Publicado em 29/08/2011 às 09h30

COLUNA FLAVOUR GUIDE: ENTENDA MAIS SOBRE OS VINHOS DE BORDEAUX.

bordeaux WINE map1 294x300 COLUNA FLAVOUR GUIDE: ENTENDA MAIS SOBRE OS VINHOS DE BORDEAUX.


Muitos devem achar que eu deveria começar a falar dos tipos de vinhos mais famosos por este que vou falar hoje. Mas como não gosto de regras e nem de ser previsível, ele não foi o primeiro e nem o segundo. Não que eu não goste deles, pelo contrário, pois acho que todo bom enófilo precisa gostar.



Os Bordeux são talvez os vinhos tintos mais famosos do mundo, os mais reconhecidos e estão sem dúvida nenhuma entre os mais caros. É de lá que vem os grandes Chateaux que estamos acostumados a ouvir falar e a beber. Mas não estou falando apenas dos mais famosos como Chateau Margaux, Chateau Haut Brion, Chateau Latour, Chateau Mouton Rothschild, Chateau Lafitte Rothschild e Chateau Pétrus. Estes todos, exceto o Petrùs, são os conhecidos Premier Cru Classé, classificação que surgiu em 1855. Mas não só de Premier Cru vive Bordeaux. Aliás, eles são a imagem da região, mas são produzidos em pequenas quantidades, comparados aos outros vinhos.



Abaixo dos Premier Cru (primeiro vinho) , há os deuxieme (segundo vinho), os troisième (terceiro vinho), quatrième (quarto vinho) e cinquième (quinto vinho), todos de uma mesma propriedade, de um mesmo produtor. Há ainda os Cru Bourgeois (Divididos em Exceptionnel e Supérieur), que são geralmente ótimos vinhos e em termos de custo-benefício tendem a ser melhores ainda.



Geralmente dividimos a região de Bordeaux em 2 partes, tendo como referência o Rio Gironde: Margem esquerda, onde estão principalmente as regiões de Médoc , Graves e Sauternes e a margem direita, onde se localizam principalmente St. Émilion e Pommerol. Há outras regiões, como Entre-Deux-Mers, que produz vinhos em mais quantidade, mas que pode-se encontrar alguns bons líquidos sim!



Por fim, vale citar as principais uvas cultivadas por aqui: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc como as tintas, sendo que na margem esquerda há uma predominância de Cabernet Sauvignon e na margem direita, predomina a Merlot. Mas não podemos esquecer das brancas Semillon e Sauvignon Blanc, uvas que são a base dos famosos, doces e maravilhosos Sauternes, que já falamos antes...



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Publicado em 11/08/2011 às 08h09

COLUNA FLAVOUR GUIDE: PORTO, UM ACIDENTE QUE DEU CERTO!


Flavour Guide1 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: PORTO, UM ACIDENTE QUE DEU CERTO!

Já que na última coluna falamos dos especiais Sauternes, aqueles vinhos doces maravilhosos, vamos continuar a falar de algo com um pouco mais de açúcar, mas bem diferente desta pérola francesa que vimos na semana passada. Vamos falar sobre os Vinhos do Porto, que tem uma legião de fãs ao redor do mundo, em especial os ingleses, que foram os inventores desta maravilha. E podemos dizer que foi uma invenção completamente acidental. Entenderemos logo mais o porque. Este vinho é elaborado na Região do Douro (Portugal) e não na região do Porto (Vila Nova de Gaia) como muitos pensam. Ele é produzido no Douro e durante a primavera ele é transportado para armazéns que ficam em Vila Nova de Gaia (Região do Porto) para envelhecer.



