In-Edit leva melhor do documentário musical a SP e Salvador

Eu Sou Carlos Imperial E Tudo Verdade 2015 Divulgacao In Edit leva melhor do documentário musical a SP e Salvador

Carlos Imperial é o tema do segundo documentário da dupla Renato Terra e Ricardo Calil (Foto: Divulgação)

Começa nesta quarta (1º) em São Paulo a sétima edição do In-Edit Brasil - Festival Internacional do Documentário Musical. O evento vai até dia 12 na capital paulista e acontecerá também em salvador, de 14 a 19 de julho. São diversos filmes inéditos no circuito comercial, além de uma programação de eventos especiais com debates, sessões ao ar livre e encontros com diretores, entre outras atrações.

O filme de abertura é o documentário Paco de Lucía: La Búsqueda, de Curro Sánchez, dirigido e produzido pelos filhos do músico. O homenageado desta edição é o diretor Murray Lerner. O festival celebra sua obra e traz cinco importantes títulos na programação. Entre eles, o vencedor do Oscar de melhor documentário em 1981, From Mao to Mozart: Isaac Stern in China.

Entre os brasileiros, haverá a estreia nacional do documentário Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 1994, de Ricardo Alexandre, sobre o selo independente criado pelos Titãs e pelo produtor Carlos Eduardo Miranda e que lançou nomes como Raimundos e Mundo Livre S/A.

Eu Sou Carlos Imperial, de Renato Terra e Ricardo Calil, Premê - Quase Lindo, de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes (ambos exibidos recentemente no 18º É Tudo Verdade), My Name Is Now, Elza Soares, Samba e Jazz, Yorimatã e Reverberações - Itamar Assunção, também estão entre os destaques nacionais.

Mais informações e programação completa no site do In-Edit.

Veja a relação de filmes em cartaz, com informações fornecidas pelos organizadores.

FILMES INTERNACIONAIS

Alive Inside
(Documentário de Michael Rossato-Bennett, Alemanha, 2014, 78 minutos)

Dan Cohen, fundador da ONG Music & Memory, desenvolveu um projeto para demonstrar que a música, no uso da recuperação da memória e de algumas disfunções mentais, funciona melhor que o tratamento feito por medicamentos.

O diretor Michael Rossato-Bennett acompanha Dan em sua cruzada pelos hospitais dos Estados Unidos, entrevista pacientes, familiares, enfermeiros e especialistas.

Entre viagens, hospitais e a arrecadação de fundos para o projeto, Alive Inside é um mergulho profundo nos fatores que nos fazem amar a música.

Angels & Dust
(Documentário de Héctor Herrera, Panamá/Espanha, 2013, 79 minutos)

Conhecido como DJ Professor Angel Dust, Paco é um produtor mexicano radicado em Barcelona e um dos pioneiros da cultura clubber na Europa.

Em uma viagem ao Panamá, Paco é preso no aeroporto, com vários tabletes de cocaína colados ao corpo. Ele estava com sua esposa e filha. Maurício, seu irmão, vai ao país para resgatar a criança.

Paco é o DJ Professor Angel Dust, um produtor mexicano radicado em Barcelona e um dos pioneiros da cultura clubber na Europa.

Até a decisão do juiz, ambos seguem com suas vidas.

Na prisão, Paco busca sobreviver, comandando a gravação de músicos detidos e se esquivando do ambiente hostil como pode. Já Maurício parece procurar problemas, envolvendo-se com o narcotráfico.

Autoluminescent: Rowland S. Howard
(Documentário de Richard Lowenstein e Lynn-Maree Milburn, Austrália, 2011, 110 minutos)

Rowland Howard e Nick Cave formaram, nos anos 1970, The Birthday Party, um grupo performático, com raízes no Punk e na poesia. Desde então, sua lenda como músico talentoso não parou de crescer.

Para fugir dos excessos, Nick formou o Bad Seeds, enquanto Rowland seguiu em carreira solo.

Afundado na heroína, seu grande talento ficou submerso, dando espaço para uma infinidade de lendas e situações-limite.

Falecido em 2009, Rowland S. Howard deixou uma obra genial e um grande vazio musical. Seus amigos e parceiros lembram das histórias e revivem o mito do grande guitarrista.

B-Movie: Lust & Sound in West-Berlin 1979-1989
(Documentário de Jörg A. Hoppe, Heiko Lange e Klaus Maeck, Alemanha, 2015, 92 minutos)

Apaixonado por música, Mark Reeder, um jovem inglês, decide ir a Berlim Ocidental em plena ressaca Punk de 1979.

Durante anos, realizou todo tipo de trabalho no mundo musical: tocou em bandas, foi manager de outras, representante de um selo e esteve onde e com quem quis.

Aqui, ele conta sua história e mostra a contracultura dos anos anteriores à queda do muro: o Post-Punk, a No Wave, o experimentalismo, os Squats, o nascimento da Gay Parade, a moda e o underground de uma cidade cercada e condenada a se reinventar.

Um retrato nostálgico para conhecer melhor um dos momentos mais interessantes dos anos 1980.

Basically, Johnny Moped
(Documentário de Fred Burns, Reino Unido, 2013, 77 minutos)

Inclusive para os Punks londrinos de 1977, Johnny Moped era figura inusitada. Nascido Paul Halford, o Punk Rocker mais estranho e autêntico de sua geração, tem uma história à altura.

Não aparecia nos shows, casou-se com uma mulher muito mais velha do que ele, tinha a obsessão de viver no limite com seu estilo de vida, mas morria de medo de sua sogra.

Com tudo isso, sua banda - que teve Chrissie Haynde (The Pretenders) e Captain Sensible (The Damned) em seu início - foi um estouro e marcou uma época.

Histórias hilariantes, altas doses de anfetamina e excelentes canções marcam esse documentário de Fred Burns.

Breadcrumb Trail
(Documentário de Lance Bangs, EUA, 2014, 93 minutos)

Slint é um caso atípico. Quatro adolescentes de uma pequena cidade no Kentucky montam uma banda, compõem uma série de canções, lançam um único disco após sua separação e se transformam em objeto de culto.

Com pouquíssimas apresentações em seu histórico e nenhuma informação a seu respeito, o Slint virou lenda e motivo de especulação.

Neste documentário, conhecemos através de gravações de ensaios e raríssimos shows, as loucuras e genialidades de Britt Walford (bateria) e as bandas em que tocaram posteriormente como The Breeders, Tortoise, Zwan.

Steve Albini, Ian MacKaye, Kim Deal, entre outros, dão crédito a esta loucura.

Broken Song
(Claire Dix, Irlanda, 2013, 66 minutos)

São muitos os jovens que encontraram no Hip Hop uma saída para uma vida conflituosa, muitas vezes marcada pelo crime.

Em Broken Song, Costello, GI e o protagonista Willa, usam suas rimas e beats como quem usa um passaporte para entrar em outros mundos.

Entre a esperança e a realidade, os personagens procuram dar sentido a suas vidas e resolver dilemas passados. Bronx, Harlem? Não, estamos falando de Dublin, na Irlanda.

Utilizando técnicas do documentário-direto, a estreante diretora Claire Dix retrata a tentativa de redenção dos garotos em busca de uma carreira musical.

Don't Think I've Forgotten: Cambodia's Lost Rock And Roll
(Documentário de John Pirozzi, Camboja, 2014, 105 minutos)

Durante as décadas de 1960 e 1970, o Camboja viveu anos de tranquilidade e certo agito cultural. Com forte influencia francesa (de quem foi colônia entre 1867 e 1953), os cambojanos entraram no mundo do Rock'n'Roll através dos europeus.

Mais suave e comportado que o original americano, o Yê-Yê, como era chamado, ganhou sotaque oriental, sonoridades locais e personalidade própria.

Essa cena crescente foi brutalmente interrompida pela irrupção do Khmer Vermelho durante a guerra do Vietnam. Mas deixou um legado de grandes talentos, que hoje é alvo de colecionadores no mundo inteiro.

