Publicado em 31/08/2014 às 17h09

A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Um verdadeiro desafio foi proposto a alguns blogeuiros, para que escrevessem um texto sobre como a cortiça está presente em nosso dia-a-dia. E desafio dado, é desafio cumprido. Mas confesso que não foi fácil escrever algo original, que fosse ao mesmo tempo informativo, criativo e que prendesse a atenção do leitor de uma forma descomplicada, leve, sem ser técnica, mas informativa. Espero ter conseguido no texto abaixo. Mas se me vale um consolo, pelo menos para mim, foi uma divertida e informativa tarefa!

 

Rolhas, para quem?

Rolhas para o vinho, rolhas para mim, rolhas para você, rolhas para quem quer rolhas, mesmo sem saber que quer rolhas.

E quem quer rolhas? Todo mundo. Mesmo sem saber, todo mundo quer rolhas. Afinal, todo mundo quer salvar o planeta, todo mundo quer um mundo mais sustentável, certo?  Mas não é qualquer rolha, e sim a de cortiça, 100% natural, 100% ecológica, 100% reutilizável, 100% reciclável. Ou seja, rolha é 100%.

 

100% rolha de cortiça, aquela que faz as nossas vidas 100% mais felizes ao abrir um vinho. O ritual que começa no momento em que abro minha adega, deslizo prateleira por prateleira, até achar aquela garrafa que vai olhar pra mim e naquele momento sorrir, me fazendo retribuir seu sorriso e assim tirá-la de seu descanso. Descanso que também tem o sobreiro (Quercus Suber L.) nos seus 25 anos de vida, quando só então é realizado o primeiro descortiçamento por alguém altamente capacitado, que saiba como tratar bem esta nossa querida e essencial árvore. Mas engana-se quem acha que o sobreiro é danificado ou cortado para se extrair a cortiça. Ela se regenera, e depois, 9 anos depois, um novo descortiçamento é realizado. E é aí que o sobreiro descansa novamente. Assim como os vinhos em nossas adegas.

 

Então vamos voltar a falar do ritual de abertura que começamos lá em cima. Ao ser sorridentemente retirada da prateleira que descansou em minha adega, aquela garrafa de vinho já está proporcionando outros sorrisos que não o meu. As pessoas que estão à minha volta também sorriem. Um ritual alegre, feliz, em que sorriem as pessoas, sorri a garrafa e sorri o saca-rolhas, que acaba de sair da gaveta para fazer o que ele faz de melhor: Primeiramente, conversar com minhas mãos, e depois, delicadamente, conversar e extrair a rolha de cortiça.

 

E por que ele sorri ao ver uma rolha de cortiça? Porque é só com ela que eles conseguem perfeita sintonia, que sua espiral consegue um fluido movimento de descida e depois, de subida. Um movimento lento, minucioso, que atrai todos os olhares dos presentes. Mas sorriso do saca-rolhas não é completo quando ele se depara com outras rolhas, como as sintéticas, afinal, seu movimento delicado, minucioso e fluido, fica mais complexo, mais duro e difícil de ser realizado. E quando a rolha é de vidro ou aquela sorridente garrafa vem com tampa de rosca, nosso amigo saca-rolhas simplesmente é esquecido dentro da gaveta. Triste para ele. Triste para nós.

 

Opening a wine bottle1569 300x199 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Assim como é triste para nós, sabermos que quem opta pelas rolhas de sintéticas de plástico emite 10 vezes mais CO2 na atmosfera e quem opta pelas tampas de rosca de alumínio, 26 vezes mais! E se lembrarmos então que esta história de 4.000 anos da cortiça passa pelo Montado de Sobro, que é um dos mais ricos ecossistemas do mundo, abrigando mais de 160 espécies de aves, 24 de répteis e anfíbios e 37 de mamíferos e fixando mais de 140 milhões de toneladas de CO2 por ano, vemos que a nossa alegria, a alegria do saca-rolhas e da garrafa que está sendo aberta é real, genuína e muito mais profunda do que imaginamos.