O Vinho do Porto é classificado como fortificado, pois sua composição apresenta teor alcoólico em média entre 18% vol e 22% vol. É bem mais do que os vinhos que bebemos frequentemente, que tem em média entre 11% vol e 16% vol. E este volume de álcool existe pois durante a fermentação do vinho é acrescentado um destilado, em sua maioria de origem vínica que possui por volta de 77% vol de álcool. Esta adição interrompe a fermentação e além de deixar o vinho com o volume alcóolico mais elevado, deixa o açúcar que não foi transformado em álcool, no vinho. E é isto que o torna mais doce que os vinhos secos que tomamos. Ou seja, o Porto é um vinho mais alcoólico e mais doce. E quando disse acima que esta invenção foi acidental é porque os ingleses, durante o século XVII começaram a adicionar aguardente nos barris que transportavam vinho para que o vinho aguentasse as longas viagens de barco e não estragasse. E aí foi criada, sem querer, a fortificação!



Sobre os diversos tipos de Vinhos do Porto, os principais são: O Ruby (Básico) é o mais conhecido até por conta de seu custo, mais baixo que alguns outros. Ele passa de 2 a 3 anos envelhecendo em madeira e é o mais frutado e jovem de todos. Mas há outros tipos de Ruby, como os Reservas, que são mais intensos. Há também, os Vintages, que são os mais aclamados e reconhecidos, pois só são feitos em anos especiais, em que as condições climáticas foram perfeitas e depois que foi aprovado por uma comissão de avaliação. E por último há os LBV (Late Bottled Vintage), que tem a indicação de safra no rótulo e é engarrafado alguns anos depois de ter estagiado em grandes tonéis de madeira.



Saindo do Ruby, vamos aos Tawny, vinhos que tem características mais oxidadas, que parecem mais velhos. São misturas de Portos de vários anos, com maior permanência em barricas ou tonéis de madeira usada. Ele é caracterizado por aromas menos frutados e nele podemos sentir aromas como nozes e frutas secas por exemplo. Os mais básicos tem custos também mais baixos, mas os melhores e mais caros são aqueles que tem a indicação de idade no rótulo, como 10, 20, 30 ou 40 anos e estas idades se referem à idade média dos vinhos que ali dentro estão. E por último há o Tawny Colheita, que é feito com uvas de uma mesma safra e envelhecido por pelo menos 7 anos em madeira.



Agora, quem gosta de um Porto, mas nunca soube quais eram as diferenças, pode começar a comprar com mais critério e sabendo o que quer!



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Publicado em 05/08/2011 às 19h40

SAUTERNES: OURO LÍQUIDO E DOCE.

Flavour Guide 300x190 SAUTERNES: OURO LÍQUIDO E DOCE.


Continuando nossa série sobre os estilos e tipos de vinhos famosos, queria falar para vocês esta semana um pouco sobre os famosos Sauternes.

Para quem não sabe, os Sauternes são os vinhos de sobremesa mais famosos do mundo, feitos em sua maioria com as uvas brancas Semillón e Sauvignon Blanc e eles são produzidos na região de mesmo nome, que fica ao sul de Bordeaux (França). É um vinho branco doce que é feito de uma maneira especial que muita gente nem imagina. Esta doçura vem da ação de um fungo, chamado Botrytis cinérea, que também é conhecida como “podridão nobre”. Mas como isto acontece? Por que ele fica doce? Estou tomando um vinho “mofado”? Vamos lá...

A região de Sauternes fica às margens do pequeno rio Ciron e esta região é bem propícia para a proliferação destes fungos, pois por volta de Setembro (outono) as manhãs são muito úmidas, até pela proximidade com o rio e chega até a formar uma névoa e esta umidade ajuda o desenvolvimento deste fungo, que provoca uma porosidade nas peles das uvas, fazendo com que a água dentro dela evapore e a concentração de ácidos e açúcares sejam maiores. E depois, à tarde o sol se encarrega de ajudar a água a evaporar. Com isto, o resultado é um vinho licoroso (untuoso) e bem doce. E o mais famoso de todos, o único a levar o status de Premier Grand Cru, é o famoso Chateau d’Yquem que custa uma boa quantidade de dólares por uma garrafinha...



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Publicado em 27/07/2011 às 14h29

COLUNA FLAVOUR GUIDE: O QUE É O BRUNELLO DI MONTALCINO?

