O Profeta das Águas – Documentário de Leopoldo Nunes

 

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O Profeta das Águas, documentário de Leopoldo Nunes (Foto: Divulgação)

Doze anos. Este foi o tempo necessário para que o documentário O Profeta das Águas, de Leopoldo Nunes, chegasse às salas comerciais. Não que o filme tenha ficado parado todo esse tempo. Finalizado em 2005, fez uma carreira em festivais e continua rodando em exibições especiais, muitas delas ligadas ao tema de instituições manicomiais. Mas, agora, com uma verba da SPCine para a circulação de longas metragens de pequeno orçamento, chega aos cinemas em dois endereços em São Paulo.

Filmado na região norte do interior paulista, O Profeta das Águas traz à tona a história de Aparecido Galdino Jacintho, um boa praça que curava os vizinhos com sua reza e benzeção. Era naturalmente uma liderança em Rubinéia. Mas, no momento em que a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira desalojou os moradores do local e ameaçava a fauna e a flora ao redor do Rio Paraná, sua atuação começa a extrapolar o caráter religioso e ganha contornos de movimentação popular. Era o ano de 1970, dois depois do AI-5, e as coisas se complicaram para o lado de "Aparecidão".

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Para se contrapor à crueza das mudanças impostas por Ilha Solteira e defender os agricultores ameaçados, Aparecido então organiza seu Exército da Força Divina. Mas a mistura de messianismo e mobilização social acaba gerando problemas com os militares. Ele e seus poucos seguidores vão presos, após um confronto com a polícia. A maioria é libertada, alguns depois de tortura, mas Aparecido teria pior sorte.

Considerado subversivo (embora sem filiação política ou ligação a grupos de esquerda), cai nas mãos do delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos mais temidos da época da ditadura. Passa nove anos encarcerado, inicialmente no Dops e no DOI-CODI, em São Paulo, e, depois, no Manicômio Judiciário de Franco da Rocha, por sete anos. Graças à pressão da imprensa e à ajuda de nomes de peso, como dom Paulo Evaristo Arns, ele acabou sendo solto por não apresentar sinais de problemas mentais que justificassem seu encarceramento.

Por um longo período – de 1986 até 2005 – o diretor Leopoldo Nunes acompanhou a vida de seu personagem, de volta a Rubinéia depois do cárcere. Hoje, aos 91 anos, continua por lá. Foi-se o tempo da agitação. Ficaram os problemas causados pela represa. E Aparecidão continua benzendo e levando uma vida simples como antes.

 

O Profeta das Águas

Brasil, 2005. 83 minutos.

Direção e roteiro: Leopoldo Nunes. Produção executiva: Leopoldo Nunes e Reinaldo Volpato. Diretor de produção: Jerson Badaró. Diretor de fotografia: Cleumo Segond. Som direto: Marcio Jacovani. Assistente de som: Moreno Nunes. Produtor de finalização: Adler Paz. Finalização: Dirceu Lustosa. Montagem: Reinaldo Volpato.

Participação em festivais: Festival de Brasília, 11º É Tudo Verdade, 8º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Melhor Longa Metragem). Estreia no circuito comercial de cinemas: 30/3/2017. Classificação indicativa: a confirmar.

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Marcelo Bauer, jornalista com pós-graduação em cinema documentário, é editor do BlogDoc e diretor da Cross Content.

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Estopô Balaio – Documentário de Cristiano Burlan

Estopo Balaio foto Ramilla Souza Estopô Balaio   Documentário de Cristiano Burlan

Cena de Estopô Balaio, documentário de Cristiano Burlan em cartaz nos cinemas (Foto: Ramilla Souza/Divulgação)

Estopô Balaio, novo documentário do diretor Cristiano Burlan, entrou em cartaz nesta quinta (16) nos cinemas.

O documentário retrata o cotidiano das pessoas que moram no Jardim Romano e enfrentam alagamentos decorrentes de enchentes, destruindo suas casas e tudo que têm dentro delas.

A partir dessa premissa, Burlan concentra-se na ação do Coletivo Estopô Balaio, grupo artístico que lança mão de teatro, música e outras atividades para discutir a vida na comunidade. As intervenções artísticas mostram como a situação dessas pessoas muda a cada enchente – e que elas têm de ser vistas por uma nova perspectiva.