 

Montado 300x160 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Finalizando a abertura da sorridente garrafa, aquele líquido que alí está e que tanto anseia por sair de lá, vai provocar outros sorrisos, agora nas taças que serão enchidas pelo néctar de Baco. E depois, ao ser levado à boca, certamente continuará causando sorrisos bobos, fáceis e cada vez mais deliciosos naqueles que estiverem alí, bebendo seu vinho. Afinal, o vinho alí presente e que estava naquela simpática garrafa, foi também muito favorecido por ter uma rolha de cortiça 100% natural. Isto porque ela permite que exista uma micro oxigenação que para aquele vinho, assim como para muito outros, foi extremamente benéfica. E isto não seria possível com outros tipos de vedação.

 

Analisando toda a situação e todo o ritual, vê-se que esta tal de cortiça, indispensável para nós enófilos e cada vez mais apreciada por arquitetos, engenheiros, estilistas, decoradores, artistas e muitos outros, causa sorrisos que muitas vezes não paramos para pensar em sua profundidade e significado. E assim será com todos aqueles que optarem por ela, 100% natural. 100% Felicidade.

 

wine couple 300x250 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Publicado em 21/08/2014 às 13h22

A Sensibilidade em Forma de Vinho

foto 61 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
As mulheres sem dúvida nenhuma tem ocupado cada vez mais espaço nos altos cargos das empresas. No mundo do vinho, um universo ainda muito masculino, algumas mulheres se destacam muito, tanto aqui no Brasil como fora, em diversos campos: jornalistas, consultoras, sommelières, enólogas, e por que não, donas de vinícolas. E sem dúvida, a delicadeza a sensibilidade feminina, no mundo do vinho, fazem muita diferença. E Susana Balbo é, sem dúvida, uma referência e exemplo disto.
Primeira enóloga argentina, Susana é dona e enóloga de sua própria vinícola, a Domínio del Plata. Mas seu nome é tão forte, que a marca Dominio del Plata vai passar a ser somente a razão social, e os vinhos terão todos a assinatura "Susana Balbo Wines".
Para mostrar um pouco esta sensibilidade feminina e os resultados que ela produz, a Cantu Importadora, que traz os vinhos da Susana pro Brasil, organizou um evento na sempre badalada e ótima churrascaria Fogo de Chão. Afinal, para acompanhar a potência dos grandes vinhos argentinos, nada melhor que uma grande carne.
Começando a medir a sensibilidade feminina de Susana, iniciamos com o Crios Rosé 2013, um famoso e bem resolvido rosé argentino, mostrando que ele continua sendo uma ótima opção. Depois, o melhor Torrontés argentino segundo Robert Parker, o BenMarco Torrontés 2013, que, fugindo dos tradicionais Torrontes de lá, é complexo e de excelente estrutura. Passou 4 meses em barricas de carvalho francês.
foto 11 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Ok, mostrar a sensibilidade e o toque feminino em brancos e rosés é mais fácil. Mas e nos tintos, como fica? E a resposta é fácil: com cortes diferentes, vinhos consistentes e no caso do ícone da vinícola (Nosotros 2009), com um 100% Malbec corpulento, de longa guarda, sem ser enjoativo. Tanto o BenMarco 2010 (50% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Tannat e 10% Petit Verdot) quanto o Brioso (45% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Malbec, 10% Cabernet Franc e 10% Petit Verdot) são cortes complexos, que só poderiam ser elaborados por alguém com muita sensibilidade, que pudesse extrair de cada uva, o que ela tem de melhor, e na quantidade certa. E o resultado que temos é inegável. Vinhos complexos, estruturados e consistentes, que além de tudo, ainda tem ótimo potencial de guarda.
foto 22 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
E por ultimo, a sensibilidade que se transforma em doçura. Os vinhos tardios Torrontes Late Harvest 2010 e o Malbec Late Harvest 2010, ambos sob a linha Susana Balbo. Tanto um como outro, são extremamente bem elaborados, sem aquela sensação enjoativa de muitos vinhos doces, muito pela acidez super presente, que equilibra muito o vinho.
foto 42 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Acho que por estes e outros motivos, a sensibilidade feminina de Susana está nítida. Felizes de nós que podemos comprovar sensivelmente!!

