Debate gratuito com Daniel Rezende e Karen Harley discute montagem no documentário

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Daniel Rezende (Foto: Divulgação)

Dois grandes montadores brasileiros – Daniel Rezende, único brasileiro indicado ao Oscar da categoria, e Karen Harley – e o diretor de documentários Rodrigo Siqueira reúnem-se em São Paulo no sábado (30), às 15h, para debate aberto ao público sobre a montagem no cinema. O encontro faz parte das atividades do edital Histórias que Ficam, promovido pela Fundação CSN.

O debate Histórias que Ficam: Montagem no Audiovisual - Construções Narrativas a partir do Material Bruto acontece na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2500) e tem entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes.

Karen Harley 234x300 Debate gratuito com Daniel Rezende e Karen Harley discute montagem no documentário

Karen Harley (Foto: Divulgação)

Daniel Rezende foi indicado ao Oscar de Melhor Montagem e vencedor do prêmio inglês Bafta por Cidade de Deus. Também montou os filmes Tropa de Elite, Ensaio sobre a Cegueira, Robocop e Árvore da Vida.

Karen Harley assina a montagem de Que Horas Ela Volta, Big Jato, Janela da Alma e Cinema, Aspirinas e Urubus, entre outros.

Rodrigo Siqueira conquistou o prêmio de melhor filme brasileiro no É Tudo Verdade (2010), pelo documentário Terra Deu, Terra Come. Em 2015, concorreu no mesmo festival com o excelente Orestes, vencedor do prêmio APCA de melhor documentário.

Rodrigo Siqueira 230x300 Debate gratuito com Daniel Rezende e Karen Harley discute montagem no documentário

Rodrigo Siqueira (Foto: Divulgação)

O debate será mediado pela produtora, diretora, roteirista e consultora Daniela Capelato.

O edital Histórias que Ficam apoia documentários por meio de auxílio financeiro e consultoria para o desenvolvimento dos projetos. Para sua segunda edição, em andamento, foram selecionados os projetos Corpo Delito, de Pedro Rocha; Iramaya, de Carolina Benjamin; Guarnieri, de Francisco Guarnieri; e O Céu e a Selva, de Priscilla Brasil.


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Documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha, é selecionado para Festival de Cannes

CinemaNovo 06 Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha Documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha, é selecionado para Festival de Cannes

Cena de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, um dos principais personagens do documentário Cinema Novo, de seu filho, Eryk Rocha

O documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha, foi selecionado para a seção Cannes Classics, parte da seleção oficial do Festival de Cannes 2016. A seção é voltada para filmes clássicos e do patrimônio do cinema mundial em cópias restauradas, além de filmes que homenageiam o cinema.

Cinema Novo é um filme-ensaio que aborda o principal movimento cinematográfico latino-americano por meio do pensamento dos seus principais autores: Nelson Pereira do Santos, Glauber Rocha, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Cacá Diegues, Walter Lima Jr, Paulo César Saraceni, entre outros.

O documentário de Eryk Rocha concorre ainda ao prêmio L'Œil d’or (Olho de Ouro) que é entregue ao Melhor documentário do Festival de Cannes, escolhido a partir de todos os documentários selecionados em todas as mostras, oficiais e paralelas. O júri desse ano é presidido pelo italiano Gianfranco Rosi, diretor de Fogo no Mar, vencedor do Festival de Berlim 2016 e apresentado recentemente no Brasil no festival É Tudo Verdade.


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Cacaso – Na Corda Bamba – Documentário de José Joaquim Salles e PH Souza

 Cacaso – Na Corda Bamba – Documentário de José Joaquim Salles e PH Souza

Imagem do documentário Cacaso - Na Corda Bamba, de José Joaquim Salles e PH Souza (Foto: Divulgação)

Entre administrar as fazendas da família e os poemas, o mineiro radicado no Rio Antonio Carlos de Brito, o Cacaso, preferiu o caminho mais difícil. Um dos líderes do movimento da chamada "poesia marginal", Cacaso destacou-se no cenário das artes brasileiras ainda no período da ditadura. Seu talento multimídia incluía também o desenho, colagens e a música, além de sua atuação como professor universitário. A faceta de letrista acabou sendo a mais conhecida do grande público, em parcerias com Edu Lobo, Francis Hime, Sueli Costa e Joyce, entre outros.

Cacaso – Na Corda Bamba, documentário de José Joaquim Salles e PH Souza em cartaz no 21º É Tudo Verdade, traz amigos e parceiros relembrando a vida e obra desse criador sempre jovem – morreu aos 43 anos. Em suas aulas de literatura, influenciou muita gente, embora falasse de tudo, menos de literatura propriamente. Seu espírito gregário unia várias turmas. É por isso que profissionais de talento dos mais diversos matizes contam que ele “fez a cabeça” de uma geração – ou de várias.

O documentário reúne uma turma boa para recontar a história de Cacaso. Há alguns números musicais, e imagens de arquivo, mas é basicamente um filme de entrevistas. Elas montam um panorama amplo e multifacetado do personagem – assim mesmo como ele era.

Cacaso – Na Corda Bamba

Brasil, 2016. 88 minutos.

Direção: José Joaquim Salles. Codireção: PH Souza. Roteiro: J José Joaquim Salles.
Fotografia: Antonio Luiz Mendes, Vinicius Brum. Câmera: Antonio Luiz Mendes, Vinicius Brum, Rob Curvello, Ricardo Rheigantz. Montagem: Fernanda Teixeira. Editor de Som: Bernardo Adeodato e Jonas Louzada. Som direto: Jonas Louzada. Música: Francis Hime. Direção de produção: PH Souza. Produção Executiva: PH Souza e Luiz Salazar. Empresas produtoras: Imagin&Som e Cafeína Produções. Coprodução: Canal Brasil.

Participação em festivais: 21º É Tudo Verdade. Classificação indicativa: livre.

