Publicado em 30/06/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

Copa dos Vinhos12 150x150 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

JOGO: BRASIL x CHILE – OITAVAS DE FINAL

DATA: 28.06

LOCAL: BELO HORIZONTE

 

 

Não pude escrever este post antes do jogo pois acabei viajando e não consegui parar para escrever. Mas se desse o meu palpite para este jogo que é um embate entre grandes Espumantes e grandes Carmenères, o palpite seria de 2 x 1 para os nossos espumantes. Mas a real é que sofremos muito para passar nos pênaltis após um empate por 1 x 1. Mas então, já que sofremos no campo, vamos às taças:

 

 

BRASIL

O Brasil é um país sem muita cultura de vinho, que ainda engatinha com esta nobre e deliciosa bebida, mas que tem mostrado um potencial interessante. A principal região é no Rio Grande do Sul, especificamente no Vale dos Vinhedos, mas as regiões gaúchas de Campos de Cima da Serra (Norte do RS) e a Campanha Gaúcha (Sul do RS) e de São Joaquim, na Serra Catarinense também tem mostrado alguns vinhos bacanas e de futuro. Mas é, sem dúvida nenhuma no espumante que o Brasil faz e continuará a fazer muito sucesso. Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais são provas da que nossos espumantes são de fato uma realidade que podemos nos orgulhar.

 

 

CHILE

Um país que sem dúvida nenhuma tem um destaque muito grande, principalmente aqui para nós. É o país com maior share no mercado brasileiro, com aproximadamente 35% dos vinhos importados vendidos aqui. Tem uma geografia privilegiada e várias regiões vinícolas, com uma diversidade grande de terroirs. Tem alguns gigantes conhecidas como a Concha y Toro, Santa Rita, Undurraga e Santa Helena, entre outras. As regiões vinícolas vão de Norte a Sul, com destaque para os vales do Aconcágua, onde está a Viña Errazuriz e excelente região produtora de Syrah; Os frios Vales de Casablanca, San Antonio e Leyda, regiões exímias produtoras de Sauvignon Blanc, Chardonnay e Pinot Noir; Vale do Maipo, principal região vinícola comercialmente falando, já que é onde fica a capital Santiago e que tem na Carmenere e na Cabernet Sauvignon  as principais uvas, assim como no Valle do Colchagua, que é hoje a mais importante região vitivinícola de lá.

 

 

BRASIL

- ESPUMANTE ADOLFO LONA NATURE PAS DOSÉ

- PRODUTOR: ADOLFO LONA

- UVAS: CHARDONNAY,  PINOT NOIR E MERLOT.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 70,00 (No site www.vinhosevinhos.com.br)

- Este espumante que leva a expressão “Pas Dosé” no nome significa que não há adição do licor de expedição, frequentemente colocado nos espumantes para “completar” a dose depois da “degola” (Processo de tirar a rolha ou tampa depois da segunda fermentação e que determina o grau de doçura final dos espumantes). Este espumante, feito através do método champenoise, tem uma complexidade incrível, misturando mineraldiade, frutas e aquele típico toque de “pão quente”que vem das leveduras da segunda fermentação. Este espumante é feito pelo amigo e competente Adolfo Lona, O enólogo argentino Adolfo Lona mora no Brasil desde 1973 e tem uma pequena adega artesanal em Garibaldi, RS. Com seu jeito único, sincero, honesto e direto em suas opiniões, não se esconde quando critica os impostos e dificuldades que o vinho nacional enfrenta por aqui. Adotou o Brasil de coração e em sua pequena adega, produz basicamente apenas espumantes e um tinto, que nunca provei.

 

espumante adolfolona nature 175x300 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

 

CHILE

- AMAYNA PINOT NOIR 2011

- PRODUTOR: VIÑA GARCEZ SILVA (AMAYNA).

- REGIÃO: VALLE DE LEYDA.

- UVAS: 100% PINOT NOIR.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 132,37 (No site da importadora MISTRAL  - www.mistral.com.br)

- Este vinho é um pouco mais caro do que a média dos vinhos chilenos por aqui. Mas pra mim é um ícone dos Pinot Noirs chilenos. Um pinot que ilustra bem a expressão máxima dos pinots chilenos de qualidade. Muita fruta vermelha, mineralidade e madeira bem equilibrada. Um vinho de corpo leve, excelente acidez e um final longo! Um belíssimo pinot chileno, mais caro, mas que vale cada centavo!

