Publicado em 31/08/2014 às 17h09

A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Um verdadeiro desafio foi proposto a alguns blogeuiros, para que escrevessem um texto sobre como a cortiça está presente em nosso dia-a-dia. E desafio dado, é desafio cumprido. Mas confesso que não foi fácil escrever algo original, que fosse ao mesmo tempo informativo, criativo e que prendesse a atenção do leitor de uma forma descomplicada, leve, sem ser técnica, mas informativa. Espero ter conseguido no texto abaixo. Mas se me vale um consolo, pelo menos para mim, foi uma divertida e informativa tarefa!

 

Rolhas, para quem?

Rolhas para o vinho, rolhas para mim, rolhas para você, rolhas para quem quer rolhas, mesmo sem saber que quer rolhas.

E quem quer rolhas? Todo mundo. Mesmo sem saber, todo mundo quer rolhas. Afinal, todo mundo quer salvar o planeta, todo mundo quer um mundo mais sustentável, certo?  Mas não é qualquer rolha, e sim a de cortiça, 100% natural, 100% ecológica, 100% reutilizável, 100% reciclável. Ou seja, rolha é 100%.

 

100% rolha de cortiça, aquela que faz as nossas vidas 100% mais felizes ao abrir um vinho. O ritual que começa no momento em que abro minha adega, deslizo prateleira por prateleira, até achar aquela garrafa que vai olhar pra mim e naquele momento sorrir, me fazendo retribuir seu sorriso e assim tirá-la de seu descanso. Descanso que também tem o sobreiro (Quercus Suber L.) nos seus 25 anos de vida, quando só então é realizado o primeiro descortiçamento por alguém altamente capacitado, que saiba como tratar bem esta nossa querida e essencial árvore. Mas engana-se quem acha que o sobreiro é danificado ou cortado para se extrair a cortiça. Ela se regenera, e depois, 9 anos depois, um novo descortiçamento é realizado. E é aí que o sobreiro descansa novamente. Assim como os vinhos em nossas adegas.

 

Então vamos voltar a falar do ritual de abertura que começamos lá em cima. Ao ser sorridentemente retirada da prateleira que descansou em minha adega, aquela garrafa de vinho já está proporcionando outros sorrisos que não o meu. As pessoas que estão à minha volta também sorriem. Um ritual alegre, feliz, em que sorriem as pessoas, sorri a garrafa e sorri o saca-rolhas, que acaba de sair da gaveta para fazer o que ele faz de melhor: Primeiramente, conversar com minhas mãos, e depois, delicadamente, conversar e extrair a rolha de cortiça.

 

E por que ele sorri ao ver uma rolha de cortiça? Porque é só com ela que eles conseguem perfeita sintonia, que sua espiral consegue um fluido movimento de descida e depois, de subida. Um movimento lento, minucioso, que atrai todos os olhares dos presentes. Mas sorriso do saca-rolhas não é completo quando ele se depara com outras rolhas, como as sintéticas, afinal, seu movimento delicado, minucioso e fluido, fica mais complexo, mais duro e difícil de ser realizado. E quando a rolha é de vidro ou aquela sorridente garrafa vem com tampa de rosca, nosso amigo saca-rolhas simplesmente é esquecido dentro da gaveta. Triste para ele. Triste para nós.

 

Opening a wine bottle1569 300x199 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Assim como é triste para nós, sabermos que quem opta pelas rolhas de sintéticas de plástico emite 10 vezes mais CO2 na atmosfera e quem opta pelas tampas de rosca de alumínio, 26 vezes mais! E se lembrarmos então que esta história de 4.000 anos da cortiça passa pelo Montado de Sobro, que é um dos mais ricos ecossistemas do mundo, abrigando mais de 160 espécies de aves, 24 de répteis e anfíbios e 37 de mamíferos e fixando mais de 140 milhões de toneladas de CO2 por ano, vemos que a nossa alegria, a alegria do saca-rolhas e da garrafa que está sendo aberta é real, genuína e muito mais profunda do que imaginamos.

