Publicado em 28/10/2015 às 09h00

Duca di Salaparuta: As Diferentes Faces da Sicilia.

IMG 4786 225x300 Duca di Salaparuta: As Diferentes Faces da Sicilia.

 

 

Duca di Salaparuta é um nome conhecido dos brasileiros por causa de uma marca em especial, que sempre teve muita presença em nosso mercado, que é o Corvo. Mas a vinícola faz mais de 40 diferentes vinhos que representam a Sicilia pelo mundo. A Vinícola Corvo é uma delas, também como a própria Vinícola Duca di Salaparuta e a Vinícola Florio. É uma vinícola que foi fundada em 1824 e tem uma longa tradição e sucesso no mundo todo, mostrando bem os diferentes terroirs da Sicilia. Pra se ter uma idéia, 90% das uvas cultivadas por eles são uvas regionais, com pouquíssimas uvas internacionais, como a chardonnay, shrah, viognier, pinot noir e merlot.

 

 

E pude provar mais alguns dos vinhos da vinícola em companhia da Antonella Pagnannelli, gerente de exportações da vinicola e do pessoal da Interfood, importadora dos vinhos deles aqui.

 

 

O Calanica Insolia Chardonnay 2014 é um vinho feito com apenas 30% de chardonnay, mas altamente perceptíveis. Um vinho sem madeira, mas que tem uma consistência e uma untuosidade muito legais. Um vinho bem fresco e facil de beber. R$ 89,90.

 

 

O Calanica Nero d'Avola Merlot é um vinho muito bem resolvido e daqueles que tomamos a garrafa sem perceber. Madeira muito sutil, e apesar de "apenas" 30% de merlot, ela faz toda a diferença. Um vinho fresco, de médio corpo, muita fruta fresca e taninos bem sutis. Um vinho descomplicado! R$ 89,90.

 

 

O Passo delle Mulle 2013 é um vinho 100% Nero d'Avola e que passou 10 meses de barricas usadas, o que acaba não pesando no vinho e deixando ele bem harmônico e redondo. Taninos macios e um vinho de médio corpo, bem típico desta uva. R$ 138,00.

 

 

O Làvico 2010 é um vinho 100% Nerello Mascalese, uma uva regional e que eu particularmente gosto muito. Dá vinhos de corpo e cor bem leves, não por acaso é chamada por alguns de "Pinot da Sicilia". Um vinho elegante, leve, sem excessos e que mostra muito bem o perfil desta uva por lá. Uva pouco conhecida, mas que dá vinhos maravilhosos! R$ 142,00

 

 

Por último, o top da vinícola, o Duca Enrico 2009. Um vinho 100% Nero d'Avola com muito corpo e uma mistura bem interessante de fruta seca e fruta fresca. Um vinho que, apesar de ter 6 anos, está MUITO jovem e tem muito tempo de garrafa pela frente! R$ 424,90.

 

 

Os vinhos da Sicilia são muito pouco explorados por aqui, infelizmente. Mas sem dúvidas, a hora que eles ganharem mais exposição, farão muito sucesso!

 

 

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Publicado em 26/10/2015 às 09h00

Marques de Riscal: Tradição e Qualidade Inquestionáveis.

IMG 4602 225x300 Marques de Riscal: Tradição e Qualidade Inquestionáveis.

 

Talvez não exista um nome de uma vinícola espanhola mais conhecida do consumidor brasileiro de vinhos que Marques de Riscal. No mercado brasileiro há muitos anos, a vinícola é famosa por aquela garrafa de rótulo branco com uma "redinha" que envolve a garrafa. Aquele é o Marques de Riscal Reserva e que é um dos vinhos da linha deles. Aliás, eu nunca visitei a região de Rioja, mas a arquitetura da vinícola é uma das coisas mais impressionantes que já vi, infelizmente somente por fotos por enquanto.

 

 

Num delicioso almoco com a importadora do Marques de Riscal, a Interfood, pude provar alguns vinhos da linha deles e bater um papo com o Jose Luis Muguiro, proprietário da vinícola, que esteve aqui no Brasil recentemente.

