Publicado em 20/04/2016 às 08h30

Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

4 50582 1416600032 300x120 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

A Viña Aquitania já era velha conhecida minha, desde os tempos em que eu nem pensava em trabalhar com vinho. Sempre gostei muito do Sol de Sol Chradonnay deles, que pra mim era o melhor branco chileno que eu conhecia. E por conta disto fui visitar a vinícola em 2006. A Aquitania é uma vinícola pequena para os padrões chilenos. Produz apenas 150.000 garrafas e tem 15 hectares de vinhedos no Vale do Maipo com plantações de Cabernet Sauvignon (15 ha.) e Syrah (3 ha.). Além dos vinhedos no Maipo, onde está Santiago, são mais 18 hectares em Traiguen, sul do Chile com Chardonnay, Pinot Noir e Sauvignon Blanc.

 

Fundada em 1993 por Bruno Prats e Paul Pontallier, enólogos franceses da região de Bordeaux, conhecidos mundialmente e por Felipe de Solminhac, enólogo chileno. Nove anos depois, Ghislain de Montgolfier, enólogo da região de Champanhe se juntou ao trio que hoje faz vinhos com muita classe e estilo e estão, para mim, entre os melhores de lá. Infelizmente acabei indo numa época ingrata “afetivamente” falando, pois 2 dias antes haviam acabado de anunciar o falecimento de Paul Pontalier, motivo pelo qual as bandeiras estavam a meio pau e seus sócios haviam viajado à França.

 

IMG 0612 225x300 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

Mas numa degustação deliciosa, com um cenário encravado nos pés da Cordilheira, pude provar alguns destes vinhos:

 

 

Sol de Sol Chardonnay 2011 – Mantém sua fama e sua qualidade desde que conheço ele. Um vinho bem mineral, com aromas de abacaxi, lima da pérsia e outras frutas cítricas. Fugindo do padrão “Chardonnay Amadeirado”, ele é elegante com madeira presente, mas bem sutil. Lembra um bom branco da Borgonha, pela acidez, mineralidade e pouca madeira.

 

Sol de Sol Pinot Noir 2011 – Um vinho que eu estava curioso para experimentar de novo, pois quando tomei, era outra safra. E ele está maravilhoso, fugindo do estilo “bomba de frutas vermelhas” que os Pinots chilenos em geral tem. Um vinho que tem aromas e sabor a terra, com frutas vermelhas bem sutis e pouquíssima madeira. Estes 5 anos de idade fazem deste vinho algo único, que ainda vai evoluir mais.

 

Lazuli 2011 – O vinho ícone da vinícola, é um Cabernet chileno de corpo e alma sem ser enjoativo. Com muitos aromas verdes típicos da Cabernet, como pimentão, além de fruta preta como ameixa, mas sem a goiaba e a fruta sobre madura que tanto marcaram os vinhos chilenos. Vinho para tomar agora ou guardar mais uns 5 anos pelo menos.

 

Aquitania Reserva Syrah 2015 – Um syrah diferente, sem madeira e bem interessante. Muita fruta vermelha e pimenta do reino e aos que acham que o vinho é simples por não ter aromas e estrutura que a madeira conferem ao vinho, estão enganados. Ele é complexo e fresco, com corpo ligeiramente mais leve que os syrahs mais comuns.

 

IMG 0615 300x300 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

Uma vinícola que sempre tive um carinho muito grande e continuo tendo!

 

Uma vinícola que sempre tive um carinho muito grande e continuo tendo! Os vinhos da Aquitania são importados no Brasil com exclusividade pela ZAHIL IMPORTADORA.

 

 

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Publicado em 18/04/2016 às 08h30

Voltei a Beber Vinho Chileno!

IMG 0601 268x300 Voltei a Beber Vinho Chileno!

 

O título deste post pode parecer loucura, bairrismo, burrice ou até mesmo preconceito. Mas é verdade. Sabemos que os vinhos chilenos no brasil são os mais vendidos e tem quase 50% do Mercado de vinhos importados. Sabemos que eles tem marcas muito conhecidas e consolidadas. Sabemos também que a qualidade destes vinhos é alta. Mas nunca escondi de ninguém que meus últimos 4 anos, com muitas viagens para a Argentina, visitando Mendoza, Salta, Patagonia, La Rioja e San Juan me fizeram ver o vinho chileno de outra forma. Vendo a enorme variedade dos vinhos argentinos, tanto em tipos como estilos, fui aos poucos me enjoando um pouco do jeitão dos vinhos chilenos, com aquela fruta sobre madura e vinhos quase sempre com o mesmo perfil de geleias de goiaba e mentol no nariz e na boca, faltando um pouco de acidez. E os brancos, em sua maioria Sauvignon Blancs, com uma profusão de aspargos e herbáceos. Este, na verdade, foi o estilo de vinho que conquistou o consumidor por aqui e em muitos lugares. Então, por que mudar, não é mesmo?

