Morre Pihilip Seymour, Mais Um Artista Drogado

oscar Morre Pihilip Seymour,  Mais Um Artista Drogado

 

"Tudo que acontece na vida dos artistas acontece na vida dos anônimos."

É o que me vem à cabeça quando recebo a notícia da morte de Philip Seymour por overdose de heroína.

Outro dia foi Justin Bieber que era preso por dirigir embriagado.

A lista de escândalos sexuais, mortes, divórcios, separações e coisas mais entre os artistas é imensa.

Os anônimos devoram essas notícias com avidez. Parece-lhes que somos uma exceção na Sociedade.

Os artistas seriam seres sempre pervertidos, desregrados, sem limites. Casam e descasam por semana. Morrem de overdose por mês. E anualmente concorrem entre os maiores escândalos do mundo.

Não é fato. Somos exatamente como todos. A diferença é que somos figuras públicas. Vendemos jornais e notícias. Fazemos a indústria do entretenimento. Tudo serve para entreter o público, sobretudo nossos escândalos.

Mas quantos anônimos cidadãos morrem de overdose por dia? Quantos vizinhos você conhece viciados em drogas ou álcool?

Quantos jovens amigos anônimos casam, descasam, juntam e "desjuntam" todo mês?

Quantos conhecidos seus,  másculos varões,  saíram do armário para beijar os carneirinhos? Quantas madrugadas já acordou com brigas de casais na vizinhança?

Mas são anônimos. Não se tornam  notícia no dia seguinte. Mas nós, artistas somos sempre notícia.

Para o bem dos anônimos, inclusive. Porque ao apontarem um  dedo para nós livram-se dos quatro que apontam para si.

Somos parte da mesma mão, do mesmo corpo social em que vivemos. Nada mais e nada menos.

Trazemos como todos a marca da carne e das suas imperfeições.

 

Cada Vez Mais Busco o Som do Silêncio

 "(Escolhe) teu melhor  silêncio. Mesmo no silêncio e com o silêncio dialogamos". Drummond

 

silence Cada Vez Mais Busco o Som do  Silêncio

Ouça o som do silêncio

 

Esses dias estive em São Paulo gravando o Programa da Tarde, onde participei como jurado de um concurso de dança.

Lá, uma equipe de jornalismo da Record me entrevistou para um perfil .

A última pergunta que me fez  a jornalista foi:

"- O que mais você deseja agora. O que você almeja?"

Acho que ela quis dizer profissionalmente. Em geral os atores respondem:-

"-Ah eu gostaria de fazer o Rei Lear, de Shakespeare. Ou: queria fazer Pirandello. Ou Tartufo de Moliére..."

Eu não entendi a  objetividade da pergunta e respondi:

"- Quero muito aprender a ficar calado. Almejo o silêncio."

Talvez tenha frustrado a repórter, mas realmente este é um objetivo que venho perseguindo nos últimos tempos: o silêncio.

Falei demais a vida inteira. Raramente mantive-me calado. Falei e ainda falo pelos cotovelos. Dou palpites em tudo. Discuto tudo. E isso serve também para o quanto falo pelas redes sociais.

Não consigo ficar em silêncio ouvindo minha voz interior.

Antes que a ideia se forme na minha cabeça o meu coração já tomou a palavra. Sempre foi assim.

Hoje, mais velho, sinto uma necessidade imensa do silêncio.

Falar pressupõe conhecimento, porém conhecimento não pressupõe sabedoria.

A sabedoria é pacificação.

O sábio fica em silêncio e no silêncio ele ouve o Mundo inteiro falar. Mas ouve sobretudo seu Voz interior.

Hoje, mais velho, busco  o silêncio como forma de ouvir Deus.

Buster Keaton: o Rei do Riso Que Não Ria

keaton1 Buster Keaton: o Rei do Riso Que Não Ria

 

Buster Keaton.

As novas gerações e até mesmo algumas mais velhas não o conhecem nem à sua obra.

Um dos maiores comediantes do século XX. Faleceu na data de hoje em 1966.

