Publicado em 23/09/2016 às 12h00

Le Jaja de Jau: De Volta ao Brasil!

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Recentemente estive provando algumas das novidades do portfolio da Importadora Zahil e me encantei com um velho conhecido dos brasileiros, mas que há muito tempo não apareceia por aqui. Os vinhos Le Jaja de Jau, da região de Cote du Roussilon (Sul da França) vinham para o Brasil nos anos 80/90 e depois pararam de ser importados. E agora voltam através da Zahil. Na linha, compost pelo Vermentino, Sauvignon Blanc, Syrah e Cabernet Sauvignon, a proposta é bem clara: Ser vinhos fáceis de beber a custos acessíveis. E eles conseguiram. Provei os 4 vinhos, mas 2 deles me chamaram mais a atenção: O Vermentino e o Syrah.

 

O Le Jaja de Jau Vermentino 2013 é um vinho complexo e diferente. Vermentino é uma uva muito plantada na região da Sardenha (Itália), mas que nos últimos anos tem sido cada vez mais plantada na França, especialmente em Languedoc-Roussilon. É a uva branca da moda por lá. Este vinho é fácil de beber, com excelente acidez, toques cítricos e de flores brancas. Um vinho que combinado com um prato de frutos do mar, casa maravilhosamente bem.

 

O Le Jaja de Jau Syrah 2013 me impressionou também pela complexidade, poise eu esperava um syrah alcoólico, cheio de fruta madura. Este vinho tem a pimento do reino característica desta uva, mas tem aromas e sobres que vão além. Uma deliciosa combinação de aromas que lembram cereja, cravo e couro, com boa acidez e bom final, durando bem na boca.

 

O Cabernet Sauvignon e o Sauvignon Blanc já são mais comuns, mas valem o que custam. Então, os destaques, pra mim, ficam com o Vermentino e com o Syrah. Bola dentro da Zahil!

 

 

 

 

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Publicado em 21/09/2016 às 12h00

Bebi e Gostei: Máscara de Fuego Cabernet Sauvignon 2014

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Vinho: Máscara de Fuego Cabernet Sauvignon 2014.

Produtor: Los Boldos.

Origem: Vale do Cachapoal (Chile).

Uvas: Cabernet Sauvignon.

Importadora: Zahil.

Preço Aproximado: R$ 53,00.

 

Sabe aquela alegria que vc tem ao encontrar um bom vinho e ver que ele não é caro? Então, esta foi a minha sensação ao provar os vinhos desta nova linha do Chateau Los Boldos, que serao trazidos pela Zahil.

 

O Máscaras de Fuego Cabernet Sauvignon mostra aquilo que eu já venho falando há algum tempo: Os vinhos chilenos estão mudando. Saem as bombas de frutas enjoativas cheias de madeira e entram os vinhos mais frescos, sem tanta madeira e mais equilibrados. Este Cabernet Savignon é uma grande prova disto, mesmo custando pouco mais de R$ 53,00. Encorpado, ele é um cabernet chileno bem típico com aromas e sabores que lembram frutas pretas e vermelhas, como ameixa e cereja, pimento do reino e uma sutil presence de madeira. Um vinho com ótima acidez e bom final. Uma grande surpresa!

 

 

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Publicado em 19/09/2016 às 11h20

Santa Rita: Um Gigante com Qualidade Artesanal.

IMG 2602 225x300 Santa Rita: Um Gigante com Qualidade Artesanal.

 

Este nome é mais do que conhecido no Brasil, assim como o de tantas outras "Santas" do vinho que pairam por aqui. E aqui vai um primeiro conselho: Apesar de muitos vinhos "Santa Alguma coisa" serem vinhos de entrada, mais baratos e mais simples, não quer dizer que eles sejam vinhos de má qualidade. Muita gente tem preconceito com relação a isso, então abram a cabeça e a garrafa!

Voltando ao assunto principal, Santa Rita é uma das maiores e mais famosas vinícolas chilenas. Tem uma produção anual de mais ou menos 80 milhões de litros, focados em vinhos de qualidade. Para produção interna, no Chile, são os maiores!

Recentemente, a convite da Wine Brands, importadora da Santa Rita no Brasil, pude conversar com o enólogo Andrés Ilabaca, que levou algumas preciosas garrafas que vou contar um pouco aqui pra vcs.