 

 

Por conta deste meu cansaço, de estar saturado deste estilo de vinhos e por estar descobrindo coisas novas na Argentina, fui me afastando dos chilenos pouco a pouco, até o começo deste ano, que resolve voltar ao Chile para me atualizar um pouco sobre como andavam as coisas por lá. E qual não foi a minha surpresa ao ver no discurso e na prática que as coisas já estão mudando a passos largos e que eles mesmos viram que precisavam mudar. Em 1 semana, não bebi sequer 1 vinho no velho estilão chileno. Todos – digo todos – os vinhos que tomei, em restaurantes ou nas vinícolas, apresentam um novo estilo, mais fresco (mais acidez) e com uma fruta mais equilibrada sem ser tão “geléia”. Isto é resultado de colheitas mais cedo, para que a uva não chegue a um ponto de açúcar muito alto na hora de ser colhida e com isto possa dar vinhos com mais acidez e sabores/aromas menos enjoativos. Isto sem falar nos orgânicos, biodinâmicos e naturais que provei por lá e que realmente me fizeram zerar aquele cansaço do vinho chileno de 5 anos atrás e voltar a procurar e me animar com novas descobertas das terras de Pinochet.

 

 

Os próximos posts que escreverei por aqui serão sobre minhas visitas e descobertas durante esta semana que passei por lá. E espero que embarquem nesta viagem comigo e possam descobrir o que vou chamar de “novo vinho chileno”.

 

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Publicado em 14/04/2016 às 14h53

Os vinhos da Realeza Italiana. Ou os Vinhos da Monalisa. Ou Ambos.

IMG 0546 278x300 Os vinhos da Realeza Italiana. Ou os Vinhos da Monalisa. Ou Ambos.

 

Uma família descendente da Mona Lisa, que faz vinhos na Toscana, em uma vinícola comandada pela família Giucciardini Strozzi, mais especificamente pelas irmãs e princesas Irina e Natalia Strozzi, e que tem relações familiares que remontam ao período de Nicolau Maquiavel e da Familia Medici, família burguesa tradicional e muito influente na Italia entre 1430 e 1740.

 

Assim foram apresentados os vinhos da Tenute Giucciardini, importados pela importadora Italia Mais. Começando pelo espumante, o Cusona Brut. Um espumante único, feito 100% com Vernaccia di San Gimignano, uma uva típica da toscana. Nunca havia tomado um espumante 100% com Vernaccia e confesso que gostei. Lembra um riesling pela sua mineralidade bem intensa. Um espumante com personalidade, intendo, mas leve na boca. No mercado, deve custar por volta de R$ 190,00.

 

O Arabesque 2014 é outro vinho bem mineral e fácil de beber. Feito com 85% de Vermentino e 15% de Sauvignon Blanc, é um vinho fácil de beber, leve e que vai maravilhosamente com frutos do mar e até uma comida japonesa. Assim como o 1933 Vernaccia di San Gimignano, que é tão mineral que parece até ser meio salgado. Pra explicar bem, ele não é salgado, mas de tão mineral que é, chega a parecer. Ambos não estão ainda disponíveis por aqui, mas devem chegar por R$ 100,00 e R$ 200,00.

 

Partindo para os tintos, o Momi 2013 a R$ 255,00, é um supertoscano bem legal, feito com Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Montepulciano d'Abruzzo. Um vinho bem macio, muita fruta e madeira bem leve.

 

O Sòdole 2009 é um baita vinho! Feito 100% com sangiovese, é produzido no sul da Toscana, perto de Montalcino. Por isso, lembra muito um Brunello! E com 7 anos ele já tem traços de evolução que deixam o vinho bem complexo e delicioso. R$ 334,00.

 

O Ocra 2014 é um vinho da região de Bolgheri e ilustra bem os vinhos daquela região, famosa pelo Sassicaia. Encorpado, intenso, com muita fruta maudra, madeira bem equilibrada e um vinho de guarda. É um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Syrah. Ainda não chega ao Brasil, mas deve vir por volta de R$ 250,00 - R$ 300,00.

