Publicado em 21/08/2014 às 13h22

A Sensibilidade em Forma de Vinho

foto 61 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
As mulheres sem dúvida nenhuma tem ocupado cada vez mais espaço nos altos cargos das empresas. No mundo do vinho, um universo ainda muito masculino, algumas mulheres se destacam muito, tanto aqui no Brasil como fora, em diversos campos: jornalistas, consultoras, sommelières, enólogas, e por que não, donas de vinícolas. E sem dúvida, a delicadeza a sensibilidade feminina, no mundo do vinho, fazem muita diferença. E Susana Balbo é, sem dúvida, uma referência e exemplo disto.
Primeira enóloga argentina, Susana é dona e enóloga de sua própria vinícola, a Domínio del Plata. Mas seu nome é tão forte, que a marca Dominio del Plata vai passar a ser somente a razão social, e os vinhos terão todos a assinatura "Susana Balbo Wines".
Para mostrar um pouco esta sensibilidade feminina e os resultados que ela produz, a Cantu Importadora, que traz os vinhos da Susana pro Brasil, organizou um evento na sempre badalada e ótima churrascaria Fogo de Chão. Afinal, para acompanhar a potência dos grandes vinhos argentinos, nada melhor que uma grande carne.
Começando a medir a sensibilidade feminina de Susana, iniciamos com o Crios Rosé 2013, um famoso e bem resolvido rosé argentino, mostrando que ele continua sendo uma ótima opção. Depois, o melhor Torrontés argentino segundo Robert Parker, o BenMarco Torrontés 2013, que, fugindo dos tradicionais Torrontes de lá, é complexo e de excelente estrutura. Passou 4 meses em barricas de carvalho francês.
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Ok, mostrar a sensibilidade e o toque feminino em brancos e rosés é mais fácil. Mas e nos tintos, como fica? E a resposta é fácil: com cortes diferentes, vinhos consistentes e no caso do ícone da vinícola (Nosotros 2009), com um 100% Malbec corpulento, de longa guarda, sem ser enjoativo. Tanto o BenMarco 2010 (50% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Tannat e 10% Petit Verdot) quanto o Brioso (45% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Malbec, 10% Cabernet Franc e 10% Petit Verdot) são cortes complexos, que só poderiam ser elaborados por alguém com muita sensibilidade, que pudesse extrair de cada uva, o que ela tem de melhor, e na quantidade certa. E o resultado que temos é inegável. Vinhos complexos, estruturados e consistentes, que além de tudo, ainda tem ótimo potencial de guarda.
foto 22 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
E por ultimo, a sensibilidade que se transforma em doçura. Os vinhos tardios Torrontes Late Harvest 2010 e o Malbec Late Harvest 2010, ambos sob a linha Susana Balbo. Tanto um como outro, são extremamente bem elaborados, sem aquela sensação enjoativa de muitos vinhos doces, muito pela acidez super presente, que equilibra muito o vinho.
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Acho que por estes e outros motivos, a sensibilidade feminina de Susana está nítida. Felizes de nós que podemos comprovar sensivelmente!!

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Publicado em 12/08/2014 às 11h47

Não! Taça Não é Tudo Igual!