 

 

Um vinho que poucos por aqui conhecem, afinal a Espanha é conhecida muito pelos seus tintos, apesar de ter excelentes brancos, o Marques de Riscal Rueda 2014, é um vinho 85% com Verdejo e 15% de Viura. Sem passagem por madeira, é um vinho fresco, leve, fácil de beber, que lembra flores, maçã verde, alecrim, e algo mineral. R$ 80,90.

 

 

O Riscal 1860 Roble 2013 é aquele que chamamos de um vinho eclético, que agrada qualquer um. Produzido na região de Toro, com 6 meses de barrica de carvalho e elaborado com 85% de Tempranillo e 15% de Merlot e Syrah. Um vinho macio, pronto para beber, com muita fruta e a madeira destes 6 meses quase não se nota, mas ela serve para arredondar o vinho, dar mais consistência. R$ 75,90.

 

 

Aí vem o "vinho da redinha". O Marques de Riscal Reserva 2010 é um Rioja de corpo e alma. Com 90% de Tempranillo e os outros 10% entre Graciano e Mazuelo. Boa acidez, madeira muito bem equilibrada com fruta preta, baunilha, côco e algo terroso. Um vinho encorpado, mas que tá tão macio, que se alguém falar que tem médio corpo, faz todo sentido. Um vinhaço que representa tudo o que se espera de um Reserva espanhol de alto nível. R$ 164,90.

 

 

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Publicado em 21/10/2015 às 09h00

Haras de Pirque: Vinhos à Galope.

IMG 4849 300x266 Haras de Pirque: Vinhos à Galope.

 

Haras de Pirque é uma vinícola chilena que eu tenho muito carinho. Foi uma das primeiras vinícolas que visitei, ainda como consumidor somente, muito antes de imaginar que eu pudesse entrar de cabeça neste mundo do vinho! Sobre os vinhos, eu falo mais abaixo, mas queria dar um destaque especial para a arquitetura da vinícola, que é em formato de ferradura e muito funcional. Foi criada em 1991 por Eduardo Matte, um apaixonado criador de cavalos, onde, até hoje, são treinados cerca de 30 cavalos puro-sangue para o circuito nacional de corrida.

 

 

E pude fazer uma espécie de "regressão" no tempo, ao ter um delicioso almoço com Cecilia Guzman, enóloga da vinícola e seus importadores, a competente Wine Brands. No almoço, com um bate papo muito gostoso, soubemos por exemplo, que ano que vem, a vinícola terá a oficialização de produtor Organico, que segundo Cecília, para eles é algo natural, pois é o jeito que eles sabem fazer vinho, pela vocação da região.

 

 

O Haras de Pirque Gran Reserva Albaclara 2013 é um Sauvignon Blanc 100% , com uvas da região do Maipo, onde a vinícola está e uns 15% de Leyda, litoral chileno famoso pela produção desta uva. Um vinho que não é enjoativo como alguns SB do Chile, mas mantém a frescura e a boa intensidade. R$ 87,00.

 

 

O Haras de Pirque Chardonnay Reserva 2014 é um vinho que mostra bem o novo (e acertado) estilo dos vinhos da vinícola. Menos madeira, mais fruta. Apenas 30% dele fermentou em barricas de primeiro e segundo uso e depois passou 6 meses de envelhecendo. Um vinho muito equilibrado e facil de beber! E por um preço, nos dias de hoje, muito justo: R$ 78,00.

 

 

Partindo para os tintos, o Reserva Carmenere 2013 (R$ 78,00) é um Carmenere muito bem resolvido. Sem a goiaba típica dos vinhos chilenos, ele tem 15% de cabernet sauvignon e é bem equilibrado, sem alcool sobrando, sem madeira sobrando... Um vinho muito bem feito e por um bom preço!

 

 

Já o Hussonet Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2001 é um vinho elegante, bem típico Cabernet Sauvignon chileno. Tem 15% de Cabernet Franc e uma fruta bem integrada com os 14 meses de barrica, que apesar de parecer muito, não aparece no vinho. Um belíssimo vinho, por R$ 107,00.

