Publicado em 02/05/2016 às 12h22

Odfjell: A Noruega Fazendo Bonito nos Vinhos Chilenos.

IMG 0779 300x225 Odfjell: A Noruega Fazendo Bonito nos Vinhos Chilenos.

 

Mesmo antes de me enveredar definitivamente por estes caminhos do mundo vinho, esta vinícola já era uma das minhas queridinhas, pela qualidade de seus vinhos. A Odjell é uma vinícola fundada pelo armador noruegues, Dan Odfjell, que durante uma viagem de barco, há 25 anos, se apaixonou pelo Vale do Maipo e por alí ficou, inaugurando sua vinícola, que hoje é tocada por seus filhos Dan Jr. e Laurence. Mas não é apenas uma vinícola! Existem vários conceitos por trás dela, como as práticas orgânicas e biodinâmicas (certificados desde 2013). Eles inclucive "importaram" cavalos noruegueses, os chamados Pôneis dos Fiordes, que é uma raça rara que ajuda nos trabalhos nos vinhedos.

 

 

Hoje a vinícola tem 85 hectares plantados no Maipo das uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Carmenere. Mais
10 hectares no Vale do Maule, todos de Malbec e mais 20 hectares em Cauquenes, sul do Chile, de Carignan, Cabernet Sauvignon, Tannat, Tempranillo, Mourvedre e Petit Syrah. Com capacidade de 3 milhões de litros e uma produção 1 milhão, eles ainda são considerados uma vinícola média na produção. Mas na qualidade a coisa é grande, como em alguns vinhos que experimentei e conto abaixo. Os vinhos da Odfjell são trazidos pela Importadora World Wine.

 

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Armador Cabernet Sauvignon 2014 - o vinho de entrada da vinícola, que é melhor que muito vinho que não é de entrada de outras vinícolas. Herbáceo, ameixa, baunilha muito sutil da madeira. Muito equilibrado e um ótimo vinho! R$ 81,40.

Capítulo 2014 - Um corte bem interessante de Carignan, Cabernet Sauvignon e Malbec. Vinho bem equilibrado, com um corte diferente de tudo o que já tomei. Acidez boa, frutas vermelhas, chocolate, tabaco, macio. Final longo. R$ 112,20.

Orzada Malbec 2011 - Se colocado junto com Malbecs argentinos, vai fazer bonito. Mas é um bicho diferente. Não tem aquela potência e estrutura do argentino. É mais elegante, acidez maior, taninos mais ásperos sem incomodar. Um Malbec diferente, que faz bonito! R$ 161,70.

Orzada Carignan 2014 - um vinho fantástico, com acidez muito presente, muita fruta vermelha, mentol. Encorpado, intenso e o melhor: sem interferência nenhuma de madeira pois não passa por barrica. Um vinho diferente e único. R$ 161,70

Aliara 2011 - Por muiot tempo foi o TOP da vinícola, at;e lançarem o ODFJELL. Um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Carignan. Aqui, o DNA Chileno se mostra mais presente. Mas sem exageros. A goiaba madura e o mentol são bem presentes, mas tem também framboesas, amoras e chocolate. Um vinho de muita guarda, fresco e de final longo! R$ 294,80.

 

 

IMG 0740 225x300 Odfjell: A Noruega Fazendo Bonito nos Vinhos Chilenos.

 

Sem dúvida, uma vinícola que tem tudo para crescer cada vez mais pela qualidade dos seus vinhos, mas sem abrir mão de suas convicções e filosofia. É a Noruega fazendo bonito no vinho chileno!

 

 

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Publicado em 28/04/2016 às 09h25

O Dia Para Celebrar os Malbecs Argentinos em SP é Hoje!

Malbec 01 300x300 O Dia Para Celebrar os Malbecs Argentinos em SP é Hoje!

 

Vcs já devem ter visto em vários sites e blogs que dia 17.04 foi o Dia Mundial do Malbec. Mas o que acabou acontecendo foi que Abril virou o Mês do Malbec e as comemorações se espalham pelo Brasil e pelo mundo durante este mês. E hoje, 28 de abril é o dia de comemorar com um Mega Evento aqui em SP, organizado como sempre pela Wines of Argentina.