foto 7 300x225 Não! Taça Não é Tudo Igual!
Não, taça não é tudo igual! E para comprovar isto e nos ensinar na prática quais as diferenças de alguns modelos de taças, a alemã Schott-Zwiesel (Que eu particularmente acho muito boa e principalmente, resistente para uma taça de cristal pois tem titanio), através da Zwilling, promoveu um interessante evento com a presença de Gerhard Frank, Diretor de Marketing da marca. Neste evento, pudemos perceber a real diferença que faz o formato de uma taça no mesmo vinho.
foto 8 300x300 Não! Taça Não é Tudo Igual!
A dinâmica foi servir o mesmo vinho em taças de linhas diferentes, sendo a Linha 1 - Concerto, a Linha 2 - Clássico e a Linha 3 -  Fortíssimo. Aí tivemos 1 espumante, um sauvignon blanc, um chardonnay, um pinot noir e um cabernet sauvignon. E o resultado foi percebido facilmente em cada vinho e em cada taça. Abaixo, vou comentar como cada vinho se comportou nas diferentes taças:
Espumante:
- Mais fruta na taça 1.
- Mais cítrico na taça 2.
- Mais mineral e leveduras na taça 3.
Sauvignon Blanc:
- Menos fruta nas taças 1 e 4, que para um SB não é tão interessante. Mas na taça 4, há mais intensidade, até pelo bojo ser maior.
- Na taça 2, aparece uma fruta mais doce, pêra, laranja e pouca mineralidade e "verdes" típicos desta uva.
- Na taça 3, aparecem mais as frutas como limão e laranja e a mineralidade. Aromas verdes mais presentes. Pra mim, a melhor taça para este vinho.
Chardonnay:
 - Na primeira taça, madeira e frutas brancas como pêra e pêssego aparecem muito.
- Na taça 2, a acidez na boca é bem presente, menos madeira e mais frutas cítricas.
- Na taça 3, voltam as frutas mais "doces" e a madeira. Mas a acidez também marca bem, sendo, pra mim, a taça mais adequada.

Pinot Noir
- Na taça 1, a madeira, que já existe em pouca quantidade neste vinho, fica muito discreta, valorizando as frutas vermelhas.
- Na taça 2, muita semelhança com a primeira taça, mas o álcool sobe um pouco mais e encobre um pouco o vinho.
- Na taça 3, a madeira aparece mais, mas sem encobrir a fruta e a acidez. A melhor taça para o Pinot que tomamos.
Cabernet Sauvignon
- Na primeira taça, muita ameixa e pimentão verde, bem intenso. Madeira correta, equilibrada.
- Na taça 2, os mesmos componentes da primeira taça, mas o pimentão aparece muito mais, deixando o vinho mais desiquilibrado.
- Na terceira taça, o maior equilíbrio entre madeira e fruta, e o pimentão que chega a aparecer muito nas primeiras taças, fica mais em segundo plano. De novo, a taça que mais valoriza e "equilibra" o vinho.
O resultado geral foi bem bacana e mostrou, mais uma vez que não é frescura bebermos nossos vinhos nas taças apropriadas. Claro que não podemos levar muito a ferro e fogo e com isso ficarmos chatos, enochatos ou taçachatos. Mas quem fizer o teste, verá que as diferenças existem e estão lá para qualquer um ver!! Parabéns à Zwilling e sua marca Shott-Zwiesel pelo evento!!

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Publicado em 08/08/2014 às 09h53

Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

foto 2 300x248 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

 

Quando falamos de algo vindo dos Estados Unidos, automaticamente já temos uma impressão de algo grande, muito profissional e sempre bem feito. Isto se aplica a vários setores da economia e não poderia ser diferente no vinho. E assim é com a vinícola Chateau St. Michelle, que tem um total 13 vinícolas divididas em Washington, Oregon e Califórnia. E além disto, tem sociedade com várias vinícolas no mundo, como o tradicional e gigante italiano Antinori em projetos nos USA, como a Col Solare, uma vinícola em Washington (Columbia Valley) que produzem 2 vinhos estilo supertoscano, com base de Cabernet e um pouco de Sangionvese. Ou seja, é muita variedade de tipos e estilos de vinho!

