Publicado em 03/06/2015 às 09h00

Viñas del Vero: O Fiel Retrato da Região de Somontano

image1 300x300 Viñas del Vero: O Fiel Retrato da Região de Somontano

 

 

Viñas del Vero é uma das vinícolas do gigante grupo Gonzales Byas, que foi comprada em 2009 e apesar de ter sido comprada recentemente, é uma vinícola que já existe desde 1986. Localizada na região de Somontano, nordeste da Espanha, aos pés dos Pirineus, elamtem 1.100 hectares plantados e uma grande produção de 5 a 6 mil garrafas por ano divididas em 7 linhas de produto, sendo que no Brasil, exportam 5 vinhos que fazem parte de 3 linhas. E vou falar de alguns deles aqui, que são trazidos pela Inovini.

 
O branco  Gewurztraminner Colecíon Pago el Enebro 2013 é um vinho fresco, diferente do que se espera de um branco espanhol, que geralmente é algo mais encorpado e estruturado. Este vinho é fresco, muito aromático como esta uva é de fato e maravilhoso para se tomar acompanhado de pratos à base de frutos do mar. Custa aproximadamente R$ 74,00 e um ótimo vinho para quem gosta ou quer conhecer esta uva.

 
O Viñas del Vero Crianza 2009 é um corte de Tempranillo (60%) e Cabernet Sauvignon (40%) com 8 meses de barricas de carvalho americano. Um vinho de corpo médio, muito fácil de beber por um preço honesto de R$ 75,00.

 
O La Miranda de Secastilla 2011 já é um vinho bem mais estruturado, feito com 90% de Garnacha e os outros 10% com Syrah e Parraleta, que é uma uva autóctone usada na região para cortes. Um vinho que é ben intenso, com um bom equilíbrio entre madeira, fruta madura e ervas típicas da Garnacha. Também com 8 meses de barrica, mas francesa. Um vinho de R$ 89,00 que entrega muita qualidade.

 
E por o último, o Secastilla 2009, um vinho que está no seu auge de consumo. Uma boa mistura de fruta madura e fruta seca, além da madeira e das ervas bem presentes. Bem encorpado, é um vinho que pede uma comida à altura! Custa R$ 230,00 na Inovini.

 
Somontano é uma região muito pouco conhecida perto de outras espanholas com Rioja e Ribera. Mas sem dúvida, uma região de muita qualidade que deve estar no radar dos enófilos!

 

 

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Publicado em 01/06/2015 às 09h00

Vieux Télégraphe: Gigante do Rhone!


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Rhone não é a região de vinhos mais conhecida da França. Mas de lá saem alguns dos vinhos mais cultuados do país, como os famosos Chateauneuf du Pape. E entre eles, o Domaine du Vieux Telegraph é sem dúvida, um icone. E tive a honra de estar com o enólogo Leo Borsi, responsável pelos vinhos da familia Brunier, que são os produtores destes cultuados vinhos. Leo contou um pouco sobre os vinhos, sobre a vinícola e pudemos degustar algumas de suas obras, que são importadas pela Ravin (www.ravin.com.br). Um parênteses interessante: Leo é mendocino (Mendoza, Argentina) e Então, vamos ao que interessa:

 
Chateauneuf du Pape Vieux Telegraph Branco 2012: um branco maravilhoso, feito com Clairete, Roussane, Grenache e Picpoul. Encorpado, bem mineral e lembrando um pouco de pêra e baunilha. Um vinho de muita guarda, um dos melhores brancos de lá que já tomei. Custa R$ 628,00.

 

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Megaphone AOC Ventoux 2012: um vinho sem madeira, fresco, de corpo médio, mas engana-se quem acha que a madeira faz falta aqui. O vinho é tão complexo e redondo, que a madeira aqui ficaria demais. Feito com Grenache (80%) e Syrah(20%), é um vinho tinto de ótimo corpo que quebra as pernas daqueles que falam que vinho tinto sem madeira não tem graça. R$ 180,00.

 
Telegramme Chateauneuf du Pape 2011: 80% Grenache, 10% Syrah, 6% Mourvèdre e 4% Cinsault compõe este que é o "segundo" Chateauneuf da vinícola, onde usam as uvas que não estão aptas a irem para o vinho ícone, o Vieux Telegraph. Um vinho que apesar de ser o segundo, poderia muito bem ser o primeiro de muitas vinícolas. Um vinho encorpado, que pede um bom prato de comida para acompanhar. R$ 338,00.

