Publicado em 03/09/2015 às 11h28

Casanova di Neri: O Brunello dos Brunellos.

Montalcino é uma cidade na Toscana (Italia) que é venerada pelos amantes do vinho. De lá saem os famoso Brunellos de Montalcino, vinhos que seguramente estão entre os mais famosos e caros da Itália e também do mundo. Mas nem só de Brunellos vive a região. Os Rossos di Montalcino, irmãos mais novos dos Brunellos e outros vinhos maravilhosos também fazem a fama nesta região, mas sem dúvida, os Brunellos são as grandes estrelas de lá.

E quando se fala de grandes Brunellos, um dos primeiros nomes que vem automaticamente é o de Casanova di Neri, uma vinícola fundada em 1971, ou seja, relativamente nova, mas que desde sua fundação tem produzido vinhos absolutamente impecáveis, como o Brunello 2001, que foi eleito como melhor vinho da revista americana Wine Spectator ou mais recentemente o Brunello Tenuta Nuova 2010, recém chegado ao Brasil e que ganhou 100 pontos de Robert Parker. E tive a honra de estar com Giacomo Neri, proprietário da vinícola, num almoço junto com seu importador, a Expand, para provar alguns de seus vinhos que comentarei abaixo:

O primeiro, o IRROSSO DI CASANOVA DI NERI 2013 é um vinhos feito com 75% Sangiovese (uva típica e mais importante da Toscana) e 25% Colorino (uva pouco conhecida, que dá estrutura e cor e que costuma entrar como uva complementar em cortes). Um vinho que apesar de novo, está pronto para beber e bem redondo. Vinho de médio corpo, com os taninos aparecendo bem, mas sem excessos. Um vinho que parece um "Baby Brunello" e tem um belo futuro pela frente, pois acho que daqui uns 5 anos estará em seu auge! R$ 180,00.

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Depois, um salto para os Brunellos. O BRUNELLO DI MONTALCINO SELEZIONE 2009 é um vinho que mostra bem o perfil dos Brunellos de Giacomo. Facil de beber, madeira bem marcada por seus 45 meses, mas sem encobrir a fruta e as especiarias. Um Brunello pra beber já, sem dó, ou para guardar mais alguns bons e longos anos. R$ 398,00.

 

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Já o BRUNELLO DI MONTALCINO CASANOVA DI NERI 2009, é aquele clássico Brunello. Acidez, fruta, ervas, madeira e taninos se misturam e se confundem. Nada em excesso, nada incomoda. Vinho encorpado como deve ser e para beber hoje, precisa de decanter por pelo menos 1 horinha... Custa R$ 480,00.

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Por ultimo, aquele momento que todo bom enófilo gostaria de ter. Apesar de novo, o BRUNELLO TENUTA NUOVA 2010, já mostra na taça que deve ser um vinho para ser esquecido na adega pelos próximos 10 anos. Levou nota máxima de Robert Parker, com 100 pontos e é tudo o que um Brunello gostaria de ser: Impecável. Apesar de novo e fechado ainda, um vinho que é equilibrado, com taninos doces e macios.

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Não há muito o que falar, não há o que discutir. Existem Brunellos existem os Casanova di Neri.

 

 

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Publicado em 19/08/2015 às 09h00

Clos des Fous: Chilenos que não parecem Chilenos.

web blog clos des fous2 300x199 Clos des Fous: Chilenos que não parecem Chilenos.

 

Clos de Fous é um projeto que já tinha tido contato antes, através de um dos sócios, Pedro Parra, e desde então acompanho os vinhos deles de perto. Desta vez, estive com o sócio de Pedro, o enólogo François Massoc, onde pude provar as safras mais atuais de alguns vinhos deste que é um projeto muito bem feito e com vinhos que saem do padrão do que encontramos de vinhos chilenos por aí. Então, vamos aos vinhos:

 

Clos de Fous Chardonnay Locura 1 2013: Um belissimo chardonnay sem madeira, com uma untuosidade incrível e uma persistência maravilhosa, fruto de 12 meses do vinho em contato com as lias (peles). E mantendo um frescor muito bacana. R$ 86,90

 