 

vina garces silva amayna pinot noir leyda valley chile 10235069 92x300 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

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Publicado em 24/04/2014 às 10h36

Steven Spurrier Frente a Frente com os Espumantes Brasileiros e do Novo Mundo.

ResizedImage368245 Stephen Spurrier 300x199 Steven Spurrier Frente a Frente com os Espumantes Brasileiros e do Novo Mundo.

 

Não sou de ficar falando muito dos "N" eventos que acontecem no mundo do vinho pois estas informações são muito mais para quem trabalha ou vive disto do que para os xenófilos em geral, grande maioria aqui no blog. Mas este evento eu vou contar um pouco antes e depois que eu participar, conto como foi.

 

 

Nesta sexta-feira (25) o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) vai promover um Painel de Avaliação de Espumantes do Hemisfério Sul com o objetivo de exaltar as potencialidades e apontar as diferenças entre os espumantes produzidos nos países do hemisfério Sul. As degustações serão conduzidas por ninguém menos que o idealizador do Julgamento de Paris, o jornalista inglês Steven Spurrier. O consultor, produtor e degustador internacional está entre as personalidades mais respeitadas no mundo do vinho.

 

 

Os espumantes serão divididos por método de elaboração - Charmat e Tradicional -, e por faixa de preço, com degustação às cegas por jurados escolhidos por Spurrier, acompanhados de especialistas do segmento. E com muita honra estarei presente neste painel.

 

 

A bateria seguirá a ordem alfabética, em inglês: Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Nova Zelândia e África do Sul. Ao final de cada rodada, os resultados serão comentados pelo crítico inglês, sem avaliação por nota. Os rótulos degustados serão conhecidos apenas no final do evento.

 

 

A escolha dos espumantes brasileiros ficou a critério de Steven Spurrier. Já os produtos dos demais países forma indicados pelas respectivas associações de representação internacional (os "Wines of") de cada país, tendo como critério de seleção, rótulos disponíveis no mercado de São Paulo (SP). O objetivo é mostrar o perfil dos produtos de cada país e onde o Brasil está inserido neste contexto.

 

 

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Publicado em 19/03/2014 às 08h30

Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

ft1 donguerino 300x212 Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

 

 

Já havia ouvido falar desta vinícola, mas nunca tinha tomado seus vinhos. Fui recebido por Bruno Motter, enólogo que estudou em Mendoza e é parte da família. São 50 hectares plantados na região de Alto Feliz, que fica a 30 km de Bento Gonçalves, fundada em 2007, mas a área está plantada desde 2000 pela família.

Plantações de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Moscato Giallo, Prosecco, Malbec, Teroldego, Cabernet Sauvignon, Ancelota e Tannat. Estão começando a elaborar um Torrontes para lançar no ano que vem. O primeiro nacional. Este eu tô curioso!
A Linha de entrada sai mais ou menos a R$ 20,00. Linha Reserva a R$ 35,00 e a Gran Reserva a R$ 50,00.
Então vamos aos vinhos que tomamos:
Varietal Moscato Giallo 2013: muito aromático, chega a lembrar um pouco o sauvignon blanc. Um vinho fresco, leve e excelente pra piscina.
Chardonnay Reserva 2013: Sem madeira, preserva a fruta e tem um nariz bem agradável e típico de Chardonnay. Na boca, um pouco mais leve que os chardonnays que estamos acostumados, até pela falta de barrica, mas que poderia ter um final mais longo. Vinho honesto e bem feito.
Teroldego Reserva 2012: uma boa expressão de fruta, com pouca madeira. Boca consistente, bom final de boca.
Cabernet Sauvignon Reserva 2012: nariz bem bacana, com ameixa, pimentão e um pouco de madeira. Na boca ele perde um pouco, pois o nariz entrega muito e a boca um pouco menos. Pelo custo, um vinho honesto e que expressa bem o que é o Cabernet.
Tannat Reserva 2012: nariz bem aromático e típico desta uva. Cor também bem característica, um púrpura bem intenso que chega a tingir a taça. Na boca, bom corpo, boa acidez e equilibrado. Pra mim, o melhor dos tintos da linha reserva.
Espumante Malbec Rosé Brut. Fresco, equilibrado e bem feito. É um espumante feito pelo método Charmat, mas que tem uma perlage bem consistente. Em média, uns R$ 30,00 para um espumante honesto e muito bem feito.
Blanc de Blanc Brut: Feito pelo método tradicional, é feito 100% com chardonnay. Muita fruta e a complexidade do método champenoise se mostra na perlage e no final de boca, pois não mostra muitos traços de leveduras e pão, como a maioria dos champenoises mostram. Chega no mercado por uns R$ 55,00.
Mais um novo projeto que ganha corpo e tem tudo para se destacar!

