Publicado em 13/10/2014 às 12h17

3 Ventos e 4 Safras de Eolo.

IMG 2104 225x300 3 Ventos e 4 Safras de Eolo.

 

A Vinícola argentina Trivento é parte do gigante grupo Concha y Toro e tem uma boa penetração no mercado brasileiro. Trivento quer dizer "3 ventos" que são ventos muito comuns em Mendoza durante diferentes épocas do ano.

Os vinhos deles já são vinhos conhecidos, principalmente em sua linha Reserva e a Golden Reserve. Mas existe o vinho ícone da bodega, o EOLO, que é um vento, ooops, um vinho feito desde 2005 e comandado pela enóloga Victoria Prandina, que esteve aqui no Brasil e num delicioso almoço comigo e com o amigo Didú Russo. Estiveram também o Gerente da marca aqui no Brasil, Lucas Ribeiro e a subgerente de marketing lá de Mendoza, Silvina Barros. Neste privilegiado almoço, pudemos provar os safras 2007, 2008, 2009 e 2010 do Eolo.

Como sempre, vou fazer comentários gerais ao invés de fazer algo mais técnico comparando safra a safra.
Feitos 100% com Malbec de vinhedos de 102 anos, exceto o 2008 que tem 2% de Petit Verdot e 5% de Cabernet Sauvignon, são vinhos extremamente gastronômicos, com excelente acidez. E evolução deles é lenta, tanto na cor, como no nariz e na boca. O 2007 por exemplo, que tem 7 anos de garrafa, parece um 2011, 2012 na cor. No nariz e na boca já começa a mostrar um pouco de frutas secas, mas algo muito sutil. E acidez muito presente ainda!
Já o 2008, mesmo com pequenas parcelas de outras uvas, já se mostra um ponto fora da curva com um "verde" que faz toda a diferença na fruta madura sempre presente no Malbec.
O 2009 e 2010 são bem típicos Malbecs de alta gama, com muita feita e madeira bem integrada! As safras disponíveis no Brasil são a 2009 e 2010 e valem R$ 420,00.
Sem dúvida uma bela experiência que mostra a consistência e know-how do Grupo VCT desde suas faixas mais baratas até este ícone maravilhoso, o Eolo. Bons vinhos e bons ventos para todos!!!

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Publicado em 07/10/2014 às 10h56

Entraram Depois das Estrelas e Não Fizeram Feio!

IMG 1656 199x300 Entraram Depois das Estrelas e Não Fizeram Feio!

 

Depois de uma vertical de Cobos (Veja post anterior), coitado do vinho que chegasse depois. É como colocar uma banda iniciante para tocar depois dos Beatles. No começo, achei que mataríamos os Bramares que nos estavam reservados, mas terminando a degustação, cheguei a conclusão que eles não fizeram feio, mesmo depois das estrelas que entraram antes e deram um show e empolgaram a platéia.

 

O Bramare Malbec Uco 2011 foi colocado ao lado do irmão Bramare Malbec Lujan 2011 para provarmos as diferenças de terroirs. E eles cravaram muito bem as diferenças que geralmente encontramos entre malbecs destas 2 regiões. O Uco é mais elegante, menos "bomba de fruta" que o Lujan. Isto se deve muito ao fato do Vale do Uco ser uma região mais alta e mais fria. E nas minha andanças pela Argentina, tenho visto muito que esta diferença é cada vez mais latente. E isto é bom, pois mostra a diversidade de terroirs que os hermanos podem explorar!

 
No show de hoje, os iniciantes fizeram bonito, tocaram muito bem, foram afinados e também empolgaram o público!

 

 

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Publicado em 02/10/2014 às 11h44

A Diversidade Argentina a Passos Largos – Premium Tasting 2014

Foto 89 Copy 300x199 A Diversidade Argentina a Passos Largos   Premium Tasting 2014

 

No último dia 17 de Setembro, tivemos a honra de termos no Brasil o Premium Tasting Argentina, evento já tradicional em Mendoza, criado em 2011 e que pela primeira vez na história saiu de sua cidade de origem para aportar em outra cidade e a cidade escolhida foi São Paulo. Ponto para a Wines of Argentina, que teve a idéia de passear com um dos principais eventos do calendário vinícola argentino!

