trevan Mãe divulga carta de jovem que se matou após ser estuprada

Linda resolveu compartilhar o desabafo da filha, feito alguns dias antes de ela tirar a própria vida

Não dá para imaginar a dor dessa mulher. Linda Trevan perdeu a filha da forma mais brutal que nenhuma mãe conseguiria suportar: a adolescente cometeu suicídio dois anos após ter sido estuprada por um grupo de estudantes, na Austrália. O caso de Cassidy Trevan tornou-se emblemático na luta contra o bullying e suas consequências.

Agora, Linda resolveu compartilhar a carta deixada pela filha, escrita dias antes de morrer. Ela também criou recentemente uma página no Facebook, "Bullying Killed My Child; Cassidy's Story"  (o bullyng matou minha criança), no qual mantém a história de Cassidy viva, para que tragédias como a dela não se repitam.

Na carta, Cassidy fala sobre o crime que sofreu e de como as perseguições a impactaram. Tudo muito triste, mas que sirva de alerta para pais, jovens e educadores. Ninguém está a salvo se essa praga de bullying não for combatido.  Cassidy tinha 13 anos quando, em fevereiro de 2014,  foi levada por supostas amigas a uma casa em Springvale, onde foi abusada sexualmente por dois rapazes.

As meninas, que antes a intimidavam com provocações típicas de bullying, se aproximaram fingindo amizade e a convidaram para um suposto festival. A pós ser violentada, Cassidy sofria com insônia, pesadelos, ansiedade, ataques de pânico e problemas mentais. Antes de tirar a própria vida, escreveu isso.

"Estou fazendo isso porque mais de 1.500 alunos entre 7 e 12 anos estão atualmente matriculados nesta escola e eles precisam ser alertados. Eu sinto pelo que aconteceu comigo e porque a equipe da escola não fez nada para me ajudar. Meu nome é Cassidy Trevan, e eu fui estuprada. Se alguém tentar fazer isso com você, confie em mim, vale a pena lutar! Lute! Se não o fizer, você vai se arrepender pelo resto da sua vida, como eu. Você pode fazer isso. Depois de 1 ano e meio, eu quero, finalmente, ser deixada em paz. Ainda continuo recebendo mensagens, de estudantes que eu nunca conheci, me chamando de vadia."

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