Flavour Guide2 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: O QUE É O BRUNELLO DI MONTALCINO?


No Blog do Flavour Guide, que escrevo semanalmente, comecei uma série sobre alguns vinhos famosos. Não de produtores específicos, como Chateau Petrus, Chateau Margaux, Vega Sicilia e outros. Mas de tipos e estilos de vinhos famosos, como os Brunellos di Montalcino, os Barolos, Amarones, Sauternes, Chateauneuf-du-Pape e outros estilos e tipos de vinhos famosos. E nestr primeiro texto, falarei sobre um dos meus "queridinhos", os Brunellos:

 

" Começando a falar pra vcs um pouco mais sobre os tipos de vinhos mais famosos, como prometi na semana passada, vou começar com um dos meus preferidos, o Brunello di Montalcino. 

 
 
 
Este vinho italiano é originário da Toscana, particularmente da cidade de Montalcino e seus arredores. O grande nome e praticamente criador do Brunello di Montalcino é a família Biondi Santi, que no final do século XIX, por volta de 1860 começou a produzir um vinho escuro, intenso, longevo e extremamente elogiado. Os anos foram se passando e o vinho foi se tornando a resposta toscana ao Barolo, famoso vinho do Piemonte. Biondi Santi e outros produtores continuavam fazendo um vinho maravilhoso, mas ainda sem a fama de muitos outros Italianos e Franceses. Até que na segunda metade do século XX, o vinho teve seu BOOM, virando um dos maiores ícones da Italia (Se não o maior) e do mundo!
 
 
 
 
Para poder constar no rótulo de um vinho as palavras “Brunello di Montalcino D.O.C.G” ele precisa passar por uma série de rígidos pré-requisitos, como a uva utilizada (Sangiovese Grosso), o redindimento máximo por hectare, o tempo mínimo que ele precisa envelhecer em barricas, etc... Apenas um parêntese para explicar, DOCG significa Denominazione di Orignie Controlata e Garantita, que é um “atestado” de qualidade que alguns vinhos levam. Mas isto é assunto para depois...
 
 
 
 
Para se ter uma ideia do trabalho que dá um Brunello, não se lança nenhum Brunello di Montalcino no mercado antes que ele tenha 5 anos de idade. Ou seja, se saírmos hoje para procurar um Brunello di Montalcino 2007, 2008, 2009 ou 2010 para comprar em qualquer lugar do mundo, não encontraremos. O Brunello tem seu irmão mais novo, o Rosso di Montalcino. Este também segue algumas regras, mas elas são mais menos rígidas que os Brunellos. Um Rosso, por exemplo, pode ser lançado depois de 1 ano de sua colheita.
 
 
 
 
Por todos estes cuidados e regras que um Brunello precisa, não são vinhos baratos. Os Riservas então, menos ainda, afinal eles são ainda mais especiais. Mas todos eles, inclusive os Rossos, são vinhos deliciosos e fascinantes! "

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Publicado em 12/07/2011 às 18h08

COLUNA FLAVOUR GUIDE: OS EFEITOS DA MADEIRA NO VINHO.

Flavour Guide1 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: OS EFEITOS DA MADEIRA NO VINHO.


Amigos, segue mais um texto da minha coluna semana no Flavour Guide. Espero que gostem...


"Na semana passada falamos dos aromas do vinho, certo? Então, nada mais propício que aproveitar o “gancho”  e falar de um aspecto importante do vinho, que muita gente gosta e outros demonizam: Os efeitos da madeira no vinho.

 

 

Para começo de conversa, é preciso explicar que quando sentimos aromas de madeira num vinho quer dizer sim que de alguma forma o vinho teve contato com alguma forma de madeira. Na maioria dos casos isto se dá pelo estágio que os vinhos passam em tonéis, barris ou pequenas barricas de carvalho para ganhar complexidade e “amaciar” o vinho pois além da madeira passar aromas e sabores ao líquido ali de dentro, ela permite uma microoxigenação que acaba fazendo bem para a maioria dos vinhos e isto o torna mais “macio”, mais agradável, mais redondo. Alguns vinhos precisam de mais tempo, outros de menos tempo e quem decide isto é o enólogo que está fazendo o vinho.

