É Tudo Verdade 2015 divulga programação da 14ª Conferência Internacional do Documentário

 É Tudo Verdade 2015 divulga programação da 14ª Conferência Internacional do Documentário

Welles (à dir.) em cena de It’s All True – Baseado em Um Filme Inacabado de Orson Welles (Foto: Divulgação)

E Tudo Verdade É Tudo Verdade 2015 divulga programação da 14ª Conferência Internacional do DocumentárioEvento paralelo ao festival, a Conferência Internacional do Documentário promovida pelo É Tudo Verdade acontece neste ano nos dias 14 e 15 de abril na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

O centenário de nascimento de Orson Welles (1915-1985), os 80 anos de Vladimir Carvalho e um balanço sobre a produção documental registrada nos últimos 20 anos do É Tudo Verdade serão os temas dos debates. A entrada é franca. Veja abaixo a programação, com informações fornecidas pelo festival.

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO DOCUMENTÁRIO

DIA 14 DE ABRIL

10h - Abertura: Palestra inaugural de Jonathan Rosenbaum sobre o centenário de nascimento de Orson Welles
Jonathan Rosenbaum é um dos mais importantes críticos de cinema em atividade nos EUA. Autor de mais dez livros sobre a história do cinema, incluindo títulos sobre Jacques Rivette, Abbas Kiarostami e Dead Man de Jim Jarmusch, Rosenbaum é dos principais especialistas na obra de Orson Welles. Sua reunião de ensaios sobre o diretor de Cidadão Kane (1941), Discovering Orson Welles, foi publicada em 2007 pela University of California Press, tendo ainda editado as longas entrevistas do cineasta a Peter Bogdanovich em Este É Orson Welles (no Brasil, Globo Livros, 1995).

14h – 20 Anos de Documentário Brasileiro – Carlos Alberto Mattos e Fernão Ramos
Carlos Alberto Mattos é um crítico de cinema brasileiro. Curador da mostra Faróis de Cinema (3ª edição, 2014), é autor de livros sobre Eduardo Coutinho, Jorge Bodansky, Maurice Capovilla, Vladimir Carvalho e Walter Lima Jr.
Fernão Pessoa Ramos é professor titular do Departamento de Cinema do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É autor, entre outros, de Cinema Marginal, a Representação em seu Limite (1987) e Mas Afinal... O Que É Mesmo Documentário? (2008).

DIA 15 DE ABRIL

10h – Vladimir 80 – Amir Labaki entrevista Vladimir Carvalho
Vladimir Carvalho é um dos mais importantes documentaristas da história do cinema brasileiro. Em mais de seis décadas de atividade, dirigiu, entre outros, os curtas-metragens A Bolandeira (1967) e A Pedra da Riqueza (1976) e os longas O País de São Saruê (1971) e Conterrâneos Velhos de Guerra (1991). Dentro da retrospectiva comemorativa de seu 80º aniversário realizada pelo É Tudo Verdade 2015, lança sua antologia de ensaios e artigos Jornal de Cinema.
Amir Labaki é o diretor-fundador do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.

14h - O Documentário Segundo os Festivais: Ally Derks (IDFA), Haruka Hama (Yamagata) e Thom Powers (Toronto, Miami, DOC NY)
Ally Derks é a diretora-fundadora do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA), o maior evento dedicado ao gênero no mundo.
Haruka Hama é uma curadora japonesa, desde 2011 vinculada ao Festival Internacional de Documentários de Yamagata, para a qual prepara para 2015 um foco especial sobre a produção latino-americana.
Thom Powers é curador americano responsável pela seleção não ficcional do Festival Internacional de Cinema de Toronto e Festival de Cinema de Miami e pelo Doc NY. É ainda o programador da faixa semanal Stranger Than Fiction, sediada pelo cinema de arte IFC em Nova York.

saibamais 600 pixels É Tudo Verdade 2015 divulga programação da 14ª Conferência Internacional do Documentário

+ Veja a programação completa do É Tudo Verdade 2015

+ Lista: todos os documentários brasileiros nos cinemas desde 1995

+ Agenda: os principais festivais de documentário no Brasil em 2015

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

Com No Meio do Rio Entre as Árvores, Jorge Bodanzky volta à Amazônia em documentário participativo

No Meio do Rio Entre As Arvores Divulgacao Com No Meio do Rio Entre as Árvores, Jorge Bodanzky volta à Amazônia em documentário participativo

Moradora de uma comunidade ribeirinha do Amazonas filma seu cotidiano em No Meio do Rio Entre as Árvores, documentário de Jorge Bodanzky (Foto: Divulgação)

Em boa parte da Amazônia brasileira, o rio ainda é o único meio de transporte. O documentário No Meio do Rio Entre as Árvores, de Jorge Bodanzky, que estreia nesta quinta (26) nos cinemas, visita algumas das 35 comunidades que vivem nos 16,4 milhões de acres da área de preservação da floresta na bacia do Rio Amazonas. O que encontra é uma floresta resistindo para ficar em pé, diante dos riscos da exploração predatória, e um povo resistindo para sobreviver em meio a uma série de desafios.

Embora Bodanzky e equipe tenham produzido boa parte das imagens que vemos, o filme é também resultado de um processo participativo que incluiu a realização de oficinas de vídeo nas  comunidades ribeirinhas. São os moradores que definem os temas são querem registrar – priorizando questões ambientais, mas também assuntos triviais dessas pequenas vilas rurais.

Colocar o outro na experiência de retratar-se é algo que tem acontecido com certa frequência no mundo da fotografia e do cinema. Talvez o Vídeo nas Aldeias seja o projeto brasileiro do gênero mais reconhecido. O trabalho de Bodanzky é bem diferente, primeiramente porque as oficinas que promoveu foram de curto prazo. E, em segundo lugar, porque as populações ribeirinhas dos anos 2010, com seus celulares e parabólicas, têm um acesso à tecnologia bem diferente do que os indígenas nos anos 80, quando Vídeo nas Aldeias começou.

Diante disso, será que colocar o “outro” no comando da câmera ainda traz algum impacto, ou provoca reflexões neles que não aconteceriam sem esse mecanismo? Fica para o espectador refletir, já que o filme não entra nesse juízo de valor.

Bodanzky tem uma produção premiada e respeitada desde os anos 70 e transita entre o documentário e a ficção, com a temática ambiental sempre presente. Seu longa mais reconhecido é Iracema, Uma Transa Amazônica (1975). Sua trajetória está sendo referenciada no festival Ecofalante, que acontece até o dia 29, com sete filmes de/sobre o cineasta.

O documentário No Meio do Rio Entre as Árvores já foi exibido no Ecofalante. Antes, participou de diversos festivais estrangeiros e nacionais, começando pelo É Tudo Verdade 2010. Chega agora ao circuito comercial – mas, conhecendo-se o histórico desse tipo de produção nos cinemas, quem se interessa pelo tema deve correr para ver antes que a obra saia de cartaz.

No Meio do Rio Entre as Árvores
Direção: Jorge Bodanzky. Brasil, 2010. 70 minutos. Estreia no circuito comercial de cinemas no Brasil: 26/3/2015. Classificação indicativa: a confirmar.

(Por Marcelo Bauer)

saibamais 600 pixels Com No Meio do Rio Entre as Árvores, Jorge Bodanzky volta à Amazônia em documentário participativo

+ Lista: todos os documentários brasileiros nos cinemas desde 1995

+ Agenda: os principais festivais de documentário no Brasil em 2015

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

É Tudo Verdade 2015: programação completa

E Tudo Verdade É Tudo Verdade 2015: programação completaSESSÃO DE ABERTURA

Últimas Conversas, de Eduardo Coutinho (Brasil, 2015)
Filme póstumo de Eduardo Coutinho traz o diretor papeando com jovens estudantes cariocas. O documentário, deixado inacabado, foi montado após a sua morte pela produtora Videofilmes. Leia mais.

