EXPOVINIS 2011: IMPRESSÕES GERAIS E O PRIMEIRO DIA
Continuando a saga da Expovinis, vou falar um pouco sobre meu primeiro dia de visita à feira. Diferentemente das outras edições, achei esta mais bem organizada e consegui ver mais coisas que nos outros anos. Algumas me chamaram a atenção:
A quantidade de produtores sem importadores, que estão a procura de um representante era muito grande. E temos que ver isto com bons olhos, afinal o interesse deles no Brasil só mostra que estamos sendo vistos lá fora como um grande potencial consumidor! E olha que ainda há muito para crescermos! Destes produtores, o país que mais tinha era a França, que estava bem representada por quase todas as suas regiões produtoras!
O peso e importância dos produtores brasileiros, que estavam lá com estandes de todos os tamanhos: Desde os maiores e mais imponentes como a Miolo e a Casa Valduga, até os que estavam dentro do espaço do Ibravin ou da Acavitis, que é a associação das vinícolas de Santa Catarina. Mas o que se viu foi uma grande evelução de qualidade nos rótulos que tomei, sobretudo de alguns produtores da Acavitis, dentre eles, a Sanjo e a Villagio Grando.
Me decepcionei com os produtores espanhóis que estavam presentes sem importador ou com algum representante pequeno. Tenho falado que os vinhos da Espanha tem me conquistado cada vez mais, mas as grandes regiões como Priorato, Rioja e Ribera del Duero tinham poucos representantes. A maioria era de regiões do centro-sul da Espanha, como por exemplo La Mancha.
O estande da abflug foi sem dúvida nenhuma um dos pontos altos da feira. Fugiram da mesmice e fizeram um espaço animado, interativo e descolado, para que o conceito deles de "deselitizar" o vinho ficasse ainda mais forte. E para fechar com chave de ouro, colocaram um Ônibus Amarelo dentro do estande. Sim, um ônibus de verdade, daqueles antigos, para marcar o lançamento da grande aposta deles, o australiano [yellow tail].
E por último, neste primeiro dia, alguns vinhos que tomei que me chamaram a atenção:
Domaine des Fussiacus Pouilly Fuisse 2009. Um produtor sem importador aqui no Brasil, da região da borgonha que trouxe alguns vinhos, entre eles este delicioso branco Pouilly Fuisse, com uma acidez viva, muita fruta e madeira bem colocada. Extremamente equilibrada e que na França custa 14 euros
Pommard les Cras 2009, Domaine Roger Belland. Também um produtor da Borgonha sem importador que trouxe este belíssimo tinto da região de Pommard. Nariz excelente, frutas vermelhas, um pouco de madeira e fumo, que impressionou tanto no nariz que a boca pareceu um nível abaixo. Mas mesmo assim, um belo vinho que lá custa 25 euros.
Marichal Reserve CollectionPinot Noir/Tannat 08. Este produtor uruguaio é uma novidade no portfolio da Ravin. Vinhos muito bem feitos, com destaque para o diferente corte de Pinot Noir e Tannat, duas uvas aparentemente opostas, mas que juntas deram um vinho interessante. - 70% Pinot Noir e sua delicadeza + 30% Tannat e sua robustez. Por R$ 55,00 é uma boa aposta.
E o outro vinho deles que me chamou a atenção foi o Marichal Reserve Collection Pinot Noir Blanc de Noir - Chardonnay 2010. É um corte de Chardonnay (40%) e Pinot Noir (60%) que quase parece um Rosé, mas não é. Uma explosão de frutas misturadas e um toque de uma madeira bem colocada. Vinho diferente e que vale experimentar!
Por enquanto é isto.... depois colocarei minhas impressões do segundo dia!
CHEERS!!
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