Publicado em 17/04/2015 às 13h30

É Hoje: Feliz Dia do Malbec!!

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HOJE É O DIA MUNDIAL DO MALBEC!!!

E este ano a Wines of Argentina está promovendo a 5a Edição do Malbec World Day, que já soma mais de 70 eventos em 64 cidades de 50 países ao redor do mundo, homenageando a uva ícone argentina, desde sua criação.

 

 

Mas por que foi criado um dia em homenagem a esta uva? Pois esta uva, de origem francesa da região de Cahors, conhecida localmente como CÔT, foi trazida para a Argentina em 1853 pelas mãos de um agrônomo francês chamado Michel Aimé Pouget (1821 – 1875), que à época foi contratado pelo governo para melhorar a qualidade do vinho local. E a Malbec não só se deu bem em Mendoza, como mostrou uma excelente adaptação aos diversos terroirs argentinos, de Norte a Sul, encantando a todos em cada gole tomado de Malbec. Desta forma, com o passar do tempo, esta uva foi ganhando fama e virou a uva ícone da Argentina, conquistando cada vez mais consumidores, seguindo assim até hoje. E o dia 17 de Abril foi escolhido como dia Mundial do Malbec, pois neste dia foi intituida a Quinta Normal e a Escola de Agricultura, dois fatores que ate hoje simbolizam o desenvolvimento da vitivinicultura na Argentina.

 

 

Este ano, a Wines of Argentina firmou uma parceria com muitas importadoras, restaurantes e lojas de vinho para que o Malbec World Day não seja apenas no dia 17.04 e possa oferecer aos amantes do vinho, diversas opções e facilidades para se comprar e tomar alguns goles de Malbec.

 

 

Importadoras conhecidas como World Wine, Decanter, Zahil, Vinci, Ravin, Expand, Cantu entre outras oferecerão a seus clientes, pessoa física ou jurídica, condições especiais de compra, como descontos, “compre 2 e leve 3” e outros tipos de promoção.

 

 

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Lojas e Redes especializadas como Emporium SP, Enoteca Cavatappi, Armazém do Barão, Wine Soul,  entre outras, oferecerão além de descontos e condições especiais de compra, desgustações de Malbecs e Blends à base de Malbec para seus clientes.

 

 

Além disto, a Rede Pão de Açúcar está oferecendo hoje um desconto exclusivo de 30% em todos os Malbecs de sua extensa carta, em todas as unidades Brasil afora.  A condição também é valida para compras online através do site www.paodeacucar.com.br/Delivery

 

 

E os restaurantes também entraram na jogada. Barbacoa, Bardega, Supra di Mauro Maia, TappoTratoria, Praça São Lourenço, Rede Pobre Juan e muito outros estarão com descontos em taças e garrafas, além de alguns menus harmonizados especialmente para as comemorações do Malbec. A Rede Pobre Juan por exemplo, em todas as suas casas pelo Brasil terá um menu especial harmonizado pelo Diretor de Vinhos Diego Arrebola, que terá um preço especial, mais baixo que os preços praticados no cardápio e carta de vinhos. Este menu do Pobre Juan terá duração de todo o mês de Abril e a equipe está recebendo um treinamento especial sobre os Malbecs Argentinos, para que os sommeliers e garçons possam ganhar um pouco mais de conhecimento sobre os diversos tipos de Malbecs Argentinos.

 

 

A lista completa de todos os estabelecimentos que participarão das comemorações do Malbec poderá ser encontrada no site www.malbecworldday.com

 

Abra seu Malbec, encha sua taça e Feliz Dia do Malbec!!!

 

 

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Publicado em 17/04/2015 às 08h30

Modi – Alta Gastronomia que Cabe no Bolso

De frente para a praça Buenos Aires, no coração de higienópolis, bairro de classe AA de São Paulo, o que se espera ao ir a um restaurante é que no mínimo a conta por pessoa parta de 3 dígitos, não é mesmo? Pois esse pequeno e charmoso restaurante vai totalmente contra. O chef Diogo Silveira, ex-Pomodori, usa toda sua formação na culinária italiana para desenvolver o que hoje é um dos grandes expoentes da nova gastronomia paulistana: o Modi que consegue unir a alta gastronomia ao baixo custo.