 

Vingnarè Bolgheri Superiore 2011 é o irmão mais velho do Ocra. Com as mesmas uvas do anterior, mas sem a Syrah, tem o DNA do Ocra, mas com uma madeira mais presente e que ainda tapa um pouco a fruta. Mas daqui a uns 5 anos, vai estar mais redondo e pronto e vai ser um vinhaço. Deve chegar por volta de R$ 500,00.

 

O Millani IGT 2007 não tem preço. Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot compõe este corte que já com 9 anos, está no seu ponto ideal. Um vinho fácil e agradável de beber, ainda com acidez e alguma fruta, mas já com os aromas de evolução bem ressaltados.

 

O contexto todo foi muito bacana. Vinhos bons e pessoas com histórias interessantes. Como sempre digo, vinho é muito mais que um fermentado de uvas na taça. Vinho é história, é cultura, é experiência de vida! E estes vinhos tem tudo isto!

 

 

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Publicado em 24/03/2016 às 09h00

Os Ovos de Chocolate e os Vinhos.

Wine chocophoto 300x205 Os Ovos de Chocolate e os Vinhos.

 

Chocolate é um "bicho difícil" de harmonizar. Seu sabor intenso dificulta a combinação com o vinho, seja ele amargo ou doce. Alguns são mais amáveis ao vinho. Outros repudiam a maioria dos vinhos e precisam de maiores cuidados. O fato é que uma combinação clássica do chocolate não falha: O Vinho do Porto. Por ter uma graduação alcoólica maior e uma doçura maior também, os Vinhos do Porto fazem um bom par com os chocolates. Mas tem Portos que vão melhor e Portos que não vão tão bem.Os mais envelhecidos por exemplo, deixam a desejar pois são mais delicados, com aromas e sabores de frutas secas e de mais evolução. Então prefiram os mais jovens e intensos, como algum Vintage ou LBV mais jovens. Tawnys e Rubis, que são os mais comuns, costumam ir bem também se o chocolate não for daqueles muito doces.

 

Aliás, há alguns chocolates, aqueles com maior percentual de cacau e que são mais amargos, que podem até ir bem com vinhos secos, como um Primitivo, um Zinfandel (Primitivo e Zinfandel são a mesma uva, com nomes diferentes e cultivadas em locais distintos), um Shiraz Australiano, Syrah Argentino ou Chileno ou até mesmo um Amarone. Alías, por falar em Amarone, os Valpolicellas Ripasso, que carregam certo açúcar residual por causa do apassimento das uvas, podem ir bem com alguns chocolates também!!

 

Mas tem outros tipos de vinho muito legais, que não tomamos muito por aqui e que valem a tentativa: O Vinho Madeira, que também é um vinho fortificado português, mas é da da Ilha da Madeira, tem algumas variações de acordo com as uvas. Os mais comuns são o Sercial, Verdelho, Bual e Malmsey (Malvasia), sendo esta a ordem crescente de doçura. Para não ficar muito enjoativo, eu iria com um Verdelho ou ou Bual com chocolates mais amrgos e o Malmsey com os mais doces.

 

Banyuls (Fortificado da AOC Banyuls, localizada no Sul da França) e os espanhóis PX (Pedro Ximenez), da região de Jerez, são outras opções legais e que fogem do comum, até por serem vinhos mais difíceis de serem encontrados. Estes são mais doces e vão bem com chocolates ao leite!

 

Um fato é garantido: Prazer não faltará!!!

 

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Publicado em 23/03/2016 às 11h49

Bacalhau e Vinho: Inúmeras Possibilidades.

ssebastian2 069 300x225 Bacalhau e Vinho: Inúmeras Possibilidades.

 

Chegou a Páscoa!! E com ela um prato típico, que não é o coelho, gente! O coelho nesta época apenas traz os ovos de páscoa, mas pela tradição, não comemos o coitadinho de olhos vermelhos e pelos branquinhos. Então, já que não é o coelho, que venha o tradicional bacalhau!

 

Para começo de conversa, o mais importante: O que vou escrever aqui são formas teóricas de se harmonizar vinho com bacalhau. Mas nada, nada mesmo, substitui o gosto pessoal de cada um. Então, não tomem como verdade absoluta este ou outros posts que encontrarão por aí. Tomem como verdade o gosto pessoal de cada um!