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Publicado em 12/03/2014 às 08h30

Campanha Gaúcha, uma região promissora!

vinhos da campanha1 300x289 Campanha Gaúcha, uma região promissora!

 

A Campanha Gaúcha é uma região que fica no sul do RS, a uns 120 km do Vale dos Vinhedos e que tem tradição vinícola desde o começo do século. Mas tornou-se mais conhecida com a Almadén, em meados dos anos 70.

Falando um pouco do terroir, são 4 estações bem definidas e a seca é um problema que pode afetar um pouco as produções. Dias mais quentes que a Serra Gaúcha, mas as temperaturase oscilações térmicas vairam bastante mesmo dentro da região. Então, fica complicado falar de um terroir único para a região da Campanha. Fiz uma degustação especialmente planejada pela enóloga Maria Amélia Duarte Flores, em sua charmosa loja Vinho e Arte (Porto Alegre), só com rótulos desta região:

Espumante Guatambu Extra Brut (Método Tradicional). Espumante 100% Chardonnay, de boa persistencia e nariz complexo de minerais, frutas e um pouco de levedura. Final que poderia ser um pouco mais longo. R$ 55,00.
Routhier & Darricarrere Espumante Extra Brut: Primeira vez que tomo um espumante nacional feito pelo método ancestral. Explicando um pouco e bem rapidamente este método, ao invés de ter 2 fermentações, ela é apenas uma, com as mesmas leveduras do começo ao fim. Um espumante bem complexo, um pouco turvo até (Que faz parte do charme de ser feito por este método). Espumante bacana, gastronômico e longo em boca.
Dunamis Pinot Grigio 2012: Nariz bem atípico para os Pinot Grigios que conhecemos da Italia e outros. Ao invés da flor e das frutas brancas, muita mineralidade no nariz e principalmente na boca, que chega a dar uma leve sensação de salinidade. Bem seco, fácil de beber. Em média, R$ 40,00.
Miolo Reserva Pinot Grigio 2013: Muita fruta branca e flor, já se aproximando mais dos Pinot Grigios que conhecemos. Vinho agradável em boca, boa acidez e final médio. Um bom vinho de mais ou menos R$ 30,00 e honesto!
Santa Colina Chardonnay Estilo 2011: Um vinho que, por não ter muita estrutura de guarda, ele, com 2 anos já está com toques de oxidação. Mas este toque torna o vinho diferente. Quem compra esperando um Chardonnay tradicional, provavelmente vai estranhar. Bem mineral e cítrico, um vinho de aproximadamente de R$ 15,00 que vale ao menos experimentar, pois é um vinho diferente!
Dunamis Cor Merlot/Cabernet 2011: Ao contrário do que os mais apressadinhos podem pensar, não são 2 uvas, mas 3. Afinal, Cabernet não é só Sauvignon, mas Franc também. Então, com 50% Merlot, 40% CFranc e 10% CSauvignon: Um vinho fácil de beber, mas sem ser simples demais. Nariz de Café e frutas pretas, corpo médio e boa acidez. R$ 30,00.
Dunamis Cabernet Franc 2012: Muita fruta vermelha no nariz e na boca, mas ainda com pouca intensidade. Cabernet Franc é uma uva intensa, geralmente de cor mais intensa e este vinho foge um pouco deste perfil. É um vinho jovem, mais leve e fácil de beber. Custa por volta de R$ 40,00.
Campaña Cabernet Sauvignon 2011: Este vinho da Bodega Sossego, um pequeno produtor que tem apenas 5 hectares de terras. Foram produzidas 700 garrafas deste vinho, que deve custar em torno de R$ 50,00. A safra 2012 já terá 1.500 garrafas produzidas. Um vinho fácil de beber, com pouca madeira, bastante fruta e boa acidez.
Guatambu Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon 2012: Um vinho bem encorpado, gastronômico e intenso, tanto no nariz como na boca. Boa acidez, bom final de boca e por R$ 40,00, uma boa opção!
Guatambu Rastros do Pampa Tannat 2012: Outro vinho com estrutura e taninos bem marcados. Pra quem espera um tannat, com intensidade e aquele toque rústico, se decepciona. É um vinho com muita flor e frutas vermelhas. também um vinho por volta de R$ 40,00 que pode agradar, mas pra mim, não apresenta a tipicidade da uva.
Bueno Paralelo 31: Um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot. Ja falei deste vinho aqui no Blog e gostei do resultado final deste vinho que assina Michel Rolland para o narrador Galvão Bueno. Complexo, potente, equilibrado e extremamente gastronomico. Final longo e bem bacana! Um belíssimo vinho!
É uma região que eu classificaria como promissora. Não acho que tenha a consistência da Serra Gaúcha, mas mostra muito potencial. É só ver que o Bueno Paralelo e o Miolo Pinot Grigio, feitos por quem já tem boa experiência de vinhos em outra região (Serra Gaúcha), foram, para mim, os melhores. Mas sem dúvida, uma região que vai dar bons frutos num futuro próximo!