Fresh Dressed
(Documentário de Sacha Jenkins, EUA, 2014, 84 minutos)

Quando jovens negros da periferia começaram exibir roupas de marca de alta costura, a opinião público clamou aos céus. Foi assim que o Hip Hop imprimiu a seu estilo a ostentação e um certo ar de vingança contra o establishment branco americano dos anos 1980.

Décadas se passaram e hoje grandes marcas procuram inspirar-se com o estilo do movimento e passaram toma-lo como grande mercado. Para contar os detalhes de todo este fenômeno, Fresh Dressed traz estilistas, colecionadores, músicos, marqueteiros entre outros personagens para dar entender o estilo mais influente dos últimos anos.

Heaven Adores You
(Documentário de Nickolas Rossi, EUA, 2014, 104 minutos)

Elliott Smith não era um cara comum. Propenso à depressão e solidão, o músico e compositor norte americano acabou sendo catapultado para a fama, ao ser indicado ao Oscar de melhor canção original com o filme “Gênio Indomável”.

Conhecido como um dos maiores talentos de sua geração, Smith morreu aos 34 anos, provavelmente por suicídio (a autópsia não é conclusiva).

Através de entrevistas com amigos, namoradas, parentes e companheiros de estrada, podemos conhecer melhor o personagem, seus problemas, suas ilusões, seu entorno e sua carreira meteórica.

Um personagem que tinha tudo ao seu favor, mas que não estava feito para o showbizz.

I Need a Dodge: Joe Strummer On The Run
(Documentário de Nick Hall, Espanha, 2014, 67 minutos)

Cansado da fama, das brigas com seus companheiros de banda e do showbizz, Joe Strummer vai parar em Granada, Espanha, para "sentir suas feridas".

Anônimo em um bar, o líder do The Clash é reconhecido por alguns músicos locais. Dessa amizade, muitas histórias nasceram. Entre elas, a obsessão de Joe em conseguir um Dodge, que tempos mais tarde, esquece onde estacionou em Madrid, perdendo para sempre seu sonhado carro.

Para encontrar o automóvel e relembrar esses dias, o diretor Nick Hall sai à procura de documentos e dos amigos espanhóis de Joe Strummer.

Jaco
(Documentário de Stephen Kijak e Paul Marchand, EUA, 2014, 110 minutos)

"Meu nome é John Francis Anthony Pastorius III e sou o melhor baixista do mundo". assim se apresentava Jaco Pastorious. Iniciado desde pequeno no mundo do Jazz, Jaco rompeu as barreiras de seu instrumento e escreveu seu nome da história da música.

Dirigido por Paul Marchand e Stephen Kijak e produzido por Robert Trujillo (Metallica) o filme conta sua história, relembra sua forte personalidade e repassa sua obra.

Para reviver esse mito do baixo elétrico, Flea, Sting, Bootsy Collins, Geddy Lee, Carlos Santana, seus parceiros de Weather Report entre outros, falam com admiração e espanto sobre esse furacão das quatro cordas.

Keep on Keeping on
(Documentário de Alan Hicks, EUA, 2014, 86 minutos)

Clark Terry é uma lenda no mundo do Jazz. Além de ter tocado nas orquestras de Duke Ellington e de Count Basie, Miles Davis o tinha como um mentor.

Aos seus 93 anos de idade e com a saúde debilitada, ele ainda mantém contato com alguns dos alunos que teve nos últimos anos. Como Justin Kauflin, um pianista cego de 23 anos e de um talento notável.

Desta relação, construída entre amizade e as notas musicais, os dois trabalham juntos e vão tocando suas vidas Justin estudando e fazendo visitas ao amigo e CT tratando de se recuperar a saúde enquanto melodias brotam em sua cabeça.

Indicado ao Oscar 2015 de Melhor Documentário.

Mateo
(Documentário de Aaron I. Naar, Cuba/Japão/Estados Unidos, 2014, 90”)

Matthew Stoneman ("Mateo") é o Gringo Mariachi, um personagem único que ganha a vida tocando em bares de Los Angeles. Ruivo, cinquentão e com cara de CDF, ele é apaixonado por música cubana e mexicana.

Seu grande sonho é gravar um disco nos Estúdios Egrem, em Havana, com os melhores músicos da ilha. Para isso, fez inúmeras viagens à Cuba, tocou com muita gente e frequentou todas as casas de prostituição que conseguiu.

Neste filme, acompanhamos Mateo em uma de suas viagens, conhecemos seus pais e descobrimos que eles já gastaram 350 mil dólares nessa brincadeira.

Mr. Dynamite: The Rise of James Brown
(Documentário de Alex Gibney, EUA, 2014, 98 minutos)

James Brown não é apenas o Godfather of Soul, mas é também do Funk, do Hip Hop e de parte da música dançante feita a partir dos anos 1950. De um talento inegável, ele revolucionou a música com sua banda, suas canções e principalmente com suas interpretações explosivas.

Do diretor Alex Gibney e produzido por Mick Jagger, Mr. Dynamite: The Rise of James Brown mostra o início de sua carreira até seu envolvimento com a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, com entrevistas e imagens inéditas.

Duas horas de grooves, beats e o jeito particular de James Brown fazer as coisas. Imprescindível.

My Secret World: The Story of Sarah Records
(Documentário de Lucy Dawkins, Reino Unido, 2014, 112 minutos)

Clare Wadd tinha 16 anos e fazia um dos fanzines mais legais de Bristol. Matt Haynes, um pouco mais velho, circulava por ambientes cool e também fazia o zine mais cultuado da cidade.

Um dia, eles se conheceram, se apaixonam e passaram a morar juntos. Assim nasceu Sarah Records, uma delicatessen Indie com um toque muito artesanal.

Produzindo os artistas novatos, os dois começaram lançando singles com um cuidadoso projeto gráfico, fazendo a própria distribuição e o relacionamento com os fãs.

Um sonho Indie que durou 100 lançamentos e que deixou muita gente com saudades. Inclusive seus detratores.

Nas: Time Is Illmatic
(Documentário de One9, EUA, 2014, 75 minutos)

Illmatic, de 1994, é o primeiro álbum do rapper Nas. Considerado por muitos uma obra-prima, o disco teve um processo complicado de composição e produção, mas rendeu a ele um grande respeito no meio artístico.

Filho de um Jazzman que viveu na estrada e ausente da família, Nas cresceu no subúrbio, mas recebeu uma educação diferenciada.

Aqui, ele conta sua trajetória como artista, as dificuldades de sua infância, a fuga através dos livros e a determinação de demonstrar seu talento.

Erykah Badu, Pharrell Williams, Alicia Keys, Busta Rhymes entre muitos outros, lembram o impacto de Illmatic em suas vidas.

Paco de Lucía: La Búsqueda
(Documentário de Curro Sánchez, Sérvia, 2015, 95 minutos)

Quem viu Paco de Lucia tocar não se esquece. Um dos maiores nomes da Guitarra Flamenca de todos os tempos, Paco transformou o gênero e o levou aos palcos mais importantes do mundo.

Dono de um talento descomunal, o músico sempre procurou se superar. Primeiro com a técnica apurada de tocar. Depois, como compositor, e finalmente como improvisador. Assim, Paco conseguiu ser seu maior adversário.

Através de uma série de entrevistas, Paco de Lucía conta a seu filho, o diretor do filme, Curro Sánchez, sua trajetória, desafios e a eterna busca pela perfeição.

60 anos de carreira contados de pai para filho, agora entram para a eternidade.

Salad Days: A Decade Of Punk In Washington, DC (1980-90)
(Documentário de Scott Crawford, EUA, 2014, 90 minutos)

A cena Punk-Hardcore de Washington DC contada por seus protagonistas!

Está tudo aqui: a chegada da onda Punk, a evolução do Hardcore, o nascimento da Dischord Records, o surgimento de Minor Threat, Fugazi, Bad Brains, a cultura Straightedge, entre outras coisas.

Na capital dos Estados Unidos, um grupo de jovens assume o Punk Rock como opção de vida e estabelece um código ético para tratar com fãs e indústrias musical e de entretenimento.

Revolução à base de guitarras distorcidas e consciência política-social. Um capítulo da história da cultura Pop pouco conhecido, mas que estabeleceu um divisor de águas no Establishment musical.

