Mostra África Hoje no Belas Artes tem 17 documentários

Nelson Mandela Mostra África Hoje no Belas Artes tem 17 documentários

Nelson Mandela é o homenageado principal da mostra de documentários África Hoje, em São Paulo (Foto: South Africa The Good News)

O cine Caixa Belas Artes de São Paulo sedia, de 20 de novembro a 3 de dezembro, a terceira edição da Mostra África Hoje. São 17 documentários de diversos países e períodos. Nelson Mandela é o homenageado principal do ano, mas há diversos outros temas nos obras.

Veja a relação completa de filmes em exibição.

Ady Gasy
Direção: Lova Nantenaina
França e Madagascar, 2014. 82 minutos.
Consertar um objeto, cultivar a terra ou confeccionar sapatos — as pessoas em Madagascar podem fazer muito, com quase nada. Este filme é um retrato sobre a reciclagem, a solidariedade, a liberdade e a poesia. A maneira malgaxe de vida é, acima de tudo, um sentimento de reciclagem criativa. Estas são as chaves para o estilo ady gasy!

Amílcar Cabral
Direção: Ana Ramos Lisboa
Portugal e Moçambique, 2001. 60 minutos.
Amílcar Cabral nasceu na Guiné-Bissau em 1924 e foi assassinado em Conacri, capital da Guiné, em 1973. Foi líder do Movimento de Libertação da Guiné e do Cabo Verde e fundador do PAIGC (Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde). O filme mostra Amílcar Cabral como homem, pai, político, humanista e poeta.

Camarões, Autópsia de uma Independência (Cameroun, Autopsie D’une Indépendance)
Direção: Valérie Osouf e Gaëlle Le Roy
França, 2007. 52 minutos.
Enquanto a mídia seguia as guerras da Argélia e do Vietnã, entre 1955 e 1970, uma guerra pouco conhecida acontecia em Camarões, tentando garantir a independência daquele país da França. A guerra custou a vida de grande parte da população camaronesa e fez centenas de milhares de vítimas civis. Esta é a história da descolonização dos Camarões.

Capitão Thomas Sankara (Captaine Thomas Sankara)
Direção: Christophe Cupelin
Suíça, 2012. 90 minutos.
Um retrato composto de arquivos de Thomas Sankara, presidente de Burkina Faso, de 1983 até seu assassinato, em 1987. Pronto para libertar seu país e transformar a mentalidade de seus concidadãos, contestando a ordem política do mundo e desafiando os poderes de seu tempo, Sankara se destaca como personagem político na África.

Contagem Regressiva (Countdown to Freedom: Ten Days That Changed South Africa)
Direção: Danny Schechter
EUA e África do Sul, 1994. 97 minutos.
Cobertura dos últimos fatos antes das primeiras eleições livres para presidente, após o fim do apartheid, em Johanesburgo. O diretor acompanha os movimentos no governo e também os movimentos nas ruas até o dia em que Nelson Mandela foi eleito.

Eu Fabrico Meu Balafon (M'bi Balan Blana" Je Fabrique mon Balafon)
Direção: Julie Courel
Burkina Fasso, 2007. 53 minutos.
O balafon é uma espécie de xilofone, um instrumento percussivo presente em vários países da África. O filme mostra a fabricação do instrumento por um mestre burkinabé, que também o sacraliza, conferindo-lhe poderes místicos que podem até curar.

Fahrenheit 2010
Direção: Craig Tanner
África do Sul, 2009. 52 minutos.
Discute o que a Copa do Mundo realmente significou para os sul-africanos. Promessas foram feitas de que a população teria inúmeros benefícios. O filme revela os bastidores da Copa do Mundo.

Foi Melhor Amanhã (Ya Man Aach)
Direção: Hinde Boujemaa
Tunísia, 2012. 70 minutos.
A jornada atípica de Aida, uma mulher tunisiana, no burburinho intenso da revolução do seu país. Seu único objetivo é encontrar uma saída para a sua própria situação: a falta de um teto. Desloca-se de um bairro para outro, sem tomar conhecimento dos eventos que acontecem ao seu redor.

Jeppe numa Sexta (Jeppe on a Friday)
Direção: Shannon Walsh & Arya Lalloo
Canadá e África do Sul, 2012. 87 minutos.
Num único dia, a vida de cinco pessoas na área de Jeppestown é acompanhada pelas duas diretoras e uma equipe de cinco cineastas sul-africanos. Por intermédio das ambições, desejos e formas de viver ao longo de uma sexta-feira, o filme revela a diversidade étnica e socioeconômica que pode ser encontrada na capital da África do Sul.

Kadafi, Nosso Melhor Inimigo (Kadafi, Our Best Enemy)
Direção: Antoine Vitkine
França, 2011. 95 minutos.
Kadafi, líder da Líbia, foi considerado o principal inimigo do Ocidente durante a década de 1980 e um dos principais responsáveis pelo terrorismo. Mais tarde, se junta a chefes de Estado e líderes europeus e norte-americanos. O filme lança um olhar sobre 40 anos dessas relações e é o resultado de um ano de pesquisa e filmagens nos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Espanha.