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Jonas e o Circo Sem Lona – Documentário de Paula Gomes

Jonas e o Circo Sem Lona Foto Haroldo Borges Jonas e o Circo Sem Lona – Documentário de Paula Gomes

Cena do documentário Jonas e o Circo Sem Lona, de Paula Gomes, em cartaz no festival É Tudo Verdade (Foto: Haroldo Borges/Divulgação)

Uma brincadeira de infância pode ser bem mais que uma brincadeira de infância. O documentário Jonas e o Circo Sem Lona, exibido nesta segunda (11) e terça (12) no 21º Festival É Tudo Verdade em São Paulo, mostra o apego do garoto que dá título ao filme a seu pequeno cirquinho improvisado no quintal de casa. O circo para ele é presente, mas também é passado e futuro. Representa uma lembrança das origens da família, e um sonho para seu amanhã.

Mas todo sonho cobra seu preço. Conforme o tempo avança, Jonas vai vendo que a brincadeira enrosca aqui e ali e que as coisas não acontecem exatamente como ele imaginava. Em primeiro lugar porque seus amigos e parceiros de circo o abandonam por conta de afazeres da escola. E também porque a mãe, ex-artista circense, insiste em não deixar que a brincadeira do quintal se transforme em algo mais. Ela o obriga a frequentar a escola, mas aquela rotina parece não dizer nada ao garoto. Seu desejo é partir em caravana com o tio, que continua atuando em circo.

Conforme o documentário avança, Jonas amadurece com os trancos. Questiona o próprio filme, com medo que o fracasso do circo inviabilize o projeto da diretora. As conversas de Paula Gomes com garoto aparecem na edição final do documentário e dão uma boa visão do que esperavam daquele encontro. A sensibilidade da união de ambos mostra que o que parece ser o fim pode ser apenas um novo começo.

Jonas e o Circo Sem Lona

Brasil, 2015. 82 minutos.

Direção: Paula Gomes.

Exibição em festivais: Festival Internacional de Documentário de Amsterdã (IDFA), Amsterdã; Cinelatino - Encontros de Tolouse - Melhor Documentário pelo voto do público; DocMontevideo, 21º É Tudo Verdade. Classificação indicativa: livre.

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Lampião da Esquina – Documentário de Lívia Perez

Lampiao da esquina Lampião da Esquina   Documentário de Lívia Perez

Ney Matogrosso é um dos entrevistados do documentário Lampião da Esquina, de Lívia Perez. O filme está em cartaz no festival É Tudo Verdade (Foto: Divulgação)

Depois de um curta de sucesso – Quem Matou Eloá?, exibido em vários festivais nacionais e internacionais –, a diretora Livia Perez apresenta no É Tudo Verdade o seu primeiro longa-metragem. O documentário Lampião da Esquina, em exibição na mostra O Estado das Coisas, revisita o Brasil do final dos anos 70, quando todos buscavam desesperadamente um pouco de liberdade, inclusive a comunidade homossexual.

Em 1978, pré-epidemia da aids e pré-abertura política, chegava às bancas brasileiras o primeiro jornal destinado ao universo LGBT (ainda que este termo não existisse à época). Inspirado por um lado no jornal americano Gay Sunshine, e por outro nas publicações “nanicas” brasileiras (como Pasquim), O Lampião levantava a bandeira da diversidade, mas sem ser chato ou acadêmico. Bom humor e autocrítica faziam parte da receita editorial, refletindo o jeito de ser da própria comunidade que retratava.

A história de O Lampião é recontada por Livia Perez em entrevistas com boa parte dos protagonistas da época – entre eles o agora noveleiro Aguinaldo Silva. São muitas entrevistas, talvez um pouquinho demais. E há certa mão pesada na arte do documentário, com alguns maneirismos dispensáveis.

Mas a mensagem que fica é de que, puxa vida, pelo menos em algo o país conseguiu avançar! Ainda que a intolerância continue em certos enclaves, quem vê uma Parada Gay de hoje mal pode imaginar como foram difíceis (embora divertidos) os anos 70 e início dos 80 para os homossexuais. O documentário Lampião da Esquina traz essa importante memória à tona.

Lampião da Esquina

Brasil, 2016. 82 minutos.

Direção: Lívia Perez. Codireção: Noel Carvalho. Produção Executiva: Giovanni Francischelli. Fotografia: André Menezes, Felipe Vieira. Montagem: Henrique Cartaxo. Coprodução: Canal Brasil. Produção: Doctela.

Participação em festivais: 21º É Tudo Verdade. Classificação indicativa: 18 anos.

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Fogo no Mar – Documentário de Gianfranco Rosi

Fogo no mar foto filme Fogo no Mar – Documentário de Gianfranco Rosi

O pequeno Samuele em cena do documentário Fogo no Mar, de Gianfranco Rosi. O filme, premiado em Berlim, abre a 21ª edição do festival É Tudo Verdade, em São Paulo

Não é nada comum ver documentários vencendo as categorias principais dos grandes festivais mundiais. O cineasta italiano-eritreu Gianfranco Rosi conseguiu essa proeza duas vezes. Em 2013, havia levado o Leão de Ouro em Veneza com Sacro Gra. Agora, em 2016, Rosi fez de Fogo no Mar o primeiro documentário a ganhar o Urso de Ouro em Berlim. É este sensível filme sobre a temática dos refugiados que foi escolhido para a abertura da 21ª edição do festival É Tudo Verdade.

O filme se passa na pequena ilha de Lampedusa, território italiano, mas geograficamente mais próxima da África do que da Europa continental. Uma infinidade de vidas desesperadas atravessa o mar em barcos precários e vai dar nas costas de Lampedusa – ou, pior, naufraga no intento de chegar à Sicília. A câmera de Rosi acompanha tudo com um detalhe impressionante – resgates na madrugada, corpos que não resistiram aos naufrágios, outros com queimaduras pelo vazamento de gasolina que se acumula no casco dos barcos superlotados.

