Giulietta Masina, Genial na Vida e na Tela

ghelsomina Giulietta Masina, Genial na Vida  e na Tela

Inesquecível como "Gelsomina"

 

Federico Felini, um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos realmente tinha razão de ser apaixonado por essa atriz italiana que deixou fundas pegadas nas artes cênicas: Giuletta Masina.

Ela começou em teatro – sempre o melhor começo para quem deseja seguir carreira nas artes cênicas. Porque é no tablado, cara a cara com o público, sem artifícios que a inteligência e a verdade cênicas sobressaem sem disfarces.

Do teatro foi para o cinema. Casou-se com Felini, fez muitos filmes, mas seu maior sucesso foi com a personagem Gelsomina em “La Strada”.

Gelsomina era uma mulher humilde e ingénua, vendida pela mãe a Zampano (Anthony Quinn), um homem brutal que trabalhava num circo itinerante.

Em 1958, recebeu o prémio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, por interpretar Cabíria (uma prostituta pobre da periferia de Roma), no filme “Noites de Cabíria”. Tendo Felini recebido o Óscar de melhor filme estrangeiro.

Giulietta participou em “Julieta dos Espíritos” (1965), filme que marcou um momento de inflexão na obra de Fellini, e em “Ginger e Fred” (1986), filme onde Fellini aproveitou para dar uma visão particular do mundo da televisão.

Giulietta Masina morreu aos 73 anos, em Roma, cinco meses após a morte de Fellini. Para o seu funeral, pediu que o trompetista Mauro Maur tocasse o tema de Gelsomina de Nino Rota, colaborador de Fellini nas bandas sonoras.

Caetano Veloso tem uma música dedicada a ela em seu álbum “Caetano”.

Quem é cinéfilo, e mesmo o simples espectador, fica encantado com a obra desta atriz que nos deixou em 23 de março de 1994 aos 73 anos de idade.

O Adeus a Claudio Marzo, o Inesquecível “Velho do Rio”

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Com pesar não posso deixar de registrar o falecimento do colega Claudio Marzo, aos 74 anos de idade.

Claudio, que trabalhou em mais de três dezenas de filmes e outras tantas dezenas de novelas, teve no filme “O Homem N u” uma de suas mais brilhantes atuações, recebendo prêmios por seu trabalho.

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"O Homem Nu"

Na televisão foi presença marcante, sobretudo  na novela “Pantanal” com o personagem “O Velho do Rio”

Foi casado com a atriz Betty Faria , com quem tem uma filha também atriz Alexandra Marzo, com quem tive o prazer de contracenar na novela “Mandacaru”.

Claudio e eu não tivemos  a oportunidade de virmos a trabalhar juntos, mas era um colega de grande estima em nosso meio profissional.

Claudio, nascido paulistano, faleceu há pouco Rio de Janeiro, vítima de pneumonia, já que vinha há meses com a saúde fragilidade.

Descansa em paz, grande ator.

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O "Velho do Rio"

 

O Ator Sérgio Cardoso e o Moderno Teatro Brasileiro

imagessergio O Ator Sérgio Cardoso e o Moderno Teatro Brasileiro

Nanini (E) ainda muito jovem contracenando com Sérgio (D)

 

Mesmo com os valores culturais no Brasil e no Mundo pela hora da mediocridade e da vulgaridade, não consigo deixar de mencionar um dos precursores do moderno teatro brasileiro: Sérgio Cardoso.

Paraense, começou pelo Teatro Universitário do Rio, depois foi parta São Paulo e a partir de lá com o Teatro Brasileiro de Comédias – TBC – tornou-se um dos maiores nomes do moderno teatro. onde fez peças importantes, como: Entre Quatro Paredes, A Ópera dos Três Vinténs, Do Mundo Nada se Leva Seis Personagens à Procura de um Autor, Convite ao Baile, A Falecida, A Raposa e as Uvas e A Ceia dos Cardeais.

Em 1949 fundou sua própria companhia teatral, o Teatro dos Doze, em sociedade com a atriz Nydia Lícia.

Na extinta TV Tupi, Sérgio Cardoso fez várias telenovelas de sucesso: O Sorriso de Helena, O Cara Suja, O Preço de uma Vida, O Anjo e o Vagabundo, Somos Todos Irmãos e Antônio Maria.

