Publicado em 27/11/2014 às 09h00

Antinori e Falesco tomam dominando a Itália.

Evernote Camera Roll 20141119 002104 225x300 Antinori e Falesco tomam dominando a Itália.

 

Antinori é um nome que dispensa maiores apresentações no mundo do vinho. Um produtor secular que produz alguns dos vinhos mais conceituados da Italia e do mundo, caso por exemplo do Solaia, do Tignanello, entre outros!

Hoje, a Antinori produz vinhos em 6 regiões italianas e um total de 12 milhões de garrafas por ano. Em cada região, uma empresa diferente faz seus vinhos isoladamente, de forma independente, mas sempre com a cabeça pensante de Renzo Cotarella, enólogo e CEO de todo o grupo Antinori.
Num almoço no delicioso Osteria Pettirosso, do sempre simpático chef italiano Marco Renzetti, pude provar alguns vinhos bacanas produzidos pela Falesco, que fica na fronteira do Lazio com a Úmbria (Região Central da Itália), pelo Prunotto (Piemonte) e pela própria Antinori (Toscana). Quem esteve conosco foi o Paulo de Carvalho, brasileiro que trabalha no Grupo Antinori. A importadora destes vinhos é a Wine Brands, que tem feito um trabalho muito legal com os Antinori e outros excelentes produtores!
O primeiro vinho, o Ferentano 2009, é um vinho produzido pelo Falesco, em Montefiascone (Lazio) com a praticamente desconhecida uva autóctone Roscetto, que lembra muito a Chardonnay em corpo, aromas e sabor. A madeira aparece bem, fruto de seus 4 meses de fermentação malolática em barricas, mas se integra bem e deixa o vinho delicioso. Custa R$ 126,00.
Partindo para os tintos, começando por um vinho que confesso, não entra ainda na minha lista de preferidos da Itália, pois quando procuro um vinho Italiano, vou atrás de rusticidade, de corpo, de potência. O Fiulot Barbera D'Asti 2012, que no dialeto piemontes quer dizer "Filhinho" é um vinho fácil, leve, mas sem perder a personalidade. Acidez bem presente e equilibrada, num vinho muito bacana! Custa R$ 109,00.
Depois, pra mim, um clássico Antinori. Il Bruciato 2011, um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, feito em Bolgheri (Toscana) e que é um típico supertoscano, fácil de beber e macio. Um vinho para todas as ocasiões, desde os queijos até os pratos mais encorpados! Um vinho eclético!
O último tinto me impressionou! O Montiano 2010 é um 100% Merlot da região do Lazio, que é impressionante. Um equilíbrio entre fruta, madeira, especiarias e muita terra, aquela típica dos italianos! Vinhaço de R$ 280,00! Certeza que este vinho encara grandes Vinhos 100% Merlot muito mais caros. E vou além, como o amigo Didú Russo comentou, se colocar as cegas com um Chateau Petrus, vai dar trabalho! Custa R$ 280,00.
E a surpresa, inesperada, veio ao final. O famoso Muffato dela Sala 2008, um corte de Sauvignon Blanc, Gerchetto, Traminer e Riesling, que mesmo com 6 anos, mostra uma juventude impressionante. Servido então com o pudim de leite que chegou, ficou uma coisa inexplicável! Um vinhaço, com acidez na medida para segurar a doçura sem enjoar!!
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Publicado em 25/11/2014 às 12h46

3 Boas Novidades da Luigi Bosca na Decanter!

Evernote Camera Roll 20141030 151956 225x300 3 Boas Novidades da Luigi Bosca na Decanter!

 

Aproveitando a presença de Alberto Arizu no Brasil, pude provar com ele alguns vinhos que são novidades no mercado e que vou comentar abaixo:

Luigi Bosca Riesling 2014: um vinho que foge um pouco do que conhecemos de Riesling. Fugindo daquele tradicional e reconhecido mineral que remete a petróleo, este que é um dos únicos Rieslings comerciais argentinos (já bebi tbm o Doña Paula e o Humberto Canale Single Vineyard), tem muito floral, um mineral menos intenso e um cítrico. Muito fresco e agradável, um vinho que foge do padrão. Custa 86,00 na Decanter.
Luigi Bosca Gran Pinot Noir 2012 - Quando a elegância grita, todos respeitam. Afinal, ela é a grande responsável por alguém se impressionar  por um vinho. É o que se sente neste vinho. Madeira e equilibrada, sem excessos, acidez bacana e corpo médio e intenso. Foge dos Pinots de muita extração que são comuns na Argentina e também daqueles que é tentam imitar os estilos borgonhas. Um vinho com personalidade! Custa 120,00 Reais.
Malbec Terroir Los Miradores 2012 - Os Malbecs do Valle de Uco tem se mostrado cada vez mais diferentes e com personalidad única, em relação aos tradicionais Malbecs de Lujan e Maipu, regiões mais tradicionais do conhecidas de Mendoza. E este vinho mostra bem isto, com um estilo mais floral e menos aquela extração de geléia de frutas que conhecemos dos Malbecs argentinos. Belo vinho! Custa 114,00 Reais.
Todos eles, como já comentei, na Importadora Decanter!

