Documentário de Walter Salles será exibido no Festival de Berlim

Jia Zhangke1 Documentário de Walter Salles será exibido no Festival de Berlim

Cena do documentário Jia Zhangke, Um Homem de Fenyang, de Walter Salles, que será exibido no Festival de Berlim

O documentário Jia Zhangke, Um Homem de Fenyang, de Walter Salles, será exibido na mostra Panorama do 65º Festival Internacional de Cinema de Berlim, que acontece de 5 a 15 de fevereiro. O filme já foi exibido no Brasil na 38ª da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em outubro, e fará agora sua estreia na Europa.

O filme faz um retrato pessoal da obra do cineasta chinês, incluindo trechos de várias de suas criações. Ainda não há data prevista para estreia do documentário no circuito comercial de cinemas.

Jia Zhangke, Um Homem de Fenyang (Jia Zhangke, Un Gars de Fenyang)
Direção: Walter Salles. Brasil, 2014. 100 minutos.

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O Sal da Terra, sobre Sebastião Salgado, é indicado ao Oscar de melhor documentário

O Sal da Terra Facebook Reproducao O Sal da Terra, sobre Sebastião Salgado, é indicado ao Oscar de melhor documentário

Sebastião Salgado em O Sal da Terra, que concorre ao Oscar 2015 de melhor documentário (Foto: O Sal da Terra/Facebook/Reprodução)

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou nesta quinta (15) a lista dos filmes indicados aos prêmios de melhor documentário de longa-metragem e curta-metragem do Oscar 2015. O documentário O Sal da Terra, sobre o fotógrafo Sebastião Salgado, é um dos cinco finalistas. O longa-metragem tem direção do alemão Win Wenders e do brasileiro Juliano Salgado, filho do fotógrafo.

O Sal da Terra recebeu o prêmio especial da seção "Um Certo Olhar" do Festival de Cannes em 2014. Sua primeira exibição no Brasil ocorreu na abertura do Festival do Rio 2014.

Esta é a terceira vez que Wim Wenders concorre ao Oscar. Embora tenha uma celebrada carreira como diretor de ficção (Paris, Texas, Asas do Desejo...), curiosamente as outras duas indicações ao prêmio também são relativas a documentários: Pina (2011) e Buena Vista Social Club (1999).

Veja o trailer de O Sal da Terra:

Os outros finalistas são:

CitizenFour, de Laura Poitras, Mathilde Bonnefoy e Dirk Wilutzky.

Finding Vivian Maier, de John Maloof e Charlie Siskel.

Last Days in Vietnam, de Rory Kennedy e Keven McAlester.

Virunga, de Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara.

Citizenfour Reproducao Facebook O Sal da Terra, sobre Sebastião Salgado, é indicado ao Oscar de melhor documentário

Edward Snowden é tema de CitizenFour, um dos indicados ao Oscar 2015 de melhor documentário (foto: Citizenfour/Facebook/Reprodução)

CitizenFour trata do vazamento de segredos dos Estados Unidos por Edward Snowden e é um dos mais citados pelos especialistas para levar o prêmio. Veja o trailer:

Curtas-metragens

Estes são os cinco curtas-metragens que concorrem ao Oscar 2015 de melhor documentário:

Crisis Hotline: Veterans Press 1, de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry.

Joanna, de Aneta Kopacz.

Our Curse, de Tomasz Śliwiński e Maciej Ślesicki.

The Reaper (La Parka), de Gabriel Serra Arguello.

White Earth, de J. Christian Jensen.

Primeira lista

Em outubro, uma lista com 134 documentários havia sido divulgada pela Academia com a presença de dois filmes ligados ao Brasil: Elena, produzido e dirigido pela atriz Petra Costa, e This is Not a Ball, produção americana que aborda o trabalho do artista plástico Vik Muniz. Mas os dois não foram incluídos na lista de semifinalistas anunciada em dezembro.

saibamais 600 pixels O Sal da Terra, sobre Sebastião Salgado, é indicado ao Oscar de melhor documentário

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Fundo de Tribeca aceita inscrições de documentários até 5 de fevereiro

Jonas e o Circo Sem Lona Fundo de Tribeca aceita inscrições de documentários até 5 de fevereiro

Cena de Jonas e o Circo sem Lona, da Paula Gomes, um dos selecionados pelo TFI Latin America Media Arts Fund

Vão até 5 de fevereiro as inscrições para os interessados em apoio financeiro do TFI Latin America Media Arts Fund, uma iniciativa do Tribeca Film Institute. O fundo concede até US$ 10 mil a documentários, animações ou filmes híbridos de longa-metragem da América Latina. Os cineastas escolhidos também recebem apoio profissional.