 

 

Em Mendoza, o evento consiste numa degustação às cegas por jornalistas, sommeliers, enólogos e formadores de opinião, dos vinhos mais bem pontuados (92+) por Robert Parker e Stephen Tanzer.  Aqui no Brasil, o formato foi mantido, mas ao invés de incluirmos os vinhos de Tanzer, foram degustados os vinhos premiados com troféus no Argentina Wine Awards, o mais importante concurso argentino que acontece anualmente em Fevereiro. A idéia de trocar pelos ganhadores do AWA é a de promover cada vez mais fora da Argentina este importante e reconhecido concurso.

 

 

 

Porém, antes do Premium Tasting, na véspera, aconteceram 4 Master Class conduzidas por alguns dos mais premiados enólogos argentinos sobre diferentes temas. Alejandro Vigil , enólogo-chefe da Catena Zapata, falou e mostrou em profundidade e comparativamente as diferenças entre Cabernet Francs e depois entre Chardonnays que são feitos com uvas cultivadas em diferentes altitudes. Depois, Jose Luis Mounier, enólogo da Tukma, um novo e grande projeto em Salta, falou sobre os vinhos do norte/nordeste argentino e suas principais diferenças e características. Depois de Mounier, entrou Daniel Pi, enólogo-chefe do Grupo Trapiche, um dos maiores do mundo,  mostrando os ganhadores dos troféus regionais do AWA 2014, categoria nova que foi criada este ano. E por fim, Sebastian Zuccardi, atual terceira geração da família que criou e comanda a Bodega Familia Zuccardi, mostrou com muito conhecimento e sabedoria, as diferenças de terroirs de Mendoza em seus Malbecs e Bonardas. Sem dúvida, 4 aulas, que mostraram aos presentes, que a Argentina é muito mais que a Malbec e que as investigações, estudos e constantes melhorias estão sempre em pauta para os Hermanos.

 

Foto 66 Copy 300x199 A Diversidade Argentina a Passos Largos   Premium Tasting 2014

 

 

No dia principal, uma degustação às cegas conduzida por Susana Balbo (Presidente da Wines of Argentina e proprietária da Dominio del Plata), Suzana Barelli (Editora de Vinhos da Revista Menu) e Guilherme Correa (Sommelier-Chefe da Importadora Decanter) surpreendeu muita gente. Não só pela qualidade dos vinhos que já era o esperado. Mas a maioria dos presentes pôde ter contato com uma realidade cada vez mais latente da Argentina, que é a sua diversidade de estilos e uvas. Os já conhecidos Cabernet Sauvignon fizeram coro com grandes Cabernet Francs (que estão ganhando fama rapidamente), grandes blends de diversos tipos e estilos e outros grandes varietais, que andam se destacando por lá. E claro, não dá pra deixar de lado os grandes Malbecs, estes já bem conhecidos por aqui e pelo mundo todo.

 

 

Difícil aqui destacar um ou outro vinho. Prefiro me ater ao fato que já é realidade, de que a Argentina, que tão bem fez a fama com seus Malbecs, caminha a passos largos, para fazer mais fama ainda com seus outros vinhos. Sem dúvida, é o país da diversidade e da qualidade, cada vez mais consistente!

 

foto 159 300x199 A Diversidade Argentina a Passos Largos   Premium Tasting 2014

 

 

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Publicado em 30/09/2014 às 10h22

A Educação do Vinho Começa a Ficar Mais Acessível.

Fotolia 6086774 XL 1024x685 300x200 A Educação do Vinho Começa a Ficar Mais Acessível.

 

Costumo dizer que o mundo do vinho ainda precisa de muita coisa, muita mesmo, para poder se profissionalizar e sair da mesmice que o assola há algum tempo por conta de mensalidades retrógradas de gente que acha que fazer as mesmas coisas irá trazer resultados diferentes. Precisamos de sangue novo, de idéias novas, modernas, atualizadas. Precisamos ir buscar o consumidor de cervejas especiais e outras bebidas e mostrar que o vinho é uma bebida acessível a todos. Sim, o vinho no Brasil é caro, mas quem quiser começar bebendo vinhos de R$ 15,00 pode começar a ter boas noções do que é esta santa e mágica bebida. Mas precisamos tirar a gravata do vinho, como dizem por aí corretamente. E tem gente boa fazendo acontecer.

