Antes, Muito Antes da TV, a Comédia no Cinema

 

tres Antes, Muito Antes da TV, a Comédia no Cinema

Mazzaroppi, Ankito e Oscarito

Antes que o Brasil se debruçasse sobre a trinca Jô Soares, Agildo Ribeiro e Chico Anysio que pontificaram a comédia brasileira através da pequena tela da tv nas décadas de 70 e 80, muito antes disto tivemos uma brilhante trinca de comediantes através das telas gigantes do cinema: Oscarito, Ankito e Mazzaroppi.

Mazzaropi foi a versão paulista da comédia brasileira. Oscarito e Ankito filmavam pelo Rio de Janeiro. Mazzaroppi era o jeca, o caipira do sertão paulista, o portador da Língua Geral dos paulistas, do Nheengatu, dialeto usado que misturava português e tupi, origem do R dobrado que boa parte dos brasileiros do sertão usa até hoje.

Esta data de nove de abril marca os 103 anos de nascimento de Amácio Mazzaroppi.

Trabalhou por muitos anos em teatro popular, quer num pavilhão montado por ele em São Paulo, quer em tournées pelo interior. Em 1950 estreia na TV em São Paulo com o programa Rancho Alegre, em 1952 estreia no cinema com a comédia “Sai da Frente”,  e em 1961 montas sua própria companhia cinematográfica e começa a produzir suas próprias comédias.

Multidões faziam fila em todo o Brasil ara assistir seus filmes que concorriam diretamente com os de Oscarito e de Ankito.

Já vai longe nos anos este Brasil dos três comediantes, mas continuam firmes na memória nacional.

Tou Ligadão Nos Dez Mandamentos

faraó Tou Ligadão Nos Dez Mandamentos

Elenco composto por colegas que dão orgulho de trabalhar com eles

 

Sou ator, e como profissional muitas vezes devo assistir filmes, peças e teledramaturgia para me informar, tomar conhecimento e aprender.

Mas nem sempre acontece. Não é com toda e qualquer produção.

Em teatro geralmente sento ao fundo, na última fileira. Em 5 minutos já posso dizer – com 49 anos de teatr0 - o que vem pela frente, e aí, se for o caso no primeiro escurinho de luz eu saio de fininho sem chamar a atenção. Além, do que sofro da síndrome de Alice Tamborindeguy: não aguento ficar sentado mais de uma hora. Raríssimas vezes prendem-me a atenção mais que isso.

Em telenovela não vejo todas. Vi muitas, e as saboreio na maioria das vezes como espectador mesmo, embora não deixe de ficar com o olho crítico ligado a toda a parte técnica e interpretativa que se desenrola aos meus olhos.

Em toda a minha vida uma dez novelas devem realmente ter me empolgado, como é o caso agora de “Os Dez Mandamentos”. Deu oito e vinte da noite e já estrou grudado na tela da Record aguardando o início da novela e despedindo-me do meu amigo Wagner Montes.

Saboreio cada cena de “Os Dez Mandamentos”,  até porque os autores escrevem finas tramas que vão além da história bíblica, atravessam o épico e o epopeico e chegam às minúcias dos costumes do dia a dia. Novela mesmo.

Suspeito, por fazer parte do elenco – entro no capítulo 57 - recomendo ainda assim aos que ainda não viram que se liguem nessa novela. Eu tou ligado!

Jornalista: Profissão de Risco

jornalista Jornalista: Profissão de Risco

 

Hoje é o Dia do Jornalista. Parabéns a todos os trabalhadores desta categoria que nos mantém informados e ligados em todos os fatos e acontecimentos sociais.

Na maioria das vezes quando pensamos em jornalistas nos vem à mente os profissionais das grandes mídias das grandes metrópoles.

Mas há milhares de profissionais nas pequenas e médias cidades do Mundo todo, no caso específico: no Brasil. São profissionais desconhecidos do grande público e  que muitas vezes foram e são expostos aos perigos de informar numa cidade ou região onde a força e a violência, onde os direitos humanos, a cidadania e a Justiça não estão assegurados. São assassinados em algum lugar do Brasil por terem denunciado e afrontado interesses estranhos à Comunidade a que pertencem. Somente no triênio 2011-2013, 15 jornalistas foram assassinados no País.