Podem ser inscritas obras em estágio avançado de desenvolvimento, produção ou pós-produção. As inscrições são gratuitas.

O fundo já premiou diversas obras brasileiras, como Jonas e o Circo sem Lona, da Paula Gomes, selecionado em 2014.

Veja as regras  e se inscreva no site do Tribeca Film Institute.

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Veja o trailer do documentário sobre Cássia Eller

O documentário Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle, tem estreia prevista para o dia 29. Música, vida e polêmicas dessa grande cantora e compositora estarão na tela. Veja o trailer.

Cássia foi escolhido melhor documentário pelo voto popular na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Antes de Cássia, Fontenelle já havia realizado outros documentários importantes, como Dossiê Jango e Loki - Arnaldo Batista.

Cássia
Direção: Paulo Henrique Fontenelle. Brasil, 2014. 120 minutos. Estreia prevista para 29/1/2015. 

saibamais 600 pixels Veja o trailer do documentário sobre Cássia Eller

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Edital Histórias que Ficam aceita inscrições de documentários até 15 de dezembro

Os Dias com Ele Edital Histórias que Ficam aceita inscrições de documentários até 15 de dezembro

Cena de Os Dias com Ele, documentário de Maria Clara Escobar, um dos contemplados pela primeira edição do edital Histórias que Ficam (Foto: Divulgação)

O edital Histórias que Ficam, programa que contempla consultoria, financiamento e distribuição de documentários selecionados, estendeu o prazo de inscrição para novos projetos. Os realizadores têm agora até o dia 15 de dezembro para apresentar suas propostas.

O Histórias que Ficam vai financiar a produção de quatro filmes de até 70 minutos, com temática livre. Cada projeto recebe até R$ 330 mil. O programa conta com laboratórios presenciais e consultorias de especialistas, desde o desenvolvimento até a exibição dos filmes.

Em sua primeira edição (2011-2013), o Histórias que Ficam contou com 350 inscrições. Quatro projetos foram contemplados. Os documentários também foram exibidos por meio da mostra itinerante em 24 cidades de até 100 mil habitantes sem salas de cinema.

Os filmes vencedores da primeira edição do edital Histórias que Ficam foram Os Dias com Ele, de Maria Clara Escobar; O Prólogo, de Gabriel F. Marinho; Balões, Lembranças e Pedaços de Nossas Vidas, de Frederico Pinto; e O Mestre e o Divino, de Tiago Campos.

Como funciona

Podem se inscrever no História que Ficam realizadores com até dois longas-metragens no currículo. Serão escolhidos um projeto das regiões Norte ou Centro-Oeste, outro da região Nordeste e mais dois de qualquer outra região do país.

Os documentaristas vencedores participarão de três laboratórios: roteiro e produção; montagem; e distribuição. Terão como mentores profissionais de destaque em cada área, como Miguel Machalski, Marcelo Gomes, Daniela Capelato, Carlos Nader e Karen Harley.

Os realizadores ainda terão a consultoria on-line permanente do diretor e roteirista Marcelo Gomes (O Homem das Multidões, Era Uma Vez Eu, Verônica, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo e Cinema Aspirinas e Urubus) e Daniela Capelato (produtora de Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo e Do Outro Lado do Rio, entre outros).

Finalizados, os filmes participarão da Mostra Itinerante Histórias que Ficam e serão exibidos gratuitamente em mais de 20 cidades de todas as regiões do Brasil, em 2016.

O programa é patrocinado pela Fundação CSN.

Mais informações no site do Histórias que Ficam.

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Mostra África Hoje no Belas Artes tem 17 documentários

Nelson Mandela Mostra África Hoje no Belas Artes tem 17 documentários

Nelson Mandela é o homenageado principal da mostra de documentários África Hoje, em São Paulo (Foto: South Africa The Good News)

O cine Caixa Belas Artes de São Paulo sedia, de 20 de novembro a 3 de dezembro, a terceira edição da Mostra África Hoje. São 17 documentários de diversos países e períodos. Nelson Mandela é o homenageado principal do ano, mas há diversos outros temas nos obras.