 

Montado 300x160 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

Finalizando a abertura da sorridente garrafa, aquele líquido que alí está e que tanto anseia por sair de lá, vai provocar outros sorrisos, agora nas taças que serão enchidas pelo néctar de Baco. E depois, ao ser levado à boca, certamente continuará causando sorrisos bobos, fáceis e cada vez mais deliciosos naqueles que estiverem alí, bebendo seu vinho. Afinal, o vinho alí presente e que estava naquela simpática garrafa, foi também muito favorecido por ter uma rolha de cortiça 100% natural. Isto porque ela permite que exista uma micro oxigenação que para aquele vinho, assim como para muito outros, foi extremamente benéfica. E isto não seria possível com outros tipos de vedação.

 

Analisando toda a situação e todo o ritual, vê-se que esta tal de cortiça, indispensável para nós enófilos e cada vez mais apreciada por arquitetos, engenheiros, estilistas, decoradores, artistas e muitos outros, causa sorrisos que muitas vezes não paramos para pensar em sua profundidade e significado. E assim será com todos aqueles que optarem por ela, 100% natural. 100% Felicidade.

 

wine couple 300x250 A Cortiça e seu Ritual de Felicidade.

 

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Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

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Publicado em 21/08/2014 às 13h22

A Sensibilidade em Forma de Vinho

foto 61 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
As mulheres sem dúvida nenhuma tem ocupado cada vez mais espaço nos altos cargos das empresas. No mundo do vinho, um universo ainda muito masculino, algumas mulheres se destacam muito, tanto aqui no Brasil como fora, em diversos campos: jornalistas, consultoras, sommelières, enólogas, e por que não, donas de vinícolas. E sem dúvida, a delicadeza a sensibilidade feminina, no mundo do vinho, fazem muita diferença. E Susana Balbo é, sem dúvida, uma referência e exemplo disto.
Primeira enóloga argentina, Susana é dona e enóloga de sua própria vinícola, a Domínio del Plata. Mas seu nome é tão forte, que a marca Dominio del Plata vai passar a ser somente a razão social, e os vinhos terão todos a assinatura "Susana Balbo Wines".
Para mostrar um pouco esta sensibilidade feminina e os resultados que ela produz, a Cantu Importadora, que traz os vinhos da Susana pro Brasil, organizou um evento na sempre badalada e ótima churrascaria Fogo de Chão. Afinal, para acompanhar a potência dos grandes vinhos argentinos, nada melhor que uma grande carne.
Começando a medir a sensibilidade feminina de Susana, iniciamos com o Crios Rosé 2013, um famoso e bem resolvido rosé argentino, mostrando que ele continua sendo uma ótima opção. Depois, o melhor Torrontés argentino segundo Robert Parker, o BenMarco Torrontés 2013, que, fugindo dos tradicionais Torrontes de lá, é complexo e de excelente estrutura. Passou 4 meses em barricas de carvalho francês.
foto 11 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Ok, mostrar a sensibilidade e o toque feminino em brancos e rosés é mais fácil. Mas e nos tintos, como fica? E a resposta é fácil: com cortes diferentes, vinhos consistentes e no caso do ícone da vinícola (Nosotros 2009), com um 100% Malbec corpulento, de longa guarda, sem ser enjoativo. Tanto o BenMarco 2010 (50% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Tannat e 10% Petit Verdot) quanto o Brioso (45% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Malbec, 10% Cabernet Franc e 10% Petit Verdot) são cortes complexos, que só poderiam ser elaborados por alguém com muita sensibilidade, que pudesse extrair de cada uva, o que ela tem de melhor, e na quantidade certa. E o resultado que temos é inegável. Vinhos complexos, estruturados e consistentes, que além de tudo, ainda tem ótimo potencial de guarda.
foto 22 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
E por ultimo, a sensibilidade que se transforma em doçura. Os vinhos tardios Torrontes Late Harvest 2010 e o Malbec Late Harvest 2010, ambos sob a linha Susana Balbo. Tanto um como outro, são extremamente bem elaborados, sem aquela sensação enjoativa de muitos vinhos doces, muito pela acidez super presente, que equilibra muito o vinho.
foto 42 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Acho que por estes e outros motivos, a sensibilidade feminina de Susana está nítida. Felizes de nós que podemos comprovar sensivelmente!!