Spandau Ballet: Soul Boys of the Western World
(Documentário de George Hencken, Reino Unido, 2014, 106 minutos)

A banda inglesa Spandau Ballet apareceu nos anos 1980 com seu Rock Pop comportado e classudo. Era o auge do gênero New Romantic, um subgênero da New Wave que se caracteriza pela música dançante e um peculiar estilo de vestir, enchendo as pistas em qualquer discoteca.

Antes disso, muita coisa aconteceu. Obcecados pela fama, a banda trabalhou duro até chegar ao sucesso e depois acabou se afogando na própria fama.

Na preparação de sua turnê de reunião, a banda relembra sua história, lava a roupa suja, sacode a poeira e olha para futuro.

Um retrato em primeiro plano de uma das bandas mais queridas das FMs.

Sumé: The Sound of a Revolution
(Documentário de Inuk Silis Hoegh, Groenlândia, 2014, 74 minutos)

Existem revoluções que não chegam facilmente aos nossos ouvidos. Como a de um grupo de jovens da Groenlândia que foi estudar na Dinamarca no início dos anos 1970.

Lá, montaram uma banda de Rock e foram os primeiros a fazer isso em seu idioma materno, o groenlandês.

Com suas letras reivindicativas, o grupo fez sucesso rapidamente em seu país natal, gerando um movimento que acabou conquistando para a Groenlândia o direito de ter seu próprio parlamento depois de mais 250 anos de colonização dinamarquesa.

Com apenas 3 álbuns gravados, Sumé provou que sua identidade cultural pode servir de inspiração para novas gerações.

Super Duper Alice Cooper
(Documentário de Reginald Harkema, Scot McFadyen e Sam Dunn, Canadá, 2014, 87 minutos)

Vincent Damon Furnier é conhecido mundialmente como Alice Cooper, um pioneiro do Show Horror no gênero.

Mas qual é a linha que separa Vincent, o Vince, para os amigos, do Rock Star Alice?

No início, em 1970, a banda Alice Cooper era formada por cinco membros, entre eles Vince. Com o tempo, Vince assume uma nova personalidade no palco e em pouco tempo passa a ser chamado de Alice Cooper.

O tempo passa e Vince passa a ser Alice Cooper 24 horas ao dia.

Muito dinheiro, ciúmes, brigas e excessos depois, os diretores Sam Dunn, Scot McFadyen e Reginald Harkema usam um vasto material de arquivo para revelar esse mito.

Taking The Dog For A Walk
(Documentário de Antoine Prum, Luxemburgo, Reino Unido, 2014, 128 minutos)

A cena de Música Improvisada na Inglaterra vista com rigor e muito humor.

Sem rotinas, sem partituras, sem líderes e sem regras, o pequeno grupo de músicos se encontra para trocar experiências e criar momentos musicais.

Com a ajuda do humorista Stewart Lee, o filme mostra a evolução do gênero dos anos 1960 até os dias de hoje. Lox Colhill, Derek Bailey, Eddie Prevost, entre outros, aparecem para manter um movimento "puro, intenso e desafiante".

"Se trata de aceitar o fracasso", dizem, mas também se trata de ruptura, libertação e igualdade.

The Case of The Three Sided Dream
(Documentário de Adam Kahan, Estados Unidos, 2014, 88 minutos)

Em 1971, o multi-instrumentista Rahsaan Roland Kirk aparece no programa The Ed Sullivan Show, com um verdadeiro dream team, que incluía Charles Mingus no baixo, Roy Haynes na bateria e Archie Shepp no sax. Durante a entrevista, ele declara que a “black classical music” - o Jazz - tinha chegado para ficar.

Rahsaan era um evento por si só. Cego, tocava até três saxofones ao mesmo tempo e guardava inúmeros instrumentos no sobretudo que utilizava durante suas apresentações, sempre espetaculares.

O diretor Adam Kahan mergulha no universo dos sonhos de Rashaan, sonhos que eram sua fonte de inspiração.

The Damned: Don't You Wish That We Were Dead
(Documentário de Wes, Orshoski, EUA, 2015, 110 minutos)

A banda inglesa The Damned é uma referência no Punk Rock.

Em 1976 lançaram "New Rose", o primeiro single do Punk inglês, e foram os primeiros de sua geração a cruzarem o Atlântico. Gravaram grandes discos, ganharam o respeito de fãs e críticos, mas não alcançaram grande popularidade.

Wes Orshoski, diretor de "Lemmy", conta a história da banda, suas desavenças, sucessos, e traz os motivos que levaram The Damned à categoria de grupo de culto.

Para falar deles, Chrissie Hynde, Mick Jones, Lemmy, membros do Pink Floyd, Black Flag, Guns' N' Roses , Sex Pistols, Blondie, Buzzcocks e muitos mais.

Um filme fundamental para os fãs e imprescindível para quem não conhece.

The Death & Resurrection Show
(Documentário de Shaun Pettigrew, Nova Zelândia, Reino Unido, 2014, 150 minutos)

Paul Ferguson e Jaz Coleman se uniram por "repulsão mútua" e amor ao Ocultismo. Assim nasceu Killing Joke, um dos nomes mais marcantes do Post-Punk e uma das lendas mais cultuadas das últimas décadas.

Com canções que faziam alusão a rituais obscuros e transformando seus shows em sessões espirituais, a banda rapidamente influenciou várias gerações.

The Death & Resurrection Show é um documentário à altura dessa lenda. Com rico material de arquivo, os depoimentos de seus integrantes e uma inquietante entrevista de Jaz, fazem deste filme uma homenagem à loucura, à traição e ao Rock'n'Roll.

The Possibilities Are Endless
(Documentário de James Hall, Edward Lovelace, Reino Unido, 2014, 83 minutos)

Edwyn Collins foi o líder da banda escocesa The Orange Juice. Com alguns hits emplacados nas listas britânicas, casado e vivendo uma vida confortável, um dia ele sofre um derrame hemorrágico.

A partir de então Edwyn não consegue se comunicar. Seu cérebro falha e sua coordenação motora fica muito afetada. Fechado em seu mundo, o músico e sua esposa iniciam uma cruzada que ele se reestabeleça.

Aclamado pela crítica britânica como um dos grandes documentários musicais de 2014, The Possibilities are Endless é um mergulho profundo nesse novo mundo de Edwyn, e em sua luta para se recuperar e levar uma vida normal.

Theory of Obscurity a Film About The Residents
(Documentário de Dan Hardy Jr., EUA, 2015, 87 minutos)

The Residents é o anti grupo de Rock mais destacado de todos os tempos.

Formada em 1966, a banda é muito mais que uma formação musical. Seus membros nunca deram a cara ou entrevistas. Fantasiados, eles só se comunicam através de um porta-voz e diz que o filósofo N. Senada (de quem nunca ninguém ouviu falar) é seu mentor e criador da Teoria da Obscuridade, que dita, entre outras coisas, que a arte só é pura quando seu criador é anônimo.

O filme é um presente para os fãs viverem de perto o universo do The Residents e uma grande oportunidade para quem vai entrar pela primeira vez nesse mundo multimídia e cheio de criatividade.

Un Lloc on Caure Mort
(Miguel Ángel Blanca , Raúl Cuevas, Espanha, 2014, 65 minutos)

Càndid é um Punk Rocker catalão, líder da banda Autodestrucció. Com mais de 30anos, Càndid está casado, tem mulher, 2 filhos, trabalha numa escola infantil mas ainda acredita cegamente em todos os tópicos do Punk: rebeldia, drogas, gritos contra o sistema e a ilusão de mudar o mundo com sua música.

Entre baseados, anfetaminas, cervejas, guitarras distorcidas e o trato com as crianças, ele leva sua vida sonhando com o estrelato e mudanças radicais.

Um retrato cru sobre o envelhecimento, as relações pessoais e o entorno das pequenas comunidades.

Vencedor do In-Edit 2014 de Barcelona

We Don't Make You Dance
(Documentário de Lucy Kostelanetz, EUA, 2013, 95 minutos)

A banda Miller, Miller, Miller & Sloan nunca chegou a fazer sucesso. Na verdade, os integrantes nunca encontraram um estilo musical que realmente os satisfizesse.