 

 

Por ultimo, a grande estrela da vinícola! O Albis 2006 é um vinho conhecido, pois é o resultado da parceria deles com o competente e famoso produtor italiano Marchese Piero Antinori. Com 80% de Cabernet Sauvignon e 20% de Carménère, ele se mostra um chileno de corpo e alma. 18 meses de barricas, mas seus 9 anos já amaciaram o vinho e está num ponto maravilhoso de consumo. Ainda vai render alguns bons anos de garrafa pois está com uma acidez impecável e excelente corpo. R$ 293,00.

 

 

Se o carinho pela vinícola e por seus vinhos era grande, agora ficou maior ainda! Os vinhos mudaram muito, pra melhor e pelo que posso ver, ficarão cada vez melhores!!

 

 

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Publicado em 17/09/2015 às 11h23

Argentina Tasting Experience – Oportunidade de Ouro Para Provar os Melhores Vinhos Argentinos!

image001 171x300 Argentina Tasting Experience    Oportunidade de Ouro Para Provar os Melhores Vinhos Argentinos!

 

Muitos leitores me escrevem pedindo que eu tente divulgar mais os eventos que pessoas que não são jornalistas ou não trabalham no mundo do vinho podem ir. Então vai aqui um evento imperdível: O Argentina Tasting Experience!

 

Imaginem poder provar os melhores e mais pontuados vinhos argentinos de 2015 num super evento e ainda poder conversar e ouvir importantes e competentes enólogos!! Esta oportunidade, que será aberta apenas para convidados, também terá venda de ingressos - poucos ingressos - para que o público possa acompanhar um evento especial.

 

 

O evento, que será no Hotel 115 (Vila Madalena), contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards. O Argentina Tasting Experience é um evento dinâmico e interativo e os participantes poderão participar de várias palestras onde os palestrantes serão renomados enólogos como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.

 

 

 

 

Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Outra atividade durante o dia incluirão o "BAR AWA" com 22 vencedores de medalhas de ouro e prata na AWA 2015. O evento começa às 16:30 e vai até às 23:00.

 

 

Esta será uma forma inovadora de apresentar vinhos de forma descontraída e instrutiva. Haverá também um espaço central e social, mais “lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um cocktail exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço de fotos cabine de fotos para aqueles que desejam ser fotografado.

 

 

As entradas para o evento serão vendidas através do site https://semhora.com.br/parceiro/evento/ate-argentina-tasting-experience

Os valores são:

-       Palestras (16:30 às 19:00): R$ 80,00.

-       Degustação Principal (20:00 às 22:30): R$ 100,00.

-       Pacote Palestras + Degustação: R$ 150,00.

 

As Vinícolas argentinas participantes:

ANDELUNA CELLARS, BODEGA ARGENTO, BODEGA ATAMISQUE, BODEGA DEL FIN DEL MUNDO - PATAGONIA ARGENTINA, BODEGA RIGLOS, BODEGA SEPTIMA, BODEGAS SALENTEIN, CASA BIANCHI, CASARENA, DOÑA PAULA, EL ESTECO, FAMILIA ZUCCARDI, FINCA SOPHENIA, KAIKEN, LAGARDE, MASCOTA VINEYARDS, NIETO SENETINER, NORTON, PASCUAL TOSO, PROEMIO WINES, RICCITELLI WINES, TERRAZAS DE LOS ANDES, TRAPICHE e VINORUM.

 

PROGRAMAÇÃO:

Data: 30 de Setembro 2015 - 16.30 à 23hs
Hotel 115 - Rua Girassol 115, Vila Madalena, SP

Das 16:30 às 19:00 - Palestras e degustações com enólogos + Cocktail + Bar AWA:

:: VINHOS IRREVERENTES: Alejandro Vigil - Enólogo da Bodega Catena Zapata
:: VINHOS DE MONTANHA: Sebastián Zuccardi - Enólogo da Bodega Familia Zuccardi
:: DEGUSTAÇÃO SENSORIAL: Herve Birnie Scott – Estate Director da Bodega Terrazas de los Andes
:: ARGENTINA EM 4D: Bernardo Bossi – Enólogo da Bodega Casarena

:: 19:00: Degustação Principal com os vinhos vencedores do Argentina Wine Awards 2015 com a participação dos mesmos enólogos citados acima e se juntando a eles, o competente Sommelier-Chefe do Grupo Fasano, Manoel Beato.