Keaton foi considerado o grande rival de Chaplin. Protagonizava filmes mudos.

Porém sua principal característica é que jamais sorria nos filmes. Sempre sério era capaz das maiores tiradas de humor.

O humor nos filmes de Buster Keaton, basicamente, se fazia através das chamadas gags; corridas, quedas, fugas. Uma das grandes inovações de Keaton, no entanto, é o fato de sua comédia se basear num personagem impassível, que mantém as mesmas feições diante dos fatos ocorridos

Keaton nasceu no final do século 19 nos bastidores do vaudeville. Seus pais eram artistas deste gênero de variedades.

Entrou em decadência quando do surgimento do cinema falado e por um péssimo contrato que fez com a nascente Metro Goldwin Mayer.

Foi reabilitado pelo próprio Chaplin no filme "Luzes daRibalta" da década de 50.

Na tv às vezes se apresentam  suas comédias, e você pode encontrar seus filmes em boas locadoras que tenham filmes cult.

 

keaton 21 Buster Keaton: o Rei do Riso Que Não Ria

Keaton e sua cara de pau fazia gargalhar a plateia.

Num Passe de Mágica Nasceram Cornos no Mágico

 

Circo por fora Num Passe de Mágica  Nasceram  Cornos no Mágico

O Circo no dia em que o adquirimos, e antes da reforma.

Hoje é o Dia Mundial do Mágico.

Eu, que já fiz de tudo um pouco na minha vida, fui dono de circo na Bahia na década de 70.

Na data de hoje não penso no mágico brilhante, coberto de luzes, apresentando-se em Cassinos de Luxo, ou Gigantescas Casas de Espetáculos.

Minha imagem memorial vai para o mágico do meu circo.

Um sujeito simplório. Trabalhador. Pacato. Cordato.  Honesto.  Que comprara uma dessas caixas mágicas onde uma mulher entra dentro e ele vai enfiando espadas na suposta vítima.

Este era seu melhor número. O resto eram pequenas mágicas bobas que até crianças poderiam fazer.

Porém mesmo com sua caixa mágica caindo aos pedaços, mal pintada...uma canastrona na acepção linear da palavra, ainda assim ele encantava as matinês.

Ele encantava as matinês enquanto a mulher dele encantava os gaviões que rondavam por onde o circo passava.

Formosa mulher. Fogosa. Bem formada, era um colírio naquele  cenário grotesco de um circo de periferia nordestina.

E foi assim, como por encantamento que uma manhã o Mágico acordou e ela desaparecera. Afinal, como se diz por lá:

- "Formiga quando quer se perder cria asas".

A procura foi em vão. Por um bom tempo não   se ouviu mais  falar dela. Cansara-se de ser ilusoriamente perfurada por espadas de alumínio.

Buscara algo mais emocionante  que perfurasse mais fundo  seu coração e desejos,  buscara  alguém mais real e menos mágico.

Soube tempos depois que fugira com o vendedor das maçãs do amor.

Fato é que como num passe de mágica, naquela manhã triste, chifres brotaram na cabeça do Mágico.

Na sessão da noite a cartola que usava escondeu seus cornos, e ele , como bom profissional,mesmo melancólico e choroso buscou encantar aquela plateia de desencantados como ele.

Grande magia do artista. Para ele vai meu abraço e  minha homenagem no Dia de hoje.

O Barão Vermelho do Humor Brasileiro

barao O Barão Vermelho do Humor Brasileiro

O Barão e sua barba.

 

Conheci Apparício Torelly, o Barão de Itararé quando ainda eu era um jovem de vinte anos.

Morava eu na Ilha do governador, no Rio e ele também.Conheci na casa de uma sobrinha dele, onde íamos sempre.

O Barão devia ter por volta de seus setenta anos, o que para um jovem de vinte anos é a mesma coisa que deparar-se com um sítio arqueológico. (risos).

Mas já naquela época eu sabia da importância do Barão nas charges e no jornalismo brasileiro, na política e nas críticas aos governos e Ditaduras.