COMPETIÇÃO BRASILEIRA DE LONGAS E MÉDIAS

Caminho de Volta, de José Joffily e Pedro Rossi (RJ, 80 minutos. 2015)
André Câmara vive há duas décadas em Londres e Maria do Socorro há 25 anos trocou o Brasil pelos EUA. Tanto André quanto Maria querem voltar a viver no Brasil. Entre a emigração e o retorno às raízes, uma nova identidade terá que ser forjada.

Eu Sou Carlos Imperial, de Renato Terra e Ricardo Calil (RJ, 90 minutos. 2015)
Carlos Imperial foi uma figura ímpar do cenário cultural brasileiro. O filme reconstitui uma trajetória impregnada de ficção, realidade e memórias de vários que o conheceram.

Filme Sobre Um Bom Fim, de Boca Migotto (RS, 88 minutos. 2015)
Bairro tradicional de Porto Alegre, o Bom Fim acumulou uma história que o tornou o epicentro de transformações culturais a partir das décadas de 1960 e 1970.

Orestes, de Rodrigo Siqueira (SP, 93 minutos. 2015)
A filha de uma militante política traída e executada, uma defensora da pena de morte e uma enfermeira que lida diariamente com o resultado da violência são alguns dos personagens que se confrontam nesta reflexão sobre os mecanismos da justiça.

A Paixão de JL, de Carlos Nader (SP, 82 minutos. 2014)
Em 1990, o artista José Leonilson começa a gravar um diário íntimo. Comentários sobre os acontecimentos que sacudiam o país e o exterior percorrem suas confissões. Esses registros sofrem o impacto da descoberta de que Leonilson é portador do HIV.

Sete Visitas, de Douglas Duarte (RJ, 73 minutos. 2015)
Investigar os mecanismos do documentário de entrevistas é um dos objetivos deste filme, que coloca diante das câmeras Silvana, mulher que teve uma vida cheia de percalços e superações, e também seus diversos entrevistadores.

Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho (RJ, 108 minutos. 2015)
Um cinema abandonado e em ruínas no interior da Paraíba é o cenário inicial de um filme sobre o cinema, que viaja nos depoimentos do romancista e dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE LONGAS E MÉDIAS

Chamada de Emergência – Um mistério de Assassinato, de Pekka Lehto (Finlândia, 83 minutos. 2014)
O documentário examina as circunstâncias por trás de um assassinato na cidade de Ulvila, no oeste da Finlândia, cujo esclarecimento permanece em aberto há anos, desafiando a compreensão do público e da justiça.

Chamas de Nitrato, de Mirko Stopar (Noruega, Argentina, 62 minutos. 2014)
O paralelismo entre glória e tragédia unindo o clássico de Carl Theodore Dreyer, O Martírio de Joana D’Arc (1928), e sua carismática protagonista, a atriz Renée Falconetti é o fio condutor deste filme apaixonado por ambos.

O Conselho, de Yahya Alabdallah (Jordânia e Emirados Arábes, 80 minutos. 2014)
O diretor trabalhou como professor por um ano a rotina de uma escola primária para refugiados palestinos na Jordânia, acompanhando de perto dois alunos candidatos nas eleições para um conselho de estudantes.

A França é a Nossa Pátria, de Rithy Pahn (75 minutos, França., 2014)
Valendo-se apenas de materiais de arquivo de diversas procedências, o destacado cineasta franco-cambodjano Rithy Panh passa em revista quase um século de colonização francesa na Indochina.

Hora do Chá, de Maite Alberdi (Chile e EUA, 70 minutos. 2014)
Uma vez por mês, há 60 anos, um grupo de velhas amigas se reencontra, desde o final da escola secundária. Juntas atravessaram tempos de duras transformações no Chile, essas turbulências parecem nunca vir à tona ou abalar a amizade.

O Outro Homem: F.W. de Klerk e o Fim do Apartheid, de Nicolas Rossier (EUA, 75 minutos. 2014)
Último presidente sul-africano do regime do apartheid, Frederik Willem de Klerk foi sempre considerado um enigma. O filme analisa sua drástica mudança de posição, de carcereiro de Nelson Mandela a seu vice-presidente, em 1994.

Pekka, de Alexander Oey (Holanda, 90 minutos. 2014)
Em 2007, um jovem matou oito pessoas a tiros numa escola nas imediações de Helsinque. O filme reconstitui as circunstâncias do chocante episódio, com depoimentos de colegas, professores e pais, e imagens do YouTube feitas pelo próprio garoto.

O Que Houve, Sta. Simone?, de Liz Garbus (EUA, 102 minutos. 2015)
A trajetória de Nina Simone (1933-2003), compositora, cantora e ativista dos direitos civis e do movimento negro nos EUA, é redescoberta neste documentário a partir de raros materiais de arquivo.

Seguindo Nazarín: O Eco de Uma Terra em Outra Terra, de Javier Espada (Espanha/México, 75 minutos. 2015)
Munido de uma câmera Leica, idêntica àquela usada por Luis Buñuel nas fotos prévias das locações, Javier Espada segue as pegadas do mestre do cinema surrealista para a realização de Nazarín, um dos grandes trabalhos de sua fase mexicana.

Seus Pais Voltarão, de Pablo Martínez Pessi (Uruguai, 80 minutos. 2015)
Em 1983, dois anos antes do fim da ditadura uruguaia, chega a Montevidéu um avião repleto de crianças, filhas de exilados políticos, enviados pelos pais para conhecer seus familiares. Seis deles falam da importância do episódio para a redemocratização do país e da experiência de serem “filhos do exílio”.

A Visita, de Michael Madsen (Dinamarca, 83 minutos. 2014)
O filme explora as possibilidades de um primeiro encontro entre humanos e um visitante alienígena, em torno do hipotético desembarque de uma aeronave gigantesca e tripulada, procedente do espaço.

Tempo Suspenso, de Natalia Bruschtein (México, 64 minutos. 2015)
A cineasta Natalia Bruschtein conta a história de sua avó, Laura Bruschtein Bonaparte, uma das fundadoras do movimento das Mães da Praça de Maio, na Argentina. A velhice lhe traz a perda da memória mas também alivia a dor de uma mulher que lutou durante toda a vida pelo direito à memória histórica.

COMPETIÇÃO BRASILEIRAS DE CURTAS-METRAGENS

Caetana, de Felipe Nepomuceno (RJ, 15 minutos. 2014)
Três meses antes de sua morte, o escritor Ariano Suassuna fala sobre Deus e também conversa com Caetana – como a morte é chamada no sertão nordestino.

Cidade Vazia, de Cristiano Burlan (SP, 8 minutos. 2015)
Os momentos em que São Paulo desliga de tudo e simplesmente adormece.

Cordilheira de Amora II, de Jamille Fortunato (MS, 12 minutos. 2014/2015)
Moradora da Aldeia Amambai, uma indiazinha Guarani Kaiowá transforma seu quintal num experimento do mundo. Ela cria histórias que alargam sua solidão em brincadeiras e sonhos.

De Profundis, de Isabela Cribari (PE, 20 minutos. 2014)
Deslocados para um novo local após a inundação da antiga cidade, os moradores de Itacuruba (PE) apresentam um alto índice de suicídios. A cineasta e psicanalista Isabela Cribari registrou suas vozes e um retrato das dores reprimidas.

A Festa e os Cães, de Leonardo Mouramateus (CE, 25 minutos. 2015)
Nas ruas de um subúrbio de Fortaleza, os cães foram chegando e dominando o território, como que recuperando seu estado selvagem.