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Publicado em 08/09/2015 às 12h00

Ferrari: Não é o carro, mas é a Ferrari dos Espumantes.

Quando o assunto é espumante, sem dúvida nenhuma a nossa grande referência sãos famosos e tradicionais champanhes. E muitos já sabem que champanhe é apenas o espumante feito na região francesa de Champanhe, que fica a nordeste de Paris. Mas não nos enganemos ao achar que somente os champanhes tem qualidade e fama para serem idolatrados pelo mundo. E posso falar com toda a certeza do mundo que os espumantes FERRARI, produzidos na região de Trento, Norte da Itália, são espumantes que falam de igual pra igual com qualquer champanhe e sem dúvida, alguns de seus produtos certamente são superiores a muitos champanhes que encontramos por aí.
Pude conversar e degustar os maravilhosos Ferrari com Matteo Lunelli, presidente e terceira geração da vinícola, junto com os amigos da importadora Decanter, que tem a exclusividade de seus espumantes no Brasil.
Sobre os espumantes que tomamos, difícil começar a falar, mas vou tentar passar em palavras, as sensações deliciosas que tive aa cada gole destes "champanhes italianos:
O Ferrari Maximum Brut é o espumante de entrada. Ahhh se todos os vinhos e espumantes de entrada fossem assim...! Um espumante seco, feito 100% com Chardonnay e que tem uma consistência incrível. Uma acidez deliciosa, perlage (gás que sobe com suas lindas bolhinhas lineares homogêneas) intensa e uma mistura equilibrada de frutas como maçã verde e pera, com outros aromas que lembram pães, vindos do contato com as leveduras durante longos 36 meses! Sem dúvida, deixa muito champanhe mais comercial pra trás! Custa R$ 197,00.

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O Ferrari Maximum Brut Rosé é a alternativa rosé de entrada da vinícola. Segue a mesma linha de qualidade do anterior, com excelente intensidade e aqui, um toque delicado, mas presente de morango e framboesas, vindos dos 40% de pinot noir, que se juntam aos 60% de chardonnay. R$ 217,00.

 

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O Ferrari Perlé Brut 2007 é um monstro, principalmente considerando o preço dele. Custando o preço de um champanhe de entrada, como Moet Chandon ou Veuve Clicquot (R$ 261,80), este espumante safrado (2007), ou seja, feito com uvas apenas do ano de 2007, que foi um ano especial na região, fica impressionantes 8 anos em contato com as leveduras. O que isto signfica? Que este tipo de envelhecimento nós encontramos em Champanhes tops como a Dom Perrignon, que fica 6 anos, enquanto este Ferrari fica 2 anos a mais! E mesmo assim consegue deixar a fruta muito clara, equilibrada com os aromas deste envelhecimento, principalmente o aroma de brioches.

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O Ferrari Perlé Nero 2007 é outro safrado e outro com que fica um longo tempo em autólise (6 anos). A grande diferença deste espumante é que ele um "blanc de noir", ou seja, feito com uvas tintas, neste caso a Pinot Nero (Pinot Noir). Maravilhoso espumante, custando R$ 386,90.

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Para terminar, aquele que vem pra bebermos de joelho. Um dos melhores espumantes que já bebi, sem exageros. Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 2002. Um espumante com 13 anos de idade e destes 13 anos, 10 - sim, eu disse 10 - anos de contato com as leveduras. O que isto pode trazer ao espumante? Tudo, mas o principal é a vontade de beber cada gole e joelhos e olhos fechados! Memorável!! R$ 640,60.

