Cinema Deve Longa Sobre Independência da Bahia

 

maria Cinema Deve Longa Sobre Independência da Bahia

Maria Quitéria, heroína da Independência

Hoje é 2 de julho, Dia da Independêncoia da Bahia, ocorrida em 1823 e que consolidou a Independência Nacional.

Há 35 anos fiz parte do Conselho do Polo Cinematográfico da Bahia. Até hoje o Polo continua exisitndo, mas não foi capaz de agilizar a produção de nenhum longa sobre a  história épica da Bahia.

Procurei no Google e em  outras fonte e nada encontrei de longa metragem sobre o fato. Mas se você quiser saber mais sobre a  História do Brasil e  da Bahia descobri que existem dois curtas:

O primeiro, "Os Heróis do Brasil - A independência da Bahia" -   O documentário é dirigido por André Sobral e Fabrício Mendieta.

Segundo Sobral,  "O jovem brasileiro não conhece heróis nacionais dos quais possa se orgulhar."

A trilha sonora é de Beto Villares, que já compôs para filmes como "Xingu" e "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias".

Pode-se ver o trailer acessando o link http://osheroisdobrasil.com.br/

Já o segundo curta ,  "O Corneteiro Lopes",  é um curta-metragem de 2003, dirigido por Lázaro Faria.

Você pode ver no youtube uma entrevista com o diretor em https://www.youtube.com/watch?v=EOShTDXalJA

Este filme reconta livremente a história lendária de um evento ocorrido pelas guerras de independência ocorridas no Brasil após a declaração de Dom Pedro I.

A Bahia encontra-se sitiada pelas tropas portuguesas que vêm pouco a pouco deteriorando as forças de resistência comandadas pelo General Labatut.

Em meio a uma feroz ofensiva, o comandante ordena ao corneteiro português servindo nas fileiras baianas Luiz Lopes a tocar a "retirada".

Lopes desobedece e altera o toque para "avançar cavalaria, a degolar". O resultado é a fuga desordenada das tropas portuguesas que pensam terem os baianos conseguido reforços.

Deste modo foi vencida a Batalha de Pirajá, decisiva para a independência da Bahia.

Mas, como tudo por aqui em se tratando de cultura, " não sei"  e  "não vi" ,  não achei e não faço idéia de como ter acesso completo a esses documentários.

Mas fica a sugestão e a lembrança da data.

Perdi a Discípula e Colega: Manoelita Lustosa

 

foto11 Perdi a Discípula e Colega: Manoelita Lustosa

Com Manoelita em "Dona xepa"

Há muito sanos atrás a convite do sindicato dos Artistas d Minas Gerais dei um curso sobre interpretação para TV em belo Horizonte.

Entre todos os alunos, atores profissionais presentes, uma se destacou: era Manoelita Lustosa.

Disse á ela ao final do curso que ela estava pronta para fazer TV e que muito feliz eu foicava de ver como ela dominava bem a linguagem televisiva.

Mal podia imaginar que anos após seria minha colega de gavações na rede Record.

Nosso último trabalho juntos foi em "Dona Xepa" novela que a Record apresentou em 2013.

Sempre nos divertimos muito durante a gravação. Seu estilo cordial e solidário, disciplinado e elegante colaborava para um ótimo ambiente de trabalho.

Dona de um humor discreto, refinado, estava sempre de bem com a vida. Desempenhava cm talento e naturalidade os papéis que lhe eram designados.

Já em "Dona xepa" ela apresentava os primeiros sintomas da doença que viria vitimá-la. Cólicas e dores abdominais anunciavam o câncer que se manifestava.

Trabalhei com ela também em "Poder Paralelo". Ela era a faxineira do hotel e a dona da Pensão onde moravam os demais funcionários.

Como mineiro e ator lamento profundamente a perda deste valor que veio das Gerais para conquistar o Brasil.

 

Domingo Espetacular e a Espetacular Soberania Brasileira

 

 

 

guarani5 Domingo Espetacular e a Espetacular  Soberania Brasileira

O "Guarani". Inicialmente foi feita uma encomenda de 3.000 desses veículos. Vídeo em http://youtu.be/SCmjmTI5YEk

 

Num momento em que a maioria dos órgãos de imprensa do País pintam um quadro pessimista, derrotista, alarmante e provocador de baixa estima no nosso senso patriótico, eis que vem o Domingo espetacular e dá uma lição de jornalismo.