Mas o filme não é um repertório de imagens de catástrofe. Em paralelo, acompanhamos a vida de alguns dos moradores da ilha. O pequeno Samuele, de 12 anos, divide-se entre a escola e os estilingues, seu passatempo preferido. O médico Pietro Bartolo, antes afeito à medicina comunitária, agora passa boa parte do tempo atendendo aos refugiados – e até hoje não se conforma quando é obrigado a autopsiar os corpos daqueles que não resistiram. Tudo é filmado com força visual, mas sem apelação e sem entrevistas formais. O resultado final é um filme forte, mas diametralmente oposto ao “filme denúncia” jornalístico.

Este não é o primeiro documentário sobre a temática dos refugiados filmado na ilha. O igualmente bom Lampedusa no Inverno, de 2015, foi exibido no ano passado na 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Mas o vigor que Rosi impõe às histórias dos refugiados, intermeadas pela tentativa por vezes frustrada dos moradores de manter uma vida normal enquanto esse drama humanitário se desenrola, faz de Fogo ao Mar um filme de uma força única. Tipo, assim, um Urso de Ouro.

Fogo no Mar, de Gianfranco Rosi, será exibido no dia 7 em São Paulo na abertura para convidados do É Tudo Verdade. Nos dias seguintes, estará à disposição do púbico na programação da mostra. No Rio, a abertura do evento acontece no dia 8, com As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana, de Paola Vieira e Claudio Lobato.

O festival vai até o dia 17. Veja todos os documentários em exibição.

Mais informações no site do É Tudo Verdade.

Fogo no Mar (Fuocoammare)

Itália, França, 2016. 108 minutos.

Direção: Gianfranco Rosi.

Participação em festivais: Festival de Cinema de Berlim (2016) – Urso de Ouro. No Brasil: 21º É Tudo Verdade. Classificação indicativa: 14 anos.

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Yorimatã – Documentário de Rafael Saar

Yorimata still 12 Luiz Fernando Borges da Fonseca Yorimatã – Documentário de Rafael Saar

Lucina (esq.) e Luli com Luiz Fernando Borges da Fonseca em imagem resgatada no documentário Yorimatã, de Rafael Saar (Foto: Divulgação)

Um capítulo importante da história musical brasileira chega aos cinemas nesta quinta (7) com a estreia de Yorimatã, documentário de Rafael Saar. O filme retoma a história de Luli e Lucina, dupla marcante no panorama da MPB, em especial nos anos 70 e 80. Com sua música de forte tom percussivo e influência afro, misturada a uma levada indie e temática hippie, a dupla fez muito sucesso nos circuitos independentes e alternativos. Se nunca sucumbiu ao padrão “Globo de Ouro”, ainda assim influenciou muita gente – e suas músicas chegaram a públicos diversos por meio das gravações de outros intérpretes, como Ney Matogrosso, Joyce e Tetê Espíndola.

Primeiro longa-metragem de Rafael Saar, Yorimatã foi eleito melhor documentário pelo júri oficial e pelo público no Festival In-Edit Brasil em 2015. Com muitas cenas de arquivo, misturadas a imagens recentes, Saar dedica boa parte do documentário a exibir as músicas da dupla. A isso mescla uma espécie de narrativa cronológica da carreira delas. E embala tudo com muita memória afetiva daquela época.

Amor livre, contato com a natureza, vida simples em comunidade, viagens de ácido, descompromisso com as regras e busca da criatividade eram alguns dos componentes do estilo de vida de então. E Luli e Lucina viveram tudo isso com intensidade. As duas não formaram apenas uma dupla musical, mas também constituíram uma família a três, ao lado do fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, já falecido.

Dos rolos de super-8 surgem imagens do trio, e em seguida também de seus filhos, todos vivendo juntos de pé no chão em um sítio no Estado do Rio de Janeiro. Passadas mais de três décadas, em depoimentos atuais os filhos relembram com afeto daquele período, no qual tinham duas mães e nenhuma caretice.

O mundo está cada vez mais conservador – sem dúvida. E intransigente também, para todos os lados que se olhe. Ao mostrar uma música “diferente” (do padrão comercial médio) e um estilo de vida “diferente” (do tradicional papai-mamãe), Yorimatã dá um chacoalhão na plateia e pergunta: por que não? Por que não outros sons? Por que não outros costumes? Por que não mais tolerância e menos rótulos?

Qualquer semelhança com o momento político atual é mera coincidência. Ou não.

Yorimatã

Brasil, 2014. 117 minutos.

Direção: Rafael Saar. Produzido por: Daniela Santos, Eduardo Ades, Eduardo Cantarino e Rafael Saar. Pesquisa: Adil Lepri, Rafael Saar. Produção executiva: Daniela Santos e Eduardo Ades. Direção de produção: Eduardo Cantarino. Direção de fotografia e câmera: Lucas Barbi. Som direto: Eduardo Silva. Desenho sonoro: Thiago Sobral. Mixagem: Jesse Marmo. Animações: Daniel Sake. Montagem: Rafael Saar.

Participação em festivais: 7º Festival Internacional do Documentário Musical In-Edit Brasil 2015: Melhor Filme – Júri Oficial e Melhor Filme – Voto do Público. Festival Mix Brasil 2015: Menção Honrosa de Melhor Direção. Barcelona In-Edit Beefeater Festival 2015. Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana 2014. Mostra Internacional de Cinema em São Paulo 2014. Semana dos Realizadores, 2014.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 7/4/2016. Classificação indicativa: 10 anos.

(Por Marcelo Bauer)


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Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

42 Festiva Sesc Melhores Filmes 300x185 Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes  Se você andou viajando por marte e passou longe do cinema em 2015, o 42º Festival Sesc Melhores Filmes é sua chance de mergulhar no melhor da programação exibida nos cinemas terráqueos no último ano. A mostra traz 47 títulos votados pelo público, muitos deles documentários. São preciosidades como Nostalgia da Luz, Orestes, Últimas Conversas e Branco Sai, Preto Fica.