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Sem a menor dúvida, a fama que os carros da Ferrari tem no mundo, apesar de não ter nada a ver com a vinícola, o sobrenome Ferrari parece que nasceu para bilhar. Nas pistas e nas taças. E deixando os champanhes com água na boca.

 

 

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Publicado em 03/09/2015 às 11h28

Casanova di Neri: O Brunello dos Brunellos.

Montalcino é uma cidade na Toscana (Italia) que é venerada pelos amantes do vinho. De lá saem os famoso Brunellos de Montalcino, vinhos que seguramente estão entre os mais famosos e caros da Itália e também do mundo. Mas nem só de Brunellos vive a região. Os Rossos di Montalcino, irmãos mais novos dos Brunellos e outros vinhos maravilhosos também fazem a fama nesta região, mas sem dúvida, os Brunellos são as grandes estrelas de lá.

E quando se fala de grandes Brunellos, um dos primeiros nomes que vem automaticamente é o de Casanova di Neri, uma vinícola fundada em 1971, ou seja, relativamente nova, mas que desde sua fundação tem produzido vinhos absolutamente impecáveis, como o Brunello 2001, que foi eleito como melhor vinho da revista americana Wine Spectator ou mais recentemente o Brunello Tenuta Nuova 2010, recém chegado ao Brasil e que ganhou 100 pontos de Robert Parker. E tive a honra de estar com Giacomo Neri, proprietário da vinícola, num almoço junto com seu importador, a Expand, para provar alguns de seus vinhos que comentarei abaixo:

O primeiro, o IRROSSO DI CASANOVA DI NERI 2013 é um vinhos feito com 75% Sangiovese (uva típica e mais importante da Toscana) e 25% Colorino (uva pouco conhecida, que dá estrutura e cor e que costuma entrar como uva complementar em cortes). Um vinho que apesar de novo, está pronto para beber e bem redondo. Vinho de médio corpo, com os taninos aparecendo bem, mas sem excessos. Um vinho que parece um "Baby Brunello" e tem um belo futuro pela frente, pois acho que daqui uns 5 anos estará em seu auge! R$ 180,00.

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Depois, um salto para os Brunellos. O BRUNELLO DI MONTALCINO SELEZIONE 2009 é um vinho que mostra bem o perfil dos Brunellos de Giacomo. Facil de beber, madeira bem marcada por seus 45 meses, mas sem encobrir a fruta e as especiarias. Um Brunello pra beber já, sem dó, ou para guardar mais alguns bons e longos anos. R$ 398,00.

 

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Já o BRUNELLO DI MONTALCINO CASANOVA DI NERI 2009, é aquele clássico Brunello. Acidez, fruta, ervas, madeira e taninos se misturam e se confundem. Nada em excesso, nada incomoda. Vinho encorpado como deve ser e para beber hoje, precisa de decanter por pelo menos 1 horinha... Custa R$ 480,00.

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Por ultimo, aquele momento que todo bom enófilo gostaria de ter. Apesar de novo, o BRUNELLO TENUTA NUOVA 2010, já mostra na taça que deve ser um vinho para ser esquecido na adega pelos próximos 10 anos. Levou nota máxima de Robert Parker, com 100 pontos e é tudo o que um Brunello gostaria de ser: Impecável. Apesar de novo e fechado ainda, um vinho que é equilibrado, com taninos doces e macios.

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Não há muito o que falar, não há o que discutir. Existem Brunellos existem os Casanova di Neri.

 

 

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Publicado em 19/08/2015 às 09h00

Clos des Fous: Chilenos que não parecem Chilenos.

web blog clos des fous2 300x199 Clos des Fous: Chilenos que não parecem Chilenos.