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Publicado em 12/08/2014 às 11h47

Não! Taça Não é Tudo Igual!

foto 7 300x225 Não! Taça Não é Tudo Igual!
Não, taça não é tudo igual! E para comprovar isto e nos ensinar na prática quais as diferenças de alguns modelos de taças, a alemã Schott-Zwiesel (Que eu particularmente acho muito boa e principalmente, resistente para uma taça de cristal pois tem titanio), através da Zwilling, promoveu um interessante evento com a presença de Gerhard Frank, Diretor de Marketing da marca. Neste evento, pudemos perceber a real diferença que faz o formato de uma taça no mesmo vinho.
foto 8 300x300 Não! Taça Não é Tudo Igual!
A dinâmica foi servir o mesmo vinho em taças de linhas diferentes, sendo a Linha 1 - Concerto, a Linha 2 - Clássico e a Linha 3 -  Fortíssimo. Aí tivemos 1 espumante, um sauvignon blanc, um chardonnay, um pinot noir e um cabernet sauvignon. E o resultado foi percebido facilmente em cada vinho e em cada taça. Abaixo, vou comentar como cada vinho se comportou nas diferentes taças:
Espumante:
- Mais fruta na taça 1.
- Mais cítrico na taça 2.
- Mais mineral e leveduras na taça 3.
Sauvignon Blanc:
- Menos fruta nas taças 1 e 4, que para um SB não é tão interessante. Mas na taça 4, há mais intensidade, até pelo bojo ser maior.
- Na taça 2, aparece uma fruta mais doce, pêra, laranja e pouca mineralidade e "verdes" típicos desta uva.
- Na taça 3, aparecem mais as frutas como limão e laranja e a mineralidade. Aromas verdes mais presentes. Pra mim, a melhor taça para este vinho.
Chardonnay:
 - Na primeira taça, madeira e frutas brancas como pêra e pêssego aparecem muito.
- Na taça 2, a acidez na boca é bem presente, menos madeira e mais frutas cítricas.
- Na taça 3, voltam as frutas mais "doces" e a madeira. Mas a acidez também marca bem, sendo, pra mim, a taça mais adequada.

Pinot Noir
- Na taça 1, a madeira, que já existe em pouca quantidade neste vinho, fica muito discreta, valorizando as frutas vermelhas.
- Na taça 2, muita semelhança com a primeira taça, mas o álcool sobe um pouco mais e encobre um pouco o vinho.
- Na taça 3, a madeira aparece mais, mas sem encobrir a fruta e a acidez. A melhor taça para o Pinot que tomamos.
Cabernet Sauvignon
- Na primeira taça, muita ameixa e pimentão verde, bem intenso. Madeira correta, equilibrada.
- Na taça 2, os mesmos componentes da primeira taça, mas o pimentão aparece muito mais, deixando o vinho mais desiquilibrado.
- Na terceira taça, o maior equilíbrio entre madeira e fruta, e o pimentão que chega a aparecer muito nas primeiras taças, fica mais em segundo plano. De novo, a taça que mais valoriza e "equilibra" o vinho.
O resultado geral foi bem bacana e mostrou, mais uma vez que não é frescura bebermos nossos vinhos nas taças apropriadas. Claro que não podemos levar muito a ferro e fogo e com isso ficarmos chatos, enochatos ou taçachatos. Mas quem fizer o teste, verá que as diferenças existem e estão lá para qualquer um ver!! Parabéns à Zwilling e sua marca Shott-Zwiesel pelo evento!!

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Publicado em 08/08/2014 às 09h53

Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

foto 2 300x248 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

 

Quando falamos de algo vindo dos Estados Unidos, automaticamente já temos uma impressão de algo grande, muito profissional e sempre bem feito. Isto se aplica a vários setores da economia e não poderia ser diferente no vinho. E assim é com a vinícola Chateau St. Michelle, que tem um total 13 vinícolas divididas em Washington, Oregon e Califórnia. E além disto, tem sociedade com várias vinícolas no mundo, como o tradicional e gigante italiano Antinori em projetos nos USA, como a Col Solare, uma vinícola em Washington (Columbia Valley) que produzem 2 vinhos estilo supertoscano, com base de Cabernet e um pouco de Sangionvese. Ou seja, é muita variedade de tipos e estilos de vinho!