Luanda: a Fábrica da Música
Direção: Kiluanje Libkierdade e Inês Gonçalves
Angola e Portugal, 2009. 56 minutos. No meio de um musseque de Luanda, o DJ Buda é dono de um estúdio de gravação. Os jovens aspirantes a cantores têm aqui a oportunidade de se expressar: ao som das batidas de Buda, gritam as suas preocupações, amores e experiências diante de um velho microfone. No fim, dançam loucamente, riem e ouvem o seu próprio trabalho com os outros habitantes do bairro. É impossível não dançar com esta nova geração.

Lumumba – A Morte do Profeta
Direção: Raoul Peck
Alemanha e França, 1991. 69 minutos.
Oferece uma oportunidade de repensar a vida e o legado de uma das figuras lendárias da história africana moderno. Como Malcolm X, Patrice Lumumba é lembrado menos por suas realizações duradouras do que como um símbolo de resistência da luta pela autodeterminação. Esta reflexão profundamente pessoal pelo aclamado cineasta Raoul Peck sobre os acontecimentos de breve ascensão 12 meses de Lumumba e queda é um memorial em movimento com um homem descrito como um gigante, um profeta, um demônio, um místico de liberdade, e “o Elvis Presley da política africana”. Melhor filme documentário no Fribourg Film Festival 1992 (Suíça) e no PanAfrica International Film Festival 1992 (Canadá).

Mandela: Filho de África, Pai de uma Nação (Mandela Son of Africa Father of a Nation)
Direção: Angus Gibson e Jo Mennell
África do Sul, 1996. 120 minutos.
O filme aborda a infância, a família e a educação de Nelson Mandela. Acompanha também a sua longa negociação pela liberdade para os vários grupos étnicos da África do Sul, incluindo as suas experiências na prisão de Robben Island.

Prisioneiros da Esperança (Prisoners of Hope)
Direção: Danny Schechter
África do Sul, 1995. 60 minutos.
O retorno de 1.250 prisioneiros políticos à prisão de Robben Island, na África do Sul, na companhia do presidente Nelson Mandela, em 1995. O filme documenta um momento sem precedentes da reunião desse grupo de prisioneiros nos seus antigos locais de encarceramento.

Rumba do Rio (Rumba River)
Direção: Jacques Sarasin
República Democrática do Congo, 2006. 81 minutos.
Viajando no majestoso rio Congo, o jovem órfão Antoine Kolosoy compôs suas primeiras músicas. Ao ganhar fama, Wendo, como era conhecido, foi perseguido pela igreja e sua música proibida pelas autoridades coloniais belgas. Tornou-se boxeador profissional, mas nunca largou a guitarra. Na década de 1960, suas canções expressaram a esperança de uma nação recém-independente. A ditadura subsequente reduziu-o a um mendigo, mas, em 1997, sob um novo regime, Wendo retorna à sua música.

Soweto em Surf (Surfing Soweto)
Direção: Sara Blecher
África do Sul, 2009/2010. 74 minutos.
Em 1976, jovens do distrito de Soweto, área residencial destinada aos negros durante o apartheid, estavam lutando pela sua liberdade. Agora, no pós-apartheid, o que fazem esses jovens com a sua liberdade? Esta é a pergunta colocada constantemente neste documentário.

Vou Cantar para Ti (I´ll Sing for You)
Direção: Jacques Sarasin
França e Mali. 2001. 76 minutos.
Uma sensível abordagem do músico Kar-Kar, original do Mali, cujo trabalho ajuda a explicar as origens do blues americano.

Mais detalhes dos filmes no site da mostra e horários no site do Caixa Belas Artes.

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Novo filme da diretora de Elena é premiado em festival de documentários em Copenhague

Olmo e A Gaivota Divulgacao Novo filme da diretora de Elena é premiado em festival de documentários em Copenhague

Cena de Olmo e a Gaivota, de Lea Glob e Petra Costa, vencedor do CPH:DOX 2014 (Foto: Divulgação)

O filme Olmo e a Gaivota (Olmo and The Seagull), dirigido pela dinamarquesa Lea Glob e pela brasileira Petra Costa – criadora de Elena – foi o vencedor do festival de documentário CPH:DOX, encerrado neste domingo (16) em Copenhague. Coprodução entre Dinamarca, Brasil, Portugal e França, o longa foi premiado na categoria de melhor filme nórdico.

Olmo e a Gaivota é um filme poético que acompanha o mergulho existencial de uma atriz durante seus nove meses de sua gravidez, enquanto ela confronta seus demônios interiores e tenta construir uma nova filosofia de vida. É um híbrido de documentário e ficção, livremente inspirado no livro Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf.

O longa-metragem tem no elenco a italiana Olivia Corsini e o francês Serge Nicolaï, do Thêátre du Soleil. A produção executiva é de Tim Robbins.

Segundo os diretores, a ideia era propor aos atores uma mise-en-scène da própria vida, atuando na fronteira entre ficção e não ficção. Veja o trailer e o site do filme.

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Festival polonês de fotografia de cinema exibe documentário brasileiro Matias

matias Festival polonês de fotografia de cinema exibe documentário brasileiro Matias

Cena de Matias, documentário de Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli Foto: Divulgação)

Começa neste sábado (15) em Bydgoszcz, na Polônia, a 22ª edição do Camerimage, o mais importante festival internacional dedicado à cinematografia (ou fotografia de cinema). O brasileiro Matias, dirigido por Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli, com direção de fotografia de Luiz Eduardo Carlin, estará na mostra competitiva de curtas-metragens.

O filme conta a história de Matias Mendes de Queiroz, um agricultor que vive isolado no Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, interior paulista. Veja o trailer.

