16997659 10211627079014550 7562229615587743271 n Delírio feminazi? Agressões a mulheres no Carnaval dizem muito sobre o machismo

Elisabeth Henschel relatou agressões no Carnaval cometidas pelo simples fato de ela ser mulher

De olhares lascivos às gracinhas mais absurdas, passando por fotos sem consentimento, apalpadas, beijos forçados e até soco na cara, mulheres no Carnaval foram vítimas de toda sorte de violência. Os dados são assustadores. De acordo como jornal O Estado de S.Paulo, em cinco dias, período de duração da Operação Carnaval realizada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a instituição prestou 15.943 atendimentos por meio do telefone 190. Desses, 2.154 (13,5%) se referiam a casos de violência contra mulheres.

Divulgados pela PM, os dados se referem ao período das 8h de sexta-feira, 24, às 8h de quarta-feira, 1º, em todo o Estado. Portanto, houve mais de 430 casos desse tipo por dia, ou um episódio de agressão a cada pouco mais de 3 minutos. Isso, não custa lembrar, se refere aos casos em que as vítimas se incomodaram a tal ponto de formalizar uma reclamação. Impossível mensurar um número exato, afinal, a maioria não presta queixa, fica com medo, e se cala.

Um dos relatos que vieram à tona foi o de Elisabeth Henschel, que, usando um maiô com a inscrição “Feminist” relatou ter sofrido abusos, a despeito de estar acompanhada do namorado. No pior dos ataques, foi agredida no nariz com um soco que rendeu três pontos, uma queixa registrada, e o agressor autuado.

O aumento dos casos, segundo os especialistas, pode estar ligado a uma maior conscientização das mulheres, que estão conseguindo diferenciar melhor o que é agressão do que é paquera. Ninguém é contra flerte, ainda mais no Carnaval. Mas avançar sobre o corpo alheio sem consentimento não é cantada. É crime.

Incrível perceber que, apesar de todas as campanhas, de todo esforço que vem sendo feito pelos coletivos feministas, os homens continuem agindo como moleques descontrolados. Qual a dificuldade de respeitar uma mulher que está curtindo o Carnaval, tanto quanto seus coleguinhas machos? É mesmo tão complicado de entender que partir pra cima não é uma forma razoável de conquista?

Os números da violência contra a mulher no Carnaval carioca só revelam o óbvio: ainda há muito por fazer para mudar essa realidade. Os homens precisam evoluir no quesito respeito. As mulheres devem continuar brigando pelo direito de vestir e agir como bem entenderem, na folia e fora dela. Se alguém ainda acha que isso é mimimi de feminista olhe em volta. Certamente há um ogro machista perto de você (isso se você não for um deles).

Se alguém aí defende esse tipo de atitude, acha que mulher que tá no Carnaval não pode reclamar de assédio,  a mudança deve começar por você. Do lado de cá da trincheira, a luta contra a violência de gênero vai continuar. Com ou sem Carnaval.

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