(na íntegra postado aqui)

Dizem que o shopping é a praia do paulistano.

Eu que sou enlouquecidamente apaixonada por São Paulo, ouço com desconfiança e me irrito bastante. Ok, São Paulo não tem praia, tem um charme gauche, tem trânsito, tem neurose, tem violência, tem tudo isso mesmo que quem não é daqui (ou é) diz. Esses defeitos todos. Amo do mesmo jeito e talvez por ter defeitos e ainda assim ser linda. Minha SP é linda, mas de fato não tem praia. Nada que amor possa resolver.

Meu pai dizia que se eu tivesse nascido na Suiça, estaria presa. Isso se não embolorasse num cantinho antes e morresse. Porque eu, que já me sinto totalmente equivocada no mundo morando na caótica SP, teria um treco em um lugar hermeticamente lacrado e estéril.

Voltando: Eu amo SP. Se for falar mal, se for reclamar, vai dar briga.

Não gosta? Direito seu. Pode ir embora, SP e eu não fazemos questão.

Acha que praia de paulistano é o shopping? Adeus.

Só que no último sábado... Ah, no último sábado... Um desses dias que me pegam toda trabalhada na certeza as 11 da manhã e me fazem enfiar a certeza no saco de lixo antes das 4 da tarde. Com cara de tacho.

Fui fazer cobertura de uma roda de samba no Bar Pirajá, "A esquina carioca" que eu já frequentava com ressalvas. Contrariada, admito neste momento que me contaminei pela pseudo rivalidade entre cariocas e paulistas. Um troço doido que só me deixa ressabiada em SP. Quando estou no Rio, amo aquilo tudo.

Me sinto Helena de Manoel Carlos, e toca Bossa Nova em loop eterno durante a estadia.

(continue lendo aqui)

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