Além disso, o Brasil estará presente no documentário Mata Mata, produção alemã dirigida por Jens Hoffmann. O longa aborda as peneiras do futebol brasileiro e a luta dos jovens pelo estrelato da bola.

Embora pouco vista no grande circuito comercial, a Polônia é um importante centro de produção e estudo cinematográfico. O País conta com uma das mais tradicionais escolas de cinema do mundo, sediada em Lodz, e tem um histórico de grandes cineastas, como Krzysztof Kieślowski (que também foi documentarista) e Andrzej Wajda, para ficar em apenas dois nomes.

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Documentário Uma Passagem para Mário mostra a batalha contra o efêmero da vida

Uma Passagem para Mario Divulgacao Documentário Uma Passagem para Mário mostra a batalha contra o efêmero da vida

O diretor Eric Laurence salar de Uyuni (Bolívia), em cena do documentário Uma Passagem para Mário (Foto: Divulgação)

Em mar aberto, um barco solitário começa a ser tomado pela água. As ondas vêm e cobrem o casco pouco a pouco. A embarcação, então, começa a adernar – até que a força da natureza vence e a leva para o fundo do oceano. A câmera presa ao mastro vai junto e as imagens submarinas do naufrágio revelam o fundo verde claro das águas no litoral pernambucano. Enquanto a cena é exibida, Mário Duques, nosso personagem, reflete sobre o câncer e sobre seu destino. “Será que eu estou lutando contra a natureza”, pergunta ele.

É entre o mar, a imensidão do deserto do Atacama e o aconchego das imagens familiares que transcorre Uma Passagem para Mário, primeiro longa-metragem do cineasta cearense Eric Laurence, que estreia nesta quinta (6) em 11 capitais.

Doente, Mário e seu amigo Eric planejam uma viagem dos sonhos. Partiriam do Recife para a Bolívia, passando por Santa Cruz de la Sierra, Sucre, Potosi e Uyuni. Dali, entrariam no território chileno pelo deserto de Atacama. Só que o câncer foi implacável e Eric teve de rever – mas não abandonar – os planos.

Nos registros da viagem, Eric privilegia o grande espaço, a força da natureza exposta na imensidão do salar de Uyuni e nas areias do deserto. O road movie é entremeado por imagens anteriores, deixadas por Mário. São registros de reuniões de família e muitas imagens subaquáticas – Mário era psicólogo e mergulhador.

Uma Passagem para Mario Divulgacao21 300x161 Documentário Uma Passagem para Mário mostra a batalha contra o efêmero da vida

Mário Duques no documentário Uma Passagem para Mário (Foto: Divulgação)

Eric contrapõe as duas vastidões – mar e terra – com os momentos de ternura familiar de Mário. Agrega também alguns poucos depoimentos de pessoas que encontrou pelo caminho, todos falando sobre a importância da amizade.

Se a amizade e a superação da morte são os temas objetivos do documentário, por trás de tudo isso fica visível uma inquietação maior. Qual o espaço que ocupamos neste mundo, mundo, vasto mundo? E como fica esse espaço quando já não estamos por aqui?

Em resumo, Uma Passagem para Mário é um filme sobre o mar e sobre a terra. Mas, acima de tudo, sobre a inquietação causada pela efemeridade da nossa existência.

Uma Passagem para Mário 
Direção: Eric Laurence. Brasil, 2013. 77 minutos. Estreia no circuito nacional de cinemas: 6/11/2014. Classificação indicativa: 12 anos. Veja o trailer

(Por Marcelo Bauer)

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Itaú Cultural faz mostra de documentários em balanço do programa Rumos

33 Kiko Goifman Divulgacao Itaú Cultural faz mostra de documentários em balanço do programa Rumos

Cena do documentário 33, de Kiko Goifman, um dos destaques da mostra Rumos Cinema e Vídeo, do Itaú Cultural

O Itaú Cultural realiza em São Paulo, de sexta-feira (7) a domingo (9), a mostra Rumos Cinema e Vídeo: Uma Retrospectiva. Serão exibidos 24 filmes nacionais, quase todos documentários. Eles foram selecionados entre as 90 obras contempladas por uma das edições do edital de fomento à produção cinematográfica do instituto. As exibições serão temáticas, exibindo em sequência obras de perfis semelhantes.

O evento acontece na Sala Itaú Cultural, com entrada franca e distribuição de ingressos com 30 minutos de antecedência (classificação indicativa: 16 anos).

Veja os documentários que integram a programação.

7 DE NOVEMBRO (SEXTA-FEIRA)

16H – TEMA: EM PRIMEIRA PESSOA

Glauces, o Estudo de um Rosto
Direção: Joel Pizzini. 30 minutos, 2001.
Documentário sobre Glauce Rocha (1930-1971), uma das mais importantes atrizes brasileiras, com os principais registros de sua carreira no cinema e no teatro.

Tom Zé - Ou Quem Irá Colocar uma Dinamite na Cabeça do Século?
Direção: Carla Gallo. 50 minutos, 1999.
Retrato estético do cantor e compositor Tom Zé.

18H – TEMA: EM NOME DO OUTRO

Garota Zona Sul
Direção: Luciano de Paiva Mello. 30 minutos, 2007.
Revela as diferentes realidades de duas garotas da mesma idade, mas de classes sociais distintas. Uma é carioca, mora com os pais numa casa confortável de classe média, no Leblon. A outra mora com a mãe e mais nove pessoas numa casa simples no bairro do Capão Redondo, periferia de São Paulo.