 

Clos de Fous é um projeto que já tinha tido contato antes, através de um dos sócios, Pedro Parra, e desde então acompanho os vinhos deles de perto. Desta vez, estive com o sócio de Pedro, o enólogo François Massoc, onde pude provar as safras mais atuais de alguns vinhos deste que é um projeto muito bem feito e com vinhos que saem do padrão do que encontramos de vinhos chilenos por aí. Então, vamos aos vinhos:

 

Clos de Fous Chardonnay Locura 1 2013: Um belissimo chardonnay sem madeira, com uma untuosidade incrível e uma persistência maravilhosa, fruto de 12 meses do vinho em contato com as lias (peles). E mantendo um frescor muito bacana. R$ 86,90

 

Clos de Fous Subsollum Pinot Noir 2012: um Pinot completamente diferente do que se espera de um Pinot sul-americano. No lugar da madeira e das frutas vermelhas maduras, vemos as ervas se misturarem com as já esperadas frutas vermelhas, mas sem exageros. A madeira, muito sutil que passa 10% do vinho, é sutil, tornando este, um dos pinots chilenos mais interessantes e diferentes que já provei. Arrisco a dizer que com o tempo, pode lembrar um borgonha. R$ 86,90

 

Clos des Fous Grillos Cantores Cabernet Sauvignon 2011: Um vinho chinleno, wue passa longe do padrão de Cabernets chilenos. Bem longe. Sem passagem por madeira, algo raro para um CS hoje em dia, ele não tem nada nos aromas que lembram os aromas de compota de frutas, de goiaba, de eucalipto. Sente-se muito mais herbáceo, algo de pimenta do reino e frutas vermelhas bem leves e sutis. Numa degustação às cegas, passaria por muita coisa antes de ser um chileno. R$ 74,80

 

Cauquenina Blend 2012: Aqui, um vinho bem complexo e interessante. Um corte de 8 uvas, com base de Carignan, e com 15% da uva país, uma uva trazida pelos imigrantes espanhóis e que está na moda agora por lá. Aqui o perfil chileno fala um pouco mais alto: a fruta madura é mais presente, apesar de ter muita elegância e sem excessos e a madeira - 18 meses - se mostra bem integrada. Pelos R$ 86,90, um excelente custo x benefício!!

 

Sem dúvida, algo muito bacana e emblemático para quem quer conhecer o Chile que não parece Chile.

 

 

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Publicado em 14/08/2015 às 12h00

Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

IMG 4422 300x225 Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

 

Desnecessário falar o peso, o reconhecimento e a importância do nome NORTON para o mundo do vinho. No Brasil, sem dúvida é um dos nomes mais conhecidos quando se fala de vinho, pois muita gente começou bebendo vinho com os Nortons que há muito tempo estão no mercado. E a maioria continua bebendo Norton, não por acaso, pela qualidade dos vinhos em todas as suas linhas. E este é mais um gol da Wine Brands, importadora que traz os vinhos da Norton e que faz um trabalho muito bom para este e outros produtores!

 

 

E a história desta bodega centenária está este ano completando 120 anos. E por conta desta comemoração especial, tive a honra de estar em um almoço com o dono da Bodega, Michael Harstrick e com o amigo, simpático e competente enólogo Jorge Riccitelli (Foto abaixo), que faz os vinhos da Norton há "apenas" 22 anos. E neste almoço especial, pude provar alguns vinhos que já conhecia, mas com safras novas e vou contar um pouco pra vcs.

 

IMG 4421 300x300 Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

 

Para começar, um espumante que é lançamento no Brasil, o Norton Vintage 2011, método champenoise, um corte de 50% chardonnay e 50% pinot. Um espumante com excelente acidez, muita complexidade, um nariz bem bacana e longo final na boca. R$ 190,00. Depois, um dos meus brancos preferidos feitos com esta uva na Argentina. O Perdriel Coleccíon Sauvignon Blanc 2013. Um Sauvignon Blanc elegante, sem aqueles aromas verdes muito intensos. Equilibra bem a fruta (como pêssego, tangerina e limão) com os verdes típicos desta uva, mas bem sutis. Um ótimo vinho pelo preço de R$ 94,00.