 

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La Roquète 2009: um vinho com as mesmas uvas que são a base dos vinhos tintos da região: Grenache, Syrah e Mourvèdre. Um vinho diferente dos demais, com muita erva mistrada com frutas vermelhas e a madeira. Vinho que não tem a "etiqueta" de um Chateauneuf, mas que faz bonito, muito bonito. R$ 375,00.

 
Les Pallières Terrasse du Diable 2009: Mais um vinho sem grife famosa, mas de igual qualidade. Com base de Grenache (90%), este vinho tem menos corpo e mais frescor que os anteriores. Um vinho muito gastrônomico, "como o diabo gosta". R$ 348,00.

 

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Chateauneuf du Pape Domaine du Vieux Telegraph 2010: um bebê. Um vinho que ainda está muito novo, mas é um monstro. Muita potência, taninos macios, tudo bem equilibrado, sem excessos. Um vinho que daqui a uns 10 anos vai estar sensacional. Daqui 20 então, vão estar sensacionais, para se beber de joelho, como está por exemplo, o 1998, que nós pudemos degustar junto com outras safras, como 2009, 2005, 2001, além do 1998 e 2010 que já comentei acima. A safra 2010 está disponível por R$ 628,00.

Uma conversa gostosa, uma comida impecável do Supra di Mauro Maia, e os vinhos.... Bom, os vinhos falam por si só e são realmente espetaculares, da cabeça aos pés. Ou das plantas às taças.

 

 

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Publicado em 27/04/2015 às 08h30

Compartilhando Conhecimento

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Amigos, como vcs podem ver na minha Bio aqui ao lado, continuo estudando este amplo e profundo mundo do vinho. E o WSet Diploma, que é o nível 4 do instituto Wine & Spirits Education Trust (WSet), requer muitas horas de estudo e profundidade.

Só para que saibam e possam entender, são 6 provas, entre práticas e teóricas sobre vinhos tranquilos (aqueles que bebemos regularmente, que são brancos, tintos ou rosés), espumantes, fortificados (como por exemplo o Porto, o Madeira, o Jerez e outros), destilados (sim, destilados!), além de toda a parte teórica de viticultura e vinificação e também provas dissertativas em profundidade sobre assuntos específicos e atuais do mundo do vinho, em que preciso discorrer boas linhas sobre o que for pedido
Isto posto, o que pensei foi em ir colocando aqui no blog alguns resumos, textos ou coisas importantes que eu esteja estudando. Assim, fica para mim como uma forma de estudo e para os meus queridos leitores, um possível material para consulta. Alguns podem achar chato e muito profundo, mas pode servir a outros.
Então, inauguro aqui a seção de estudos do WSet Diploma! Espero que possam aproveitar e seguir meus estudos por aqui!

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Publicado em 17/04/2015 às 13h30

É Hoje: Feliz Dia do Malbec!!

11150449 963095413709485 7482436343878335329 n 300x224 É Hoje: Feliz Dia do Malbec!!

 

HOJE É O DIA MUNDIAL DO MALBEC!!!

E este ano a Wines of Argentina está promovendo a 5a Edição do Malbec World Day, que já soma mais de 70 eventos em 64 cidades de 50 países ao redor do mundo, homenageando a uva ícone argentina, desde sua criação.

 

 

Mas por que foi criado um dia em homenagem a esta uva? Pois esta uva, de origem francesa da região de Cahors, conhecida localmente como CÔT, foi trazida para a Argentina em 1853 pelas mãos de um agrônomo francês chamado Michel Aimé Pouget (1821 – 1875), que à época foi contratado pelo governo para melhorar a qualidade do vinho local. E a Malbec não só se deu bem em Mendoza, como mostrou uma excelente adaptação aos diversos terroirs argentinos, de Norte a Sul, encantando a todos em cada gole tomado de Malbec. Desta forma, com o passar do tempo, esta uva foi ganhando fama e virou a uva ícone da Argentina, conquistando cada vez mais consumidores, seguindo assim até hoje. E o dia 17 de Abril foi escolhido como dia Mundial do Malbec, pois neste dia foi intituida a Quinta Normal e a Escola de Agricultura, dois fatores que ate hoje simbolizam o desenvolvimento da vitivinicultura na Argentina.