Domingo passado o programa apresentou as armas e a política de Defesa das tres forças brasileiras: Marinha, Aeronáutica e Exército.

Fiquei orgulhoso do meu Pais. Orgulhoso por ver que não estamo sucateados  , nem descuidando da defesa nacional.

Em que pese todas as críticas dos "engenheiros de obra pronta" e dos  adeptos do "quanto pior melhor" que virão, parabenizo a redação do programa.

Por ele fiquei sabendo que estamos produzindo um submarino novo a cada 18 meses e que em 2023 teremos nosso submarino nuclear. Seremos a sexta nação do mundo, ao lado das grandes potências, a possuir este tipo de arma.

E mais: com uma tecnologia que só o Brasil conhece. Que o Brasil desenvolveu sem auxílio de nenhum outro País. Isto é soberania.

Fiquei sabendo que somos um dos maiores produtores e enriquecedores de urânio do mundo.

Que há um plano estratégico da Marinha para a defesa do nosso pré-sal. Tesouro cobiçado pelos impérios capitalistas do mundo. Isto é defesa da nossa soberania.

Pela Aeronáutica vi a compra de 36 jatos suecos com transferência total  de tecnologia para nós.  Poderemos produzir no futuro nossos próprios jatos de combate. Isto também é soberania.

O Exército desenvolveu um novo veículo de defesa em substituição ao Urutu: o Guarani. Véiculo anfíbio, mais moderno, mais ágil, e mais eficiente. Chega a 125km por hora. Mais força e agilidade  para a nossa soberania.

E sem falar na inconcdicional defesa da Amazônia Brasileira, outro motivo de cobiça do capitalismo internacional.

Quando um jornalismo deixa de ser um partido político e passa a ser informativo a gente fica conhecendo melhor os valores do Brasil.

Este serviço prestou-nos o Domingo Espetacular no domingo passado sob o comando de Paulo Henrique Amorim.

Quem quiser rever a reportagem o link para "Domingo Espetacular" é esse aí: http://noticias.r7.com/domingo-espetacular .

Quem não viu, vale a pena ver. Jornalismo que dá orgulho de ser brasileiro.

Renata Fronzi e a Família Trapo

 

familia Renata Fronzi e a Família Trapo

Renato, Cidinha, Renata, Zeloni e Golias. De pé, Jô Soares

 

Quando eu era jovem havia uma atriz de comédias que me entusiasmava e me tirava boas gargalhadas,  plenas de admiraçao:Renata Fronzi.

Atriz brasileira, mas nascida argentina. Foi casada com o apresentador e locutar Cesar Ladeira. Mãe de Cesar Ladeira Filho  e do músico César Ladeira.

Era uma maravilha assitir Renata nas chanchadas da Atlântida,  e o auge aconteceu quando de 1967 a 1971 Renata fez o papel de Helena Trapo, irmã de Bronco - Ronald Golias - no humoristico da TV Record, canal 7 de São Paulo : A Família Trapo.

Do programa além de Renata e Ronald Golias participavam da "Família": Renato Corte Real,  Jô Soares, Zeloni e pasmem: Cidinha Campos!

Renata, que faleceu de síndrome de disfunção múltipla dos órgãos em 2008, por causa do diabetes ( a doença silenciosa) era portentosa. "Casa cheia" como diríamos hoje.

Brilhava no palco e nas telas. Tinha um sotaque italo-castelhano que a destacava, que marcava sua harmoniosa voz de comediante.

A Família Trapo era uma sátira baseada no sucesso do Filme "A Noviça Rebelde" (Família Von Trapp). Este programa  deu filhotes com o mesmo viés e que foram sucesso em outras emissoras décadas após.

Em preto e branco, (ainda não havia tv a cores) é lamentável  que apenas tres episódios do programa continuem como arquivo, os demais perderam-se com o incêndio da TV Record  à época.

Ainda que  trabalhando na mesma profissão, apenas uma vezencontrei  Renata Fronzi: na platéia de uma peça que fomos assisitr.

Mas é bom que tenha sido assim, penso que mitos não devem ser vistos de perto. Porque de perto todo mundo é comum ( ou normal).Risos.

E aplausos para Ranata Fronzi e sua Família Trapo.

renata Renata Fronzi e a Família Trapo

A estrela Renata Fronzi

O Tempo Passa: 26 Anos Sem Chacrinha

chacrinha O Tempo Passa: 26 Anos Sem Chacrinha

O "Velho Guerreiro"

 

Quando Chacrinha morreu, em 30 de junho de 1988 morreu com ele um Brasil inteiro.