Adolescentes, eles ensaiavam e procuravam seus caminhos. Acabaram gravando somente algumas canções.

Quase 30 anos depois, a diretora Lucy Kostelanetz - amiga de infância da banda - decide recuperar as gravações que fez do grupo no início dos anos 1980 e terminar o documentário que se propôs a fazer na época.

Um retrato sincero do sonho adolescente de ser Pop Star e a dura realidade do mundo adulto.

HOMENAGEM MURRAY LERNER

Blue Wild Angel: Jimi Hendrix Live at the Isle of Wight 1970
(Documentário de Murray Lerner, EUA, 1991, 56 minutos)

Duas semanas antes morrer, no dia 31 de agosto de 1970, Jimi Hendrix fez seu último show na Inglaterra.

Fechando o Isle of Wight Festival, o guitarrista subiu ao palco junto com Mitch Mitchell (bateria) e Billy Cox (baixo) para outra atuação destruidora.

Começando com "God Save The Queen", o hino do Reino Unido, seguindo com "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" a banda entra no universo de Hendrix para fazer um set list poderoso como era habitual.

Neste filme de Murray Lerner, vemos essa despedida de Jimi Hendrix do país que lhe converteu em mito.

Festival!
(Documentário de Murray Lerner, EUA, 1967, 95 minutos)

Antes que os festivais de música se tornassem um grande negócio, o Newport Folk Festival já reunia suas estrelas para celebrar seu amor pelo gênero.

Murray Lerner filmou as edições de 1963, 1964 e 1965 do Festival e as converteu em longa-metragem, um projeto muito ambicioso para época.

O resultado são apresentações lendárias nomes como Johnny Cash, Joan Baez, Pete Seeger, Peter, Paul & Mary, Howlin' Wolf e muitos outros além do depoimento de quem estava ali. Também há registro da grande vaia para Bob Dylan, tocando pela primeira vez uma guitarra elétrica.

Filme indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 1967.

From Mao to Mozart: Isaac Stern in China
(Documentário de Murray Lerner, EUA, 1981, 84 minutos)

Prêmios: Vencedor de Oscar de Melhor Documentário (1981)

No final dos anos 1970, o violinista Isaac Stern foi convidado para tocar com a Orquestra Sinfônica Nacional da China dirigida na época por Li Delun. Uma maneira diplomática de começar a reduzir as distancias culturais dois gigantes mundiais.

Nesta viagem, Murray Lerner acompanhou o músico em diferentes ocasiões registrando tudo com olhar atento. Ensaios, conversas, visitas, o contato com alunos chineses; momentos cheios de sutilezas e que garantiram ao diretor o Oscar de Documentário em 1981.

Disciplina oriental e a delicadeza dos mestres para exaltar a obra de Mozart.

Listening to You: The Who at the Isle of Wight 1970
(Documentário de Murray Lerner, Reino Unido, 1998, 85 minutos)

Em 1970 a banda inglesa de The Who estava no seu auge. Depois de ter gravado a Ópera Rock Tommy em 1969 e triunfado no festival de Woodstock, o grupo chega ao verão do ano seguinte em plena forma.

Neste show completo, Pete Townshend, Keith Moon, Roger Daltrey e John Entwistle (trajando com seu memorável de macacão de esqueleto) apresentam um Set cheio de energia e atitude, onde não faltam clássicos e volume.

Um espetáculo poderoso que não deixa ninguém indiferente, hoje transformado em documento histórico.

The Other Side of the Mirror: Bob Dylan at the Newport Folk Festival
(Documentário de Murray Lerner, Reino Unido, 2007, 83 minutos)

Murray Lerner filmou várias edições do Newport Folk Festival durante os anos 1960.

Entre 1963 e 1965, uma estrela foi ganhando cada vez mais força e chamando a atenção de todos: Bob Dylan.

A cada ano, suas apresentações eram mais esperadas, enquanto ele se transformava em um dos principais porta-vozes de sua geração.

Em The Other Side of the Mirror podemos acompanhar a evolução de Dylan como músico e como figura pública durante esses anos. Das canções tradicionais à grande polêmica pela utilização da guitarra elétrica, a lenda de Dylan alcançava seu auge.

FILMES NACIONAIS

MOSTRA COMPETITIVA

Eu Sou Carlos Imperial
(Documentário de Renato Terra e Ricardo Calil, Brasil, 2014, 90 minutos)

Cafajeste, machão, ladrão de direitos autorais. Gênio, descobridor de talentos, visionário. O que não faltam a Carlos Imperial são adjetivos.

Imperial criou programas de televisão, foi um dos pioneiros do Rock'n'Roll no Brasil, compôs grandes sucessos, lançou as carreiras de Roberto Carlos, Elis Regina, Wilson Simonal, Ronnie Von, entre outros.

Mas o que Carlos Imperial fez mesmo, foi marcar uma época. Com seu estilo assumidamente cafajeste ele rompia os moldes da "caretice" da época com um discurso que, hoje, lhe renderia - merecidamente - mais de um processo judicial.

Um personagem fundamental para entender o mundo do entretenimento no Brasil.

My Name is Now, Elza Soares
(Documentário de Elizabete Martins Campos, Brasil, 2014, 71 minutos)

Quem nunca se rendeu aos encantos musicais de Elza Soares?

De voz inconfundível, swing desconcertante e personalidade desbocada, Elza tem um lugar de destaque entre os gigantes da música brasileira.

Para entender o personagem, a diretora Elizabete Martins Campos apresenta este documentário-ensaio sobre a cantora e seu universo.
Cara a cara com o espelho, Elza mostra seus pensamentos sobre a música, o público, suas feridas, suas frustrações, seus desafios, a vida, a pobreza e principalmente a tristeza.

Um retrato visceral, lúcido, forte e sincero. Como a própria Elza Soares.

Premê - Quase Lindo
(Documentário de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes, Brasil, 2015, 70 minutos)

O Premeditando O Breque está há 40 anos na estrada. Mesmo sem ter grande aceitação no rádio, ou chegar a ter um sucesso estrondoso entre o grande público, o Premê (como conhecido mais tarde) ganhou fãs e o respeito da classe artística com suas canções bem-humoradas.

Neste documentário de Danilo Moraes e Alexandre Sorriso, conhecemos a trajetória do grupo através de um riquíssimo material de arquivo. O início da Escola de Comunicação e Arte, na USP, os tempos no Lira Paulistana, o estouro de "São Paulo, São Paulo", suas tiradas geniais e todos os elementos que fizeram do Premê uma referência na Vanguarda Paulista estão aqui.

Samba e Jazz
(Documentário de Jefferson Mello, Brasil, 2014, 86 minutos)

O paralelismo entre o Samba do Rio de Janeiro e o Jazz de New Orleans vistos através do carnaval.
Unidos pela ancestralidade, pelo swing, pela fantasia e pela festa, o Carnaval e o Mardi Gras se encontraram em muitas vertentes, exceto na geográfica.

Conduzido entre as duas margens, o filme junta Escola De Samba e Big Band, Candomblé e Vudu; Samba e Jazz.

A similaridade entre os dois lados é evidente, seja na ansiedade da preparação ou no respeito às tradições, a folia sempre se repete.

Yorimatã
(Documentário de Rafael Saar, Brasil, 2014, 116 minutos)

Luli e Lucina formaram uma das duplas mais criativas e talentosas da música popular no Brasil.
Autoras de centenas de canções, gravadas por Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Tetê Espíndola, Nana Caymmi entre muitos outros, as duas viveram juntas muitos anos e compartilharam tudo. Inclusive o marido, o fotógrafo Luis Fernando Fonseca.

Com ele, elas formaram uma família e passaram a compor num sítio longe da cidade. Fazendo raras apresentações, as duas criavam e pesquisavam a música brasileira em diversas vertentes.

Aqui conhecemos melhor esta relação musical que rendeu frutos incríveis: lindas canções, belos filhos e uma amizade duradoura.