Com um olhar sempre ligado na periferia, Burlan é também autor do excelente Mataram Meu Irmão, vencedor do É Tudo Verdade 2013. Tem também uma atuação forte em filmes de ficção, entre os quais se destacam três obras em parceria com o estudioso de cinema e ator Jean-Claude Bernadet.

Em suma, é um cinema para não sair da sala da mesma maneira que se entrou.

Estopô Balaio

Brasil, 2016, 78 minutos.

Direção: Cristiano Burlan. Produção: Ana Carolina Marinho e Henrique Zanoni. Fotografia e Câmera: João Macul e Cristiano Burlan. Roteiro: Ana Carolina Marinho, Cristiano Burlan e Marcelo Paes Nunes. Montagem: Marcelo Paes Nunes e Cristiano Burlan. Coletivo Estopô Balaio: João Júnior, Adrielle Rezende, Ana Carolina Marinho, Ana Maria Marinho, Bruno Fuziwara, Clayton Lima, Edson Lima,
Keli Andrade, Juão Nin,
Lisa Ferreira, Paulo Oliveira, Ramilla Souza, Wemerson Nunes, Amanda Preisig e Jhonny Salaberg.

Participações em festivais: Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2016, Festival Filmar em América Latina 2016 (Suíça), Festival de Brasília 2016. Estreia no circuito comercial de cinemas no Brasil: 16/03/2017. Classificação indicativa: livre.

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Fernanda Giachini, estagiária, atua no BlogDoc e na Cross Content.

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Por um Punhado de Dólares – Os Novos Emigrados – Documentário de Leonardo Dourado

Estreou nesta quinta (16) nos cinemas o documentário Por um Punhado de Dólares - Os Novos Emigrados, de Leonardo Dourado.

O filme conta um pouco da vida dura dos emigrados, a partir de exemplos de brasileiros no Japão, mexicanos nos EUA e outros expatriados. Veja o trailer.

Por um Punhado de Dólares - Os Novos Emigrados

Brasil e Alemanha, 2017. 81 minutos.

Direção: Leonardo Dourado.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 16/3/2017.

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Pedro Osmar, Prá Liberdade que se Conquista – Documentário de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques

Estreia nesta quinta (16) nos cinemas o documentário Pedro Osmar, Prá Liberdade que se Conquista, mesma dupla que dirigiu Carregador 1118.

O filme conta um pouco da história do músico e poeta pernambucano. Veja o trailer.

Pedro Osmar, Prá Liberdade que se Conquista

Brasil, 2016. 76 minutos.

Direção: Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques. Fotografia e câmera: Rodrigo T. Marques. Som direto: Eduardo Consonni. Montagem: Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques. Direção de produção: Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques. Produção executiva: Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques. Direção Musical: Pedro Osmar. Produção musical: Guegué Medeiros e Marcos Alma. Edição de som e Mixagem de som: Edson Secco. Correção de cor: Henrique Reganatti. Supervisor de Pós-produção: Giba Yamashiro. Pós-produção: Zumbi Post. Direção de arte: Henrique Martins. Produção de animação: Daniel Greco. Animação: Felipe Frazão.  Trilha sonora: Pedro Osmar – Jaguaribe Carne.

Participação em festivais: In-Edit Brasil 2016 e 49º Festival de Brasília. Estreia no circuito comercial de cinemas: 16/3/2017. Classificação indicativa: 10 anos.

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Jonas e o Circo Sem Lona – Documentário de Paula Gomes

Jonas e o Circo Sem Lona Jonas e o Circo Sem Lona – Documentário de Paula Gomes

Cena do documentário Jonas e o Circo Sem Lona, de Paula Gomes, que entra em cartaz nos cinemas nesta quinta (Foto: Divulgação)

Uma brincadeira de infância pode ser bem mais que uma brincadeira de infância. O documentário Jonas e o Circo Sem Lona, que entra em cartaz nesta quinta (16) nos cinemas, mostra o apego do garoto que dá título ao filme a seu pequeno cirquinho improvisado no quintal de casa. O circo para ele é presente, mas também é passado e futuro. Representa uma lembrança das origens da família, e um sonho para seu amanhã.