 

 

A economia já não colabora tanto para que sejam gastas fortunas com alimentação fora de casa. Por conta disso, há um movimento maravilhoso acontecendo em São Paulo, que vem fazendo com que bons chefs ponham em prática todas suas técnicas para tornar ingredientes não tão nobres em pratos espetaculares, conseguindo assim cobrar preços que caibam no bolso de mais gente.

 

 

Ótimo exemplo disso é a moela de pato com cogumelos e fettuccine na manteiga. Prato brilhantemente executado, parte de um cardápio rotativo que troca semanalmente e se apropria de um miúdo a cada semana. E a fortuna que se paga pelo prato? 25,00! Simples assim.

 

 

 Modi   Alta Gastronomia que Cabe no Bolso

 

Há também excelentes opções no cardápio fixo da casa, como a Coppa de Javali, acompanhada de escarola salteada e polenta cremosa, por 35,00. Ponto certo, farto e muito saboroso.

 Modi   Alta Gastronomia que Cabe no Bolso

 

Para beber arrisque-se na carta de drinks muito bem executados, como o Sea Breeze, que mistura Vodka, Cranberry e Grapefruit. Extremamente refrescante, ótimo para abrir o apetite.

 

 

O Modi é amor a primeira vista. Um lugar extremamente agradável, de frente para uma praça, com pratos sensacionais que cabem no bolso. Se Diogo não foi bem no Pomodori, que bom que não parou por lá. Talvez sua missão fosse justamente pregar a alta gastronomia para todos. Lembrando que está fazendo isso em um bairro que não costumam gostar dessas idéias de “para todos”. Vide as manifestações de seus solidários moradores contra Metrôs e ciclovias. Longa vida a Diogo Silveira! E viva o bom e barato.

 

 

Endereço: Rua Alagoas, 475 – Consolação – São Paulo –SP

Telefone: (11) 3564 7031

Terça a sábado: 12h – 23h

Segunda: fechado

Domingo: 12h – 17h

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Publicado em 15/04/2015 às 08h30

Guaspari: Construindo uma História Inovadora e de Sucesso.

 

 

Recentemente fui conhecer um projeto que estava curioso para conhecer e que realmente me encantou como eu achava que seria.

 

A Vinícola Guaspari se instalou em Espírito Santo do Pinhal (SP) em uma região conhecida por seus cafés de alta qualidade. Depois de muito investimento (http://www.vinicolaguaspari.com.br) em pesquisas, o projeto começou em 2006. Hoje, 9 anos depois, eles estão colhendo frutos - não só as uvas - que estão surpreendendo o mercado. As principais uvas plantadas são Syrah, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Chardonnay. Ainda há algumas parcelas com Pinot Noir, Viognier e Petit Verdot, totalizando mais de 50 hectares plantados.

 

Uma das grandes inovações do projeto da Vinícola Guaspari é a da colheita no inverno, quando o clima é o ideal, sendo semelhante ao das grandes regiões vinícolas do mundo, com boa amplitude térmica e poucas chuvas. A colheita no inverno é possível devido ao manejo de dupla poda: ao invés de uma só poda, são feitas uma poda de formação (imediatamente após a colheita) e, depois, uma poda de produção. Outro grande fator é a altitude que varia de 1.100 a 1.300 metros e ajuda a amplitude térmica a desempenhar pela fundamental no ciclo das videiras.
Mas isto só foi possível com muito investimento e a consultoria de competentes profissionais vindos de Portugal, dos Estados Unidos, do Chile e da Austrália.

 

 

A primeira colheita comercial foi em 2012 e hoje a produção que foi de de 600.000 kg de uva para a safra 2014, tem previsão de 120.000 kg pra 2015.

Sobre os vinhos:

Provei 8 vinhos, sendo 2 Sauvignon Blancs comerciais (R$89,00), de vinhedos diferentes. O  Sauvignon Blanc Vista do Vale 12 - Altitude de 1.205 mth: Tem um verde bem marcado e menos fruta, lembrando um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. Mas este verde muito intenso me fez gostar mais do Sauvignon Blanc Vista da Vinicola 13 - Altitude 875 mts pois tem mais fruta, e um verde mais sutil. Os dois com ótima acidez!

 

Os 6 vinhos restantes foram os syrahs, de anos diferentes, mas vou me ater ao que me encantou, que foi o Syrah Vista do Cha 11 (R$ 129,00): Um baita syrah, que se colocado às cegas com outros de países e regiões mais tradicionais, com certeza vai dar nó na cabeça e no paladar de muita gente! Um vinho com Fruta bem madura, madeira bem aparente, mas sem excessos, acidez perfeita e um final longo!!