 

O tema do evento deste ano é a tão famosa e difundida "Gastronomia de Rua".O evento contará com um público de aproximadamente 500 pessoas, entre imprensa, gourmets, fãs de vinho e curiosos. Os food trucks, queridinhos dos paulistas, venderão 4 estilos diferentes de comidas para harmonizar com os diversos estilos de vinho que cada vinícola oferecerá.

 

Cada stand oferecerá 4 categorias de vinhos: Malbecs Jovens, Malbecs Concentrados, Blends de Malbecs e uma alternativa de brancos, rosados e/ou espumantes. O público terá a possibilidade de participar de bate-papos de 20 minutos de duração, nos quais obterão conselhos práticos e recomendações para harmonizar o Malbec com as propostas gastronômicas dos food trucks no evento.

Além disto, teremos muita música com os DJs Gabriel Salvia e Dre Guazzelli, acompanhados de um músico de Sax, que comandarão o som e agitarão a noite gourmet.

 

Vinícolas como Zuccardi, Cobos, Kaiken, Dominio del Plata, Pulenta, Rutini, Doña Paula e muitas outras estarão lá com seus melhores Malbecs!

 

O ingresso, vendido nos links abaixo, custa R$ 150,00, é individual e dá direito à livre degustação dos vinhos. E R$ 40,00 será revertido em fichas para consumo nos food trucks e entregues ao público na entrada do evento.

 

Endereço:

Vila Butantan - Rua Lemos Monteiro, 170

Horário: Das 18:00 às 0:00.

Compra de Ingressos Antecipados (HAVERÁ BILHETERIA NA PORTA):

https://www.sabiar.com/produtos/4-malbec-world-day-sao-paulo

https://semhora.com.br/evento/malbec-world-day

 

Nos Vemos lá!!

 

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Publicado em 20/04/2016 às 08h30

Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

4 50582 1416600032 300x120 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

A Viña Aquitania já era velha conhecida minha, desde os tempos em que eu nem pensava em trabalhar com vinho. Sempre gostei muito do Sol de Sol Chradonnay deles, que pra mim era o melhor branco chileno que eu conhecia. E por conta disto fui visitar a vinícola em 2006. A Aquitania é uma vinícola pequena para os padrões chilenos. Produz apenas 150.000 garrafas e tem 15 hectares de vinhedos no Vale do Maipo com plantações de Cabernet Sauvignon (15 ha.) e Syrah (3 ha.). Além dos vinhedos no Maipo, onde está Santiago, são mais 18 hectares em Traiguen, sul do Chile com Chardonnay, Pinot Noir e Sauvignon Blanc.

 

Fundada em 1993 por Bruno Prats e Paul Pontallier, enólogos franceses da região de Bordeaux, conhecidos mundialmente e por Felipe de Solminhac, enólogo chileno. Nove anos depois, Ghislain de Montgolfier, enólogo da região de Champanhe se juntou ao trio que hoje faz vinhos com muita classe e estilo e estão, para mim, entre os melhores de lá. Infelizmente acabei indo numa época ingrata “afetivamente” falando, pois 2 dias antes haviam acabado de anunciar o falecimento de Paul Pontalier, motivo pelo qual as bandeiras estavam a meio pau e seus sócios haviam viajado à França.

 

IMG 0612 225x300 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

Mas numa degustação deliciosa, com um cenário encravado nos pés da Cordilheira, pude provar alguns destes vinhos:

 

 

Sol de Sol Chardonnay 2011 – Mantém sua fama e sua qualidade desde que conheço ele. Um vinho bem mineral, com aromas de abacaxi, lima da pérsia e outras frutas cítricas. Fugindo do padrão “Chardonnay Amadeirado”, ele é elegante com madeira presente, mas bem sutil. Lembra um bom branco da Borgonha, pela acidez, mineralidade e pouca madeira.