Para mostrar um pouco esta variedade, a Wine Brands, importadora dos vinhos deles, trouxe para o Brasil o Diretor de Vendas da América Latina, Pablo Porretti, que num belo almoço, nos apresentou 6 vinhos bem bacanas, sendo um que é novidade no catálogo da importadora e 2 espumantes, também novidades. Então vamos a eles:

O primeiro espumante é o Michelle Brut, corte majoritário de Chardonnay, com um pouco de Pinot Noir e Pinot Gris. Feito pelo método champenoise, um espumante fácil de beber, boa acidez, e um açúcar residual um pouco maior, mesmo sendo Brut. O Michelle Brut Rosé também é feito pelo método tradicional, muita fruta e um pouco dos toques de levedura típicos dos espumantes feitos por este método. Mas o grande destaque vai para a maravilhosa acidez dele, o que o deixa muito gastronômico! E de acordo com Pablo, é uma acidez natural que esta região proporciona pela amplitude térmica da região. Duas novidades, que devem chegar em breve na Wine Brands por menos de R$ 100,00, o que faz deles, boas opções, por serem extremamente fáceis de beber, mas tem muita qualidade.

 

foto 1 225x300 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Depois veio um branco que eu sou fã! O Chateau St Michelle Riesling  2012. Um vinho ideal para quem não conhece a uva Riesling e não quer se deparar com aqueles Rieslings secos, que rasgam a garganta e incomodam àquelas pessoas que não estão muito acostumados com esta uva que eu particularmente adoro. Com 17g/L de açúcar residual, ele é um vinho classificado como semi-seco. Extremamente fácil de beber, nada enjoativo e com nariz e boca bem característicos de mineral, como esta uva de fato é. Um vinho de R$ 99,00.

Não poderia faltar também um Pinot do Oregon, região que tem se destacado muito no cultivo desta uva. O Earth Oregon Pinot Noir 2013 custa R$ 173,00 e ele mistura muito bem um estilo Novo Mundo e Velho Mundo. No nariz, muita fruta vermelha madura e na boca, algo mais herbáceo e um pouco, muito pouco de madeira. Boa acidez e final longo. Um vinho muito equilibrado!

Para acompanhar a excelente carne do Rubayat, vieram os tintos mais encorpados: Logo de caa, a grande surpresa pra mim. O Villa Mt. Eden Gran Reserve Zinfandel 2008 se mostrou um belíssimo vinho. Diferente dos Zinfadéis que já tomei, até pelos 6 anos em garrafa, que trouxeram mais complexidade. Por R$ 134,00 um vinho para fazer bonito se comparado com Zinfandéis mais caros! O Hands of Time 2011 é o vinho de entrada da renomada vinícola Stags Leap. Custando R$ 278,00, é um vinho impressionantemente fácil de beber, que ainda vai evoluir bem em garrafa. E com apenas 13% de álcool. Depois veio um autêntico Cabernet Sauvignon americano: madeira, frutas pretas, baunilha e cravo bem equilibrados, com um álcool de 14,5% que não se sente muito. O Horse Heaven Hills Cabernet Sauvignon 2011 custa R$ 120,00 e é bem competitivo. E por ultimo veio o seu irmão, ainda não disponível por aqui, que é o Horse Heaven Hills Blend Les Cheveaux 2011, que tem Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec. Também muito equilibrado, correto e bem feito. Deve chegar com o mesmo preço do seu irmão Cabernet.

 

foto 4 300x225 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Já conhecia o Chateau St Michelle, mas sem dúvida, algumas novidades me surpreenderam e deu pra ver como os Estados Unidos de fato, não se limita à California!! Parabéns à Wine Brands por ter esta vinícola de consistência, qualidade e variedade no seu catálogo!!

 

 

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Publicado em 04/08/2014 às 18h32

Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.

