Amor

26 de outubro às 11h48

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Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.

Tudo o que todos querem é amar, encontrar alguém que faça bater forte o coração. E justifique loucuras, que nos faça entrar em transe, cair  de quatro. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro do carro e voltar a ouvir música.

Mas aí vem o medo. E depois que acabar esta paixão, sobra o quê? O amor verdadeiro, ora!

Não aquele amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos.

O mesmo sentimento que temos por mãe, pai, irmão e filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe também o sexo que traz algo mais,  envolvimento e cumplicidade.

Dizem que não existe vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis de inveja...

O amor é único, como qualquer sentimento. Seja ele destinado aos familiares, ao marido ou a Deus.

O que existe sim são várias formas diferentes de amar pessoas diferentes. Cada relação é uma, única e especial. Uma história que  nunca vai poder ser reproduzida com outros personagens.

A sedução numa relação deve ser ininterrupta, o charme e as brincadeiras também.

O que não podemos é deixar a rotina estragar tudo!

O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas pois, por não haver garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza e de cobrança em cobrança acabamos criando inseguranças e mágoas as vezes difíiiiiiiiiiiiceis de tirar.

É importante quando acaba a paixão saber passar pela decepção, que é inevitável a todas as relações.

Sabe aquela coisa de vassoura nova varre bem ?

Pois é, acontece  quando você começa a descobrir os defeitos do outro é ai que vem a decepção, que se não for muito e bem conversada abertamente, pode por tudo a perder.

Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto tem que haver muito mais do que amor. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito, agressões zero, disposição para ouvir, sensibilidade, paciência e fidelidade. É sim fidelidade!!

Pois quando alguém se abre para conhecer mais intimamente outra pessoa, sua disposição para ouvir, seduzir e criar para a relação antiga  fica comprometida, fora o ressentimento e todo resto que vem junto, portanto....................... fidelidade é sim importante!

Temos que resistir aos maus momentos sem nos encantarmos com a galinha do vizinho, que aliás é sempre aquela que bota os ovos coloridos.

Senão, acabamos nos apaixonando um monte de vezes e arriscamos acabar sozinhos. Xiiii,conheço um monte de gente assim.

Resumindo, só o Amor não basta!

Não poderá haver competição, nem comparações, ciúmes demais também é péssimo, tem que ter muito bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades, problemas no trabalho.

Tem que saber levar..............

Tem que ter jogo de cintura e saber que não podemos ter o melhor de todos os mundos.

Casar é abrir mão, muitas vezes, do chopp com os amigos, da viagem com as amigas, daquela festa mais legal, pois o filho está doente.

Um grande amigo já dizia não dá para comer o bolo e ficar com ele. Portanto amar só é pouco, tem que haver inteligência para enfrentar rejeições, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar os filhos, dar exemplo e não gritar jamais!

Não basta só amar! Tem que ter silêncio, amigos de infância, viagem, vida própria e um tempo para cada um. É preciso entender que união não significa fusão.

Tem que haver confiança. Um certa camaradagem e muuuita sacanagem. As vezes fingir que não ouviu ou não viu. Viu como amar, só, não basta!!

O Amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos e muita inteligência para amparar esse amor. Bom amor para todos, pois não tem experiência melhor na vida.

E até a próxima!

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