificado pelo teatrólogo Martin Esslin como Teatro do Absurdo, o termo pegou e Beckett passa a ser associado a este epíteto. Haja à vista sua obra mais conhecida “Esperando Godot”.  Dois personagens que  passam a peça toda esperando um tal Monsieur Godot, que acaba não vindo.

Pra mim, que tenho o olhar cômico sobre tudo na vida, não é teatro do absurdo, é teatro de comédia: duas pessoas esperando uma terceira que ao final não vem é muita perda de tempo, é fina ironia. (risos).

Claro que nós, filhos de um País Tropical, completamente miscigenado, não temos nada a ver com os temas europeus e nórdicos tratados por Beckett, somos um povo muito novo, que não passou pelo que os europeus passaram em suas guerras e em suas transformações.

Por isso, mesmo com todo o esforço de nossos teatrólogos Beckett está muito longe de ser comum ao nosso público. Embora, por ser humanista, sua obra  seja comum a toda a Humanidade. Seu teatro chegou ás raias do absurdo, ou da ironia, quando uma de suas últimas peças durava apenas dez minutos. Eram dez minutos de cortina fechada. E só.

Pensar em Beckett como um drama é um equívoco já que a própria personagem Nell em "Fim de Partida" (uma de suas peças) resume Beckett ao dizer no final : “Nada é mais engraçado que a infelicidade”.

Primeira Telenovela Brasileira Completa Hoje 63 Anos

 

novela Primeira Telenovela Brasileira Completa Hoje 63 Anos

Vida Alves e Walter Forster

Em 21 de dezembro de 1951 São Paulo tinha apenas 375 aparelhos de televisão. E foi para estas poucas centenas de aparelhos que se apresentou a primeira telenovela brasileira: “Sua Vida me Pertence”, pela hoje extinta TV Tupi, de São Paulo.

Até então as novelas de rádio tomavam para si a audiência do público brasileiro. E por muitos anos ainda pontificariam soberanas. Mas esta primeira novela era já o prenúncio do que estava por vir: a decadência e fim das radionovelas e a mania nacional por teledramaturgia.

“Sua vida Me Pertence” exibida de  21 de dezembro de 1951 a 02 de fevereiro de 1952 , às 20 horas e teve de 15 capítulos. Foi escrita e dirigida por Walter Forster, que também protagonizou a história, ao lado de Vida Alves e Lia de Aguiar, formando um triângulo amoroso. Participavam também do elenco, entre outros,  Lima Duarte e Dionisio Azevedo.

Era apresentada ao vivo duas vezes por semana, às terças e quintas feiras, com duração de 20 minutos o capítulo.  Conceito original de teledramaturgia proposto pelo Cassiano Gabus Mendes.

Tinha apenas dois cenários: um reproduzindo um quarto e o outro, um jardim de uma praça.

Foi nessa novela o primeiro beijo da televisão brasileira . Não era um beijo como estamos acostumados a ver: na verdade, não passava de um inocente "selinho" entre os protagonistas, interpretados por Walter Forster e Vida Alves.

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Os Mal-Educados Simpsons Fazem Bodas de Prata

simpsons Os Mal Educados Simpsons Fazem Bodas de Prata

 

No momento em que 51% dos estadunidenses aprovam as torturas praticadas pela CIA ao redor do Mundo, o que por sí só demonstra a “doença” da Sociedade Norte Americana (creio que lá o Bolsonaro seria eleito presidente fácil fácil), vale lembrar dois episódios constrangedores para a série no Brasil.

O primeiro foi em  2002, quando o Rio de Janeiro é mostrado como uma cidade cheia de ratos, ladrões, sequestradores e macacos. A polícia era retratada como preguiçosa e os homens como bissexuais. O produtor James Brooks pediu desculpas após ameaça de processo pela secretaria de turismo da cidade.

O segundo a dublagem em português de um episódio de 2007 deixou passar despercebida mais uma ofensa ao Brasil.

Quando os Simpsons chegam à Baía de Barnacle, nos EUA, Lisa diz que era o pior lugar que já tinha visitado. Na dublagem para o português  , Bart só diz: "Tem certeza?". No original era: "Não achou o Brasil pior?". E a resposta era : "É, pior depois do Brasil".

Espero que quando os Simpsons completarem Bodas de Ouro (50 anos ) estejam mais maduros, eles e os 51% dos estadunidenses que aprovam  torturas , e o Mundo esteja melhor que hoje, sem assassinatos de crianças e sem  matanças de civis, e sobretudo sem torturas.

Afinal com Simpsons ou sem Simpsons, "sorry yankke": tortura nunca mais.

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Academia de Cordel Cria “Barriga” em Site Jornalistico

mariquinha Academia de Cordel Cria Barriga em Site Jornalistico

Eu que escrevo todos os dias, em caráter embora amador, no meu blog do R7 sei o quanto é dificultoso manter um site de notícias atualizado e bem informado.