O evento acontece em São Paulo de 7 a 27 de abril, com abertura para convidados no dia 6 exibindo Yorimatã. Além de seu cinema-sede, o CineSesc paulistano, o 42º Festival Sesc Melhores Filmes passará por mais 14 cidades do Estado de São Paulo. A itinerância vai de 3 a 31 de maio nas unidades do Sesc dos seguintes municípios: Bauru, Birigui, Catanduva, Jundiaí, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santos, São Caetano do Sul, São Carlos, Sorocaba e Taubaté.

A votação para escolha dos vencedores do Festival Sesc Melhores Filmes foi feita via Internet, com mais de 5 mil votos computados.

Aí vai a lista de documentários em exibição.

Pelo menos cinco deles você não pode perder mesmo: Branco Sai, Preto Fica, Homem Comum, Nostalgia da Luz, Orestes e Últimas Conversas.

Mas, se só tiver tempo para ver um, nossa sugestão é Nostalgia da Luz, obra-prima do chileno Patricio Guzmán.


Branco Sai Preto Fica Divulgacao 3 Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Branco Sai, Preto Fica – direção de Adirley Queirós
Leia mais sobre o filme | Horários


Cassia Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Cássia Eller – direção de Paulo Henrique Fontenelle
Leia mais sobre o filme | Horários


Chico Artista Brasileiro reproducao Facebook Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Chico – Artista Brasileiro – direção de Miguel Faria Jr.
Leia mais sobre o filme | Horários


Homem Comum Divulgacao Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Homem Comum – direção de Carlos Nader
Leia mais sobre o filme | Horários


Nostalgia da Luz Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Nostalgia da Luz – direção de Patricio Guzmán
Horários


Olmo e A Gaivota Divulgacao Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Olmo e a Gaivota – direção de Petra Costa e Lea Glob
Leia mais sobre o filme | Horários


Orestes Foto Divulgacao Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Orestes – direção de Rodrigo Siqueira
Leia mais sobre o filme | Horários


Osvaldao reproducao Facebook Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Osvaldão – direção de Vandré Fernandes, Ana Petta, Fabio Bardella e André Michiles
Horários


O Sal da Terra Facebook Reproducao Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

O Sal da Terra – direção de Juliano Ribeiro Salgado e Wim Wenders
Leia mais sobre o filme | Horários


tomie ohtake reproducao Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Tomie Ohtake – direção de Hélio Goldsztejn
Horários


Ultimas Conversas Divulgacao Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Últimas Conversas – direção de Eduardo Coutinho
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Yorimata gilberto gil luhli e lucina 01 Os documentários que você precisa ver no 42º Festival Sesc Melhores Filmes

Yorimatã – direção de Rafael Saar
Leia mais sobre o filme | Horários

 

Mais informações no site do Sesc.


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No Vermelho – Documentário de Marcelo Reis

No Vermelho divulgacao1 No Vermelho – Documentário de Marcelo Reis

Cena de No Vermelho, documentário de Marcelo Reis em cartaz em Belo Horizonte (Foto: Divulgação)

Em cartaz desde quinta (24) em Belo Horizonte, o documentário No Vermelho, de Marcelo Reis, aborda personagens urbanos que vivem dos e/ou nos semáforos.

A partir do olhar de quem está do lado de fora, ou seja, nas ruas, discute também quem está do lado de dentro, nos carros. Malabaristas, ambulantes de frutas e doces e um cantor que vende seus CDs estão entre os retratados.

Veja o trailer.

No Vermelho

Brasil, 2015. 97 minutos.

Direção e edição: Marcelo Reis. Ideia original: Guilherme Reis. Argumento e roteiro: Marcelo Reis. Direção de fotografia: Guilherme Reis. Assistência de fotografia: Rodrigo Brant. Pesquisa: Marcelo Reis e Patrícia Vieira. Trilha sonora original: Raul Duarte.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 24/3/2016 (Belo Horizonte). Classificação indicativa: livre.


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É Tudo Verdade 2016: programação completa

Fogo no mar foto filme É Tudo Verdade 2016: programação completa

Cena de Fogo no Mar, de Gianfranco Rosi, documentário de abertura do 21º É Tudo Verdade, em São Paulo

A 21ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade acontece de 7 a 17 de abril, em São Paulo e no Rio de Janeiro. São 85 títulos, vindo de 26 países, sendo 22 estreias mundiais. Todas as sessões têm entrada gratuita.

Veja abaixo todos os documentários em cartaz no 21ºÉ Tudo Verdade. Os horários das sessões você encontra no site do festival.

 

SESSÕES DE ABERTURA

FOGO NO MAR
Direção: Gianfranco Rosi
Itália, França, 108 minutos. 2016
O filme focaliza a crise dos refugiados na Europa a partir de Lampedusa, na Sicília. Desde que começaram a chegar ali os primeiros barcos de refugiados, em 1991, a bucólica ilha de pescadores recebeu milhares de imigrantes em barcos precários vindos da África ou do Oriente Médio, na maior crise humanitária da Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial.

AS INCRÍVEIS ARTIMANHAS DA NUVEM CIGANA
Direção: Paola Vieira e Claudio Lobato
Brasil-RJ, 82 minutos. 2016
No Rio de Janeiro dos anos 1970, formou-se o coletivo artístico Nuvem Cigana, que reuniu poetas, artistas gráficos, fotógrafos e músicos. Apagando fronteiras entre arte e vida, de olho na utopia, tornaram-se uma geração que desbravou caminhos, antes que a indústria cultural dominasse o panorama.

 

COMPETIÇÃO BRASILEIRA: LONGAS OU MÉDIAS -METRAGENS

CACASO NA CORDA BAMBA
Direção: José Joaquim Salles, Ph Souza
Brasil-RJ, 88 minutos. 2016
Antonio Carlos de Brito abandonou um destino próspero para tornar-se Cacaso, um dos líderes do movimento da poesia marginal, da luta do mimeógrafo contra a censura da ditadura militar, nos anos 1970.