 

 

Este ano, a Wines of Argentina firmou uma parceria com muitas importadoras, restaurantes e lojas de vinho para que o Malbec World Day não seja apenas no dia 17.04 e possa oferecer aos amantes do vinho, diversas opções e facilidades para se comprar e tomar alguns goles de Malbec.

 

 

Importadoras conhecidas como World Wine, Decanter, Zahil, Vinci, Ravin, Expand, Cantu entre outras oferecerão a seus clientes, pessoa física ou jurídica, condições especiais de compra, como descontos, “compre 2 e leve 3” e outros tipos de promoção.

 

 

WA malbec Malbec grapes ian l 300x193 É Hoje: Feliz Dia do Malbec!!

 

Lojas e Redes especializadas como Emporium SP, Enoteca Cavatappi, Armazém do Barão, Wine Soul,  entre outras, oferecerão além de descontos e condições especiais de compra, desgustações de Malbecs e Blends à base de Malbec para seus clientes.

 

 

Além disto, a Rede Pão de Açúcar está oferecendo hoje um desconto exclusivo de 30% em todos os Malbecs de sua extensa carta, em todas as unidades Brasil afora.  A condição também é valida para compras online através do site www.paodeacucar.com.br/Delivery

 

 

E os restaurantes também entraram na jogada. Barbacoa, Bardega, Supra di Mauro Maia, TappoTratoria, Praça São Lourenço, Rede Pobre Juan e muito outros estarão com descontos em taças e garrafas, além de alguns menus harmonizados especialmente para as comemorações do Malbec. A Rede Pobre Juan por exemplo, em todas as suas casas pelo Brasil terá um menu especial harmonizado pelo Diretor de Vinhos Diego Arrebola, que terá um preço especial, mais baixo que os preços praticados no cardápio e carta de vinhos. Este menu do Pobre Juan terá duração de todo o mês de Abril e a equipe está recebendo um treinamento especial sobre os Malbecs Argentinos, para que os sommeliers e garçons possam ganhar um pouco mais de conhecimento sobre os diversos tipos de Malbecs Argentinos.

 

 

A lista completa de todos os estabelecimentos que participarão das comemorações do Malbec poderá ser encontrada no site www.malbecworldday.com

 

Abra seu Malbec, encha sua taça e Feliz Dia do Malbec!!!

 

 

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Publicado em 15/04/2015 às 08h30

Guaspari: Construindo uma História Inovadora e de Sucesso.

 

 

Recentemente fui conhecer um projeto que estava curioso para conhecer e que realmente me encantou como eu achava que seria.

 

A Vinícola Guaspari se instalou em Espírito Santo do Pinhal (SP) em uma região conhecida por seus cafés de alta qualidade. Depois de muito investimento (http://www.vinicolaguaspari.com.br) em pesquisas, o projeto começou em 2006. Hoje, 9 anos depois, eles estão colhendo frutos - não só as uvas - que estão surpreendendo o mercado. As principais uvas plantadas são Syrah, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Chardonnay. Ainda há algumas parcelas com Pinot Noir, Viognier e Petit Verdot, totalizando mais de 50 hectares plantados.

 

Uma das grandes inovações do projeto da Vinícola Guaspari é a da colheita no inverno, quando o clima é o ideal, sendo semelhante ao das grandes regiões vinícolas do mundo, com boa amplitude térmica e poucas chuvas. A colheita no inverno é possível devido ao manejo de dupla poda: ao invés de uma só poda, são feitas uma poda de formação (imediatamente após a colheita) e, depois, uma poda de produção. Outro grande fator é a altitude que varia de 1.100 a 1.300 metros e ajuda a amplitude térmica a desempenhar pela fundamental no ciclo das videiras.
Mas isto só foi possível com muito investimento e a consultoria de competentes profissionais vindos de Portugal, dos Estados Unidos, do Chile e da Austrália.

 

 

A primeira colheita comercial foi em 2012 e hoje a produção que foi de de 600.000 kg de uva para a safra 2014, tem previsão de 120.000 kg pra 2015.

Sobre os vinhos:

Provei 8 vinhos, sendo 2 Sauvignon Blancs comerciais (R$89,00), de vinhedos diferentes. O  Sauvignon Blanc Vista do Vale 12 - Altitude de 1.205 mth: Tem um verde bem marcado e menos fruta, lembrando um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. Mas este verde muito intenso me fez gostar mais do Sauvignon Blanc Vista da Vinicola 13 - Altitude 875 mts pois tem mais fruta, e um verde mais sutil. Os dois com ótima acidez!