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Publicado em 08/03/2014 às 21h10

Pizzato, sempre uma boa escolha em vinhos nacionais.

foto 280x300 Pizzato, sempre uma boa escolha em vinhos nacionais.

Vinhedos da Pizzato

 

 

A Vinícola Pizzato já é velha conhecida aqui do Blog. Pra mim uma das vinícolas mais consistentes e sérias que temos por aqui. E tive o prazer de voltar na vinícola, depois de 7 anos, quando fui a primeira vez, mas como turista apenas e não como profissional do vinho ou blogueiro. E pude ver o quanto a vinícola cresceu, o quanto ela se modernizou e o quanto ela melhorou.

 

 

A visita, guiada pelo competente amigo e enólogo Flavio Pizzato teve uma degustação bem completa, de vinhos que eu conhecia e outros ainda não. Vou fazer os comentários geral das principais linhas para não ficar muito extenso o post. Estou, neste post, excluindo a linha Concentus e o DNA, que são vinhos que vou falar num post aparte:

 

 

Chardonnay 2013: vinho fresco, com corpo e sem madeira. Muita fruta, mineral e final médio-longo. DO Vale dos Vinhedos. R$ 40,00.

Legno 2013: Primeira safra foi 2011. Veio para ser um vinho mais complexo e para seguir a tendência de mercado de um vinho mais amadeirado. 10 meses em barrica, com fermentação inclusive. A madeira é bem colocada, sem tapar a fruta. Final longo. Também é um vinho da DO. R$ 65,00
Fausto Rosé 2013: Merlot, de cor pink, bem elegante no nariz. Muita fruta vermelha. Fresco, final médio-longo. Boa opção por R$ 40,00.
Linha Fausto (Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat) - vinhos de ótima estrutura, nariz bem intenso e marcado. No geral, vinhos De excelente corpo, boa acidez e bom final de boca. Pelo custo de pouco mais de R$ 30,00, são ótimas alternativas.
Linha Pizzato (Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon) - Principal linha de vinhos da vinícola, com vinhos que entregam estrutura de nariz e de boca de uma linha reserva de outras vinícolas. Com uma boa vantagem: o preço de mais ou menos 40 Reais entrega um vinho acima da média para os vinhos nacionais!

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Publicado em 17/02/2014 às 19h53

Aracuri: Vinho Brasileiros Consistentes e com Futuro.

Aracuri Vinhos Finos4 1024 1024 300x300 Aracuri: Vinho Brasileiros Consistentes e com Futuro.

 

Recentemente, em minha viagem ao Rio Grande do Sul a convite do Ibravin, tive a oportunidade de provar os vinhos de um projeto que sempre fui curioso para conhecer e num gostoso jantar com a enóloga Paula Schenato, conhecemos os vinhos de uma pequena e nova vinícola , a Aracuri, que foi fundada em 2005, localizada em Campos de Cima da Serra. Em 2008 começou a comercializar o primeiro vinho, safra 2007, que era um Aracuri Cabernet Sauvignon. É uma vinícola pequena, que produz 83.000 kg de uva e 48.000 litros de vinho/espumante.