 

Sol de Sol Pinot Noir 2011 – Um vinho que eu estava curioso para experimentar de novo, pois quando tomei, era outra safra. E ele está maravilhoso, fugindo do estilo “bomba de frutas vermelhas” que os Pinots chilenos em geral tem. Um vinho que tem aromas e sabor a terra, com frutas vermelhas bem sutis e pouquíssima madeira. Estes 5 anos de idade fazem deste vinho algo único, que ainda vai evoluir mais.

 

Lazuli 2011 – O vinho ícone da vinícola, é um Cabernet chileno de corpo e alma sem ser enjoativo. Com muitos aromas verdes típicos da Cabernet, como pimentão, além de fruta preta como ameixa, mas sem a goiaba e a fruta sobre madura que tanto marcaram os vinhos chilenos. Vinho para tomar agora ou guardar mais uns 5 anos pelo menos.

 

Aquitania Reserva Syrah 2015 – Um syrah diferente, sem madeira e bem interessante. Muita fruta vermelha e pimenta do reino e aos que acham que o vinho é simples por não ter aromas e estrutura que a madeira conferem ao vinho, estão enganados. Ele é complexo e fresco, com corpo ligeiramente mais leve que os syrahs mais comuns.

 

IMG 0615 300x300 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

Uma vinícola que sempre tive um carinho muito grande e continuo tendo!

 

Uma vinícola que sempre tive um carinho muito grande e continuo tendo! Os vinhos da Aquitania são importados no Brasil com exclusividade pela ZAHIL IMPORTADORA.

 

 

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Publicado em 18/04/2016 às 08h30

Voltei a Beber Vinho Chileno!

IMG 0601 268x300 Voltei a Beber Vinho Chileno!

 

O título deste post pode parecer loucura, bairrismo, burrice ou até mesmo preconceito. Mas é verdade. Sabemos que os vinhos chilenos no brasil são os mais vendidos e tem quase 50% do Mercado de vinhos importados. Sabemos que eles tem marcas muito conhecidas e consolidadas. Sabemos também que a qualidade destes vinhos é alta. Mas nunca escondi de ninguém que meus últimos 4 anos, com muitas viagens para a Argentina, visitando Mendoza, Salta, Patagonia, La Rioja e San Juan me fizeram ver o vinho chileno de outra forma. Vendo a enorme variedade dos vinhos argentinos, tanto em tipos como estilos, fui aos poucos me enjoando um pouco do jeitão dos vinhos chilenos, com aquela fruta sobre madura e vinhos quase sempre com o mesmo perfil de geleias de goiaba e mentol no nariz e na boca, faltando um pouco de acidez. E os brancos, em sua maioria Sauvignon Blancs, com uma profusão de aspargos e herbáceos. Este, na verdade, foi o estilo de vinho que conquistou o consumidor por aqui e em muitos lugares. Então, por que mudar, não é mesmo?

 

 

Por conta deste meu cansaço, de estar saturado deste estilo de vinhos e por estar descobrindo coisas novas na Argentina, fui me afastando dos chilenos pouco a pouco, até o começo deste ano, que resolve voltar ao Chile para me atualizar um pouco sobre como andavam as coisas por lá. E qual não foi a minha surpresa ao ver no discurso e na prática que as coisas já estão mudando a passos largos e que eles mesmos viram que precisavam mudar. Em 1 semana, não bebi sequer 1 vinho no velho estilão chileno. Todos – digo todos – os vinhos que tomei, em restaurantes ou nas vinícolas, apresentam um novo estilo, mais fresco (mais acidez) e com uma fruta mais equilibrada sem ser tão “geléia”. Isto é resultado de colheitas mais cedo, para que a uva não chegue a um ponto de açúcar muito alto na hora de ser colhida e com isto possa dar vinhos com mais acidez e sabores/aromas menos enjoativos. Isto sem falar nos orgânicos, biodinâmicos e naturais que provei por lá e que realmente me fizeram zerar aquele cansaço do vinho chileno de 5 anos atrás e voltar a procurar e me animar com novas descobertas das terras de Pinochet.

 

 

Os próximos posts que escreverei por aqui serão sobre minhas visitas e descobertas durante esta semana que passei por lá. E espero que embarquem nesta viagem comigo e possam descobrir o que vou chamar de “novo vinho chileno”.