Mas todo sonho cobra seu preço. Conforme o tempo passa, Jonas vai vendo que a brincadeira enrosca aqui e ali e que as coisas não acontecem exatamente como ele imaginava.

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Em primeiro lugar porque seus amigos e parceiros de circo o abandonam por conta de afazeres da escola. E também porque a mãe, ex-artista circense, insiste em não deixar que a brincadeira do quintal se transforme em algo mais. Ela o obriga a frequentar a escola, mas aquela rotina parece não dizer nada ao garoto. Seu desejo é partir em caravana com o tio, que continua atuando em circo.

À medida que o documentário avança, Jonas amadurece com os trancos. Questiona o próprio filme, com medo que o fracasso do circo inviabilize o projeto da diretora. As conversas de Paula Gomes com garoto aparecem na edição final do documentário e dão uma boa visão do que esperavam daquele encontro. A sensibilidade da união de ambos mostra que o que parece ser o fim pode ser apenas um novo começo.

Com passagens por grandes festivais, Jonas e o Circo Sem Lona é um daqueles documentários que saem do esquemão tradicional. Conta histórias sem recorrer a entrevistas. Emociona sem ser piegas. Questiona sem ser panfletário. Em resumo, vale ser visto.

Jonas e o Circo Sem Lona

Brasil, 2015. 82 minutos.

Direção: Paula Gomes.

Principais festivais: Festival Internacional de Documentário de Amsterdã (IDFA), Amsterdã; Cinelatino - Encontros de Tolouse - Melhor Documentário pelo voto do público; DocMontevideo, 21º É Tudo Verdade. Estreia no circuito comercial de cinemas: 16/3/2017. Classificação indicativa: livre.

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Marcelo Bauer, jornalista com pós-graduação em cinema documentário, é editor do BlogDoc e diretor da Cross Content.

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Fronteira – Festival do Filme Documentário e Experimental começa 5ª em Goiânia

Acts Intermissions Emma Goldman divulgacao Fronteira Fronteira   Festival do Filme Documentário e Experimental começa 5ª em Goiânia

A anarquista Emma Goldman é a personagem de Acts & Intermissions, documentário de abertura do 3º Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental, em Goiânia (Foto: Divulgação)

O 3º Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental (FFF) tem início nesta quinta (16) em Goiânia e prossegue até o dia 25. Em paralelo, acontece também na cidade a primeira edição da Bienal Internacional do Cinema Sonoro (BIS). O mais recente filme da cineasta norte-americana Abigail Child faz estreia mundial na sessão de abertura.

A intenção dos eventos é abrir espaço à produção cinematográfica contemporânea que não encontra espaço nas grandes salas de exibição, mas que representa a diversidade e a riqueza do mundo audiovisual enquanto produto de manifestações culturais e ideológicas.

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Nesses dez dias, as atividades e mostras acontecem nas duas salas do Cine Ritz (Rua 8, Centro), no Cine Cultura (Centro Cultural Marieta Telles Machado) e no Centro Cultural da UFG (Praça Universitária).

A abertura dos dois eventos é conjunta e acontece no Cine Ritz de Goiânia, às 20h da quinta-feira, com entrada franca. Abigail Child traz seu novo filme, Acts & Intermissions, “documentário experimental” híbrido que inclui conteúdos de arquivos e contemporâneos em torno da personalidade e da vida da anarquista Emma Goldman (1869-1940).

O 3º Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental é dividido em cinco mostras principais: a Mostra Competitiva de Longas e a Mostra Competitiva de Curtas; a Mostra Retrospectiva; a Mostra Cineastas na Fronteira; e a Mostra Cadmus e o Dragão. Foram selecionados seis longas e 16 curtas, vindos dos mais diversos países, como Brasil, Colômbia, Equador, Argentina, México, Síria, EUA, Jamaica, Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Filipinas.

Mais informações nos sites do Fronteira e do BIS.

3º Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental
1ª BIS – Bienal Internacional do Cinema Sonoro

16 a 25 de março, Goiânia – Cine Ritz, Cine Cultura e Centro Cultural UFG.

