Dom João Não Abriu os Portos Assim de Boa

 

cricket 1 Dom João Não Abriu os Portos Assim  de Boa

Escoltada a Coroa chega ao Rio

 

A História do Brasil do jeito que é contada nas escolas parece um conto de fadas, uma coisa feita de atos mágicos.

De repente D, Pedro tá nas margens de um riacho monta num cavalo e proclama a Independência.

Décadas mais tarde Deodoro sai da cama e proclama a República tam´me, montado num cavalo.

Dom João chegou e de repente abriu os portos...

Já disse aqui que no Brasil sabe-se mais da História dos EEUU que da nossa.

Hoje é aniversário da abertura dos Portos brasileiros às nações amigas.

Mas não foi um gesto generoso de Dom João VI. Nem foi assim mágico. (Aliás, nesta semana, dia 31, comemora-se o Dia Mundial do Mágico.)

Mágicas à parte a Abertura dos Portos foi o preço que a Coroa Portuguesa pagou á Inglaterra por escoltar a Corte em fuga para o Brasil. Fugia a Corte da Armada de Napoleão.

Abandonara às pressas Lisboa. Cruzou o Atlântico protegida por canhoneiras inglesas. Em troca, apenas seis dias depois de chegar em Salvador, mal tendo tempo de arrumar  os penicos em baixo das camas, Dom João teve que sentar e assinar a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Leia-se como "Nações Amigas" a Inglaterra.

Essa Abertura beneficiava sobremaneira a Inglaterra pois o imposto cobrado pelas mercadorias da Colônia seria bem mais barato que se compradas em Portugal, além de abrir um novo mercado consumidor sem ter que passar pela intermediação de Lisboa.

Ou seja: ninguém abriu os portos por bondade. Relembro a frase: "É a Economia, seu burro!"

Dom João em 1808 já sabia que não existe almoço grátis, ou melhor: já conhecia a  piadinha do elefante que ajudou a formiguinha a atravessar o rio.

Não Quero Frustrar os Black Blocs, Mas Vai Ter Copa

 

fusca Não Quero Frustrar os Black Blocs, Mas Vai Ter Copa

Copa a gente sabe que vai ter, não sabemos é se vai ter fusca.

 

O ano era 1970. O Ditador Presidente era o  Emílio Garrastazu Médici, responsável por um dos mais sangrentos e repressores governos que o Brasil já teve.

Era o ano da Copa do Mundo. Todos nós, jovens idealistas e patriotas que éramos contra a Ditadura torcíamos para que o Brasil não ganhasse a Copa. Não queríamos a Copa.

O futebol desviaria os olhos do povo para os problemas do Brasil. A Ditadura usaria o futebol para continuar matando, reprimindo, censurando, torturando...

Não tínhamos noção da bobagem do nosso pensamento. Um pensamento alienado da realidade. Porque o povão não tava nem aí pra nossa "ideologia", pra nossa "lógica" política que por ser de extrema esquerda
acabava semelhante ao outro extremo: o Fascismo.

O povão queria mesmo era futebol, e ele, o povo, sabia que uma coisa não tinha nada a ver com a outra.

Ficamos gritando sozinhos. Uma minoria de gatos pingados, ínfimo segmento originário da  classe média brasileira, e em tempo de apanhar na rua se gritássemos contra a Copa ou a Seleção.

O povo continuou vendo a Copa, torcendo pelo Brasil como bons patriotas, e nós continuamos sendo  presos , torturados, espancados e o pior: nem curtimos a Copa de 70. O Tri Campeonato da Seleção.

Foram precisos 14 anos depois para que a Ditadura desabasse. Mas  o futebol continuou por estes 14 anos e até hoje continua empolgando as massas acima de qualquer divergência política.

Essa coisa de "Não vai ter Copa" é equivocada. Porque vai ter Copa sim. Foi decidido em organismos internacionais e a Economia é quem manda. Aprendemos isso em 1970.

Quem decide a Copa é o COB, a CBD, a FIFA...etc. etc..

Quem decide Saúde , Educação etc. é o Congresso Nacional e o Executivo.

Duas alçadas completamente distintas.