Veja a relação completa de filmes em exibição.

Ady Gasy
Direção: Lova Nantenaina
França e Madagascar, 2014. 82 minutos.
Consertar um objeto, cultivar a terra ou confeccionar sapatos — as pessoas em Madagascar podem fazer muito, com quase nada. Este filme é um retrato sobre a reciclagem, a solidariedade, a liberdade e a poesia. A maneira malgaxe de vida é, acima de tudo, um sentimento de reciclagem criativa. Estas são as chaves para o estilo ady gasy!

Amílcar Cabral
Direção: Ana Ramos Lisboa
Portugal e Moçambique, 2001. 60 minutos.
Amílcar Cabral nasceu na Guiné-Bissau em 1924 e foi assassinado em Conacri, capital da Guiné, em 1973. Foi líder do Movimento de Libertação da Guiné e do Cabo Verde e fundador do PAIGC (Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde). O filme mostra Amílcar Cabral como homem, pai, político, humanista e poeta.

Camarões, Autópsia de uma Independência (Cameroun, Autopsie D’une Indépendance)
Direção: Valérie Osouf e Gaëlle Le Roy
França, 2007. 52 minutos.
Enquanto a mídia seguia as guerras da Argélia e do Vietnã, entre 1955 e 1970, uma guerra pouco conhecida acontecia em Camarões, tentando garantir a independência daquele país da França. A guerra custou a vida de grande parte da população camaronesa e fez centenas de milhares de vítimas civis. Esta é a história da descolonização dos Camarões.

Capitão Thomas Sankara (Captaine Thomas Sankara)
Direção: Christophe Cupelin
Suíça, 2012. 90 minutos.
Um retrato composto de arquivos de Thomas Sankara, presidente de Burkina Faso, de 1983 até seu assassinato, em 1987. Pronto para libertar seu país e transformar a mentalidade de seus concidadãos, contestando a ordem política do mundo e desafiando os poderes de seu tempo, Sankara se destaca como personagem político na África.

Contagem Regressiva (Countdown to Freedom: Ten Days That Changed South Africa)
Direção: Danny Schechter
EUA e África do Sul, 1994. 97 minutos.
Cobertura dos últimos fatos antes das primeiras eleições livres para presidente, após o fim do apartheid, em Johanesburgo. O diretor acompanha os movimentos no governo e também os movimentos nas ruas até o dia em que Nelson Mandela foi eleito.

Eu Fabrico Meu Balafon (M'bi Balan Blana" Je Fabrique mon Balafon)
Direção: Julie Courel
Burkina Fasso, 2007. 53 minutos.
O balafon é uma espécie de xilofone, um instrumento percussivo presente em vários países da África. O filme mostra a fabricação do instrumento por um mestre burkinabé, que também o sacraliza, conferindo-lhe poderes místicos que podem até curar.

Fahrenheit 2010
Direção: Craig Tanner
África do Sul, 2009. 52 minutos.
Discute o que a Copa do Mundo realmente significou para os sul-africanos. Promessas foram feitas de que a população teria inúmeros benefícios. O filme revela os bastidores da Copa do Mundo.

Foi Melhor Amanhã (Ya Man Aach)
Direção: Hinde Boujemaa
Tunísia, 2012. 70 minutos.
A jornada atípica de Aida, uma mulher tunisiana, no burburinho intenso da revolução do seu país. Seu único objetivo é encontrar uma saída para a sua própria situação: a falta de um teto. Desloca-se de um bairro para outro, sem tomar conhecimento dos eventos que acontecem ao seu redor.

Jeppe numa Sexta (Jeppe on a Friday)
Direção: Shannon Walsh & Arya Lalloo
Canadá e África do Sul, 2012. 87 minutos.
Num único dia, a vida de cinco pessoas na área de Jeppestown é acompanhada pelas duas diretoras e uma equipe de cinco cineastas sul-africanos. Por intermédio das ambições, desejos e formas de viver ao longo de uma sexta-feira, o filme revela a diversidade étnica e socioeconômica que pode ser encontrada na capital da África do Sul.