A Pessoa é Para o Que Nasce
Direção: Roberto Berliner. 50 minutos, 1998.
Documentário sobre três irmãs cegas cantadoras dos Cariris Velhos, na Paraíba. Exibido aqui em versão média-metragem, mas lançado também no cinema como longa.

DIA 8 DE NOVEMBRO (SÁBADO)

16H – TEMA: DIÁRIO DE BUSCA

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Direção: Kiko Goifman. 74 minutos, 2003.
Documentário em que o diretor Kiko Goifman procura sua mãe biológica a partir de dicas de detetives de São Paulo e Belo Horizonte.

18H – TEMA: DIÁRIO DE BUSCA

Diário de Sintra
Direção: Paula Gaitán. 54 minutos, 2007.
Este documentário se estrutura a partir de registros pessoais do cotidiano do cineasta Glauber Rocha na cidade portuguesa, onde morou com sua esposa Paula Gaitán e seus dois filhos Eryk Aruac e Ava Patrya Yndia Yracema no ano de 1981, tempos que antecederam sua morte.

Procura-se Janaína
Direção: Miriam Chnaiderman. 54 minutos, 2007.
Por meio da busca de Janaína, criança órfã e com necessidades especiais, pretende-se registrar os processos históricos e a situação atual da criança em situação de abandono, e como se dá, atualmente, o atendimento a psicóticos em São Paulo.

20H – TEMA: DIÁRIO DE BUSCA

Já Visto Jamais Visto
Direção: Andrea Tonacci. 2013, 54 minutos
Um diálogo entre as memórias de um autor e as imagens que filmou e guardou ao longo de sua atividade cinematográfica – segmentos de vida nunca exibidos, nunca revistos e nunca editados.

DIA 9 DE NOVEMBRO (DOMINGO)

15H – TEMA: POR DENTRO DO BRASIL

Carrapateira Não Tem Mais Ciúmes da Apolo 11
Direção: Fabiano Maciel. 29 minutos, 2004.
Em 1969, a cidade de Carrapateira no interior da Paraíba foi considerada uma das mais carentes do Brasil. Naquele mesmo ano a tripulação da Apolo 11 pisava o solo lunar pela primeira vez. Mais de trinta anos depois, o documentário mostra como vive o povo daquela cidade nos dias de hoje e relaciona a conquista da Lua com os sonhos pessoais de progresso e prosperidade no sertão nordestino.

Margem
Direção: Maya Werneck Da-Rin. 54 minutos, 2007.
Uma viagem de barco através do Rio Amazanas e da fronteira tríplice entre o Brasil, a Colômbia e o Peru, num espaço marginalizado e quase esquecido de nosso país, o fim ou início do Brasil, lugar de interseção entre diversos povos, culturas, línguas e credos.

Eu Vou de Volta
Direção: Camilo Santos Cavalcante e Claudio Assis. 30 minutos, 2007.
Documentário sobre a migração nordestina para São Paulo e o regresso à terra de origem.

17H – TEMA: ESQUINAS URBANAS

Na Garupa de Deus
Direção: Rogério Correa. 26 minutos, 2002.
É uma reflexão sobre a vida na grande São Paulo, a partir do perfil das pessoas que tiram da motocicleta sua sobrevivência: os motoboys.

Histórias de Morar e Demolições
Direção: Andre Costa. 54 minutos, 2007.
Quatro famílias paulistanas têm suas casas vendidas para um grande incorporador imobiliário e agora serão demolidas.

19H - ANTOLOGIA DE CURTAS

A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho
Direção: Alessandra Colasanti e Samir Abujamra; 17 minutos, 2010.
Documentário ficcional. Dançarina de um dos quadros de Edgar Dégas abandona a tela, ganha o mundo e desaparece no carnaval carioca; mistura de universo acadêmico, arte de vanguarda e submundo do sexo. O filme conta com locações em Paris, NY e RJ.

Polivolume: Conexão Livre 
Direção: Claudia Afonso, Gabriel Gutierrez e Pedro Vieira. 9 minutos, 2010.
O documentário toma a obra cinética “Polivolume: Conexão Livre”, da artista Mary Vieira, para tratar das relações entre espaço e tempo. O fio condutor é o tempo de percepção da obra de arte no espaço público em contraposição ao tempo de percepção de um objeto na web. A experimentação está na construção de uma narrativa não-linear, poética e não-cronológica da obra e na apropriação da linguagem visual da internet para a construção das imagens.

O Som do Tempo
Direção: Petrus Cariry. 9 minutos, 2010.
O sertão está em toda parte, o sertão está dentro da gente. O concreto avança contra dona Maria, mas ela segue em frente, com toda calma do mundo.

Trans*lúcidx
Direção: Tamíris Spinelli. 10 minutos, 2013.
Ensaio cinematográfico baseado em autorretratos publicados on-line por indivíduos trans.

O Ponto Cego
Direção: Chico Bahia. 10 minutos. 2013.
Gregório é um técnico em sistemas de segurança que deve instalar câmeras nas principais ruas de Paraisópolis, bairro pobre de São Paulo. Em meio ao seu serviço, ele entra em contato com o local onde passou a infância.

