A flor e a floresta

26 Margaret Mee A flor e a floresta

Margaret Mee e a Flor da Lua, estreia desta sexta (26) nos cinemas (Foto: Divulgação)

O fascínio dos estrangeiros pelas belezas naturais do Brasil é algo que atravessa séculos e chega até os nossos tempos. A inglesa Margaret Mee (1909-1988) foi uma dessas apaixonadas pelo País.

Desde que desembarcou em São Paulo, em 1952, Margaret ficou encantada com a natureza exuberante e exótica dos trópicos. De sua observação das plantas e flores, desenvolveu um estilo de ilustração botânica que virou referência. Seu trabalho obteve sucesso em dois mundos bem diferentes: é muito respeitado pelos cientistas – há até espécies batizadas em sua homenagem –, ao mesmo tempo em que suas pinturas são disputadas a altos preços no mercado de arte.

O documentário Margaret Mee e a Flor da Lua, de Malu de Martino, tem como foco as 15 expedições que realizou à Amazônia, entre 1956 e 1988, período que coincide com o crescimento da devastação da região.

Sua obsessão em descobrir e registrar a maior quantidade de espécies a acompanhou até a última viagem. A flor da lua que dá nome ao filme refere-se uma frágil e rara espécie, que desabrocha por uma única noite e despedaça-se antes do amanhecer.

Com tantos filmes “gritando” para chamar a atenção, recorrendo a efeitos e “defeitos” especiais, Margaret Mee e a Flor da Lua destaca-se exatamente pelo oposto. A bela fotografia, a trilha sonora suave e a tranquila narração de Patrícia Pillar dos diários da pintora compõem um conjunto delicado, porém sóbrio e elegante. O que, diga-se, combina com o estilo da homenageada e de sua obra.

Margaret Mee e a Flor da Lua
Direção: Malu de Martino. Brasil, 2012. 78 minutos. Estreia nos cinemas: 24/4/2013. Classificação indicativa: livre. Veja o trailer

(Por Marcelo Bauer)

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