Kadafi, Nosso Melhor Inimigo (Kadafi, Our Best Enemy)
Direção: Antoine Vitkine
França, 2011. 95 minutos.
Kadafi, líder da Líbia, foi considerado o principal inimigo do Ocidente durante a década de 1980 e um dos principais responsáveis pelo terrorismo. Mais tarde, se junta a chefes de Estado e líderes europeus e norte-americanos. O filme lança um olhar sobre 40 anos dessas relações e é o resultado de um ano de pesquisa e filmagens nos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Espanha.

Luanda: a Fábrica da Música
Direção: Kiluanje Libkierdade e Inês Gonçalves
Angola e Portugal, 2009. 56 minutos. No meio de um musseque de Luanda, o DJ Buda é dono de um estúdio de gravação. Os jovens aspirantes a cantores têm aqui a oportunidade de se expressar: ao som das batidas de Buda, gritam as suas preocupações, amores e experiências diante de um velho microfone. No fim, dançam loucamente, riem e ouvem o seu próprio trabalho com os outros habitantes do bairro. É impossível não dançar com esta nova geração.

Lumumba – A Morte do Profeta
Direção: Raoul Peck
Alemanha e França, 1991. 69 minutos.
Oferece uma oportunidade de repensar a vida e o legado de uma das figuras lendárias da história africana moderno. Como Malcolm X, Patrice Lumumba é lembrado menos por suas realizações duradouras do que como um símbolo de resistência da luta pela autodeterminação. Esta reflexão profundamente pessoal pelo aclamado cineasta Raoul Peck sobre os acontecimentos de breve ascensão 12 meses de Lumumba e queda é um memorial em movimento com um homem descrito como um gigante, um profeta, um demônio, um místico de liberdade, e “o Elvis Presley da política africana”. Melhor filme documentário no Fribourg Film Festival 1992 (Suíça) e no PanAfrica International Film Festival 1992 (Canadá).

Mandela: Filho de África, Pai de uma Nação (Mandela Son of Africa Father of a Nation)
Direção: Angus Gibson e Jo Mennell
África do Sul, 1996. 120 minutos.
O filme aborda a infância, a família e a educação de Nelson Mandela. Acompanha também a sua longa negociação pela liberdade para os vários grupos étnicos da África do Sul, incluindo as suas experiências na prisão de Robben Island.

Prisioneiros da Esperança (Prisoners of Hope)
Direção: Danny Schechter
África do Sul, 1995. 60 minutos.
O retorno de 1.250 prisioneiros políticos à prisão de Robben Island, na África do Sul, na companhia do presidente Nelson Mandela, em 1995. O filme documenta um momento sem precedentes da reunião desse grupo de prisioneiros nos seus antigos locais de encarceramento.

Rumba do Rio (Rumba River)
Direção: Jacques Sarasin
República Democrática do Congo, 2006. 81 minutos.
Viajando no majestoso rio Congo, o jovem órfão Antoine Kolosoy compôs suas primeiras músicas. Ao ganhar fama, Wendo, como era conhecido, foi perseguido pela igreja e sua música proibida pelas autoridades coloniais belgas. Tornou-se boxeador profissional, mas nunca largou a guitarra. Na década de 1960, suas canções expressaram a esperança de uma nação recém-independente. A ditadura subsequente reduziu-o a um mendigo, mas, em 1997, sob um novo regime, Wendo retorna à sua música.

Soweto em Surf (Surfing Soweto)
Direção: Sara Blecher
África do Sul, 2009/2010. 74 minutos.
Em 1976, jovens do distrito de Soweto, área residencial destinada aos negros durante o apartheid, estavam lutando pela sua liberdade. Agora, no pós-apartheid, o que fazem esses jovens com a sua liberdade? Esta é a pergunta colocada constantemente neste documentário.

Vou Cantar para Ti (I´ll Sing for You)
Direção: Jacques Sarasin
França e Mali. 2001. 76 minutos.
Uma sensível abordagem do músico Kar-Kar, original do Mali, cujo trabalho ajuda a explicar as origens do blues americano.

Mais detalhes dos filmes no site da mostra e horários no site do Caixa Belas Artes.

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Novo filme da diretora de Elena é premiado em festival de documentários em Copenhague

Olmo e A Gaivota Divulgacao Novo filme da diretora de Elena é premiado em festival de documentários em Copenhague

Cena de Olmo e a Gaivota, de Lea Glob e Petra Costa, vencedor do CPH:DOX 2014 (Foto: Divulgação)

O filme Olmo e a Gaivota (Olmo and The Seagull), dirigido pela dinamarquesa Lea Glob e pela brasileira Petra Costa – criadora de Elena – foi o vencedor do festival de documentário CPH:DOX, encerrado neste domingo (16) em Copenhague. Coprodução entre Dinamarca, Brasil, Portugal e França, o longa foi premiado na categoria de melhor filme nórdico.