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Publicado em 12/08/2014 às 11h47

Não! Taça Não é Tudo Igual!

foto 7 300x225 Não! Taça Não é Tudo Igual!
Não, taça não é tudo igual! E para comprovar isto e nos ensinar na prática quais as diferenças de alguns modelos de taças, a alemã Schott-Zwiesel (Que eu particularmente acho muito boa e principalmente, resistente para uma taça de cristal pois tem titanio), através da Zwilling, promoveu um interessante evento com a presença de Gerhard Frank, Diretor de Marketing da marca. Neste evento, pudemos perceber a real diferença que faz o formato de uma taça no mesmo vinho.
foto 8 300x300 Não! Taça Não é Tudo Igual!
A dinâmica foi servir o mesmo vinho em taças de linhas diferentes, sendo a Linha 1 - Concerto, a Linha 2 - Clássico e a Linha 3 -  Fortíssimo. Aí tivemos 1 espumante, um sauvignon blanc, um chardonnay, um pinot noir e um cabernet sauvignon. E o resultado foi percebido facilmente em cada vinho e em cada taça. Abaixo, vou comentar como cada vinho se comportou nas diferentes taças:
Espumante:
- Mais fruta na taça 1.
- Mais cítrico na taça 2.
- Mais mineral e leveduras na taça 3.
Sauvignon Blanc:
- Menos fruta nas taças 1 e 4, que para um SB não é tão interessante. Mas na taça 4, há mais intensidade, até pelo bojo ser maior.
- Na taça 2, aparece uma fruta mais doce, pêra, laranja e pouca mineralidade e "verdes" típicos desta uva.
- Na taça 3, aparecem mais as frutas como limão e laranja e a mineralidade. Aromas verdes mais presentes. Pra mim, a melhor taça para este vinho.
Chardonnay:
 - Na primeira taça, madeira e frutas brancas como pêra e pêssego aparecem muito.
- Na taça 2, a acidez na boca é bem presente, menos madeira e mais frutas cítricas.
- Na taça 3, voltam as frutas mais "doces" e a madeira. Mas a acidez também marca bem, sendo, pra mim, a taça mais adequada.

Pinot Noir
- Na taça 1, a madeira, que já existe em pouca quantidade neste vinho, fica muito discreta, valorizando as frutas vermelhas.
- Na taça 2, muita semelhança com a primeira taça, mas o álcool sobe um pouco mais e encobre um pouco o vinho.
- Na taça 3, a madeira aparece mais, mas sem encobrir a fruta e a acidez. A melhor taça para o Pinot que tomamos.
Cabernet Sauvignon
- Na primeira taça, muita ameixa e pimentão verde, bem intenso. Madeira correta, equilibrada.
- Na taça 2, os mesmos componentes da primeira taça, mas o pimentão aparece muito mais, deixando o vinho mais desiquilibrado.
- Na terceira taça, o maior equilíbrio entre madeira e fruta, e o pimentão que chega a aparecer muito nas primeiras taças, fica mais em segundo plano. De novo, a taça que mais valoriza e "equilibra" o vinho.
O resultado geral foi bem bacana e mostrou, mais uma vez que não é frescura bebermos nossos vinhos nas taças apropriadas. Claro que não podemos levar muito a ferro e fogo e com isso ficarmos chatos, enochatos ou taçachatos. Mas quem fizer o teste, verá que as diferenças existem e estão lá para qualquer um ver!! Parabéns à Zwilling e sua marca Shott-Zwiesel pelo evento!!

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Publicado em 21/07/2014 às 14h04

Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

foto 4 300x225 Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

 

Em um almoço no belo e delicioso restaurante KAÁ, estive com uma das proprietárias da Vinícola espanhola Valduero, uma das mais respeitadas da Espanha e principalmente da Ribera del Duero, onde começaram em 1984 a produzir vinhos de forma familiar, fundada por Gregório Garcia Alvarez.