 

 

 

 

Tem plantações de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Merlot e Cabernet Sauvignon, são 8 vinhos em linha e 1 espumante, divididos da seguinte forma:

 

- Linha Campos Altos: R$ 25,00.

- Cabernet Sauvignon, Merlot, e o corte Cabernet/Merlot: R$ 38,00.

- Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir: R$ 45,00.

- Linha Collectors Cabernet Sauvignon: R$ 75,00.

 

 

 

 

Começando a degustação, provamos o Sauvignon Blanc 2012, bem fresco, sem aquele verde excessivo, equilibrado e bom final. Um vinho muito bem feito, por um preço também justo. Gostei! Depois, um Pinot Noir 2012. Aí vinha um grande desafio para mim, pois nunca provei um Pinot Noir brasileiro que me encantasse. Um vinho que tem um nariz bem aromático, bacana, mas que em boca perde um pouco o que se entrega no nariz, pois ele tem um final curto e a madeira que aparece no nariz, quase não aparece na boca. E conversando com a Paula, é este o estilo desejado. Então, para um vinho leve e rápido, aqui vai o vinho!

 

 

 

Seguindo pelos tintos, o Merlot 2009 é um vinho que tem pouco nariz, e boca melhor, com boa acidez e final de boca agradável. Deve ganhar uma boa complexidade com mais uns 2 anos de garrafa. Pelo preço (R$ 38,00), uma boa escolha! Indo para o Top da vinícola, o Collector's Cebernet Sauvignon 2009, um belo vinho! Enquanto alguns jogam o preço para além dos R$ 100,00 e alguns além dos R$ 200,00, este vinho de pouco mais de R$ 75,00 é muito bem feito. Madeira e fruta muito bem equilibrados, nariz e boca consistentes e um final longo. Belíssimo vinho, uma grande surpresa!! Por último, um Espumante feito 100% com chardonnay, método charmat e que custa em torno de R$ 40,00. Como era de se esperar, muita fruta e muito fresco. Um espumante fácil e agradável de se beber!

 

 

 

 

No geral, posso dizer que a Aracuri tem uma boa consistência e um futuro promissor, pois é um projeto novo e que tem um longo caminho pela frente. Qualidade, eles mostraram que sabem como fazer. Agora é deixar amadurecer e evoluir!!

 

 

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Publicado em 10/02/2014 às 12h04

Os Números do Vinho no Brasil

NUMEROS 300x225 Os Números do Vinho no Brasil

 

Semana passada estive no Vale dos Vinhedos, a convite do IBRAVIN, para participar de um seminário sobre o mercado do vinho no Brasil, falar dos resultados de 2013 e das previsões para 2014. Muitos números foram passados, muita informação debatida, mas listarei para vcs os principais pontos para mim:

 

Os vinhos brasileiros retomaram o crescimento, com quase 10% a mais nas vendas. Isto é bom para todos e mostra que temos potencial para conquistar o paladar do consumidor. Mas este número mostra uma queda esperada de vinhos brancos, que não é o nosso forte mesmo e um aumento dos espumantes, que aí sim, é o nosso principal potencial de produto pela qualidade e visibilidade!