 

 

Paulo Brammer e Thiago Mendes, fazem parte desta nova safra, assim como eu, de pessoas que querem fazer coisas novas no mundo do vinho e não se contentam com o que temos. Moraram muito tempo em Londres, onde completaram os níveis 1, 2, 3 e 4 do renomado Instituto WSET e voltaram ao Brasil para fundar a Eno Cultura com o intuito de ajudar no progresso da indústria estabelecendo o conhecimento através da educação.

 

 

A atual iniciativa deles é louvável e merece todos os elogios: Esta semana acabam de lançar um projeto social destinado a pessoas de baixa renda para formação de sommelier e serviço de vinhos. De acordo com Paulo, “O movimento em prol da responsabilidade social ganhou forte impulso nos últimos anos e o nosso foco principal seria realmente formar futuros profissionais da indústria do vinho e entregar um sommelier júnior com formação no WSET (Wine & Spirit Education Trust) Nível 2 para um restaurante de sorte!”. O projeto é destinado a profissionais do setor de hospitalidade como garçom e barman ou pessoas que estejam interessadas em iniciar nessa profissão que não tenham renda para se formar.

 

 

Na primeira fase, que foi realizada ontem, 29 de setembro, foram disponibilizadas 15 vagas para 4 horas de aulas com os temas história da profissão, introdução ao vinho, introdução ao serviço de vinho, introdução à harmonização de vinho e comida, degustação de 6 vinhos e avaliação final com prova de múltipla escolha de 25 questões. Na segunda fase, os dois alunos com a melhor avaliação serão contemplados com uma uma bolsa de estudos na Eno Cultura para frequentar o curso da WSET Nível 1. O curso WSET Nível 1 será realizado nos dias 20, 21 e 22 de outubro em 2 horas diárias. Os dois alunos serão avaliados com uma prova de múltipla escolha e aquele que se sair melhor, ganhará uma bolsa de estudos na Eno Cultura para o curso WSET Nível 2.  Na terceira e última fase, a Eno Cultura garante uma vaga de trainee sommelier no restaurante Le French para o candidato aprovado e devidamente certificado com WSET Nível 2. Com a cozinha comandada pelo premiado chef Luiz Emanuel.

 

 

Sem dúvida, uma iniciativa nota 10, que merece todo o reconhecimento do mundo e que surjam mais pessoas como eles, que querem descomplicar, "desenfrescalhar" o vinho e tornar esta bebida mais próxima das pessoas!!! Parabéns meus amigos!!

 

 

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Publicado em 31/08/2014 às 17h09

A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Um verdadeiro desafio foi proposto a alguns blogeuiros, para que escrevessem um texto sobre como a cortiça está presente em nosso dia-a-dia. E desafio dado, é desafio cumprido. Mas confesso que não foi fácil escrever algo original, que fosse ao mesmo tempo informativo, criativo e que prendesse a atenção do leitor de uma forma descomplicada, leve, sem ser técnica, mas informativa. Espero ter conseguido no texto abaixo. Mas se me vale um consolo, pelo menos para mim, foi uma divertida e informativa tarefa!

 

Rolhas, para quem?

Rolhas para o vinho, rolhas para mim, rolhas para você, rolhas para quem quer rolhas, mesmo sem saber que quer rolhas.

E quem quer rolhas? Todo mundo. Mesmo sem saber, todo mundo quer rolhas. Afinal, todo mundo quer salvar o planeta, todo mundo quer um mundo mais sustentável, certo?  Mas não é qualquer rolha, e sim a de cortiça, 100% natural, 100% ecológica, 100% reutilizável, 100% reciclável. Ou seja, rolha é 100%.

