6
abr
2011

2 NOITES, 6 SAFRAS E MUITAS SENSAÇÕES…

Postado por andrerossi às
23h57

German Lyon 300x218 2 NOITES, 6 SAFRAS E MUITAS SENSAÇÕES...


Semana passada, tive o prazer de organizar através da minha empresa, a WINET, um Wine Dinner especial. Para quem não está acostumado com alguns termos do mundo do vinho, Wine Dinner é um jantar em que harmonizamos a comida com os vinhos, geralmente de acordo com algum tema específico. Neste caso, a abflug, imprtadora que já falei algumas vezes aqui, me pediu que organizasse um Wine Dinner especial, em que receberíamos o enólogo-chefe de uma vinícola de destaque no Chile, a Perez Cruz. German Lyon é um dos grandes enólogos desta nova geração chilena e que tem conquistado as pessoas com seus vinhos autênticos e fáceis de tomar, em diversas categorias, desde o Reserva Cabernet Sauvignon (R$ 55,00) até o íconce Quelen, eleito o melhor vinho tinto do novo mundo pela Revista Decanter em 2010 (Aproximadamente R$ 300,00).


Para este jantar teríamos uma inédita degustação vertical do Liguai, um dos grandes vinhos da vinícola. Outra observação aqui: Degustação Vertical é uma degustação onde bebemos o mesmo vinho, de diferentes safras, para acompanhar sua evolução e como eles expressam suas diferenças de ano pra ano. E uma curiosidade que faz toda a diferença: German é o responsável por todas as safras do Liguai, coisa rara no mundo do vinho, pois a troca de enólogos numa vinícola é comum e isto acaba afetando o estilo do vinho. Neste caso, tivemos 6 safras produzidas pelo mesmo enólogo, o que dá mais consistência e assertividade aos vinhos!


Foram 2 noites espetaculares no Restaurante Pobre Juan, seguramente um dos melhores restaurantes argentinos de São Paulo, com um público diversificado, contando com consumidores finais, jornalistas e profissionais do mundo do vinho. As safras degustadas foram: 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008. A pergunta que devem estar fazendo é sobre a safra 2004, né? Esta safra, por não ter sido uma boa safra, eles decidiram não elaborar o Liguai, pois as uvas não teriam alcançado o ponto ideal para fazer este grande vinho. E uma das safras, a de 2006, acabou destoando das demais e alcançando a preferência de todos. Coincidência ou não, foi a safra em que a parcela de Carmenère foi maior que nos demais anos, mudando um pouco o perfil do vinho, dando um ar de frutas mais maduras. As outras uvas usadas na elaboração do Liguai são Syrah e Cabernet Sauvignon, variando a proporção de acordo com o ano.


Outra coisa que chamou a atenção foi a longevidade deste vinho. O mais antigo de todos, o Liguai 2002 tinha cor, aromas e sabor de um vinho novo, podendo até ser comparado aos novatos 2007 e 2008. Isto demonstra a consistência que este vinho tem, e mostra que ainda tem vida longa pela frente.


Foi uma degustação incrível e que marcou todos que estiveram por lá! Parabéns à Abflug, à Perez Cruz e ao Germán pelo excelente evento, que certamente marcou a todos que lá estiveram! E aproveito para deixar um link com uma entrevista feita pelos amigos Beto Duarte e Daniel Perches com Germán, logo após o evento! Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=1TApqKUpI5g



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