 
Agora de importador novo, a Inovini (Grupo Aurora), Carolina nos mostrou alguns de seus excelentes vinhos e as safras disponíveis em mercado agora:

 
O Garcia Viadero Blanco de Albillo 2013 é um vinho feito com uma uva que nem todo mundo conhece, a uva Albillo, que é autóctone do norte da Espanha, mas que na Ribera del Duero, eles são os únicos que tem plantação de uvas brancas e são os únicos autorizados pelo Conselho Regulador a plantar e produzir vinho branco na região. As outras vinícolas da Ribera que produzem brancos acabam tendo que ir a outras regiões. O vinho é fresco, sem madeira e muita fruta cítrica. Um vinho de bom corpo, que pede comida, de preferência peixes mais consistentes e frutos do mar. Custa R$ 87,00.

 
O Valduero Crianza 2010 é produzido 100% Tempranillo (Tinto Fino como é chamada na Ribera) e passa 15 meses em barricas francesas e americanas e mais 12 meses em garrafa. Um vinho com bom corpo, fruta madura e madeira. Final longo e a madeira predomina na boca. Outro vinho que pede comida que vai de uma carne até um peixe mais complexo e intenso. Custa R$ 173,00.

 
O Valduero Reserva 2009 tbm é 100% Tempranillo e passa 30 meses em barricas de carvalho francês, americano e canadense. Sim, barricas canadenses, algo não muito comum por aí. De acordo com Carolina, a madeira canadense é mais delicada e amacia mais o vinho. Depois dos 30 meses em barricas, vem mais 18 em garrafa. É um vinho complexo, mais equilibrado com a madeira e mais redondo. Um vinhaço, fresco e com final longo! R$ 260,00.

 
Por ultimo, o Gran Reserva 2004 é um vinho de meditação, um vinho único, um vinho... Sei lá, um VINHO! Com 48 meses de barricas e mais 40 meses em garrafa, o vinho tem 10 anos de idade e ainda está novo desde a cor púrpura, passando por um nariz intenso e complexo, até a boca macia, longa e deliciosa. Sem muitas palavras, um daqueles vinhos  únicos na vida. R$ 645,00.

 
É, não é à toa a fama e a tradição desta vinícola. A consistência de qualidade é incontestável!! Golaço da Inovini ao conquistar esta vinícola para seu portfólio!!

 

 

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Publicado em 26/05/2014 às 09h00

Quinta Nova e seus 250 Anos.

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A Quinta Nova é uma vinícola da Região do Douro e que está completando 250 anos e tem algumas linhas de vinhos: Quinta Nova, Pomares, Grainha, Mirabilis e os Portos. Seus vinhos são bem conhecidos e pontuados e de muita consistência. Num almoço bem agradável, pude experimentar alguns destes vinhos e vou deixar algumas linhas sobre o que eu achei:

 

 

Pomares Branco 2013, um vinho fácil de beber, feito com as uvas viosinho, gouveio e rabigato. Sem passagem por madeira, uma fruta bem presente e equilibrada com o álcool. Custa R$ 60,00.
O Mirabilis Grande Reserva 2011 é um vinho bem gastronômico, intenso e mais encorpado que o Pomares, aé por ter passado 10 meses em barricas, sendo 15% novas. Destaque para a garrafa francesa que lembra as garrafas da Borgonha do século XIX. Feito com as uvas Viosinho e Gouveio e custa R$ 210,00.

 

foto 9 225x300 Quinta Nova e seus 250 Anos.
O Quinta Nova Colheita 2011 é um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão e Tinta Roriz, sem passagem por madeira e que é bem fresco e intenso. Mesmo sem madeira, tem bom corpo e boa estrutura! Custa R$ 75,00.
O Quinta Nova Reserva 2011 já entra naquela gama de vinhos portugueses que tem sangue e alma portugueses. Bom corpo, taninos e madeira muito bem equilibrados e um final longo. Um corte de Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de boa guarda pela frente que custa R$ 155,00.
O Quinta Nova Grande Reserva 2011 é mais um Português com "P" maiúsculo. Estruturado, feito com uvas de vinhas velhas, está muito novo ainda e vai ser um daqueles vinhos que daqui a 10, 15 anos vai estar melhor ainda com a evolução que vai ter na garrafa. Custa R$ 360,00.