Boca de Rua – Vozes de Uma Gente Invisível
Direção: Marcelo Andrighetti. 10 minutos. 2013.
A história e o cotidiano da equipe do jornal Boca de Rua, fundado em 2001 por cerca de 30 sem-teto de Porto Alegre. Vendida nas principais vias da capital gaúcha, a publicação trimestral estabeleceu-se como um canal de comunicação entre os moradores de rua e representantes de outras classes sociais.

Sinoâncias
Direção: André N. P. Azevedo e Carol Argamim Gouvêa. 9 minutos, 2013.
Documentário sensorial que retrata a musicalidade dos sinos das igrejas de São João del Rei, Minas Gerais.

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Mostra Documento do CineSesc discute limites entre ficção e documentário

A Queima Roupa1 Mostra Documento do CineSesc discute limites entre ficção e documentário

Cena do documentário À Queima Roupa, de Theresa Jessouroun, que será exibido na Mostra Documento (Foto: Divulgação)

A Mostra Documento, que acontece de 5 a 12 de novembro, no CineSesc, em São Paulo, tem 10 longas-metragens em sua programação principal. Destes, quatro são brasileiros.

Nesta primeira edição do evento, o foco é a relação entre documentário e ficção. Entre os destaques estão o filme À Queima Roupa, de Theresa Jessouroun, vencedor do Festival do Rio, e A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchoa.

Em paralelo, sempre nas sessões das 19h, acontece a exibição de nove obras realizadas nos Ateliers Varan – Centre de Formation du Cinéma Documentaire (Paris, França), todos inéditos no Brasil.

Veja os filmes que estarão em cartaz.

MOSTRA DOCUMENTO

À Queima Roupa
Brasil, 2014. 90 minutos.
Direção: Theresa Jessouroun
Documentário investigativo sobre a violência e a corrupção da polícia do Rio de Janeiro nos últimos 20 anos. Apresenta os fatos mais emblemáticos desse período do ponto de vista dos familiares, testemunhas, sobreviventes e demais envolvidos nos casos, como advogados, promotores e juízes. O filme parte da Chacina de Vigário Geral, em 1993, culminando com execuções cometidas em nome da lei em 2012 e 2013. Os fatos são apresentados através de entrevistas, imagens de arquivo e cenas ficcionais que reconstroem a memória dos sobreviventes das chacinas. Vencedor do Festival do Rio. Leia mais.
Quando: 6/11 (quinta), às 21h; 9/11 (domingo), às 15h; 12/11 (quarta), às 17h
Classificação indicativa: 14 anos

A Selva Interior (La Jungla Interior)
Espanha, 2013. 75 minutos.
Direção: Juan Barrero
Antes de embarcar numa viagem científica ao Pacífico, Juan convida sua namorada, Gala, a visitar a cidade onde passou a maior parte de sua infância. Durante essa visita, o casal faz planos para o futuro e profundas diferenças aparecem. Cinco meses depois, quando Juan volta da selva, ele descobre que sua vida mudará para sempre. Também exibido na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Quando: 6/11 (quinta), às 17h; 9/11 (domingo), às 21h30
Classificação indicativa: 14 anos

A Vizinhança do Tigre
Brasil, 2014. 95 minutos.
Juninho, Menor, Neguinho, Adilson e Eldo são jovens moradores do bairro Nacional, periferia de Contagem (MG). Divididos entre o trabalho e a diversão, o crime e a esperança, cada um deles terá de encontrar modos de superar as dificuldades e domar o tigre que carregam dentro das veias. Vencedor da Mostra de Cinema de Tiradentes e do Festival Internacional de Curitiba.
Quando: 9/11 (domingo), às 17h; 12/11 (quarta), às 15h
Classificação indicativa: 14 anos

Brasil S/A
Brasil, 2014. 72 minutos.
Direção: Marcelo Pedroso
No Brasil dos últimos 500 anos, Edilson esteve cortando cana-de-açúcar. Um dia, as máquinas chegaram e ele deixou o corte para se engajar em sua primeira missão espacial. Um pequeno passo para ele, um salto enorme para o Brasil. Vencedor do Festival de Brasília.
Quando: 5/11 (quarta), às 21h; 8/11 (sábado), às 21h; 10/11 (segunda), às 17h
Classificação indicativa: 14 anos

Não Me Deixe (Ne Me Quittes Pas)
Holanda/ Bélgica, 2013. 107 minutos.
Direção: Sabine Lubbe Bakker e Niels van Koevorden
Filmado na fronteira da Bélgica, Bob (Flamengo) e Marcel (Valão) dividem sua solidão, senso de humor e loucura pelo álcool. Concordaram que o suicídio é a melhor saída se as coisas forem de mal a pior. Sendo assim, escolheram o melhor lugar para realizar tal desfecho: sob a árvore da vida de Bob. Vencedor do Festival Tribeca.
Quando: 6/11 (quinta), às 15h; 8/11 (sábado), às 17h
Classificação indicativa: 14 anos

Navajazo
México, 2014. 75 minutos.
Direção: Ricardo Silva
O apocalipse, como sempre o imaginamos, é apresentado por retratos de personagens em suas tentativas de sobrevivência em ambientes hostis. Tudo o que têm em comum é um ao outro e o que possuem em comum é a vontade de continuar vivendo, não importando a qual custo. Vencedor do Festival de Locarno.
Quando: 10/11 (segunda), às 21h; 11/11 (terça), às 15h
Classificação indicativa: 14 anos