image001 Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.
A Cono Sur é uma vinícola chilena que já tem um certo nome no mercado com diversos vinhos, entre eles o grande Ócio, um super Pinot Noir Premium, a excelente linha "20 Barrels" e os vinhos de entrada, os famosos "Bicicleta", entre outros.
Com vinhos em várias faixas de preço, agora a vinícola lança seu vinho ícone, o Silencio, importado pela La Pastina.
Além dos ótimos vinhos, a vinícola ainda tem um "plus": Ganhou o prêmio de vinícola mais verde do mundo pela revista britânica Green Business, por ser dedicada ao manejo orgânico, com leveduras nativas e técnicas alternativas de combate aos insetos que comem as uvas.
O Silencio foi criado a partir de diversas provas às cegas e é um vinho mais complexo, com estrutura e longevidade. Envelhecido 22 meses em barricas de carvalho francês, o vinho permanece posteriormente por  mais dois meses em tanques de aço inox para afincamento. De acordo com Adolfo Hurtado “É no silêncio que se pode compreender melhor e apreciar um vinho verdadeiramente único”,
 Infelizmente, por já ter outro compromisso, não vou poder ir ao lançamento do vinho. Mas não tenho a menor dúvida que o vinho será um sucesso, como é tudo o que a Cono Sur faz. Abaixo, a ficha técnica do vinho:
Safra: 2010.
Origem: Valle del Maipo - Chile.
Uva: 98% Cabernet Sauvignon e 2% Carmenère.
Tipo: Tinto.
Amadurecimento: 22 meses em barricas de carvalho francês.
Graduação alcoólica: 13,7%.
Serviço: 16ºC-18ºC.
Preço para consumidor: R$780.
Disponibilidade para o consumidor: agosto/2014.

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Publicado em 30/07/2014 às 09h00

A Primeira Colheita do Lafite na China!

lafite 300x261 A Primeira Colheita do Lafite na China!

 

Já postei alguns textos aqui sobre o Boom do vinho na China e também sobre sua produção. E esta notícia que vem, talvez seja uma das mais significativas, tendo em vista o nome que está por tras: Domaine Barons de Rothschild Lafite, dono e produtor do mítico e famoso francês de Bordeaux, o Château Lafite.

 

Um diretor do grupo Lafite comentou que no ano passado, ano da primeira colheita da produção do Lafite na China, o vinho não se saiu mal, como muitos pregavam. Não chega aos pés do tradicional francês, mas perto do que é consumido na China, o produto é acima da media.

 

Segundo ele, o projeto é de longo prazo e há muito o que aprender e evoluir ainda. Lembrando que o projeto começou em 2008, com uma aliança com a CITIC East China Group na região de Penglai, na província de Shandong.

 

Com profundos estudos locais de solo e meteorologia, a laiança franco-chinesa investiu primeiramente emu vas conhecidas como Cabernet Sauvignon e Syrah. Depois, Merlot, Cabernet Franc e Marselan também foram introduzidas, todas trazidas da França.

 

Resta ver agora o que vem pela frente e ficar de olho no “Vinho Chines”.

 

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Publicado em 28/07/2014 às 09h00

Vinho da Semana: Dios Ares Crianza 2007

p453512 Vinho da Semana: Dios Ares Crianza 2007

 

Vinho: Dios Ares Crianza 2007

Produtor: Viña Pujanza

Origem:  Rioja (Espanha).

Uvas: 100% Tempranillo.

Importadora: Mercovino.

Preço Aproximado: R$ 64,00

 

 

Que a Espanha tem se destacado com seus vinhos fáceis de beber e muitos deles com bom custo x benefício, isto não é novidade. Então, partindo deste princípio, achar bons espanhóis em nosso mercado acaba sendo uma tarefa não tão difícil. Mas achar Riojas e Riberas com uma boa relação custo x benefício acaba sendo uma tarefa ainda mais gratificante, já que são as 2 mais tradicionais regiões de lá.  E é da Rioja que vem este belo vinho, importado pela Mercovino. Um espanhol 100% tempranillo, fácil de beber. Equilibrando muito bem as furtas pretas, vermelhas e a madeira, este vinho tem ótima acidez e um final longo e delicioso. Se tomado às cegas, muito provavelmente brigaria cabeça a cabeça com vinhos próximos de R$ 100,00. No entanto, o preço de aproximadamente R$ 64,00 na importadora torna este vinho uma excelente pedida, daqueles para comprar de caixa!