 

Confesso também que não sou fã de bacalhau e que já perdi muitos almoços maravilhosos por conta disto, mas sabe aquela comida que não dá pra encarar? Então… infelizmente sou assim com este nobre peixe. Mas como dever de blogueiro e professional do vinho, preciso estudar mais a fundo todas as opções, características e afins, para poder ajudar a conduzir e sugerir harmonizações. Então vamos lá:

 

Falando do Bacalhau: Dentre as várias espécies de bacalhau duas são as principais: a Gadus morhua, que habita as águas frias do Oceano Atlântico, nas regiões do Canadá e do Mar da Noruega e a Gadus macrocephalus que habita o Oceano Pacífico na região do Alaska. Tem outras espécies, vindas de outros lugares, mas estes acima são os principais.

Há também outros que são os genéricos, geralmente vendidos salgados e secos, mas efetivamente estes genéricos não são Bacalhau!

 

Falando de como o Bacalhau é feito e consumido, os modos são os mais variados possíveis! Alguns mais conhecidos são o Bacalhau à Lagareiro, à Braz, à Gomes de Sá, à Espanhola, ao Forno, à Marialva, à Portuguesa e outros por aí. E eles vão dos mais leves e delicados, até os mais temperados e complexos, com acompanhamentos mil...

 

 

Falando da Harmonização: É muito difícil criar uma regra, afinal, como disse acima, os modos de se fazer um Bacalhau variam muito. E isto influencia completamente no tipo de vinho a tomar e de acordo com os próprios portugueses é um tema que está longe de ter uma única opinião entre todos. Mas se eu tiver que dar algumas dicas de harmonização, aqui vão elas:

 

1. Geralmente o azeite e o sal são bem presentes nas receitas e isto já nos diz algo importante: Evitar vinhos com muitos taninos e muito corpo, pois os taninos “brigam” com a oleosidade e com o sal da comida.

 

 

2. Quanto mais leve e suave for o Bacalhau, mais leve e suave deve ser o vinho. Os tradicionais Vinhos Verdes são boas opões neste caso. Se quiser sair de Portugal, os espanhóis da região de Rueda, feitos com a uva Verdejo ou até mesmo os mais conhecidos Sauvignon Blanc de qualquer parte do mundo são boas pedidas.

 

 

3. Para Bacalhaus mais complexos e temperados, podemos ir com vinhos mais encorpados. Um branco um pouco mais amadeirado, como os modernos brancos da região portuguesa da Bairrada ou se quiserem sair de Portugal podem servir vinhos à base de Chardonnay, que costumam ser mais encorpados.

 

4. Vc é fã dos tintos e não importa qual o prato, vai beber um tinto? Tudo bem... vc pode optar por um tinto não tão tânico como um Pinot Noir com leve toque de madeira ou até um espanhol da região da Rioja como um Crianza. Portugueses do Douro e Alentejo sem nenhuma ou pouca passagem por barrica são boas opções também.

 

 

5. Agora, se quiser encarar um vinho tinto de mais estrutura e sem abrir mão dos portugueses, o cuidado a ser tomado é o que falei acima, do azeite e do sal. Sendo um bacalhau que não pese muito nestes 2 ingredientes, pode abrir o tinto que quiser. E seja feliz!!

 

Amanhã volto para falar da harmonização com os chocolates!!!

 

Boa Páscoa e Bons Vinhos!!

 

 

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Publicado em 15/03/2016 às 11h20

Humus Ilde: O que Falta no Mundo do Vinho.

sem vergonha dos pes 300x190 Humus Ilde: O que Falta no Mundo do Vinho.

 

Começo este longo texto pedindo desculpas àqueles que talvez se sintam atacados neste meu texto. Mas digo também àqueles que farei questão de citar nominalmente por suas qualidades e virtudes, que os elogios e reconhecimentos são de coração e frutos de suas competências!

 

Nestes meus quase 5 anos de vida profissional no mundo do vinho (8 anos se contar o início despretensioso deste blog), depois que dediquei 14 anos de minha vida profissional à minha formação inicial de publicitário, trabalhando em grandes agência, vejo com muita clareza o porque deste mercado não decolar de vez. As razões são muitas e não caberiam em um só texto, mas há algumas muito gritantes para mim que são as grandes responsáveis por este mercado ainda ser pequeno perto do seu potencial.