 

100% rolha de cortiça, aquela que faz as nossas vidas 100% mais felizes ao abrir um vinho. O ritual que começa no momento em que abro minha adega, deslizo prateleira por prateleira, até achar aquela garrafa que vai olhar pra mim e naquele momento sorrir, me fazendo retribuir seu sorriso e assim tirá-la de seu descanso. Descanso que também tem o sobreiro (Quercus Suber L.) nos seus 25 anos de vida, quando só então é realizado o primeiro descortiçamento por alguém altamente capacitado, que saiba como tratar bem esta nossa querida e essencial árvore. Mas engana-se quem acha que o sobreiro é danificado ou cortado para se extrair a cortiça. Ela se regenera, e depois, 9 anos depois, um novo descortiçamento é realizado. E é aí que o sobreiro descansa novamente. Assim como os vinhos em nossas adegas.

 

Então vamos voltar a falar do ritual de abertura que começamos lá em cima. Ao ser sorridentemente retirada da prateleira que descansou em minha adega, aquela garrafa de vinho já está proporcionando outros sorrisos que não o meu. As pessoas que estão à minha volta também sorriem. Um ritual alegre, feliz, em que sorriem as pessoas, sorri a garrafa e sorri o saca-rolhas, que acaba de sair da gaveta para fazer o que ele faz de melhor: Primeiramente, conversar com minhas mãos, e depois, delicadamente, conversar e extrair a rolha de cortiça.

 

E por que ele sorri ao ver uma rolha de cortiça? Porque é só com ela que eles conseguem perfeita sintonia, que sua espiral consegue um fluido movimento de descida e depois, de subida. Um movimento lento, minucioso, que atrai todos os olhares dos presentes. Mas sorriso do saca-rolhas não é completo quando ele se depara com outras rolhas, como as sintéticas, afinal, seu movimento delicado, minucioso e fluido, fica mais complexo, mais duro e difícil de ser realizado. E quando a rolha é de vidro ou aquela sorridente garrafa vem com tampa de rosca, nosso amigo saca-rolhas simplesmente é esquecido dentro da gaveta. Triste para ele. Triste para nós.

 

Opening a wine bottle1569 300x199 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Assim como é triste para nós, sabermos que quem opta pelas rolhas de sintéticas de plástico emite 10 vezes mais CO2 na atmosfera e quem opta pelas tampas de rosca de alumínio, 26 vezes mais! E se lembrarmos então que esta história de 4.000 anos da cortiça passa pelo Montado de Sobro, que é um dos mais ricos ecossistemas do mundo, abrigando mais de 160 espécies de aves, 24 de répteis e anfíbios e 37 de mamíferos e fixando mais de 140 milhões de toneladas de CO2 por ano, vemos que a nossa alegria, a alegria do saca-rolhas e da garrafa que está sendo aberta é real, genuína e muito mais profunda do que imaginamos.

 

Montado 300x160 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Finalizando a abertura da sorridente garrafa, aquele líquido que alí está e que tanto anseia por sair de lá, vai provocar outros sorrisos, agora nas taças que serão enchidas pelo néctar de Baco. E depois, ao ser levado à boca, certamente continuará causando sorrisos bobos, fáceis e cada vez mais deliciosos naqueles que estiverem alí, bebendo seu vinho. Afinal, o vinho alí presente e que estava naquela simpática garrafa, foi também muito favorecido por ter uma rolha de cortiça 100% natural. Isto porque ela permite que exista uma micro oxigenação que para aquele vinho, assim como para muito outros, foi extremamente benéfica. E isto não seria possível com outros tipos de vedação.

 

Analisando toda a situação e todo o ritual, vê-se que esta tal de cortiça, indispensável para nós enófilos e cada vez mais apreciada por arquitetos, engenheiros, estilistas, decoradores, artistas e muitos outros, causa sorrisos que muitas vezes não paramos para pensar em sua profundidade e significado. E assim será com todos aqueles que optarem por ela, 100% natural. 100% Felicidade.