 

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Publicado em 14/04/2016 às 14h53

Os vinhos da Realeza Italiana. Ou os Vinhos da Monalisa. Ou Ambos.

IMG 0546 278x300 Os vinhos da Realeza Italiana. Ou os Vinhos da Monalisa. Ou Ambos.

 

Uma família descendente da Mona Lisa, que faz vinhos na Toscana, em uma vinícola comandada pela família Giucciardini Strozzi, mais especificamente pelas irmãs e princesas Irina e Natalia Strozzi, e que tem relações familiares que remontam ao período de Nicolau Maquiavel e da Familia Medici, família burguesa tradicional e muito influente na Italia entre 1430 e 1740.

 

Assim foram apresentados os vinhos da Tenute Giucciardini, importados pela importadora Italia Mais. Começando pelo espumante, o Cusona Brut. Um espumante único, feito 100% com Vernaccia di San Gimignano, uma uva típica da toscana. Nunca havia tomado um espumante 100% com Vernaccia e confesso que gostei. Lembra um riesling pela sua mineralidade bem intensa. Um espumante com personalidade, intendo, mas leve na boca. No mercado, deve custar por volta de R$ 190,00.

 

O Arabesque 2014 é outro vinho bem mineral e fácil de beber. Feito com 85% de Vermentino e 15% de Sauvignon Blanc, é um vinho fácil de beber, leve e que vai maravilhosamente com frutos do mar e até uma comida japonesa. Assim como o 1933 Vernaccia di San Gimignano, que é tão mineral que parece até ser meio salgado. Pra explicar bem, ele não é salgado, mas de tão mineral que é, chega a parecer. Ambos não estão ainda disponíveis por aqui, mas devem chegar por R$ 100,00 e R$ 200,00.

 

Partindo para os tintos, o Momi 2013 a R$ 255,00, é um supertoscano bem legal, feito com Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Montepulciano d'Abruzzo. Um vinho bem macio, muita fruta e madeira bem leve.

 

O Sòdole 2009 é um baita vinho! Feito 100% com sangiovese, é produzido no sul da Toscana, perto de Montalcino. Por isso, lembra muito um Brunello! E com 7 anos ele já tem traços de evolução que deixam o vinho bem complexo e delicioso. R$ 334,00.

 

O Ocra 2014 é um vinho da região de Bolgheri e ilustra bem os vinhos daquela região, famosa pelo Sassicaia. Encorpado, intenso, com muita fruta maudra, madeira bem equilibrada e um vinho de guarda. É um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Syrah. Ainda não chega ao Brasil, mas deve vir por volta de R$ 250,00 - R$ 300,00.

 

Vingnarè Bolgheri Superiore 2011 é o irmão mais velho do Ocra. Com as mesmas uvas do anterior, mas sem a Syrah, tem o DNA do Ocra, mas com uma madeira mais presente e que ainda tapa um pouco a fruta. Mas daqui a uns 5 anos, vai estar mais redondo e pronto e vai ser um vinhaço. Deve chegar por volta de R$ 500,00.

 

O Millani IGT 2007 não tem preço. Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot compõe este corte que já com 9 anos, está no seu ponto ideal. Um vinho fácil e agradável de beber, ainda com acidez e alguma fruta, mas já com os aromas de evolução bem ressaltados.

 

O contexto todo foi muito bacana. Vinhos bons e pessoas com histórias interessantes. Como sempre digo, vinho é muito mais que um fermentado de uvas na taça. Vinho é história, é cultura, é experiência de vida! E estes vinhos tem tudo isto!

 

 

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Publicado em 24/03/2016 às 09h00

Os Ovos de Chocolate e os Vinhos.

Wine chocophoto 300x205 Os Ovos de Chocolate e os Vinhos.