 

A primeira delas é a falta de humildade. Humildade que tem em sua tradução, o perfeito exemplo para o mundo do vinho:

 

"Humus" = Terra

"ilde" = Pés

 

Ou seja: Aquele que tem os pés no chão, aquele que tem os pés na terra, como os trabalhadores do campo que trabalham descalços. Oras, estes trabalhadores de pés no chão são exatamente a origem  do vinho no mundo. O que mais seria um viticultor que não um trabalhador do campo?  E jà pararam para pensar que muitos enólogos e donos de vinícolas, principalmente as familiares, também tem suas raízes no campo, com os pés na terra?

 

Pois bem, parece que muita gente esquece das raízes, esquece que o vinho é um produto do campo, como muitos outros. Mas então, por que tanta gente arrogante e que usa o vinho como objeto de status e de elevação social? Por que tanta gente que ao invés de beber um vinho e numa boa, analisando sim todas as suas nuances, prefere numa mesa de amigos ou num ambiente descontraído, ficar arrotando notas de clorofila negra ou de amoras silvestres dos bosques da Romênia? Será que estas pessoas não veem o quão mal fazem ao vinho estas afetações?

 

Tudo bem falar de forma técnica e analítica num ambiente com sommeliers, consultores, jornalistas, blogueiros e enólogos. Faz parte do negócio e é importante. Mas fora do ambiente “profissional”, fora do contexto, isto só afasta o consumidor do vinho. Aquele consumidor que tem curiosidade, que quer conhecer, mas acha o vinho uma bebida de fresco, uma bebida difícil e preferem pagar R$ 40,00 numa cerveja especial importada do que pagar R$ 40,00 numa garrafa de vinho. E assim perdemos a chance de fazer este delicioso e charmoso mercado crescer.

 

Mas há também aqueles que, como eu, pensam diferente. Sempre que conto o porque da minha mudança de vida profissional, falo que resolvi trabalhar com algo que amo e que tenho uma missão, por mais difícil que ela seja: tirar a gravata do vinho, “Desenfrescalhar” o vinho. Sim, é difícil, mas cada vez que me encontro com algumas figuras, meu ânimo se renova. Poderia citar muita gente aqui, e desculpem aqueles que de repente não citei, mas estas pessoas sabem quem são.

 

Pessoas como Bernardo Silveira, diretor técnico da importadora Zahil e Guilherme Corrêa, diretor de vinhos da importadora Decanter são, para mim, referencias neste mercado. O conhecimento destes 2 mineiros é algo inacreditável. Passaram – e bem – no WSET 4 (Diploma), o curso mais difícil do mundo do vinho, perdendo apenas do cultuado e desejado Instituto Master of Wine. Aliás, sempre digo que em breve teremos mais 2 Master of Wine brasileiros (eles mesmos) que se juntarão ao único da atualidade, o Dirceu Viana Junior, que mora e trabalha em Londres. Competência e conhecimento de sobra, que deveria servir de exemplo àqueles que estão no nosso mercado faz tempo, mas não sabem nem 10% do que eles sabem. E o principal, são caras extremamente humildes, pés no chão, pés na terra e dão aulas de como deveríamos ser todos nós que estamos envolvidos com o vinho de alguma forma.

 

Se olharmos para o “Sommelier de Salão”, aqueles que deveriam nos servir educadamente, com técnica, conhecimento e humildade, vemos alguns exemplos, mas queria citar 5 deles: o atual campeão brasileiro de sommeliers Diego Arrebola, que nos representará no mundial deste ano em Mendoza, a queridas e sinceras Gabriela Monteleone e Daniela Bravin, que brilham com conhecimento, simpatia, educação e sinceridade, o mais conhecido sommelier brasileiro, Manoel Beato, que tem uma história de vida maravilhosa e por méritos próprios e muita humildade, foi crescendo até chegar aonde chegou, e por último o querido Jonas Soares, um exemplo e simplicidade, de um cara que começou como garçom, virou sommelier e depois gerente do maravilhoso Vinheria Percussi e já foi eleito o melhor maitre de São Paulo pela Veja SP. Há muitos outros, já bem estabelecidos e outros que estão certamente trilhando este caminho, mas fico triste em ver que, na minha opinião, a maioria prefere se mostrar e falar difícil aos clientes sentados à mesa e complicam ainda mais a escolha de um vinho.