Engenheiro de obra pronta é o que não falta. É o meu caso neste momento.

O site G1 deu uma barrigada ao informar que o Piauí criou a primeira Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Não é fato. Corrijo-o a bem das pesquisas atuais e futuras. A bem da informação correta.

A primeira Academia de Cordel do Brasil foi fundada no Rio de Janeiro em 1988.

Seus Estatutos, atividades passadas e atuais podem ser facilmente acessadas no Google.

Nada contra o Piauí, ao contrário, sempre lá fui muito bem tratado e honrado.

Mas a turma global que me desculpe o Piauí não detém este título. Ele pertence ao Rio de Janeiro, e embora com outro nome , antes mesmo do Rio, pertence a Salvador – Bahia, quando da existência de uma Associação Nacional de Trovadores e Violeiros, criada em julho de 1955 pelo cordelista Rodolfo Coelho Cavalcanti (1919-1987),  no Largo do Mocambinho desde a década de 70.

No mais, parabéns ao Piauí e a todos os travadores brasileiros.

Gosta de Ler? Charles Dickens É a Pedida da Semana

tempos Gosta de Ler? Charles Dickens É a Pedida da Semana

Um clássico da literatura mundial

 

"Quem não lê mal ouve, mal fala, mal vê". Esta frase de Monteiro Lobato cada dia mais vira realidade brasileira. Em quatro anos o percentual de brasileiros que haviam lido ao menos um livro nos últimos três meses caiu de 55% para 50%%, e neste número estão incluídos os alunos da rede escolar que tem que leem por obrigação curricular.

Em 2007, ler era a quarta atividade mais apreciada no tempo livre; quatro anos depois, o hábito caiu para sétimo lugar. Antes, 36% declaravam enxergar a leitura como forma de lazer, parcela reduzida a 28%.

Em uma pesquisa recente sobre hábitos de leitura, os brasileiros ficaram em 27º em um ranking de 30 países, gastando 5,2 horas por semana com um livro. Os argentinos, vizinhos, ficaram em 18º.

Mas, para quem gosta de uma boa leitura está sendo lançada hoje uma preciosidade:  chegou às livrarias pela editora Boitempo,  comemorando 160 anos do primeiro lançamento, Tempos difíceis, de Charles Dickens.

O livro trata da sociedade inglesa durante a Revolução Industrial usando como pano de fundo a fictícia e cinzenta cidade de Coketown e a história seus habitantes.

Neste romance, o autor faz uma crítica profunda às condições de vida dos trabalhadores ingleses em fins do século XIX, destacando a discrepância entre a pobreza extrema em que viviam e o conforto proporcionado aos mais ricos da Inglaterra vitoriana.

Simultaneamente, lança seu olhar sagaz e bem humorado sobre como a dominação social é assegurada por meio da educação das crianças, com uma compreensão aguda de como se moldam espíritos desacostumados à contestação e prontos a obedecer à inescapável massificação de seu corpo e seu espírito.

 

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O Humor e a Rebeldia dos Artistas

 

goering O Humor e a Rebeldia dos Artistas

O "porco" Hermann Goering

 

Esta me foi contada pela Professora Anne Marie, que morava na Ilha do Governador, Rio, em 1964, e havia participado da Resistência Francesa.

Nunca me esqueço.

Na Alemanha nazista Herman Goering foi o fundador da Gestapo e Ministro da Força Aérea Alemã. Braço direito, todo-poderoso de Hitler.

E havia àquela época um comediante alemão muito famoso e popular.

Certa noite, em plena vigência do regime hitlerista, teatro lotado, o comediante entrou em cena com um grande caixote com três tampas laterais.

Suspense na plateia. O que haveria no caixote?

Então ele abriu a primeira tampe a apareceu uma porca gorda que ele apresentou à plateia:

-Esta aqui é a senhora (frau) Mann, a Fraumann.

Abriu a segunda tampa e havia uma porquinha:

- Esta é a filha (tochter) Mann, a Tochtermann.

Aí abriu a terceira tampa e apareceu um porco imenso e ele disse:

-E este é o senhor (herr) Mann, o Herrmann. (Em alusão à Hermann Goering).

Foi preso.

Quando saiu da prisão, voltou á cena e no primeiro show entrou em cena com o mesmo caixote e o mesmo número:

- Esta é a Fraumann; esta é a Tochtermann, e quando chegou no Herrmann ele apenas disse:

- E foi por causa deste porco aqui é que eu fui preso.

Sumiram com o homem.

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Birdman Recebe 13 Indicações a Premio

birdman Birdman Recebe 13 Indicações a Premio

Michael Keaton como "Birdman"

O público é implacável, intransigente com os artistas que escolhe para mitificar.

Lembrando o conceito   de Margareth Mead  o opúblico seria como um bebê,  sempre faminto que grita e esperneia se lhe falta o seio materno.