 

Chocolate é um "bicho difícil" de harmonizar. Seu sabor intenso dificulta a combinação com o vinho, seja ele amargo ou doce. Alguns são mais amáveis ao vinho. Outros repudiam a maioria dos vinhos e precisam de maiores cuidados. O fato é que uma combinação clássica do chocolate não falha: O Vinho do Porto. Por ter uma graduação alcoólica maior e uma doçura maior também, os Vinhos do Porto fazem um bom par com os chocolates. Mas tem Portos que vão melhor e Portos que não vão tão bem.Os mais envelhecidos por exemplo, deixam a desejar pois são mais delicados, com aromas e sabores de frutas secas e de mais evolução. Então prefiram os mais jovens e intensos, como algum Vintage ou LBV mais jovens. Tawnys e Rubis, que são os mais comuns, costumam ir bem também se o chocolate não for daqueles muito doces.

 

Aliás, há alguns chocolates, aqueles com maior percentual de cacau e que são mais amargos, que podem até ir bem com vinhos secos, como um Primitivo, um Zinfandel (Primitivo e Zinfandel são a mesma uva, com nomes diferentes e cultivadas em locais distintos), um Shiraz Australiano, Syrah Argentino ou Chileno ou até mesmo um Amarone. Alías, por falar em Amarone, os Valpolicellas Ripasso, que carregam certo açúcar residual por causa do apassimento das uvas, podem ir bem com alguns chocolates também!!

 

Mas tem outros tipos de vinho muito legais, que não tomamos muito por aqui e que valem a tentativa: O Vinho Madeira, que também é um vinho fortificado português, mas é da da Ilha da Madeira, tem algumas variações de acordo com as uvas. Os mais comuns são o Sercial, Verdelho, Bual e Malmsey (Malvasia), sendo esta a ordem crescente de doçura. Para não ficar muito enjoativo, eu iria com um Verdelho ou ou Bual com chocolates mais amrgos e o Malmsey com os mais doces.

 

Banyuls (Fortificado da AOC Banyuls, localizada no Sul da França) e os espanhóis PX (Pedro Ximenez), da região de Jerez, são outras opções legais e que fogem do comum, até por serem vinhos mais difíceis de serem encontrados. Estes são mais doces e vão bem com chocolates ao leite!

 

Um fato é garantido: Prazer não faltará!!!

 

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Publicado em 23/03/2016 às 11h49

Bacalhau e Vinho: Inúmeras Possibilidades.

ssebastian2 069 300x225 Bacalhau e Vinho: Inúmeras Possibilidades.

 

Chegou a Páscoa!! E com ela um prato típico, que não é o coelho, gente! O coelho nesta época apenas traz os ovos de páscoa, mas pela tradição, não comemos o coitadinho de olhos vermelhos e pelos branquinhos. Então, já que não é o coelho, que venha o tradicional bacalhau!

 

Para começo de conversa, o mais importante: O que vou escrever aqui são formas teóricas de se harmonizar vinho com bacalhau. Mas nada, nada mesmo, substitui o gosto pessoal de cada um. Então, não tomem como verdade absoluta este ou outros posts que encontrarão por aí. Tomem como verdade o gosto pessoal de cada um!

 

Confesso também que não sou fã de bacalhau e que já perdi muitos almoços maravilhosos por conta disto, mas sabe aquela comida que não dá pra encarar? Então… infelizmente sou assim com este nobre peixe. Mas como dever de blogueiro e professional do vinho, preciso estudar mais a fundo todas as opções, características e afins, para poder ajudar a conduzir e sugerir harmonizações. Então vamos lá:

 

Falando do Bacalhau: Dentre as várias espécies de bacalhau duas são as principais: a Gadus morhua, que habita as águas frias do Oceano Atlântico, nas regiões do Canadá e do Mar da Noruega e a Gadus macrocephalus que habita o Oceano Pacífico na região do Alaska. Tem outras espécies, vindas de outros lugares, mas estes acima são os principais.

Há também outros que são os genéricos, geralmente vendidos salgados e secos, mas efetivamente estes genéricos não são Bacalhau!

 

Falando de como o Bacalhau é feito e consumido, os modos são os mais variados possíveis! Alguns mais conhecidos são o Bacalhau à Lagareiro, à Braz, à Gomes de Sá, à Espanhola, ao Forno, à Marialva, à Portuguesa e outros por aí. E eles vão dos mais leves e delicados, até os mais temperados e complexos, com acompanhamentos mil...