 

Os 6 vinhos restantes foram os syrahs, de anos diferentes, mas vou me ater ao que me encantou, que foi o Syrah Vista do Cha 11 (R$ 129,00): Um baita syrah, que se colocado às cegas com outros de países e regiões mais tradicionais, com certeza vai dar nó na cabeça e no paladar de muita gente! Um vinho com Fruta bem madura, madeira bem aparente, mas sem excessos, acidez perfeita e um final longo!!

 

Junto com ele, posso destacar também o Syrah Vista da Serra 11 (R$ 129,00), que é mais potente, mais tânico, mais verde e parece ter mais guarda que o Vista do Chá. Mas também um vinhaço pra se beber agora!

 

 Guaspari: Construindo uma História Inovadora e de Sucesso.

 

Não tenho a menor dúvidas que o projeto vai crescer mais rápido do que se pensa e que eles apostaram e estão escrevendo uma nova história na vitivinicultura brasileira com uma nova região e também pelas inovações do calendário invertido. Parabéns Marina e Paulo Brito, pela ousadia, investimento e profissionalismo! O vinho precisa de gente e de projetos assim!

 

 

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Publicado em 13/04/2015 às 08h30

Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

image 300x224 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

 

Paul Mas é um produtor que apesar do tamanho (tem uma produção de mais de 2 milhões de caixas), trabalha o campo e os vinhos como se fosse um pequeno chateaux. Ou seja, muito cuidado e critério em todo o processo. E mais, mesmo com este tamanho todo, Paul Mas é um produtor organico, fato que impressiona pois se já é trabalhoso ser orgânico com uma produção  pequena, imaginem só com um tamanho deste. Hoje, quase toda a produção é certifcada organica e de acordo com Guillaume Borrot, enólogo-chefe da vinícola e que esteve no Brasil para um almoço com alguns jornalistas, o projeto de Paul Mas é de ter em 2016, 100% dos vinhedos certificados.

A região de Paul Mas, o Languedoc, é uma região que vem crescendo muito em qualidade e importâcia e tem produzido vários estilos de vinhos, desde os mais tradicionais estilos "Velho Mundo" até os mais modernos vinhos, cheios de estrutura e extração. No caso do Paul Mas, seus vinhos tem um pé lá e um pé cá, tendo personalidade e qualidade.

Um bom exemplo é o Mas de Mas Picpoul de Pinet 2013. Feito com a uva Picpoul, que pouca gente conhece, não leva madeira e tem muita fruta como pêra e pêssego e ótima acidez. Pra mim, parece um viognier sem madeira e com fruta bem madura. Custa R$ 99,80.

Carignan é uma uva muito plantada na região e que tem demonstrado muito potencial nos vinhos tintos, sejam eles jovens ou principalmente, de guarda. Um "agravante" que melhora ainda mais os Carignans daqui é a presença de muitos vinhedos antigos. E se me pedissem para falar como seria um Carignan bem equilibrado, com madeira sutil e boa fruta, e ainda com um custo bem honesto, diria que o Paul Mas Carignan Vieilles Vignes 2013. Por R$ 79,00, um belissimo vinho, complexo, e entrega muita qualidade, além de ser uma boa oportunidade para experimentar um Carignan feito com uvas de videiras de mais de 50 anos.

 

image1 e1428603018124 224x300 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

A linha Arrogant Frog começa surpreendendo pelo rótulo e pelo nome: Um sapo arrogante. A explicação porque que os franceses são tidos como um povo arrogante e um dos principais mercados dos vinhos franceses é a Inglaterra, que apelidam os franceses de"sapos" pois eles tem o hábito de comer rã. Logo, Paul Mas resolveu juntar isto e fazer um rótulo divertido e que reflita o espírito leve da vinícola. Nesta linha tem o Syrah-Viognier (R$ 71,00) e o GSM Reserve (R$ 79,00), ambos 2013, fáceis de beber, sem serem vinhos "bobos". Ambos são muito bem feitos, com bom nariz e boca e final bem agradável.

 

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E saindo da linha abaixo de R$ 100,00, que é o forte da vinícola e onde eles conseguem entregar qualidade e preço, o vinho que me chamou muito a atenção foi o Mas de Mas Terrasses de Larzac 2010, um corte de Syrah, Mourvedre, Carignan e Grenache, que mostra um otimo potencial de guarda, intenso na boca e no nariz e final longo. Com 5 anos de idade, mostra ainda uma boa vida pela frente, com mais uns 10 anos em grande estilo. Custa R$ 177,10 e poderia custar mais se comparado a Rhones e Bordeaux com a mesma qualidade.