CÍCERO DIAS, O COMPADRE DE PICASSO
Direção: Vladimir Carvalho
Brasil-DF, 79 minutos. 2016
Ligado aos modernistas e influenciado por sua convivência com artistas de vanguardas europeias como Pablo Picasso, Fernand Léger e Joan Miró, o pintor pernambucano Cícero Dias criou uma arte que atravessa fronteiras.

GALERIA F
Direção: Emília Silveira
Brasil-RJ, 86 minutos. 2016
Militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), preso e torturado durante nove anos, condenado inicialmente à morte pelo assassinato de um sargento em 1971, Theodomiro Romeiro dos Santos refaz sua trajetória.

IMAGENS DO ESTADO NOVO 1937-45
Direção: Eduardo Escorel
Brasil-RJ/SP, 227 minutos. 2016
Através da comparação e análise de materiais de arquivo, o filme reavalia a herança do período ditatorial de Getúlio Vargas, expondo suas fontes de inspiração externas, sua forma de funcionamento e contradições.

JONAS E O CIRCO SEM LONA
Direção: Paula Gomes
Brasil-BA, 82 minutos. 2015
Jonas mantém um pequeno circo no fundo do quintal de sua casa. O abandono pelos seus colegas, a obrigação de estudar e sua própria adolescência tornam seu sonho difícil de sustentar.

MANTER A LINHA DA CORDILHEIRA SEM O DESMAIO DA PLANÍCIE
Direção: Walter Carvalho
Brasil-RJ, 88 minutos. 2016
O poeta Armando Freitas Filho faz poemas como quem pesca seus achados manuscritos em grandes cadernos em que deixa uma grande margem livre para as quase intermináveis correções.

O FUTEBOL
Direção: Sergio Oksman
Brasil-SP/Espanha, 70 minutos. 2015
Sergio e seu pai, Simão, não se viram ao longo de 20 anos. A Copa de 2014 no Brasil é um pretexto para uma reaproximação. Suas conversas os levam ao encontro do passado e das questões deixadas em aberto pela distância.

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL: LONGAS OU MÉDIAS - METRAGENS

327 CADERNOS
Direção: Andrés Di Tella
Argentina/Chile, 76 minutos. 2015
O escritor Ricardo Piglia volta à Argentina natal e propõe-se a revisar seus diários pessoais, os quais ele escreve há mais de 50 anos.

ANOS CLAROS
Direção: Frédéric Guillaume
Bélgica, 76 minutos. 2015
Filmado ao longo de quase dez anos, o documentário constitui uma crônica intimista de um trecho da vida do diretor Frédéric Guillaume. Após o nascimento da filha Juliette, uma confissão de sua amada Claire torna o filme uma investigação sobre a dor e a incerteza.

CATÁSTROFE
Direção: Alina Rudnitskaya
Rússia, 52 minutos. 2016
Em 2009, um dos maiores desastres tecnológicos do mundo ocorreu na Hidrelétrica Sayano-Shushenskaya, na Rússia. Cinco anos depois, ainda não foi oficializada a causa do desastre, mas alguns dos engenheiros acusados continuam presos.

CHICAGO BOYS
Direção: Carola Fuentes, Rafael Valdeavellano
Chile, 96 minutos. 2015
Responsáveis pelo modelo econômico ultraliberal instalado no Chile na ditadura Augusto Pinochet (1973-1990), os chamados “Chicago Boys” – economistas formados na Universidade de Chicago – recontam sua formação.

GIGANTE
Direção: Zhao Liang
França, 90 minutos. 2015
Denunciando o desastre ecológico provocado do avanço da mineração no interior da Mongólia, o filme retrata os altos custos humanos e naturais deste modelo predatório.

KATE INTERPRETA CHRISTINE
Direção: Robert Greene
EUA, 110 minutos. 2016
Mais de 40 anos depois do suicídio da jornalista Christine Chubbuck durante o programa que apresentava ao vivo, a atriz Kate Lyn Sheil encarna o papel da repórter, reconstituindo uma trajetória marcada pela depressão e explorando os limites da encenação e do espetáculo.

NO LIMBO
Direção: Antoine Viviani
França, 85 minutos. 2015
Recorrendo ao artifício de um misterioso espírito que adentra a internet, o documentário explora algumas das grandes questões destes nossos tempos digitalizados.

NUTS!
Direção: Penny Lane
EUA, 79 minutos. 2016
Em 1917, um médico do Kansas, dr. John Romulus Brinkley, anuncia ter descoberto a cura da impotência, defendendo o transplante de testículos de bodes em homens. O documentário expõe não só a biografia do polêmico Brinkey, mas explora os caminhos da credulidade humana, da necessidade de acreditar em narrativas sedutoras.

PACIENTE
Direção: Jorge Caballero Ramos
Colômbia, 85 minutos. 2015
Nubia é uma mãe dedicada ao cuidado intensivo de sua filha, Leidy Johana, de 23 anos, que sofre de uma forma agressiva de câncer. Num estilo seco e despojado, o diretor Jorge Caballero Ramos acompanha o calvário da mãe pelo sistema de saúde colombiano.

SOB O SOL
Direção: Vitaly Mansky
Rússia/Letônia/Alemanha/República Checa/Coreia do Norte,
106 minutos. 2015
Em uma representação criada pelo governo, a menina Zin-mi se prepara para celebrar o aniversário do líder supremo Kim Jongil. Apesar de as autoridades terem censurado as imagens, o cineasta Vitaly Mansky expõe a manipulação e a tentativa de fabricação de um país ideal que só existe no discurso oficial.

TUDO COMEÇOU PELO FIM
Direção: Luis Ospina
Colômbia, 208 minutos. 2015
O diretor colombiano Luis Ospina volta-se para o período de 20 anos, entre 1971 e 1991, para recontar uma parte importante da própria vida. Paralelamente a esse resgate de suas memórias, Ospina defrontou-se com um diagnóstico de câncer.