 

 

Falando da Harmonização: É muito difícil criar uma regra, afinal, como disse acima, os modos de se fazer um Bacalhau variam muito. E isto influencia completamente no tipo de vinho a tomar e de acordo com os próprios portugueses é um tema que está longe de ter uma única opinião entre todos. Mas se eu tiver que dar algumas dicas de harmonização, aqui vão elas:

 

1. Geralmente o azeite e o sal são bem presentes nas receitas e isto já nos diz algo importante: Evitar vinhos com muitos taninos e muito corpo, pois os taninos “brigam” com a oleosidade e com o sal da comida.

 

 

2. Quanto mais leve e suave for o Bacalhau, mais leve e suave deve ser o vinho. Os tradicionais Vinhos Verdes são boas opões neste caso. Se quiser sair de Portugal, os espanhóis da região de Rueda, feitos com a uva Verdejo ou até mesmo os mais conhecidos Sauvignon Blanc de qualquer parte do mundo são boas pedidas.

 

 

3. Para Bacalhaus mais complexos e temperados, podemos ir com vinhos mais encorpados. Um branco um pouco mais amadeirado, como os modernos brancos da região portuguesa da Bairrada ou se quiserem sair de Portugal podem servir vinhos à base de Chardonnay, que costumam ser mais encorpados.

 

4. Vc é fã dos tintos e não importa qual o prato, vai beber um tinto? Tudo bem... vc pode optar por um tinto não tão tânico como um Pinot Noir com leve toque de madeira ou até um espanhol da região da Rioja como um Crianza. Portugueses do Douro e Alentejo sem nenhuma ou pouca passagem por barrica são boas opções também.

 

 

5. Agora, se quiser encarar um vinho tinto de mais estrutura e sem abrir mão dos portugueses, o cuidado a ser tomado é o que falei acima, do azeite e do sal. Sendo um bacalhau que não pese muito nestes 2 ingredientes, pode abrir o tinto que quiser. E seja feliz!!

 

Amanhã volto para falar da harmonização com os chocolates!!!

 

Boa Páscoa e Bons Vinhos!!

 

 

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Publicado em 15/03/2016 às 11h20

Humus Ilde: O que Falta no Mundo do Vinho.

sem vergonha dos pes 300x190 Humus Ilde: O que Falta no Mundo do Vinho.

 

Começo este longo texto pedindo desculpas àqueles que talvez se sintam atacados neste meu texto. Mas digo também àqueles que farei questão de citar nominalmente por suas qualidades e virtudes, que os elogios e reconhecimentos são de coração e frutos de suas competências!

 

Nestes meus quase 5 anos de vida profissional no mundo do vinho (8 anos se contar o início despretensioso deste blog), depois que dediquei 14 anos de minha vida profissional à minha formação inicial de publicitário, trabalhando em grandes agência, vejo com muita clareza o porque deste mercado não decolar de vez. As razões são muitas e não caberiam em um só texto, mas há algumas muito gritantes para mim que são as grandes responsáveis por este mercado ainda ser pequeno perto do seu potencial.

 

A primeira delas é a falta de humildade. Humildade que tem em sua tradução, o perfeito exemplo para o mundo do vinho:

 

"Humus" = Terra

"ilde" = Pés

 

Ou seja: Aquele que tem os pés no chão, aquele que tem os pés na terra, como os trabalhadores do campo que trabalham descalços. Oras, estes trabalhadores de pés no chão são exatamente a origem  do vinho no mundo. O que mais seria um viticultor que não um trabalhador do campo?  E jà pararam para pensar que muitos enólogos e donos de vinícolas, principalmente as familiares, também tem suas raízes no campo, com os pés na terra?