No dia de hoje, meu pensamento vai para todos estes mártires, no Brasil e no Mundo, que deram a vida pela liberdade de informar e de se expressar.

E Se Cacilda Becker Não Morresse?

 

 

cac E Se Cacilda Becker Não Morresse?

Cacilda - belíssima - ao lado de Jardel Filho no filme "Floradas na Serra"

Se Cacilda Becker fosse viva hoje estaria completando 94 anos de idade.

Mas, ponho-me a imaginar se a vida de Cacilda não tivesse sido tão breve.

Qual teria sido sua trajetória? Fundadora do TBC e do moderno teatro brasileiro, asmática, com dificuldades de respiração foi uma das melhores atrizes nacionais.

Uma completa atriz teatro fez apenas três filmes, e uma peça de teatro para a TV. Faleceu em 1969 quando a indústria da telenovela brasileira engatinhava.

Será que Cacilda seria atriz de telenovelas? Mergulharia de cabeça na produção industrial de conteúdo e terminaria seus dias com beijos lésbicos na busca pela audiência disfarçada em luta contra o preconceito?

Faria comerciais da Friboi ou de Planos de Saúde, ou do Itaú e Bradesco?

Participaria de manifestações golpistas contra Dilma, ou seria do PT?

Será – a julgar pelas informações cientificas de física quântica em universos paralelos – que Cacilda num desses universos estaria agora casada com filhos e netos?  Ou estaria vestida com uma burca recheada de bombas no Oriente Médio?

Ilações de um ator na madrugada. Fatio é que a nossa vida é uma só. E a nossa realidade é esta, desta segunda feira de trabalho após o feriadão,

Cacilda está morta, viva em nossa memória. E o teatro brasileiro se ressente da sua falta.

Sir Alec Guinness Um dos Maiores Atores do Mundo

2932 alec guinness 1024x680 Sir Alec Guinness Um dos Maiores Atores do Mundo

 

Hoje seria aniversário de nascimento de Alec Guinness se vivo fosse. Nascido em 1914 exatamente às vésperas de arrebentar a I Guerra Mundial., seguida da Revolução soviética.

O jovem Guinness cresceu num mundo em profundas transformações e contradições. Acompanhou a primeira vitória dos Trabalhistas na Inglaterra, e as duas Guerras Mundiais.

Foi indicado ao Óscar de Melhor Ator em 1953 pelo filme "O Mistério da Torre" e em 1957, tendo vencido pelo seu papel em A Ponte do Rio Kwai. Foi também indicado ao Oscar de Melhor Ator (coadjuvante/secundário) em 1978, por Star Wars e 1989 por "Little Dorrit". Em 1980 recebeu um "Oscar Honorário" em reconhecimento pela suas memoráveis atuações nas telas de cinema. Em 1959 foi indicado ao Oscar pelo roteiro do filme "The Horse's Mouth", uma adaptação de romance de Joyce Cary. Foi também premiado no BAFTA, no Globo de Ouro, no Festival de Berlim e no Festival de Veneza, entre inúmeros outros prêmios e indicações recebidas ao longo de sua carreira.

Tem uma estrela na Calçada da Fama, em 1551 Vine Street.

Sou fã deste ator e, sobretudo do seu estilo britânico de representação; do seu inglês original – sem o terrível sotaque dos EEUU – e da sua elegância e fleuma, características também dos ingleses.

Não Posso Viver Sem Minha Memória

golpe Não Posso Viver Sem Minha Memória

 

Perdoem-me os. leitores diários se hoje afasto-me  dos temas culturais e sociais. Hoje o tema é político. Cinquenta e um anos do golpe civil militar que estuprou a Constituição brasileira, assassinou, torturou, exilou, demitiu, implantou um regime de terror e censura que durou 21 anos no Brasil.

Tinha eu 16 anos e acreditava na democracia. Fui criado nela, no período de 1947 a 1964.