 

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Por último, o Porto Special Reserve, um porto com uma linda garrafa, fácil de beber e que ainda pode evoluir um pouco na garrafa, mas está bem pronto para ser bebido. Custa R$ 115,00.

 

foto 111 225x300 Quinta Nova e seus 250 Anos.
De fato, estão de parabéns a Quinta Nova e a Magnum Importadora por trazer estes vinhos para Brasil. Espero que façam um bom trabalho para que mais gente conheça os excelentes vinhos desta vinícola.

 

 

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Publicado em 21/05/2014 às 18h30

Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

foto 7 300x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Com o amigo e competente Jorge Riccitelli

Norton: Um nome intimamente ligado ao vinho argentino e também ao consumidor brasileiro de vinho. Um nome forte, bem estabelecido aqui e no mundo todo com vinhos de excelente qualidade e seriedade.
Jorge Riccitelli: Um outro nome forte, de respeito, sinceridade, competência e simpatia. Jorge é o enólogo da Norton e responsável por todos os vinhos da vinícola. E também, não posso deixar de falar, é o responsável inspirador do seu filho Matias Riccitelli, jovem enólogo que anda arrebentando na Argentina com seus vinhos próprios e que em breve estará por aqui lançando sua linha!
Em uma degustação especial e agradável com o amigo Jorge e o pessoal da Importadora Wine Brands, que importam e distribuem os vinhos da Norton aqui, pude provar novamente alguns dos vinhos feitos pela vinícola e tbm provar outros que ainda não conhecia e vou comentar abaixo:
Norton Lote 2009. Uma caixa de 3 Malbecs 2009 feitos da mesma forma, mesmo tempo de barrica (16 meses), 100% Malbec. Mudam apenas os terroirs. Lulunta, La Colonia, e Agrelo. Nos anos seguintes, pode ser que tenhamos outras variedades. Serão escolhidas sempre as variedades que se dêem melhor naquele ano. O Kit com os 3 vinhos custa R$ 480,00 e só pode ser comprado com a caixa de 3 fechada.

 

foto 5 300x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.
Norton Reserva 2009. Um dos Malbecs mais típicos e conhecidos da Argentina. E de fato é um Malbec típico do que se espera de um Malbec e um bom custo de R$ 73,00.
Norton Privado 2010. É a bandeira na Norton no exterior, pois não fazem para o mercado interno da Argentina. Um corte de 40% Malbec, 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon. Com 16 meses de barricas e mais 12 meses em garrafas antes de ser lançado, é um vinho de longa guarda e sempre foi o vinho da Família Swarovski, que é a dona da Bodega Norton. Custa R$ 104,00.
Perdriel del Centenario 2007. Um vinho que é o mesmo corte do Privado, mas com barricas novas e somente da Finca de Perdriel. Mesmo com 7 anos, parece um vinho extremamente novo e mostra uma potência maravilhosa. O primeiro vinho Centenário foi feito em 1995, no centenário da vinícola e depois disto, se tornou um enorme sucesso e não saiu mais de linha. Detalhe curioso: o Brasil é o principal mercado de Centenário no mundo! Preço de R$ 133,00.
Perdriel Vineyard Selection 2005. Um corte diferente em proporções, mas ainda com as mesmas uvas. 60% Malbec, 28% Cabernet Sauvignon e 12% Merlot. Aqui, os 16 meses de barricas novas aparece mais, mas mesmo assim, com uma elegância que não parecem 16 meses. Um vinho de R$ 293,00 que tem uma longuíssima guarda pela frente.

 

foto 6 225x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Uma tarde entre amigos e bons vinhos que, tomara, não demore muito pra acontecer de novo!

 

 

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Publicado em 15/05/2014 às 18h00

As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

foto 22 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

 

Em um almoço com a sempre atenciosa e detalhista equipe da Ravin, tivemos mais uma vez a possibilidade e honra de estar junto a Alberto Zuccardi, simpatico e competente figura do mundo do vinho argentino, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do vinho hermano.