Nelson dos Santos, de Paulo Silver e Albert Ferreira (AL, 19 minutos. 2014)
Ex-agricultor, compositor e mestre rabequeiro autodidata dos mais festejados do Brasil, o alagoano Nelson dos Santos desfia sua arte na confecção das rabecas. Em seu ambiente, ele expressa sua condição humana singular.

Retrato de Carmem D., de Isabel Joffily (RJ, 22 minutos. 2014)
Psicanalista gaúcha radicada no Rio, Carmem Dametto tem 72 anos. Defensora de uma abordagem terapêutica não ortodoxa, ela atende hoje seus pacientes num consultório localizado em sua ampla casa, de onde praticamente nunca sai.

Sem Título # 2 : LA MER LARME, de Carlos Adriano (SP, 28 minutos. 2015)
O mar visto por atualidades do século 19, produzidas em 1891, 1895, 1897 e 1900, no Brasil, Estados Unidos, França e Inglaterra. Da série “apontamentos para uma Auto Cinebiografia (em Regresso)”.

A Vida que a Gente Só Ouve Falar, de Julia Tami Ishikawa (SP, 21 minutos. 2014)
Experiências e histórias que nunca puderam ser escritas, vindo de Pernambuco a São Paulo, encontram sua expressão nestas imagens.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS

#73, de Rekesh Shahbaz (Curdistão, 23 minutos. 2015)
O avanço do Estado Islâmico no Iraque e na Síria deixou um rastro de execuções em massa, como ocorre contra a minoria yazidi. O filme acompanha um jovem que retorna à sua aldeia sitiada para salvar seus pais idosos que ficaram para trás.

O Claustro, de Jay Rosenblatt (EUA, 16 minutos. 2014)
Partindo de histórias reais e de estudos realizados por um amigo psicanalista, o diretor Jay Rosenblatt focaliza a situação de três mulheres encapsuladas na condição de isolamento psicológico descrita como “claustro”.

Dia da Vitória, de Alina Rudnitskaya (Rússia, 30 minutos. 2014)
Diversos casais homossexuais falam sobre os devastadores efeitos em suas vidas pessoais da introdução de uma lei na Rússia, em 2013, que proíbe a “propaganda de relacionamentos sexuais não-tradicionais entre menores de idade”.

Um Filme Perdido, de Eduardo Amaro (Portugal, 11 minutos. 2014)
Ao reencontrar imagens antigas de seus pais, um homem na meia-idade refaz o traçado da própria infância. Mas, para isso, é necessário enfrentar uma série de emoções e experiências não resolvidas.

A Ilha que Era, de Alberto Gambato (Itália, 10 minutos. 2014)
Em 1954, o diretor neorrealista Renato Dall’Ara juntou-se a um grupo de amigos e cinéfilos comunistas para realizar seu primeiro curta-metragem. O cenário foi a ilha de Scano Boa. Único sobrevivente da trupe, Lamberto Morelli recorda a aventura.

Morte Branca, de Roberto Collío (Chile, 17 minutos. 2014)
Recorrendo a técnicas de animação, reconstitui-se a tragédia de 44 soldados e um sargento que encontraram a morte, na região montanhosa de Antuco, no Chile.

Se Mamãe Não Está Feliz, Ninguém Está, de Mea de Jong (Holanda, 25 minutos. 2014)
Proveniente de uma família que chegou à quarta geração de mulheres independentes, a cineasta Mea de Jong volta sua câmera para sua mãe, Laura, e ela mesma.

Supercondomínio, de Teresa Czepiec (Polônia, 20 minutos. 2014)
Construído na década de 1960, o maior edifício da Polônia abriga cerca de 3.000 pessoas em 762 apartamentos. Num labirinto de corredores e escadas, cada porta guarda uma história de vida. Algumas delas se abrirão para compartilhá-la.

Urso, de Pascal Flörks (Alemanha, 9 minutos. 2014)
Ainda que seu avô nunca falasse diretamente sobre seu passado nazista, o tema sempre pairou fantasmagoricamente em torno dele. Revisitando sua vida, o cineasta Pascal Flörks reavalia e coloca em perspectiva o peso desta herança inescapável.

RETROSPECTIVA BRASILEIRA: VLADIMIR, 80

Conterrâneos Velhos de Guerra, de Vladimir Carvalho (Brasil, 153 minutos. 1991)
As histórias dos trabalhadores, de todas as partes do Brasil, que vieram participar da construção da nova capital, Brasília, fazendo um inventário das humilhações e abusos sofridos.

O Evangelho Segundo Teotônio, de Vladimir Carvalho (Brasil, 90 minutos. 1984)
A trajetória singular do senador alagoano Teotônio Vilela, desde suas origens, como usineiro. Político a partir dos anos 1950, deslocou-se de um perfil conservador para uma atuação progressista em favor da redemocratização do país, nos anos 1980.

O Homem de Areia, de Vladimir Carvalho (Brasil, 116 minutos. 1981)
Personagem essencial da Revolução de 1930, o chamado “Patriarca da Democracia”, José Américo de Almeida ocupa estas imagens com suas memórias sobre alguns dos mais dramáticos acontecimentos do Brasil.

O País de São Saruê, de Vladimir Carvalho (Brasil, 85 minutos. 1971)
Rodado no final dos anos 1960, no sertão da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, o filme retrata a vida de lavradores, garimpeiros e outros trabalhadores, destacando sua luta contra a seca e a histórica exploração dos donos da terra.

Vladimir Carvalho: Conterrâneo Velho de Guerra, de Dácia Ibiapina (Brasil, 54 minutos. 2004)
Vladimir Carvalho relembra sua origem, em Itabaiana (PB), e suas jornadas pelo país.

Vladimir Carvalho, Um Olhar Solidário, de Walter Carvalho (Brasil, 30 minutos. 2006)
O diretor de fotografia Walter Carvalho revela alguns dos menos conhecidos talentos do irmão documentarista Vladimir Carvalho, como poeta, desenhista e xilogravador, e aspectos de sua personalidade que se refletem em sua obra.

DUAS DÉCADAS DE É TUDO VERDADE - 20! VINTE AOS PARES

Programa 1
A Casa da Rua Arbat, de Marina Goldovskaya (França e Rússia, 59 minutos. 1993)
Uma síntese da história russa no século XX emerge das memórias dos residentes de uma antiga casa na rua Arbat, em Moscou.

No Buraco, de Juan Carlos Rulfo (México, 84 minutos. 2006)
Na Cidade do México, uma segunda pista está sendo construída acima do anel periférico, que circunda toda a metrópole. Os motoristas que passam sem cessar não notam os trabalhadores. O filme nos coloca no universo desses trabalhadores.

Programa 2
A Televisão e Eu, de Andrés di Tella (Argentina, 75 minutos. 2002)

Um ensaio fílmico que se estende da primeira lembrança pessoal do diretor às mais antigas memórias da TV na Argentina.

Santiago, de João Moreira Salles (Brasil, 79 minutos. 2006)
As imagens de Santiago foram rodadas em 1992, mas por incapacidade do diretor em editá-las, permaneceram intocadas por mais de 13 anos. Em 2005, o diretor voltou a elas. Santiago havia sido o mordomo da casa em que crescera, um homem de vasta cultura e prodigiosa memória.

Programa 3
Entrada para a Paz Celestial, de Richard Gordon, Carma Hinton (EUA, 188 minutos. 1995)
Documentário sobre os protestos na Praça da Paz Celestial em 1989, que levaram ao Massacre de Pequim de 4 de junho.