 

wine couple 300x250 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

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Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

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Publicado em 21/08/2014 às 13h22

A Sensibilidade em Forma de Vinho

foto 61 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
As mulheres sem dúvida nenhuma tem ocupado cada vez mais espaço nos altos cargos das empresas. No mundo do vinho, um universo ainda muito masculino, algumas mulheres se destacam muito, tanto aqui no Brasil como fora, em diversos campos: jornalistas, consultoras, sommelières, enólogas, e por que não, donas de vinícolas. E sem dúvida, a delicadeza a sensibilidade feminina, no mundo do vinho, fazem muita diferença. E Susana Balbo é, sem dúvida, uma referência e exemplo disto.
Primeira enóloga argentina, Susana é dona e enóloga de sua própria vinícola, a Domínio del Plata. Mas seu nome é tão forte, que a marca Dominio del Plata vai passar a ser somente a razão social, e os vinhos terão todos a assinatura "Susana Balbo Wines".
Para mostrar um pouco esta sensibilidade feminina e os resultados que ela produz, a Cantu Importadora, que traz os vinhos da Susana pro Brasil, organizou um evento na sempre badalada e ótima churrascaria Fogo de Chão. Afinal, para acompanhar a potência dos grandes vinhos argentinos, nada melhor que uma grande carne.
Começando a medir a sensibilidade feminina de Susana, iniciamos com o Crios Rosé 2013, um famoso e bem resolvido rosé argentino, mostrando que ele continua sendo uma ótima opção. Depois, o melhor Torrontés argentino segundo Robert Parker, o BenMarco Torrontés 2013, que, fugindo dos tradicionais Torrontes de lá, é complexo e de excelente estrutura. Passou 4 meses em barricas de carvalho francês.
foto 11 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Ok, mostrar a sensibilidade e o toque feminino em brancos e rosés é mais fácil. Mas e nos tintos, como fica? E a resposta é fácil: com cortes diferentes, vinhos consistentes e no caso do ícone da vinícola (Nosotros 2009), com um 100% Malbec corpulento, de longa guarda, sem ser enjoativo. Tanto o BenMarco 2010 (50% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Tannat e 10% Petit Verdot) quanto o Brioso (45% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Malbec, 10% Cabernet Franc e 10% Petit Verdot) são cortes complexos, que só poderiam ser elaborados por alguém com muita sensibilidade, que pudesse extrair de cada uva, o que ela tem de melhor, e na quantidade certa. E o resultado que temos é inegável. Vinhos complexos, estruturados e consistentes, que além de tudo, ainda tem ótimo potencial de guarda.
foto 22 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
E por ultimo, a sensibilidade que se transforma em doçura. Os vinhos tardios Torrontes Late Harvest 2010 e o Malbec Late Harvest 2010, ambos sob a linha Susana Balbo. Tanto um como outro, são extremamente bem elaborados, sem aquela sensação enjoativa de muitos vinhos doces, muito pela acidez super presente, que equilibra muito o vinho.
foto 42 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Acho que por estes e outros motivos, a sensibilidade feminina de Susana está nítida. Felizes de nós que podemos comprovar sensivelmente!!

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Publicado em 12/08/2014 às 11h47

Não! Taça Não é Tudo Igual!

foto 7 300x225 Não! Taça Não é Tudo Igual!
Não, taça não é tudo igual! E para comprovar isto e nos ensinar na prática quais as diferenças de alguns modelos de taças, a alemã Schott-Zwiesel (Que eu particularmente acho muito boa e principalmente, resistente para uma taça de cristal pois tem titanio), através da Zwilling, promoveu um interessante evento com a presença de Gerhard Frank, Diretor de Marketing da marca. Neste evento, pudemos perceber a real diferença que faz o formato de uma taça no mesmo vinho.
foto 8 300x300 Não! Taça Não é Tudo Igual!
A dinâmica foi servir o mesmo vinho em taças de linhas diferentes, sendo a Linha 1 - Concerto, a Linha 2 - Clássico e a Linha 3 -  Fortíssimo. Aí tivemos 1 espumante, um sauvignon blanc, um chardonnay, um pinot noir e um cabernet sauvignon. E o resultado foi percebido facilmente em cada vinho e em cada taça. Abaixo, vou comentar como cada vinho se comportou nas diferentes taças:
Espumante:
- Mais fruta na taça 1.
- Mais cítrico na taça 2.
- Mais mineral e leveduras na taça 3.
Sauvignon Blanc:
- Menos fruta nas taças 1 e 4, que para um SB não é tão interessante. Mas na taça 4, há mais intensidade, até pelo bojo ser maior.
- Na taça 2, aparece uma fruta mais doce, pêra, laranja e pouca mineralidade e "verdes" típicos desta uva.
- Na taça 3, aparecem mais as frutas como limão e laranja e a mineralidade. Aromas verdes mais presentes. Pra mim, a melhor taça para este vinho.
Chardonnay:
 - Na primeira taça, madeira e frutas brancas como pêra e pêssego aparecem muito.
- Na taça 2, a acidez na boca é bem presente, menos madeira e mais frutas cítricas.
- Na taça 3, voltam as frutas mais "doces" e a madeira. Mas a acidez também marca bem, sendo, pra mim, a taça mais adequada.