 

 

Há também outros fatores que influenciam, como os níveis de “tosta” de cada barrica (algumas delas são queimadas por dentro), bem como a procedência de cada barrica (francesa, americana, eslovena, etc...). Mas isto deixaremos para um outro momento pois é algo muito específico.

 

 

Mas não só de barricas é que vem os aromas e sabores de madeira num vinho. Por ser um elemento que acaba agregando sabores e aromas que parecem mais adocicados e lembram chocolate ou baunilha por exemplo, e isto acaba deixando o vinho com uma sensação de doçura maior, muitos produtores resolveram “roubar no jogo” e encurtar e baratear o caminho, já que uma barrica francesa nova custa em média nada menos que US$1.000,00: quando o vinho está nos tanques de inox ou cimento por exemplo, muitos colocam chips (pequenas placas) ou pós de madeira para que o vinho “pegue” os aromas e sabores da madeira. Isto é uma prática muito mais barata e rápida, pois pode-se lançar o vinho no mercado mais rapidamente, sem ter que esperar meses e até anos para o vinho envelhecer nas barricas. Mas pergunte a um produtor se ele usa estes artifícios e ele negará até a morte, por mais que ele use.

 

 

Mas o uso da madeira, mesmo que corretamente em barricas, precisa ser com muito cuidado e conhecimento, pois corre-se o grande risco de saturarmos o vinho de madeira e ele perder sua fruta, seu caráter original. Então, esta prática precisa ser extremamente cuidadosa para não estragar o vinho. Até por conta disto, há os que não usam nenhuma interferência de madeira em seus vinhos, com a explicação de que querem preservar os aspectos naturais do vinho. E por último, vale também falar que algumas uvas são mais propícias ao envelhecimento que outras, pela estrutura de cada uma. Como exemplo clássico, cito a branca Chardonnay que envelhece muito bem em barricas, ao contrário da sauvignon Blanc, que na maioria dos casos vai melhor sem madeira nenhuma, para mostrar todo o seu frescor e fruta!

 

 

Até semana que vem e aproveitem o frio para beber bons vinhos, sempre com moderação!"



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Publicado em 04/07/2011 às 15h11

COLUNA FLAVOUR GUIDE: OS AROMAS DO VINHO.

Flavour Guide 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: OS AROMAS DO VINHO.


Hoje quero falar a vocês sobre um assunto que muita gente questiona e tem dúvidas: Afinal, de onde vêm os tão falados aromas do vinho? Se eu sentir um aroma de morango, quer dizer que existem plantações de morango perto dos vinhedos? Ou as vinícolas colocam aromas artificiais nos vinhos? 

De uma forma geral e para falar de uma maneira fácil, como tenho procurado fazer aqui neste espaço do Flavour, os aromas vem da própria fruta (uva) e de como o vinho é produzido. Ou seja, alguns aromas se desenvolvem durante a produção e envelhecimento do vinho. 

Apenas para vcs entenderem algo mais técnico e sem ser muito profundo e complicado, os aromas são divididos em 3 tipos: 
- Aromas primários: São aqueles que vem da própria fruta e normalmente nos lembram frutas frescas (algumas mais maduras e outras mais verdes) ou até mesmo ervas, minerais, vegetais e flores. 
- Aromas Secundários: Eles se desenvolvem durante a produção do vinho, dependendo também do método que o enólogo usa. Geralmente são aromas que nos remetem a madeira, especiarias ou até mesmo leveduras, estas principalmente presentes nos casos dos espumantes feitos através do método champenoise (tradicional/clássico). 
- Aromas Terciários: São aromas que o vinho apresenta durante seus envelhecimento, seja em barrica, em tanques de aço inox ou mesmo nas garrafas. Aromas como couro, cogumelos e tostados vem daí. 

