Hoje estive na feira BETT Brasil Educar - um evento originalmente do Reino Unido, com expositores, empreendedores e empresários que vendem negócios, materiais educacionais, tecnologias e serviços, além de apresentar, através de um time de palestrantes diversificado, grande variedade de temas e outros conteúdos relacionados a inovação e tecnologia na Educação formal.

O que me chamou a atenção assim que cheguei no pavilhão foi a quantidade de sistemas de ensino. Eles dominavam o salão.

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Você sabe o que é um sistema de ensino?

Objetivamente falando, são empresas que dão suporte a escolas tanto da rede pública quanto da rede particular, fornecendo material didático e também o apoio pedagógico com consultorias, treinamentos e formação para professores.

Muitos sistemas nasceram da necessidade de se preparar o aluno para os diferentes vestibulares e hoje o ENEm,  principalmente. Com o tempo, foram ampliando sua atuação para todo o Ensino Médio, Fundamental 2, Fundamental 1 e muitos até para a Educação Infantil.

Para ilustrar um pouco do porquê de tantos players nesse mercado, este segmento gerou receitas brutas de R$1,2 bilhão em 2011 de acordo com a Hoper Education.

E nesse mar de ofertas, o que tantos tem em comum e o que os diferencia?

Passei por stands de tamanhos e cores diversas, alguns foram mais "agressivos" e me  pescaram no meio dos corredores para conhecê-los melhor.

Eram muitos selos educacionais: Gabarito, GPI, Eleva (Pensi, Elite, Coleguium e Alfa Cascavel), Objetivo, SAS, J. Piaget, Universitário, Bernoulli, SFB, Pitágoras, entre tantos outros.

Muitos serviços, recursos, formatos, aulas, parcerias e tecnologias eu vi: games interativos, video aulas, materiais que desenvolvem diferentes  habilidades, plataformas com exercícios e avaliações, projetos de Ciências, aplicativos em celular, aulas práticas ligadas a ecologia e, mais que tudo, índices de aprovação no ENEM e concursos afins. Os instrumentos de venda são muito atraentes e sedutores: stands bem decorados, bolsas, pendrives, canetas, entre outros brindes, folders explicativos de excelente qualidade, enfim, uma feira de feras quando o assunto é marketing e vendas!

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E volto a me perguntar: como escolher o melhor? Seria pelos resultados no ENEM tão-somente? Tradição no mercado?

Bem, depois de tantos bombardeios visuais e de tanto ouvir sobre Educação, concluo que, escolher o melhor sistema para você e sua escola deve levar em conta as prioridades de cada um deles, os preços, o suporte aos diferentes clientes - aluno e escola, as habilidades que se quer desenvolver, mas, sobretudo, deve-se investigar o cuidado com um elemento ainda primordial par que a mágica aconteça: o professor.

Como ele é visto?

Ele pode colaborar com o sistema de ensino em questão (afinal quem fica no front de batalha, ops, na sala de aula, é ele, não é?)?

É dado um treinamento contínuo, acolhedor e focado na melhoria daquele profissional?

É atribuído a ele parte do mérito e do sucesso?

Enfim, o melhor diferencial deve ser na parte humana já que, no que se refere às diferentes tecnologias, se oferece tanto de tudo.

Deixo vocês com Cora Coralina que sempre me martela o pensamento quando falo em Educação:

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".