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Publicado em 30/09/2014 às 10h22

A Educação do Vinho Começa a Ficar Mais Acessível.

Fotolia 6086774 XL 1024x685 300x200 A Educação do Vinho Começa a Ficar Mais Acessível.

 

Costumo dizer que o mundo do vinho ainda precisa de muita coisa, muita mesmo, para poder se profissionalizar e sair da mesmice que o assola há algum tempo por conta de mensalidades retrógradas de gente que acha que fazer as mesmas coisas irá trazer resultados diferentes. Precisamos de sangue novo, de idéias novas, modernas, atualizadas. Precisamos ir buscar o consumidor de cervejas especiais e outras bebidas e mostrar que o vinho é uma bebida acessível a todos. Sim, o vinho no Brasil é caro, mas quem quiser começar bebendo vinhos de R$ 15,00 pode começar a ter boas noções do que é esta santa e mágica bebida. Mas precisamos tirar a gravata do vinho, como dizem por aí corretamente. E tem gente boa fazendo acontecer.

 

 

Paulo Brammer e Thiago Mendes, fazem parte desta nova safra, assim como eu, de pessoas que querem fazer coisas novas no mundo do vinho e não se contentam com o que temos. Moraram muito tempo em Londres, onde completaram os níveis 1, 2, 3 e 4 do renomado Instituto WSET e voltaram ao Brasil para fundar a Eno Cultura com o intuito de ajudar no progresso da indústria estabelecendo o conhecimento através da educação.

 

 

A atual iniciativa deles é louvável e merece todos os elogios: Esta semana acabam de lançar um projeto social destinado a pessoas de baixa renda para formação de sommelier e serviço de vinhos. De acordo com Paulo, “O movimento em prol da responsabilidade social ganhou forte impulso nos últimos anos e o nosso foco principal seria realmente formar futuros profissionais da indústria do vinho e entregar um sommelier júnior com formação no WSET (Wine & Spirit Education Trust) Nível 2 para um restaurante de sorte!”. O projeto é destinado a profissionais do setor de hospitalidade como garçom e barman ou pessoas que estejam interessadas em iniciar nessa profissão que não tenham renda para se formar.

 

 

Na primeira fase, que foi realizada ontem, 29 de setembro, foram disponibilizadas 15 vagas para 4 horas de aulas com os temas história da profissão, introdução ao vinho, introdução ao serviço de vinho, introdução à harmonização de vinho e comida, degustação de 6 vinhos e avaliação final com prova de múltipla escolha de 25 questões. Na segunda fase, os dois alunos com a melhor avaliação serão contemplados com uma uma bolsa de estudos na Eno Cultura para frequentar o curso da WSET Nível 1. O curso WSET Nível 1 será realizado nos dias 20, 21 e 22 de outubro em 2 horas diárias. Os dois alunos serão avaliados com uma prova de múltipla escolha e aquele que se sair melhor, ganhará uma bolsa de estudos na Eno Cultura para o curso WSET Nível 2.  Na terceira e última fase, a Eno Cultura garante uma vaga de trainee sommelier no restaurante Le French para o candidato aprovado e devidamente certificado com WSET Nível 2. Com a cozinha comandada pelo premiado chef Luiz Emanuel.

 

 

Sem dúvida, uma iniciativa nota 10, que merece todo o reconhecimento do mundo e que surjam mais pessoas como eles, que querem descomplicar, "desenfrescalhar" o vinho e tornar esta bebida mais próxima das pessoas!!! Parabéns meus amigos!!