 

Junto com ele, posso destacar também o Syrah Vista da Serra 11 (R$ 129,00), que é mais potente, mais tânico, mais verde e parece ter mais guarda que o Vista do Chá. Mas também um vinhaço pra se beber agora!

 

 Guaspari: Construindo uma História Inovadora e de Sucesso.

 

Não tenho a menor dúvidas que o projeto vai crescer mais rápido do que se pensa e que eles apostaram e estão escrevendo uma nova história na vitivinicultura brasileira com uma nova região e também pelas inovações do calendário invertido. Parabéns Marina e Paulo Brito, pela ousadia, investimento e profissionalismo! O vinho precisa de gente e de projetos assim!

 

 

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Publicado em 13/04/2015 às 08h30

Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

image 300x224 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

 

Paul Mas é um produtor que apesar do tamanho (tem uma produção de mais de 2 milhões de caixas), trabalha o campo e os vinhos como se fosse um pequeno chateaux. Ou seja, muito cuidado e critério em todo o processo. E mais, mesmo com este tamanho todo, Paul Mas é um produtor organico, fato que impressiona pois se já é trabalhoso ser orgânico com uma produção  pequena, imaginem só com um tamanho deste. Hoje, quase toda a produção é certifcada organica e de acordo com Guillaume Borrot, enólogo-chefe da vinícola e que esteve no Brasil para um almoço com alguns jornalistas, o projeto de Paul Mas é de ter em 2016, 100% dos vinhedos certificados.

A região de Paul Mas, o Languedoc, é uma região que vem crescendo muito em qualidade e importâcia e tem produzido vários estilos de vinhos, desde os mais tradicionais estilos "Velho Mundo" até os mais modernos vinhos, cheios de estrutura e extração. No caso do Paul Mas, seus vinhos tem um pé lá e um pé cá, tendo personalidade e qualidade.

Um bom exemplo é o Mas de Mas Picpoul de Pinet 2013. Feito com a uva Picpoul, que pouca gente conhece, não leva madeira e tem muita fruta como pêra e pêssego e ótima acidez. Pra mim, parece um viognier sem madeira e com fruta bem madura. Custa R$ 99,80.

Carignan é uma uva muito plantada na região e que tem demonstrado muito potencial nos vinhos tintos, sejam eles jovens ou principalmente, de guarda. Um "agravante" que melhora ainda mais os Carignans daqui é a presença de muitos vinhedos antigos. E se me pedissem para falar como seria um Carignan bem equilibrado, com madeira sutil e boa fruta, e ainda com um custo bem honesto, diria que o Paul Mas Carignan Vieilles Vignes 2013. Por R$ 79,00, um belissimo vinho, complexo, e entrega muita qualidade, além de ser uma boa oportunidade para experimentar um Carignan feito com uvas de videiras de mais de 50 anos.

 

image1 e1428603018124 224x300 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

A linha Arrogant Frog começa surpreendendo pelo rótulo e pelo nome: Um sapo arrogante. A explicação porque que os franceses são tidos como um povo arrogante e um dos principais mercados dos vinhos franceses é a Inglaterra, que apelidam os franceses de"sapos" pois eles tem o hábito de comer rã. Logo, Paul Mas resolveu juntar isto e fazer um rótulo divertido e que reflita o espírito leve da vinícola. Nesta linha tem o Syrah-Viognier (R$ 71,00) e o GSM Reserve (R$ 79,00), ambos 2013, fáceis de beber, sem serem vinhos "bobos". Ambos são muito bem feitos, com bom nariz e boca e final bem agradável.

 

image2 e1428603133819 224x300 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

E saindo da linha abaixo de R$ 100,00, que é o forte da vinícola e onde eles conseguem entregar qualidade e preço, o vinho que me chamou muito a atenção foi o Mas de Mas Terrasses de Larzac 2010, um corte de Syrah, Mourvedre, Carignan e Grenache, que mostra um otimo potencial de guarda, intenso na boca e no nariz e final longo. Com 5 anos de idade, mostra ainda uma boa vida pela frente, com mais uns 10 anos em grande estilo. Custa R$ 177,10 e poderia custar mais se comparado a Rhones e Bordeaux com a mesma qualidade.