 

Pois bem, parece que muita gente esquece das raízes, esquece que o vinho é um produto do campo, como muitos outros. Mas então, por que tanta gente arrogante e que usa o vinho como objeto de status e de elevação social? Por que tanta gente que ao invés de beber um vinho e numa boa, analisando sim todas as suas nuances, prefere numa mesa de amigos ou num ambiente descontraído, ficar arrotando notas de clorofila negra ou de amoras silvestres dos bosques da Romênia? Será que estas pessoas não veem o quão mal fazem ao vinho estas afetações?

 

Tudo bem falar de forma técnica e analítica num ambiente com sommeliers, consultores, jornalistas, blogueiros e enólogos. Faz parte do negócio e é importante. Mas fora do ambiente “profissional”, fora do contexto, isto só afasta o consumidor do vinho. Aquele consumidor que tem curiosidade, que quer conhecer, mas acha o vinho uma bebida de fresco, uma bebida difícil e preferem pagar R$ 40,00 numa cerveja especial importada do que pagar R$ 40,00 numa garrafa de vinho. E assim perdemos a chance de fazer este delicioso e charmoso mercado crescer.

 

Mas há também aqueles que, como eu, pensam diferente. Sempre que conto o porque da minha mudança de vida profissional, falo que resolvi trabalhar com algo que amo e que tenho uma missão, por mais difícil que ela seja: tirar a gravata do vinho, “Desenfrescalhar” o vinho. Sim, é difícil, mas cada vez que me encontro com algumas figuras, meu ânimo se renova. Poderia citar muita gente aqui, e desculpem aqueles que de repente não citei, mas estas pessoas sabem quem são.

 

Pessoas como Bernardo Silveira, diretor técnico da importadora Zahil e Guilherme Corrêa, diretor de vinhos da importadora Decanter são, para mim, referencias neste mercado. O conhecimento destes 2 mineiros é algo inacreditável. Passaram – e bem – no WSET 4 (Diploma), o curso mais difícil do mundo do vinho, perdendo apenas do cultuado e desejado Instituto Master of Wine. Aliás, sempre digo que em breve teremos mais 2 Master of Wine brasileiros (eles mesmos) que se juntarão ao único da atualidade, o Dirceu Viana Junior, que mora e trabalha em Londres. Competência e conhecimento de sobra, que deveria servir de exemplo àqueles que estão no nosso mercado faz tempo, mas não sabem nem 10% do que eles sabem. E o principal, são caras extremamente humildes, pés no chão, pés na terra e dão aulas de como deveríamos ser todos nós que estamos envolvidos com o vinho de alguma forma.

 

Se olharmos para o “Sommelier de Salão”, aqueles que deveriam nos servir educadamente, com técnica, conhecimento e humildade, vemos alguns exemplos, mas queria citar 5 deles: o atual campeão brasileiro de sommeliers Diego Arrebola, que nos representará no mundial deste ano em Mendoza, a queridas e sinceras Gabriela Monteleone e Daniela Bravin, que brilham com conhecimento, simpatia, educação e sinceridade, o mais conhecido sommelier brasileiro, Manoel Beato, que tem uma história de vida maravilhosa e por méritos próprios e muita humildade, foi crescendo até chegar aonde chegou, e por último o querido Jonas Soares, um exemplo e simplicidade, de um cara que começou como garçom, virou sommelier e depois gerente do maravilhoso Vinheria Percussi e já foi eleito o melhor maitre de São Paulo pela Veja SP. Há muitos outros, já bem estabelecidos e outros que estão certamente trilhando este caminho, mas fico triste em ver que, na minha opinião, a maioria prefere se mostrar e falar difícil aos clientes sentados à mesa e complicam ainda mais a escolha de um vinho.

 