PANORAMA BRASIL

Guardiões do Samba
(Documentário de Eric e Marc Belhassen, Brasil, 2014, 80 minutos)

Uma homenagem aos grandes nomes do Samba do Rio de Janeiro, eternizando o talento e a dedicação de quem fez do gênero uma referência na cultura brasileira.

Monarco, Xangô da Mangueira, Walter Alfaiate, Ney Lopes, entre outros, contam sua trajetória e suas histórias.

Filmado em 2005, o documentário esteve "engavetado" durante vários anos. Após a morte de alguns dos personagens, o filme foi resgatado em 2013 para finalização, com a missão de honrar a memória de nomes lendários da nossa música.

Uma oportunidade de passar a limpo uma das correntes musicais mais autênticas do último século.

Jogo de Corpo. Capoeira e Ancestralidade
(Documentário de Matthias Röhrig Assunção, Richard Pakleppa e Cinésio Feliciano, Brasil/Africa do Sul/Reino Unido, 2013, 87 minutos)

O filme leva o mestre capoeirista Cobra Mansa à Angola para que ele conheça a ancestralidade de sua arte e de seu povo.

Entre os nativos, Cobra Mansa encontra muitos elementos que ligam as duas margens do Oceano Atlântico, entre eles, o Engolo, uma forma muito similar de luta-brincadeira, mas jogada com as mãos.

Jogos de combate, música, dança, convivência e autoconhecimento conectam o Brasil e a África desde os tempos da escravidão em uma coprodução entre o Brasil, o Reino Unido e a África do Sul.

Matança
(Documentário de Maria Mazzilo Costa, Brasil, 2014, 70 minutos)

No município de Matinha (MA), a festa de São João é comemorada com grande dedicação.
Para mostrar esse fenômeno, a diretora e pesquisadora Maria Mazzillo Costa acompanhou a agremiação do Bumba-Meu-Boi Flor de Matinha para mostrar os detalhes da Matança. Uma festa que dura uma noite e um dia e que reúne todos os seus habitantes.

Sem entrevistas, locução ou qualquer tipo de intervenção, o filme se limita a mostrar todas as fases da celebração, da preparação à completa destruição.

Uma viagem ao Brasil profundo para conhecer uma de nossas festas mais emblemáticas.

Samba Lumière
(Documentário de Pedro Abib, Brasil, 2014, 52 minutos)

Não é de hoje que a França demonstra grande interesse pelo nosso Samba. Desde a primeira metade do século passado, muitos discos foram lançados no mercado francês enquanto artistas brasileiros fazem constantemente apresentações pelo país.

Para explicar todo esse amor estrangeiro pelo samba, Samba Lumière revira os arquivos e mostra a cena do Samba local ao longo dos anos.

Juntando imigrantes brasileiros e músicos locais, as rodas destilam clássicos do gênero, unem gerações, matam a saudade e emocionam. Como em qualquer boteco do Rio de Janeiro.

Sete Corações
(Documentário de Dea Ferraz, Brasil, 2014, 97 minutos)

Para homenagear e eternizar uma geração do Frevo, sete mestres do gênero recebem um desafio: compor juntos uma peça musical para o próximo Carnaval do Recife.

José Menezes, Nunes, Clóvis Pereira, Guedes Peixoto, Duda, Ademir Araújo e Edson Rodrigues se reúnem, num verdadeiro Dream Team pernambucano, para trabalhar e exercer a amizade.

Acompanhando os personagens, o filme retrata uma experiência vital para todos os envolvidos, além do nascimento de um novo clássico do Frevo.

Um trabalho em equipe para imortalizar esses sete talentos.

Sintonizah
(Documentário de Lecuk Ishida e Willy Biondani, Brasil, 2015, 54 minutos)

A conexão entre o São Luiz (MA) e a Jamaica através do Reggae, chegou pelo ar.

Situada geograficamente próxima ao Caribe, a capital maranhense recebia pelas ondas do rádio as novidades do gênero e acabou incorporando o ritmo a seu cotidiano.

Para contar essa história, os diretores Lecuk Ishida e Willy Biondani falaram com integrantes da banda Tribo de Jah, o professor Tarcisio Selektah, DJ Serralheiro, Stranger Cole, Lone Ranger, Caurl Lauder, Fauzi Beydoun, entre muitos outros.

Um filme que busca as raízes de um fenômeno que hoje move milhares de fãs locais e de muito longe.

Última Chamada
(Documentário de Ruth Slinger, Brasil, 2014, 80 minutos)

No final dos anos 1990 já se vislumbrava o que viria a ser o século seguinte: a democratização dos PCs, a chegada da internet, o fim da Guerra Fria, a popularização das drogas sintéticas e a trilha sonora de tudo isso, o Techno.

Ruth Slinger viveu esses anos em Nova York e decidiu voltar para a cidade e revirar seu arquivo pessoal, relembrar aqueles anos e repensar o que foi tudo aquilo.

Com um olhar pessoal, o filme tem foco na cena da música eletrônica local, mas revela conceitos muito mais amplos. Comportamento, consciência social, moda e estilo de vida figuram entre os devaneios dos entrevistados em busca de novas respostas.

Zirig Dum Brasília - A Arte e o Sonho de Renato Matos
(Documentário de André Luiz Oliveira, Brasil, 2014, 76 minutos)

Pintor, escultor, ator de teatro, estrela de cinema, poeta, escritor, músico, compositor, inventor de instrumentos musicais, pesquisador, Renato Matos não pára nunca.

Baiano radicado em Brasília desde a década de 1970, este artista multidisciplinar tem muito o que falar e mostrar. Neste retrato realizado pelo diretor André Luiz Oliveira, podemos conhecer um pouco de sua obra e de sua visão de mundo particular.

Longe dos holofotes da fama, Renato cria constantemente em busca de sua identidade artística.

BRASIL.DOC

É o Fluxo
(Documentário de Roberto Camargos e João Augusto, Brasil, 2014, 57 minutos)

Quem diria que havia uma forte cena Funk Carioca em Uberlândia?

Interessados em conhecer e revelar esse "fluxo" que vive no subúrbio da cidade, os historiadores Roberto Camargo e João Augusto Neves foram conhecer esse movimento.

Apesar das semelhanças estética e musical com o Rio de Janeiro, vemos aqui um discurso maduro e com consciência comunitária. Um grupo de jovens consome e produz Funk, organiza eventos, sonha com uma vida melhor e cria espaços de lazer, trabalho e encontros sociais.

Com uma pitada de ficção, o filme fala sobre música, apropriação cultural, vida periférica, identidade e preconceito.

Racionais MC's - 25 Anos no Movimento
(Documentário de Bia Bem, Brasil, 2014, 80 minutos)

A banda paulistana de Hip Hop Racionais MC's é sem dúvida um dos maiores expoentes da cultura negra no Brasil.

Porta-vozes de uma ampla faixa da sociedade, "os quatro pretos mais perigosos do país" levam mais de 25 anos na estrada mudando consciências e alertando seus fãs sobre as arapucas do sistema.

Neste TCC, Bia Bem faz um retrato do quarteto entrevistando o entorno mais próximo da banda, que não concede entrevistas nem autoriza biografias.

Oitenta minutos para mergulhar no universo dos Racionais MC's e se deixar levar.

Reverberações - Itamar Assumpção
(Documentário de Claudia Pucci e Pedro Colombo, Brasil, 2014, 61 minutos)

Não é só a música de Itamar Assumpção que continua reverberando. Através de seu discurso atemporal e sua música vanguardista, Itamar Assumpção ainda inspira novas gerações.

Neste TCC, Cláudia Pucci e Pedro Colombo circulam pelo universo do músico (falecido em 2003) para evocar seu talento, suas convicções e também suas provocações.

Alice Ruiz, Ná Ozzetti, Suzana Salles, Alzira E, Paulo Lepetit, Luiz Chagas, Tata Fernandes, Clara Bastos e Anelis Assumpção relembram o Nego Dito e seu pensamento.

Todo Mundo Dança
(Documentário de Ruth Slinger, Brasil, 2014, 70 minutos)

Ruth Slinger disserta sobre a necessidade de termos de dançar, através do depoimento de especialistas no corpo, na mente e no som.