Então, agora já sabem que ao sentirem aromas que não são de uva, não achem estranho ou não cheguem nem perto de falar que colocaram algum aroma artificial dentro do vinho. Eles são todos naturais e a gama que podemos sentir nos vinhos são enormes. 

No próximo post falarei de um aroma específico que muita gente sente e que existe de fato: A Madeira. Contarei um pouco para vcs como se dá esta influência da madeira nos vinhos! 



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Publicado em 21/06/2011 às 15h02

COLUNA FLAVOUR GUIDE: AS HARMONIZAÇÕES MAIS DIFÍCEIS.

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Como de costume, abaixo está a minha coluna semana que escrevo no Blog do Flavour Guide. Aproveitem!!


"Amigos do Flavour, para terminar esta série de textos sobre harmonização, queria citar alguns alimentos que merecem atenção na hora de harmonizarmos vinho e comida. São alimentos difíceis, que precisamos prestar muita atenção para termos uma combinação harmoniosa e saborosa.

Alimentos Defumados: Grosseiramente falando, alimento defumado significa uma comida que tem um gosto que lembra fumaça. E este gosto acaba por muitas vezes dificultando a combinação com o vinho. De um modo geral, este tipo de alimento vai bem com vinhos que tenham aromas e sabor de madeira. Ou seja, vinhos que tenha estagiado um certo período em barricas de carvalho ou que tenham recebido “chips” de madeira durante a sua produção com o propósito de deixar o vinho amadeirado. Esta madeira do vinho consegue “casar” com os aromas e sabores defumados destes alimentos. Ou seja, quanto mais defumado for o alimento, mais madeira pode ter o vinho. E eles podem ir do branco ao tinto. Um exemplo típico: Salmão defumado com um Chardonnay que tenha envelhecido algum tempo em barrica fica ótimo!

Alcachofra, aspargos e espinafre são alimentos difíceis de harmonizar. Se pararem para reparar, todos eles tem um certo amargor, por mais que seja leve, e este amargor pode acabar com a harmonização. De um modo de geral, evitar tintos muito tânicos. O que costuma cair bem? Vinhos com boa acidez e em geral os brancos costumam se dar melhor!

Comidas muito apimentadas ou condimentadas. Mais uma vez aqui devemos evitar os tintos muito tânicos e preferir vinhos com boa acidez e algo mais especiado no nariz. Um Shiraz australiano, por exemplo pode ser uma boa saída. Ou então vinhos brancos com boa acidez.

E por último uma dica infalível!
Ao comer um prato, tentem lembrar de onde ele vem, de que região ele é típico. Sendo assim, tente um vinho que venha daquela região também! Ou vocês acham que os Chiantis, vinhos italianos famosos e com boa acidez em geral caem bem com a culinária Italiana, que tem no tomate um de seus ingredientes principais? A acidez do tomate vai bem com a acidez dos Chiantis. Outro exemplo: Churrascos de cortes argentinos ou uruguaios vão bem com Malbec e Tannat. Coincidência? Claro que não! E por aí vai, afinal é um mundo sem fim de combinações!

Espero que tenham aproveitado as dicas de harmonização e que tirem melhor proveito de seus pratos e vinhos!

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Publicado em 13/06/2011 às 18h45

COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO DE QUEIJOS E VINHOS.

Flavour Guide1 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO DE QUEIJOS E VINHOS.


Abaixo a continuação da série sobre harmonizações que tenho escrito na coluna do Flavour Guide.