 

 

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Publicado em 08/08/2014 às 09h53

Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

foto 2 300x248 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

 

Quando falamos de algo vindo dos Estados Unidos, automaticamente já temos uma impressão de algo grande, muito profissional e sempre bem feito. Isto se aplica a vários setores da economia e não poderia ser diferente no vinho. E assim é com a vinícola Chateau St. Michelle, que tem um total 13 vinícolas divididas em Washington, Oregon e Califórnia. E além disto, tem sociedade com várias vinícolas no mundo, como o tradicional e gigante italiano Antinori em projetos nos USA, como a Col Solare, uma vinícola em Washington (Columbia Valley) que produzem 2 vinhos estilo supertoscano, com base de Cabernet e um pouco de Sangionvese. Ou seja, é muita variedade de tipos e estilos de vinho!

Para mostrar um pouco esta variedade, a Wine Brands, importadora dos vinhos deles, trouxe para o Brasil o Diretor de Vendas da América Latina, Pablo Porretti, que num belo almoço, nos apresentou 6 vinhos bem bacanas, sendo um que é novidade no catálogo da importadora e 2 espumantes, também novidades. Então vamos a eles:

O primeiro espumante é o Michelle Brut, corte majoritário de Chardonnay, com um pouco de Pinot Noir e Pinot Gris. Feito pelo método champenoise, um espumante fácil de beber, boa acidez, e um açúcar residual um pouco maior, mesmo sendo Brut. O Michelle Brut Rosé também é feito pelo método tradicional, muita fruta e um pouco dos toques de levedura típicos dos espumantes feitos por este método. Mas o grande destaque vai para a maravilhosa acidez dele, o que o deixa muito gastronômico! E de acordo com Pablo, é uma acidez natural que esta região proporciona pela amplitude térmica da região. Duas novidades, que devem chegar em breve na Wine Brands por menos de R$ 100,00, o que faz deles, boas opções, por serem extremamente fáceis de beber, mas tem muita qualidade.

 

foto 1 225x300 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Depois veio um branco que eu sou fã! O Chateau St Michelle Riesling  2012. Um vinho ideal para quem não conhece a uva Riesling e não quer se deparar com aqueles Rieslings secos, que rasgam a garganta e incomodam àquelas pessoas que não estão muito acostumados com esta uva que eu particularmente adoro. Com 17g/L de açúcar residual, ele é um vinho classificado como semi-seco. Extremamente fácil de beber, nada enjoativo e com nariz e boca bem característicos de mineral, como esta uva de fato é. Um vinho de R$ 99,00.

Não poderia faltar também um Pinot do Oregon, região que tem se destacado muito no cultivo desta uva. O Earth Oregon Pinot Noir 2013 custa R$ 173,00 e ele mistura muito bem um estilo Novo Mundo e Velho Mundo. No nariz, muita fruta vermelha madura e na boca, algo mais herbáceo e um pouco, muito pouco de madeira. Boa acidez e final longo. Um vinho muito equilibrado!

Para acompanhar a excelente carne do Rubayat, vieram os tintos mais encorpados: Logo de caa, a grande surpresa pra mim. O Villa Mt. Eden Gran Reserve Zinfandel 2008 se mostrou um belíssimo vinho. Diferente dos Zinfadéis que já tomei, até pelos 6 anos em garrafa, que trouxeram mais complexidade. Por R$ 134,00 um vinho para fazer bonito se comparado com Zinfandéis mais caros! O Hands of Time 2011 é o vinho de entrada da renomada vinícola Stags Leap. Custando R$ 278,00, é um vinho impressionantemente fácil de beber, que ainda vai evoluir bem em garrafa. E com apenas 13% de álcool. Depois veio um autêntico Cabernet Sauvignon americano: madeira, frutas pretas, baunilha e cravo bem equilibrados, com um álcool de 14,5% que não se sente muito. O Horse Heaven Hills Cabernet Sauvignon 2011 custa R$ 120,00 e é bem competitivo. E por ultimo veio o seu irmão, ainda não disponível por aqui, que é o Horse Heaven Hills Blend Les Cheveaux 2011, que tem Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec. Também muito equilibrado, correto e bem feito. Deve chegar com o mesmo preço do seu irmão Cabernet.

 

foto 4 300x225 Chateau St. Michelle: Dominando a Costa Leste Americana.

Já conhecia o Chateau St Michelle, mas sem dúvida, algumas novidades me surpreenderam e deu pra ver como os Estados Unidos de fato, não se limita à California!! Parabéns à Wine Brands por ter esta vinícola de consistência, qualidade e variedade no seu catálogo!!

