harmonização 300x199 HARMONIZANDO O VINHO NO NATAL.


Semana passada, no chat que fiz com os internautas aqui do Portal R7, uma pergunta era recorrente, mas feitas de formas diferentes, com o mesmo e único objetivo: Que vinho servir na tradicional ceia de natal? As respostas foram e são muitas, pois depende muito dos acompanhamentos e do que será servido. Mas tentarei, de uma forma mais geral, dar alguma dicas:


Para os aperitivos como frutas secas, queijos e patês, vinhos mais leves e delicados. Espumantes e vinhos brancos mais frescos e jovens, sem muita madeira, costumam ser boas opções, mas quem não abre mão dos tintos, um pinot noir pode cair bem.


Para o prato principal, as opções são inúmeras, dependendo do que for servido. Começando pelo tradicional Peru (ou Chester), a sugestão precisa ser estudada também levando em consideração os acompanhamentos. Frutas, farofas, fios de ovos, arroz, batatas... as opções de acompanhamentos são inúmeras, além dos diferentes tipos de molhos. De um modo geral, podemos pensar da seguinte forma: Perus, Chesters e outras carnes brancas, com acompanhamentos mais leves e salgados, sem tantas misturas agri-doces, pedem vinhos mais secos e menos “carnudos”. Sim, pode-se optar por brancos (neste caso, mais encorpados e amadeirados como um chardonnay) ou pelos tintos leves ou médios, como os pinot noirs do velho mundo, espanhóis jovens, robles ou no máximo crianza e italianos mais leves. Se estes pratos tiverem acompanhamentos e molhos que vão mais para o lado agridoce, damos uma outra cara aos vinhos. Esta doçura dos pratos pede vinhos de mais corpo e que dão a sensação de serem mais doces (mas não são!). São vinhos principalmente do novo mundo, como os próprios pinot noirs ou merlots e syrahs do Chile, Argentina, Australia, Estados Unidos, Nova Zelandia ou Africa do Sul, onde podem também encontrar bons pinotages.


E se forem servidas carnes vermelhas, completamos a gama de vinhos com os tintos mais encorpados, tanto do novo como do velho mundo, dependendo novamente dos acompanhamentos e molhos.


Enfim, gente, as opções são muitas e as harmonizações não são uma ciência exata. Pelo contrário: muitas são difíceis de fazer, mas o que importa no final é que o vinho e a comida se equilibrem e possamos saborear igualmente tanto um como outro!



CHEERS!!