Clos de Fous Subsollum Pinot Noir 2012: um Pinot completamente diferente do que se espera de um Pinot sul-americano. No lugar da madeira e das frutas vermelhas maduras, vemos as ervas se misturarem com as já esperadas frutas vermelhas, mas sem exageros. A madeira, muito sutil que passa 10% do vinho, é sutil, tornando este, um dos pinots chilenos mais interessantes e diferentes que já provei. Arrisco a dizer que com o tempo, pode lembrar um borgonha. R$ 86,90

 

Clos des Fous Grillos Cantores Cabernet Sauvignon 2011: Um vinho chinleno, wue passa longe do padrão de Cabernets chilenos. Bem longe. Sem passagem por madeira, algo raro para um CS hoje em dia, ele não tem nada nos aromas que lembram os aromas de compota de frutas, de goiaba, de eucalipto. Sente-se muito mais herbáceo, algo de pimenta do reino e frutas vermelhas bem leves e sutis. Numa degustação às cegas, passaria por muita coisa antes de ser um chileno. R$ 74,80

 

Cauquenina Blend 2012: Aqui, um vinho bem complexo e interessante. Um corte de 8 uvas, com base de Carignan, e com 15% da uva país, uma uva trazida pelos imigrantes espanhóis e que está na moda agora por lá. Aqui o perfil chileno fala um pouco mais alto: a fruta madura é mais presente, apesar de ter muita elegância e sem excessos e a madeira - 18 meses - se mostra bem integrada. Pelos R$ 86,90, um excelente custo x benefício!!

 

Sem dúvida, algo muito bacana e emblemático para quem quer conhecer o Chile que não parece Chile.

 

 

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Publicado em 14/08/2015 às 12h00

Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

IMG 4422 300x225 Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

 

Desnecessário falar o peso, o reconhecimento e a importância do nome NORTON para o mundo do vinho. No Brasil, sem dúvida é um dos nomes mais conhecidos quando se fala de vinho, pois muita gente começou bebendo vinho com os Nortons que há muito tempo estão no mercado. E a maioria continua bebendo Norton, não por acaso, pela qualidade dos vinhos em todas as suas linhas. E este é mais um gol da Wine Brands, importadora que traz os vinhos da Norton e que faz um trabalho muito bom para este e outros produtores!

 

 

E a história desta bodega centenária está este ano completando 120 anos. E por conta desta comemoração especial, tive a honra de estar em um almoço com o dono da Bodega, Michael Harstrick e com o amigo, simpático e competente enólogo Jorge Riccitelli (Foto abaixo), que faz os vinhos da Norton há "apenas" 22 anos. E neste almoço especial, pude provar alguns vinhos que já conhecia, mas com safras novas e vou contar um pouco pra vcs.

 

IMG 4421 300x300 Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

 

Para começar, um espumante que é lançamento no Brasil, o Norton Vintage 2011, método champenoise, um corte de 50% chardonnay e 50% pinot. Um espumante com excelente acidez, muita complexidade, um nariz bem bacana e longo final na boca. R$ 190,00. Depois, um dos meus brancos preferidos feitos com esta uva na Argentina. O Perdriel Coleccíon Sauvignon Blanc 2013. Um Sauvignon Blanc elegante, sem aqueles aromas verdes muito intensos. Equilibra bem a fruta (como pêssego, tangerina e limão) com os verdes típicos desta uva, mas bem sutis. Um ótimo vinho pelo preço de R$ 94,00.

 

 

Logo depois, 2 dos vinhos mais conhecidos da Norton quando se fala nos vinhos de alta gama: O Norton Privado 2012, um corte de Malbec (40%), Merlot (30%) e Cabernet Sauvignon (30%) que explode em frutas e madeira muito bem integrada. Um vinho muito gastronômico e agradável! R$ 150,00. Já o Norton Perdriel del Centenario 2008 (R$ 194,00) é feito com o mesmo corte, mas uma diferença essencial: as uvas deste vinho vem apenas dos vinhedos de Perdriel, enquanto que no Privado, são de vários vinhedos de Mendoza. E claro, a diferença de safras faz toda diferença. Além das frutas maduras, da madeira e de um aroma de violeta muito presente, o Centenário 2008 já carrega algo de frutas secas bem delicadas e sutis, que vem de seus 7 anos de idade. Mas ambos tem muita vida pela frente ainda!