Preso na década de 30  por pertencer ao Partido Comunista, foi um dos vereadores eleitos pelo PCB em 1946 no Rio de Janeiro.

Lembro ao leitor que no Brasil os títulos nobiliárquicos do Império eram comprados e só tinham valor por uma geração. A do comprador. Se o filho quisesse continuar barão tinha que comprar de novo.

Era um mercado próspero para as finanças do Imperador: vendia-se de marquês a barão, de conde a visconde.

Mas Torelly não pagou nada pelo seu título: intitulou-se Barão (como o barão da Barra, Salvador, Bahia, com seu famosos bloco de carnaval) e sob o pseudônimo de Barão de Itararé (Itararé foi a batalha que não houve na Revolução de 1930) revolucionou ao humor político no Brasil República.

Aos vinte anos você já sabe do mundo, mas não conhece toda a importância dele. E eu ficava olhando e ouvindo aquele senhor de barbas brancas, septuagenário, e orgulhava-me de estar vivenciando a figura de um dos mais importantes jornalistas e cronistas políticos do Brasil.

Aparício nasceu na data de ontem, em 1895. Se vivo fosse estaria com 119 anos. Morto está o homem, mas renascendo a cada dia na memória dos brasileiros.

Hoje há uma rede de blogs políticos e caricaturais com o nome de Barão de Itararé. O Barão continua presente.

Relembrem algumas frases do Barão:

“O pão do pobre quando cai no chão é sempre do lado da manteiga.”

“O emblema do médico tem duas cobras, isto significa que ele cobra duas vezes; se ele cura, cobra e se ele mata, cobra.”

"Tudo é relativo: O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está."

Hoje Tem “Milagres de Jesus” – 2º Episódio

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Hoje às 21h45m veremos o segundo episódio da série "Milagres de Jesus" pela Rede Record.

Claro que estou mais ansioso que de costume, afinal é neste episódio que entra a minha participação.

Faço a personagem Emaré, um velho violento, machista, bêbado e avarento, explorador e cruel que se casa com Miriam (Roberta Gualda) a "Mulher Encurvada".

Maltratada por Emaré, Miriam desce ao mais baixo da sua autoestima. Encurva-se mais e mais. Carrega pesos gigantescos às costas por ordens de Emaré.

A personagem foi um desafio muito bom para mim. Figurino fantástico, caracterização mais ainda. Foi muito sofrido fazer. Eram sete roupas, uma em cima da outra, quatro de pano de saco e algodão grosso e mais três de couro por cima, nesse calor de 42º. Se eu tivesse gravado no Piauí, que tradicionalmente é muito mais quente , acho que eu morria, não voltava. (risos) . Mas eu fiquei abismado com a caracterização e com a maquiagem. Me transformaram em outra pessoa.

Eu mesmo senti- me irreconhecível e muito feliz por estar fazendo aquele personagem e parte da equipe.

O Diretor João Camargo disse sobre minha caracterização e trabalho:

— O Bemvindo irá fazer o papel de um cara muito mal e bastante rústico. Talvez só quando acabar a participação dele é que a gente vai entender que era o Bemvindo que estava ali.

A foto acima foi tirada durante testes de aplique de cabelo para a personagem. Depois disso vieram os apliques de barba, bigode, cabelo e mais toda a maquiagem que transformou-me num ogro do século 1.

O resultado do nosso trabalho será avaliado hoje à noite pelos telespectadores.

Agradeço sua audiência.

Dom João Não Abriu os Portos Assim de Boa

 

cricket 1 Dom João Não Abriu os Portos Assim  de Boa

Escoltada a Coroa chega ao Rio

 

A História do Brasil do jeito que é contada nas escolas parece um conto de fadas, uma coisa feita de atos mágicos.

De repente D, Pedro tá nas margens de um riacho monta num cavalo e proclama a Independência.

Décadas mais tarde Deodoro sai da cama e proclama a República tam´me, montado num cavalo.

Dom João chegou e de repente abriu os portos...