Neurologistas, antropólogos, fisioterapeutas, músicos, produtores, dançarinos, filósofos, entre outros, falam de como o ser humano reage ao som, ao ritmo e à melodia .

Para a diretora, o ponto de partida é claro: "Se é mesmo necessário ir a algum lugar, por que não se divertir no percurso?".

CURTAS

Araca - O Samba em Pessoa
(Documentário de Aleques Eiterer, Brasil, 2014, 20 minutos)

Aracy de Almeida faz parte inconsciente coletivo do brasileiro. O personagem que encarnou junto a Silvio Santos ficou na memória de todos mas escondeu o que ela sempre foi: uma sambista de primeira.

Parceira de Noel Rosa na música e na birita, Araca, como era conhecida pelos amigos, cantou e gravou com grandes nomes do Samba. Neste filme de Aleques Eiterer podemos conhecer o carisma desse personagem sem igual.

Fabrik Funk
(Documentário de Alexandrine Boudreault-Fournier, Rose Satiko Gitirana Hikiji, Sylvia Caiuby Novaes, Brasil/Canadá, 2014, 24 minutos)

Entre o documentário e a ficção, o filme mostra como a MC Negaly produz sua primeira canção. Dos escritórios de telemarketing ao estúdio de gravação, o filme registra essa passagem.

Iburi: Trompete dos Ticuna
(Documentário de Edson Matarezio, Brasil, 2014, 14 minutos)

O processo de construção e execução do trompete Iburi é um dos rituais mais importantes para a tribo dos índios Ticuna.

O instrumento é utilizado na cerimônia que celebra a primeira menstruação de iniciação feminina na Festa da Moça Nova e não pode ser visto por mulheres e crianças.

Neste filme, vemos a preparação do Iburi e a história de To’oena, a “primeira moça nova” que, no tempo do mito, quebrou este tabu e pagou com a própria vida.

O Terno - Classic Album
(Mockumentary de Felipe Arrojo Poroger, Brasil, 2014, 8 minutos)

Mockumentary é um gênero cinematográfico muito peculiar. O termo vem das junção das palavras Mock (burla) e Documentary (documentário) e deixa claro suas intenções.

Simulando situações que poderiam ser reais mas evidentemente são falsas, o grupo paulistano O Terno aparece aqui no famoso programa Classic Albums, da televisão inglesa BBC 4.

Uma sátira divertida que coloca a banda na história da humanidade.

Samba é Madeira
(Documentário de Fernanda Vogas, Xavier Monreal, Brasil, 2014, 1 minuto)

Usando apenas imagens de carpintaria, os diretores Xavier Monreal e Fernanda Vogas fazem uma edição especial para fazer um samba com imagens. O resultado é um curta-metragem dinâmico.

Toque de Samba
(Documentário de Mariana Tavares, Vannessa Resende, Brasil, 2014, 15 minutos)

Três senhoras decidem realizar seu sonho: cantar, dançar e participar em escolas de Samba.

Os sonhos não têm idade. Dionysia Moreira começou a cantar e gravou seu primeiro CD aos 82 anos; a costureira Cici, responsável pelos figurinos do Bloco de Carnaval 'Recordar é Viver' e Nair (94 anos) que foi babá de 40 crianças e sai como destaque do Bloco todos os anos, se encontraram para celebrar a vida e a música.

Tum Tum - Som de Batuque
(Documentário de Bruno Martins, Brasil, 2014, 3 minutos)

André Luiz é um cara especial. Deficiente auditivo, ele sente a música no corpo e toca percussão em uma banda em Salvador (BA). Fascinado pela emoção gerada pela música, agora ele quer viver disso profissionalmente.

ESPECIAL

Sem Dentes - O Banguela Records e a Turma de 1994
(Documentário de Ricardo Alexandre, Brasil, 2015, 121 minutos)

A história do selo Banguela Records é uma das mais estranhas do Rock brasileiro.

Liderado por Carlos Eduardo Miranda e financiado pelos Titãs, o selo lançou alguns dos nomes mais importantes dos últimos anos como Raimundos, Mundo Livre S/A, Little Quail & The Mad Birds, Maskavo Roots, entre outros.

Ricardo Alexandre dirige o filme, onde Dado Villa Lobos, Nando Reis, Charles Gavin, Samuel Rosa, Gastão Moreira e todos os implicados relembram os fatos através de novas perspectivas, soltam o verbo e entregam todo mundo.

Uma celebração em grande estilo desse grande ícone dos anos 1990.

saibamais 600 pixels In Edit leva melhor do documentário musical a SP e Salvador

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DOC Futura tem inscrições abertas para projetos de documentários

doc futura 218x300 DOC Futura tem inscrições abertas para projetos de documentáriosVão até sexta (3) as inscrições para o 6º DOC Futura, processo de seleção que vai escolher um projeto de documentário de 52 minutos para coprodução e exibição no canal Futura.

O vencedor receberá até R$ 140 mil para custear todas as etapas de realização.

A defesa oral dos projetos (pitching) acontecerá em 14 de agosto, no Rio de Janeiro.

A divulgação do vencedor será no dia 17 de agosto.

Mais informações no site do canal Futura.

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Vilanova Artigas: O Arquiteto e a Luz – documentário de Laura Artigas e Pedro Gorski

Vilanova Artigas divulgacao Vilanova Artigas: O Arquiteto e a Luz – documentário de Laura Artigas e Pedro Gorski

Edifício Louveira, uma das obras mais conhecidas de Vilanova Artigas (Foto: Divulgação)

Ah, a arquitetura. Num país de cidades tão brutais, de minhocões e condomínios murados, existe espaço para a boa arquitetura? Menos do que seria desejável, é verdade, mas existe. Vilanova Artigas: O Arquiteto e a Luz, documentário de Laura Artigas e Pedro Gorski, é uma celebração ao profissional do título em seu centenário de nascimento. Mas é também uma louvação à importância da arquitetura e do arquiteto, carreira que Artigas ajudou a forjar no Brasil.

Um dos principais arquitetos brasileiros do século 20, João Batista Vilanova Artigas é autor de obras icônicas, como o Estádio do Morumbi, o Edifício Louveira, na Praça Vilaboim, e o prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Menos conhecidas do público em geral, mas igualmente fascinantes, são as residências, conjuntos habitacionais e prédios públicos que construiu. A generosidade com que banha suas obras de luz natural – vide as claraboias da FAU – e a preocupação da integração da construção com a cidade – vide os jardins do Louveira – são algumas de suas marcas principais.

Mas o filme mostra também outros lados de Artigas. O de ativista político do Partido Comunista do Brasil e o de pensador e professor de arquitetura – todas essas facetas muito articuladas. Formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, Artigas foi um dos fundadores da FAU, em 1948. Nos anos 60, patrocinou uma reforma do currículo que remodelou o curso.

Com a ditadura, foi preso, saiu do país e acabou aposentado compulsoriamente. Seus laços com a FAU só seriam retomados depois da Abertura de 1979, mas de forma bem esquisita. A faculdade lhe negou titulação e ele foi obrigado a voltar na função de auxiliar de ensino. Em 1984, teve então de se submeter a uma banca para ganhar o que todo metro cúbico de concreto daquele prédio da FAU sabia que lhe era de direito: o título de professor titular em arquitetura.

O documentário faz parte de uma grande programação em homenagem ao centenário de nascimento de arquiteto, que inclui a exposição Ocupação Vilanova Artigas, no Itaú Cultural de São Paulo, e o lançamento de livros.

Vilanova Artigas: O Arquiteto e a Luz

Brasil, 2015. 93 minutos.

Direção: Laura Artigas e Pedro Gorski. Roteiro: Laura Artigas. Montagem: Fernando Honesko. Direção de fotografia: Zé Mario Fontoura. Produção executiva: Gal Buitoni. Produção: Gal Buitoni e Luiz Ferraz. Consultoria de criação: Marcelo Machado. Coordenação de pesquisa: Rosa Artigas. Pesquisa de arquivo: Camila Camargo. Assistente de edição e editor de web: Pedro Vainer.

Estreia no circuito comercial de cinemas (São Paulo, Rio, Salvador, Curitiba e Brasília): 25/6/2015. Classificação indicativa: livre.