Fengming - Memórias de Uma Chinesa, de Wang Bing (China, 184 minutos. 2007)
Ex-jornalista e professora, He Fengming, de 60 anos, recorda os detalhes de como a Revolução de 1949 transformou-se para ela num pesadelo. No início dos anos 50, Fengming foi enviada a campos de trabalho, como punição por ser a mulher de um jornalista crítico da crescente burocratização do regime.

Programa 4
Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (Brasil, 92 minutos. 2009)
O financiamento da repressão à luta armada por grandes empresários ganha contornos precisos neste perfil daquele que foi o mais notório deles. As ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra.

Tropicália, de Marcelo Machado (Brasil, 87 minutos. 2011)
Liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, no final dos anos 60, o movimento tropicalista teve seu apogeu na efervescente cena musical polarizada pelos festivais da televisão na época.

Programa 5
Santo Forte, de Eduardo Coutinho (Brasil, 80 minutos. 1999)
Em 1997, uma equipe entra na favela Vila Parque da Cidade, na zona sul do Rio, enquanto os moradores assistem à missa celebrada pelo Papa João Paulo II no Aterro do Flamengo. Em dezembro, a equipe volta à favela para descobrir como seus moradores vivem a experiência religiosa.

O Sicário - Quarto 164, de Gianfraco Rosi (França, 84 minutos. 2010)
No mesmo quarto de um motel, na fronteira entre o México e os EUA, onde há anos manteve um refém, um matador que por duas décadas trabalhou a serviço dos narcotraficantes de Ciudad Juárez decide contar sua história.

Programa 6
O Sem-Visão, de Miroslav Janek (República Checa, 53 minutos. 1996)
Numa escola para deficientes visuais na República Tcheca, os pequenos alunos demonstram talentos múltiplos. São músicos, mímicos, ciclistas ousados e fotógrafos – mostrando interesse em capturar imagens que não podem ver.

Primo de Segundo Grau, de Alan Berliner (EUA, 78 minutos. 2013)
Aclamado poeta e tradutor, Edwin Honig lutou por anos contra o mal de Alzheimer. O cineasta Alan Berliner procura não só reconstituir o caminho deste homem que foi seu mentor, mas traçar a importância definidora da memória.

Programa 7
O Mar que Pensa, de Gert De Graaff (Holanda, 100 minutos. 2000)
Um roteirista em busca de um tema está no centro do que se apresenta como uma “história dentro da história”. O que ele faz, ele escreve, o que escreve, ele faz, e a fronteira entre realidade e imaginação se apaga

Os Cinco Obstáculos, de Lars Von Trier, Jørgen Leth (Dinamarca, 90 minutos. 2003)
Duas gerações de cineastas dinamarqueses se encontram nesta singular experiência. Lars von Trier sugere ao veterano Jorgen Leth refazer seu famoso curta O Ser Humano Perfeito (1967), propondo-lhe cinco caminhos diferentes.

Programa 8
O Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos), de Paulo Sacramento (Brasil, 123 minutos. 2003)
Um ano antes da desativação da Casa de Detenção do Carandiru, alguns detentos aprenderam a usar câmeras de vídeo. Durante sete meses, documentaram seu cotidiano atrás das grades.

A Alma do Osso, de Cao Guimarães (Brasil, 74 minutos. 2004)
O aposentado Domingos Albino Ferreira, vive sozinho há 41 anos em cavernas no interior de Minas Gerais. Descoberto há alguns anos pela imprensa, aos poucos começou a se relacionar com as pessoas. O filme retrata o cotidiano deste eremita.

Programa 9
Por que Lutamos, de Eugene Jarecki (EUA, 98 minutos. 2005)
Com uma pesquisa histórica impecável, combinada a testemunhos atualizados, o diretor examina a extensão da influência da indústria militar na atualidade.

Cinco Câmeras Quebradas, de Guy David e Emad Bornat (França, 90 minutos. 2011)
Em 2005, o governo de Israel construiu um muro no meio de Bil‘in, pequena cidade da Cisjordânia. Um dos moradores de Bil‘in, o agricultor Emad, compra uma câmera para iniciar uma mobilização não violenta.

Programa 10
Jasmine, de Alain Ughetto (França, 70 minutos. 2013)
Neste relato muito pessoal, o animador e documentarista francês Alain Ughetto recorre a múltiplos materiais e suportes para recontar seu romance do passado com a iraniana Jasmine.

Tintin e Eu, de Anders Østergaard (Dinamarca, 74 minutos. 2004)
Em 1971 o desenhista Hergé, pai do Tintin, concordou em dar uma entrevista ao fanzineiro Numa Sadoul. Reaproveitando os áudios originais, compõe-se um retrato multifacetado do artista.

ORSON WELLES – 100

It’s All True – Baseado em Um Filme Inacabado de Orson Welles (1993), de Bill Krohn, Myron Meisel e Richard Wilson
Um documentário sobre o documentário interrompido rodado por Welles no Brasil em 1942.

Verdades e Mentiras (F for Fake, 1973)
Um ensaio fílmico sobre o verdadeiro e o falso, a autoria e a arte, desenvolvido a partir de um perfil do mais extraordinário falsificador de pinturas do século 20, Elmyr de Hory (1905-1976).

PROJEÇÕES ESPECIAIS

Cartunistas – Soldados de Infantaria da Democracia, de Stéphanie Valloatto (França, 106 minutos. 2014)

Logo depois da condenação à morte do autor de uma charge de Maomé, nasceu o projeto deste filme em defesa da liberdade de expressão. São ouvidos doze cartunistas de todo o mundo, que discorrem sobre seus métodos de trabalho.

Cidadãoquatro (Citizenfour), de Laura Poitras (Alemanha, EUA, Reino Unido, 114 minutos. 2015)
A cineasta Laura Poitras e o repórter Glenn Greenwald foram encontrar Edward Snoden, o analista de sistemas que denunciou os mecanismos de um incrível sistema de espionagem mundial, pessoalmente em Hong Kong. Oscar de documentário de longa-metragem.

Como Cheirar uma Rosa: Uma Visita com Ricky Leacock à Normandia, de Les Blank e Gina Leibrecht (EUA, 64 minutos. 2014)
Depois da morte do cineasta americano Les Blank e de seu colega britânico Richard Leacock, a parceira de Blank montou o material, permitindo o acesso a extraordinária e calorosa troca de informações entre estes dois excepcionais expoentes de sua arte.

De Caligari a Hitler, de Rüdiger Suchsland (Alemanha, 118 minutos. 2014)
Refletindo sobre os postulados do clássico estudo de Siegfried Kracauer, De Caligari a Hitler (1947), o documentário procura explorar as várias facetas do fascinante cinema da Era Weimar e entrevista cineastas alemães contemporâneos, como Fatih Akin e Volker Schlondörff.

Na Estrada com Sócrates, de Niko Apel e Ludi Boeken (França, 86 minutos. 2014)
Durante a Copa do Mundo, Daniel Cohn-Bendit, ex-líder estudantil, percorre diversos locais do Brasil procurando investigar as influências do futebol sobre a sociedade e suas relações com democracia.

Homenagem a Robert Drew (1924-2014) – Dois Homens e Uma Guerra, (From Two Men and a War), de Robert Drew (EUA, 61 minutos. 2005)
O documentarista Robert Drew (1924-2014) reconta sua experiência como piloto de combate na II Guerra Mundial. Com imagens de arquivo, fotos e depoimentos, o cineasta reconstitui aqueles dias e a dramática fuga que empreendeu a pé.

Moana Sonoro, de Robert J. Flaherty, Frances Hubbard Flaherty e Monica Flaherty (EUA, 98 minutos. 1926/1980/2014)
Em 1923, Robert Flaherty escolhe a ilha de Savai’i como cenário de seu novo filme Moana. Cinquenta anos depois, a filha de Flaherty volta ali para sonorizar “Moana”. Em 2014, este trabalho de Monica foi objeto de uma restauração digital.