 

image3 e1428603185599 224x300 Paul Mas: Vinhos Sérios e Divertidos!

Paul Mas é a prova viva - e orgânica - de que o bom vinho francês não precisa ser caro!!

 

Os vinhos do Paul Mas são parte do amplo e maravilhoso portfolio da Importadora Decanter.

 

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Publicado em 09/04/2015 às 14h43

Sobrou Muito Ovo de Páscoa? Abra um vinho!

EasterWineGlassEggs 300x100 Sobrou Muito Ovo de Páscoa? Abra um vinho!

Crédito: Singlemindwoman.com

 

Passada a páscoa, cada dia que acordo e vou até a cozinha, me pergunto: O que fazer com tantos ovos de chocolate? E se eu quiser brincar de harmonizar com vinhos, como seria?

 

 

Pois bem… já fiz este teste e vou contar aqui. Mas antes, precisamos partir de alguns princípios:

 

 

Chocolate é um "bicho difícil" de harmonizar. Seu sabor intenso dificulta a combinação com o vinho, seja ele amargo ou doce. Alguns são mais amáveis ao vinho. Outros repudiam a maioria dos vinhos e precisam de maiores cuidados. O fato é que uma combinação clássica do chocolate não falha: O Vinho do Porto. Por ter uma graduação alcoólica maior e uma doçura maior também, os Vinhos do Porto fazem um bom par com os chocolates. Mas tem Portos que vão melhor e Portos que não vão tão bem.Os mais envelhecidos por exemplo, deixam a desejar pois são mais delicados. Então prefiram os mais jovens e intensos, como algum Vintage ou LBV mais jovens. Tawnys e Rubis costumam ir bem também se o chocolate não for daqueles muito doces.

 

 

Aliás, há alguns chocolates, aqueles com maior percentual de cacao e que são mais amargos, que podem até ir bem com vinhos secos, como um Primitivo, um Zinfandel, um Shiraz Australiano ou até mesmo um Amarone. Alías, por falar em Amarone, os Valpolicellas Ripasso, que carregam certo açúcar residual do apassimento das uvas, podem ir bem com alguns portos também!!

 

 

Por ultimo, mais 2 vinhos não tão comuns por aqui e que podem fazer desta experiência, algo bacana e diferente: Um Vinho Madeira (Fortificado da Ilha da Madeira, Portugal) ou um Banyuls (Fortificado da AOC Banyuls, localizada no Sul da França).

 

 

Como podem ver, as opções não são tão limitadas assim. Mas há que se ter cuidado!

 

 

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Publicado em 06/03/2015 às 09h00

Novas Regiões Vinícolas Para se Ficar de Olho!

 

Chinese Winery 300x220 Novas Regiões Vinícolas Para se Ficar de Olho!

Vinícola Chinesa

 

Não me canso de dizer que infleizmente vou morrer sem conhecer todas as regiões vinícolas do mundo, afinal, são muitas por aí. Mesmo que eu consiga visitar todos os países produtores, o que já seria incrível, lembremos que muitos países tem várias regiões. Fora as que começam a surgir em novas regiões e que em breve podem despontrar. Ou não.

 

 

Outro dia, li um artigo interessante na Revista Adega que dizia que alguns especialistas citam regiões novas que estão despontando ou podem despontar. E uma delas posso falar com mais propriedade, pois tive a oportunidade de visitar e conhecer em 2012.

 

 

A primeira região apontada como grande aposta é a Turquia, principalmente na parte Oeste do país, que fica perto de outras regiões produtoras como a Grécia e hoje, já encontramos alguns vinhos turcos para vender, mas aqui no Brasil ainda não encontrei. Uma curiosidade: A Turquia já é hoje o sexto maior produtor de uvas do mundo, ainda com boa quantidade de uvas de mesa, mas já mudando bastante o cenário.

 

 

Outro país, que fica perto da Turquia é a Geórgia. Ainda com pouco destaque, a Geórgia é outro país que deve ganhar destaque com os vinhos da moda atualmente, os “vinhos laranjas”, evelhecidos em ânforas de barro.