 

 
Não bastasse já os vinhos que tínhamos tomado, mais coisa vinha pela frente: o Perdriel Single Vineyard 2006. 60% de Malbec, 28% de Cabernet Sauvignon e 12% de Merlot. E um vinho que tanto no nariz como na boca, não parece ter 9 anos. Um vinhaço, que pode até ser mais guardado e se aberto agora, é bom deixar respirando um pouco para abrir e mostrar tudo o que tem pra dar. R$ 409,00. Por último, o vonho ícone da vinícola, o Gernot Langes 2006, um corte de 80% Malbec, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc. E pode ser que eu esteja sugestionado, mas estes 5% de Cabernet Franc aparecem bem com um toque herbáceo bem sutil, mas marcante. Outro vinho de longa guarda, que apesar de estar maravilhoso, vai estar melhor ainda daqui uns 5-10 anos. R$ 546,00.

 

 
Comecei o texto dizendo que era desnecessário falar do peso, importância e reconhecimento da Norton no Brasil, na Argentina e no mundo. E termino o texto usando esta mesma palavra: Desnecessário falar que foi uma experiência maravilhosa, com vinhos magníficos, para serem comemorados à altura dos 120 anos da bodega!

 

 

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Publicado em 12/08/2015 às 09h00

Pio Cesare e seus monstros do Piemonte.

PioCesare 300x246 Pio Cesare e seus monstros do Piemonte.

 

Pio Cesare é um nome que dispensa apresentações. Um dos maiores nomes do Piemonte e da Italia, sem sombra de dúvidas, eles produzem ha 138 anos alguns dos melhores vinhos da Italia, especialmente os Barolos e Barbarescos. Mas há outros, inclusive brancos, que são igualmente maravilhosos. E vou falar de alguns deles aqui.

 

 

Para entender o perfil dos vinhos Pio Cesare, posso explicar 2 coisas aqui: A primeira é que é uma vinícola tradicional, que não se entrega a modismos, fazendo vinhos sempre com uma mentalidade tradicional de muita qualidade. Outro detalhe importante: Diferente do que costumam fazer alguns produtores, para ter mais estilos de vinhos, uvas diferentes e ampliar seus portfoilios com vinhos feitos em outras regiões, Pio Cesare tem vinhedos apenas nas regiões originais de Barolo e Barbaresco, o que permite a eles, terem um foco maior no que produzem.

 

 

Tive o prazer de estar pessoalmente com Pio Boffa, que é quem comanda hoje a vinícola e faz parte da 4a. Geraçāo da família e provei alguns de seus grandes vinhos. Junto conosco, os amigos da Importadora Decanter, que é quem traz os vinhos de Pio desde o princípio da importadora, sendo que Pio Cesare foi o primeiro container importado por eles, ha 19 anos!!

 

 

Começando com o Piodilei Chardonnay 2011, um dos melhores chardonnays italianos que já bebi. Um equilíbrio maravilhoso de acidez, fruta, mineral e madeira. Algo impressionante. Custa R$ 331,20.

 

 

O Barolo 2011 foi trazido pessoalmente pelo Pio, na mala, para mostrar em primeira mão, a sua nova safra. E comparado ao 2010, sente-se claramente que os taninos, principal característica na Nebbiolo, estão mais intensos. Ambos com 36 meses de carvalho, sendo que os 9, 10 primeiros meses são 1/3 em barrica nova, 1/3 em barrica de segundo uso e 1/3 em barrica de terceiro uso. E depois fazem o blend destes 3 vinhos e ele passa para botes grandes que vão de 3.000 a 7.000 litros. Assim, aquela madeira nova que muitas vezes mascara os vinhos, não aparece muito, estando absolutamente bem integrada. R$ 486,30.

 

 

O Barbaresco 2010 passa menos tempo em madeira (30 meses no total) mas sua intensidade é absoluta. Melhor que muitos Barolos que existem por aí. R$ 486,30

 

 

E aí chegamos nos Tops da vinícola, o Barbaresco Il Bricco 2009 (R$ 659,70) e o Barolo Ornato 2009 (R$ 672,90). Dizem que os Amarone são vinhos de meditação, o que concordo. Mas a partir de agora, vou incluir estes dois vinhos nesta "categoria", pois são de fato vinhos para se beber e ficar pensando na vida, e deixando eles melhorarem cada vez mais na taça. Se bem que são tão gastronômicos, que merecem uma comida junto, uma carne de preferência.