O primeiro vinho que provamos foi o Medalla Real Chardonnay 2015, um vinho muito elegante e equilibrado, que apesar de fermentar e amadurecer em barricas durante 8 meses, não se sente a madeira como poderíamos pensar. Muita mineralidade, por vir de uma região muito próxima ao mar (Valle de Leyda), além de frutas como abacaxi e pêssego. Um vinho de R$ 149,00.
O Casa Real 2011 é um dos vinhos mais conhecidos do Chile. 100% Cabernet Sauvignon, de uvas vindas de Alto Jahuel. O vinho passa 15 meses em barricas, mas de novo, não parece. Um vinho de 5 anos, ainda um bebê, muito novo, com um potencial de guarda gigante. Muita fruta madura, como goiaba e cereja, ótima acidez, que mostra a evolução do vinho chileno, buscando vinhos mais frescos. Um vinhaç, infelizmente pra poucos por conta do preço: R$ 746,00 - Mas vale pontuar que no Chile ele também é considerado um vinho caro.

O Triple C é um vinho que conheci em 2005 quando fui ao Chile. Um corte de 3 uvas "C": Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Carmenère. Um blend bem bacana e que pelo que provamos, está evoluindo maravilhosamente bem. O 2008 (65% Franc, 20% Sauvignon e 15% Carmenère) é mais novo (8 anos), mas mesmo assim, aguenta um bom tempo de garrafa. Ele já remonta àquele velho estilo Chileno de muita extração, frutas sobre-maduras e menos acidez. Diga-se a verdade, um estilo que conquistou o brasileiro e ainda arrasta muitos admiradores. Mas é um estilo que o próprio Andrés concordou comigo quando o questionei se o Chile de fato está mudando o estilo para vinhos mais frescos e de menos extração. O Triple C atualmente à venda é a safra 2011, que custa R$ 426,00.

Quando fui ao 2006, já esperava, ou melhor, tinha certeza que viria algo no mesmo estilo que o 2008, mas um pouco mais evoluído. Ledo engano engano! Pra minha surpresa, pouca fruta madura e extração e mais elegância, mais herbáceo. Um vinho, na minha opinião, mais equilibrado e agradável que o 2008.

Já o 1997, este é um vinho que habita outro mundo. Aqui, os aromas e sabores de couro e fruta seca o fazem algo incomparável aos outros. Ainda com boa acidez, ele se parece muito com um Bordeaux. Uma honra poder provar este vinho!

Seguindo a tendência de menos extração e mais frescor, a Santa Rita mostra que qualidade e quantidade podem andar juntas. E no caso deles certamente andam!

 

 

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Publicado em 15/09/2016 às 12h08

Fazer seu Próprio Vinho num Cenário Deslumbrante.

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Meus últimos 4 anos indo para a Argentina fazendo trabalhos de Relações públicas para a Wines of Argentina me renderam muitas viagens para diversas regiões Argentinas. Mas não dá pra negar que Mendoza é sempre a mais importante e a que acabei me aprofundando bastante. E dentro das dezenas de vinícolas e projetos que visitei, tem um em especial que eu gosto muito por todos os motivos: O The Vines of Mendoza é um projeto ambicioso, que já está dando o que falar. Resumidamente, é um  projeto inovador na região de Mendoza, que te dá a chance de ter seu próprio vinhedo por lá e ter um vinho produzido com seu próprio rótulo.

 

Tudo isso, trabalhando lado-a-lado com o conceituado consultor enólogo, Santiago Achaval (fundador da premiada bodega Achaval Ferrer) e uma equipe de experts que cuidarão de todas as etapas do processo de produção de sua safra de vinhos customizados.

 

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Além disto, possui uma estrutura impecável de um Resort de luxo e o restaurante Siete Fuegos, do aclamado Chef Francis Mallmann.

 

Tem tanta coisa pra contar, que eu ficaria horas e horas aqui. O legal é que a Axpe Imóveis Especiais, imobiliária afiliada à Christie’s International Real Estate em São Paulo, vai receber aqui o Pablo Gimenez Rilli, sócio do empreendimento, e seu diretor regional Pablo Goldemberg, para um bate papo na semana que vem, entre os dias 19 e 21 de setembro, onde vão também apresentar o projeto. Vale a pena você conhecer. É impressionante!

 

Este é o site do empreendimento: http://vom-port.cve.io/.

 

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Mais Informações:

Axpe Imóveis Especiais

Tel: (11) 3074-3600

E-mail: luiza.cazarin@axpe.com.br

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Publicado em 01/09/2016 às 20h00

Coleccíon Vivanco: A evolução de um Rioja Especial.

IMG 2363 300x236 Coleccíon Vivanco: A evolução de um Rioja Especial.