A Nação que Não Esperou por Deus, de Lucia Murat e Rodrigo Hinrichsen (Brasil, 89 minutos. 2015)
No Mato Grosso do Sul, a cineasta Lucia Murat mostra o impacto da chegada da eletricidade e da televisão e os impasses decorrentes de conflitos com pecuaristas, que invadiram parte de uma reserva.

A Noite Chegará, de André Singer (Reino Unido/EUA/Dinamarca/Israel/ Alemanha, 75 minutos. 2014)
Imagens inéditas dos horrores dos campos de concentração alemães logo após o final da II Guerra Mundial constituem o cerne deste filme memorável, que foi reencontrado e restaurado.

O ESTADO DAS COISAS

1989, de Anders Østergaard e Erzsébet Rácz (Alemanha, Dinamarca, Hungria e Noruega, 90 minutos. 2014)
A ascensão de um jovem e desconhecido tecnocrata, Miklós Nemeth, como primeiro-ministro da Hungria, em 1989, terá efeitos imprevisíveis.

Carregador 1118, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques (Brasil, 64 minutos. 2014)
O filme acompanha o cotidiano de Antônio da Silva, veterano carregador de caixas de mercadorias no Ceagesp, maior entreposto comercial da América Latina. Imigrante nordestino, que vive em São Paulo desde 1969, mantendo desde então uma vida dura, de incerteza econômica e também amorosa.

Drone, de Tonje Hessen Schei (Noruega, 78 minutos. 2014)
Há anos, drones norte-americanos acionados a partir de Nevada provocam danos e mortes no Paquistão, inclusive civis. A diretora coloca o dedo na ferida do desenvolvimento tecnológico mais rápido do que a legislação internacional.

Essa é a Minha Terra, de Tamara Erde (França, 93 minutos. 2014)
Realizado por uma diretora israelense radicada em Paris, o documentário examina de que maneira israelenses e palestinos ensinam a história de seus povos em suas respectivas escolas em Israel e na Faixa de Gaza.

Estrada de Sonhos, de Pedro von Krüger (Brasil, 91 minutos. 2014)
Primeira ferrovia do Brasil, a Barão de Mauá tem 161 anos, mas pouco dela restou. Além dela, milhares de estações abandonadas no país testemunham a decadência do transporte ferroviário, que foi símbolo de progresso e integração.

Geraldinos, de Pedro Asbeg, Renato Martins (Brasil, 73 minutos. 2015)
Desde sua construção em 1950, a Geral do Maracanã era o lugar destinado ao povão. Dedicado à memória destes torcedores, o filme analisa as mudanças na reforma do estádio, em 2010.

Jaci- Sete Pecados de Uma Obra Amazônica, de Caio Cavechini, Carlos Juliano Barros (Brasil, 102 minutos. 2014)
A construção da usina hidrelétrica de Jirau atraiu mais de 20.000 trabalhadores ao interior de Rondônia a partir de 2009. Em 2011, uma rebelião paralisou os trabalhos da que era então a maior obra em andamento no Brasil.

Premê - Quase Lindo, de Alexandre Sorriso, Danilo Moraes (Brasil, 70 minutos. 2015)
Com quase 40 anos, o Premeditando o Breque, ou Premê, é uma das bandas mais persistentes de São Paulo. Sucessos como Luísa, Fi-lo porque qui-lo” e Lua-de-mel em Cubatão ressurgem nesta memória da banda com rico material de arquivo.

A Revolução de Nada, de Claudia Lisboa (Holanda e Suécia, 60 minutos. 2014)
Nada Ahmed é egípcia e esteve entre os milhares de jovens que foram à Praça Tahrir clamar por liberdade em 2011. Num país dividido entre a rigidez da tradição e o anseio por modernidade, Nada decide colocar em prática seu sonho – fazer teatro infantil. Dirigido pela brasileira Claudia Lisboa, baseada na Holanda.

Uyghurs Os Prisioneiros do Absurdo, de Patricio Henriquez (Canadá, 99 minutos. 2014)
Em 2001, após a invasão do Afeganistão, os EUA oferecem altas recompensas por membros da Al Qaeda e do Taliban. Por conta disso, 22 integrantes da minoria uigur vão parar em Guantánamo, presos por 11 anos sem um processo formal.

O Termo, de Pavel Kostomarov, Aleksandr Rastorguev, e Alexey Pivovarov (Estônia, Rússia, 83 minutos. 2014)
Partindo de maio de 2012, quando Vladimir Putin iniciava seu segundo mandato como presidente, o documentário investiga quem são os principais nomes da oposição ao homem forte que comanda a política russa há pelo menos 16 anos.

FOCO LATINO-AMERICANO

Invasão, de Abner Benaim (Panamá e Argentina, 93 minutos. 2014)
Pouco antes que o Canal do Panamá fosse definitivamente entregue ao governo panamenho, 1989, o país foi invadido por tropas norte-americanas. 25 anos depois, uma espécie de amnésia coletiva sobre a invasão paira sobre o Panamá.

O Retorno, Juan Pablo Ríos (Colômbia, 77 minutos. 2014)
Quarenta e cinco anos atrás, as sete irmãs da família Castaño decidiram abandonar sua terra natal, Marulanda, uma pequena cidade nas montanhas colombianas. Agora, chegou o momento do retorno.

Sou Ringo, de José Luis Nacci (Argentina, 116 minutos. 2014)
Lenda do boxe argentino, Ringo, o midiático e provocador campeão tirou do sério até mesmo Muhammad Ali, que enfrentou em 1970. Anos mais tarde, vivendo nos EUA, viu sua carreira declinar e encontrou a morte em circunstâncias misteriosas.

Tempestade nos Andes, de Mikael Wiström (Peru-Suécia, 101 minutos. 2014)
A figura de Augusta La Torre, sua tia e esposa do líder do Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, é um mito na família de Josefin. Desejosa de saber mais sobre a tia, ela vai ao Peru e conhece dolorosos episódios que lançaram o Peru numa guerra interna por 20 anos e ainda aguardam esclarecimento e conciliação.

MOSTRA É TUDO VERDADE/BNDES

A Bolandeira, de Vladimir Carvalho (Brasil, 11 minutos. 1968)
No sertão da Paraíba, as “bolandeiras”, os rústicos engenhos de madeira que fabricam mel e rapadura, operados por tração animal e humana, é modo de vida está fadado a desaparecer.

A Pedra da Riqueza, de Vladimir Carvalho (Brasil, 15 minutos. 1975)
Este retrato das condições de vida dos garimpeiros do vale do Sabugi, na Paraíba, construído a partir de seus próprios depoimentos, revela um sistema de trabalho precário, marcado pela ausência de assistência social e pela alienação dos trabalhadores em relação à própria importância

Pankararu de Brejo dos Padres, de Vladimir Carvalho (Brasil, 40 minutos. 1977)
Retrato da comunidade indígena Pankararu, habitante de uma reserva de mais de 8.000 hectares no sertão pernambucano. Esses índios sofrem a pressão dos proprietários vizinhos por suas terras.

Quilombo, de Vladimir Carvalho (Brasil, 24 minutos. 1975)
A menos de uma hora de Brasília, vivem 800 habitantes de uma antiga comunidade conhecida como Arraial dos Pretos ou Fazenda do Mesquita, que estão na mira de especuladores imobiliários.

Romeiros da Guia, de Vladimir Carvalho (Brasil, 16 minutos. 1962)
Acompanha a peregrinação anual de pescadores e romeiros às ruínas da velha igreja de Nossa Senhora da Guia, no litoral do norte da Paraíba.