Hoje seria uma festa pelo seu nascimento, 23 de março de 1925, mas Sérgio faleceu de enforto fulminante em 1972. Na época ele gravava uma novela na Rede Globo e foi substituído por Leonardo Villar.

No local onde ele fundou a companhia de teatro, no bairro da Bela Vista, hoje existe o Teatro Sérgio Cardoso, onde em 1999 tive o prazer de representar “Deus Lhe Pague” ao lado de Humberto Martins e Adriane Galisteu, com direção de Bibi Ferreira.

 

Vou Guardar Minha Boca Pra Comer Farinha

medio Vou Guardar Minha Boca Pra Comer Farinha

Tá difícil

 

É tanta porcaria, tamanha vulgaridade e violência, grosserias e corrupções, desvios éticos, criações medíocres, arte estéril, e vaidades das vaidades, que ando sem nenhuma inspiração pra escrever nada.

“Passarinho na muda não canta”, diz o mineiro. Melhor ficar calado e observar, ou como diz o baiano: “vou guardar minha boca pra comer farinha”.

Relembrando Nora Nei

nora Relembrando Nora Nei

 

Eu tinha nove anos de idade e estudava interno no Colégio Santa Cecília no bairro de São Cristóvão, Rio.

Sextas feiras á tarde era o dia das mães irem buscar os filhos para leva-los a casa. A primeira mãe que se postava à porta do colégio era Nora Nei.

Eu nem sabia direito, mas todo mundo apontava o menino que eu nem sabia o nome, de outra série e diziam: - Ele é filho da Nora Nei.

Só mais tarde, bem mais velho fiquei sabendo do valor de Nora Nei. Uma das melhores intérpretes da MPB. Conhecida pelas canções denominadas como “música da fossa”, ou da depressão.

Enquanto seu marido Jorge Goulart cantava canções pra cima, Nora era especialista, com sua voz grave em cantar para os “fracassados do amor”, relembrando a letra de “Bar da Noite” de Haroldo Barbosa e que Nora cantou como ninguém.

Nascida em 20 de março de 1922 estaria agora com 93 anos de idade, mas quis a vida que ela nos deixasse em 2003.

Seu nome verdadeiro era Iracema de Souza Ferreira.

Registro sua biografia neste momento para que não passe batido para as novas gerações.

Dona Maria, a Louca, Viveu Mais Que Todos Seus Descendentes Reais

 

louca Dona Maria,  a Louca, Viveu Mais Que Todos Seus Descendentes Reais

"Dizem que eu sou louca, mas louca é quem me diz..." cantarolava a Rainha

 

Vejam vocês o que é a vida Dom João VI faleceu com 59 anos. Seu filho dom Pedro I aos 36 anos; seu neto D Pedro II aos 66 anos, e, entretanto sua mãe, que era  A Louca, Dona Maria I viveu longeva. Faleceu na data de hoje em 1816 aos 81 anos.

Teria a loucura a preservado de uma vida breve?

Apresentação do Elenco de “Os Dez Mandamentos”

 

Aconteceu ontem de manhã ,nos estúdio F do recnov -0 no cenário da "Sala do trono" - a rpesentação para a Imprensa do elenco e equipe de "Os Dez mandamentos".

Casualmente tirei fotos de alguns amigos no clima de festa e confraternização que rolou.

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Abela Gisele Ithié

 

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Carlos Bonow, Denise Del Vechio, eu e Victor Pecoraro

 

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A graça e beleza de Gabriela Durlo

 

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Giusepe Oristânio e Lisandra Souto

 

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Luciano Zafir e Bonow

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A amigona Denise Del Vechio

 

bonow1 Apresentação do Elenco de Os Dez Mandamentos

Heitor Martinez e Carlos Bonow

 

IMG 0770 Apresentação do Elenco de Os Dez Mandamentos

Thierry Figueira e Guilherme Winter  abraçam a autora Vivian Oliveira, a bela de azul.

 

me ninas Apresentação do Elenco de Os Dez Mandamentos

Pra finalizar, um buquê de beleza e graça.