 

 

Aí, vem um país que já citei aqui outras vezes e que é impulsionado pelo crescente consumo interno: A China. Pra se ter uma idéia, em 10 anos eles duplicaram o número de hectares plantados por lá, passando para mais de 600 mil hectares e hoje já é o maior produtor de uvas do mundo. E claro que a acelaração vinícola chinesa atraiu grandes nomes do mundo do vinho, como o gigante grupo LVMH e os prestigiosos Domaine Baron de Rothschild. É pra se ficar de olho!

 

 

Por ultimo, a região que tive oportunidade de conhecer em 2012, a que é o nordeste dos Estadis Unidos, pertinho de Nova Iorque. Os Finger Lakes, região com muitas casas de veraneio dos novaiorquinos, tem um clima frio, próprio para cultivo de uvas brancas e pinot noir. E Segundo especialistas, a verdadeira vocação de lá é a uva que de fato me encantou quando fui: Riesling. E já tem gente grande, como o grande Paul Hobbs investindo por lá. Conhecendo o perfil dos Yankees, não deve vir coisa ruim de lá!

 

 

Como sempre falo, o mundo do vinho é dinâmico e é preciso estar sempre antenado, estudando e principalmente, degustando! É por isso que me encanto a cada dia com este delicioso fermentado de uvas!!

 

 

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Publicado em 12/02/2015 às 09h00

Como Tirar Melhor Proveito do Seu Vivino.

GooglePLUS 480x270 300x168 Como Tirar Melhor Proveito do Seu Vivino.

 

Muitos me perguntam constantemente em aulas, palestras, degustações e conversas informais qual é a melhor Rede Social de Vinhos para se armazenar, avaliar e trocar experiências do que se toma. E minha resposta é sempre a mesma: Depende do seu objetivo com esta rede social. Isto porque, na minha opinião, não existe ainda aquela que é perfeita e completa para todos ou pelo menos, para a maioria dos enófilos brasileiros.

 

 

Há muitas redes por aí, mas sem tanto alcance no Brasil como o Vivino e por isso vou focar as atenções nele. O Vivino é o que tenho visto que se aproxima mais das necessidades dos consumidores. Isto porque ele funciona direitinho, armazenando o vinho que tomou, possibilitando o usuário a classificar em “estrelas” de acordo com o seu gosto e também deixar algum comentário para que os outros vejam. Além disto, a plataforma do Vivino permite que, se o vinho identificado estiver com a safra ou uva errada, as informações podem ser corrigidas. Mas tem 2 coisas no Vivino que eu tenho minhas ressalvas e os “enófilos-sociais” precisam ficar de olho:

 

 

A primeira e principal, é o preço. Infelizmente o Vivino ainda não encontrou uma forma de padronizar os preços por região. Ou seja, um usuário que bebe um vinho em Paris e pagou 10 Euros, coloca lá que pagou 10 Euros. Mas sabemos que no Brasil os preços dos vinhos são estupidamente diferentes dos outros países, sendo a grande maioria, muito mais caros. E aí um usuário brasileiro que bebe este mesmo vinho em São Paulo, coloca que pagou 100 Reais. E agora? Como fica a média de preços? Fazendo uma conta simplista, 100 Reais + 35 Reais (10 Euros em um cambio de 3,5 Reais) = 135 Reais, o que dá uma média errada R$ 67,50 que não vale nem pra um nem pra outro. E por aí vai. Então, muito cuidado com a base de preços, pois ela varia muito e acaba não sendo fiel.

 

 

Ou outro problema, que precisa-se muita atenção, são as avaliações. Afinal, qualquer pessoa, com qualquer nível (ou desnível) de conhecimento, pode avaliar os vinhos. Desde o mais básico até o mais experiente. Então, estas avaliações, assim como o preço, variam muito. Mas o principal em relação às avaliações não é a variação, mas sim o seu gosto pessoal. Oras, se um vinho no Vivino tem uma avaliação máxima (5 Estrelas), ele não quer dizer que você vai gostar também, porque o vinho é algo pessoal, cada um gosta de um tipo de vinho! Então, minha dica é que se for pegar referencia de algum vinho no Vivino ou em qualquer outra rede social de vinhos, faça um filtro na pessoas que segue e veja aqueles que mais confia ou que tem um gosto mais parecido com o seu. Assim, minimiza-se a chance de ter uma discrepância muito grande de opiniões e avaliações.