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Olhar Instigado – Documentário de Chico Gomes e Felipe Lion

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Olhar Instigado - Documentário de Chico Mendes e Felipe Lion (Foto: Divulgação)

"A gente está ocupando a cidade, de um jeito ou de outro." Com essa visão de Bruno Locuras, grafiteiro e pintor, acompanhamos o documentário Olhar Instigado, de Chico Gomes e Felipe Lion. A produção detalha a criatividade e as ações de três artistas da cidade de São Paulo, revelando como eles enxergam essa grande tela em branco.

O filme acompanha o dia a dia de Bruno, Alexandre Orion e André Monteiro e mostra como o espaço público da cidade pode ser ocupado de formas diferentes, com conceitos e sentimentos distintos.

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As imagens trazem muito mais do que o óbvio da arte. Exibem de onde ela vem, qual a sua essência, a inspiração de cada artista e qual o recado que cada um quer passar com seus traços, cores, desenhos e riscos, questionando o paradigma de que pichação seria vandalismo e que apenas o grafite pode ser considerado arte.

Vemos, por exemplo, Alexandre pintando um grafite gigantesco em uma escola com a imagem de uma criança e das casas da pobre vizinhança, levando arte e cor para várias pessoas que só viam aquela parede cinza todos os dias. E Bruno demostrando a importância da pintura e do grafite na sua vida, sempre com a visão de sua mãe, que não o apoia nessas ações por medo das consequências.

O documentário está sendo lançado em um momento em que o assunto está em pauta, tendo em vista o projeto São Paulo Cidade Linda, do prefeito João Dória, que pintou de cinza diversas paredes antes grafitadas no corredor da Avenida 23 de Maio e em entre outros locais, e sofreu muitas críticas por isso.

Este é o primeiro trabalho de direção de Chico Mendes e Felipe Lion. A ideia principal da produção foi mostrar como o paulistano, que mora na maior cidade da América Latina, cheia de trânsito e sem tempo para nada, ainda pode viver a arte e cultura de rua.

O documentário Olhar Instigado estreia nesta quinta (9). Traz para os amantes de grafite uma visão mais pessoal de cada artista e todos os perigos que eles enfrentam para poder colocar sua arte à vista e expor suas opiniões nas paredes da cidade.

Olhar Instigado

Brasil, 2016. 71 minutos.

Direção: Chico Gomes e Felipe Lion. Roteiro: Guilherme Moraes Quintella e Chico Gomes. Produção: Bossa Nova Films, Biondani Produções e Expresso4 Filmes. Distribuição: O2 Play e SPcine.

Principais festivais: 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Estreia no circuito comercial de cinemas no Brasil: 9/3/2017. Classificação indicativa: livre.

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Fernanda Giachini , estagiária, atua no BlogDoc e na Cross Content.

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Os Capacetes Brancos – Documentário de Orlando von Einsiedel

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Cena do documentário Os Capacetes Brancos, vencedor do Oscar de melhor documentário curta-metragem (Foto: Divulgação)

“Salvar uma vida é salvar toda a humanidade”.  A frase que está num versículo do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, é o lema dos Capacetes Brancos, um grupo de voluntários de resgate da Força de Defesa Civil na Síria, retratado em “The White Helmets” (Os Capacetes Brancos), original da Netflix, vencedor do Oscar de melhor documentário curta-metragem.

Em 40 minutos, imagens impactantes de terror e destruição são entrecortadas por depoimentos de alguns desses bravos socorristas e cenas explícitas de solidariedade.

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Um dos momentos mais emocionantes do filme é o resgate de Mahmud, que ficou conhecido como o “bebê milagre”. Aos dois meses de idade, ele foi tirado de um edifício bombardeado em Aleppo, em julho de 2014, após 12 horas de trabalho sob os escombros. Numa das cenas finais do filme, ele aparece forte e feliz ao lado de seus orgulhosos salvadores, que o exibem como uma espécie de símbolo, a materialização do seu lema e do seu trabalho.

Dirigido por Orlando von Einsiedel, o documentário não tem excessos nem apelações desnecessárias. Frente a frente com a câmera, os capacetes brancos expõem os seus medos e angústias, falam sobre os seus filhos e as suas dificuldades no dia a dia, rezam e choram a perda de um irmão num bombardeio, durante a gravação do filme.