Vamos Arrebentar em “Os Dez Mandamentos”

baruk6 Vamos Arrebentar em Os Dez Mandamentos

Baruk, o inescrupuloso

 

Muito feliz  por ter sido convidado a fazer parte do elenco de "Os Dez Mandamentos"  a nova novela da Rede Record que estreia no próximo dia 23, segunda feira, em novo horário de novelas para a Record: 20h30m..

"Os Dez Mandamentos" tem direção geral de Alexandre Avancini e autoria de Vivian Oliveira.

Hoje acontece  o coquetel de apresentação da novela para a Imprensa. Elenco e equipe toda presente.

Minha personagem é um homem viúvo, pai de Anibal  ( Thiery Figueira  ) e Menahem (  Jorge Pontual). Proprietário de um rebanho de ovelhas  e comerciante,. Um homem sem escrúpulos e ignorante. Baruk quer ter sempre mais, e não importa comol. Disputa a posse do poço de água de Jetro (sogro de Moisés) e não vai deixar barato  . Baruk detesta perder e quer ter mais influencia na sua comunidade midianita que Jetro.

Agora é cair dentro e gravar com muito carinho, dedicação e concentração, porque essa novela vai arrebentar.

 

Controladores de Trânsito ou Apito do Samba?

transito Controladores de Trânsito ou Apito do Samba?

 

Moro a uma pequena distância de uma confluência de várias avenidas e ruas, no Rio de Janeiro.

Ainda assim, mesmo a duzentos metros do local escuto todas as manhãs os apitos histéricos dos controladores de trânsito.

O que são esses homens?

Não são da PM, nem da Guarda Civil, não tem nenhum poder de multar ou fiscalizar, apenas devem ajudar a fluência do trânsito.

No Rio parecem um exército de gafanhotos com seus coletes verdes. E como apitam!

Aliás, só fazem isso.

Diferentemente do que se espera pelo Código de Trânsito para eles não há silvo longo, dois silvos curtos, etc. etc.. Apitam como se estivessem numa Escola de Samba organizando as alas. Apitam sem parar, desde as 7 horas da manhã, até o meio dia ao menos.

Uma atriz, amiga minha, que mora bem na esquina diz que não consegue dormir, ou concentrar-se depois das sete da manhã o estardalhaço de apitos. E eu mesmo confesso que no trânsito fico atrapalhado ao ouvir os apitos, pois não sei o que eles significam, nem o que os “guardinhas” querem dizer com eles.

E o mais interessante: só tem força para apitar. Quando se trata de orientação do trânsito por gestos manuais eles os fazem com a indolência própria de macunaímas: a mão mole, o gesto vago, o olhar perdido... ai que preguiça!

E você que se dane, entre o inútil barulho ensurdecedor dos apitos e os vagos gestos de quem está ali sem nem entender o que está fazendo.

 

Minha Infância Negra e Humilde , Com Muita Honra e Dignidade

poor Minha Infância Negra e Humilde , Com Muita Honra e Dignidade

 

Dona Delfina era uma negra que tocava o lar com todos os seus afazeres, cuidando dos quatro filhos e ainda lavava roupa pra fora.

O marido , negro mais negro que todos, era coveiro no Cemitério de inhaúma, Rio. Saía bem cedo de casa e voltava ao escurecer.

Delfina tinha dois filhos homens e duas filhas mulheres: Nilda e Nilce. Os homens eram Ney e Jorge.

Com estes dois passei grande parte da minha infância., Companheiros inseparáveis. Passava minhas tardes de folga ou na calçada das nossas casas ou brincando  na casa deles, somando ao nosso grupo a garotada da vizinhança filhos de ambulantes, domésticas, faxineiras e trabalhadores em geral.

Isto se deu em Pilares, subúrbio do Rio, que me faz lembrar a marchinha de Carvalhinho e Julio  Monteiro, “Madureira Chorou” : “gente modesta, gente boa do subúrbio...”.

Foi assim que se formou minha consciência social. Sem preconceitos e acostumado ao linguajar e  ao gestual dos humildes e dos excluídos.

Agradeço aos meus pais que ao me criarem assim,  plantaram em mim um olhar fraterno para todos os  meus semelhantes.