 

Há também aqueles que comunicam o vinho, que divulgam de uma forma honesta e transparente, sem aceitarem qualquer tipo de serem comprados por garrafas e “bolas” para escreverem bem sobre vinhos que nunca provaram ou que não gostam. Já vi muito disto, acreditem. O querido e competente Didú Russo, sempre muito sincero como os vinhos orgânicos e biodinâmicos que ele tanto defende, é talvez o cara que mais luta pelo vinho no Brasil. Suzana Barelli, editora da Revista Menu, Ricardo Castilho (Prazeres da Mesa) e Marcel Miwa (Estadão e Prazeres da Mesa) são outros nomes que deveríamos sempre reverenciar. Jornalistas de mão cheia e que fazem um brilhante trabalho divulgando o vinho, sem afetações! Luiz Horta, com seu gosto apurado pelos vinhos naturebas, é um cara fantástico também, que tem um texto gostoso de ler e sempre informativo. É outro que tem na sinceridade, o seu ponto forte e por isto, às vezes acaba desagradando a alguns. Sem esquecer dos blogs, aqui há muita gente boa, desde o Gil Mesquita, um dos primeiros blogs de vinho que apareceram, que fala em vinhos fáceis e acessíveis na maioria das vezes, passando pela competente Alê Esteves, que começou a pouco tempo e já está se tornando, com seus estudos e dedicação, uma referência no assunto, até gente que extrapola o mundo cibernético para levar eventos e ações reais para que o vinho seja mais consumido, como os amigos Alexandre Frias, Daniel Perches e Beto Duarte. E poderia de novo, citar muita gente que pode se sentir excluído, mas que sabe o quanto admiro e gosto do trabalho de cada um.

 

Parece um post de rasgação de seda e tenho certeza que muitos lerão desta forma. Paciência! Na verdade, é quase que um desabafo por ver e sentir que o vinho poderia ser muito mais do que ele é aqui. E pra mim, para que isto um dia aconteça, tudo começa e termina com o Ilde no Humus.

 

 

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Publicado em 18/02/2016 às 09h00

Santa Rita e Quinta da Covela: 2 Grandes Novidades na Wine Brands

 

 

A dança dos produtores ganha neste começo de ano um capítulo importante no mercado brasileiro. A Importadora Wine Brands, que já tem marcas consagradas como Norton e Antinori, acaba de começar seu trabalho com 2 grandes nomes da vitivinicultura mundial: A gigante chilena Santa Rita, depois de uma experiência mal sucedida com a parte de importação da Vinícola Miolo acaba de chegar ao portfolio agora mais completo desta competente importadora. Com vinhos como o magnífico Casa Real, produzido apenas em anos excepcionais e outros belíssimos vinhos como o Triple C e o Medalla Real, ela traz ainda as linhas mais em conta, como a linha Reserva e Gran Hacienda e promete recuperar o espaço perdido. É a volta de um gigante!

 

entrada 300x225 Santa Rita e Quinta da Covela: 2 Grandes Novidades na Wine Brands

 

Outra novidade no portfolio da Wine Brands é a vinícola portuguesa da região do Minho, a Quinta da Covela. Com vinhos brancos, rosés e tintos, ela tem, entre os seus vinhos mais famosos, o Quinta das Tecedeiras, além do Covela Escolha Branco, Covela Rosé, Edição Nacional Arinto e Edição Nacional Avesso.

 

covela 300x205 Santa Rita e Quinta da Covela: 2 Grandes Novidades na Wine Brands

 

Com estas 2 vinícolas, a importadora sem dúvida ganha ainda mais corpo e importância no mercado nacional!

 

Parabéns à família Carmignani!!

 

 

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Publicado em 16/02/2016 às 10h41

Conheçam a Kombi do Vinho: Wine Bar on The Road!

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Os Foodtrucks já há um tempo, são uma verdadeira febre e tem feito muito sucesso Brasil afora. Aí, também surgiu um "Wine Truck" apenas de vinhos argentinos, especificamente de Mendoza e que hoje também gozam de enorme sucesso, que são os Mendozitos. Mas que algo mais charmoso que a nossa querida e velha KOMBI, toda detalhadamente reformada e adaptada para virar um Wine Bar? Pois é, o WINE BAR ON THE ROAD é o projeto criado por Alexandre Frias e Daniel Perches, dois publicitários e atuantes no mercado do vinho há quase 10 anos, quando resolveram criar um braço do já bem estabelecido projeto WINEBAR, que nasceu em 2010, como uma alternativa na promoção do vinho, encurtando distâncias e promovendo experiências em um setor tão amplo e pulverizado.