 

 

Logo depois, 2 dos vinhos mais conhecidos da Norton quando se fala nos vinhos de alta gama: O Norton Privado 2012, um corte de Malbec (40%), Merlot (30%) e Cabernet Sauvignon (30%) que explode em frutas e madeira muito bem integrada. Um vinho muito gastronômico e agradável! R$ 150,00. Já o Norton Perdriel del Centenario 2008 (R$ 194,00) é feito com o mesmo corte, mas uma diferença essencial: as uvas deste vinho vem apenas dos vinhedos de Perdriel, enquanto que no Privado, são de vários vinhedos de Mendoza. E claro, a diferença de safras faz toda diferença. Além das frutas maduras, da madeira e de um aroma de violeta muito presente, o Centenário 2008 já carrega algo de frutas secas bem delicadas e sutis, que vem de seus 7 anos de idade. Mas ambos tem muita vida pela frente ainda!

 

 
Não bastasse já os vinhos que tínhamos tomado, mais coisa vinha pela frente: o Perdriel Single Vineyard 2006. 60% de Malbec, 28% de Cabernet Sauvignon e 12% de Merlot. E um vinho que tanto no nariz como na boca, não parece ter 9 anos. Um vinhaço, que pode até ser mais guardado e se aberto agora, é bom deixar respirando um pouco para abrir e mostrar tudo o que tem pra dar. R$ 409,00. Por último, o vonho ícone da vinícola, o Gernot Langes 2006, um corte de 80% Malbec, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc. E pode ser que eu esteja sugestionado, mas estes 5% de Cabernet Franc aparecem bem com um toque herbáceo bem sutil, mas marcante. Outro vinho de longa guarda, que apesar de estar maravilhoso, vai estar melhor ainda daqui uns 5-10 anos. R$ 546,00.

 

 
Comecei o texto dizendo que era desnecessário falar do peso, importância e reconhecimento da Norton no Brasil, na Argentina e no mundo. E termino o texto usando esta mesma palavra: Desnecessário falar que foi uma experiência maravilhosa, com vinhos magníficos, para serem comemorados à altura dos 120 anos da bodega!

 

 

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Publicado em 12/08/2015 às 09h00

Pio Cesare e seus monstros do Piemonte.

PioCesare 300x246 Pio Cesare e seus monstros do Piemonte.

 

Pio Cesare é um nome que dispensa apresentações. Um dos maiores nomes do Piemonte e da Italia, sem sombra de dúvidas, eles produzem ha 138 anos alguns dos melhores vinhos da Italia, especialmente os Barolos e Barbarescos. Mas há outros, inclusive brancos, que são igualmente maravilhosos. E vou falar de alguns deles aqui.

 

 

Para entender o perfil dos vinhos Pio Cesare, posso explicar 2 coisas aqui: A primeira é que é uma vinícola tradicional, que não se entrega a modismos, fazendo vinhos sempre com uma mentalidade tradicional de muita qualidade. Outro detalhe importante: Diferente do que costumam fazer alguns produtores, para ter mais estilos de vinhos, uvas diferentes e ampliar seus portfoilios com vinhos feitos em outras regiões, Pio Cesare tem vinhedos apenas nas regiões originais de Barolo e Barbaresco, o que permite a eles, terem um foco maior no que produzem.

 

 

Tive o prazer de estar pessoalmente com Pio Boffa, que é quem comanda hoje a vinícola e faz parte da 4a. Geraçāo da família e provei alguns de seus grandes vinhos. Junto conosco, os amigos da Importadora Decanter, que é quem traz os vinhos de Pio desde o princípio da importadora, sendo que Pio Cesare foi o primeiro container importado por eles, ha 19 anos!!

 

 

Começando com o Piodilei Chardonnay 2011, um dos melhores chardonnays italianos que já bebi. Um equilíbrio maravilhoso de acidez, fruta, mineral e madeira. Algo impressionante. Custa R$ 331,20.

 

 

O Barolo 2011 foi trazido pessoalmente pelo Pio, na mala, para mostrar em primeira mão, a sua nova safra. E comparado ao 2010, sente-se claramente que os taninos, principal característica na Nebbiolo, estão mais intensos. Ambos com 36 meses de carvalho, sendo que os 9, 10 primeiros meses são 1/3 em barrica nova, 1/3 em barrica de segundo uso e 1/3 em barrica de terceiro uso. E depois fazem o blend destes 3 vinhos e ele passa para botes grandes que vão de 3.000 a 7.000 litros. Assim, aquela madeira nova que muitas vezes mascara os vinhos, não aparece muito, estando absolutamente bem integrada. R$ 486,30.

