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Cheiro de macho

O que você quer tomar? Cerveja, vinho, licor, pinga com mel?

E um banho, você não quer tomar não?

Dar um trato nesse cecê e no bacalhau?

É que a gente meio que gosta, sabe, de cheiro gostoso e homem limpinho. Do bem que faz uma lavanda, capim limão, musk, qualquer coisa que rescenda à natureza e não à fábrica, ao busão, à feira.

Sim, seu cheiro macho contém feromônios. Sim, há testosterona neste chulé.

Mas eu, se fosse você, ficava de boa dessa de que mulher tem tesão em homem fedendo a homem e investia mais no capricho higiênico da cabeça aos pés. Eu, se fosse você, me esfregava e esfregava de novo até brilhar. Se eu fosse você, eu reluzia, eu aromatizava, eu entalcava as partes.

Pode usar o meu Dermacyd, eu não ligo. Você equilibrando esse PH da mucosa, mesmo que sua xoxota na verdade seja um piru, já vai ser lindo – e perfumado, nham nham.

Porque não tem nada pior que virilha suada e azeda. Do que gorgonzola quando a gente não quer queijo. Do que peixinho podre onde a fragrância certa é de meia fofinha dobrada e guardada com amaciante.

Outra coisa. Sabe seu desodorante 48 horas? Aquele que tem gente que diz que é pra usar não só na axila mas também na barriga mas que você que é um homem esclarecido lido ciente e esperto sabe que aquilo é tosquice de propaganda e que na barriga a gente passa creme ou perfume e olhe lá?

Pois bem, duas coisas sobre o seu Axe cafona, digo, sobre seu desodorante:

1- ele pode até durar 48 horas, mas isso não significa que não é pra você se banhar nesse meio tempo

2- ele gruda, meu filho, mas GRUDA muito nos pentelhos do suvaco, então cabe a você se dedicar e investir na lavagem com sabonete até ele sair e você pode passar de novo

Abre os dedinhos, tira as minhoquinhas de baixo da unha. Derrama com gosto o shampoo nesse cabelo cheio de sebo e fricciona. Besunta a mão no sabão líquido e povoa de espuma o rego de baixo a cima.

Eu sei que a Sabesp discorda, que o Cantareira grita, mas um banho de sete minutinhos vai dar certinho pra se aprimorar no asseio e deixar a gente contente.

Com você brilhando, o amor vai correr mais solto, a gente vai te devorar com gosto, não vai sobrar um só pedacinho seu sem beijo, fungada, lambida. Vem cá, querido, deixa eu falar no seu ouvido o quanto eu quero te da... eca, Paulo Roberto, quanta cera nesse buraco, cê nunca ouviu falar em cotonete, não?

*Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos ou acontecimentos terá sido mera coincidência

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A dor e a delícia da submissa

Se você pretende um dia dormir comigo, é importante que saiba: tenho tendências submissas.

Sou do tipo que deixa puxar cabelo. Que prepara café e serve na cama, e que, se bobear, entra no quarto segurando a bandeja metida naquela fantasia de enfermeira que você comprou na 25 de Março. Eu quero mais é te agradar.

Vou achar lindas as vezes que você resolver mandar em mim. E quando começar suas frases com "mulher minha não pode isso", me impondo uma restrição besta por entender que me possui. Serei sua Luma de coleira na Sapucaí. Serei sua nega de saia curta, de olhar depravado, que sopra beijocas te olhando de longe. Serei sua mulher de Atenas, do Oiapoque, do Chuí. Serei sua, ponto.

Só que ser submissa, você sabe, não é só dizer sim.

Gosto de apanhar, mas não sou idiota. Cultuo seu prazer pelo simples fato de que ele é consequência do meu. Ou você achou que eu ia te deixar gozar primeiro?

Ao lado de uma submissa, jamais confunda carinho com porrada, e nem pense em me levantar a voz. A gente gosta que xinguem baixinho, mas detesta que gritem. Somos um paradoxo e uma contradição.

Mulher submissa fica vermelha com cantada de pedreiro - mas também devolve. Te encoxa de volta no metrô e te adiciona primeiro no facebook. Pede telefone quando você ainda não tomou coragem, e ainda chama pra sair. Divide a conta sem frufru, pede cerveja junto e dá um pito no seu charuto.

É mais esperta que muita feminista de botequim porque sabe jogar com os dois papéis, porque desce pro play e escolhe se vai pegar ou esconder. É mais livre e mais feliz. Sabe que a submissão não aprisiona nem diagnostica nada, e aproveita pra brincar com todas as graças de ser mulherzinha quando convém.

Nós, submissas, menstruamos, sim, mas também temos mais pau e testosterona que muito homem dominador por aí.

*Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos ou acontecimentos terá sido mera coincidência

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