Há também aqueles que comunicam o vinho, que divulgam de uma forma honesta e transparente, sem aceitarem qualquer tipo de serem comprados por garrafas e “bolas” para escreverem bem sobre vinhos que nunca provaram ou que não gostam. Já vi muito disto, acreditem. O querido e competente Didú Russo, sempre muito sincero como os vinhos orgânicos e biodinâmicos que ele tanto defende, é talvez o cara que mais luta pelo vinho no Brasil. Suzana Barelli, editora da Revista Menu, Ricardo Castilho (Prazeres da Mesa) e Marcel Miwa (Estadão e Prazeres da Mesa) são outros nomes que deveríamos sempre reverenciar. Jornalistas de mão cheia e que fazem um brilhante trabalho divulgando o vinho, sem afetações! Luiz Horta, com seu gosto apurado pelos vinhos naturebas, é um cara fantástico também, que tem um texto gostoso de ler e sempre informativo. É outro que tem na sinceridade, o seu ponto forte e por isto, às vezes acaba desagradando a alguns. Sem esquecer dos blogs, aqui há muita gente boa, desde o Gil Mesquita, um dos primeiros blogs de vinho que apareceram, que fala em vinhos fáceis e acessíveis na maioria das vezes, passando pela competente Alê Esteves, que começou a pouco tempo e já está se tornando, com seus estudos e dedicação, uma referência no assunto, até gente que extrapola o mundo cibernético para levar eventos e ações reais para que o vinho seja mais consumido, como os amigos Alexandre Frias, Daniel Perches e Beto Duarte. E poderia de novo, citar muita gente que pode se sentir excluído, mas que sabe o quanto admiro e gosto do trabalho de cada um.

 

Parece um post de rasgação de seda e tenho certeza que muitos lerão desta forma. Paciência! Na verdade, é quase que um desabafo por ver e sentir que o vinho poderia ser muito mais do que ele é aqui. E pra mim, para que isto um dia aconteça, tudo começa e termina com o Ilde no Humus.

 

 

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Publicado em 03/03/2016 às 08h30

Bebi e Gostei: Lauca Pinot Noir 2014

7307749E43E0A 3F05 4046 AEF1 1DCF5CABDD6F20151209152529 150x300 Bebi e Gostei: Lauca Pinot Noir 2014

 

Vinho: Lauca Pinot Noir 2014

Produtor: Lauca

Origem: Vale do Maule (Chile).

Uvas: 100% Pinot Noir.

Importadora: Mercovino.

Preço Aproximado: R$ 52,00.

 

Pinot Noir no Chile é sempre sinônimo de sucesso. Fazendo grandes Pinots no litoral e alguns também em vales mais interioranos, o Chile tem se destacado faz um bom tempo no cultivo desta uva tinta, leve e que é ótima opção para dias mais quentes como estes, sem abrir mão dos vinhos tintos.

 

Este Pinot é um típico Pinot chileno: Frutas vermelhas maduras como framboesa, cereja e morango, excelente acidez, leve e fácil de beber. Um ótimo vinho para acompanhar queijos, peixes mais gordos e frutos do mar, tem no seu custo (R$ 52,00) um outro atrativo que o deixa ainda melhor. Vale a pena!

 

 

CHEERS!!

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Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde

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Publicado em 29/02/2016 às 08h30

O Vinho Fazendo o Bem: Leilão GRAAC de Vinhos 2016.

graac 300x292 O Vinho Fazendo o Bem: Leilão GRAAC de Vinhos 2016.

 

O vinho também pode fazer o bem! E não estou falando apenas dos efeitos benéficos do vinho para a nossa saúde! O GRAACC, famosa e competente instituição de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer, realizará no segundo semestre deste ano seu primeiro leilão, para arrecadar fundos ao seu hospital, que é tido como referência no tratamento do câncer infanto-juvenil.

 

 

Vinhos cultuados como Veja-Sicília Único 2013, Chateâu Palmer 2014 e Château Suduiraut Sauternes 1998 já foram recebidas pela instituição, que está aberta a doações desde já. Todas as garrafas se encontram armazenadas em adegas da Dedalo Leilões, em São Paulo.

 

 

É uma ótima oportunidade para quem quer e pode ajudar. Informações podem ser obtidas por meio do telefone (11) 5904-6600 ou através do e-mail flavionoguer@graacc.org.br.

 

 

O GRAACC é uma instituição sem fins lucrativos, criada para garantir a jovens com câncer o direito de alcançar a cura com qualidade de vida. Seu hospital, além de desenvolver pesquisas na área, realiza cerca de 3 mil atendimentos por ano, entre sessões de quimioterapia, consultas, cirurgias e transplantes de medula óssea.

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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