 

 

Foi, sem dúvida, uma experiência incrível, não só pelos vinhos, mas por poder conversar e entender pessoalmente com Pio Boffa, um pouco mais sobre estas preciosidades!

 

 

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Publicado em 10/08/2015 às 09h00

Coppola Winery: Vinhos Dignos de Oscar.

IMG 4372 300x300 Coppola Winery: Vinhos Dignos de Oscar.

 

Francis Ford Coppola é um nome conhecido no mundo inteiro por seus famosos filmes, principalmente a magnífica série "O Poderoso Chefão". Mas o que nem todo mundo sabe é que Coppola também produz vinhos. E não são poucos e muito menos ruins. Pelo contrário: São muitos vinhos produzidos e te uma excelente qualidade! Aqui no Brasil, parte do extenso portfolio vdo Coppola é trazidos pela Ravin.

 

Pude estar com Emily Putman, Brand Manager de Coppola num delicio almoço, onde provamos alguns vinhos que são trazidos pra cá. Pra ser ter uma idéia do tamanho deles, a produção gira em torno de 2 milhões de caixas de 12 garrafas!

 

O branco, que já conhecia e gosto bastante, é o Coppola Rosso & Bianco Chardonnay 2012, um vinho que não passa por barrica para manter o frescor. E mesmo sem barrrica, um vinho untuoso, com bom corpo e estrutura. R$ 142,00.

 

O Rosso & Bianco Shiraz 2012 é um blend de Shiraz (76%) e o restante de Petite Syrah, Zinfandel e Viognier. Um vinho com excelente acidez, bom balanço entre fruta e madeira e um vinho fresco, nada enjoativo como alguns californianos de mais volume que vemos por lá. R$ 142,00.

 

O Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2012 é também um corte de Cabernet (76%), Segalin (10%), que é uma uva bem desconhecida e pouco usada, Merlot (7%) e Cabernet Franc (5%). Um vinho elegante, equilibrado, ainda novo mas sem ter nada que incomode, como o alcool ou taninos em excesso. 11 meses de barricas de carvalho americano e francês. R$ 238,00.

 

O Diamond Collection Red Blend 2010 é um corte brm curioso, onde as 5 uvas (Zinfandel - 27%, Syrah - 26%, Petite Syrah - 20%, Cabernet Sauvignon - 15% e Merlot - 12%) entram com boas parcelas cada uma. Aqui não tem aquela estória de colocar 2%, 3%, 5% para ajudar em algo. Aqui, cada uva tem seu papel importante, dando características diferentes ao vinho, o que de fato deixa o vinho bem interessante. Um belíssimo vinho, seguindo a linha dos anteriores, bem equilibrado! R$ 238,00.

 

Por fim, o Directors Cut Dry Creek Valley Zinfandel 2011, é um vinho feito com 78% Zinfandel e 22% Petite Syrah. Um vinho com uma acidez impressionante para um Zinfandel. É um dos vinhos tops da vinícola e surpreende muito pela frescura. R$ 308,00.

 

Um passeio por filmes e vinhos, que valem a pena e são dignos de Oscar!

 

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Publicado em 07/08/2015 às 12h00

Castello D’Albola: Do Coração do Chianti, Pras Nossas Taças.

Castello D'Albola é uma vinícola que existe no coração da Toscana, região de Rada in Chianti, desde 1979 e que hoje é presidida por Gianni Zonin e tem como enólogo o competente Alessandro Gallo, com quem tive um excelente almoço para degustar alguns de seus vinhos, que são importados pela Importadora Devinum.
Segundo Gallo, os vinhos de Albola são modernos, mas clássicos ao mesmo tempo. E de fato isto se confirma nos vinhos.
Começamos tomando um Chianti Albola 2013, um vinho leve, fácil de beber, e que a fruta predomina. Vinho pra se beber descompromissado. Com um queijo leve então... Ele dá show! E com um bom preço, por volta de R$ 52,50.
image11 e1432822846976 224x300 Castello DAlbola: Do Coração do Chianti, Pras Nossas Taças.
Chianti Classico 2011 já mostra o perfil típico de um Chianti Classico. Uma boa mistura equilibrada de frutas vermelhas, madeira (de botes grandes e barricas) e aqueles toques típicos de terra, com boa acidez. Outro bom achado pelo preço de R$ 83,00 para quem gostar de um bom chianti ou para quem quiser saber como são estes maravilhosos vinhos.
image21 e1432822887864 224x300 Castello DAlbola: Do Coração do Chianti, Pras Nossas Taças.
Por último, subindo a escadinha, o Chianti Classico Riserva 2009. Aqui o sangue toscano fala alto. Acidez, corpo e intensidade ditam as regras. Tudo o que se pode esperar de um Chianti Riserva (14-15 meses em barricas e grandes botes). R$ 136,50 por um "Chiantasso"!
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De fato, uma vinícola de sangue e alma toscanos com bons preços da Devinum. Parabéns Marc Pelleró (Dir. Geral da Devinum) e Alessandro Gallo!!