 

 

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Publicado em 04/08/2014 às 18h32

Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.

image001 Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.
A Cono Sur é uma vinícola chilena que já tem um certo nome no mercado com diversos vinhos, entre eles o grande Ócio, um super Pinot Noir Premium, a excelente linha "20 Barrels" e os vinhos de entrada, os famosos "Bicicleta", entre outros.
Com vinhos em várias faixas de preço, agora a vinícola lança seu vinho ícone, o Silencio, importado pela La Pastina.
Além dos ótimos vinhos, a vinícola ainda tem um "plus": Ganhou o prêmio de vinícola mais verde do mundo pela revista britânica Green Business, por ser dedicada ao manejo orgânico, com leveduras nativas e técnicas alternativas de combate aos insetos que comem as uvas.
O Silencio foi criado a partir de diversas provas às cegas e é um vinho mais complexo, com estrutura e longevidade. Envelhecido 22 meses em barricas de carvalho francês, o vinho permanece posteriormente por  mais dois meses em tanques de aço inox para afincamento. De acordo com Adolfo Hurtado “É no silêncio que se pode compreender melhor e apreciar um vinho verdadeiramente único”,
 Infelizmente, por já ter outro compromisso, não vou poder ir ao lançamento do vinho. Mas não tenho a menor dúvida que o vinho será um sucesso, como é tudo o que a Cono Sur faz. Abaixo, a ficha técnica do vinho:
Safra: 2010.
Origem: Valle del Maipo - Chile.
Uva: 98% Cabernet Sauvignon e 2% Carmenère.
Tipo: Tinto.
Amadurecimento: 22 meses em barricas de carvalho francês.
Graduação alcoólica: 13,7%.
Serviço: 16ºC-18ºC.
Preço para consumidor: R$780.
Disponibilidade para o consumidor: agosto/2014.

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Publicado em 30/07/2014 às 09h00

A Primeira Colheita do Lafite na China!

lafite 300x261 A Primeira Colheita do Lafite na China!

 

Já postei alguns textos aqui sobre o Boom do vinho na China e também sobre sua produção. E esta notícia que vem, talvez seja uma das mais significativas, tendo em vista o nome que está por tras: Domaine Barons de Rothschild Lafite, dono e produtor do mítico e famoso francês de Bordeaux, o Château Lafite.

 

Um diretor do grupo Lafite comentou que no ano passado, ano da primeira colheita da produção do Lafite na China, o vinho não se saiu mal, como muitos pregavam. Não chega aos pés do tradicional francês, mas perto do que é consumido na China, o produto é acima da media.

 

Segundo ele, o projeto é de longo prazo e há muito o que aprender e evoluir ainda. Lembrando que o projeto começou em 2008, com uma aliança com a CITIC East China Group na região de Penglai, na província de Shandong.

 

Com profundos estudos locais de solo e meteorologia, a laiança franco-chinesa investiu primeiramente emu vas conhecidas como Cabernet Sauvignon e Syrah. Depois, Merlot, Cabernet Franc e Marselan também foram introduzidas, todas trazidas da França.

 

Resta ver agora o que vem pela frente e ficar de olho no “Vinho Chines”.

 

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Publicado em 21/07/2014 às 14h04

Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

foto 4 300x225 Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

 

Em um almoço no belo e delicioso restaurante KAÁ, estive com uma das proprietárias da Vinícola espanhola Valduero, uma das mais respeitadas da Espanha e principalmente da Ribera del Duero, onde começaram em 1984 a produzir vinhos de forma familiar, fundada por Gregório Garcia Alvarez.

 
Agora de importador novo, a Inovini (Grupo Aurora), Carolina nos mostrou alguns de seus excelentes vinhos e as safras disponíveis em mercado agora:

 
O Garcia Viadero Blanco de Albillo 2013 é um vinho feito com uma uva que nem todo mundo conhece, a uva Albillo, que é autóctone do norte da Espanha, mas que na Ribera del Duero, eles são os únicos que tem plantação de uvas brancas e são os únicos autorizados pelo Conselho Regulador a plantar e produzir vinho branco na região. As outras vinícolas da Ribera que produzem brancos acabam tendo que ir a outras regiões. O vinho é fresco, sem madeira e muita fruta cítrica. Um vinho de bom corpo, que pede comida, de preferência peixes mais consistentes e frutos do mar. Custa R$ 87,00.

 
O Valduero Crianza 2010 é produzido 100% Tempranillo (Tinto Fino como é chamada na Ribera) e passa 15 meses em barricas francesas e americanas e mais 12 meses em garrafa. Um vinho com bom corpo, fruta madura e madeira. Final longo e a madeira predomina na boca. Outro vinho que pede comida que vai de uma carne até um peixe mais complexo e intenso. Custa R$ 173,00.