 

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Paul Mas é a prova viva - e orgânica - de que o bom vinho francês não precisa ser caro!!

 

Os vinhos do Paul Mas são parte do amplo e maravilhoso portfolio da Importadora Decanter.

 

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Publicado em 10/04/2015 às 12h58

Coluna Gaspa Indica: Micaela – Brasileiro Descendente de Espanhol

Desde antes do Chef Fabio Vieira ganhar o prêmio de Chef Revelação pela Veja Comer & Beber, o Micaela já estava na minha listinha, mas demorei para conhecer. Azar o meu.

 

 

Em uma esquina não muito comercial da José Maria Lisboa com a Joaquim Eugênio de Lima, habita esse sobrado de arquitetura simples, que engana a todos que passam na frente. Pois bem, ao entrar começa a agradável experiência, puxada pela simplicidade do lugar. O atendimento muito gentil do garçom Tulio já me dava a certeza de que gostaria do que estava por vir.

 

 

Impossível não pedir alguma entrada. O ótimo Tira gosto (19,00), batizado com este nome, traz lascas de tapioca com queijo grana padano, um creme de gorgonzola puxado no whisky e duas bolinhas de queijo de cabra com geléia de pimenta. Simplesmente delicioso. uma das poucas, se não a única fritura da casa, o pastel de jamón com queijo coalho e manchego te leva para a Espanha com escala na Bahia na primeira mordida.

 

 

as entradas são boas, os pratos são inesquecíveis, daqueles que desde a primeira até a última garfada despertam o apogeu do prazer em nosso paladar. E nada de trufa, tartufo, vieira, bla, bla, bla. Pedi mesmo foi um baião de dois. Um não, O baião de dois (38,00), melhor de toda vida, desbancando na minha opinião o agora segundo melhor, do Mocotó. Alia arroz soltinho, feijão, queijo coalho, costelinha, ovo e farofa crocante. Outra delícia que merece destaque é o Mignon Micaela: uma bela borboleta de filé com crocantes de jamón por cima, acompanhando um batia purê de mandioquinha com quatro queijos brasileiros. De comer rezando e agradecendo ao chef Fabio que sempre passa entre as mesas para ouvir os clientes.

 

 

Para beber me rendi ao trigo da Way Beer (14,00). Faltou sobremesa? Faltou nada, duas ótimas opções são o bolinho de chuva com ganache de chocolate meio amargo por 16,00, em uma porção que pode muito bem ser dividida, e também o delicioso Três Chocolates, três cachaças e três frutas, que em 3 copinhos são dispostos chocolate meio amargo com bacuri, ao leite com açaí branco e chocolate branco com cupuaçu. Ótimas combinações que dá vontade de tomar como Tequila mesmo, virando de uma vez.

 

 

Resumindo, o Micaela é um Brasileiro com estilo e requinte nos pratos, sem perder a simplicidade e alegria tão característica do nosso país. Me rendi ao talento do chef Fabio. Sua comida merece ser provada e “re-provada” muitas e muitas vezes. Essa “re-provada” só mostra quão aprovado está o Micaela.

 

 

Endereço: Rua José Maria Lisboa, 228 – Jardim Paulista – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3473 6849

Segunda a sexta: 12h – 15h30 e também 19h – 23h

Sábado: 12h – 16h30 e também 19h- 23h

Domingo: fechado

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Publicado em 09/04/2015 às 14h43

Sobrou Muito Ovo de Páscoa? Abra um vinho!

EasterWineGlassEggs 300x100 Sobrou Muito Ovo de Páscoa? Abra um vinho!

Crédito: Singlemindwoman.com

 

Passada a páscoa, cada dia que acordo e vou até a cozinha, me pergunto: O que fazer com tantos ovos de chocolate? E se eu quiser brincar de harmonizar com vinhos, como seria?

 

 

Pois bem… já fiz este teste e vou contar aqui. Mas antes, precisamos partir de alguns princípios:

 

 

Chocolate é um "bicho difícil" de harmonizar. Seu sabor intenso dificulta a combinação com o vinho, seja ele amargo ou doce. Alguns são mais amáveis ao vinho. Outros repudiam a maioria dos vinhos e precisam de maiores cuidados. O fato é que uma combinação clássica do chocolate não falha: O Vinho do Porto. Por ter uma graduação alcoólica maior e uma doçura maior também, os Vinhos do Porto fazem um bom par com os chocolates. Mas tem Portos que vão melhor e Portos que não vão tão bem.Os mais envelhecidos por exemplo, deixam a desejar pois são mais delicados. Então prefiram os mais jovens e intensos, como algum Vintage ou LBV mais jovens. Tawnys e Rubis costumam ir bem também se o chocolate não for daqueles muito doces.