 

 

 

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Publicado em 21/07/2014 às 14h04

Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

foto 4 300x225 Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

 

Em um almoço no belo e delicioso restaurante KAÁ, estive com uma das proprietárias da Vinícola espanhola Valduero, uma das mais respeitadas da Espanha e principalmente da Ribera del Duero, onde começaram em 1984 a produzir vinhos de forma familiar, fundada por Gregório Garcia Alvarez.

 
Agora de importador novo, a Inovini (Grupo Aurora), Carolina nos mostrou alguns de seus excelentes vinhos e as safras disponíveis em mercado agora:

 
O Garcia Viadero Blanco de Albillo 2013 é um vinho feito com uma uva que nem todo mundo conhece, a uva Albillo, que é autóctone do norte da Espanha, mas que na Ribera del Duero, eles são os únicos que tem plantação de uvas brancas e são os únicos autorizados pelo Conselho Regulador a plantar e produzir vinho branco na região. As outras vinícolas da Ribera que produzem brancos acabam tendo que ir a outras regiões. O vinho é fresco, sem madeira e muita fruta cítrica. Um vinho de bom corpo, que pede comida, de preferência peixes mais consistentes e frutos do mar. Custa R$ 87,00.

 
O Valduero Crianza 2010 é produzido 100% Tempranillo (Tinto Fino como é chamada na Ribera) e passa 15 meses em barricas francesas e americanas e mais 12 meses em garrafa. Um vinho com bom corpo, fruta madura e madeira. Final longo e a madeira predomina na boca. Outro vinho que pede comida que vai de uma carne até um peixe mais complexo e intenso. Custa R$ 173,00.

 
O Valduero Reserva 2009 tbm é 100% Tempranillo e passa 30 meses em barricas de carvalho francês, americano e canadense. Sim, barricas canadenses, algo não muito comum por aí. De acordo com Carolina, a madeira canadense é mais delicada e amacia mais o vinho. Depois dos 30 meses em barricas, vem mais 18 em garrafa. É um vinho complexo, mais equilibrado com a madeira e mais redondo. Um vinhaço, fresco e com final longo! R$ 260,00.

 
Por ultimo, o Gran Reserva 2004 é um vinho de meditação, um vinho único, um vinho... Sei lá, um VINHO! Com 48 meses de barricas e mais 40 meses em garrafa, o vinho tem 10 anos de idade e ainda está novo desde a cor púrpura, passando por um nariz intenso e complexo, até a boca macia, longa e deliciosa. Sem muitas palavras, um daqueles vinhos  únicos na vida. R$ 645,00.

 
É, não é à toa a fama e a tradição desta vinícola. A consistência de qualidade é incontestável!! Golaço da Inovini ao conquistar esta vinícola para seu portfólio!!

 

 

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Publicado em 18/07/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

Copa dos Vinhos5 150x150 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

A Copa do Mundo terminou. Bons jogos, muitos gols, emoções à flor da pele, surpresas e claro, decepções, principalmente para nós, Brasileiros que acreditaram e  sofreram com a nossa seleção e principalmente, não esperava o show de bola que levamos nos dois últimos jogos. Mas parabéns à Alemanha, que com um futebol envolvente e consistente, bordou sua quarta estrela em suas belas camisas.

 

 

Mas se o assunto é vinho, vamos parar a bola por aqui e falar do que vai dentro da taça. Esta Copa envolveu 17 países que produzem vinhos de destaque internacional. Alguns países muito conhecidos como Argentina, Brasil, Chile, França, Portugal, Espanha, Itália, Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Uruguai. Outros nem tão conhecidos e notórios, como Grécia, Croácia e Suíça. E outros praticamente desconhecidos da grande maioria, como Inglaterra, México e Japão. O mais bacana é ver que a grande maioria destes países possuem vinhos disponíveis em nosso mercado e que temos possibilidades infinitas de provar sempre um bom vinho, de regiões diferentes.