Prefiro dizer assim que o lugar comum "morreu um pedaço do Brasil". Digo logo: morreu um Brasil inteiro, porque logo depois entramos   numa nova era econômica, e por consequência uma nova era cultural, social e de costumes.

A alegria tropical de um irreverente apresentador. A cara nossa de cada dia. Talvez o ultimo rebento da Semana Moderna de 22.

"Vocês querem bacalhau!!!" Gritava para o   auditório e jogava mantas de peixe em direção às câmeras, em direção do espectador.

Fez história no entretenimento nacional. Um gênio da comunicação.

Pai da célebre frase, irreverentete como toda a sua performance "Em televisão nada se cria, tudo se copia."

Ninguém conseguiu até hoje substituí-lo. Fruto de uma época.

E Chacrinha fazia tudo isto em plena Ditadura Militar.

Fico imaginando com a liberdade de hoje o que não nos presentearia em criatividade o velho Abelardo Barbosa, o Chacrinha.

Mesmo sem receber um tostão por nenhuma das reprises apresentadas no Canal Viva, seus colegas de profissão e de entretenimento, como eu,  ainda conseguem relembrá-lo nas reprises.

Dessa maneira matamos as saudades de um Brasil onde a agressividade - limitada a  bacalhaus, aipins, e farinhas jogadas no público -   era apenas  uma forma saudável de humor.

A Cabeça de Para Raios do Eduardo Bueno

bueno2 A Cabeça de Para Raios do Eduardo Bueno

Uma metamorfose ambulante

 

 

Estava posto no recesso do meu lar (risos)  assistindo um programa noturno. Presentes no programa  além de muitas outras personalidades -  inclusive Thiago Lacerda -  estava o historiador  Eduardo Bueno , o  Peninha.

Autor de vários livros sobre o Brasil do século XVI.

Mas de repente, não mais que de repente, sem quê nem pra quê, num adendo da conversa o Peninha me larga: "Aquela bosta que é o Nordeste." Vi e ouvi com meus próprios sentidos.

Ninguém editou, ninguém postou pela metade... nada. Estava lá, a "obra" inteira sujando a linguagem da TV.

Fiquei chocado, sobretudo pela parte nordestina (baiana e sergipana) que me toca.

Mas como compreender Eduardo Bueno?

Mais tarde lendo uma entrevista sua datada de 1998 vi a geléia geral que se passa na sua cabeça.

Diria que ele é um prisma. Reflete várias imagens e personalidades conforme o mundo gira e ele gira  com o Mundo.

Lembrou-me, pela maneira de falar e pelas expressões usadas um amigo que tive,  rico exemplar de esquizo,  consumido por gênios que o levavam a vagar  entre o real e o imaginário.

Como diria Raulzito: Eduardo é "maluco beleza"! Não diz coisa com coisas, mistura todos os conceitos e diverte-se com seus próprios egos inflados.

Como em uma  típica feira nordestina na cabeça de Peninha  tem de um tudo  pro gosto de qualquer freguês, basta escolher o ego que te agradar no momento.

Dono de um raciocínio rápido,   e de uma retórica idem, faria realmente falta ao universo brasileiro de hoje.

Se eu estivesse na Bahia diria com o humor que nos caracteriza  que ele tem a cabeça de para raios: cada hora uma centelha de energia vinda de espaço diverso desata mais um curto circuito no seu cérebro.

Não sei como conseguiu escrever com tanta lógica e coerência as obras que lhe encomendaram Fernando Henrique e José Serra.

Espero continuar lendo os seus bons livros  e separando o joio do trigo. Pelo visto ,  muito mais joio que trigo (risos).

Em tempo: o Nordeste não precisa da minha defesa, nem da de ninguém.  O nordestino é antes de tudo um forte, escreveu Euclides da Cunha, e o Nordeste fala por si.

Assassinato do Arquiduque Há 100 Anos, Hoje é Romance de Sucesso

 

ken Assassinato do Arquiduque Há 100 Anos,  Hoje é Romance de Sucesso

Ken Follet e "Queda de Gigantes"

 

Estou relendo a trilogia  "O Século" de Ken Follet, autor de quem sou fã.

Releio no momento o segundo volume: "Inverno do Mundo". O primeiro volume é o "Queda de Gigantes". Embora o terceiro volume, que completa a trilogia,  ainda não tenha sido publicado no Brasil.