A lógica certa dos protestos deveria ser:"Queremos Copa sim, mas queremos também saúde, segurança e educação."

E precisam mesmo, pois quem sai quebrando patrimônio público , inclusive pondo fogo em carro de trabalhador humilde precisa mesmo de muita educação.

O Terceiro Incêndio do Teatro São Pedro no Rio

a cidade arde 02b O Terceiro  Incêndio do Teatro São Pedro no Rio

O Teatro São Pedro antes do terceiro incêndio

O primeiro Teatro do Brasil foi o São João, em Salvador (1812) , o segundo o São João (1813) em  São Luís, e o terceiro afinal, na Corte do Rio de janeiro, o Real Theatro São João inaugurado em 1817, no Largo do Rocio, hoje Praça Tiradentes.

Pois este teatro carioca pegou fogo por tres vezes entre sua inauguração e o ano de 1856.

A primeira vez em 1819, foi reconstruido com  o nome de Imperial Theatro São joão, a segunda em 1851 e depois de esforço e muita luta  do ator João Caetano foi reinaugurado em 1853, sob o nome de Theatro São Pedro de Alcântara voltando a pegar fogo em 26 de janeiro de 1856.Há 158 anos.

Seu terceiro incêndio trouxe um benefício para o Rio de Janeiro: a criação do Corpo de Bombeiros.

Mas existiam teatros no Brasil antes de 1800, no século 18  havia em Minas e no Rio as "casas de ópera". Pequenos teatros com capacidade para até 300 pessoas (como o pequeno teatro de Ouro Preto) onde se apresentava récitas e operetas.

Porém,  a arquitetura teatral clássica, composta de salas de convivência, plateia em balcões e camarotes, palco e bastidores, isto surge apenas a partir da Corte de Dom João VI.

A maioria desses teatros pegou fogo, como a Casa  de Ópera do Padre Ventura, no  Rio, e o Teatro São João, da Bahia. Era muito comum incêndios em teatros.

Com uma arquitetura cênica semelhante à das caravelas (o que havia de mais moderno à época em que foram concebidos) sua caixa de representação era ( e ainda é) composta de muitos panos, cordas  e madeiras, à semelhança das velas e mastros e mastaréus. Material altamente inflamável.

Desde a criação do Corpo de Bombeiros , uma das primeiras instituições de serviço  público do Brasil,  os teatros são da alçada da fiscalização desta corporação, o que aumenta em muito a proteção ás casas e aos espectadores

Há 150 Anos Navios de Manaus a Liverpool?

vapor Há 150 Anos Navios de Manaus a Liverpool?

Pesquisando os alfarrábios, baseado sempre na perspectiva de que "o Brasil não conhece o Brasil" descubro uma linha regular de navio a vapor ligando Manaus a Liverpool, na Inglaterra.

Liverpool, que mais tarde seria a terra dos Beatles.

Uma loucura tropical, que contada ao acaso poderia ser credita a lendas e estórias da Amazônia.

Eu jamais poderia imaginar, aqui no Sudeste, com minha visão do eixo Rio-Sp,   a expansão,o delírio por assim dizer que foi o surto da boracha na região amazõnica.

Em meados do século 19 (por volta de 1850) o Governo Imperial abriu a navegação fluvial no rio Amazonas com fins comerciais. O Tratado de Ayacucho permitia o uso do rio para os  países limítrofes transportarem sua mercadorias até o Atllântico.

A Inglaterra era então a maior potência do mundo. Usou primeiro em pequena escala e depois em grande escla a borracha colhida nas selvas.

Daí que a a linha regular entre Manaus e a Europa corria até com mais frequência que a da Capital Imperial.

Logo depois os nortemaricanos passaram a consumir nossa borracha e os vapores saíram também de Manaus para Nova York, e para muitas metrópoles europeias.

Se continuado fosse o ciclo desenvolimentista da Amazônia provávelmente teríamos hoje uma inversão do eixo mercantil industrial do país, com um Norte profundamente mais desenvolvido e mais  forte economicamente que o Sudeste.

Mas...o imperialismo da época levou nossas mudas de borracha para a Ásia e a sirtuação se inverteu e toda a região foi ficando à míngua.