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(Por Marcelo Bauer)

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Bikes vs. Carros – Documentário de Fredrik Gertten

BIKESvsCARS 16 Bikes vs. Carros – Documentário de Fredrik Gertten

Cena de Bikes vs. Cars, documentário de Fredrik Gertten (Foto: Divulgação)

Preste atenção no título do documentário de Fredrik Gertten que estreia nesta quinta (18) nos cinemas: Bikes vs. Carros. “Vs.” vem de versus, contrário, em oposição.

Não bastasse a divisão exacerbada entre "partido A" e "partido B", entre defensores da maioridade penal na idade X ou idade Y, agora temos mais esta: ou você é do partido da bike ou é do partido dos carros. Está preparado para mais uma briga na sua vida?

Diante dessa premissa, o que acontece no filme é uma grande chuva no molhado. Em uma superprodução com gravações em diversos países – Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Canadá, entre outros –, todos falam mais ou menos a mesma coisa: como é difícil conviver com os engarrafamentos, como os carros poluem nossas cidades e não são a solução para a mobilidade urbana, como a bicicleta promove uma interação maior dos indivíduos com as cidades.

Os adeptos das bicicletas são mostrados como pessoas sensíveis, que têm borboletas nos jardins de suas casas e montam caixinhas de grama para apoiar os pés enquanto trabalham descalços no home office. Os defensores dos carros são pessoas caricatas, adoradores quase messiânicos da igreja das quatro rodas, ou políticos com interesses escusos.

E por que chegamos a esta situação de catástrofe urbanística? Para o documentário, a causa principal é o forte lobby das indústrias automobilística e de petróleo. São elas que patrocinam os grandes partidos políticos, que retribuem priorizando obras de viadutos a ciclovias, ou evitando a aprovação de leis de controle de poluição mais rigorosas.

Como o tema do filme é a bicicleta e seu confronto com o carro, fica parecendo que a solução, simplista, seria mais ou menos copiar a cultura armish e abolir o transporte individual a motor. Mas boa parte dos estudiosos considera que o ponto focal da mobilidade urbana é o transporte público coletivo (sempre que possível por trilhos) e a ênfase na intermodalidade, ou seja, a integração de diversos meios. A bicicleta tem um papel importante nessa equação – e é fundamental que ganhe cada vez mais força – mas não é a resposta para todos os males.

Seria razoável supor que, num cenário hipotético de equilíbrio intermodal, o carro passe a ter um papel discreto, secundário, sendo reservado para poucas situações e usos específicos. Mas, apesar da coalisão armish-bikeativistas, parece que ele continuará existindo.

Bike vs. Carros faz parte de uma tendência cada vez mais comum nos cinemas que é a dos filmes de causa. São obras que partem de um engajamento de seus produtores a um tema (ou mesmo a uma religião ou linha política) e que são, por consequência, peças de propaganda. “Bikes vs. Carros não é só um filme, somos parte de um movimento global”, diz a página do projeto no Kickstarter, site de financiamento coletivo usado para levantar parte dos custos de produção.

Filmes de propaganda abusam de clichês e argumentos a seu favor, relevam ou ridicularizam os argumentos contrários. Em resumo, parecem horário eleitoral gratuito. Só que você paga o ingresso do cinema.

Bikes vs. Carros

Suécia, 2015. 90 minutos.

Direção: Fredrik Gertten. Montagem: Benjamin Binderup. Diretores de fotografia: Janice D’Avila e Kiki Allegier.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 18/6/2015. Classificação indicativa: a confirmar.

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(Por Marcelo Bauer)

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Projeto brasileiro é selecionado para o DocMontevideo

Oficio de Mae Projeto brasileiro é selecionado para o DocMontevideo

Ofício de Mãe, de Carolina Benjamin (Foto: Divulgação/DocMontevideo)

O projeto de documentário Ofício de Mãe, de Carolina Benjamin, foi um dos selecionados para serem apresentados na sessão pública (pitching) do 6º DocMontevideo, evento que ocorre na capital uruguaia de 22 a 31 de julho.

Ofício de Mãe aborda a era das prisões políticas dos anos 1970 sob a visão de Iramaya Benjamin. Seus filhos, Cesar e Cid, líderes da luta armada contra a ditadura militar, foram presos, torturados e viveram no exílio. As cartas que ela trocava com sua amiga sueca Marianne Eyre, entre 1972 e 2008, serão o centro da narrativa. Mostram como o sofrimento foi mudando a visão de mundo de Iramaya e fazendo com que ela despertasse para a política.

O filme será dirigido por Carolina Benjamin, neta de Iramaya. Ofício de Mãe também foi um dos vencedores no segundo concurso Histórias que Ficam, promovido pela Fundação CSN.

O DocMontevideo é um evento que tem a intenção de unir produtores independentes e emissoras de televisão. Promove treinamentos e aproxima os dois lados por meio da apresentação dos projetos no pitching e diversas outras atividades.

Mais informações e a lista completa de projetos selecionados no site do DocMontevideo.

saibamais 600 pixels Projeto brasileiro é selecionado para o DocMontevideo

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Cine Ceará começa dia 18 com 14 documentários em exibição

CineCeara 300x123 Cine Ceará começa dia 18 com 14 documentários em exibiçãoO Cine Ceará - Festival Ibero-Americano de Cinema divulgou a programação completa de sua 25ª edição, que acontece em Fortaleza de 18 a 24 de junho. Entre os filmes que serão exibidos, há 14 documentários, sendo 10 curtas e quatro longas-metragens.

Veja os documentários selecionados.

19/6 (SEXTA)

16h – Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco – Sala 2

Mostra Novo Cinema Espanhol

Ser e Voltar/Ser e Voltar, de Xacio Baño. Documentário. 13 minutos. Cor. Espanha, 2011. Classificação indicativa: livre.

Névoa/Lanbroa. Mikel Zataraín
, de Documentário. 5 minutos. Cor. Espanha, 2011. Classificação indicativa: livre.

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem

Choclo, de Caetano Gotardo. Documentário. 5 minutos. Cor. São Paulo, 2015. Classificação indicativa: 14 anos.

20/6 (SÁBADO)

14h – Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco – Sala 2

Mostra Olhar do Ceará

Onde Vivem os Monstros? , de Ythallo Rodrigues. Documentário Experimental. 10 minutos. Ceará, 2015. Classificação indicativa: 14 anos.

Alguns Páreos em Palermo, de Gabriel Silveira. Documentário. 15 minutos. Cor. Ceará, 2015. Classificação indicativa: livre.

16h – Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco – Sala 2

Mostra Novo Cinema Espanhol

Móveis Aldeguer/Muebles Aldeguer, de Irene M. Borrego. Documentário. 15 minutos. Espanha. 2015. Classificação indicativa: livre.

21/6 (DOMINGO)

16h – Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco – Sala 2

Mostra Novo Cinema Espanhol

Nem tudo é Vigília/No Todo es Vigilia, de Hermes Paralluelo. Documentário. 98 minutos. Cor. Espanha, 2014. Classificação indicativa: livre.

18h30 – Cine Teatro São Luiz

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem

Avenida Presidente Kennedy, de Adalberto Oliveira. Documentário. 16 minutos. Cor. Pernambuco, 2014. Classificação indicativa: 14 anos.

História de Abraim, de Otavio Cury. Documentário. 12 minutos. P&B. São Paulo, 2015. Classificação indicativa: livre.

Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem

Cordilheiras no Mar, de Geneton Moraes Neto. Documentário. 98 minutos. Cor. Brasil, 2015. Classificação indicativa: livre.

22/6 (SEGUNDA)

14h – Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco – Sala 2

Mostra Olhar do Ceará

Vailamideus, de Ticiana Augusto Lima. Documentário. 8 minutos. Cor. Ceará, 2014. Classificação indicativa: livre.

19h15 – CINE TEATRO SÃO LUIZ

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem

Virgindade, de Chico Lacerda. Documentário. 15 minutos. Cor. Pernambuco, 2014. Classificação indicativa: 14 anos.