 

Um dos vinhos espanhóis que primeiro me encantou, quando eu ainda nem trabalhava com vinho, foi o Dinastia Vivanco Crianza, da famosa região de Rioja. Além da qualidade e de um bom preço, tinha uma garrafa bonita, inspirado nas garrafas francesas do século XIX. E hoje continuam com muita consistência em seus vinhos.

 

 

Em uma degustação espetacular, convidado pela importadora deles no Brasil, a World Wine, com o gerente de exportações da vinícola, o simpático Hugo Urquiza, tive o privilégio de fazer uma degustação vertical de 5 safras da linha Coleccíon 4 Varietales: 2005, 2007, 2008, 2010 e 2012. Esta linha, feita apenas em anos muito bons, mostra vinhos que tem sempre as mesmas uvas, que são as principais de lá: Tempranillo (mais ou menos 70%), Graciano (mais ou menos 15%), Garnacha (mais ou menos 10%) e Mazuelo (mais ou menos 5%), variando um pouco pra cima ou pra baixo estas porcentagens, mas sempre com esta base.

 

 

O 2005 é um vinho bem típico da Rioja, com a madeira bem marcada (24 meses), mas sem tapar a fruta (ameixa e cereja) e também cravo e um toque de ervas medicinais. Taninos e acidez bem presentes, final longo e ainda muita vida pela frente!

 

 

0 2007 já muda um pouco o perfil, mas mantendo o estilo. O tempo em madeira diminui e a fruta e as ervas aparecem mais. Um vinho com menos acidez, talvez de menor guarda que o anterior, mas igualmente longo e de excelente qualidade. O fato de 2007 ter sido um ano mais quente pode explicar esta acidez um pouco menor.

 

 

O 2008 segue muito o estilo do 2007. Menos barricas, mais frutas, ervas e especiarias. A acidez aqui sobe um pouco mais, o que deixa o vinho mais equilibrado e redondo.

 

 

O 2010 e o 2012 se juntam num estilo bem diferente, com menos madeira ainda, mas ainda assim dando um aporte importante na estrutura do vinho. Ambos se mostrando muito jovens e frescos, mas com enorme potencial de guarda.

 

 

Foi uma boa aula de como o estilo de um mesmo vinho pode mudar dependendo do que o enólogo quer.

 

 

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Publicado em 29/08/2016 às 20h00

Altos Las Hormigas: Lições do Terroir de Malbec em Mendoza.

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Alto Las Hormigas. Este nome, para mim é um marco no mundo do vinho, pois este vinho foi um dos primeiros vinhos que me marcou pelo custo x benefício, sem que eu entendesse nada de vinho. Eu apenas gostava. Hoje, vejo como estes vinhos são importantes para entendermos a grande variedade de Malbecs que existe na Argentina hoje, particularmente em Mendoza e como os diferentes terroirs (palavra que resume o conceito do local em que estão plantados os vinhedos e que são influenciados por ventos, chuva, insolação, tipos de solo e até pelo homem, entre outros fatores) influenciam no vinho final.

 

 

Em uma palestra e degustação com o enólogo da vinícola, Leo Erazo, a Gerente de exportações, a querida Estefy Litardo e o sommelier Hector Riquelme, a importadora World Wine e a Enocultura, mostrou um pouco desta diferença de vinhos nos variados terroirs. Ah, vale dizer que são vinhos organicos.

 

 

Mendoza é um paraíso para a Malbec. E dentro deste paraíso, há diferentes regiões que mudam o tipo de solo, a altitude e até mesmo o clima. Algumas mais próximas dos Andes, outras mais afastadas. Algumas com solos aluviais, outras com solos coluviais. Algumas a menos de 1.000 metros de altitude, outras a mais. E por aí vai. São muitas diferenças que obviamente se refletem no vinho final. Um fator muito importante é a presença de pedras no solo. Numa região muito quente como Mendoza, principalmente nas mais baixas, estas pedras são aquecidas durante o dia e se mantém quentes a noite. Isto significa que quando era o momento para estar mais frio e a videira fazer a respiração numa temperatura mais baixa e assim subir o nível de acidez das uvas, por conta do calor das pedras, a temperatura está acima do necessário e a acidez não é como deveria na uva e consequentemente no vinho. Já numa região mais alta, que as noites são bem mais frias, o calor destas pedras são muitas vezes desejados. Indo para a materialização disto tudo, tivemos alguns vinhos:

 

IMG 2290 e1472135417183 225x300 Altos Las Hormigas: Lições do Terroir de Malbec em Mendoza.

