CZR0ucJWAAYkl63 Ana Paula, do BBB 16, não está sozinha no seu machismo

Fácil não exigir igualdade quando se é sustentada pelo papai, né?

Em pleno 2016, a gente precisa encarar uma verdade: ainda existem muitas mulheres que pensam como a Ana Paula, do BBB 16. Jornalista, com duas pós-graduações e desempregada, a sister causou um rebuliço nas redes sociais na noite desta quinta-feira (21) ao declarar, num papo com Harumi, que é machista. E mais: disse que o mundo deveria ser machista, como se já não fosse...

Sustentada pelo pai, a jovem vive em Belo Horizonte e fez discursinho defendendo seu estilo de vida, recheado de ostentação, e cravou:

— Mulher pode levar o café na cama, mas o homem tem que fazer o papel de provedor, aquele que dá conforto.

Para a loira de 34 anos, mulher não deve trabalhar, e sim ser sustentada. E continuou vomitando ideias ultrapassadas.

— A mulherada está muito para frente, deixando os homens cada vez mais bobos. Sou machista. Feminista é quem quer revolução das mulheres, direitos iguais. Eu não estou atrás disso não, de jeito nenhum.

Antes de ficar confinada na casa do BBB, Ana Paula já havia usado as redes sociais para defender sua posição.

—  Eu nunca tive a menor vergonha em dizer que não sou nada feminista. Sempre amei ser cortejada pelos homens, seja com pequenos gestos como: quando puxam uma cadeira para eu sentar, abrem a porta do carro ou do elevador, emprestam um paletó para me abrigar do frio - mesmo que estejam com frio, evitam usar palavras chulas na minha presença ou ter atitudes grosseiras. Na verdade, para mim, esses e outros gestos são acima de tudo demonstrações de respeito e admiração pela mulher. Claro que também são conquistas das mulheres que sabem demonstrar o seu valor. Como sempre: causa e consequência.  Quando digo que não sou nada feminista, não significa que ache que a mulher não deva trabalhar, votar, crescer profissionalmente... Nada disso. Meu posicionamento é em relação a esta ideia louca de querer provar e impor uma igualdade que ultrapassa qualquer barreira biológica e que identifica a mulher que aprecia gentilezas dos homens para com as mulheres como o protótipo da submissão. O que não acho normal é a tentativa de inverter valores tão sólidos, somente na intenção de querer provar que existe uma igualdade inata entre homens e mulheres, quando o dia-a-dia comprova que existem inúmeras coisas, lugares, hábitos e papéis que são predominantemente femininos ou masculinos.

É triste, mas existem muitas mulheres que pensam como ela. É chocante notar que uma jovem de 34 anos possa vir a público, em rede nacional, se gabar de sua incompetência para a vida. Ouvi-la dizer que o que deseja mesmo é ser sustentada e que homem é que tem de ser provedor dá até vergonha. Mas nós sabemos muito bem que há por aí uma mulherada ávida por achar um "papai" que a banque (tem até site que promove esses encontros...)

Espero, apenas, que essa mocinha não dure no jogo. É nefasto para todos os que batalham diariamente por uma melhor condição de vida para as mulheres. Como bem resumiu um internauta, "se Ana Paula trabalhasse e visse como os salários são diferentes pra homens e mulheres aí sim talvez ela tivesse atrás de igualdade". Ou, a todos nós, só resta escancarar o que Ana Paula realmente é, como sugeriu outra comentarista de Twitter:

— Deve ser realmente horrível para Ana Paula, com 34 anos, um diploma, sendo sustentada pelo pai e participando de reality show. Eu ri da cara dela.

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