Para mostrar um pouco esta variedade, a Wine Brands, importadora dos vinhos deles, trouxe para o Brasil o Diretor de Vendas da América Latina, Pablo Porretti, que num belo almoço, nos apresentou 6 vinhos bem bacanas, sendo um que é novidade no catálogo da importadora e 2 espumantes, também novidades. Então vamos a eles:

O primeiro espumante é o Michelle Brut, corte majoritário de Chardonnay, com um pouco de Pinot Noir e Pinot Gris. Feito pelo método champenoise, um espumante fácil de beber, boa acidez, e um açúcar residual um pouco maior, mesmo sendo Brut. O Michelle Brut Rosé também é feito pelo método tradicional, muita fruta e um pouco dos toques de levedura típicos dos espumantes feitos por este método. Mas o grande destaque vai para a maravilhosa acidez dele, o que o deixa muito gastronômico! E de acordo com Pablo, é uma acidez natural que esta região proporciona pela amplitude térmica da região. Duas novidades, que devem chegar em breve na Wine Brands por menos de R$ 100,00, o que faz deles, boas opções, por serem extremamente fáceis de beber, mas tem muita qualidade.

 

foto 1 225x300 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Depois veio um branco que eu sou fã! O Chateau St Michelle Riesling  2012. Um vinho ideal para quem não conhece a uva Riesling e não quer se deparar com aqueles Rieslings secos, que rasgam a garganta e incomodam àquelas pessoas que não estão muito acostumados com esta uva que eu particularmente adoro. Com 17g/L de açúcar residual, ele é um vinho classificado como semi-seco. Extremamente fácil de beber, nada enjoativo e com nariz e boca bem característicos de mineral, como esta uva de fato é. Um vinho de R$ 99,00.

Não poderia faltar também um Pinot do Oregon, região que tem se destacado muito no cultivo desta uva. O Earth Oregon Pinot Noir 2013 custa R$ 173,00 e ele mistura muito bem um estilo Novo Mundo e Velho Mundo. No nariz, muita fruta vermelha madura e na boca, algo mais herbáceo e um pouco, muito pouco de madeira. Boa acidez e final longo. Um vinho muito equilibrado!

Para acompanhar a excelente carne do Rubayat, vieram os tintos mais encorpados: Logo de caa, a grande surpresa pra mim. O Villa Mt. Eden Gran Reserve Zinfandel 2008 se mostrou um belíssimo vinho. Diferente dos Zinfadéis que já tomei, até pelos 6 anos em garrafa, que trouxeram mais complexidade. Por R$ 134,00 um vinho para fazer bonito se comparado com Zinfandéis mais caros! O Hands of Time 2011 é o vinho de entrada da renomada vinícola Stags Leap. Custando R$ 278,00, é um vinho impressionantemente fácil de beber, que ainda vai evoluir bem em garrafa. E com apenas 13% de álcool. Depois veio um autêntico Cabernet Sauvignon americano: madeira, frutas pretas, baunilha e cravo bem equilibrados, com um álcool de 14,5% que não se sente muito. O Horse Heaven Hills Cabernet Sauvignon 2011 custa R$ 120,00 e é bem competitivo. E por ultimo veio o seu irmão, ainda não disponível por aqui, que é o Horse Heaven Hills Blend Les Cheveaux 2011, que tem Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec. Também muito equilibrado, correto e bem feito. Deve chegar com o mesmo preço do seu irmão Cabernet.

 

foto 4 300x225 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Já conhecia o Chateau St Michelle, mas sem dúvida, algumas novidades me surpreenderam e deu pra ver como os Estados Unidos de fato, não se limita à California!! Parabéns à Wine Brands por ter esta vinícola de consistência, qualidade e variedade no seu catálogo!!

 

 

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Publicado em 04/08/2014 às 18h32

Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.

