Enquanto eu estou aqui blogando, a Maria tá rica no hotel com o Wesley.
E eu acho tudo muito certo e justo.
O que aprendemos com o BBB 11? Bial disse uma porção de coisas bonitas, citou Guimarães Rosa e apelou pras mulheres. Disse que somos nós que votamos, e que éramos nós que não premiávamos as "gostosas". Concordo e discordo. Homens, até o Bial que é um dos sensíveis, tem essa mania de achar que a rivalidade e maldade são características fundamentalmente femininas. É, e não é. Esse modelo de desunião feminina é algo que é alimentado, fomentado e perpetuado pelos homens. É bastante interessante pra eles que a gente passe o resto da eternidade desconfiando e se odiando. I wonder why...
Por exemplo, bastou Bial citar "uma blogueira cheia de opinião" e horas depois anunciar no twitter quem era (muitos pensaram que era eu), pra aparecerem comparações entre o texto da moça e o meu texto da Maria. Primeiro disseram que eu tinha copiado a moça, depois descobriram que meu texto foi publicado 1 semana antes, e inverteram tudo. Passaram a me cobrar uma reação de indignação. GENTE. Gente, vou explicar: se você sair dos 3 ou 4 blogs que por motivos mágicos você elegeu, vai ver que BBB não é algo interessante a ponto de gerar muitos assuntos ou análises inéditos. GENTE, ninguém copiou ninguém. A Maria GANHOU o BBB. Compreendam criaturas, ela era a estrela do programa. Ok? Ok.
Aliás, conversei longamante com a "blogueira de opinião" e nos amamos instantâneamente. O twitter dela é @clariscorrea e o texto dela tá aqui. Meu texto (se você ainda não leu) aqui.
Ainda no âmbito dos assuntos sérios, aprendemos que as pessoas confundem beleza com caráter. E me odiaram pelo texto sobre o Rodrigão. Cheguei a publicar um e-mail no outro blog pra ver os comentários. Calma Carolina, tá tudo bem agora, a maioria das pessoas entendeu, mas tem que vê issaí.
Ok. Apredemos que o pessoal da edição tem a cdteca Caras, a coleção da Discoteca do Chacrinha, coleção sucessos de verão 2002 a 2007 e um iPod de algum estagiário modernete. Sério, gente. Vamos colocar toda essa vocação pra educar o povo, segundo o Bial defende que o BBB tem, a serviço da música brasileira. Que o próximo (se houver) tenha uma trilha sonora mais elaborada. E menos óbvia. Nas festas também. CHEGA de loop infinito de Capital Inicial- sertanejo- axé- funk- Capital Inicial- axé- funk- sertanejo- repetir por toda a eternidade.
E chega de show do jotacueste.
Carne e unha, alma gêmea, bate coração. Enough.
Aprendi que é um ato de heroísmo o trabalho de cobrir um BBB. Não é simplesmente tirar leite de pedra. É tipo tirar pedra de ar, e aí sim tirar leite de pedra. Você pensa em desistir depois de 2 semanas. Na quarta está odiando com toda força a maldita hora em que inventou de se meter nisso. Depois de 2 meses você perde as esperanças e começa a resmungar sozinho olhando pro pay-per-view.
Se você não desiste, e se aperfeiçoa, você tem seu trabalho reconhecido. Esse reconhecimento do trabalho te coloca em contato com pessoas incríveis. No meu primeiro BBB profissional, a Maria ganhou. Minha preferida ganhou. Fazendo tudo errado. E eu consegui chegar no R7, escrevendo sobre BBB. Tudo lindamente errado.
Tudo dando certo, sem eu ou a Maria termos tido que ficar no quadradinho que o mundo tentou(tenta) impor.
Cala a boca, você escreve sobre BBB.
Cala a boca, você era uma piranha.
Cala a boca, você é um idiota. <- esse ainda é o que importa. É o que deve te fazer ir pro cantinho da disciplina pensar.
Idiotas deveriam calar a boca. Babacas também. E andarem por aí uniformizados.
Desculpe rapaz (moçoila,senhor,senhora, meu jovem, seu lindo) você vai ter que passar por um ciclo de palestras e um workshop antes de poder tirar esse uniforme aí. Você não entendeu o básico necessário pra ver a vida lá fora.
Big brother é um troço sintomático do momento social. Vejo amadurecimento. Maria ganhar depois do Marcelo Dourado enche meu peito de esperança. O décimo primeiro BBB foi o mais lucrativo e o que teve menor audiência. Foi também o que teve mais falhas técnicas, e na minha opinião os 4 melhores finalistas. Acho que aprendemos ao longo dos BBBs a ler as pessoas nas entrelinhas. Porque os erros são evitados com mais obviedade a cada edição, todo mundo acha que sabe jogar. Não sabem. Não percebem que quando o lado racional do jogo se torna óbvio, a coisa se iguala. E o jogo volta a premiar e punir as pessoas pelas falhas de personalidade, não estratégicas. Pelos erros e não pelos acertos.
E a gente tem olhos de lince. E o que não fica claro na edição do Seu Boninho, a internet percebe e alardeia.
Qualquer diretor de RH vai concordar comigo: as pessoas conseguem o emprego pela competência técnica, e perdem o emprego quase sempre por incapacidade pessoal. BBB tá assim. Como eu acho que tem que ser.
E a Maria ganhou. E o Boninho distraído mais com o merchandising, do que com o andamento do programa em si, fez mais bem do que mal.
Aí sim fomos surpreeendidos.
Tô preparando um supresa sobre o BBB. Acho que vocês vão gostar.
E o blog continua sim, amanhã com nova programação. Obrigada a todos por tudo, em especial os amados da Familia Live Blogging no TDUD. Clara e Lelê, mentoras e lindas, e o Alê Rocha que garra na mão das menina e fala CALMA TÁ TUDO BEM, VOU EXPLICAR E VCS VÃO ENTENDER.
Não só o BBB, muito da vida lá fora.
Pessoal dos e-mails, podem se acalmar. Não vou largar vocês. A gente se fala amanhã, e depois, e depois e no próximo BBB, e segue em loop eterno.
Vem gente, vamos comemorar o fim do BBB, desligar a Tv e a vida lá fora, por uma noite que seja.
Té amanhã, xau.