E de repente juma tarde chuvosa de março de 1964 abate-se sobre o País o a sombra do fascismo mais deslavado, aliada aos interesses norte americanos, os militares comandantes – com raras exceções – arreglaram com os EEUU e as brandes empresas uma forma de depor o Presidente eleito e em nome de salvar o Brasil cercearam a liberdade, perseguiram a juventude, os intelectuais, os cérebros pensantes do País, fecharam o Congresso e a Morte instalou-se com o apoio da VI Frota norte americana encostada em nossas costas marítimas com mais de cem mil toneladas de bombas caso houvesse reação por parte das forças democráticas.

Por vinte e um anos fui proibido de ler os livros que desejasse, de ver os filmes, de assistir às peças, de representar as que desejasse, de viajar para onde quisesse, de conversar sobre quaisquer assuntos e, sobretudo de votar, de escolher meus deputados, prefeitos, governadores e Presidente da República.

Para mim uma data muito triste que não posso deixar passar despercebida.

Por isso, hoje mais triste fico ainda ao ver jovens que nem sabem o que foi a História pedindo intervenção militar e golpe de estado. Pobres coitados e equivocados. A democracia e a linberdade, mesmo com todas ass falhas ainda é o melhor dos regimes.

 

Você é daqueles que acham que um regime militar resolve tudo?

  • Sim
  • Não
 Não Posso Viver Sem Minha Memória

Digite o texto da imagem:

Gerar outra imagem

Samara Felippo e as Lágrimas de Cristal Japonês

 

samara2 Samara Felippo e as Lágrimas de  Cristal Japonês

 

Nem sempre em televisão ou cinema é possível ir às lágrimas verdadeiras. C om trinta técnicos em volta, luz sendo acertada, arte refazendo objetos, cenografia rearrumando o cenário, direção de estúdio pedindo silêncio, acerto do som, colegas conversando, portas que se abrem... tudo isso nem sempre permite uma concentração em busca de uma verdade emocional que nos leve às lágrimas.

Para isso, em todo o mundo, foi “inventado “o cristal japonês, que não passa de cânfora, em bastão ou pasta que deve ser administrada embaixo das pálpebras. Provocará um ardor e quando se pisca os olhos as lágrimas caem.

Desculpem os românticos se quebro a fantasia das cenas lacrimosas, mas é por juta causa.

Há uma forma de saber quando são lágrimas de verdade quando são as do “cristal”.

Aa do cristal rolam pelo meio do olho para baixo. As verdadeiras escorrem pelos cantos dos olhões.

E é o que aconteceu com as lágrimas todas que foram vertidas pela menina Isabele Koppel e pela grande atriz Samara Felippo.

Para as crianças muitas vezes é fácil, chorar. As emoções ainda são recentes, estão á flor da pele, não moram “domesticadas”! Mas para uma atriz adulta como Samara é um belíssimo exercício de concentração e verdade.

Samara disse em entrevista que o mais difícil para ela em “Os Dez Mandamentos” foi chorar de verdade. Não tenho dúvidas. Parabéns Samara.

 

O Piloto Suicida e A Violência de Cada Dia

vola O Piloto Suicida e A Violência de Cada Dia

A gratuidade da violência

 

Fico impressionado com o grau de violência e de falta de educação, com a grosseria de um modo geral que tem tomado conta da sociedade atual.

Desde o piloto maluco que arremessa um avião com 160 pessoas e diz “meu nome ainda será conhecido no mundo inteiro”, até a mulher que grita com o idoso na disputa pelo lugar preferencial no coletivo.

Fico estarrecido de ver como um adolescente pega de um rifle e mata dezenas de outros jovens nas escolas americanas, ou como são anunciados e praticadas  as decapitações no Oriente jihadista, ou a violência do Boko Haran.

Escandaliza-me a violência no transito que chega às raias do homicídio por um nada, por uma freada, por um pequeno arranhão num para-choque.

Choca-me a agressividade dos diálogos nas redes sociais.