image001 Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.
A Cono Sur é uma vinícola chilena que já tem um certo nome no mercado com diversos vinhos, entre eles o grande Ócio, um super Pinot Noir Premium, a excelente linha "20 Barrels" e os vinhos de entrada, os famosos "Bicicleta", entre outros.
Com vinhos em várias faixas de preço, agora a vinícola lança seu vinho ícone, o Silencio, importado pela La Pastina.
Além dos ótimos vinhos, a vinícola ainda tem um "plus": Ganhou o prêmio de vinícola mais verde do mundo pela revista britânica Green Business, por ser dedicada ao manejo orgânico, com leveduras nativas e técnicas alternativas de combate aos insetos que comem as uvas.
O Silencio foi criado a partir de diversas provas às cegas e é um vinho mais complexo, com estrutura e longevidade. Envelhecido 22 meses em barricas de carvalho francês, o vinho permanece posteriormente por  mais dois meses em tanques de aço inox para afincamento. De acordo com Adolfo Hurtado “É no silêncio que se pode compreender melhor e apreciar um vinho verdadeiramente único”,
 Infelizmente, por já ter outro compromisso, não vou poder ir ao lançamento do vinho. Mas não tenho a menor dúvida que o vinho será um sucesso, como é tudo o que a Cono Sur faz. Abaixo, a ficha técnica do vinho:
Safra: 2010.
Origem: Valle del Maipo - Chile.
Uva: 98% Cabernet Sauvignon e 2% Carmenère.
Tipo: Tinto.
Amadurecimento: 22 meses em barricas de carvalho francês.
Graduação alcoólica: 13,7%.
Serviço: 16ºC-18ºC.
Preço para consumidor: R$780.
Disponibilidade para o consumidor: agosto/2014.

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Publicado em 30/07/2014 às 09h00

A Primeira Colheita do Lafite na China!

lafite 300x261 A Primeira Colheita do Lafite na China!

 

Já postei alguns textos aqui sobre o Boom do vinho na China e também sobre sua produção. E esta notícia que vem, talvez seja uma das mais significativas, tendo em vista o nome que está por tras: Domaine Barons de Rothschild Lafite, dono e produtor do mítico e famoso francês de Bordeaux, o Château Lafite.

 

Um diretor do grupo Lafite comentou que no ano passado, ano da primeira colheita da produção do Lafite na China, o vinho não se saiu mal, como muitos pregavam. Não chega aos pés do tradicional francês, mas perto do que é consumido na China, o produto é acima da media.

 

Segundo ele, o projeto é de longo prazo e há muito o que aprender e evoluir ainda. Lembrando que o projeto começou em 2008, com uma aliança com a CITIC East China Group na região de Penglai, na província de Shandong.

 

Com profundos estudos locais de solo e meteorologia, a laiança franco-chinesa investiu primeiramente emu vas conhecidas como Cabernet Sauvignon e Syrah. Depois, Merlot, Cabernet Franc e Marselan também foram introduzidas, todas trazidas da França.

 

Resta ver agora o que vem pela frente e ficar de olho no “Vinho Chines”.

 

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

 

Posts Relacionados

Publicado em 28/07/2014 às 09h00

Vinho da Semana: Dios Ares Crianza 2007

p453512 Vinho da Semana: Dios Ares Crianza 2007

 

Vinho: Dios Ares Crianza 2007

Produtor: Viña Pujanza

Origem:  Rioja (Espanha).

Uvas: 100% Tempranillo.

Importadora: Mercovino.

Preço Aproximado: R$ 64,00

 

 

Que a Espanha tem se destacado com seus vinhos fáceis de beber e muitos deles com bom custo x benefício, isto não é novidade. Então, partindo deste princípio, achar bons espanhóis em nosso mercado acaba sendo uma tarefa não tão difícil. Mas achar Riojas e Riberas com uma boa relação custo x benefício acaba sendo uma tarefa ainda mais gratificante, já que são as 2 mais tradicionais regiões de lá.  E é da Rioja que vem este belo vinho, importado pela Mercovino. Um espanhol 100% tempranillo, fácil de beber. Equilibrando muito bem as furtas pretas, vermelhas e a madeira, este vinho tem ótima acidez e um final longo e delicioso. Se tomado às cegas, muito provavelmente brigaria cabeça a cabeça com vinhos próximos de R$ 100,00. No entanto, o preço de aproximadamente R$ 64,00 na importadora torna este vinho uma excelente pedida, daqueles para comprar de caixa!

 

 

 

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Publicado em 21/07/2014 às 14h04

Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

foto 4 300x225 Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

 

Em um almoço no belo e delicioso restaurante KAÁ, estive com uma das proprietárias da Vinícola espanhola Valduero, uma das mais respeitadas da Espanha e principalmente da Ribera del Duero, onde começaram em 1984 a produzir vinhos de forma familiar, fundada por Gregório Garcia Alvarez.