"Amigos do Flavour,


A idéia era terminar o assunto das harmonizações hoje, mas resolvi aproveitar a semana que antecede o dia dos namorados e este frio maravilhoso que chegou, para falar sobre uma combinação que gostamos muito de fazer, mas que fazemos errado na maioria das vezes. É comum fazermos reuniões em casa e chamarmos de “Queijos e Vinhos”, certo? E na grande maioria das vezes, servimos que tipo de vinho? Tinto, não é mesmo? Pois é... Aí mora o perigo! Uma das piores combinações que existe é uma comida muito gordurosa com vinhos tintos que tenham taninos muito aparente, muito intensos. Taninos são substâncias presentes na casca da grande maioria das frutas, inclusive das uvas tintas e são responsáveis por aquela sensação de “amarrar” a boca, aquela sensação de secura. E os taninos e a gordura são incompatíveis. São inimigos e sempre “brigam” quando se encontram. E quando isto acontece, fica um gosto ruim, meio metálico na boca. Uma sensação que quem já teve sabe como é ruim. Quem ainda não passou por isto e quiser experimentar só para ver como é, pegue um vinho com bastante tanino (Cabernet Sauvignon, Malbec e Tannat são uvas muito ricas em taninos) e harmonize com um queijo bem gorduroso como Gorgonzola, Catupiry ou Parmesão com um destes vinhos. Ou até um patê de foie-gras, que tem bastante gordura. Certamente não esquecerão!



Dito isto, qual a conclusão que chegamos? Que idealmente os queijos vão melhor com vinho branco. Há queijos que vão bem com tintos, mas opte sempre pelos tintos mais leves, com menos taninos, como Pinot Noir ou por exemplo um Beaujolais, vinho do sul da Borgonha. Até mesmo um merlot pode ir bem, se o queijo não foi muito gordo. E por fim, aproveitando este frio, façam uma combinação que pra mim é maravilhosa: Troquem o vinho tinto que acompanhará aquele delicioso fondue no dia dos namorados e coloquem um vinho branco. Vocês verão que tanto o vinho como o fondue crescerão em sabor na boca e ficará muito mais gostoso!! Aí, quanto mais forte for o fondue em termos de sabor e aromas, mais intenso o vinho branco deverá ser em sabores e aromas, como vimos no primeiro texto sobre harmonizações.



Semana que vem terminaremos o tema das harmonizações com algumas dicas e alguns perigos... Uma ótima semana a todos, com bons vinhos!



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Publicado em 07/06/2011 às 17h03

COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO – ACIDEZ, DOCE E SALGADO.

Flavour Guide 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO   ACIDEZ, DOCE E SALGADO.


Eis abaixo, a coluna que escrevi no Flavour Guide na semana passada!


"Amigos do Flavour. 

 
Conforme prometido, aqui estou para falar de outros importantes aspectos da harmonização da comida com o vinho. 
 
 
 
 
A ACIDEZ é um fator importante e que sem dúvida pode deixar estragar completamente o prato ou o vinho. Precisamos sempre tomar cuidado com pratos com alta acidez, pois este tirará a acidez do vinho, deixando ele “flat”, sem graça. Já os vinhos ácidos com pratos sem acidez, vão tornar a combinação desequilibrada. Por isto, ao comer pratos que tenham muita evidência de limão, vinagre, aceto balsâmico, tomate e outros, optem sempre por vinhos com maior acidez. E uma dica de como não errar? Lembre-se sempre da Itália: Macarrão ao Sugo é um prato com alta acidez. E o que vai bem com este parto? Um vinho tinto leve ou de médio corpo, com acidez pronunciada, como os Chiantis por exemplo! 
 
 
 
 
Outro fator importante: DOCE/SALGADO. 
 
Lembre-se sempre que pratos doces deixam os vinhos ainda mais secos e com sensação de serem mais ácidos e desiquilibrados. Por este motivo, para pratos doces, escolha vinhos doces. Quanto mais doce o prato, mais doce deverá ser o vinho. Por exemplo: Sobremesas à base de frutas, um vinho semi-seco. Para pratos como pudim de leite ou outros mais doces, mas com intensidade de sabor não tão forte, um late harvest ou um Sautèrnes cai muito bem. E por último, sobremsesas à base de chocolate, opte sempre por vinhos como o Porto, que são fortificados. Chocolate é um “bicho” difícil de harmonizar! 
 