 

ALTO LAS HORMIGAS MALBEC CLASICO 2014: Como o nome diz, um clássico. Sem madeira, mostra bem o que é a malbec pura, sem madeira. Muita fruta preta, violeta e uma acidez maravilhosa. Um vinho fácil de beber, simples no bom sentido. R$ 85,80 ALTO

 

 

LAS HORMIGAS MALBEC TERROIR 2013: Aqui, a fruta começa a ter uma pegada mais madura, de geléia, de algo mais doce. Com seus 12 meses em foudres, inox e cimento, ele já tem mais estrutura e a acidez baixa um pouco, mas assim mesmo é muito boa. R$ 112,20

 

 

ALTO LAS HORMIGAS MALBEC RESERVE 2013: Um vinho mais fechado, mais parecido com os malbecs que estamos acostumados. Com 18 meses em foudres e mais 12 meses em garrafa, é um vinho de boa guarda. Aqui também a geléia de amoras explode no nariz e na boca. Por não serem barricas novas e pequenas, a madeira destes 18 meses é bem delicada e sem excessos. R$ 233,20.

 

 

ALTO LAS HORMIGAS MALBEC APPELLATION 2013: Aqui, 3 vinhos de diferentes terroirs do Vale Uco foram comparados: Altamira, Vista Flores e Gualtallari. Para não falar de um por um, vou falar das diferenças principais de cada um: O Altamira é o mais delicado de todos e leva um aroma e um sabor bem diferente, algo que lembra remédios. O Vista Flores tem mais estrutura, taninos mais presentes e final de boca mais longo. E o Gualtallari é o mais fechado no nariz, porém o mais intenso em taninos e frutas maduras, além de ser o mais alcoólico. 3 estilos diferentes, com formas de vinificação iguais e com resultados finais completamente diferentes, especialmente do primeiro (Altamira) para os outros dois. Em termos de solo, a principal diferença é no solo de Gualtallari, onde o calcário é menos presente.

 

 

Realmente uma aula de terroirs, por uma vinícola que tem propriedade e qualidade para levantar esta bandeira!

 

 

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Publicado em 25/08/2016 às 20h00

Carlos Lucas: Do Dão, para o Mundo. Pelos Vinhos e pela Simpatia!

IMG 2308 205x300 Carlos Lucas: Do Dão, para o Mundo. Pelos Vinhos e pela Simpatia!

 

Carlos Lucas é um nome conhecido no mundo do vinho português, particularmente da região do Dão e também em todo o mundo. Enólogo desde 1992, hoje ele é quem comanda a Magnum Wines, empresa dona das marcas Baton, Maria Mora e Ribeiro Santo. A Magnum é uma empresa que tem uma equipe "multi regional", que já trabalhou em varias regiões, como Douro, Alentejo e Dão. Mas o foco da empresa hoje é Dão, onde está a empresa e Alentejo, mas também algo de Douro. Hoje, a empresa tem mais de 20 marcas.

Em um almoço com ele e os amigos da Wine Brands, a importadora dos vinhos do Carlos, pude provar alguns vinhos bem bacanas e principalmente, de bons preços. Aliás, este é um mantra de Lucas, que em determinado momento do almoço, contou sobre seu gosto por fazer vinhos mais baratos e com qualidade, pois vinho bom e caro, muitos sabem fazer. Ah, se todos os enólogos fossem assim...

Ribeiro Santo Branco 2014. Da região do Dão, é um corte de Encruzado com Malvasia Fina (Arinto), onde estas 2 uvas são colhidas juntas e depois co-fermentadas. Vinho de corpo médio, com ótima acidez, bem cítrico e também com algo mineral. Sem madeira, o que preserva muito a fruta, tem um final longo de um vinho que, pelo custo, é uma ótima alternativa! R$ 87,00.

Lilás 2013 é Um vinho do Douro feito com Touriga Nacional e Touriga Franca, sem madeira, mas com muita estrutura! E mais uma vez digo que a ausência de Madeira não quer dizer que o vinho seja pior! Pelo contrário: tenho sido cada vez mais crítico do excessivo uso de madeira nos vinhos! Muita fruta preta no nariz e na boca, equilibrado, final longo e muito fácil de beber. Um bom custo também, a R$ 66,00.

 
O Ribeiro Santo Tinto 2013 é um vinho do Dão, feito com Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. Mais uma vez, um vinho sem madeira, de ótima persistência, encorpado e de muita intensidade. R$ 87,00.

Por último, o Ribeiro Santo Reserva 2013. Um vinho com o mesmo corte do anterior, mas com 10 meses de barrica de primeiro, segundo e terceiro usos, fato que não deixa a madeira tapar a fruta e as características principais do vinho. Vinho de longa guarda, mas já pronto pra beber. R$ 140,00.