 
O Valduero Reserva 2009 tbm é 100% Tempranillo e passa 30 meses em barricas de carvalho francês, americano e canadense. Sim, barricas canadenses, algo não muito comum por aí. De acordo com Carolina, a madeira canadense é mais delicada e amacia mais o vinho. Depois dos 30 meses em barricas, vem mais 18 em garrafa. É um vinho complexo, mais equilibrado com a madeira e mais redondo. Um vinhaço, fresco e com final longo! R$ 260,00.

 
Por ultimo, o Gran Reserva 2004 é um vinho de meditação, um vinho único, um vinho... Sei lá, um VINHO! Com 48 meses de barricas e mais 40 meses em garrafa, o vinho tem 10 anos de idade e ainda está novo desde a cor púrpura, passando por um nariz intenso e complexo, até a boca macia, longa e deliciosa. Sem muitas palavras, um daqueles vinhos  únicos na vida. R$ 645,00.

 
É, não é à toa a fama e a tradição desta vinícola. A consistência de qualidade é incontestável!! Golaço da Inovini ao conquistar esta vinícola para seu portfólio!!

 

 

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Publicado em 15/05/2014 às 18h00

As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

foto 22 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

 

Em um almoço com a sempre atenciosa e detalhista equipe da Ravin, tivemos mais uma vez a possibilidade e honra de estar junto a Alberto Zuccardi, simpatico e competente figura do mundo do vinho argentino, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do vinho hermano.

 
Desta vez, o almoço com Zuccardi foi para que ele nos contasse um pouco sobre as novidades da vinícola para o mercado brasileiro. Diga-se de passagem, Zuccardi é, sem a menor dúvida, uma das vinícolas mais inquietas que conheço e que bucsca constantemente novos terroirs e experiências com novas regiões e uvas. A primeira novidade é o Brazos de Los Andes 2011, um corte bacana de Malbec (45%), Cabernet Sauvignon (28%), Syrah (17%) e Bonarda (10%). Um vinho diferente, que foge do Malbec tradicional, pois é complexo e muda muito na taça com o tempo. Custa 95 Reais. Logo depois, um vinho que não é tão novidade, mas a safra é nova. O Emma Bonarda 2011 é o único 100% Bonarda da vinícola e mostra como esta uva, que anda ganhando espaço com vinhos varietais, pode dar vinhos de altíssima qualidade! Custa 238 Reais e pra mim, é um vinho um pouco caro por ser uma uva que o Brasileiro ainda não conhece bem. Logo depois, mais um vinho novo: o Tito Zuccardi 2011, que tem o nome inspirado no avô de Alberto. Um corte que também tem Malbec como base (83%), e é complementado com Cabernet Sauvignon e Caladoc, que é uma uva resultado do cruzamento de malbec e grenache. Um vinho que a malbec fala alto, mas tem algo de herbáceo que deve vir destas outras 2 variedades. Um vinho de muita guarda, que custa 298 Reais.

 
Depois, pra mim, o meu "queridinho" deles, o Zeta. Desta vez, a safra 2010, que tem 83% de Malbec e 17% de Cabernet Sauvignon. Sempre um vinho extremamente equilibrado, gastronômico e de longa guarda. Por 325 Reais, um daqueles vinhos que precisa ter cada gole bebido com muito carinho. Terminando as surpresas disponíveis por aqui, o Aluvional La Consulta 2008, um malbec que passa 24 meses em barricas francesas. Na minha opinião, um vinho difícil de vender pelo preço (598 Reais), mas sem dúvida, um vinho de longuíssima guarda e estrutura.

 

 

foto 42 211x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

Zuccardi Zeta e Zuccardi Aluvional

Por último, vinhos que não estão no mercado ainda: O Finca Piedra Infinita 2012 e o Finca Los Membrillos 2011. Ambos os vinhos, que não tem ainda nem rótulos prontos (os da foto foram feitos para que Alberto pudesse trazer ao Brasil para este evento),  foram altamente pontuados por Robert Parker em sua recente lista de vinhos argentinos divulgada em sua publicação, a Wine Advocate. O primeiro levou nada menos que 96 pontos e o segundo, 95. Pontuações realmente expressivas e que para a vinícola, significam muito, pois mal ou bem, concordando ou não com as pontuações e seus efeitos no mercado do vinho (como eu já disse aqui, tenho muitos pés atrás com esta fissura por altas pontuações), é um fortíssimo argumento de vendas para os produtores. Estes vinhos, feitos com uvas de vinhedos únicos (Single Vineyard), seguem a linha de estrutura, corpo e potência do Aluvional e Zetta. São vinhos de guarda e únicos, para serem bebidos em ocasiões especiais. Apesar de não ter preço ainda, devem vir com preços condizentes com suas pontuações.