Pinot Noir
- Na taça 1, a madeira, que já existe em pouca quantidade neste vinho, fica muito discreta, valorizando as frutas vermelhas.
- Na taça 2, muita semelhança com a primeira taça, mas o álcool sobe um pouco mais e encobre um pouco o vinho.
- Na taça 3, a madeira aparece mais, mas sem encobrir a fruta e a acidez. A melhor taça para o Pinot que tomamos.
Cabernet Sauvignon
- Na primeira taça, muita ameixa e pimentão verde, bem intenso. Madeira correta, equilibrada.
- Na taça 2, os mesmos componentes da primeira taça, mas o pimentão aparece muito mais, deixando o vinho mais desiquilibrado.
- Na terceira taça, o maior equilíbrio entre madeira e fruta, e o pimentão que chega a aparecer muito nas primeiras taças, fica mais em segundo plano. De novo, a taça que mais valoriza e "equilibra" o vinho.
O resultado geral foi bem bacana e mostrou, mais uma vez que não é frescura bebermos nossos vinhos nas taças apropriadas. Claro que não podemos levar muito a ferro e fogo e com isso ficarmos chatos, enochatos ou taçachatos. Mas quem fizer o teste, verá que as diferenças existem e estão lá para qualquer um ver!! Parabéns à Zwilling e sua marca Shott-Zwiesel pelo evento!!

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Publicado em 08/08/2014 às 09h53

Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

foto 2 300x248 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

 

Quando falamos de algo vindo dos Estados Unidos, automaticamente já temos uma impressão de algo grande, muito profissional e sempre bem feito. Isto se aplica a vários setores da economia e não poderia ser diferente no vinho. E assim é com a vinícola Chateau St. Michelle, que tem um total 13 vinícolas divididas em Washington, Oregon e Califórnia. E além disto, tem sociedade com várias vinícolas no mundo, como o tradicional e gigante italiano Antinori em projetos nos USA, como a Col Solare, uma vinícola em Washington (Columbia Valley) que produzem 2 vinhos estilo supertoscano, com base de Cabernet e um pouco de Sangionvese. Ou seja, é muita variedade de tipos e estilos de vinho!

Para mostrar um pouco esta variedade, a Wine Brands, importadora dos vinhos deles, trouxe para o Brasil o Diretor de Vendas da América Latina, Pablo Porretti, que num belo almoço, nos apresentou 6 vinhos bem bacanas, sendo um que é novidade no catálogo da importadora e 2 espumantes, também novidades. Então vamos a eles:

O primeiro espumante é o Michelle Brut, corte majoritário de Chardonnay, com um pouco de Pinot Noir e Pinot Gris. Feito pelo método champenoise, um espumante fácil de beber, boa acidez, e um açúcar residual um pouco maior, mesmo sendo Brut. O Michelle Brut Rosé também é feito pelo método tradicional, muita fruta e um pouco dos toques de levedura típicos dos espumantes feitos por este método. Mas o grande destaque vai para a maravilhosa acidez dele, o que o deixa muito gastronômico! E de acordo com Pablo, é uma acidez natural que esta região proporciona pela amplitude térmica da região. Duas novidades, que devem chegar em breve na Wine Brands por menos de R$ 100,00, o que faz deles, boas opções, por serem extremamente fáceis de beber, mas tem muita qualidade.