Enquanto aguardo a publicação  releio com a mesma emoção os dois primeiros volumes. Para os que se acostumam com ebooks o terceiro volume "Eternidade Por Um Fio" ,  já existe neste formato, mas publilcado em papel sómente em setembro deste ano.

Recomendo a leitura desta trilogia romântica.  É um estilo  que prende  de imediato o leitor. Ken Follet é o mesmo autor de "Os Pilares da Terra", que até série para tv se tornou.

Em "O Século" ele descreve o Mundo desde pouco antes da Primeira Guerra Mundial até a atualidade,  com a ameaça nuclear.

A propósito: a data de hoje marca  o assassinato do herdeiro do trono da Áustria, o Arquiduque Ferdinando e sua esposa, por um anarquista sérvio.

Esse assassinato foi o pretexto para que a Áustria  declarasse guerra à Sérvia e fosse acompanhada pela Alemanha. Imediatamente formou-se o chamado bloco aliado: Rússia, França e Grã Bretanha.

Assim eclodiu a I Guerra Mundial. Conflito que envolveu o mundo ( os EEUU entraram na guerra em 1917) matou milhões de jovens, e provocou o fim do regime czarista na Rússia e a criação da União Soviética.

O fato ocorrido na data de hoje, há exatos cem anos, é o mote do primeiro romance da trilogia.

No segundo volume temos a ascensão do Nazismo e a II Guerra Mundial.

O terceiro voume é esperar pra ver.

Ken Follet é Galês - nascido no País de Gales  em 5 de junho de 1949  .

Além das obras citadas Follet tem romances fantásticos que você encontra nas boas livrarias.

Leiam.

Relembrando Monteiro Lobato: "Quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê."

Aécio e o Filme “Uma Proposta Indecente”

aecio4 Aécio e o Filme Uma Proposta Indecente

 

 

Gostaria que meu blog tratasse sempre de Cultura, Teatro e  amenidades. Mas acontecem coisas neste momento eleitoral das quais não consigo me furtar de comentar, considerando os  meus 51 anos de lutas pela democracia e pelas conquistas sociais.

Não gostaria de tocar neste assunto no meu blog, mas a política chegou a tal nível de desfaçatez e falta de ética que é isso que me assombra.

Que ganhe A ou B na eleição faz parte do jogo.

Mas o que antes ao menos era feito com certo pudor diante do eleitorado, e da cidadania, agora chegou ao ponto de ruptura da credibilidade da ordem política.

O conselho dado por Aécio Neves aos políticos e partidos da chamada base aliada não poderia ser mais deseducador para a cidadania. Parafraseando o filme famoso trata-se a meu ver de  "uma proposta indecente".

Disse ele: "- Suguem mais um pouquinho   ( o Governo Dilma ) e depois venham pro nosso lado."

Acontece que o Governo Dilma ainda representa o Estado Brasileiro, não vejo outra interpretação em sugar bastante que não seja   "mamem bastante nas tetas do Estado atual e depois de satisfeitos,  venham para o nosso colo."

Reduz os políticos e a política a um bando de sangue sugas. Sabemos que em sua maior parte isto é real desde os tempos da Colônia. Mas perdeu-se o pudor.

Não sei se o que ele falou  é mais, ou menos,  venal que as alianças espúrias que estão sendo feitas em nome de mais tempo na TV para propaganda partidária.

Mas este conselho do presidenciável mineiro é imoral, é indecente. Passa por cima de todos os cidadãos deste País que desejam ver seus impostos bem aplicados e a ética restabelecida.

Às vezes  se fala besteira, mas da besteira falada à conclamação da prática predatória do erário público vai uma distância maior que entre Belo Horizonte e Brasília.

O Brasil e o Teatro Brasileiro Estão Mudando

vianna O Brasil  e o  Teatro Brasileiro  Estão Mudando

Oduwaldo Vianna Filho , o Vianinha, pensava o Brasil na sua dramaturgia.

O assunto é muito mais complexo e muito mais profundo para que possa esgotar-se num simples post de um blog.

Mas o Teatro Brasileiro de hoje não pensa mais o Brasil.

Limita-se à captação de dois grandes campos de público: os musicais e o standup.

O standup é o pensamento em torno do próprio umbigo. Esta reentrância abdominal é o centro do Universo nos textos de standup.

Os musicais nem precisam pensar: em sua maioria são cópias fiéis do que já foi pensado e feito na Broadway.