Mas é fanástico imaginar em 1875 companhias de navegação holandesas, inglesas, norte americanas e alemãs navegando pelo coração da Amazõnia, transportando borracha, mercadorias diversas, produtos tropicais e passageiros.

Amazônia, este sim um novo mundo ainda a ser descoberto. O futuro da riqueza do Brasil.

Novas Gerações Já Nascem Conectadas

indio Novas Gerações Já Nascem Conectadas

Quando eu era criança este curumin era símbolo de uma era. Hoje é a logo do meu neto. (risos)

 

Meu neto de 11 anos é completamente conectado.

Parece um  doce ET com aquela anteninha de microfone na cabeça.

O garoto é comum a todos da mesma idade e classe: conectado nas redes sociais e  videogames.

O filho de 10 anos  de uma amiga teve que operar o tendão do braço direito para enfrentar uma tendinite causada por uso contínuo,  viciado em jogos de computador.

Espero que meu neto e muitos e muitos mais netos e filhos por aí não precisem passar por isso.

Mas o garoto meu neto passa o dia jogando on line e conversando por headphones e microfone com os parceiros de jogo.

Quando ele está neste "transe" pode-se falar com ele, gritar, xingá-lo...ele não escuta nada, mergulhado no mundo fantasioso da WEB.

Tem apenas 11 anos. Fico imaginando como será a cabeça dele aos 60 anos. Não estarei vivo para ver, mas fico muito curioso sobre as futuras gerações.

A facilidade que ele tem - e todos os outros - em navegar, digitar, abrir "janelas" e conectar-se é fantástica.

E todos já repararam que as crianças com três anos e até menos sabem ligar tvs,sons, computador...e alguns até mesmo navegar pelo tablet. Parece que já nascem preparados para esse mundo cibernético.

O cérebro desses meninos está sendo formado para um raciocínio totalmente digital, ao contrário do nosso que fez-se de  forma analógica.

Meu neto chegou com mais dois outros netos, todos caminhando por essa faixa de idade.

A Rede aqui em casa conecta os IPhones meus e de minha mulher,o PC, IPad,  e o laptop doméstico ( 5 dispositivos) e de repente viu ser somada a ela mais :

3 IPhones, 1 IPad, 2 laptops. Somados um total de 11 dispositivos conectados.

A garotada é completamente conectada. E isso é bom. São ligados e interligados.

Mas...que tipo de garotada teremos em 2074?

Um Olhar Sobre os “Milagres de Jesus”

 

olhar Um Olhar Sobre  os Milagres de Jesus

O Olhar dos colegas em "Milagres de Jesus"

 

Quando crianças sempre buscamos o olhar dos pais para saber se estamos sendo aprovados ou não.

Esse Olhar continua pela vida afora. O Olhar do outro é quem nos confirma. Quando adultos é sobretudo o Olhar do Outro que nos diz se somos elegantes, se somos bondosos, se somos cruéis, se somos aceitos ou não.

Ontem, em "Milagres de Jesus",  era o Olhar das personagens que  confirmava Jesus.

É a magia da arte de representar. A técnica que os iniciados nas artes cênicas conhecem.

O que confirma na série exibida  o caráter messiânico de Jesus é o Olhar que a ele dirigem os colegas que contracenam.

É o Olhar deles que nos faz emocionar. O Olhar deles é que nos conta o que eles estão vendo e nos confirmando o que devemos ver também.

Para exemplificar melhor esse fenômeno cênico,  se uma personagem  entrar em cena e disser às demais personagens:

- Eu sou o Rei da Inglaterra!

E se  as demais personagens não se curvarem, não o reverenciarem,  e nem o admirarem , ele não passará de um maluco.

O que vai confirmar para a plateia que aquela personagem é o "Rei da Inglaterra" serão os olhares admiradores; as mesuras; os rapapés que confirmarão a personagem real.

E  foi esse Olhar no episódio exibido ontem, conduzido sobretudo pelo  ator e colega Caio Junqueira que  dimensionou às alturas a figura crística, emocionando, conquistando o telespectador, com a brilhante direção de João Camargo.