Já disse aqui que no Brasil sabe-se mais da História dos EEUU que da nossa.

Hoje é aniversário da abertura dos Portos brasileiros às nações amigas.

Mas não foi um gesto generoso de Dom João VI. Nem foi assim mágico. (Aliás, nesta semana, dia 31, comemora-se o Dia Mundial do Mágico.)

Mágicas à parte a Abertura dos Portos foi o preço que a Coroa Portuguesa pagou á Inglaterra por escoltar a Corte em fuga para o Brasil. Fugia a Corte da Armada de Napoleão.

Abandonara às pressas Lisboa. Cruzou o Atlântico protegida por canhoneiras inglesas. Em troca, apenas seis dias depois de chegar em Salvador, mal tendo tempo de arrumar  os penicos em baixo das camas, Dom João teve que sentar e assinar a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Leia-se como "Nações Amigas" a Inglaterra.

Essa Abertura beneficiava sobremaneira a Inglaterra pois o imposto cobrado pelas mercadorias da Colônia seria bem mais barato que se compradas em Portugal, além de abrir um novo mercado consumidor sem ter que passar pela intermediação de Lisboa.

Ou seja: ninguém abriu os portos por bondade. Relembro a frase: "É a Economia, seu burro!"

Dom João em 1808 já sabia que não existe almoço grátis, ou melhor: já conhecia a  piadinha do elefante que ajudou a formiguinha a atravessar o rio.

Não Quero Frustrar os Black Blocs, Mas Vai Ter Copa

 

fusca Não Quero Frustrar os Black Blocs, Mas Vai Ter Copa

Copa a gente sabe que vai ter, não sabemos é se vai ter fusca.

 

O ano era 1970. O Ditador Presidente era o  Emílio Garrastazu Médici, responsável por um dos mais sangrentos e repressores governos que o Brasil já teve.

Era o ano da Copa do Mundo. Todos nós, jovens idealistas e patriotas que éramos contra a Ditadura torcíamos para que o Brasil não ganhasse a Copa. Não queríamos a Copa.

O futebol desviaria os olhos do povo para os problemas do Brasil. A Ditadura usaria o futebol para continuar matando, reprimindo, censurando, torturando...

Não tínhamos noção da bobagem do nosso pensamento. Um pensamento alienado da realidade. Porque o povão não tava nem aí pra nossa "ideologia", pra nossa "lógica" política que por ser de extrema esquerda
acabava semelhante ao outro extremo: o Fascismo.

O povão queria mesmo era futebol, e ele, o povo, sabia que uma coisa não tinha nada a ver com a outra.

Ficamos gritando sozinhos. Uma minoria de gatos pingados, ínfimo segmento originário da  classe média brasileira, e em tempo de apanhar na rua se gritássemos contra a Copa ou a Seleção.

O povo continuou vendo a Copa, torcendo pelo Brasil como bons patriotas, e nós continuamos sendo  presos , torturados, espancados e o pior: nem curtimos a Copa de 70. O Tri Campeonato da Seleção.

Foram precisos 14 anos depois para que a Ditadura desabasse. Mas  o futebol continuou por estes 14 anos e até hoje continua empolgando as massas acima de qualquer divergência política.

Essa coisa de "Não vai ter Copa" é equivocada. Porque vai ter Copa sim. Foi decidido em organismos internacionais e a Economia é quem manda. Aprendemos isso em 1970.

Quem decide a Copa é o COB, a CBD, a FIFA...etc. etc..

Quem decide Saúde , Educação etc. é o Congresso Nacional e o Executivo.

Duas alçadas completamente distintas.

A lógica certa dos protestos deveria ser:"Queremos Copa sim, mas queremos também saúde, segurança e educação."

E precisam mesmo, pois quem sai quebrando patrimônio público , inclusive pondo fogo em carro de trabalhador humilde precisa mesmo de muita educação.