 

 

Aliás, há alguns chocolates, aqueles com maior percentual de cacao e que são mais amargos, que podem até ir bem com vinhos secos, como um Primitivo, um Zinfandel, um Shiraz Australiano ou até mesmo um Amarone. Alías, por falar em Amarone, os Valpolicellas Ripasso, que carregam certo açúcar residual do apassimento das uvas, podem ir bem com alguns portos também!!

 

 

Por ultimo, mais 2 vinhos não tão comuns por aqui e que podem fazer desta experiência, algo bacana e diferente: Um Vinho Madeira (Fortificado da Ilha da Madeira, Portugal) ou um Banyuls (Fortificado da AOC Banyuls, localizada no Sul da França).

 

 

Como podem ver, as opções não são tão limitadas assim. Mas há que se ter cuidado!

 

 

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Publicado em 03/04/2015 às 13h25

Páscoa e Vinhos: Inúmeras Alternativas!

Easter Wine Páscoa e Vinhos: Inúmeras Alternativas!

Crédito: Troonvineyard.com

 

Chegou a Páscoa!! E com ela um prato típico, que não é o coelho, gente! O coelho nesta época apenas traz os ovos de páscoa, mas não comemos o coitadinho de olhos vermelhos e pelos branquinhos. Pelo menos não é o que a tradição diz. Então, já que não é o coelho, que venha o tradicional bacalhau!

 

 

Para começo de conversa, o mais importante: O que vou escrever aqui são formas teóricas de se harmonizar vinho com bacalhau. Mas nada, nada mesmo, substitui o gosto pessoal de cada um. Então, não tomem como verdade absoluta este ou outros posts que encontrarão por aí. Tomem como verdade o gusto pessoal de cada um!

 

 

Confesso também que não sou fã de bacalhau e que já perdi muitos almoços maravilhosos por conta disto, mas sabe aquela comida que não dá pra encarar? Então… infelizmente sou assim com este nobre peixe. Mas como dever de blogueiro e professional do vinho, preciso estudar mais a fundo todas as opções, características e afins, para poder ajudar a conduzir e sugerir harmonizações. Então vamos lá:

 

 

Dentre as várias espécies de bacalhau duas são as principais: a Gadus morhua, que habita as águas frias do Oceano Atlântico, nas regiões do Canadá e do Mar da Noruega e a Gadus macrocephalus que habita o Oceano Pacífico na região do Alaska. Tem outras espécies, vindas de outros lugares, mas estes são os principais. Há também outros que são os genéricos, geralmente vendidos salgados e secos, mas efetivamente estes genéricos não são Bacalhau!

 

 

Falando de como o Bacalhau é feito e consumido, os modos são os mais variados possíveis! Alguns mais conhecidos são o Bacalhau à Lagareiro, à Braz, à Gomes de Sá, à Espanhola, ao Forno, à Marialva, à Portuguesa e outros por aí. E eles vão dos mais leves e delicados, até os mais temperados e complexos, com acompanhamentos mil...

 

 

A Harmonização: é muito difícil criar uma regra, afinal, como disse acima, os modos de se fazer um Bacalhau variam muito. E isto influencia no tipo de vinho e de acordo com os próprios portugueses é um tema que está longe de ter uma única opinião entre todos. Mas se eu tiver que dar algumas dicas de harmonização, aqui vão elas:  Geralmente o azeite e o sal são bem presentes nas receitas e isto já nos diz algo importante: Evitar vinhos com muitos taninos e muito corpo, pois os taninos brigam com a oleosidade e com o sal da comida.

 

 

Outra dica: Quanto mais leve e suave for o Bacalhau, mais leve e suave deve ser o vinho. Os tradicionais Vinhos Verdes são boas opões neste caso.

 

 

Para Bacalhaus mais complexos e temperados, podemos aumentar o corpo dos vinhos. Um Branco um pouco mais amadeirado, como os modernos brancos da região portuguesa da Bairrada ou se quiserem sair de Portugal podem servir um delicioso Chablis (Borgonha-França). Ah, vc é fã dos tintos e não importa qual o prato, vai beber um tinto? Tudo bem... vc pode optar por um tinto não tão tânico como um Pinot Noir com leve toque de madeira ou até um espanhol da região da Rioja como um Crianza.