Vila Boa de Goyaz, de Vladimir Carvalho (Brasil, 19 minutos. 1974)
A história da antiga capital de Goiás é recontada pelas memórias de habitantes, como a poetisa Cora Coralina.

1989, de Anders Østergaard e Erzsébet Rácz (Alemanha, Dinamarca, Hungria e Noruega, 90 minutos. 2014)
A ascensão de um jovem e desconhecido tecnocrata, Miklós Nemeth, como primeiro-ministro da Hungria, em 1989, terá efeitos imprevisíveis.

Estrada de Sonhos, de Pedro von Krüger (Brasil, 91 minutos. 2014)
Primeira ferrovia do Brasil, a Barão de Mauá tem 161 anos, mas pouco dela restou. Além dela, milhares de estações abandonadas no país testemunham a decadência do transporte ferroviário, que foi símbolo de progresso e integração.

Geraldinos, de Pedro Asbeg, Renato Martins (Brasil, 73 minutos. 2015)
Desde sua construção em 1950, a Geral do Maracanã era o lugar destinado ao povão. Dedicado à memória destes torcedores, o filme analisa as mudanças na reforma do estádio, em 2010.

Jaci- Sete Pecados de Uma Obra Amazônica, de Caio Cavechini, Carlos Juliano Barros (Brasil, 102 minutos. 2014)
A construção da usina hidrelétrica de Jirau atraiu mais de 20.000 trabalhadores ao interior de Rondônia a partir de 2009. Em 2011, uma rebelião paralisou os trabalhos da que era então a maior obra em andamento no Brasil.

A Revolução de Nada, de Claudia Lisboa (Holanda e Suécia, 60 minutos. 2014)
Nada Ahmed é egípcia e esteve entre os milhares de jovens que foram à Praça Tahrir clamar por liberdade em 2011. Num país dividido entre a rigidez da tradição e o anseio por modernidade, Nada decide colocar em prática seu sonho – fazer teatro infantil. Dirigido pela brasileira Claudia Lisboa, baseada na Holanda.

PARCERIA COM A SPCINE

Um Certo Dorival Caymmi (1999), de Aluísio Didier

Samba Riachão (2001), de Jorge Alfredo

Paulinho Da Viola, Meu Tempo É Hoje (2003), de Izabel Jaguaribe

Maria Bethânia – Pedrinha de Aruanda (2006), de Andrucha Waddington

Herbert de Perto (2006), de Roberto Berliner e Pedro Bronz

Coração Vagabundo (2008), de Fernando Grostein Andrade

Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei (2009), de Micael Langer, Calvito Leal e Cláudio Manoel

Uma Noite em 67 (2010), de Renato Terra e Ricardo Calil

Jorge Mautner – O Filho do Holocausto (2011), de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt

Paulo Moura – Alma Brasileira (2013), de Eduardo Escorel

Sinfonia Paulistana, Um Novo Olhar (2013), de Rogério Zagallo

Dominguinhos (2014), de Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar

Informações fornecidas pelos organizadores.

+ Outras notícias sobre o É Tudo Verdade 2015

saibamais 600 pixels É Tudo Verdade 2015: programação completa

+ Lista: todos os documentários brasileiros nos cinemas desde 1995

+ Agenda: os principais festivais de documentário no Brasil em 2015

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

É Tudo Verdade 2015 – salas de cinema

E Tudo Verdade É Tudo Verdade 2015 – salas de cinemaSÃO PAULO (9 – 19 DE ABRIL)

Baixe a programação de São Paulo

Centro Cultural Banco do Brasil - R. Álvares Penteado, 112

Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro, 1000

Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207

Cine Livraria Cultura - Conjunto Nacional- Av. Paulista, 2073

Galeria Olido – Av. São João, 473

Reserva Cultural – Av. Paulista, 900

RIO DE JANEIRO (10 – 19 DE ABRIL)

+ Baixe a programação do Rio

Auditório BNDES - Avenida República do Chile, 100

Centro Cultural Banco do Brasil - R. Primeiro de Março, 66

Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo, 316

Instituto Moreira Salles - R. Marques de São Vicente, 476

Oi Futuro Ipanema - R. Visconde de Pirajá, 54

BELO HORIZONTE (29 DE ABRIL A 4 DE MAIO)

Centro Cultural Banco do Brasil - Praça da Liberdade, 450

SANTOS-SP (7 A 10 DE MAIO)

Roxy Gonzaga – 5 – Av. Ana Costa, 443

BRASÍLIA (27 DE MAIO A 1 DE JUNHO)

Centro Cultural Banco de Brasil – SCES, trecho 02, lote 22.

+ Outras notícias sobre o É Tudo Verdade 2015

saibamais 600 pixels É Tudo Verdade 2015 – salas de cinema

+ Lista: todos os documentários brasileiros nos cinemas desde 1995

+ Agenda: os principais festivais de documentário no Brasil em 2015

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

 

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

Documentário O Sal da Terra mostra dramas da humanidade pelas lentes de Sebastião Salgado

O Sal da Terra Facebook Reproducao Documentário O Sal da Terra mostra dramas da humanidade pelas lentes de Sebastião Salgado

Sebastião Salgado em O Sal da Terra (Foto: O Sal da Terra/Facebook/Reprodução)

Biografias respondem por boa parte da produção de documentários no Brasil e no mundo. Como evitar que os clichês do gênero impregnem um filme desse tipo? O Sal da Terra, de Wim Wenders e Juliano Salgado, consegue sair dessa cilada de forma simples e elegante. Sem apostar em pirotécnicas visuais, coisa comum em obras mais recentes, o longa-metragem premiado em Cannes e finalista do Oscar investe em uma narrativa cronológica da vida do grande fotógrafo Sebastião Salgado, mas ao mesmo tempo imprime um ritmo à trama, com uma progressão dramática típica de filmes de ficção.

Em mais de 40 anos de carreira, Sebastião Salgado percorreu o mundo todo registrando o poder (por vezes devastador) do homem no seu ambiente. É um fotógrafo tardio, é verdade. Iniciou sua carreira como economista, o que influenciou claramente sua escolha de temas e a abordagem dos assuntos fotografados.

A partir dos 29 anos, em projetos de longa duração, Salgado mirou suas lentes para temas como as condições de vida em diversas partes do planeta, o acesso à terra, os conflitos regionais e os fluxos migratórios relacionados a eles. Desde sempre seus trabalhos tiveram um forte ar de denúncia social e aos poucos foram incorporando também toda a problemática ambiental que costuma estar associada.

O Sal da Terra reconta essa jornada – incluindo imagens tomadas por Juliano e Wenders de algumas dessas viagens. Mas vai além ao mostrar um Salgado próximo daqueles que fotografa e ao mesmo tempo extremamente focado em tentar entender as dinâmicas sociais e econômicas do planeta como um todo.

O caráter pessoal está presente na dimensão do contato pai e filho no filme. Juliano conta como, na infância, acabou sendo privado do contato com o pai por conta de suas viagens. Mas, ao mesmo, fez com que Sebastião fosse visto como uma espécie de super-herói para ele.

A virada de vida para Salgado – e a virada dramática do filme – acontece em um dos momentos mais negros da história da humanidade. Como parte do trabalho para o livro Êxodos, o fotógrafo acompanhou de perto o terrível genocídio acontecido em Ruanda em 1994, provavelmente o episódio mais tenebroso da história desde o Holocausto. Salgado chegou ao local logo nos primeiros dias, e pode constar pilhas de corpos tomando a estrada, a destruição espalhada por todo o terreno. Foi um basta – ou, pelo menos, um hiato – na fotografia de denúncia social que ele realizava até então.