O Ato de Matar (The Act of Killing)
Dinamarca/Noruega/Reino Unido, 2012. 166 minutos.
Direção: Joshua Oppenheimer
Na Indonésia, o golpe militar de 1965 levou um exército paramilitar a ser promovido a um autêntico esquadrão da morte. Em menos de um ano, mais de 1 milhão de pessoas foram executadas. Décadas depois, alguns membros desses esquadrões vivem como heróis e desejam contar orgulhosamente sua própria versão da história. Eles concordam não apenas em narrar seus assassinatos brutais, mas em reencená-los diante das câmeras, inspirados pelos filmes americanos que tanto adoram. Com produção executiva de Werner Herzog e Errol Morris, o filme levou dez anos para ser concluído. Vencedor de importantes festivais como Berlim, CPH:DOX, BAFTA, Indie Lisboa e Documenta Madrid.
Quando: 7/11 (sexta), às 21h; 10/11 (segunda), às 14h
Classificação indicativa: 14 anos

O Criador da Selva (Sobre la Marxa)
Espanha, 2014. 74 minutos.
Um homem que criou uma selva próxima à rodovia, construindo com suas próprias mãos obras belíssimas e inacreditáveis de engenharia na floresta. Essa é ainda a história de como ele acabou queimando-as até as cinzas para reconstruí-las, vez após vez, década após década. Ele é conhecido como “Garrell”, ou ainda como “Tarzan de Argelaguer” e não parece ser movido por nenhum propósito aparente, exceto um: manter-se em movimento.
Quando: 8/11 (sábado), às 15h; 11/11 (terça), às 17h
Classificação indicativa: 14 anos

Sagrado Rodoanel (Sacro Gra)
Itália/França, 2013. 83 minutos.
Direção: Gianfranco Rosi
A bordo de uma minivan, o diretor italiano Gianfranco Rosi partiu em busca de histórias e personagens que vivem à margem de um grande anel rodoviário que contorna a cidade de Roma. Deste mundo invisível, escondido atrás de uma quase infinita parede antirruído, emergem personagens como um nobre piemontês ou um botânico que luta para salvar suas palmeiras. Uma coleção de histórias sobre os bastidores de um universo em expansão. Vencedor do Festival de Veneza, é o primeiro documentário da história a receber o Leão de Ouro.
Quando: 7/11 (sexta), às 17h; 12/11 (quarta), às 21h
Classificação indicativa: 14 anos

Serras da Desordem
Brasil, 2006. 135 minutos.
Direção: Andrea Tonacci
Carapirú é um índio nômade que após escapar do massacre de seu grupo familiar em 1977 perambula sozinho pelas serras do Brasil central até ser capturado 10 anos depois a 2.000 km de distância de seu ponto de partida. Levado para Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo, torna-se manchete nacional e centro de polêmica criada por antropólogos e linguistas quanto à sua origem e identidade. Vencedor do Festival de Gramado.
Quando: 7/11 (sexta), às 14h30; 11/11 (terça), às 21h.
Classificação indicativa: 14 anos

MOSTRA VARAN

O Impenetrável (El Imoenetrable)
Argentina/França, 2012. 95 minutos.
Direção: Daniele Incalcaterra e Fausta Quattrini
Daniele Incalcaterra herda 5 mil hectares no Chaco paraguaio - a última terra virgem, em que se espera escrever outra história, e ao mesmo tempo o lugar que pressentimos trágico, onde arriscamos viver um western clássico desembocando na conquista do Oeste: natureza selvagem a dominar, terra a colonizar, riquezas a explorar, índios a exterminar. Daniele decide devolver a terra aos índios que sempre viveram no território. Seus vizinhos – companhias petrolíferas, cultivadores de soja e criadores de gado – que desbravam a floresta, não parecem favoráveis. Vencedor de vários festivais como Veneza, Mar del Plata, Biarritz América Latina, Filmmaker Milan, Cine Espanhol de Málaga, Sicilia Ambiente, Traces de Vies Clermond Ferrand.
Quando: 6/11 (quinta), às 19h; 12/11 (quarta), às 19h
Classificação indicativa: livre

Bem-vindo à Colômbia (Bienvenue en Colombie)
França/Colômbia, 2002. 65 minutos.
Direção: Catalina Villar
A Colômbia é palco de uma das guerras mais terríveis da atualidade. São 35 mil assassinatos por ano, 70 mil minas disseminadas pelo país, uma remoção a cada 10 minutos, “uma série de números assustadores que parecem neutralizar-se uns aos outros”, diz a narradora do filme. Catalina Villar é o personagem condutor dessa viagem que, no caminho inverso ao das estatísticas, nos leva a percorrer ao seu lado as ruas do país, durante um período eleitoral.
Quando: 7/11 (sexta), às 19h
Classificação indicativa: livre

Em Nossas Mãos (Entre Nos Mains)
França, 2010. 88 minutos
Direção: Mariana Otero
Confrontados à falência da empresa de lingerie onde trabalham, os funcionários, majoritariamente mulheres, tentam recuperá-la sob a forma de cooperativa. À medida que o projeto ganha corpo, eles se chocam com o patrão e a realidade do mercado. A empresa torna-se então um pequeno teatro onde se encenam, em meio às peças íntimas, questões econômicas e sociais fundamentais. Os funcionários descobrem nessa aventura coletiva uma nova liberdade.
Quando: 8/11 (sábado), às 19h.
Classificação indicativa: livre