No dia a dia agride-se por um nada, mata-se por um nada. Vejo um vídeo do sertão do Ceará com traficantes armados praticando tiro ao alvo e dominando uma cidade. Voltamos ao cangaço.

E ainda há a violência surda, aquela dos hospitais públicos que não atendem, dos médicos omissos onde os pacientes morrem às portas; dos motoristas de ônibus que arrancam antes que o idoso acabe de subir; a violência surda de um Sistema que exclui muitos para que poucos ganhem.

E eu me pergunto neste domingo radioso: sempre foi assim e a gente é que não notava. Ou piorou?

A Graça e o Talento dos Atores Mirins de “Os Dez Mandamentos”

 

mirim A Graça e o Talento dos Atores Mirins de “Os Dez Mandamentos”

Miriã (Isabela Koppel)

Se continuarão suas carreiras como atores não sabemos. Se continuarão a demonstrar a inspiração cênica que tem atualmente também não sabemos, mas fato é que as crianças que compõem o elenco desta primeira fase de “Os Dez Mandamentos” estão mandando ver e emocionando a todos os espectadores com as suas atuações.

Miriã (Isabela Koppel) logo na primeira cena nos encantou. Para os espectadores virou literalmente a menina dos olhos desta novela, pois é através dos seus olhos que no primeiro capítulo acompanhamos a trama, sobretudo a violência da morte das crianças.

Os Arão (Victório Ghava e Kadu Schons) são também cativantes, graciosos,  e merecem  aplausos.

As crianças são fofas e inteligentes, Carlos Augusto Sales  (Ramsés bem menino ainda ) gracioso ao receber Moisés no palácio e dizer para ele: - “Vem brincar, vem.” E mais tarde Edu Pinheiro arremata o caminho da personagem.  E Moisés (Enzo Simi) realizou muito bem a cena quando diz à mãe, Joquebede: - “Não me toque, escrava”, a  gente até esquece que é um menino e fica chocado com a rejeição dele à mãe verdadeira.

E ainda temos Nefertari (Giovanna Maluf) Nabade (Igor Castro) Abiú (Kaik Brum), Eleazar (Rafael Sun), Luiz Felipe Mello (Bezalel), todos muito bem compondo um estelar elenco infantil, jamais infantlizado.

Todas terão ainda muita vida pela frente, e muito tempo para construírem uma carreira permanente e sólida. Espero que venha a ser grandes colegas enaltecendo nossa categoria profissional.

De parabéns os coachs que as ensaiam, e a Direção e Edição que as amparam e orientam.

 

Hoje É O Dia Mundial do Teatro

 

images 1 Hoje É O Dia Mundial do Teatro

 

Hoje abro espaço para comemorar com vocês o Dia Mundial do Teatro.

Uma arte com mais de três mil anos.

Da Antiga Grécia, para a Imperial Roma e de lá para toda a Europa,  espalhando-se depois por todo o mundo ocidental.

Há teatro na Ásia também, no Oriente, mas na China, Tailândia, Japão... assumem formas e dramaturgia diversas das nossas.

Mas é Teatro. Sempre o Teatro.

A forma que a Humanidade escolheu para representar a si própria, às suas grandes tragédias e aos seus risíveis  costumes .

Faço teatro há 49 anos.

Curiosamente eu não escolhi o Teatro, ele me escolheu.

O ano era 1966, Ditadura Militar. Nós, jovens idealistas precisávamos encontrar meios de expressão na luta pela Liberdade e pela Democracia.

Então juntamos e formamos um grupo de teatro na Ilha do Governador, no Rio.

O único objetivo era a denúncia, não era exatamente o Teatro. Mas  fomos ficando... e fui ficando...quando percebi já fazia teatro há mais de dez anos.

Foi quando ajudei a fazer a Lei que regulamentou a profissão de Artista e recebi o Registro Profissional nº 01.

Jamais pensara antes em ser ator. A vida tormou-me um profissional das artes cênicas.

Recebo como um presente, uma dádiva, esta profissão.

E hoje festejo junto com meus milhares de colegas em todo o Mundo o "Dia do Teatro".