Quase como que por contraponto, Salgado a partir daí mira seu olhar para a natureza – especificamente aqueles locais em que ainda não foram tocados pela fúria humana. Ao mesmo tempo, sua ligação com o meio ambiente fez com que ele se interessasse em retornar para Minas Gerais, onde toca um projeto de recuperação de um trecho da Mata Atlântica que formava a fazenda de seu pai – hoje transformada em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural.

Nesta nova fase, o contato pai-filho também ganhou novos traços, deixando o plano da distância/idealização para tomar contornos mais realistas, de amizade madura. Como amigo de pai e filho, Wenders conta essa história de maneira próxima, com narrações em fala mansa. Mas sabiamente não deixa que o seu ego hollywoodiano tome conta do filme. O drama é de Salgado – e dos enormes desafios que ele nos mostra em suas fotos.

O Sal da Terra (Le Sel de La Terre)
Direção: Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado. França/Itália, 2014. 110 minutos. Estreia no circuito comercial de cinemas no Brasil: 26/3/2015. Classificação indicativa: a confirmar.

(Por Marcelo Bauer)

saibamais 600 pixels Documentário O Sal da Terra mostra dramas da humanidade pelas lentes de Sebastião Salgado

+ Documentários brasileiros nos cinemas

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

É Tudo Verdade anuncia programação 2015

E Tudo Verdade É Tudo Verdade anuncia programação 2015O É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários apresentou nesta segunda (23) a programação de sua 20ª edição, que acontece de 9 a 19 de abril em São Paulo e de 10 a 19 de abril no Rio de Janeiro. O festival traz uma seleção de 109 títulos de 31 países, sendo 16 em estreia mundial. Veja todos os filmes em exibição.

Depois de São Paulo e Rio, o É Tudo Verdade segue em versões compactas para Belo Horizonte (29 de abril a 4 de maio), Santos-SP (7 a 10 de maio) e Brasília (27 de maio a 01 junho). A entrada para as todas as sessões é franca.

Confira alguns dos destaques.

Competição brasileira de longas-metragens

Eu Sou Carlos Imperial Divulgacao É Tudo Verdade anuncia programação 2015

Cena de Eu Sou Carlos Imperial, de Renato Terra e Ricardo Calil, um dos concorrentes na competição brasileira de longas do É Tudo Verdade 2015 (Foto: Divulgação)

Alguns novatos e diversos veteranos fazem parte da seleção de sete filmes que concorrem ao Prêmio É Tudo Verdade, no valor de R$ 110 mil.

José Joffily, diretor de Paixão Segundo Callado (2008) e codiretor de Vocação do Poder (2005), entre outros, traz Caminho de Volta, sobre emigrados que pensam em voltar ao Brasil. Outro veterano na lista é Walter Carvalho, com seu Um Filme de Cinema. A dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que abriu o É Tudo Verdade de 2010 com o festejado Uma Noite em 67, volta ao tema da música com Eu Sou Carlos Imperial. Carlos Nader, duas vezes vencedor do É Tudo Verdade, traz agora A Paixão de JL.

Completam a lista o gaúcho Filme Sobre Um Bom Fim, de Boca Migotto, Orestes, de Rodrigo Siqueira, e Sete Visitas, de Douglas Duarte.

Filme de abertura

Ultimas Conversas Divulgacao É Tudo Verdade anuncia programação 2015

Últimas Conversas, de Eduardo Coutinho, abre o É Tudo Verdade 2015 (Foto: Divulgação)

Últimas Conversas, documentário inédito dirigido por Eduardo Coutinho (1933-2014), será o filme de abertura para convidados da 20ª edição do É Tudo Verdade nos dias 9 (SP) e 10 de abril (RJ).

O filme traz o diretor conversando com jovens estudantes cariocas. A obra foi deixada incompleta por Coutinho quando de sua morte e foi montada posteriormente pela produtora Videofilmes, de João Moreira Salles. Últimas Conversas terá também sessões abertas ao público durante a programação do festival.

Retrospectiva Vladimir Carvalho

Vladimir Carvalho Divulgacao É Tudo Verdade anuncia programação 2015

Vladimir Carvalho ganha retrospectiva no É Tudo Verdade 2015 para comemorar seus 80 anos (Foto: João Varella/Divulgação)

Vladimir Carvalho, que completou 80 anos em janeiro, terá sua obra revisitada com a exibição de quatro de seus principais longas-metragens e dois retratos biográficos dedicados a ele. O É Tudo Verdade promove também o lançamento do livro Jornal de Cinema reunindo uma seleção de seus escritos sobre cinema. Vladimir Carvalho estará ainda na 14ª Conferência Internacional do Documentário.

Duas décadas de É Tudo Verdade

Santiago Divulgacao É Tudo Verdade anuncia programação 2015

Santiago, de João Moreira Salles, é um dos documentários na mostra que comemora os 20 anos do É Tudo Verdade (Foto: Divulgação)

Aproveitando a efeméride, o festival promove a retrospectiva Vinte aos Pares, que propõe diálogos entre duplas de filmes que dividem temas, visões de mundo ou estéticas em comum. Além disso, duas mesas-redondas vão discutir a produção documental do período dentro da Conferência Internacional do Documentário, cuja programação será publicada na próxima semana.

+ Outras notícias sobre o É Tudo Verdade 2015.

saibamais 600 pixels É Tudo Verdade anuncia programação 2015

+ Lista: todos os documentários brasileiros nos cinemas desde 1995

+ Agenda: os principais festivais de documentário no Brasil em 2015

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

Mostra Ecofalante 2015 faz panorama do cinema ambiental contemporâneo

O Sal da Terra Facebook Reproducao Mostra Ecofalante 2015 faz panorama do cinema ambiental contemporâneo

Sebastião Salgado em O Sal da Terra, que será exibido na mostra Ecofalante 2015 (Foto: O Sal da Terra/Facebook/Reprodução)

Começa hoje (19) e vai até dia 29, em São Paulo, a 4ª Mostra Ecofalante, dedicada exclusivamente a filmes de temática ambiental. São 65 obras em exibição, a maioria delas documentário, exibidas em cinco salas de cinema e nove colégios e universidades.

Um dos destaques da mostra é a exibição de O Sal da Terra, de Wim Wnders e Juliano Ribeiro Salgado. O documentário, premiado em Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Documentário de 2015, traz um panorama da obra do fotógrafo Sebastião Salgado, com ênfase nas relações que ele cria com os personagens que fotografa e os locais que visita.

O Sal da Terra foi exibido na quarta (18) na abertura oficial, para convidados, e terá sessão aberta ao público no sábado (21). Depois do Ecofalante, o filme entra em circuito comercial de exibição, com estreia prevista para o dia 26.

Programação

A programação da mostra Ecofalante é composta por seis blocos. O principal é a Mostra Contemporânea Internacional, que exibe a produção recente organizada em temas: biodiversidade, cidades, consumo, energia, povos e lugares e recursos naturais. A produção recente está também na Competição Latino-Americana, com longas de novos cineastas e de profissionais consagrados.

Completam a programação a seção Panorama Histórico, a mostra escolar/universitária, um especial sobre crise da água e uma trilha de homenagem a Jorge Bodanzky, cuja obra quase toda gira em torno de temas ambientais e sociais. Destaque para No Meio do Rio, Entre as Árvores, resultado de uma expedição ao Alto Solimões para ministrar oficinas de vídeo às comunidades que vivem em reservas ambientais. Depois da Ecofalante, o documentário também entrará em cartaz no circuito comercial, com estreia programada para o dia 29.