Olmo e a Gaivota é um filme poético que acompanha o mergulho existencial de uma atriz durante seus nove meses de sua gravidez, enquanto ela confronta seus demônios interiores e tenta construir uma nova filosofia de vida. É um híbrido de documentário e ficção, livremente inspirado no livro Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf.

O longa-metragem tem no elenco a italiana Olivia Corsini e o francês Serge Nicolaï, do Thêátre du Soleil. A produção executiva é de Tim Robbins.

Segundo os diretores, a ideia era propor aos atores uma mise-en-scène da própria vida, atuando na fronteira entre ficção e não ficção. Veja o trailer e o site do filme.

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Festival polonês de fotografia de cinema exibe documentário brasileiro Matias

matias Festival polonês de fotografia de cinema exibe documentário brasileiro Matias

Cena de Matias, documentário de Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli Foto: Divulgação)

Começa neste sábado (15) em Bydgoszcz, na Polônia, a 22ª edição do Camerimage, o mais importante festival internacional dedicado à cinematografia (ou fotografia de cinema). O brasileiro Matias, dirigido por Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli, com direção de fotografia de Luiz Eduardo Carlin, estará na mostra competitiva de curtas-metragens.

O filme conta a história de Matias Mendes de Queiroz, um agricultor que vive isolado no Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, interior paulista. Veja o trailer.

Além disso, o Brasil estará presente no documentário Mata Mata, produção alemã dirigida por Jens Hoffmann. O longa aborda as peneiras do futebol brasileiro e a luta dos jovens pelo estrelato da bola.

Embora pouco vista no grande circuito comercial, a Polônia é um importante centro de produção e estudo cinematográfico. O País conta com uma das mais tradicionais escolas de cinema do mundo, sediada em Lodz, e tem um histórico de grandes cineastas, como Krzysztof Kieślowski (que também foi documentarista) e Andrzej Wajda, para ficar em apenas dois nomes.

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Documentário Uma Passagem para Mário mostra a batalha contra o efêmero da vida

Uma Passagem para Mario Divulgacao Documentário Uma Passagem para Mário mostra a batalha contra o efêmero da vida

O diretor Eric Laurence salar de Uyuni (Bolívia), em cena do documentário Uma Passagem para Mário (Foto: Divulgação)

Em mar aberto, um barco solitário começa a ser tomado pela água. As ondas vêm e cobrem o casco pouco a pouco. A embarcação, então, começa a adernar – até que a força da natureza vence e a leva para o fundo do oceano. A câmera presa ao mastro vai junto e as imagens submarinas do naufrágio revelam o fundo verde claro das águas no litoral pernambucano. Enquanto a cena é exibida, Mário Duques, nosso personagem, reflete sobre o câncer e sobre seu destino. “Será que eu estou lutando contra a natureza”, pergunta ele.

É entre o mar, a imensidão do deserto do Atacama e o aconchego das imagens familiares que transcorre Uma Passagem para Mário, primeiro longa-metragem do cineasta cearense Eric Laurence, que estreia nesta quinta (6) em 11 capitais.

Doente, Mário e seu amigo Eric planejam uma viagem dos sonhos. Partiriam do Recife para a Bolívia, passando por Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Potosi e Uyuni. Dali, entrariam no território chileno pelo deserto de Atacama. Só que o câncer foi implacável e Eric teve de rever – mas não abandonar – os planos.

Nos registros da viagem, Eric privilegia o grande espaço, a força da natureza exposta na imensidão do salar de Uyuni e nas areias do deserto. O road movie é entremeado por imagens anteriores, deixadas por Mário. São registros de reuniões de família e muitas imagens subaquáticas – Mário era psicólogo e mergulhador.

Uma Passagem para Mario Divulgacao21 300x161 Documentário Uma Passagem para Mário mostra a batalha contra o efêmero da vida

Mário Duques no documentário Uma Passagem para Mário (Foto: Divulgação)

Eric contrapõe as duas vastidões – mar e terra – com os momentos de ternura familiar de Mário. Agrega também alguns poucos depoimentos de pessoas que encontrou pelo caminho, todos falando sobre a importância da amizade.