A Comissão da Verdade (La Commission de la Vérité)
França/Bélgica, 1999. 138 minutos.
Direção: André Van In
Nelson Mandela, em 1995, instaura a “Comissão para a Verdade e a Reconciliação” na África do Sul, composta por 17 membros e presidida por Desmond Tutu. Por mais de um ano, vítimas, algozes, e testemunhas do Apartheid serão convidados a contar a verdade sobre o passado. Os realizadores foram autorizados a seguir em toda a sua duração esse processo que deveria permitir refundar a nação. Vencedor do Prêmio das bibliotecas do Cinéma du Réel e do Festival du Film de Bombay.
Quando: 9/11 (domingo), às 19h
Classificação indicativa: livre

ATELIER VIETNÃ

A Quem Pertence a Terra? (Dat Dai Thuoc Ve Ai?)
França/Vietnã, 2009. 54 minutos.
Direção: Doàn Hông Lê
O filme se passa na região agrícola de Quang Nam, a alguns quilômetros da cidade de Da Nang, base portuária americana durante a guerra do Vietnã. Hoje, o Estado decide ceder as terras de arrozais a concessionárias estrangeiras para a instalação de um campo de golfe. Os habitantes resistem a esse projeto de expropriação.
Quando: 10/11 (segunda), às 19h
Classificação indicativa: livre

Sonhos de Operárias (Giac Mo La Cong Nhan)
França/Vietnã, 2006. 53 minutos.
Direção: Thao Tran Phuong
Hanoï, zona industrial japonesa: as jovens que deixaram suas cidades no interior lutam para escapar às agências de trabalho e aos contratos precários a que conduzem a globalização do país. Tornar-se uma “verdadeira” operária é um sonho, e deveria trazer orgulho e segurança. Vencedor Festival du Réel.
Quando: 10/11 (segunda), às 19h
Classificação indicativa: livre

ATELIER AFEGANISTÃO

Minha Cabul (Kabul-E-Man)
França/Afeganistão, 2006. 22 minutos.
Direção: Wahid Nazir
Jamal é motorista de táxi coletivo. Com seus passageiros, ele fala da guerra civil presente na memória de todos e encontra seus traços nas ruas da cidade. Vencedor do Festival de Kaboul.
Quando: 11/11 (terça), às 19h
Classificação indicativa: livre

Check Point
França/Afeganistão, 2011. 28 minutos.
Direção: Hamed Alizadeh
Em um dos numerosos check points da cidade, os policiais fazem rondas, expostos a todos os perigos, longe de suas casas, abrigados em conteiners onde partilham suas magras refeições e tentam dormir algumas horas.
Quando: 11/11 (terça), às 19h
Classificação indicativa: livre

Pequeno Afeganistão (Afghanistan-E-Kochak)
França/Afeganistão, 2011. 30 minutos.
Direção: Basir Seerat
Longa rua de um bairro popular, onde antigas charretes-táxi disputam a passagem com os automóveis.  Conflitos incessantes se opõem entre o mundo moderno e o antigo.
Quando: 11/11 (terça), às 19h
Classificação indicativa: livre

saibamais 600 pixels Mostra Documento do CineSesc discute limites entre ficção e documentário

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Brasil tem dois documentários na lista prévia do Oscar 2015

25 Elena Petra Costa Brasil tem dois documentários na lista prévia do Oscar 2015

A diretora Petra Costa em cena do documentário Elena (Foto: Divulgação)

Os documentários Elena, de Petra Costa, e This Is Not a Ball, do artista plástico brasileiro Vik Muniz, estão na lista dos 134 pré-selecionados para o Oscar 2015. A relação foi divulgada nesta sexta (31). Os 15 finalistas serão conhecidos em dezembro.

ELENA

Elena é um dos mais premiados documentários brasileiros dos últimos anos. Tem feito carreira nos cinemas americanos - fato raríssimo para um documentário brasileiro - e conta naquele país com o apoio e divulgação do ator Tim Robbins, um dos produtores executivos do filme (ao lado de Fernando Meirelles).

Leia mais sobre Elena:

- Resenha do filme.
- Entrevista exclusiva da diretora Petra Costa ao BlogDoc.
- Júri de especialistas elege Elena Melhor Documentário Brasileiro do Ano.

THIS IS NOT A BALL

Produção americana, This Is Not a Ball acompanha o trabalho do brasileiro Vik Muniz, que codirige o documentário com Juan Rendón. Mostra uma obra de arte feita pelo artista no Estádio Azteca, no México, e na Favela do Vidigal, no Rio, usando milhares de bolas como matéria-prima. Veja o trailer.

A 87ª edição do Oscar acontece em 22 de fevereiro.

saibamais 600 pixels Brasil tem dois documentários na lista prévia do Oscar 2015

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CineSesc exibe documentários na repescagem da 38ª Mostra Internacional de Cinema em SP

Cassia1 CineSesc exibe documentários na repescagem da 38ª Mostra Internacional de Cinema em SP

Cena do documentário Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle (Foto: Divulgação)

Já é tradição: a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo termina, mas tem sempre alguns dias de ‘chorinho”. A semana de repescagem começou nesta quinta (30) com a exibição de quatro filmes, sendo eles dois documentários – os premiados Charles Chaplin: A Lenda do Século e A Guerra das Patentes.