 

 

Agora, se quiser encarar um vinho tinto de mais estrutura e sem abrir mão dos portugueses, o cuidado a ser tomado é o que falei acima, do azeite e do sal. Sendo um bacalhau que não pese muito nestes 2 ingredientes, pode abrir o tinto que quiser. E seja feliz icon smile Páscoa e Vinhos: Inúmeras Alternativas!

 

 

Boa Páscoa, Bons Bacalhaus, Bons Ovos de Páscoa e claro, Bons Vinhos!!

 

 

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Publicado em 26/03/2015 às 10h15

Bebi e Gostei: Broquel Petit Verdot 2013

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Vinho: Broquel Petit Verdot 2013.

Produtor: Trapiche

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: Petit Verdot.

Importadora: Interfood.

Preço Aproximado: R$67,90.

 

 

Um bom enófilo que se preze tem que ter no sangue aquela inquietude de provar coisas novas e não ficar somente naqueles vinhos que gosta. É assim que vamos desbravando e conhecendo este maravilhoso mundo do vinho. E fico feliz quando encontro algo diferente e principalmente com preço bom. É o caso deste vinho.

 

Falando um pouco sobre esta uva, a Petit Verdot é uma uva relativamente bem conhecida em seu habitat natural a região francesa de Bordeaux. Geralmente ela entra em blends com uma ou mais uvas como por exemplo Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Mas no Novo Mundo ela anda atraindo a atenção de muitos enólogos e posteriormente de enófilos, com vinhos bem interessantes e diferentes.

 

E o Broquel Petit Verdot é um destes vinhos. Um vinho delicioso, de bom corpo, boa acidez, taninos macios, aromas e sabores intensos bem característicos desta uva (ervas, vegetais e fruta madura, além da madeira bem integrada) e um final longo e gostoso. Um vinho diferente, com muita qualidade e mais um golaço do competente enólogo Daniel Pi, chefe da enologia da Trapiche. Vale provar pela qualidade, pelo preço e para conhecer algo novo e especial!

 

 

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Publicado em 25/03/2015 às 18h44

Gaspa Indica: Chiado – Do bairro lusitano direto para Moema.

Hoje vou contar para vocês um pouco de um lugar que fiquei extremamente feliz de ter conhecido. Explico. Sou morador de Moema desde que me conheço por gente, adoro esse bairro mas conforme a paixão pela boa comida foi sendo alimentada dentro de mim, sempre invejei um pouco outros bairros mais "gastronômicos". Ao mesmo tempo que tenho a disposição diversas padarias, postos de gasolina, mercados, farmácias, etc., Moema nunca se destacou pelos seus restaurantes.
De uns tempos pra cá isso vem mudando. O Attimo, um dos melhores da cidade, se instalou por aqui, e isso atraiu os olhos de diversos chefe e empreendedores como o Carlinhos Bettencourt. Carlinhos sempre trabalhou com a mais alta qualidade da culinária portuguesa, tendo aberto casas como o Trindade (do qual já não é mais sócio) e o A Bela Sintra, por tantos e tantos anos considerado o melhor de sua categoria em São Paulo.
Pois bem, Carlinhos enxergou uma oportunidade de trazer sua culinária a esse bairro. E não podia ter dado mais certo. Com uma proposta muito mais informal do que seu principal restaurante, e consequentemente mais acessível, o Chiado é um restaurante muito agradável, com um jardim de teto retrátil ao fundo e com barulho de gente, ao contrário do silêncio fúnebre que ecoa no A Bela Sintra. Apesar de propostas diferentes, o Chiado me conquista muito mais.
Pule o couvert e vá para os petiscos. Dali saem os mesmos deliciosos bolinhos de bacalhau que o consagraram no A Bela Sintra. Sequinhos e crocantes, com duas gotinhas da pimenta da casa te fazem sentir em Lisboa. Acalme-se, tem muita coisa boa pela frente.
O Bacalhau que leva o nome da casa é servido em uma posta tenra e alta, empanada com amêndoas e acompanhada de tomate, espinafre, cebola e batata. Delicioso e muito mais em conta do que os preços de três dígitos da outra casa. O preço? 64,00. Não gosta de Bacalhau? Fica tranquilo, tem muitas outras opções excelentes, destaque para o arroz de polvo, que diferentemente do meu último post, esse veio com bastaaante polvo, disposto sobre um arroz molhadinho e muito bem temperado, e finalmente o que mais gostei: Camarão à provençal. Em 99% das vezes, prefiro Polvo à Camarão, mas esse me conquistou pela simplicidade do preparo, mas com um sabor que mostra realmente a qualidade dos ingredientes utilizados. Grelhados dentro da casca, mas servidos sem ela, o ponto é perfeito e o tempero suave para degustar a carne dessa iguaria. Para acompanhar, um macarrão cabelinho de anjo alho e óleo saborosamente simples, ou simplesmente saboroso, como preferir.
Para beber, uma boa e em conta carta de vinhos, com foco nos rótulos portugueses, a partir de 60, 70 reais. E na parte de sobremesas, todos aqueles doces à base de ovos que já são habituais em casas do gênero, com destaque para a Sericaia do Alentejo (R$15,00). No meu caso, me agrada mais as sobremesas achocolatadas, que apesar de poucas, estão muito bem representadas no cardápio pela Mousse de Chocolate com frutas vermelhas.
Ou seja, o Chiado oferece uma experiência completa pela culinária portuguesa, cobrando preços muito atrativos, com a qualidade que consagrou o A Bela Sintra. Me agrada muito lugares como esse que vêm se tornando mais comuns não só na cidade de São Paulo, mas também para minha felicidade, no meu bairro. Parabéns ao Carlinhos e bom apetite pra vocês.