23/6 (TERÇA)

16h – Cinema do Dragão do Mar – Fundação Joaquim Nabuco – Sala 2

Mostra Novo Cinema Espanhol

As mais macabras das vidas/Las más macabras de las vidas, de Kikol Grau. Documentário. 50 minutos. Cor. Espanha, 2014. Classificação indicativa: 18 anos.

Costa da Morte, de Lois Patiño. Documentário. 80 minutos. Cor. Espanha, 2013. Classificação indicativa: livre. Exibido na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Mais informações no site do Cine Ceará.

saibamais 600 pixels Cine Ceará começa dia 18 com 14 documentários em exibição

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Território do Brincar – Documentário de David Reeks e Renata Meirelles

Estreou nesta quinta (28) nos cinemas de São Paulo e do Rio o documentário Território do Brincar, de David Reeks e Renata Meirelles. A brincadeira das crianças é o centro da narrativa do filme – os adultos ficam de fora deste longa-metragem.

Veja o trailer.

Território do Brincar

Brasil, 2015.

Direção: David Reeks e Renata Meirelles. Produção: Estela Renner, Luana Lobo e Marcos Nisti. Produção executiva: Juliana Borges. Direção de fotografia: David Reeks. Roteiro: Clara Peltier e Renata Meirelles. Montagem: Marilia Moraes.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 28/5/2015. Classificação indicativa: livre.

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Brasília tem edição compacta do festival É Tudo Verdade 2015

A Paixao de JL E Tudo Verdade 2015 Divulgacao Brasília tem edição compacta do festival É Tudo Verdade 2015

Carlos Nader constrói o documentário A Paixão de JL a partir de fitas cassetes deixadas pelo artista plástico Leonilson (Foto: Divulgação)

E Tudo Verdade Brasília tem edição compacta do festival É Tudo Verdade 2015

O festival É Tudo Verdade 2015 chega nesta quarta (27) a Brasília, última etapa da mostra itinerante que já passou por Belo Horizonte e Santos (SP). Assim como nas duas  outras cidades, os brasilienses recebem uma versão reduzida do evento, com alguns dos principais filmes exibidos na mostra completa realizada no Rio e em São Paulo.

Entre os destaques está A Paixão de JL, de Carlos Nader, vencedor do festival na categoria de longas nacionais. O filme terá sessões nos dias 27 e 30.

Para a mostra de documentários internacionais, Brasília verá A França É Nossa Pátria, vencedor nessa categoria, nos dias 28 e 31. A homenagem a Orson Welles também faz parte da programação, com It’s All True – Baseado em Um Filme Inacabado de Orson Welles, documentário de Bill Krohn, Myron Meisel e Richard Wilson.

Veja a programação completa abaixo (clique para ampliar).

FOLDER ETUDOVERDADE 14.05 Brasília tem edição compacta do festival É Tudo Verdade 2015

Informações fornecidas pelos organizadores.

saibamais 600 pixels Brasília tem edição compacta do festival É Tudo Verdade 2015

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Cauby – Começaria Tudo Outra Vez – Documentário de Nelson Hoineff

cauby cauby 4 Cauby – Começaria Tudo Outra Vez – Documentário de Nelson Hoineff

Cauby - Começaria Tudo Outra Vez, documentário de Nelson Hoineff (Foto: Divulgação/Comalt)

Aos 84 anos, Cauby Peixoto sem dúvida merece um documentário em sua homenagem – e também faz jus ao título dado ao filme. Cauby – Começaria Tudo Outra Vez, de Nelson Honeiff, estreia nesta quinta (28) nos cinemas passando a limpo a carreira do intérprete, com ênfase em suas diversas reviravoltas.

Ele já cantou rock, mudou de nome para tentar a vida nos EUA, aderiu à bossa nova, foi ídolo de multidões, viveu momentos quase no ostracismo... É irônico (ou premonitório) ver que o filme entra em cartaz em mais uma desses momentos de virada. Depois de um mês internado, Cauby retomou nesta segunda (25) sua rotina de shows no Bar Brahma, em São Paulo.

O documentário registra um Cauby frágil, de fala e caminhar lentos. Segue uma rotina de shows intensa, mas apresenta-se sempre sentado no palco. A voz tomou um tom mais grave, de potência mais comedida, mas ainda única.

O filme traz longos trechos das apresentações musicais, muitas imagens de bastidores e poucos depoimentos de Cauby. Ele comenta sobre sua carreira e sua música, mas não se furta de falar da vida pessoal. Em um raro depoimento sobre o tema, conta que gostava de transar com garotos desde a adolescência, embora depois tenha tido também suas namoradas.

Falta, no entanto, uma amarração maior entre os números musicais e os depoimentos de Cauby, amigos e fãs. Alguns temas surgem e somem sem que digam a que vieram. Por exemplo, em determinado momento se inicia a história de uma ex-secretária particular que havia sido importante em sua vida. Duas ou três falinhas são dedicadas ao tema. Depois ele some do filme completamente.

O que ajuda a amarrar o passado e o presente é a história do garoto Tadeu, de 15 anos. Fã ardoroso, Tadeu aparece buscando novos discos para sua coleção, conversando com amigos sobre o ídolo e, finalmente, realizando o sonho de conhecer Cauby pessoalmente, durante um show no Rio de Janeiro.

Hoineff constrói tudo em tom menor e numa atmosfera intimista. Um claro contraste em relação a seus dois longas anteriores, Caro Francis (2009) e Alô, Alô, Terezinha! (2008), ambos verborrágicos e por vezes exagerados – como quando coloca ex-chacretes para dançar quase sem roupa até em praça pública.

Cauby – Começaria Tudo Outra Vez
Brasil, 2013. 90 minutos.

Direção: Nelson Hoineff. Direção de fotografia: Rafael Boccanera. Montagem: Rodrigo Pastore. Produção e pesquisa: Selma Regina. Produção executiva: Patrizia Landi.

Principais festivais: Festival do Rio 2013, 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, In-Edit.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 28/5/2015. Classificação indicativa: 12 anos.

Avaliação do BlogDoc: lente 15 Cauby – Começaria Tudo Outra Vez – Documentário de Nelson Hoineff lente 15 Cauby – Começaria Tudo Outra Vez – Documentário de Nelson Hoineff lente 15 Cauby – Começaria Tudo Outra Vez – Documentário de Nelson Hoineff

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(Por Marcelo Bauer)

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Os Últimos Cangaceiros – Documentário de Wolney Oliveira

Os Ultimos Cangaceiros Reproducao Facebook Os Últimos Cangaceiros – Documentário de Wolney Oliveira

Os Últimos Cangaceiros, de Wolney Oliveira (Foto: Reprodução/Facebook)

Estreia nesta quinta (28) nos cinemas o documentário Os Últimos Cangaceiros, de Wolney Oliveira. O filme tem como foco Durvinha e Moreno, que fizeram parte do bando de Lampião. Durante mais de meio século eles esconderam sua verdadeira identidade até dos próprios filhos. Viviam sob os nomes falsos de Jovina Maria da Conceição e José Antonio Souto.

A verdade só foi revelada quando Moreno, então com 95 anos, resolveu dividir com os filhos o peso das lembranças e reencontrar parentes vivos, entre eles seu primeiro filho.

Veja o trailer.

Os Últimos Cangaceiros
Brasil. 2011. 79 minutos.

Direção: Wolney Oliveira. Direção de fotografia e câmera: Eusélio Gadelha. Montagem: Mair Tavares e Daniel Garcia. Som direto: Danilo Carvalho. Edição de som: Simone Petrillo. Mixagem: Claudio Valdetaro. Trilha sonora: DJ Dolores. Animação gráfica: Patricia Chueke e Phil Canedo,Chapa Estúdio. Produção: Margarita Hernández.

Principais festivais: 8° Amazonas International Film Festival (2011): menção especial do júri. 33° Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, Cuba (2011): dois prêmios. DocsDF - Festival de Documentários da Cidade do México (2012): melhor longa-metragem ibero-americano. RECine - Festival Internacional de Cinema de Arquivo (2012): dois prêmios.

Estreia no circuito comercial de cinemas: 28/5/2015. Classificação indicativa: 14 anos. 

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