UM CASO DE FAMÍLIA
Direção: Tom Fassaert
Holanda/Bélgica/Dinamarca, 116 minutos. 2015
O diretor recebe um convite de sua avó Marianne, de 95 anos, para visitá-la. Naquele ponto, tudo o que ele sabia sobre ela eram histórias negativas que seu pai o contou. Porém, quando ela faz uma confissão inesperada, as coisas se tornam mais complicadas.

 

COMPETIÇÃO BRASILEIRA: CURTAS-METRAGENS

A CULPA É DA FOTO
Direção: Eraldo Peres, André Dusek, Joédson Alves
Brasil-DF, 15 minutos. 2015
Num dia de 1984, repórteres fotográficos deixam suas câmeras no chão em forma de protesto durante a saída do presidente general João Baptista Figueiredo do Palácio do Planalto.

ABISSAL
Direção: Arthur Leite
Brasil-CE, 17 minutos. 2016
A investigação da história de sua própria família leva o cineasta cearense Arthur Leite a descobrir informações inesperadas sobre esse passado desconhecido através de revelações de sua avó Rosa.

AQUELES ANOS EM DEZEMBRO
Direção: Felipe Arrojo Poroger
Brasil-SP, 19 minutos. 2016
O neto de um casal tenta juntar os fragmentos da história de seus avós após quase setenta anos do dia do encontro deles.

BUSCANDO HELENA
Direção: Roberto Berliner, Ana Amélia Macedo
Brasil-RJ, 22 minutos. 2016
O dia em que Ana e Roberto levaram seu bebê para casa.

FORA DE QUADRO
Direção: Txai Ferraz
Brasil-PE, 21 minutos. 2016
As histórias de vida do pedreiro azulejista Alberto, da professora Vânia, da empregada doméstica Chica e da estudante Rob.

O OCO DA FALA
Direção: Miriam Chnaiderman
Brasil-SP, 17 minutos. 2016
Depoimentos de pessoas traumatizadas pela violência do Estado compõem o perfil de uma São Paulo que se debruça sobre as marcas e memórias da ditadura.

PRAÇA DE GUERRA
Direção: Edi Junior
Brasil-PB, 19 minutos. 2015
Inspirados pelas ideias de Che Guevara e Régis Debray, criadores de foco de guerrilha na Serra do Capim-Açu são presos e entram em contato com a maconha e todo um outro modo de vida alternativo nos anos 1960.

SEM TÍTULO # 3: E PARA QUE POETAS EM TEMPO DE POBREZA?
Direção: Carlos Adriano
Brasil-SP, 14 minutos. 2016
Da série “Apontamentos para uma Auto Cine Biografia (em Regresso)”, algumas considerações (im)prováveis e (im)ponderáveis sobre a (im)pertinência e o (não)lugar da poesia em nossos tempos.

VIDA COMO RIZOMA
Direção: Lisi Kieling
Brasil-RS, 14 minutos. 2016
O jovem músico Klaus Volkmann, conectado com formas simples e sustentáveis de vida, encara a existência como algo potencialmente capaz de ramificar-se em qualquer direção.

 

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL: CURTAS-METRAGENS

A GLÓRIA DE FAZER CINEMA EM PORTUGAL
Direção: Manuel Mozos
Portugal, 16 minutos. 2015
Em 1929, o escritor José Régio escreve ao amigo Alberto Serpa manifestando o desejo de criar uma produtora de cinema. 90 anos depois, uma bobina de filme mudo surge como indício dessa suposta estreia de Régio no cinema.

A VISITA
Direção: Pippo Delbono
França, 22 minutos. 2015
No castelo de Versalhes, dois atores encontram-se sozinhos: o francês Michael Lonsdale e o italiano Bobò, um surdo-mudo que ficou internado 44 anos no manicômio de Aversa. Camadas de arte e tempo sobrepõem-se, num diálogo livre e sem fronteiras

CARACÓIS
Direção: Grzegorz Szczepaniak
Polônia, 30 minutos. 2015
De olho no crescente sucesso da criação de escargots, dois amigos poloneses, Andrzej e Konrad, decidem criar seu próprio negócio no ramo. E a empreitada acaba tendo um caráter também existencial e até filosófico.

CARMEN
Direção: Mariano Samengo
Argentina, 16 minutos. 2015
A morte de Carmen Brancone, última avó do diretor Mariano Samengo, desencadeia uma mudança drástica na vida do cineasta. Três dias depois de seu enterro, ele decide filmar sua mãe e sua tia, que se ocupam da tarefa de esvaziar a casa da avó.

COSMOPOLITANISMO
Direção: Erik Gandini
Suécia, 17 minutos. 2015
Apoiando-se em imagens animadas desenhadas à mão, o filme desenvolve uma linha de reflexão em torno da possibilidade da criação de uma comunidade humana mundial, capaz de superar as divisões e conflitos criados pelas diferenças.

EU TENHO UMA ARMA
Direção: Ahmad Shawar
Palestina, 20 minutos. 2015
Em 2002, a vila palestina de Kafar-Kaddoum sofreu expropriação de terras por forças de ocupação israelenses, para a criação de uma colônia, Kedumim. Desde então, os moradores locais realizam protestos semanais.

FATIMA
Direção: Nina Khada
Alemanha, 19 minutos. 2015
Buscando suprir as lacunas em torno das próprias raízes, a cineasta Nina Khada vai ao encontro da biografia da avó argelina, Fatima. Nem ela, nem o pai de Nina mostram-se dispostos a falar de sua trajetória de exílio rumo à França.

MUNIQUE `72 E ALÉM
Direção: Stephen Crisman
EUA, 29 minutos. 2016
Quatro décadas depois do ataque terrorista na Vila Olímpica de Munique em 1973, novas entrevistas com testemunhas oculares, autoridades e familiares dos mortos revelam detalhes aterradores sobre o tratamento das vítimas.