 

 

Resumindo, meus conselhos práticos para se dar bem no Vivino e consequentemente em outras redes ou aplicativos de vinho:

-       Como ferramenta de catalogação e “memória” para que lembre o que bebeu e o que achou, o Vivino é perfeito!

-       Atenção ao preço dos vinhos, se o aplicativo tiver usuários de vários países.

-       Atenção com as avaliações. Qualquer um pode avaliar e falar o que quiser.

-       Faça um filtro nas pessoas que segue para ter um parâmetro melhor.

 

 

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Publicado em 10/02/2015 às 09h00

Os Egos e os Perigos do Mundo do Vinho.

bullas sommelier the 300x290 Os Egos e os Perigos do Mundo do Vinho.

 

 

Simplicidade e Complexidade são, semanticamente, palavras opostas. Mas assim como elas são diametralmente diferentes, elas podem ser muito similares no mundo do vinho. E esta linha tênue que as separa é a tal linha em que poucos conseguem se equilibrar neste universo que para muitos é de um glamour absoluto, mas que na verdade é um mercado como muitos outros em termos de dificuldades, oportunidades e realidade. Me faço explicar:

 

 

 

O vinho é, inegavelmente, uma bebida que inspira histórias, que tem histórias e que encanta muita gente. Cada garrafa de vinho contém toda a história de uma família, de uma região, de uma terra. Contém também o trabalho de muita gente, desde os mais simples trabalhadores da colheita, até o mais renomados e premiados enólogos e donos de vinícolas. E é nesta “fama” que mora o perigo e que o complexo pode ficar simples e o simples pode ficar complexo.

 

 

 

Por ser um mercado onde uma garrafa de vinho pode valer dezenas de milhares de dólares, por ser um mercado onde premiações e reconhecimentos podem inflar os egos mal-formados de muita gente, por ser um mercado onde o conhecimento mais profundo pode passar por arrogância, as pessoas acabam ficando meio perdidas e sem saber como agir em determinadas situações. Vou citar dois extremos que já acontecer na minha frente:

 

 

 

O primeiro, um sommelier, recém formado e que já era garçon da casa e havia acabado de ser promovido e ganhado um curso na ABS para se especializar e crescer, ao tentar ajudar uma mesa ao lado da minha, não conseguiu sugerir o vinho ao cliente, que insistia em arrogantemente cortar as sugestões do sommelier. E ao escolher outro vinho, que não os que haviam sido sugeridos, quando o sommelier, saiu, o cliente virou-se para sua esposa e falou :”Este deve ser um garçon que o dono colocou hoje no lugar do sommelier. É esforçado, mas não entende nada.”. Ou seja, o sommelier fez o trabalho dele, corretamente, sem pompas, sem falar difícil e sem frescura. Mas o cliente entendeu isto como uma falta de conhecimento...

 

 

 

O segundo extremo foi num restaurante num evento de degustação que um importante e reconhecido sommelier de SP estava participando (como participante e não trabalhando) e ao ver a dificuldade de um sommelier que estava servindo ao abrir uma garrafa de um vinho mais antigo, pediu permissão a ele para ajudá-lo e, calmamente, abriu o vinho, salvando a pele do rapaz. Uma atitude humilde, prestativa, que não se vê muito por aí.

 

 

 

O que quero dizer com estas duas situações: Que infelizmente vemos muito mais situações como a primeira do que a segunda e isto é reflexo de um mercado ainda muito pouco profissional e maduro. Vemos muitos “figurões” abusando das palavras difíceis, dos trejeitos, dos excessos, quando não precisa. Não precisa e não deve, pois estas pessoas afastam o novo consumidor de vinho, aquele que tem interesse, mas acha que o vinho ainda é uma bebida pra poucos e “de fresco”.

 

 

 

Pra mim, o grade mérito do bom profissional do vinho, seja ele jornalista, blogueiro, enólogo, sommelier ou mesmo um enófilo, está em se equilibrar bem nesta tênue linha que falei, que separa a complexidade da simplicidade. Fale tecnicamente, fale difícil quando precisa e com quem precisa. E aja da mesma forma. Mas mesmo que tenha tanto conhecimento, tanta experiência, tanta fama, quando estiver com gente comum, que não é do vinho, que não precisa e não quer frescura, aja como eles, mostrando simplicidade e proximidade. Isto porque, mostrando simplicidade, está se mostrando complexidade também. A complexidade de ser simples.

 

 

CHEERS!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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