O Terceiro Incêndio do Teatro São Pedro no Rio

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O Teatro São Pedro antes do terceiro incêndio

O primeiro Teatro do Brasil foi o São João, em Salvador (1812) , o segundo o São João (1813) em  São Luís, e o terceiro afinal, na Corte do Rio de janeiro, o Real Theatro São João inaugurado em 1817, no Largo do Rocio, hoje Praça Tiradentes.

Pois este teatro carioca pegou fogo por tres vezes entre sua inauguração e o ano de 1856.

A primeira vez em 1819, foi reconstruido com  o nome de Imperial Theatro São joão, a segunda em 1851 e depois de esforço e muita luta  do ator João Caetano foi reinaugurado em 1853, sob o nome de Theatro São Pedro de Alcântara voltando a pegar fogo em 26 de janeiro de 1856.Há 158 anos.

Seu terceiro incêndio trouxe um benefício para o Rio de Janeiro: a criação do Corpo de Bombeiros.

Mas existiam teatros no Brasil antes de 1800, no século 18  havia em Minas e no Rio as "casas de ópera". Pequenos teatros com capacidade para até 300 pessoas (como o pequeno teatro de Ouro Preto) onde se apresentava récitas e operetas.

Porém,  a arquitetura teatral clássica, composta de salas de convivência, plateia em balcões e camarotes, palco e bastidores, isto surge apenas a partir da Corte de Dom João VI.

A maioria desses teatros pegou fogo, como a Casa  de Ópera do Padre Ventura, no  Rio, e o Teatro São João, da Bahia. Era muito comum incêndios em teatros.

Com uma arquitetura cênica semelhante à das caravelas (o que havia de mais moderno à época em que foram concebidos) sua caixa de representação era ( e ainda é) composta de muitos panos, cordas  e madeiras, à semelhança das velas e mastros e mastaréus. Material altamente inflamável.

Desde a criação do Corpo de Bombeiros , uma das primeiras instituições de serviço  público do Brasil,  os teatros são da alçada da fiscalização desta corporação, o que aumenta em muito a proteção ás casas e aos espectadores

Há 150 Anos Navios de Manaus a Liverpool?

vapor Há 150 Anos Navios de Manaus a Liverpool?

Pesquisando os alfarrábios, baseado sempre na perspectiva de que "o Brasil não conhece o Brasil" descubro uma linha regular de navio a vapor ligando Manaus a Liverpool, na Inglaterra.

Liverpool, que mais tarde seria a terra dos Beatles.

Uma loucura tropical, que contada ao acaso poderia ser credita a lendas e estórias da Amazônia.

Eu jamais poderia imaginar, aqui no Sudeste, com minha visão do eixo Rio-Sp,   a expansão,o delírio por assim dizer que foi o surto da boracha na região amazõnica.

Em meados do século 19 (por volta de 1850) o Governo Imperial abriu a navegação fluvial no rio Amazonas com fins comerciais. O Tratado de Ayacucho permitia o uso do rio para os  países limítrofes transportarem sua mercadorias até o Atllântico.

A Inglaterra era então a maior potência do mundo. Usou primeiro em pequena escala e depois em grande escla a borracha colhida nas selvas.

Daí que a a linha regular entre Manaus e a Europa corria até com mais frequência que a da Capital Imperial.

Logo depois os nortemaricanos passaram a consumir nossa borracha e os vapores saíram também de Manaus para Nova York, e para muitas metrópoles europeias.

Se continuado fosse o ciclo desenvolimentista da Amazônia provávelmente teríamos hoje uma inversão do eixo mercantil industrial do país, com um Norte profundamente mais desenvolvido e mais  forte economicamente que o Sudeste.

Mas...o imperialismo da época levou nossas mudas de borracha para a Ásia e a sirtuação se inverteu e toda a região foi ficando à míngua.

Mas é fanástico imaginar em 1875 companhias de navegação holandesas, inglesas, norte americanas e alemãs navegando pelo coração da Amazõnia, transportando borracha, mercadorias diversas, produtos tropicais e passageiros.

Amazônia, este sim um novo mundo ainda a ser descoberto. O futuro da riqueza do Brasil.

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