 

foto 1 225x300 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Depois veio um branco que eu sou fã! O Chateau St Michelle Riesling  2012. Um vinho ideal para quem não conhece a uva Riesling e não quer se deparar com aqueles Rieslings secos, que rasgam a garganta e incomodam àquelas pessoas que não estão muito acostumados com esta uva que eu particularmente adoro. Com 17g/L de açúcar residual, ele é um vinho classificado como semi-seco. Extremamente fácil de beber, nada enjoativo e com nariz e boca bem característicos de mineral, como esta uva de fato é. Um vinho de R$ 99,00.

Não poderia faltar também um Pinot do Oregon, região que tem se destacado muito no cultivo desta uva. O Earth Oregon Pinot Noir 2013 custa R$ 173,00 e ele mistura muito bem um estilo Novo Mundo e Velho Mundo. No nariz, muita fruta vermelha madura e na boca, algo mais herbáceo e um pouco, muito pouco de madeira. Boa acidez e final longo. Um vinho muito equilibrado!

Para acompanhar a excelente carne do Rubayat, vieram os tintos mais encorpados: Logo de caa, a grande surpresa pra mim. O Villa Mt. Eden Gran Reserve Zinfandel 2008 se mostrou um belíssimo vinho. Diferente dos Zinfadéis que já tomei, até pelos 6 anos em garrafa, que trouxeram mais complexidade. Por R$ 134,00 um vinho para fazer bonito se comparado com Zinfandéis mais caros! O Hands of Time 2011 é o vinho de entrada da renomada vinícola Stags Leap. Custando R$ 278,00, é um vinho impressionantemente fácil de beber, que ainda vai evoluir bem em garrafa. E com apenas 13% de álcool. Depois veio um autêntico Cabernet Sauvignon americano: madeira, frutas pretas, baunilha e cravo bem equilibrados, com um álcool de 14,5% que não se sente muito. O Horse Heaven Hills Cabernet Sauvignon 2011 custa R$ 120,00 e é bem competitivo. E por ultimo veio o seu irmão, ainda não disponível por aqui, que é o Horse Heaven Hills Blend Les Cheveaux 2011, que tem Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec. Também muito equilibrado, correto e bem feito. Deve chegar com o mesmo preço do seu irmão Cabernet.

 

foto 4 300x225 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Já conhecia o Chateau St Michelle, mas sem dúvida, algumas novidades me surpreenderam e deu pra ver como os Estados Unidos de fato, não se limita à California!! Parabéns à Wine Brands por ter esta vinícola de consistência, qualidade e variedade no seu catálogo!!

 

 

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Publicado em 04/08/2014 às 18h32

Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.

image001 Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.
A Cono Sur é uma vinícola chilena que já tem um certo nome no mercado com diversos vinhos, entre eles o grande Ócio, um super Pinot Noir Premium, a excelente linha "20 Barrels" e os vinhos de entrada, os famosos "Bicicleta", entre outros.
Com vinhos em várias faixas de preço, agora a vinícola lança seu vinho ícone, o Silencio, importado pela La Pastina.
Além dos ótimos vinhos, a vinícola ainda tem um "plus": Ganhou o prêmio de vinícola mais verde do mundo pela revista britânica Green Business, por ser dedicada ao manejo orgânico, com leveduras nativas e técnicas alternativas de combate aos insetos que comem as uvas.
O Silencio foi criado a partir de diversas provas às cegas e é um vinho mais complexo, com estrutura e longevidade. Envelhecido 22 meses em barricas de carvalho francês, o vinho permanece posteriormente por  mais dois meses em tanques de aço inox para afincamento. De acordo com Adolfo Hurtado “É no silêncio que se pode compreender melhor e apreciar um vinho verdadeiramente único”,
 Infelizmente, por já ter outro compromisso, não vou poder ir ao lançamento do vinho. Mas não tenho a menor dúvida que o vinho será um sucesso, como é tudo o que a Cono Sur faz. Abaixo, a ficha técnica do vinho:
Safra: 2010.
Origem: Valle del Maipo - Chile.
Uva: 98% Cabernet Sauvignon e 2% Carmenère.
Tipo: Tinto.
Amadurecimento: 22 meses em barricas de carvalho francês.
Graduação alcoólica: 13,7%.
Serviço: 16ºC-18ºC.
Preço para consumidor: R$780.
Disponibilidade para o consumidor: agosto/2014.

CHEERS!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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