Se me permitem dizer: fiquei orgulhoso pelo trabalho apresentado e de fazer parte dessa equipe, já que estarei no episódio da semana próxima esperando a confirmação do meu trabalho através do  seu Olhar.

Meu PC Tá Legal De Vírus, Vilões Agora São os Adwares

virus Meu PC Tá Legal De Vírus, Vilões Agora São os Adwares

O grande horror, terror, da WEB agora não são apenas os vírus. Para estes existem até defesas bem fortes.

O grande terror agora são os adwares. Sites maliicosos que pegam carona em qualquer programa que você instale a partir da WEB.

Dentre eles o chinês Baidu é o chato dos chatos.

Há o Hao, chinês também. (Os chineses estão chegando .kkkkk)

E as porcarias de páginas de pesquisa como um tal searchconduit.

Não adianta passar antimalware; não adianta ir ao Google pra saber como matar esta praga...

Você tira e eles voltam. Parecem aquele capim tiririca: renitentes.

Permitam-me a chula expressão mas já estou de saco cheio de ficar limpando essas porcarias.

No Mozilla consegui limpar. Mas um tal de nationzoom no Internet Explorer e o tal de searchconduit no Google ainda não.

Muito cuidado com os sites de downloads, sobretudo o tal  "baixaqui".  Ele é mestre de te empurrar esses detritos junto com o download que ele promete fazer do programa que você precisa.

Há outros que exigem que para baixar  você cadastre seu celular para receber mensagens musicais ou pornográficas pagando R$ 0,30  por cada uma delas, enviadas três vezes ao dia.

Não só não baixam o programa prometido  como  enfiam esse lixo no teu dispositivo.

Pronto: falei, escrevi e postei!

Quem Disse Que a História Se Repete Como Farsa?

uruguai Quem Disse Que a História Se Repete Como Farsa?

Casal Lilian Celiberti  e Gumercindo Diaz, sequestrados  pela ditadura uruguaia no Brasil com a colaboração da ditadura brasileira. na década de 70.

É voz corrente que a História acontece  a primeira vez como tragédia e a segunda vez como farsa.

Mas será isso real? Comprovado?

Por curiosidade a data de hoje marca dois eventos ocorridos no início do século 20 e que se repetiram da mesma forma trágica  quase no final do mesmo século.

Primeiro: em 1906 a Polícia brasileira fez um pacto com a repressão policial da Argetina e Uruguai para perseguir e prender, torturar e matar os anbarquistas no Cone Sul. Foi uma tragédia.

Era o mesmo modelo que criou a Operação Condor, uma aliança político-militar entre os vários regimes militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai com a CIA dos Estados Unidos, levada a cabo nas décadas de 1970 e 1980 — criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras.

A tragédia se repetiu. Mas não como uma farsa setenta anos depois. Foram cometidos assassinatos sequestros, torturas e prisões incontáveis. Mais uma vez a tragédia.

Segundo: em 1912 , na data de hoje, o filme "A Vida de João Cândido"  (o "Almirante" negro, que sublevou a tropa da Armada Brasileira contra os castigos e torturas que o regulamento mlitar lhes infligia ) foi censurado, proibido de ser exibido.

Uma tragédia para a produção nacional de cinema, para a cultura e para a História.

Setenta anos depois a Censura da Ditadura Militar estava em seu período mais trágico: centenas de obras eram censuradas, seus autores presos, interrogados, perseguidos, discriminados.

Mas será que eu não encontrei  nada de bom nesta data?

Aconteceu sim: foi descoberto pela primeira vez, na Bahia, petróleo em território brasileiro.

O petróleo que os interesses norte-americanos diziam não existir no Brasil. O petróleo que levou o escritor Monteiro Lobato à censura e à cadeia por escrever que ele existia.

Todos os dias acontecem coisas ruins,coisas  boas.Todos os dias temos derrotas e vitórias .

Entretanto  a vida segue, "a vida apenas, sem mistificação" (Drummond), sem teatralização: nem tragédia , nem farsa.

Até Mesmo na Música o Mercado é Tudo?

cae Até Mesmo na Música o Mercado é Tudo?

 

O post de hoje é ingênuo.