 
Desta vez, o almoço com Zuccardi foi para que ele nos contasse um pouco sobre as novidades da vinícola para o mercado brasileiro. Diga-se de passagem, Zuccardi é, sem a menor dúvida, uma das vinícolas mais inquietas que conheço e que bucsca constantemente novos terroirs e experiências com novas regiões e uvas. A primeira novidade é o Brazos de Los Andes 2011, um corte bacana de Malbec (45%), Cabernet Sauvignon (28%), Syrah (17%) e Bonarda (10%). Um vinho diferente, que foge do Malbec tradicional, pois é complexo e muda muito na taça com o tempo. Custa 95 Reais. Logo depois, um vinho que não é tão novidade, mas a safra é nova. O Emma Bonarda 2011 é o único 100% Bonarda da vinícola e mostra como esta uva, que anda ganhando espaço com vinhos varietais, pode dar vinhos de altíssima qualidade! Custa 238 Reais e pra mim, é um vinho um pouco caro por ser uma uva que o Brasileiro ainda não conhece bem. Logo depois, mais um vinho novo: o Tito Zuccardi 2011, que tem o nome inspirado no avô de Alberto. Um corte que também tem Malbec como base (83%), e é complementado com Cabernet Sauvignon e Caladoc, que é uma uva resultado do cruzamento de malbec e grenache. Um vinho que a malbec fala alto, mas tem algo de herbáceo que deve vir destas outras 2 variedades. Um vinho de muita guarda, que custa 298 Reais.

 
Depois, pra mim, o meu "queridinho" deles, o Zeta. Desta vez, a safra 2010, que tem 83% de Malbec e 17% de Cabernet Sauvignon. Sempre um vinho extremamente equilibrado, gastronômico e de longa guarda. Por 325 Reais, um daqueles vinhos que precisa ter cada gole bebido com muito carinho. Terminando as surpresas disponíveis por aqui, o Aluvional La Consulta 2008, um malbec que passa 24 meses em barricas francesas. Na minha opinião, um vinho difícil de vender pelo preço (598 Reais), mas sem dúvida, um vinho de longuíssima guarda e estrutura.

 

 

foto 42 211x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

Zuccardi Zeta e Zuccardi Aluvional

Por último, vinhos que não estão no mercado ainda: O Finca Piedra Infinita 2012 e o Finca Los Membrillos 2011. Ambos os vinhos, que não tem ainda nem rótulos prontos (os da foto foram feitos para que Alberto pudesse trazer ao Brasil para este evento),  foram altamente pontuados por Robert Parker em sua recente lista de vinhos argentinos divulgada em sua publicação, a Wine Advocate. O primeiro levou nada menos que 96 pontos e o segundo, 95. Pontuações realmente expressivas e que para a vinícola, significam muito, pois mal ou bem, concordando ou não com as pontuações e seus efeitos no mercado do vinho (como eu já disse aqui, tenho muitos pés atrás com esta fissura por altas pontuações), é um fortíssimo argumento de vendas para os produtores. Estes vinhos, feitos com uvas de vinhedos únicos (Single Vineyard), seguem a linha de estrutura, corpo e potência do Aluvional e Zetta. São vinhos de guarda e únicos, para serem bebidos em ocasiões especiais. Apesar de não ter preço ainda, devem vir com preços condizentes com suas pontuações.

 

foto 11 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

As Novidades da Zuccardi, altamente pontuadas: Finca Los Membrillos e Finca Piedra Infinita

 

Bom, depois de tantas novidades e tantos vinhos, foi difícil de terminar o dia. E apesar de já conhecer bem Alberto, Sebastian e seus vinhos, é sempre uma aula conversar com eles e beber seus vinhos. Até porque eles não cansam de trazer coisas novas para nós, amantes do vinho!!

