Publicado em 02/12/2010 às 19h18

# CBE – CATALPA PINOT NOIR 2008.

Catalpa Pinot 82x300 # CBE – CATALPA PINOT NOIR 2008.

 

Vinho: Catalpa 2007

Produtor: Bodegas Atamisque

Origem:  Mendoza (Argentina)

Uvas: Pinot Noir

Safra: 2008

Importadora: World Wine

Preço Aproximado: R$ 54,00

 

Este mês o tema da #CBE  – Confraria Brasileira de Enoblogs - foi escolhido pela minha digníssima pessoa e aproveitei a época do ano para escolher algo tivesse a ver com verão e calor e lá fomos nós para um PINOT NOIR DE QUALQUER PAÍS, ATÉ R$ 100,00. Coincidentemente, e não pensei nisto na hora que escolhi o vinho, peguei um vinho da mesma vinícola que a CBE anterior, a Bodega Atamisque, Argentina. Este vinho pode ser classificado como um típico Pinot do novo mundo: Muita fruta como framboesas e cerejas e uma madeira de fundo dando aquele toque de chocolate, algo que pode dar para alguns uma sensação "doce", mas é apenas por conta do carvalho. Bom corpo, para um Pinot Noir pode ser considerado profundo e um bom final, persistente. Pelos R$ 54,00 que custa, um belo achado e acima de tudo, um Pinot feito em Mendoza, terra que é mais famosa por outras uvas.



CHEERS!!

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Publicado em 02/12/2010 às 11h14

VINHOS E ESTÓRIAS NUMA TARDE ALENTEJANA.

DSC03439 300x225 VINHOS E ESTÓRIAS NUMA TARDE ALENTEJANA.


Ontem fui convidado para participar da degustaçao da Herdade da Mingorra, vinícola portuguesa da região de Beja, sul do Alentejo. Confesso que ainda não conhecia esta vinícola, representada aqui pela Grand Cru, e até por isto fui bem curioso para o evento. No comando da degustação, a simpática proprietária Sofia Uva. Sim, o sobrenome dela é UVA! Afinal, ela não poderia fazer outra coisa que não produzir vinho, não é mesmo??


Começando as provas, o vinho branco de entrada deles, o Terras d'Uva Branco 2008, um corte de Antão Vaz, Arinto e Verdelho. Um vinho fresco que não passa por barricas (apenas inox) e por isto preserva o frescor da fruta. Um vinho amarelo pálido, com aromas minerais e cítricos bem presentes e uma acidez média. Um vinho leve para ser bebido jovem e interessante pelos R$ 32,00 que custa. Logo depois veio a estrela da noite, na minha opinião. Não era o melhor vinho, o mais complexo e o mais caro. Mas era o melhor custo-benefício e o mais interessante de todos. O Alfaraz Reserva Branco 2007 é um vinho feito apenas com Antão Vaz, uva de mais corpo e que dá vinhos com mais estrutura. Um amarelo ouro bonito, com uma madeira leve no nariz, somada a flores, minerais e um pouco de ervas. Um vinho bem interessante. Acidez mais pronunciada que o primeiro mais ainda não tão elevada e um final agradável e relativamente longo. Por R$ 68,00 ele é uma excelente escolha para quem quer um vinho branco com corpo e marcante.


Os tintos vieram logo em seguida, começando com o Terras d'Uva 2007, um corte de Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouchet. R$ 32,00 para um vinho ligeiro, com muita fruta vermelha, taninos leves e um amargor no final que acabou prejudicando um pouco o vinho. O interessante deste vinho está no rótulo, que é o desenho de uma cereja, exatamente para que as pessoas olhem a garrafa e achem que encontrarão um vinho frutado, fresco. Depois veio o Alfaraz Colheita Selecionada 2007, corte de 4 uvas típicas, com destaque para a Trincadeira. R$ 52,00 é um valor bem justo para este vinho de 6 meses de barricas, com taninos médios, frutas vermelhas e um corpo bacana.


Os 2 últimos vinhos, como de costume, eram os tops da degustação. Realmente, dos tintos, o Alfaraz Reserva Tinto 2005 era o melhor. Um vinho ruby profundo, com muita fruta vermelha e madeira no nariz, taninos bem presentes, mas sem amarrar demais a boca. Um bom vinho, talvez com um custo um pouco alto, R$ 110,00, mas lembrando que encontramos por aí vinhos neste preço com bem menos qualidade! E por último, o top Uvas Castas 2005 vinho de conceito interessante. O pai de Sofia casou-se com sua atual esposa e deu origem a este vinho. Isto porque ele é do Alentejo e ela do Douro e por conta disto o vinho é feito com 50% de uvas do Alentejo e 50% com uvas do Douro. Depois de serem vinificadas separadamente por 6 meses, eles são unidos e descansam em madeira mais uns 8 meses juntos, formando um vinho intenso, complexo, com um nariz que lembra ameixas e mineral. Taninos redondos, talvez um pouco menos do que se esperaria de um vinho como este, mas final longo e agradável. Custa R$ 180,00.


Enfim, uma boa descoberta... E como eu gosto de descobrir vinhos e vinícolas novas...



CHEERS!! 


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Perfil

André Rossi (Déco), 35 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”, curso este que tem duração de 2 a 3 anos e é preparativo para o Instituto Master of Wine
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