 

 

O Barbaresco 2010 passa menos tempo em madeira (30 meses no total) mas sua intensidade é absoluta. Melhor que muitos Barolos que existem por aí. R$ 486,30

 

 

E aí chegamos nos Tops da vinícola, o Barbaresco Il Bricco 2009 (R$ 659,70) e o Barolo Ornato 2009 (R$ 672,90). Dizem que os Amarone são vinhos de meditação, o que concordo. Mas a partir de agora, vou incluir estes dois vinhos nesta "categoria", pois são de fato vinhos para se beber e ficar pensando na vida, e deixando eles melhorarem cada vez mais na taça. Se bem que são tão gastronômicos, que merecem uma comida junto, uma carne de preferência.

 

 

Foi, sem dúvida, uma experiência incrível, não só pelos vinhos, mas por poder conversar e entender pessoalmente com Pio Boffa, um pouco mais sobre estas preciosidades!

 

 

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Publicado em 10/08/2015 às 09h00

Coppola Winery: Vinhos Dignos de Oscar.

IMG 4372 300x300 Coppola Winery: Vinhos Dignos de Oscar.

 

Francis Ford Coppola é um nome conhecido no mundo inteiro por seus famosos filmes, principalmente a magnífica série "O Poderoso Chefão". Mas o que nem todo mundo sabe é que Coppola também produz vinhos. E não são poucos e muito menos ruins. Pelo contrário: São muitos vinhos produzidos e te uma excelente qualidade! Aqui no Brasil, parte do extenso portfolio vdo Coppola é trazidos pela Ravin.

 

Pude estar com Emily Putman, Brand Manager de Coppola num delicio almoço, onde provamos alguns vinhos que são trazidos pra cá. Pra ser ter uma idéia do tamanho deles, a produção gira em torno de 2 milhões de caixas de 12 garrafas!

 

O branco, que já conhecia e gosto bastante, é o Coppola Rosso & Bianco Chardonnay 2012, um vinho que não passa por barrica para manter o frescor. E mesmo sem barrrica, um vinho untuoso, com bom corpo e estrutura. R$ 142,00.

 

O Rosso & Bianco Shiraz 2012 é um blend de Shiraz (76%) e o restante de Petite Syrah, Zinfandel e Viognier. Um vinho com excelente acidez, bom balanço entre fruta e madeira e um vinho fresco, nada enjoativo como alguns californianos de mais volume que vemos por lá. R$ 142,00.

 

O Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2012 é também um corte de Cabernet (76%), Segalin (10%), que é uma uva bem desconhecida e pouco usada, Merlot (7%) e Cabernet Franc (5%). Um vinho elegante, equilibrado, ainda novo mas sem ter nada que incomode, como o alcool ou taninos em excesso. 11 meses de barricas de carvalho americano e francês. R$ 238,00.

 

O Diamond Collection Red Blend 2010 é um corte brm curioso, onde as 5 uvas (Zinfandel - 27%, Syrah - 26%, Petite Syrah - 20%, Cabernet Sauvignon - 15% e Merlot - 12%) entram com boas parcelas cada uma. Aqui não tem aquela estória de colocar 2%, 3%, 5% para ajudar em algo. Aqui, cada uva tem seu papel importante, dando características diferentes ao vinho, o que de fato deixa o vinho bem interessante. Um belíssimo vinho, seguindo a linha dos anteriores, bem equilibrado! R$ 238,00.

 

Por fim, o Directors Cut Dry Creek Valley Zinfandel 2011, é um vinho feito com 78% Zinfandel e 22% Petite Syrah. Um vinho com uma acidez impressionante para um Zinfandel. É um dos vinhos tops da vinícola e surpreende muito pela frescura. R$ 308,00.

 

Um passeio por filmes e vinhos, que valem a pena e são dignos de Oscar!

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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