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Publicado em 15/04/2015 às 08h30

Guaspari: Construindo uma História Inovadora e de Sucesso.

 

 

Recentemente fui conhecer um projeto que estava curioso para conhecer e que realmente me encantou como eu achava que seria.

 

A Vinícola Guaspari se instalou em Espírito Santo do Pinhal (SP) em uma região conhecida por seus cafés de alta qualidade. Depois de muito investimento (http://www.vinicolaguaspari.com.br) em pesquisas, o projeto começou em 2006. Hoje, 9 anos depois, eles estão colhendo frutos - não só as uvas - que estão surpreendendo o mercado. As principais uvas plantadas são Syrah, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Chardonnay. Ainda há algumas parcelas com Pinot Noir, Viognier e Petit Verdot, totalizando mais de 50 hectares plantados.

 

Uma das grandes inovações do projeto da Vinícola Guaspari é a da colheita no inverno, quando o clima é o ideal, sendo semelhante ao das grandes regiões vinícolas do mundo, com boa amplitude térmica e poucas chuvas. A colheita no inverno é possível devido ao manejo de dupla poda: ao invés de uma só poda, são feitas uma poda de formação (imediatamente após a colheita) e, depois, uma poda de produção. Outro grande fator é a altitude que varia de 1.100 a 1.300 metros e ajuda a amplitude térmica a desempenhar pela fundamental no ciclo das videiras.
Mas isto só foi possível com muito investimento e a consultoria de competentes profissionais vindos de Portugal, dos Estados Unidos, do Chile e da Austrália.

 

 

A primeira colheita comercial foi em 2012 e hoje a produção que foi de de 600.000 kg de uva para a safra 2014, tem previsão de 120.000 kg pra 2015.

Sobre os vinhos:

Provei 8 vinhos, sendo 2 Sauvignon Blancs comerciais (R$89,00), de vinhedos diferentes. O  Sauvignon Blanc Vista do Vale 12 - Altitude de 1.205 mth: Tem um verde bem marcado e menos fruta, lembrando um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. Mas este verde muito intenso me fez gostar mais do Sauvignon Blanc Vista da Vinicola 13 - Altitude 875 mts pois tem mais fruta, e um verde mais sutil. Os dois com ótima acidez!

 

Os 6 vinhos restantes foram os syrahs, de anos diferentes, mas vou me ater ao que me encantou, que foi o Syrah Vista do Cha 11 (R$ 129,00): Um baita syrah, que se colocado às cegas com outros de países e regiões mais tradicionais, com certeza vai dar nó na cabeça e no paladar de muita gente! Um vinho com Fruta bem madura, madeira bem aparente, mas sem excessos, acidez perfeita e um final longo!!

 

Junto com ele, posso destacar também o Syrah Vista da Serra 11 (R$ 129,00), que é mais potente, mais tânico, mais verde e parece ter mais guarda que o Vista do Chá. Mas também um vinhaço pra se beber agora!

 

 Guaspari: Construindo uma História Inovadora e de Sucesso.

 

Não tenho a menor dúvidas que o projeto vai crescer mais rápido do que se pensa e que eles apostaram e estão escrevendo uma nova história na vitivinicultura brasileira com uma nova região e também pelas inovações do calendário invertido. Parabéns Marina e Paulo Brito, pela ousadia, investimento e profissionalismo! O vinho precisa de gente e de projetos assim!