 

 

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Publicado em 13/05/2014 às 18h00

A Evolução da Quinta dos Murças

foto 300x300 A Evolução da Quinta dos Murças

 

A Quinta dos Murças é uma propriedade que faz faz parte do grupo Esporão, um dos mais famosos e importantes de Portugal. Com uma linha de vinhos bem completa, eles vão dos brancos aos portos, passando por tintos tranquilos e rosé, de diversos estilos.

 
Em um almoço com o enólogo David Baverstock e a equipe da importadora Qualimpor, pude provar alguns destes vinhos, sendo dois deles lançamentos aqui no Brasil e com preços ainda indefinidos.

 
O primeiro vinho foi o Assobio Branco 2013 (Lançamento), um vinho fresco, facil de beber, leve, feito com as uvas Viosinho, Rabigato e Gouveio. Em seguida, o outro lançamento, o Assobio Rosé 2013, feito com um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca. Um rosé que lembra cor de novo mundo, mais intensa, bem intenso no nariz com muita fruta vermelha, bem fresco e final longo. Um vinho rosé gastronomico e que iria muito bem com um peixe como um robalo ou frutos do mar. Ambos, que são lançamentos, devem chegar a um preço de mais ou menos 60 Reais.

 
Depois, fomos aos tintos, a começar pelo Assobio Tinto 2011, um corte tradicional de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, que 20% passa 12 meses em barricas de carvalho americano. Equilibrado, corpo médio e final longo, é um vinho de excelente custo-benefício pelos 76 Reais que custa. Eu já havia experimentado a primeira safra do Assobio e ele evoluiu muito, está bem mais equilibrado e interessante!!

 
O Quinta das Murças Reserva 2010 é aquele vinho portugues de corpo e alma. Encorpado, denso, complexo e bem equilibrado. Com um corte de 6 uvas autóctones de lá, é um vinhaço que já está pronto pra se tomar agora ou para guardar por um bom tempo. Custa 265,00 Reais.

 
Indo para os portos, vale uma comparação: O Tawny 10 anos (279,00) é um Porto envelhecido com "P" maiúsculo. Linda cor, delicado e intenso ao mesmo tempo. O Vintage 2011 (280,00) é outro bicho, grande também. Cor que tinge a taça, encorpado, com alcool ainda bem presente no nariz, mas por ser um port novo, muito bem equilibrado. Vinho para se tomar de joelhos daqui uns 10-15 anos!

 
De fato, uma vinícola de destaque, que vem crescendo com consistencia, sem perder a essência!!

 

 

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Publicado em 31/03/2014 às 09h00

A Bíblia das Uvas!

resized 260x263 Wine Grapes US open A Bíblia das Uvas!

 

Se pararmos para pensar em quantas uvas viníferas conhecemos, veremos que somos completamente ignorantes neste assunto e que temos muito o que aprender no mundo do vinho. Isto eu geralmente falo na primeira aula dos meus cursos de vinho, para mostrar que por mais que estudemos muito, sempre saberemos pouco deste vasto e incansável universo. Apesar de que tem muita gente aí que insiste em falar que sabe muito e se diz especialista e entende tudo. Para estes, como diz a Valeska Popozuda (Que nível, hein?), mando um beijinho no ombro.

 

 

Desabafo feito, queria indicar aos que gostam de estudar e investigar o mundo do vinho, e principalmente as uvas, o meior e melhor guia de uvas já feito: WINE GRAPES, escrito pela grande Jancis Robinson, pra mim a maior entendedora e estudiosa de vinho do mundo, muito mais que o famoso Robert Parker e outras estrelas, com a colaboração de outros estudiosos, este guia disseca mais de 1.400 variedades de uva, todas estudadas por DNA e cientificamente analisadas. Um verdadeiro guia de uva soara quem gosta e quer aprender mais.
O Guia, que não tem a venda aqui no Brasil, pode ser comprado pela Amazon (O livro físico), mas também pode ser comprado como e-book para Kindle e para iOS (iPhone, iPad) na Apple Store . A cópia física custa US$ 112,99 e os e-books, US$ 62,99. Vale muito a pena para quem curte e se interessa pelo assunto. Pra mim, é a bíblia das uvas!

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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