à exceção de uma lucrativa indústria de centenários e biografias musicais. Produtores catam  a cada ano qual centenário de famosos comemora-se no outro ano, fazem seus projetos, aprovam na Rouanet e vemdem estes fastfoods às grandes empresas, que só liberam a grana em função não da cultura, mas do retorno de marketing.

As poucas peças no circuito comercial que podem levar a pensar o Brasil  ou a existência, minguam de espectadores, de horários  e de casas onde se apresentar.

É um momento em que a platéia também não deseja as pensar. Ou mehor : pensa apenas no consumo imediato de um fastfood, e no próprio umbigo, o que gera o círculo inercial que mantém o atual momento do Teatro Brasileiro.

Na teledramaturgia as grandes questões nacionais resumem-se a se teremos o beijo gay ou o beijo lésbico. Em que pese a importância da discussão dos costumes e da liberdade individual no Brasil de hoje parece-me que tais assuntos apresentados no vídeo estão muito mais presos à busca pelo IBOPE do que ao aprofundamento da questão.

Prova disto é o colega que  em "Amor à Vida" questionou porque  a personagem dele não tinha família, não tinha outra vida que não fosse o triângulo amoroso gay.

Há coisas muito sérias para serem dscutidas pela nacionalidade e por seus autores e artistas: a burocracia,  a ética na política e na sociedade, a Reforma Política, a falta de moradias, a saúde pública, a violência nas escolas, o salário dos professores, as mortes por abortos clandestinos, a falta de leitura por parte  da juventude, a questão indígena, op desmatamento, a cidadania, a Reforma Agrária, o peso dos impostos, a corrupção em todos os níveis..."Há mais coisas entre o céu e o nosso umbigo do que supõe a nossa vã fantasia".

O País parece anestesiado. Não falo das grandes manifestações de junho  que foram apenas uma explosão do tédio, e que uma vez  passadas ninguém se põs a discutir realmente saúde, segurança, educação...Feita a catarse voltaram todos aos seu lares e ao seu individualismo.

Os 30 pártidos políticos em sua maioria, com raras exceções,  pensam apenas em como negociar  a verba partidária, o tempo de tv, e a eleição de uns tantos deputados que lhes garanta gabinetes em Brasília.

Os black blocs tão ativos  parecem também não pensar em mais nada a não ser em quebrar, quebrar, quebrar. Qual a proposta deles? O que propõem depois de muito pensar? Ou sequer pararam pra pensar?

Enfim: há uma grande mudança ocorrendo no Brasil -  com ela segue a dramaturgia nacional -  e não me pareceu até agora que seja para melhor.

Ainda Se Brinca de Polícia e Ladrão?

pol2 Ainda Se Brinca de Polícia e Ladrão?

 

Será que realmente evoluímos em exercício da cidadania quando se trata das relações entre a Polícia e o Cidadão?

(Não estou me reportando à tradicional repressão da PM contra manifestantes desde tempos imperiais).

Quando bem jovem havia no Rio um delegado chamado Padilha. Havia também uma moda de calça de boca fina para os homens.

Mas ele não gostava disso. Então ele saía em patrulha, parava os homens, e fazia descer um limão pela perna da calça. Se não passasse na ponta o sujeito ia preso por maus costumes.

Mais tarde,o Ano era 1967. Ditadura Militar. A Polícia Civil do Rio tinha uma excrecência chamada Invernada de Olaria. Uma prisão comum para onde iam todos os presos comuns até a triagem definitiva.

Era o absurdo da arbitrariedade. Voltava eu da casa de um amigo para a minha a poucas quadras de distância, na então pacata Ilha do Governador.

Voltava a pé. Onze da noite. Parado pela Polícia.

-"Documentos!"

Resolveu por si a Polícia Civil  que todo maior de idade tinha que portar consigo  carteira de trabalho e assinada, senão: Invernada nele.

Apresentei a carteira, mas sem assinatura ou emprego.

- "Não trabalha? "

- "Não senhor."

- Por quê?"

O que é que um rapaz de 19 anos, estudante, sozinho na rua, sem testemunhas,  responde a um gorila desses? Como eu era bem magrinho, não pegava sol, e tinha uma vasta cabeleira, respondi quase sussurrando a mentira que soou como verdade:

- "Sou tuberculoso".

Passagem livre na hora, afastaram-se temerosos de pegar a doença.

E hoje? Como é nas comunidades? Como é com o povo humilde nas ruas , nas "quebradas" como se diz?

Cinquenta anos depois evoluímos nesta relação cidadã?

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