No caso, o leite materno,  é o produto que ele identifica como aquilo que lhe mata a fome.

Ai, saciado, perdoa e sossega.

Imaginem um artista que por três filmes seguidos interpreta um super herói, e cria seus fãs ardorosos. É mitificado, glorificado, endeusado,

No quarto filme ele se recusa a filmar. Não quer mais ficar fazendo o papel do heroico Homem Pássaro (Birdman).

E aí começa sua decadência, todos os “bebês” que o aplaudiam gritam e esperneiam, o rejeitam e o renegam com toda s as suas forças. Ele perde público e perde-se na carreira.

Para sair da decadência o artista resolve ele mesmo roteirizar, dirigir e estrelar um espetáculo para a Broadway, e para isso terá que enfrentar os pré-conceitos de seu produtor, e seus próprios fantasmas internos que não se calam em sua mente.

Este é o roteiro da comédia que vem aí com 13 indicações ao 20º Critics’ Choice Movie Awards, e que promete ser um estouro de bilheteria, provavelmente criando de verdade mais um mito e glorificando mais um ator, no caso o já consagrado Michael Keaton que protagoniza o filme.

A Direção é do mexicano Alejandro Gonzalez Inarritu .

É ver para conferir. No circuito,  em janeiro do ano que vem.

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Mas Pra Que Serve Mesmo a Academia Brasileira de Letras?

DUMONT Mas Pra Que Serve Mesmo a Academia Brasileira de Letras?

Santos Dumont, o Pai da Aviação. E da literatura também?

Hoje é aniversário de fundação da ABL, 108 anos.

Fundada por Machado de Assis tem por objetivo a difusão e defesa da língua portuguesa e da literatura brasileira. Coisas que tem realizado durante mais de um século de fundada. Sobretudo no que diz respeito de nos representar nas reformas da Língua junto aos países lusófonos.

A Academia foi criada nos moldes da Academia de Letras da França, e refletiu uma necessidade que o Brasil tinha de ter também uma instituição deste porte. Desde a sua fundação até seus primeiros anos de vida grandes e verdadeiros nomes da literatura nacional a compuseram.

Depois é uma no prego e outra na ferradura. Entre legítimas escolhas há um desenrolar de gafes e obscuros meandros políticos na “defesa da língua portuguesa e divulgação da literatura brasileira" como a vitoriosa indicação de Getúlio Vargas "grande escritor brasileiro" – que ironia; General Lyra Tavares (durante a Ditadura Militar); e atualmente, o “grande literato” Merval Pereira (colunista de O Globo). Tem também entre seus imortais os "grandes escritores pátrios" Yvo Pitanguy, Santos Dumont, Assis Chateaubriand, e o "pai da literatura moderna brasileira" Roberto Marinho- para a mais fina ironia.

Em troca nunca se abriu para aclamados escritores da literatura brasileira, tais como Lima BarretoMonteiro LobatoCarlos Drummond de AndradeGilberto FreyreSérgio Buarque de Holanda, Cora CoralinaCaio Prado Júnior, Graciliano RamosCecília MeirelesClarice LispectorVinícius de MoraesErico Verissimo e Mário Quintana,

De toda forma hoje é dia de festa na ABL, parabéns à Academia, vida longa para ela, já que seus membros prescindem dos votos de vida longa, afinal, já são imortais.

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Quando o Tatu Bola Faz Teatro

tatu1 Quando o Tatu Bola Faz Teatro

Pará de Minas é uma cidade com 90.000 habitantes a 90 km a oeste de Belo Horizonte.

Pois é de Pará de Minas o Grupo Cênico Tatu Bola.  Nome bizarro para um grupo de teatro, mas o bizarro fica  apenas no nome.

O grupo apresentou-se  com sucesso no 4º Festival Estudantil de  Teatro de Belo Horizonte com uma adaptação inovadora de “Romeu e Julieta”, a peça se passa no Brasil de hoje, e tem por tema duas gangues escolares rivais. Direção de Rony Morais.

Transpondo para o ambiente de ensino é no fictício o “Colégio Verona” onde transcorre a ação. A versão brasileira ressalta entre outros aspectos os conflitos na sala de aula; introduz a presença precoce das drogas; enfatiza o esvaziamento do poder das autoridades escolares; destaca a vulgarização do uso da tecnologia na palma das mãos, entre outras questões de sociabilidade infanto-juvenil.

O par Romeu e Julieta  pertence cada qual a uma das facções ou a cada um dos grupos rivais. O preço desse entendimento, o preço da paz seria a morte dos protagonistas. Porém, somente a força do amor (do entendimento) é capaz de, dramaticamente, no plano da ficção, mostrar como se restaura a paz necessária para que a vida entre na sua normalidade.

Tomara que outras capitais possam ver o trabalho destes jovens atores.

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