Relações e a realidade 2.0
20 de janeiro às 16h18
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Você consegue se lembrar como era sua vida, seus relacionamentos e seu círculo de amizades antes das novas tecnologias e sobretudo, das redes sociais?
Uma das coisas que eu mais escuto diariamente é o quanto a Internet e suas ferramentas afastaram as pessoas do contato pessoal, quase um isolamento à medida que adotamos notebooks, smartphones, tablets, sites de relacionamento e demais funcionalidades que a tecnologia disponibilizou ao nosso alcance. De fato, sabemos que isso não deixa de ser uma meia verdade: quantos de vocês hoje costumam desejar feliz aniversário ou outros votos em redes sociais em vez de fazer um telefonema? Ou melhor: sem o tal lembrete de aniversário, vocês lembrariam a data do aniversário daquele seu amigo?
Tenho certeza que grande parte dos leitores responderam sim a ambas perguntas, mas acredite: este é um comportamento cada vez mais comum entre as pessoas. E de acordo com pesquisador e autor do livro The Young and The Digital, Craig Watkins, ao contrário do que todos imaginam, as mídias sociais tornaram as pessoas “hipersociais”. Para ele, as pessoas não deixaram de se relacionar, muito pelo contrário: elas passaram a se relacionar mais ainda, porém, sob novas plataformas. Um ótimo exemplo dado por ele são os jogos sociais do Facebook e até mesmo consoles como Wii e XBOX, que permitem a interação com pessoas do mundo inteiro através dos jogos on-line. Para ele, o simples fato de não existir uma interação “de carne e osso” não exclui aspectos como sentimento e carinho.
O livro ainda mostra que para pessoas entre 18 e 25 anos, uma geração 100% digital, a Internet é fundamental para a construção de relacionamentos e principalmente, se comunicar. Por outro lado, grande parte dos jovens que abdicaram o uso das redes sociais e demais tipos de tecnologia, declaram sentir-se isolados e sozinhos. E Watkins vai além: estar fora das mídias digitais é uma alienação perigosa. Estar fora dela é estar desconectado do mundo, tanto virtual quanto real.
Apesar desse distanciamento físico, confesso que concordo com os dados apresentados por Watkins. A Internet abriu um mundo de possibilidades e oportunidades, encurtou distâncias. Se até alguns anos atrás falar ao telefone era uma tarefa restrita a horários ou ocasiões, hoje programas de conversação instantânea ou redes sociais permitem que isso seja feito a qualquer hora do dia, inclusive durante o expediente. É claro que nada substitui o contato físico com os amigos e pessoas queridas, o sentimento, a consideração, a saudade... tudo isso nunca deixará de existir. O que nós precisamos apenas nos habituar a esta nova forma de nos comunicar... no fundo é só uma questão de tempo!
Vale ler a matéria completa publicada no site IDG Now.
Um super beijo, Cris