O ATIRADOR DE ELITE DE KOBANI
Direção: Reber Dosky
Holanda, 12 minutos. 2015
Palco de uma das mais encarniçadas batalhas entre o Estado Islâmico e os guerrilheiros curdos, a cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, abriga um personagem peculiar – o atirador de elite curdo Haron.

 

PROGRAMAS ESPECIAIS

CIDADÃO REBELDE
Direção: Pamela Yates
EUA, 72 minutos. 2015
Diretor de fotografia premiado com dois Oscars, o filme destaca o lado menos conhecido de Haskell Wexler, documentarista engajado em causas progressistas e autor de títulos
fundamentais.

CLAUDE LANZMANN: ESPECTROS DO SHOAH
Direção: Adam Benzine
Canadá/Reino Unido/EUA, 40 minutos. 2015
Apresentando material inédito de Shoah, acompanha-se a jornada de seu autor, Claude Lanzmann. Indicado ao Oscar de documentário em curta-metragem 2016.

NÃO PERTENÇO A LUGAR ALGUM – O CINEMA DE CHANTAL AKERMAN
Direção: Marianne Lambert
Bélgica, 67 minutos. 2015
Uma jornada pela vida e obra da cineasta experimental belga Chantal Akerman (1950-2015). De Bruxelas a Tel-Aviv, de Paris a Nova York, o documentário mapeia os cenários de suas peregrinações.

O HOMEM QUE MATOU JOHN WAYNE
Direção: Diogo Oliveira, Bruno Laet
Brasil-RJ, 70 minutos. 2016
Retrato da vida e obra de Ruy Guerra através de depoimentos de colegas, amigos, parceiros, estudiosos e dele mesmo, expondo sua alma poética em canções e poemas, alguns deles inéditos.

 

O ESTADO DAS COISAS

ATENTADOS: AS FACES DO TERROR
Direção: Stéphane Bentura
França, 95 minutos. 2016
Buscando compreender as razões que levaram aos atentados contra o semanário “Charlie Hebdo”, o mercado Hyper Cacher e a casa de shows Bataclan, examina-se as trajetórias de alguns de seus perpetradores.

DANADO DE BOM
Direção: Deby Brennand
Brasil-PE, 75 minutos. 2016
Menino solitário criado pelo pai, João Silva descobriu cedo a paixão pelos ritmos nordestinos. Ainda garoto, decidiu ir para o Rio de Janeiro para conhecer o ídolo Luiz Gonzaga. Juntos, compuseram um história de sucesso.

FARAÓS DO EGITO MODERNO (MUBARAK/NASSER/SADAT)
Direção: Jihan El Tahri
França, 3x60 minutos. 2015
Percorrendo episódios-chave da história do Egito, este filme delineia o percurso de três homens-fortes do país: Gamal Abdel Nasser, Anuar el-Sadat e Hosni Mubarak.

LAMPIÃO DA ESQUINA
Direção: Lívia Perez
Brasil-SP, 82 minutos. 2016
Inspirado no jornal norte-americano “Gay Sunshine”, surgiu no Brasil, em abril de 1978, em plena ditadura, o jornal “O Lampião”, retratando o ponto de vista dos homossexuais sobre diversas questões, inclusive a sexualidade.

O DESERTO DO DESERTO
Direção: Samir Abujamra, Tito Gonzalez Garcia
Brasil-RJ, 86 minutos. 2016
O Saara Ocidental é palco de um dos mais longos e menos conhecidos conflitos do mundo. Após a saída dos colonizadores espanhóis, a Espanha entregou o território ao Marrocos e à Mauritânia, provocando uma guerra intermitente e a dispersão da população saharaui.

OVERGAMES
Direção: Lutz Dammbeck
Alemanha, 164 minutos. 2015
O diretor Lutz Dammbeck investiga a identidade alemã através do estudo de antigos programas de gincanas de televisão

VIDA ATIVA - O ESPÍRITO DE HANNAH ARENDT
Direção: Ada Ushpiz
Israel/Canadá, 124 minutos. 2015
Através de fotos, filmes caseiros e depoimentos de seus contemporâneos, o filme resgata a figura de uma intelectual que elevou a independência e a transgressão a um novo patamar.

 

FOCO LATINO-AMERICANO

ALLENDE MEU AVÔ ALLENDE
Direção: Marcia Tambutti Allende
Chile-México, 90 minutos. 2015
Décadas depois do golpe de Estado no Chile, que derrubou o presidente eleito Salvador Allende em 1973, a neta do ex-presidente conversa com sua avó, mãe, tia e primos para resgatar fragmentos de lembranças do período.

FAVIO, A ESTÉTICA DA TERNURA
Direção: Luis Rodríguez, Andrés Rodríguez
Venezuela, 95 minutos. 2015
O perfil do cantor, ator e diretor argentino Leonardo Favio emerge de depoimentos de seus colaboradores mais próximos e dele mesmo, em sua última entrevista.

GABO: A CRIAÇÃO DE GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ
Direção: Justin Webster
Espanha-Colômbia, 90 minutos. 2015
O documentário explora os caminhos inseparáveis da vida e obra do jornalista e escritor Gabriel Garcia Márquez.

TOPONÍMIA
Direção: Jonathan Perel
Argentina, 82 minutos. 2015
O filme reavalia vestígios da ditadura militar em quatro províncias de Tucumán, na Argentina, quarenta anos após a região ter sofrido forte repressão militar.

 

RETROSPECTIVA BRASILEIRA - CARLOS NADER

A PAIXÃO DE JL
Brasil-SP, 82 minutos. 2015
Aos 33 anos, o artista José Leonilson começa a gravar um diário íntimo. Esses registros intimistas sofrem, no entanto, o impacto da descoberta de que Leonilson é portador do HIV.