Mantivemos o pífio consumo de 1,8 Lts per capita, que continua sendo muito pouco e está estagnado há muito tempo! Este número preocupa ainda mais quando vemos que destes 1.8, 1.0 litro é de vinho de mesa!! Para se ter uma idéia dos países vizinhos, o Chile tem um consumo de 16 Lts por habitante, o Uruguai de 25 Lts e a Argentina de 26 Lts.
Segundo Adolar Herrmann, dono da importadora Decanter e que tem a vinícola Hermann, lá no Sul, nosso grande desafio é brecar o avanço das cervejas especiais. Segundo ele, existem mais de  mais de 2 mil clubes de cerveja no Brasil. Um número assustador se compararmos aos clubes de vinho, que não passam nem perto deste número.
Ainda segundo Adolar, as importações, que caíram 8,5% nos vinhos e 19% nos espumantes, devem continuar a cair devido aos grandes estoques que as importadoras estão. Outra coisa que ainda deve brecar as importações é a alta do dólar e a lei seca, que causou uma queda de 15% nas vendas dos restaurantes, mas que aumentou um pouco as vendas em supermercados em lojas, pois as pessoas estão bebendo mais em casa. Mas ainda assim, a lei seca atua contra o vinho e os destilados principalmente, já que tem teor alcoólico maiores que a cerveja.
Adolar ainda mostrou os números dos principais players do mercado de importados:
- Chile: Liderança de 31,5% value e 37,9% share - Queda de 3,10%, mas valorização custo 2,89%
- Argentina: Perdeu 13,89% volume, 10,83% valor. Queda de 14,42%.
- França: Aumento de 4,05%. Aumento 16% em valor. Bom crescimento no valor USD 3,9 a USD 6,9/garrafa, que no Brasil são vinhos que estão entre  100 e 150,00 Reais.
- Portugal: Queda de 1,48%. Desvalorização de 50% no custo médio.
- Italia: Queda de 1,09% share.
- Espanha: Aumento: 8,07% share. Aumentou valor 6,06%. Estão 90,7% mais caros que os portugueses.
Depois, foi a vez de Carlos Cabral, consultor do Grupo Pão de Açúcar, que contou um pouco sobre a política de vinhos do grupo. Mas um dado interessante que o Cabral passou foi que dos 800 rótulos cadastrados no Grupo, 45% das vendas é de vinho nacional, mas deste montante, 65% é de vinho de mesa, o que mostra que ainda temos um longo caminho a percorrer pelo vinho fino. E o valor Médio por Garrafa subiu de De 9,83 (2010) a 12,99 (2013).
Enfim, números são sempre importantes para balizarem nosso mercado. E eles mostram que precisamos continuar firmes e fortes na construção deste mercado e que temos um longo caminho a percorrer!!

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Publicado em 08/01/2014 às 14h47

Os Sinceros, Honestos e Excelentes Espumantes de Adolfo Lona.

 

adolfo lona 300x200 Os Sinceros, Honestos e Excelentes Espumantes de Adolfo Lona.

 

 

O Brasil é um excelente produtor de espumantes e acho que isto já é um fato inquestionável. Os grandes Miolo, Salton, Valduga entre outros são os mais conhecidos. Outros menores, menos conhecidos, mas não menos importantes e de menor qualidade como Valmarino e Cave Geise, entre outros também tem suas excelentes borbulhas. Mas tem um pequeno produtor, que não é brasileiro e que produz, na minha opinião alguns dos grandes espumantes que temos por aqui. É raro encontrar, por serem de pequena produção, é verdade. Mas se encontrar, vale a pena provar.

 

 

O enólogo argentino Adolfo Lona mora no Brasil desde 1973 e tem uma pequena adega artesanal em Garibaldi, RS. Com seu jeito único, sincero, honesto e direto em suas opiniões, não se esconde quando critica os impostos e dificuldades que o vinho nacional enfrenta por aqui. Adotou o Brasil de coração e em sua pequena adega, produz basicamente apenas espumantes e um tinto, que nunca provei.

 

 

Sempre presente em alguns eventos e feiras, seus espumantes sempre fazem sucesso. Sua linha é composta por 6 espumantes: Brut Champenois, Rosé Brut, Demi Sec, Nature Pas Dosé, Brut Charmat e o ícone e delicioso Orus, que ele guarda cada garrafa a sete chaves, abrindo apenas em ocasiões especiais. Seu tinto é um Merlot/Cabernet.

 

 

Para não falar de todos, vou focar nos meus dois preferidos: O Nature Pas Dosé e o Orus Pas Dosé Rosé. São espumantes que por levarem a expressão “Pas Dosé” no nome, significam que não há adição do licor de expedição, frequentemente colocado nos espumantes para “completar” a dose depois da “degola” (Processo de tirar a rolha ou tampa depois da segunda fermentação e que determina o grau de doçura final dos espumantes). Ambos são feitos através do método champenoise e tem uma complexidade incrível. O Orus então, que tem apenas 600 garrafas produzidas é de se tomar ajoelhado. Os preços são de mais ou menos R$ 60,00 para o Nature Pas Dosé e uns R$ 120,00 para o Orus, quando se encontra. No caso deste ultimo, acredito que apenas através do próprio Adolfo (http://www.adolfolona.com.br), uma figura carismática e única neste mercado.