 

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A Kombi ano 1969 tem cores vibrantes (laranja e preta), iluminação caprichada, champanheira gigante e taças coloridas. E claro, muitas garrafas de espumantes e vinhos à bordo, que eles às ruas cobrindo eventos e fazendo parcerias com diversos restaurantes e empórios na região de Campinas. A agenda é sempre divulgada através das redes sociais.

 

"Escolhemos inicialmente a cidade de Campinas como piloto não só pelo fato de morarmos aqui, mas também pelas características do consumo local. O interesse por gastronomia tem crescido muito e as pessoas querem novidades. Os eventos de food truck tem feito muito sucesso e a aceitação é até maior do que esperávamos", comenta Daniel Perches. "E a Kombi, com certeza, vai potencializar a experiência com o vinho", segundo Alexandre Frias.

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A carta de vinhos do Winebar on the Road não tem restrições e pelo seu tamanho reduzido, muda constantemente. Além dos vinhos, eles servem drinques feitos também com vinho e suco de uva. Daniel e Alexandre explicam o motivo de não restringirem a carta a determinados países ou estilos: "o Brasil é um dos países com a maior variedade de rótulos do mundo. Queremos que as pessoas se divirtam provando vinhos diferentes. Um tinto espanhol, um rosé francês, um espumante brasileiro. Por quê não?"

 

A operação do "wine truck" é recente, mas os planos são de rápida expansão. Segundo os sócios já existem conversas avançadas com várias importadoras e produtores brasileiros interessados em ações especiais.

 

Gostou? Então puxe a cadeira, pegue sua taça e divirta-se! E que a Kombi saia logo Brasil afora, para nossa alegria!!

 

 

Outras informações:http://www.winebar.com.br

Instagram - @winebar

Facebook - facebook.com/winebarontheroad

Telefone: (19) 99909-2016

 

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Publicado em 12/01/2016 às 12h07

Dicas Para Aproveitar as Promoções de Vinho!

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Como comentei no post anterior, aqui vão algumas dicas para não nos darmos mal nestas inúmeras promoções de vinhos que vemos todo começo de ano. Todos os anos eu faço este post e ele é sempre um dos mais acessados de Janeiro. E por isso mesmo, para não apenas “requentar” o prato, eu sempre agrego ou tiro algo que possa ser útil e que eu tenha aprendido com o tempo… Algumas destas dicas são experiências próprias, pois já comprei muito vinho achando que estava fazendo um ótimo negócio e quando abri a garrafa, o vinho não cumpriu seu papel. Mas vamos lá:

 

*** Primeiro cuidado a ser tomado: Desconfie de safras mais antigas. Se forem vinhos brancos e rosés, redobre este cuidado pois eles costumam ser mais delicados. Espumantes merecem também uma atenção especial. Mas como este negócio de safras é meio relativo, uma regrinha pode ajudar: Vinhos muito baratos, que são considerados os vinhos de entrada das vinícolas, eles são feitos para durarem pouco. Ou seja, um Argentino ou Chileno da safra de 2008, 2009 ou anos anteriores por exemplo, que custe fora da promoção, R$ 20,00, R$ 30,00, R$ 40,00 dificilmente estará bom em 2016. Se for branco, pior, pois podemos já considerar que este tipo de vinho branco, nesta faixa de preço aguenta em sua boa forma, uns 3-4 anos no máximo, quando muito.

 

*** Mas se você for aquele tipo que gosta de comprar vinhos mais caros e mais evoluídos, tanto tintos como brancos, aí o trabalho é mais complicado e vai depender muito da sua experiência e vivência com os vinhos que quer comprar. Teu “feeling” nestes casos, é o teu principal guia!

 

*** Se você não for uma pessoa apegada à estética, aproveite, pois alguns destes vinhos costumam estar com preços bem bons porque estão com rótulo rasgado ou danificado de alguma forma. Mas uma dica importante: Olhe sempre a rolha e a cápsula dos vinhos para checar se não está vazando ou a cápsula furada, cortada ou algo similar.

 

*** Muitos vinhos que costumam figurar nestas listas são produtos que serão descontinuados pela importadora/loja e por isso precisam queimar o estoque. Neste caso, costumam valer super a pena! Pergunte ao vendedor se os vinhos que quer comprar são este tipo de caso.