Se a amizade e a superação da morte são os temas objetivos do documentário, por trás de tudo isso fica visível uma inquietação maior. Qual o espaço que ocupamos neste mundo, mundo, vasto mundo? E como fica esse espaço quando já não estamos por aqui?

Em resumo, Uma Passagem para Mário é um filme sobre o mar e sobre a terra. Mas, acima de tudo, sobre a inquietação causada pela efemeridade da nossa existência.

Uma Passagem para Mário 
Direção: Eric Laurence. Brasil, 2013. 77 minutos. Estreia no circuito nacional de cinemas: 6/11/2014. Classificação indicativa: 12 anos. Veja o trailer

(Por Marcelo Bauer)

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Itaú Cultural faz mostra de documentários em balanço do programa Rumos

33 Kiko Goifman Divulgacao Itaú Cultural faz mostra de documentários em balanço do programa Rumos

Cena do documentário 33, de Kiko Goifman, um dos destaques da mostra Rumos Cinema e Vídeo, do Itaú Cultural

O Itaú Cultural realiza em São Paulo, de sexta-feira (7) a domingo (9), a mostra Rumos Cinema e Vídeo: Uma Retrospectiva. Serão exibidos 24 filmes nacionais, quase todos documentários. Eles foram selecionados entre as 90 obras contempladas por uma das edições do edital de fomento à produção cinematográfica do instituto. As exibições serão temáticas, exibindo em sequência obras de perfis semelhantes.

O evento acontece na Sala Itaú Cultural, com entrada franca e distribuição de ingressos com 30 minutos de antecedência (classificação indicativa: 16 anos).

Veja os documentários que integram a programação.

7 DE NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)

16H – TEMA: EM PRIMEIRA PESSOA

Glauces, o Estudo de um Rosto
Direção: Joel Pizzini. 30 minutos, 2001.
Documentário sobre Glauce Rocha (1930-1971), uma das mais importantes atrizes brasileiras, com os principais registros de sua carreira no cinema e no teatro.

Tom Zé - Ou Quem Irá Colocar uma Dinamite na Cabeça do Século?
Direção: Carla Gallo. 50 minutos, 1999.
Retrato estético do cantor e compositor Tom Zé.

18H – TEMA: EM NOME DO OUTRO

Garota Zona Sul
Direção: Luciano de Paiva Mello. 30 minutos, 2007.
Revela as diferentes realidades de duas garotas da mesma idade, mas de classes sociais distintas. Uma é carioca, mora com os pais numa casa confortável de classe média, no Leblon. A outra mora com a mãe e mais nove pessoas numa casa simples no bairro do Capão Redondo, periferia de São Paulo.

A Pessoa é Para o Que Nasce
Direção: Roberto Berliner. 50 minutos, 1998.
Documentário sobre três irmãs cegas cantadoras dos Cariris Velhos, na Paraíba. Exibido aqui em versão média-metragem, mas lançado também no cinema como longa.

DIA 8 DE NOVEMBRO (SÁBADO)

16H – TEMA: DIÁRIO DE BUSCA

33
Direção: Kiko Goifman. 74 minutos, 2003.
Documentário em que o diretor Kiko Goifman procura sua mãe biológica a partir de dicas de detetives de São Paulo e Belo Horizonte.

18H – TEMA: DIÁRIO DE BUSCA

Diário de Sintra
Direção: Paula Gaitán. 54 minutos, 2007.
Este documentário se estrutura a partir de registros pessoais do cotidiano do cineasta Glauber Rocha na cidade portuguesa, onde morou com sua esposa Paula Gaitán e seus dois filhos Eryk Aruac e Ava Patrya Yndia Yracema no ano de 1981, tempos que antecederam sua morte.

Procura-se Janaína
Direção: Miriam Chnaiderman. 54 minutos, 2007.
Por meio da busca de Janaína, criança órfã e com necessidades especiais, pretende-se registrar os processos históricos e a situação atual da criança em situação de abandono, e como se dá, atualmente, o atendimento a psicóticos em São Paulo.

20H – TEMA: DIÁRIO DE BUSCA

Já Visto Jamais Visto
Direção: Andrea Tonacci. 2013, 54 minutos
Um diálogo entre as memórias de um autor e as imagens que filmou e guardou ao longo de sua atividade cinematográfica – segmentos de vida nunca exibidos, nunca revistos e nunca editados.