 

 

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Publicado em 13/04/2015 às 08h30

Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

image 300x224 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

 

Paul Mas é um produtor que apesar do tamanho (tem uma produção de mais de 2 milhões de caixas), trabalha o campo e os vinhos como se fosse um pequeno chateaux. Ou seja, muito cuidado e critério em todo o processo. E mais, mesmo com este tamanho todo, Paul Mas é um produtor organico, fato que impressiona pois se já é trabalhoso ser orgânico com uma produção  pequena, imaginem só com um tamanho deste. Hoje, quase toda a produção é certifcada organica e de acordo com Guillaume Borrot, enólogo-chefe da vinícola e que esteve no Brasil para um almoço com alguns jornalistas, o projeto de Paul Mas é de ter em 2016, 100% dos vinhedos certificados.

A região de Paul Mas, o Languedoc, é uma região que vem crescendo muito em qualidade e importâcia e tem produzido vários estilos de vinhos, desde os mais tradicionais estilos "Velho Mundo" até os mais modernos vinhos, cheios de estrutura e extração. No caso do Paul Mas, seus vinhos tem um pé lá e um pé cá, tendo personalidade e qualidade.

Um bom exemplo é o Mas de Mas Picpoul de Pinet 2013. Feito com a uva Picpoul, que pouca gente conhece, não leva madeira e tem muita fruta como pêra e pêssego e ótima acidez. Pra mim, parece um viognier sem madeira e com fruta bem madura. Custa R$ 99,80.

Carignan é uma uva muito plantada na região e que tem demonstrado muito potencial nos vinhos tintos, sejam eles jovens ou principalmente, de guarda. Um "agravante" que melhora ainda mais os Carignans daqui é a presença de muitos vinhedos antigos. E se me pedissem para falar como seria um Carignan bem equilibrado, com madeira sutil e boa fruta, e ainda com um custo bem honesto, diria que o Paul Mas Carignan Vieilles Vignes 2013. Por R$ 79,00, um belissimo vinho, complexo, e entrega muita qualidade, além de ser uma boa oportunidade para experimentar um Carignan feito com uvas de videiras de mais de 50 anos.

 

image1 e1428603018124 224x300 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

A linha Arrogant Frog começa surpreendendo pelo rótulo e pelo nome: Um sapo arrogante. A explicação porque que os franceses são tidos como um povo arrogante e um dos principais mercados dos vinhos franceses é a Inglaterra, que apelidam os franceses de"sapos" pois eles tem o hábito de comer rã. Logo, Paul Mas resolveu juntar isto e fazer um rótulo divertido e que reflita o espírito leve da vinícola. Nesta linha tem o Syrah-Viognier (R$ 71,00) e o GSM Reserve (R$ 79,00), ambos 2013, fáceis de beber, sem serem vinhos "bobos". Ambos são muito bem feitos, com bom nariz e boca e final bem agradável.

 

image2 e1428603133819 224x300 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

E saindo da linha abaixo de R$ 100,00, que é o forte da vinícola e onde eles conseguem entregar qualidade e preço, o vinho que me chamou muito a atenção foi o Mas de Mas Terrasses de Larzac 2010, um corte de Syrah, Mourvedre, Carignan e Grenache, que mostra um otimo potencial de guarda, intenso na boca e no nariz e final longo. Com 5 anos de idade, mostra ainda uma boa vida pela frente, com mais uns 10 anos em grande estilo. Custa R$ 177,10 e poderia custar mais se comparado a Rhones e Bordeaux com a mesma qualidade.

 

image3 e1428603185599 224x300 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

Paul Mas é a prova viva - e orgânica - de que o bom vinho francês não precisa ser caro!!

 

Os vinhos do Paul Mas são parte do amplo e maravilhoso portfolio da Importadora Decanter.

 

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Publicado em 13/06/2012 às 11h17

HESS FAMILY WINES: EXCELENTES VINHOS NOS QUATRO CONTINENTES.

the hess collection winery 300x199 HESS FAMILY WINES: EXCELENTES VINHOS NOS QUATRO CONTINENTES.