 
Agora de importador novo, a Inovini (Grupo Aurora), Carolina nos mostrou alguns de seus excelentes vinhos e as safras disponíveis em mercado agora:

 
O Garcia Viadero Blanco de Albillo 2013 é um vinho feito com uma uva que nem todo mundo conhece, a uva Albillo, que é autóctone do norte da Espanha, mas que na Ribera del Duero, eles são os únicos que tem plantação de uvas brancas e são os únicos autorizados pelo Conselho Regulador a plantar e produzir vinho branco na região. As outras vinícolas da Ribera que produzem brancos acabam tendo que ir a outras regiões. O vinho é fresco, sem madeira e muita fruta cítrica. Um vinho de bom corpo, que pede comida, de preferência peixes mais consistentes e frutos do mar. Custa R$ 87,00.

 
O Valduero Crianza 2010 é produzido 100% Tempranillo (Tinto Fino como é chamada na Ribera) e passa 15 meses em barricas francesas e americanas e mais 12 meses em garrafa. Um vinho com bom corpo, fruta madura e madeira. Final longo e a madeira predomina na boca. Outro vinho que pede comida que vai de uma carne até um peixe mais complexo e intenso. Custa R$ 173,00.

 
O Valduero Reserva 2009 tbm é 100% Tempranillo e passa 30 meses em barricas de carvalho francês, americano e canadense. Sim, barricas canadenses, algo não muito comum por aí. De acordo com Carolina, a madeira canadense é mais delicada e amacia mais o vinho. Depois dos 30 meses em barricas, vem mais 18 em garrafa. É um vinho complexo, mais equilibrado com a madeira e mais redondo. Um vinhaço, fresco e com final longo! R$ 260,00.

 
Por ultimo, o Gran Reserva 2004 é um vinho de meditação, um vinho único, um vinho... Sei lá, um VINHO! Com 48 meses de barricas e mais 40 meses em garrafa, o vinho tem 10 anos de idade e ainda está novo desde a cor púrpura, passando por um nariz intenso e complexo, até a boca macia, longa e deliciosa. Sem muitas palavras, um daqueles vinhos  únicos na vida. R$ 645,00.

 
É, não é à toa a fama e a tradição desta vinícola. A consistência de qualidade é incontestável!! Golaço da Inovini ao conquistar esta vinícola para seu portfólio!!

 

 

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Publicado em 18/07/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

Copa dos Vinhos5 150x150 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

A Copa do Mundo terminou. Bons jogos, muitos gols, emoções à flor da pele, surpresas e claro, decepções, principalmente para nós, Brasileiros que acreditaram e  sofreram com a nossa seleção e principalmente, não esperava o show de bola que levamos nos dois últimos jogos. Mas parabéns à Alemanha, que com um futebol envolvente e consistente, bordou sua quarta estrela em suas belas camisas.

 

 

Mas se o assunto é vinho, vamos parar a bola por aqui e falar do que vai dentro da taça. Esta Copa envolveu 17 países que produzem vinhos de destaque internacional. Alguns países muito conhecidos como Argentina, Brasil, Chile, França, Portugal, Espanha, Itália, Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Uruguai. Outros nem tão conhecidos e notórios, como Grécia, Croácia e Suíça. E outros praticamente desconhecidos da grande maioria, como Inglaterra, México e Japão. O mais bacana é ver que a grande maioria destes países possuem vinhos disponíveis em nosso mercado e que temos possibilidades infinitas de provar sempre um bom vinho, de regiões diferentes.

 

 

Mas já que ainda estamos no clima da final, deste grande jogo que foi Argentina e Alemanha, vamos falar um pouco de seus vinhos e mostrar que nem só de bola eles entendem.