 

 

Mas já que ainda estamos no clima da final, deste grande jogo que foi Argentina e Alemanha, vamos falar um pouco de seus vinhos e mostrar que nem só de bola eles entendem.

 

 

Começando pela Alemanha, que infelizmente é um país controverso para muita gente quando o assunto é o vinho. E não só no Brasil, mas em muito lugares pelo planeta, afinal, o fenômeno do “Vinho da Garrafa Azul” colocou o vinho alemão em evidência. Mas como ele, o Liebfraumilch, não é um vinho de alta qualidade e é enjoativo, muita gente nem pensa em abrir uma garrafa de vinho alemão. Mas ao contrário do que se pensa, os alemães fazem sim ótimos vinhos, principalmente brancos. As melhores regiões ficam a oeste do país, na fronteira com a França – onde também se produzem ótimos vinhos, muitos com as mesmas uvas dos alemães -  e por serem regiões mais frias, as uvas brancas como a Riesling, a Silvaner, a Gewurztraminner e a tinta Pinot Noir reinam por lá. As principais regiões são Mosel, Nahe, Rheingau, Rheinhessen e Baden. Há também os vinhos doces, muito bons e muito superiores ao Liebfraumilch. E muitos deles, tanto os doces como os secos, são vinhos caros na maioria dos casos e ainda não tão abundantes em nosso mercado.

 

 

Já a Argentina é o extremo oposto em relação a conhecimento e aceitação por aqui. Aliás, este país que nós brasileiros não temos muita empatia pelo seu futebol, mas pelos seus vinhos somos o oposto, já que, depois do Chile, é o país que mais exporta vinhos pra cá e tem muita aceitação, principalmente por sua uva emblemtica, a Malbec.

 

 

A Argentina ocupa um lugar de destaque na produção de vinho no mundo todo. E no Brasil, seus vinhos só perdem para os chilenos em volume importado por nós. Não preciso dizer que a Malbec é a rainha das uvas por lá e sem dúvida, uma das grandes razões pela constante evolução do vinho argentino. Mas nem só de Malbec vive a Argentina. Pelo contrario. Eles tem produzido cada vez mais cabernets sauvignon, merlots, pinot noirs, syrahs, chardonnays, sauvignon blanc, torrontés e muitas outras. Vale citar também a Cabernet Franc, que vem ganhando muito destaque com vinhos maravilhosos, conforme já destaquei aqui no blog algumas vezes. Isto sem falar em blends sensacionais também.

 

 

Em termos de regiões, Mendoza é e vai continuar sendo a grande referência. Mas regiões como a Patagonia (Neuquén e Rio Negro), San Juan e Salta (Cafayate) são regiões que certamente não tem o peso commercial de Mendoza, mas tem surpreendido com seus Syrahs (San Juan), Torrontés e Tannat (Salta) e Pinot Noir (Patagonia).

 

 

Poderia gastar muitas linhas ainda sobre a Alemanha e a Argentina. Mas sugiro agora pararmos por aqui e abrirmos uma garrafa para brindar! De preferencia com um branco alemão e um tinto argentino!

 

 

ARGENTINA

- COLONIA LAS LIEBRES BONARDA 2012

- PRODUTOR: ALTO LAS HORMIGAS.

- REGIÃO: MENDOZA.

- UVAS: 100% BONARDA.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 43,00 (No site da importadora WORLD WINE - www.worldwine.com.br)

 

A Bonarda é uma uva ainda pouco conhecida do consumidor geral, mas uma uva que na Argentina anda ganhando muito espaço e importancia. Ela já era usada muito como parte dos cortes de muitos vinhos, mas há mais ou menos 10 anos ela vem sendo bem utilizada como vinhos  de corte e com muita qualidade. Mas muitos ainda com muito uso de madeira. Por isso, sempre falo que quem quer conhecer como é de fato a Bonarda, este vinho é o ideal. Muito equilíbrado e sem uso de madeira, este vinho mostra bem o potencial desta uva, que devemos ver cada vez mais daqui pra frente!