 

 

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Publicado em 17/03/2015 às 18h30

Excelentes Portugas Custo-Benefício na La Pastina!

Em um evento no agradável Empório Eat (Cardoso de Melo, 1191 - Vila Olimpia) pude provar os rótulos portugueses da La Pastina, tradicional importadora de vinhos e alimentos.
Muitos vinhos bacanas, alguns que são novidades, outros já conhecidos, mas sempre importante para atualizar as safras e novos produtos. Dentre os 20 vinhos provados, me chamaram a atenção os mais baratos, exceto o Porto Croft 10 anos, que custa R$ 180,00 e vale cada gole pra quem gosta do estilo Porto oxidado. Um vinhaço, que cresceu ainda mais quando belisquei na mesa ao lado um pedaço de Gorgonzola. Passaria a tarde só dieta Porto-Gorgonzola.
Mas voltando aos vinhos secos, os 5 vinhos que me chamaram a atenção foram:
- Marques d'Almeida Branco 2013 - R$ 49,00. Vinho da Região de Beira Interior, conhecida com a região da Serra da Estrela, onde fazem aquele queijo extremamente intenso e maravilhoso. Sem passagem por madeira, é um corte de 3 uvas wuase desconhecidas, como Síria, Fonte Cal e Malvasia. Mesmo sem passar por madeira é um vinho com excelente corpo e muito intenso no nariz e na boca. Um belo vinho principalmente pelos R$ 49,00 que custa.
unknown 2 e1426614005612 224x300 Excelentes Portugas Custo Benefício na La Pastina!
- Alves Vieira Branco 2013 e Alves Vieira Tinto 2013. Já conhecia estes vinhos e gostei muito do custo x benefício. Por R$ 48,00 (cada) consegue-se vinhos fáceis de beber (tem um pequeno açúcar residual no tinto que não incomoda, mas ele existe) e são bem acima da média dos vinhos que encontramos a este preço.
unknown 3 e1426613953593 224x300 Excelentes Portugas Custo Benefício na La Pastina!
- Por último, os Morgado Silgueiro Branco 2013 e Morgado Silgueiro Tinto 2011 foram os que mais me impressionaram. O branco é um vinho diferente, nada convencional, pois carrega muito mineral e ervas, sem tanta fruta. E o tinto, já com seus 4 aninhos de idade, já tem um toque oxidado interessante, com uma fruta seca forte, e algo medicinal, que parece um xarope de ervas. Um vinho bem complexo se considerarmos os 36 Reais que ele custa (Assim com o branco), com taninos ainda um pouco adstringentes, mas com 15 minutos de taça ele deve amaciar. Vinhoara se tomar agora ou esperar mais um ano, pois não deve aguentar muito mais que isso.
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Bons vinhos a bons preços que a La Pastina está trazendo. Vale a pena dar uma conferida!!

CHEERS!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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