 
 
 
Já o oposto do doce, o salgado, é o inimigo número 1dos taninos. Por isso evite pratos muito salgados com vinhos muito tânicos, pois esta combinação cria uma sensação de amargor horrível! Ou pode-se também optar pela harmonização por contraste, que resulta em uma experiência deliciosa: quem já experimentou a clássica combinação “Sauternes-Roquefort” sabe bem disto! E tem explicação: O doce acentua o salgado no paladar e deixa estas harmonizações por contraste mais intensas. 
 
 
 
 
Semana que vem eu volto para falar de alguns alimentos difíceis de harmonizar e uma dica infalível para não errar na combinação! "
 
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Publicado em 30/05/2011 às 23h52

COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO – CORPO E INTENSIDADE.

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Esta foi a coluna da semana passada, que eu comecei a falar sobre princípios de Harmonização lá no blog do Flavour Guide.


"Amigos do Flavour Guide, 

 
Hoje começarei a falar sobre algo que sou constantemente indagado e consultado, tanto nos cursos, como em conversas informais com amigos: A Harmonização entre vinho e comida. 
 
Sempre digo que fazer uma harmonização correta e equilibrada é uma arte! Isto porque não há uma regra que podemos seguir para acertar em cheio. Há sim alguns conceitos importantes que precisamos levar em conta para que o resultado final seja bom. Mas mesmo assim, não há uma garantia de 100% de acerto em todos os casos. Como o assunto é extenso, vou dividir este tema em 3 posts, para não ficar muito cansativo e poder detalhar bem cada um deles. E esta semana falarei sobre o CORPO / DENSIDADE e INTENSIDADE DE AROMAS / SABORES
 
 
 
 
Para começar o assunto, o princípio de tudo: Uma harmonização bem feita é aquela em que no final, nenhum dos elementos se sobressaiu muito, deixando o outro “apagado” ou perdido no paladar. É literalmente uma harmonia, um equilíbrio. 
 
O CORPO / DENSIDADE, do vinho e da comida talvez seja o primeiro e mais importante fator a ser considerado. Todo mundo já ouviu falar em “Carnes com tintos” e “Peixes com brancos”, certo? Este é o básico, que muitas vezes dá certo, mas precisamos ter em mente que o que conta é o corpo do vinho e não a cor. Por exemplo, um Chardonnay encorpado, amadeirado pode ir melhor com uma carne do que um Pinot Noir jovem, que é um tinto leve. E um Pinot jovem ou Beaujolais (tintos leves) podem ir melhor com peixes e frutos do mar do que um branco encorpado (Chardonnay do novo mundo, por exemplo). Mas é essencial também se lembrar do molho ou dos acompanhamentos! Eles podem fazer toda diferença! E vocês vão descobrir isto com os outros posts. 
 
 
 
 
INTENSIDADE DE AROMAS / SABOR é outro elemento que precisamos tomar cuidado. Devemos Evitar vinhos delicados/pouco aromáticos com comidas muito aromáticas. E vice-versa. Afinal, se a comida for muito mais aromática que o vinho, o vinho “some”. A recíproca também é verdadeira. E juntando o elemento anterior, falando de corpo/densidade e intensidade aromática e de sabor, podemos citar que há vinhos com bom corpo, mas pouco aromáticos. Assim como há vinhos leves e delicados, com muitos aromas. Então, não achem que estes 2 elementos sempre caminham juntos, em sinergia. O modo com que a comida foi feita e os temperos e ingredientes utilizados podem dizer muito sobre a intensidade aromática antes mesmo de experimentarmos. Como exemplo aqui, podemos citar um exemplo que ilustra bem: Comida tailandesa, que é extremamente aromática com vinhos brancos feitos com a uva Sauvignon Blanc, uva muito aromática. 
 
 
 
 
Semana que vem continuaremos nosso papo sobre harmonização falando de ACIDEZ e SALGADO/DOCE. 
 
Tenha uma ótima semana, com bons vinhos, sempre! "


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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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