 

 

Começando pela Alemanha, que infelizmente é um país controverso para muita gente quando o assunto é o vinho. E não só no Brasil, mas em muito lugares pelo planeta, afinal, o fenômeno do “Vinho da Garrafa Azul” colocou o vinho alemão em evidência. Mas como ele, o Liebfraumilch, não é um vinho de alta qualidade e é enjoativo, muita gente nem pensa em abrir uma garrafa de vinho alemão. Mas ao contrário do que se pensa, os alemães fazem sim ótimos vinhos, principalmente brancos. As melhores regiões ficam a oeste do país, na fronteira com a França – onde também se produzem ótimos vinhos, muitos com as mesmas uvas dos alemães -  e por serem regiões mais frias, as uvas brancas como a Riesling, a Silvaner, a Gewurztraminner e a tinta Pinot Noir reinam por lá. As principais regiões são Mosel, Nahe, Rheingau, Rheinhessen e Baden. Há também os vinhos doces, muito bons e muito superiores ao Liebfraumilch. E muitos deles, tanto os doces como os secos, são vinhos caros na maioria dos casos e ainda não tão abundantes em nosso mercado.

 

 

Já a Argentina é o extremo oposto em relação a conhecimento e aceitação por aqui. Aliás, este país que nós brasileiros não temos muita empatia pelo seu futebol, mas pelos seus vinhos somos o oposto, já que, depois do Chile, é o país que mais exporta vinhos pra cá e tem muita aceitação, principalmente por sua uva emblemtica, a Malbec.

 

 

A Argentina ocupa um lugar de destaque na produção de vinho no mundo todo. E no Brasil, seus vinhos só perdem para os chilenos em volume importado por nós. Não preciso dizer que a Malbec é a rainha das uvas por lá e sem dúvida, uma das grandes razões pela constante evolução do vinho argentino. Mas nem só de Malbec vive a Argentina. Pelo contrario. Eles tem produzido cada vez mais cabernets sauvignon, merlots, pinot noirs, syrahs, chardonnays, sauvignon blanc, torrontés e muitas outras. Vale citar também a Cabernet Franc, que vem ganhando muito destaque com vinhos maravilhosos, conforme já destaquei aqui no blog algumas vezes. Isto sem falar em blends sensacionais também.

 

 

Em termos de regiões, Mendoza é e vai continuar sendo a grande referência. Mas regiões como a Patagonia (Neuquén e Rio Negro), San Juan e Salta (Cafayate) são regiões que certamente não tem o peso commercial de Mendoza, mas tem surpreendido com seus Syrahs (San Juan), Torrontés e Tannat (Salta) e Pinot Noir (Patagonia).

 

 

Poderia gastar muitas linhas ainda sobre a Alemanha e a Argentina. Mas sugiro agora pararmos por aqui e abrirmos uma garrafa para brindar! De preferencia com um branco alemão e um tinto argentino!

 

 

ARGENTINA

- COLONIA LAS LIEBRES BONARDA 2012

- PRODUTOR: ALTO LAS HORMIGAS.

- REGIÃO: MENDOZA.

- UVAS: 100% BONARDA.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 43,00 (No site da importadora WORLD WINE - www.worldwine.com.br)

 

A Bonarda é uma uva ainda pouco conhecida do consumidor geral, mas uma uva que na Argentina anda ganhando muito espaço e importancia. Ela já era usada muito como parte dos cortes de muitos vinhos, mas há mais ou menos 10 anos ela vem sendo bem utilizada como vinhos  de corte e com muita qualidade. Mas muitos ainda com muito uso de madeira. Por isso, sempre falo que quem quer conhecer como é de fato a Bonarda, este vinho é o ideal. Muito equilíbrado e sem uso de madeira, este vinho mostra bem o potencial desta uva, que devemos ver cada vez mais daqui pra frente!

 

colonia las liebres bonarda 20111 1 97x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

ALEMANHA

- MEYURZIGER WURZGARTEN KABINET 2007

- PRODUTOR: DR. LOOSEN.

- REGIÃO: MOSEL

- UVAS: 100% RIESLING.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 138,90 (No site da importadora EXPAND - www.expand.com.br)

 

 

Mais um alemão feito com Riesling e extremamente típico. Excelente acidez, bom corpo (típico da Riesling) e sem passagem por madeira. Excelente vinho para acompanhar um prato de frutos do mar, peixes com molhos cítricos.

 

2007 Dr Loosen Urziger Wurzgarten Riesling Kabinett 08101001000282 ce471f5 300x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Siga o EnoDeco no Twitter!

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Posts Relacionados

Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

Publicidade

Arquivo

setembro 2014
S T Q Q S S D
« ago    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Blogs do R7

Home de Blogs +
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com