DIA 9 DE NOVEMBRO (DOMINGO)

15H – TEMA: POR DENTRO DO BRASIL

Carrapateira Não Tem Mais Ciúmes da Apolo 11
Direção: Fabiano Maciel. 29 minutos, 2004.
Em 1969, a cidade de Carrapateira no interior da Paraíba foi considerada uma das mais carentes do Brasil. Naquele mesmo ano a tripulação da Apolo 11 pisava o solo lunar pela primeira vez. Mais de trinta anos depois, o documentário mostra como vive o povo daquela cidade nos dias de hoje e relaciona a conquista da Lua com os sonhos pessoais de progresso e prosperidade no sertão nordestino.

Margem
Direção: Maya Werneck Da-Rin. 54 minutos, 2007.
Uma viagem de barco através do Rio Amazanas e da fronteira tríplice entre o Brasil, a Colômbia e o Peru, num espaço marginalizado e quase esquecido de nosso país, o fim ou início do Brasil, lugar de interseção entre diversos povos, culturas, línguas e credos.

Eu Vou de Volta
Direção: Camilo Santos Cavalcante e Claudio Assis. 30 minutos, 2007.
Documentário sobre a migração nordestina para São Paulo e o regresso à terra de origem.

17H – TEMA: ESQUINAS URBANAS

Na Garupa de Deus
Direção: Rogério Correa. 26 minutos, 2002.
É uma reflexão sobre a vida na grande São Paulo, a partir do perfil das pessoas que tiram da motocicleta sua sobrevivência: os motoboys.

Histórias de Morar e Demolições
Direção: Andre Costa. 54 minutos, 2007.
Quatro famílias paulistanas têm suas casas vendidas para um grande incorporador imobiliário e agora serão demolidas.

19H - ANTOLOGIA DE CURTAS

A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho
Direção: Alessandra Colasanti e Samir Abujamra; 17 minutos, 2010.
Documentário ficcional. Dançarina de um dos quadros de Edgar Dégas abandona a tela, ganha o mundo e desaparece no carnaval carioca; mistura de universo acadêmico, arte de vanguarda e submundo do sexo. O filme conta com locações em Paris, NY e RJ.

Polivolume: Conexão Livre 
Direção: Claudia Afonso, Gabriel Gutierrez e Pedro Vieira. 9 minutos, 2010.
O documentário toma a obra cinética “Polivolume: Conexão Livre”, da artista Mary Vieira, para tratar das relações entre espaço e tempo. O fio condutor é o tempo de percepção da obra de arte no espaço público em contraposição ao tempo de percepção de um objeto na web. A experimentação está na construção de uma narrativa não-linear, poética e não-cronológica da obra e na apropriação da linguagem visual da internet para a construção das imagens.

O Som do Tempo
Direção: Petrus Cariry. 9 minutos, 2010.
O sertão está em toda parte, o sertão está dentro da gente. O concreto avança contra dona Maria, mas ela segue em frente, com toda calma do mundo.

Trans*lúcidx
Direção: Tamíris Spinelli. 10 minutos, 2013.
Ensaio cinematográfico baseado em autorretratos publicados on-line por indivíduos trans.

O Ponto Cego
Direção: Chico Bahia. 10 minutos. 2013.
Gregório é um técnico em sistemas de segurança que deve instalar câmeras nas principais ruas de Paraisópolis, bairro pobre de São Paulo. Em meio ao seu serviço, ele entra em contato com o local onde passou a infância.

Boca de Rua – Vozes de Uma Gente Invisível
Direção: Marcelo Andrighetti. 10 minutos. 2013.
A história e o cotidiano da equipe do jornal Boca de Rua, fundado em 2001 por cerca de 30 sem-teto de Porto Alegre. Vendida nas principais vias da capital gaúcha, a publicação trimestral estabeleceu-se como um canal de comunicação entre os moradores de rua e representantes de outras classes sociais.

Sinoâncias
Direção: André N. P. Azevedo e Carol Argamim Gouvêa. 9 minutos, 2013.
Documentário sensorial que retrata a musicalidade dos sinos das igrejas de São João del Rei, Minas Gerais.

saibamais 600 pixels Itaú Cultural faz mostra de documentários em balanço do programa Rumos

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