Veja a programação completa da Ecofalante 2015 no site da mostra.

saibamais 600 pixels Mostra Ecofalante 2015 faz panorama do cinema ambiental contemporâneo

+ Agenda: os principais festivais de documentário no Brasil em 2015

+ Lista: todos os documentários brasileiros nos cinemas desde 1995

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

Documentário inédito de Eduardo Coutinho abre o festival É Tudo Verdade 2015

Ultimas Conversas Divulgacao Documentário inédito de Eduardo Coutinho abre o festival É Tudo Verdade 2015

Últimas Conversas, de Eduardo Coutinho, abre o É Tudo Verdade 2015 (Foto: Divulgação)

E Tudo Verdade Documentário inédito de Eduardo Coutinho abre o festival É Tudo Verdade 2015
Últimas Conversas, documentário inédito dirigido por Eduardo Coutinho (1933-2014), será o filme de abertura para convidados da 20ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, em 9 e 10 de abril.

O filme traz o diretor conversando com jovens estudantes cariocas. A obra foi deixada incompleta por Coutinho quando de sua morte e foi montada posteriormente pela produtora Videofilmes, de João Moreira Salles.

O É Tudo Verdade 2015 – 20º Festival Internacional de Documentários acontece em São Paulo de 9 a 19 de abril e no Rio de Janeiro entre 10 e 19 de abril, com entrada franca em todas as sessões.

Depois, segue também para outras três cidades: Belo Horizonte (29 de abril a 4 de maio), Santos/SP (7 a 10 de maio) e Brasília (3 a 8 de junho).

Veja a cobertura do BlogDoc para as edições passadas do É Tudo Verdade:

+ É Tudo Verdade 2014

+ É Tudo Verdade 2013

+ É Tudo Verdade 2012

saibamais 600 pixels Documentário inédito de Eduardo Coutinho abre o festival É Tudo Verdade 2015

+ Documentários brasileiros nos cinemas

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

Branco Sai, Preto Fica é documentário fantástico sobre apartheid em Brasília

Branco Sai Preto Fica Divulgacao 3 Branco Sai, Preto Fica é documentário fantástico sobre apartheid em Brasília

Marquim do Tropa em cena de Branco Sai, Preto, filme de Adirley Queirós (Foto: Divulgação)

O fato histórico é real – uma operação policial em um baile de black music na Ceilândia em 1986, na qual diversas pessoas ficaram feridas. Os personagens também são reais. Marquim do Tropa tornou-se paraplégico ao levar um tiro no incidente; Shockito perdeu a perna ao ser pisoteado pela cavalaria. Mas Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós, com estreia nesta quinta (19), é, na verdade, uma mistura única de documentário com drama, agregando toques de ficção científica e realismo fantástico. É um documentário fantástico, digamos.

O longa-metragem levou uma enxurrada de prêmios no Festival de Brasília em 2014 – 11, incluindo melhor filme. Internacionalmente, ganhou em Mar del Plata (melhor filme) e foi exibido em Viena e no Doc Lisboa, entre outros. Trata-se de um passo a mais na consistente trajetória de Adirley Queirós, um cineasta de Ceilândia que marca sua produção pela crítica social e pela forte ligação com seu território. Foi assim com A Cidade É Uma Só?, também uma ficção com lances documentais que criticava as campanhas políticas no Distrito Federal.

Só que agora, em Preto Sai, Branco Fica, tudo está mais contundente. E melhor.

Branco Sai Preto Fica Divulgacao 1 300x199 Branco Sai, Preto Fica é documentário fantástico sobre apartheid em BrasíliaVamos à trama. Quase três décadas depois da desastrada operação policial, Marquim e Shockito ainda se lembram dela a cada movimento de seus corpos. Literalmente. Marquim vive em uma casa toscamente adaptada – com elevador e escada elétrica criados no estilo gambiarra – e opera uma rádio clandestina de black music. Shockito se ocupa de adaptar próteses para si e para outros.

Eis que surge, então, vindo de outra galáxia, o desbravador Dimas Cravalanças (Dilmar Durães, também de A Cidade É Uma Só?). Ele vem teletransportado de 2073 para os dias de hoje para investigar a denúncia de que a polícia da nossa época subjulgava a população periférica (ah, será?). Sua missão é reparar esse erro histórico.

Enquanto isso, Marquim constrói uma bomba para jogar sobre o plano piloto. No filme, a Brasília dos cartões-postais é vista como um local distante e praticamente inacessível: é preciso passaporte para entrar lá.

A estética tosca do filme contribui para uma pitada cômica, mas ao mesmo tempo reforça a verossimilhança. A nave espacial de Marquim parece um ralador de queijo gigante. A nave espacial de Dimas é um container pousado em um descampado. A escada para cadeirante da casa de Marquim é um primor de engenharia.

Apesar de todos esses recursos fantásticos, o filme é todo verdade. Há verdade nos personagens, que ficcionalizam suas próprias histórias reais, e que nos oferecem falas críveis e pouco roteirizadas. Há verdade nas locações hiper-realistas de uma Ceilândia de terra batida e construções precárias. E, principalmente, há verdade na crítica social e no apartheid que o filme aponta. Afinal, quando a polícia chega a um recinto para uma blitz, todo mundo sabe mais ou menos o que vai acontecer: branco sai, preto fica.

Branco Sai, Preto Fica

Brasil, 2014. 90 minutos. Direção: Adirley Queirós. Elenco: Marquim do Tropa, Shockito, Dilmar Durães, DJ Jamaika e Gleide Firmino. Estreia no circuito comercial de cinemas: 19/3/2015. Classificação indicativa: 14 anos. 

(Por Marcelo Bauer)

saibamais 600 pixels Branco Sai, Preto Fica é documentário fantástico sobre apartheid em Brasília

+ Documentários brasileiros nos cinemas

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

Fundo de novas mídias de Tribeca abre inscrição para projetos inovadores de documentários

tribecafilminstitute 300x150 Fundo de novas mídias de Tribeca abre inscrição para projetos inovadores de documentáriosO TFI New Media Fund, fundo do Tribeca Foundation Institute, está com inscrições abertas a partir de amanhã (12) para financiamento e apoio a projetos de não ficção ligados a temáticas de justiça e igualdade social. O fundo busca narrativas inovadoras destinadas a outras telas que não TV ou cinema. São aceitos projetos de novas mídias em diversas plataformas, como jogos, aplicativos móveis e web sites.

O fundo vai selecionar entre dois e quatro projetos, cabendo a cada um deles entre US$ 50.000 e US$ 100.000 de financiamento.

Outras oportunidades para documentaristas:
- CineBrasilTV abre inscrição para projetos de documentários
- Ateliers Varan, da França, promovem Oficina Projeto de Documentário em SP

O TFI New Media Fund não aceita projetos de filmes lineares tradicionais, mas pode considerar projetos que envolvam extensões interativas de um filme independente tradicional.

Além o apoio financeiro, o fundo também auxiliará o realizador com o suporte de especialistas. Somente serão aceitos projetos que estejam em estágio avançado de desenvolvimento (envolvendo, além dos conceitos, também um protótipo ou wireframe). Não é necessário que o projeto seja destinado a múltiplas plataformas.

As inscrições se encerram em 12 de maio. Não há taxa de inscrição.

Mais informações no site do TFI New Media Fund.

saibamais 600 pixels Fundo de novas mídias de Tribeca abre inscrição para projetos inovadores de documentários

+ Documentários brasileiros nos cinemas

+ Curta o BlogDoc no Facebook

+ Siga o BlogDoc no Twitter

  • Espalhe por aí:
    • Digg
    • Facebook
    • Google Bookmarks
    • Live
    • Netvibes
    • RSS
    • Twitter
  • Imprimir:
  • Envie por e-mail:

Posts relacionados

1 de 3512345...: ...Último