Uma pequena amostra do que o competente e simpático Carlos Lucas faz por lá. Além de fazer sucesso, claro!

 

 

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Publicado em 15/08/2016 às 09h00

Bebi e Gostei: Lunta Tempranillo 2012

739327D52B34E 21CD 4B78 8F42 C87B25299952201512011854162 149x300 Bebi e Gostei: Lunta Tempranillo 2012

 

Vinho: Lunta Tempranillo 2012.

Produtor: Mendel Wines.

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: Tempranillo.

Importadora: Expand.

Preço Aproximado: R$ 135,00.

 

Tempranillo é uma uva macia, façil de gostar e que dá vinhos maravilhosos, principalmente na Espanha ou em Portugal, onde ela é chamada de Tinta Roriz. Mas não só na Península Ibérica ela se dá bem. Alguns países tem feito ótimos vinhos à base de Tempranillo, entre eles a Argentina. Gosto muito do Zuccardi Q Tempranillo, que pra mim sempre será uma das grandes referências desta uva no país hermano. Mas tem outro Tempranillo por lá que sou fã. Fã não somente do vinho, mas da vinícola e do enólogo/proprietário. O LUNTA TEMPRANILLO 2012 é feito pela vinícola Mendel, pelo competente e querido Roberto de la Mota, um dos enólogos mais respeitados de lá, com passagens e consultorias por outras tantas vinícolas argentinas.

 

Este vinho, importado pela Expand, é redondo, macio e fácil de beber e entender. Com um equilíbrio fantástico entre fruta e madeira, o vinho tem uma ótima acidez e corpo médio, com taninos bem suaves, mas presentes. Um vinho que mostra bem o potencial desta uva por lá e que consolida ainda mais o brilhante trabalho do Roberto em seu projeto pessoal.

 

 

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Publicado em 10/08/2016 às 09h00

Bebi e Gostei: Mendel Semillon 2014

c 220x482 mendel semillon nv 136x300 Bebi e Gostei: Mendel Semillon 2014

 

Vinho: Mendel Semillon 2014.

Produtor: Mendel Wines.

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: Semillon.

Importadora: Expand.

Preço Aproximado: R$ 156,00.

 

Sabem aquele vinho que temos um carinho especial, que fica na nossa memória quando tomamos uma só vez. Então, este é o Mendel Semillon pra mim. Tomei este vinho pela primeira vez em 2012, quando estive na vinícola junto com o enólogo e proprietário, o competente amigo e querido Roberto de la Mota. Desde então, tenho acompanhado a consistência deste vinho, que é feito com uma uva não tão difundida na Argentina, mas que dá vinhos maravilhosos.

 

Este semillon é de uma intensidade incrível. Muitos aromas e sabores se misturam, mas o pêssego e as flores marcam bastante. Tem uma certa untuosidade que dá estrutura e complexidade ao vinho. Esta untuosidade vem dos 6 meses que apenas 155 do vinho passa por barrica. Parece pouco, mas faz toda diferença. Este é um vinho incrível, um dos grandes brancos de lá na minha opinião. Um vinho pra se tomar e ficar na memória.

 

 

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Publicado em 08/08/2016 às 19h36

Bebi e Gostei: Stellenrust Kleine Rust Red 2014

Stellenrust Kleine Rust Red  30518.1432712710.1280.1280 292x300 Bebi e Gostei: Stellenrust Kleine Rust Red 2014

 

Vinho: Kleine Rust Red 2014.

Produtor: Stellenrust.

Origem:  Stellenbosh (África do Sul).

Uvas: Pinotage, Shiraz e Cinsault.

Importadora: Wine Brands.

Preço Aproximado: R$ 71,00.

 

Pinotage é uma uva típica da Áfirca do Sul e que é resultado do cruzamento de 2 uvas: Pinot Noir e Cinsault, esta última, presente no corte deste vinho. É uma uva com bastante personalidade e bem aromática. Atrai muitos fãs, mas também alguns que não gostam muito. Mas este vinho, que é um corte de Pinotage, Shiraz e Cinsault, é um vinho bem moderno e fácil de beber. Sem passagem por barricas, o que preserva a fruta, é um vinho fácil de beber e muito agradável. Mostra bem o potencial da África do Sul em produzir bons tintos potentes. Um vinho com bom corpo, boa acidez e um final gostoso e longo. Pelo preço de pouco mais de R$ 70,00, uma ótima opção!

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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