Veja a programação dos documentários da repescagem nos próximos dias. As sessões são todas no CineSesc.

31/10 – SEXTA-FEIRA

23h10 - Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle - Prêmio do Público - Melhor Documentário Brasileiro da 38ª Mostra

2/11 - DOMINGO

17h - Os Convidados (The Guests), de Ken Jacobs

3/11 – SEGUNDA-FEIRA

15h - O Príncipe (Shah-Zadeh), de Mahmoud Behraznia

19h - Reencontro com o Cinema, de Rafael de Luna Freire

21h - O Sol do Marmelo (El Sol del Membrillo), de Víctor Erice

Mais informações sobre a 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

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Veja os documentários premiados na 38ª Mostra Internacional de Cinema em SP

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo anunciou na noite desta quarta (29) os vencedores de sua edição 2014. A Guerra das Patentes, de Hannah Leonie Prinzler, ficou com o prêmio de melhor documentário, enquanto Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle, foi escolhido pelo voto popular.

Confira os documentários premiados na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.


PRÊMIO DO JÚRI - MELHOR DOCUMENTÁRIO - NOVOS DIRETORES

A Guerra das Patentes Veja os documentários premiados na 38ª Mostra Internacional de Cinema em SP

Cena do documentário A Guerra das Patentes, de Hannah Leonie Prinzler (Foto: Divulgação)

Uma investigação sobre quem lucra com a propriedade intelectual e quem sofre as consequências econômicas e sociais desse sistema.

A Guerra das Patentes
Direção: Hannah Leonie Prinzler. Alemanha, 2014. 80 minutos.


PRÊMIO DO PÚBLICO - MELHOR DOCUMENTÁRIO INTERNACIONAL

Charles Chaplin A Lenda do Século Veja os documentários premiados na 38ª Mostra Internacional de Cinema em SP

Cena do documentário Charles Chaplin: A Lenda do Século, de Frédéric Martin (Foto: Divulgação)

Novo documentário sobre Charles Chaplin celebrando 100 anos do personagem Carlitos.

Charles Chaplin: A Lenda do Século
Direção: Frédéric Martin. França, 2014. 90 minutos.


PRÊMIO DO PÚBLICO - MELHOR DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO

Cassia1 Veja os documentários premiados na 38ª Mostra Internacional de Cinema em SP

Cena do documentário Cássia, de Paulo Henrique Fontenelle (Foto: Divulgação)

Depoimentos e vídeos musicais recontam a trajetória de Cássia Eller, do início da carreira até a morte prematura. Veja o trailer.

Cássia
Direção: Paulo Henrique Fontenelle. Brasil, 2014. 120 minutos.

Mais informações sobre a 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

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Documentário Costa da Morte mostra um lugar no fim do mundo para chamar de seu

Costa da Morte1 Documentário Costa da Morte mostra um lugar no fim do mundo para chamar de seu

Costa da Morte, documentário de Lois Patiño em cartaz na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Nome: Costa da Morte. Apelido: “fim do mundo”. Assim é conhecida uma região à beira mar na Galícia, Espanha. Ponto de muitos naufrágios no passado por seu mar atormentado, a costa guarda ainda um ar inóspito, de névoa densa, e uma natureza bastante preservada, apesar da extração de madeira e minerais. A população é pequena, entrincheirada no local há gerações. A relação entre esse povo e seu lugar é o tema do documentário Costa da Morte, de Lois Patiño, em exibição na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

À primeira vista, estamos falando de uma relação conturbada. É um local em que a natureza reina soberana e o homem é pequeno. Assim é visto no cinema: o mar infinito toma quase toda a tela. O homem, na sua pequeneza, aparece diminuto no quadro, visto bem ao longe, quase integrado à paisagem.

Não há planos fechados e não conseguimos identificar o rosto das pessoas que falam. Mas o som é próximo e límpido, tomado por microfones junto aos personagens e não da lonjura da câmera. O contraste entre o som usual, próximo, e o enquadramento exótico, distante, reforça essa assimetria entre as pessoas e seu entorno.

E sobre o que falam os moradores? Basicamente, Patiño registra diálogos cotidianos. Comentam sobre suas rotinas de pescadores e marisqueiros. E, falam, também, das lendas que cercam o lugar, dos naufrágios, dos ataques orquestrados aos marinheiros que por lá se enroscavam, da história do farol que marca a silhueta de pedra do cabo. Atração extra para nós, brasileiros, é ouvi-los em língua galega, que soa divertidamente próxima do português.

Lento, com poucos diálogos e imagens deslumbrantes, Costa da Morte é um filme de fruição estética. As imagens são visualmente impactantes e comunicam a majestade do ambiente sem necessidade de apoio de áudio, legenda ou diálogos.

A mensagem que fica é que a Costa da Morte pode parecer um fim do mundo. Mas, para os habitantes do lugar, é um lugar íntimo e próximo, bonito em sua aspereza. Um fim do mundo para chamar de seu.

Costa da Morte
Direção: Lois Patiño. Espanha, 2013. 84 minutos. Em exibição na 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Classificação indicativa: 16 anos. Veja o trailer

(Por Marcelo Bauer)

Quinze documentários estrangeiros imperdíveis da 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Oito documentários brasileiros imperdíveis da 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Eventos paralelos da 38ª Mostra trazem realizadores de documentários para debates

Mais informações sobre a 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Confira os endereços e horários das sessões no site da Mostra.

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