 

colonia las liebres bonarda 20111 1 97x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

ALEMANHA

- MEYURZIGER WURZGARTEN KABINET 2007

- PRODUTOR: DR. LOOSEN.

- REGIÃO: MOSEL

- UVAS: 100% RIESLING.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 138,90 (No site da importadora EXPAND - www.expand.com.br)

 

 

Mais um alemão feito com Riesling e extremamente típico. Excelente acidez, bom corpo (típico da Riesling) e sem passagem por madeira. Excelente vinho para acompanhar um prato de frutos do mar, peixes com molhos cítricos.

 

2007 Dr Loosen Urziger Wurzgarten Riesling Kabinett 08101001000282 ce471f5 300x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

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Publicado em 17/07/2014 às 18h17

O EnoDeco Entra na Teoria da Evolução!

evolucao1 300x180 O EnoDeco Entra na Teoria da Evolução!

 

Há quase 6 anos atrás este blog começava a ser escrito de uma forma despretensiosa, com o intuito de dividir com amigos as minhas experiências no mundo do vinho. Na época, eu trabalhava na agência W/Brasil (Hoje W/McCann) e escrevia textos sobre degustações que eu participava e vinhos que eu bebia e mandava por e-mail para os amigos que gostavam de vinho. Só que o gosto pelo vinho e por escrever foi falando mais alto e os textos foram ficando mais longos, mais elaborados e mais frequentes. Até que uma amiga, que trabalhava comigo na agência deu a idéia de colocar estes textos num blog. No início fui contra, achava que era complicado e não teria paciência. Mas ela sentou ao meu lado, me convenceu e me ensinou. E assim começou o ENODECO. Primeiro no Blogspot, depois no WordPress e desde 2011 aqui no R7, com muito orgulho de fazer parte da equipe de Blogueiros.

 

 

Hoje, as coisas mudaram bastante, como eu já escrevi aqui. Depois de deixar o mundo das agencias, após 14 anos trabalhando nesta área, fui estudar em NY e concluí os 3 primeiros níveis do Instituto inglês WSET, a mais renomeada instituição de ensino no mundo do vinho. E desde então, graças a Deus o mundo do vinho tem me dado muitas alegrias. E trabalho, claro! Mas trabalho, este caso, é mais do que trabalho: É um prazer!!!

 

Mas agora, vamos falar da nova cara do blog. Assim como o vinho evolui na garrafa, nós todos devemos evoluir. E a cara nova do blog segue um pouco este conceito. Na minha visão, o mundo do vinho precisa ser moderno, ter uma cara jovem e descontraída para fugir dos dinossauros e Enochatos que habitam este mundo do vinho. E a equipe do R7 foi extremamente feliz quando chegou nesta solução que vcs estão vendo agora. E espero que assim como eu gostei, vocês gostem também e tenham mais prazer ao ler o blog. E aos que gostam do blog, o recado é que o conteúdo continuará o mesmo, tentando trazer para este espaço dicas e informações que sejam relevantes aos amantes do vinho, de uma forma leve, solta e fácil de entender!!

 

 

E por último, queria agradecer a cada um dos que lêem o blog, seja um leitor antigo ou que esteja lendo pela primeira vez!!

 

 

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Publicado em 08/07/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Brasil x Alemanha

Copa dos Vinhos3 150x150 Copa dos Vinhos: Brasil x Alemanha

 

JOGO: BRASIL x ALEMANHA – SEMIFINAL

DATA: 08.07

LOCAL: BELO HORIZONTE

 

Que jogo teremos pela frente hoje no estádio do Mineirão. A reedição da final de 2002, quando fomos penta campeões e um dos jogos mais esperados desde o começo da Copa, pois era a semifinal que imaginavam os mais otimistas. Mas no campo dos vinhos, são 2 realidades diferentes. O Brasil com nossos excelentes espumantes e alguns bons tintos que ainda estão engatinhando, contra os alemães com seus brancos maravilhosos e alguns ótimos Pinots, por lá chamados de Spät Burgunder. Então vamos aos vinhos e ao meu palpite: Brasil 1 x 0 Alemanha na prorrogação.