 

foto 11 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

As Novidades da Zuccardi, altamente pontuadas: Finca Los Membrillos e Finca Piedra Infinita

 

Bom, depois de tantas novidades e tantos vinhos, foi difícil de terminar o dia. E apesar de já conhecer bem Alberto, Sebastian e seus vinhos, é sempre uma aula conversar com eles e beber seus vinhos. Até porque eles não cansam de trazer coisas novas para nós, amantes do vinho!!

 

 

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Publicado em 24/04/2014 às 10h36

Steven Spurrier Frente a Frente com os Espumantes Brasileiros e do Novo Mundo.

ResizedImage368245 Stephen Spurrier 300x199 Steven Spurrier Frente a Frente com os Espumantes Brasileiros e do Novo Mundo.

 

Não sou de ficar falando muito dos "N" eventos que acontecem no mundo do vinho pois estas informações são muito mais para quem trabalha ou vive disto do que para os xenófilos em geral, grande maioria aqui no blog. Mas este evento eu vou contar um pouco antes e depois que eu participar, conto como foi.

 

 

Nesta sexta-feira (25) o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) vai promover um Painel de Avaliação de Espumantes do Hemisfério Sul com o objetivo de exaltar as potencialidades e apontar as diferenças entre os espumantes produzidos nos países do hemisfério Sul. As degustações serão conduzidas por ninguém menos que o idealizador do Julgamento de Paris, o jornalista inglês Steven Spurrier. O consultor, produtor e degustador internacional está entre as personalidades mais respeitadas no mundo do vinho.

 

 

Os espumantes serão divididos por método de elaboração - Charmat e Tradicional -, e por faixa de preço, com degustação às cegas por jurados escolhidos por Spurrier, acompanhados de especialistas do segmento. E com muita honra estarei presente neste painel.

 

 

A bateria seguirá a ordem alfabética, em inglês: Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Nova Zelândia e África do Sul. Ao final de cada rodada, os resultados serão comentados pelo crítico inglês, sem avaliação por nota. Os rótulos degustados serão conhecidos apenas no final do evento.

 

 

A escolha dos espumantes brasileiros ficou a critério de Steven Spurrier. Já os produtos dos demais países forma indicados pelas respectivas associações de representação internacional (os "Wines of") de cada país, tendo como critério de seleção, rótulos disponíveis no mercado de São Paulo (SP). O objetivo é mostrar o perfil dos produtos de cada país e onde o Brasil está inserido neste contexto.

 

 

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Publicado em 26/03/2014 às 09h00

Transformar Água em Vinho: Só Jesus fez. Mas Podemos Ajudar.

WWKUSz0E Transformar Água em Vinho: Só Jesus fez. Mas Podemos Ajudar.

 

Transformar vinho em água, pelo que eu saiba, só Jesus Cristo conseguiu fazer, a pedido de sua mãe, Maria, nas Bodas de Canaã. Mas religiosidades à parte, recentemente postei aqui uma notícia de uma máquina, a Mistery Machine, que prometia transformar, em 3 dias água junto com alguns ingredientes, em vinho. Pois bem... fomos todos “enganados” por um projeto muito bem feito, um viral que deu notícia em muitos lugares, inclusive em portais grandes.

 

 

Mas esta “enganação” tem um sentido muito forte e valeu a pena. O projeto WINE TO WATER foi o responsável pelo viral e que tem como objetivo, a conscientização da população sobre a falta de água potável no mundo. O prijeto ajuda populações carentes a terem maior acesso á água potável. E a ídéia do viral era a de que as pessoas contribuíssem pro projeto de 3 formas possíveis: Comprando garrafas do vinho “Wine o Water”, onde a renda será revertida para o projeto, doando qualquer quantia em dinheiro ou pelo cartão de crédito ou até mesmo sendo uma mão-de-obra para ajudar no projeto.

 

 

Uma bela idéia, que agora precisa ser difundida pelos mesmos canais que divulgaram a máquina milagrosa, para que os objetivos sejam cumpridos! Parabéns aos idealizadores Philip James e Kevin Boyer!

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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