 

Recentemente estive num almoço especial, organizado pela Decanter, através da querida e competente Fernanda Fonseca, em que foram apresentados alguns vinhos do Grupo Hess. O Hess Family é um grupo grande que é dono de algumas vinícolas espalhadas pelo mundo, entre elas a Glen Carlou (Africa do Sul), Peter Lehmann (Australia) e Amalaya (Argentina), entre outras. E foram os melhores vinhos destas vinícolas que degustamos neste almoço. Abaixo um pouco, bem resumido sobre cada vinho e minhas impressões:

 

 

Hess Sauvignon Blanc Allomi 2009 - Hess Collection (Napa - EUA) - R$ 129,40

SB diferente dos demais. Coloração típca. Nariz intenso, com vegetais, citricos, álcool bem presente. Menos frescor na boca, mais corpo. Um SB diferente em que a madeira faz diferença.

 

. Pinot Noir Sarmento Vineyard Santa Lucia Highlands 2008 - Sequana (Santa Lucia - EUA) - R$ 241, 50

Rubi um pouco mais atijolado. Nariz de madeira, cereja, um pouco herbaceo. Apesar dos 15% de alcool, não aparece. Acidez media-alta, boca equilibrada, taninos sutis, final longo.

 

. Colomé Lote Especial Bonarda 2010 - Colomé (Salta - Argentina) - R$ 105,80

Cor rubi-púrpura intensa. Nariz de ameixas, pimenta, ervas, madeira média, sem excessos. Corpo médio, acidez equilibrada, taninos medios, macios. Final medio-longo.

 

. Gravel Quarry Cabernet Sauvignon 2007 - Glen Carlou (Paarl - África do Sul) - R$ 189,75

Cor Rubi intensa, reflexos atijolados. Nariz intenso, complexo. No nariz lembra um xarope medicinal, de ervas. Boca intensa, taninos intensos, macios mas ainda podem amaciar mais. Parece algo passificado. Acidez marcante. Um vinho diferente e polêmico pelo que conversei com os outros presentes.

 

. Hess Collection Cabernet Sauvignon Mount Veeder 2006 - Hess Collection (Napa - EUA) - R$ 224, 25

Cor Rubi, levemente atijolado. Nariz de frutas pretas, tabaco, madeira. Boca cheia, acidez media, correta, encorpado. Taninos redondos e final longo.

 

. Colomé 180 Años Malbec 2010 - Colomé (Salta - Argentina) - R$ 262,80

Cor púrpura. Nariz de frutas pretas - ameixa- e madeira. Novo, álcool equilibrado, encorpado e acidez correta. Fruta em compota. Madeira sem excessos.

 

. Stonewell Shiraz 2006 - Peter Lehmann (Barossa - Austrália) - R$ 448,50

Cor rubi levemente atijolado. No nariz, Fruta vermelha, cereja, madeira, pimenta, chocolate. Boca cheia, intensa, tipico shiraz. Encorpado, taninos intensos, mas macios. Acidez equilibrada e final longo. O melhor vinho do dia, sem sombra de dúvidas!

 

 

Foi uma bela degustação, com belíssimos vinhos. Estilos diferentes, regiões diferentes, mas todos com algo em comum: Complexidade e nitidamente vinhos bem feitos, com seriedade e competência.

 

 

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Publicado em 24/02/2012 às 14h49

12 VINHOS. 12 TERROIRS. UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA.

Sempre ouvimos dizer que os vinhos devem expressar ao máximo o seu terroir de origem, para que ele tenha identidade e personalidade. Pensando nisto, a conhecida e tradicional vinícola Undurraga, resolveu apostar num projeto inovador e que tem ganhado muito destaque. Eles criaram a linha T.H. que significa Terroir Hunters (Caçadores de Torroirs) e tem como principal objetivo que os vinhos expressem fielmente os seus terroirs e assim mostrem as diferenças de cada um nos vinhos.



E aproveitando que estes vinhos estão chegando agora ao Brasil, a WINET (empresa de consultoria que organiza jantares e promove cursos, entre outras coisas) e a ablfug, competente importadora que está trazendo os vinhos da Undurraga pro Brasil, estão organizando um Wine Dinner (Jantar Harmonizado) que vai explorar estes vinhos e seus terroirs. E ainda contarão com a presença de Rafael Urrejola, enólogo que está à frente do projeto e que foi eleito o enólogo do ano no Chile em 2009.


Wine Dinner TH 286x300 12 VINHOS. 12 TERROIRS. UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA.


Certamente será uma experiência inesquecível!

 

 

CHEERS!!
Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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