CARLOS NADER
Brasil-SP, 15 minutos. 1998
Entrevistando poetas como Waly Salomão, filósofos como Antonio Cícero, foliões como Chumbinho e travestis como Jaqueline Kennedy Onassis, Carlos Nader explode o conceito de autobiografia.

CHELPA FERRO
Brasil-SP, 52 minutos. 2009
O grupo carioca Chelpa Ferro explora a plasticidade do som e o silêncio das fontes sonoras em performances, instalações e objetos.

CONCEPÇÃO
Brasil-SP, 16 minutos. 2001
Um vídeo sobre a concepção do próprio vídeo e da própria vida. O trabalho sugere que tudo aquilo que é concebido transcende a divisão entre mundo exterior e interior.

EDUARDO COUTINHO, 7 DE OUTUBRO
Brasil-SP, 73 minutos. 2013
Diante da câmera, o maior documentarista brasileiro revela-se como um ser humanista, irônico, pessimista e profundamente impregnado pelo interesse nos seres humanos que entrevistava em seus filmes.

HOMEM COMUM
Brasil-SP, 103 minutos. | 84 minutos. 2014

Ao longo de quase 20 anos, o cineasta Carlos Nader conviveu com o caminhoneiro paranaense Nilson de Paula e sua família. O festival exibirá duas versões diferentes do filme.

O BEIJOQUEIRO: PORTRAIT OF A SERIAL KISSER
Brasil-SP, 29 minutos. 1992

Perfil de José Alves de Moura, um ex-taxista português radicado no Brasil que se especializou em beijar celebridades, o que lhe valeu o apelido de “Beijoqueiro”.

O FIM DA VIAGEM
Brasil-SP, 32 minutos. 1996

Documentário mostra a jornada de um motorista de caminhão que transporta porcos vivos para venda e abate, do Paraná até a Baixada Fluminense.

PAN-CINEMA PERMANENTE
Brasil-SP, 83 minutos. 2008

O filme revela algumas das muitas facetas do poeta e compositor baiano Waly Salomão (1943-2003).

PRETO E BRANCO
Brasil-SP, 73 minutos. 2004
Composto de quatro segmentos, o filme examina o mito da democracia racial no Brasil.

TELA
Brasil-SP, 15 minutos. 2010
Sentado na plateia de um cinema, um homem acorda e olha para a tela. "O que é isso?", ele pergunta para sua namorada. "Um filme", ela responde. Mas é mesmo um filme?

TROVOADA
Brasil-SP, 17 minutos. 1995
Vídeo em preto e branco com depoimentos ou poesias de Bill Viola, Waly Salomão e Antonio Cícero sobre o Tempo e as variações do tempo (clima) em suas obras.

 

MOSTRA ESPECIAL: CINEMA OLYMPIA

ANÉIS DO MUNDO
Direção: Sergey Miroshnichenko
Rússia, 180 minutos. 2015
O filme focaliza a inovação das tecnologias e o aumento da participação feminina nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi (Rússia).

ESPÍRITO EM MOVIMENTO
Direção: Sofia Geveyler,Yulia Byvsheva, Sofia Kucher
Rússia, 73 minutos. 2015
O filme acompanha a jornada de seis atletas na disputa por uma vaga para participar dos Jogos Paraolímpicos em Sochi 2014. O foco é o esforço de cada um não só para superar as próprias limitações, mas para levar uma vida normal e ter sucesso.

OLYMPIA 52
Direção: Chris Marker
Finlândia/França, 82 minutos. 1954
Primeiro filme do realizador Chris Marker acompanha as Olimpíadas de Helsinque, em 1952, as primeiras com a participação da URSS, sob o signo da Guerra Fria.

OS CAMPEÕES DE HITLER
Direção: Jean-Christophe Rosé
França, 102 minutos. 2015
Os nazistas converteram o esporte num dos mais eficazes instrumentos de propaganda de seu objetivo de criação de “um novo homem”. Atletas alemães foram pressionados a quebrar todos os recordes, em nome de anunciar ao mundo a superioridade ariana.

UM NOVO OLHAR SOBRE OLYMPIA 52
Direção: Julien Faraut
França, 80 minutos. 2013
O diretor Julien Faraut debruça-se sobre “Olympia 52”, de Chris Marker, para demonstrar como a obra ultrapassou sua origem como trabalho de encomenda.

 

PROJEÇÕES ESPECIAIS

 

CINE OLIDO - DOCUMENTÁRIOS OLÍMPICOS BRASILEIROS

AS INCRÍVEIS HISTÓRIAS DE UM NAVIO FANTASMA
Direção: André Bomfim
Brasil, 2014

BETE DO PESO
Direção: Kiko Mollica
Brasil, 2014

JOÃO DO VOO – A HISTÓRIA DE UMA MEDALHA ROUBADA
Direção: Sergio Miranda e Pedro Simão
Brasil, 2014

MARIA LENK, A ESSÊNCIA DO ESPÍRITO OLÍMPICO
Direção: Iberê Carvalho
Brasil, 2012

MENINAS
Direção: Carla Gallo
Brasil, 2016

MÉXICO 1968 – A ÚLTIMA OLIMPÍADA LIVRE
Direção: Ugo Giorgetti
Brasil, 2012

OURO, SUOR E LÁGRIMAS
Direção: Helena Sroulevich
Brasil, 2014

SE ESSA VILA NÃO FOSSE MINHA
Direção: Felipe Pena
Brasil, 2016

REINALDO CONRAD – A ORIGEM DO IATISMO VENCEDOR
Direção: Murilo Salles
Brasil, 2012

 

CEUS, BUTANTÃ, JAÇANÃ, MENINOS E QUINTA DO SOL

CIDADE CINZA
Direção: Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo
Brasil, 2013

PREMÊ - QUASE LINDO
Direção: Alexandre Sorriso e Danilo Moraes
Brasil, 2015

 

(Com informações fornecidas pelos organizadores do festival É Tudo Verdade)


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