Com legendas em inglês, árabe, português, alemão e italiano, o filme está disponível  na Netflix.

Os Capacetes Brancos (The White Helmets)

Reino Unido, 2016. 41 minutos.

Direção: Orlando von Einsiedel. Produção: Joanna Natesegara. Fotografia: Franklin Dow, Hassan Kattan, Fadi Al Halabi e Khaled Khateeb

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Andréia Peres, jornalista, é diretora na Cross Content.

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Waiting for B – Documentário de Abigail Spindel e Paulo Cesar Toledo

Waiting For B still divugacao Waiting for B – Documentário de Abigail Spindel e Paulo Cesar Toledo

Cena do documentário Waiting for B, dos diretores Abigail Spindel e Paulo Cesar Toledo (Foto:Divulgação)

Como sugere o título, Waiting for B não é um documentário sobre Beyoncé ou um making of de seus shows.  Muito além do fanatismo que cerca a diva pop, o filme foca suas lentes num grupo de fãs, majoritariamente negro, gay e morador da periferia.

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Os diretores Abigail Spindel e Paulo Cesar Toledo filmaram o cotidiano desses superfãs que, em 2013, ficaram durante dois meses acampados em frente ao Estádio do Morumbi, em São Paulo, para assistir a duas horas de show de Beyoncé. Sem condições financeiras de comprar um ingresso caro, eles enfrentaram sol e chuva para garantir seu lugar no espetáculo.

A longa espera por Beyoncé é, no entanto, animada. Sem se preocupar com a câmera, os fãs dançam, cantam, coreografam e parecem se sentir em casa dentro de suas barracas. O filme registra a convivência entre eles, mostrando a semelhança de suas trajetórias e o significado daquele momento.

O documentário já foi exibido no 24º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, maior festival LGBTQ da América Latina, e entrou em cartaz no dia 2.

Waiting for B

Brasil, 2015. 71 minutos.

Direção: Abigail Spindel e Paulo Cesar Toledo. Roteiro: Abigail Spindel, Paulo Cesar Toledo. Produção: Abigail Spindel Fotografia. Abigail Spindel. Montador: Abigail Spindel. Trilha sonora: Mario Margarido.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 2/3/2017. Classificação indicativa: livre.

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Mostra Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta traz dois documentários

O Testamento de Orfeu 3 Le Testament dOrpheé de Jean Cocteau. 1960 Mostra Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta traz dois documentários

Cena de O Testamento de Orfeu, filme de Jean Cocteau. (Foto: Divulgação)

Começa nesta quarta (1º) e vai até o dia 26, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, a mostra Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta, dedicada a um dos cineastas mais importantes da história. O festival contará com produções de ficção e também trará dois documentários.

Serão transmitidos seis filmes de Cocteau como diretor e dois como roteirista. Há também filmes influenciados em poesias e peças de teatro produzidas por ele, dois documentários sobre sua vida e suas produções, além do clássico filme Zero em Comportamento, do cineasta surrealista Jean Vigo.

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O documentário Jean Cocteau Autorretrato de Um Desconhecido, de Edgardo Cozarinsky, constrói sua trama a partir da voz e da mão do poeta que ata e desata seu traço para passar da escrita ao desenho.

Já o documentário Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta, de Jean-Paul Fargier, também traz Cocteau desenhando diante da câmera. Essa linha que se expande constitui a figura central do filme, mostrando as interações constantes e a essência de uma pesquisa extensa e eclética.

Depois do dia 26, a mostra viaja para o Distrito Federal, onde acontece de 22 de março a 17 de abril. Mais informações no site do CCBB.

Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta

Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB – Cinema

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia entrada)

Informações: (11) 3113-3651

Programação de documentários

Sexta-feira, 17/3

18h - Jean Cocteau Autorretrato de Um Desconhecido (68 minutos). Livre.

Sábado, 18/3

18h – Cocteau e Companhia (52 minutos). Livre.

Quinta-feira, 23/3

19h30 - Jean Cocteau Autorretrato de Um Desconhecido (68 minutos). Livre.

Sexta-feira, 24/3

18h - Cocteau e Companhia (52 minutos). Livre.

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