Porque começa perguntando: vocês acham que Chico Buarque, Gil, Caetano, Moraes Moreira, João Bosco, Aldyr Blanc, Paulinho da Viola,  e tantos outros deixaram de compor suas inspiradas canções?

Acreditam que os grandes intérpretes da nossa MPB deixaram de gravar Lupicinio, Vinicius, Tom, Mario Lago, Caymmi, Luiz Gonzaga, Almirante, Ary Barroso, Adoniran Barbosa e tantos outros compositores antigos?

Então porque só se ouve Michel Teló, Anitta, Gusttavo Lima e sertanejos em profusão?

De repente, não mais que de repente, cessou "tudo quanto a antiga musa canta", como declamou Camões.

Que perversão é essa que desaparece com o que havia e há de melhor na nossa MPB?

De onde parte a ordem para sepultar, esconder do público tudo que já foi feito de bom na MPB  deste País?

Às vezes grampeando mídias consigo ouvir boa música brasileira. Mas são "pérolas raras" como cantou Cauby Peixoto.

"É o mercado", respondem-me alguns. Mas quem determina o mercado? Quem dirige o inconsciente coletivo para um mercado de consumo? Quem dita as necessidades e gostos do público?

O inconsciente tudo deseja. Mas o Desejo só se transforma em Vontade quando encontra o que está a seu dispor.

Está difícil ouvir  nas rádios e nas demais mídias? Tudo bem então. Compremos os CDs e DVDs. Vã tentativa.

Tente entrar numa loja de CDs e pedir Ismael Silva, ou Pixinguinha. Com muita sorte, em lojas selecionadas você encontrará alguma coisa.

O último CD de Aldyr Blanc eu comprei num consultório médico. Um médico amigo revendia para ele. Aguinaldo Timóteo vende como camelô nas ruas seus CDs.

Nos EUA as lojas e o mercado cultivam todos os seus ícones. Você encontra nas lojas estadunidenses mais CDs de Carmem Miranda que em todas as lojas brasileiras.

Lamentável. Por isso a minha ingênua pergunta inicial.

E a resposta? Relembro  a letra de  Bob Dylan: "A resposta , meu amigo, está sendo soprada pelo vento."

 

“Não Põe Corda No Meu Bloco”

 

boi Não Põe Corda No Meu Bloco

O estandarte do Boi Tolo

O titulo deste post é letra de música de João Bosco, e uma antevisão para onde caminha o Carnaval do Rio de Janeiro.

Pequenos e médios blocos de carnaval rebelam-se contra as regras da Prefeitura e resolvem sair às ruas mesmo sem autorização.

Embora eu compreenda as razões de ordem municipal que levam a Prefeitura a estabelecer normas  para a saída de blocos não posso deixar de simpatizar com a manifestação livre  dos foliões de rua  no carnaval carioca.

De antemão sei que os pequenos e médios blocos sairão perdedores. Vencerá a Economia. Aquilo que dá grana, patrocínio e que vende mais.

Vi nascer o moderno carnaval baiano e sei por experiência própria, como fundador do Bloco Mel de  Salvador, onde vai desembocar o carnaval carioca de rua.

Mas mesmo antevista a derrota isso  não impede que numa grande manifestação contra o estabelecido saia às ruas o carnaval espontâneo, popular.

Realmente não faz sentido exigir de um bloco de rua, de bairro, com 50 ou 100 foliões que tenha segurança, ambulância,  médicos, enfermeiros, e toda uma parafernália similar a blocos gigantescos e organizados até mesmo como instituições lucrativas.

Atento ás palavras do presidente do Boi Tolo:

- "Somos blocos piratas porque a gente não pede autorização e sai à revelia. A gente simplesmente exerce o direito que a Constituição nos garante de sair e ocupar as ruas livremente. As pessoas são livres para se organizarem pacificamente nas ruas". São pequenos e médios blocos que dão força à Desliga (em oposição à Liga dos Blocos) que segue o espírito da onda das manifestações em junho que levaram milhares de pessoas às ruas. "O Carnaval de Rua também é uma manifestação política. Não é só botar o nosso bloco na rua, as grandes bandeiras são contra a mercantilização do Carnaval e da cidade, e pela liberdade criativa no espaço público", defendeu.

Quem viver, verá.

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