 

 

Por fim, posso dizer que são espumantes que deixam muito champanhe pra trás… sem a menor dúvida!

 

 

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Publicado em 10/09/2013 às 10h38

O Vinho Brasileiro: Pizzato Fausto Tannat 2010

 O Vinho Brasileiro: Pizzato Fausto Tannat 2010

 

Vinho: Pizzato Fausto Tannat 2010

Produtor: Pizzato

Origem:  Serra Gaúcha (Brasil).

Uvas: Tannat.

Preço Aproximado: R$ 33,00 

 

 

Recentemente, o leitor Waldir Ramos me lançou um desafio (Veja aqui no comentário dele) e aqui estou eu para cumprir. Ele queria que eu indicasse um vinho nacional perto da faixa dos R$ 30,00. E depois de dar uma fuçada por aí, acabei numa vinícola que, pra mim, é referência em vinhos de qualidade no Brasil e tem feito vinhos cada vez melhores, em todas as faixas de preço: a Pizzato. E este Tannat deles, pra mim, é um grande exemplo de um vinho brasileiro nesta faixa de preço que vale a pena.

 

Um vinho que nesta faixa de preço tem uma boa persistência, tem uma boa complexidade de sabores e aromas e bom corpo, não pode ser ignorado por nós. Este Tannat é um dos grandes exemplares desta uva aqui no Brasil, que para muita gente, ainda tem muito futuro pela frente e pode se tornar uma das nossas principais cepas para vinhos finos. Ou seja, um belo vinho, por um custo honesto e acessível.

 

 

 

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Publicado em 22/08/2013 às 13h14

WineIn: Painéis e debates quentes pela manhã.

frozenwine 300x225 WineIn: Painéis e debates quentes pela manhã.

 

A manhã do primeiro dia do WineIn teve importantes e interessantes painéis sobre a vitivinicultura nacional, falado das regiões produtoras brasileiras e também sobre o mercado brasileiro e como o vinho nacional está inserido neste mercado.

 

 

Sobre as regiões, pesquisadores do Embrapa e engenheiros agrônomos especializados nas 3 principais regiões brasileiras produtivas (Nordeste, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) deram um importante panorama destas regiões. E queria dar um destaque especial para uma região que até então eu não havia ouvido falar, que é a Chapada Diamantina, onde muitos testes e estudos estão sendo feitos e alguns resultados interessantes parecem estar acontecendo com as uvas Merlot, Petit Verdot e Syrah para os tintos e Chenin Blanc para brancos.

 

 

E comparando as 3 regiões, são realmente bem diferentes e com perfis distintos de vinhos. E potenciais também, com a Serra Gaúcha sendo a nossa grande realidade, outras regiões do RS e da Serra Catarinense como regiões emergentes, o Vale do São Francisco como grande desafio e a Chapada Diamantina como uma possível aposta.

 

 

Falando do mercado do vinho, Luciana Salton, Flavio Pizzato e Carlos Cabral deram distintas visões sobre o mercado, sendo Cabral mais incisivo e seguindo a linha que gosto muito, de desmistificar o vinho e torná-lo mais simples, educando o consumidor, para que este ridículo número de 1.8 lts per capita de consumo por pessoa ao ano, que está a anos sem mudar, possa aumentar um pouco mais. E aí o debate começou a esquentar, de uma forma positiva e produtiva!

 

 

Luciana e Flavio, produtores de excelentes vinhos e espumantes focaram suas falas na realidade do vinho brasileiro dentro do mercado de vinhos, da dificuldade dos impostos, da grande concorrência de vinhos importados (principalmente de argentinos e chilenos) e da qualidade dos nossos produtos. E um dos pontos mais abordados foi em cima do nosso produto “ícone”: Devemos ser conhecidos por nossos premiados e maravilhosos espumantes? Ou devemos valorizar mais as excelentes críticas e premiações dos nossos tintos, que estão cada vez melhores e são produzidos em mais quantidade?

 

 

Por último, o que melhor resume este painel: Tá errado olhar o vinho importado como grande vilão do vinho nacional. Não temos que tirar mercado dos importados e sim aumentar o consumo total, pois todos sairão ganhando!

 

 

HEERS!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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