 

 

 

BRASIL

O Brasil é um país sem muita cultura de vinho, que ainda engatinha com esta nobre e deliciosa bebida, mas que tem mostrado um potencial interessante. A principal região é no Rio Grande do Sul, especificamente no Vale dos Vinhedos, mas as regiões gaúchas de Campos de Cima da Serra (Norte do RS) e a Campanha Gaúcha (Sul do RS) e de São Joaquim, na Serra Catarinense também tem mostrado alguns vinhos bacanas e de futuro. Mas é, sem dúvida nenhuma no espumante que o Brasil faz e continuará a fazer muito sucesso. Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais são provas da que nossos espumantes são de fato uma realidade que podemos nos orgulhar.

 

 

ALEMANHA

A Alemanha é um país controverso para muita gente quando o assunto é o vinho. E não só no Brasil, mas em muito lugares, afinal, o fenômeno do vinho da Garrafa Azul colocou o vinho alemão em evidência, mas como o Liebfraumilch não é um vinho de alta qualidade e é enjoativo. Mas ao contrário do que muita gente pensa, os alemães fazem sim ótimos vinhos, principalmente brancos. As melhores regiões ficam a oeste do país, na fronteira com a França e por serem regiões mais frias, as uvas brancas como a Riesling, a Silvaner, a Gewurztraminner e a tinta Pinot Noir reinam por lá. As principais regiões são Mosel, Nahe, Rheingau, Rheinhessen e Baden. Há também os vinhos doces, muito bons e muito superiores ao Liebfraumilch. E muitos deles, tanto os doces como os secos, são vinhos caros na maioria dos casos.

 

 

 

BRASIL

- ESPUMANTE CASA VALDUGA 130

- PRODUTOR: CASA VALDUGA

- UVAS: CHARDONNAY,  PINOT NOIR.

- PREÇO APROXIMADO: EM MÉDIA ENTRE R$ 65,00 - 70,00 em diversos sites de compra.

 

- Um clássico espumante nacional, super premiado e reconhecido pela crítica. Produzido pela Casa Valduga, um dos nossos grandes produtores em termos de qualidade e quantidade, este espumante é de uma complexidade maravilhosa. Aromas e sabores que vão de frutas brancas (pera e pessego) até o de pão tostado, passando por algo mineral bem elegante. Um espumante de médio corpo, produzido através do método classic, tem um final longo e de fato merece todo o nosso respeito!

 

 Copa dos Vinhos: Brasil x Alemanha

 

 

ALEMANHA

- MEYER-NÄKEL SPÄTBURGUNDER 2012

- PRODUTOR: MEYER-NÄKEL.

- REGIÃO: AHR.

- UVAS: 100% SPÄTBURGUNDER (PINOT NOIR).

- PREÇO APROXIMADO: R$ 136,90 (No site da importadora DECANTER - www.decanter.com.br)

 

- Os Pinots alemães são injustamente pouco conhecidos. Menos frutados e “compotados” que os Pinots do novo mundo, eles são mais elegantes que a maioria dos Pinots do novo mundo, mais próximos dos Borgonhas, que são a grande referência em Pinots no mundo. Um vinho com muita mineralidade, excelente acidez, fruta e madeira muito bem equilibradas e um final longo e delicioso.

 

00143412 g 230x300 Copa dos Vinhos: Brasil x Alemanha

 

CHEERS!!

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André Rossi (Déco), 35 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”, curso este que tem duração de 2 a 3 anos e é preparativo para o Instituto Master of Wine
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