Uma viagem ao mundo Grand Cru   Parte 1Como havia comentado com vcs, na última 2ª. Feira fui convidado pela Grand Cru para um passeio pelo mundo do vinho através do Grand Tasting, no Hotel Renaissence. Foram 8 diferentes estações temáticas em uma noite especial. Uma estação vertical com 3 vinhos de anos diferentes; Uma outra estação com Syrahs de 4 países diferentes; outra estação com vinhos TOPS de corte de diferentes países; uma com Pinot Noirs de várias partes do mundo; outra com achados, vinhos de excelente custo-benefício e uma última com os grandes malbecs do catálogo deles.

Vou relatar abaixo os destaques para mim, afinal, se eu parar para relatar vinho por vinho, não saio daqui hoje, pois foram dezenas de vinhos deliciosos e algumas grandes surpresas. Mas mesmo assim, para não ficar um texto muito grande, vou dividir em 2 posts diferentes. Ainda esta semana postarei a segunda parte.

Verticais: Para mim, o destaque fica para o Casa Real 1995, que se mostrou quase que um grande Bordeaux. Um vinho sensacional, que já demonstra sua idade, mas que ainda tem muita estrutura e persistência. Fora ele havia um 1997 e um 1998 que estavam incríveis também, mas aquém do 1995.

Syrahs: Um vinho que levou nada menos que 97 pontos de RP não poderia ficar de fora e nem poderia deixar de ser o melhor! O St. Joseph Georges Vernay 2006, do “Vale dos Syrahs”, o Rhone tinha um nariz e uma boca impressionantes. Um vinho daqueles que falamos que é de “meditação”. Pelo que ele mostrou , o custo dele de R$ 183,00 não é tão proibitivo, apesar de ser alto para os nossos padrões. A surpresa para mim vem do Vale do Limari, no Chile que é o Tabali Reserva Especial Syrah 2007. Apesar de ainda alcoólico, tem um nariz profundo e delicioso. E a grande decepção foi o Glen Carlou 2005, que foi eleito o melhor vinho do ano da Africa do Sul. Ele é fraco, sem estrutura, apesar de aromático.

Cortes TOPS: Competindo com ícones como Altair (Chile), Quinta do Noval (Portugal), Ornellaia Le Serre Nouve (Itália), entre outros, o campeão dói o Quinta da Sardonia 2004, espanhol que levou 96 pontos de Parker. Um vinho incrível, aromático, moderno mas com traços de tradição, um típico espanhol que ficou na boca por muito tempo. Mas talvez a grande decepção da noite foi um dos que eu mais esperava, o Brancaia Il Blu 2006, um italiano aclamado por muitos, com 95 pontos do Parker. Achei um vinho simples, alcoólico e aquém do todos falam. Talvez ele precise ser bebido com calma e com tempo para decantar, é verdade. Mas no evento, ele foi bem inferior aos seus concorrentes. Quem sabe em outra ocasião eu não me surpreenda com ele. E aí vou ter que contar a vcs...

Pinot Noir do Mundo: Uma estação fascinante, que tem como ícone a região da Borgonha. Mas que revelou grandes descobertas. O Tabali Reserva 2007 vem como um ótimo custo benefício, seguido da surpresa neo-zelandesa Saint Clair Pioneer Block 5 2007. Este último vinho mostrou uma elegância, um nariz e uma boca acima do que eu esperava. Fruta pura, como é a característica desta uva, com uma madeira redonda, sem excessos e uma acidez talvez um pouco alta, mas que seu um toque diferente no vinho. Mas o grande vinho foi o Morey St. Denis 1er. Cru 2005. Mais um vinho de meditação, fácil de beber, elegante, fino...um clássico que foi aberto de última hora, mas que valeu a pena ter tido a sorte de beber.
Semana que vem tem mais...

CHEERS!!