*** Pesquise os preços dos vinhos para ver se de fato o desconto que estão dando é aquele mesmo. Já vi casos de lojas e importadoras que anunciavam um preço maior que o real só para termos uma sensação de que o desconto é grande.

 

*** Pergunte ao sommelier ou consultor que está te acompanhando na compra se quiser comprar algum vinho que não conheça e este estiver com uma condição especial. Pergunte se vale a pena. Quando se deparar com descontos perto dos 70% ou mais, perguntem a ele porque está tão barato. Se for um cara honesto, vai te responder e algumas vezes pode até falar que não vale a compra. Já aconteceu isto comigo e o vendedor acabou perdendo a venda daquele vinho, mas ganhando um cliente pela sinceridade.

 

*** Não compre grandes quantidades de vinhos que não conheça. Compre uma ou no máximo 2 garrafas e beba logo para experimentar, pois se gostar e quiser comprar mais, tem mais chances de ainda ter em estoque.

 

*** Geralmente, as promoções de importadoras valem mais a pena que as de lojas multi-marcas. Isto porque as importadoras tem, teoricamente o menor preço de determinados vinhos e são elas que vendem para as lojas, que colocam uma margem em cima. Ou seja, na maioria dos casos, os preços costumam ser menores nas importadoras.

 

A hora é agora. Aproveitem para encher a adega, mas tomem os cuidados básicos para não comprarem algo e depois o vinho ter que descer pelo ralo e não pela sua boca.

 

 

CHEERS!!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

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Publicado em 06/01/2016 às 12h05

O Vinho Sofreu em 2015. E Como Será em 2016?

2015 16 300x244 O Vinho Sofreu em 2015. E Como Será em 2016?

 

 

Amigos, FELIZ ANO NOVO!! Que 2016 seja um ano repleto de realizações, saúde e claro, bons vinhos!!!

 

 

Muita gente tem me perguntado o que eu acho que vai acontecer com o mercado de vinhos por aqui este ano depois de um 2015 tão conturbado. Então, vou aqui deixar algumas linhas sobre a minha visão do que foi 2015 e o que 2016 guarda para nós e para as nossas taças.

 

 

2015 foi um ano complicado para o vinho. Com todos os aumentos cambiais e de impostos que tivemos, as importadoras reagiram de formas diferentes. Algumas usaram a subida do dólar para crescer suas margens, aumentando os preços acima da diferença de cambio. Este tipo de attitude só faz com que o vinho fique mais caro e mais longe do consumidor. É a ganancia dos empresários em busca do lucro a qualquer custo. Mas o que eles não enxergam é que se o valor fica mais alto, as pessoas deixam de comprar e ele certamente vai faturar menos. Mas nem só destes ganaciosos vive o nosso mercado.

 

 

Tiveram aqueles que aumentaram os seus custos na mesma proporção do dólar e dos impostos, o que era a attitude esperada e honesta. E tiveram aqueles que, incrivelmente, pensaram no consumidor e seguraram até a ultima garrafa, aumentando apenas quando os novos vinhos chegassem. Estes merecem a minha admiração e respeito!

 

 

Mas falando de números, o dólar subiu quase 45% em 2015 e ainda tivemos um acréscimo de 10% de IPI no final do ano para vinhos. Isto dá um aumento real de mais ou menos 60%. Parando para analisar as tabelas de algumas importadoras, vi algumas que não chegaram a aumentar estes quase 60% e vi outras que dobraram seus preços. Esta é a nossa realidade, infelizmente. Uma falta de padrão, falta de união, falta de visão estratégica. E algumas que tem falta de respeito com nós consumidores.

 

 

Bom, fatos colocados, vamos aos meus palpites:

 

Segundo algumas matérias que li, a previsão do dólar é se manter num teto de R$ 3,80 / R$ 4,00. Se isto for real, não deveríamos muito mais variação nos preços dos vinhos. Digo “Não deveríamos” pois já perceberam que muita gente não pensa assim, né?

 

 

Existem 3 tipos esperados de comportamento, que foi o que vimos em 2015 e que deve se repetir em 2016:

-       Os que baixaram o ticket médio de compra estão pagando menos por garrafa;

-       Os que não mudaram o comportamento e continuam comprando seus vinhos preferidos, mesmo que tenham subido de preço;

-       Os que continuam pagando o mesmo valor que pagavam antes, mas que estão bebendo “pior” pois o vinho que hoje custa R$ 100,00 por exemplo, é um vinho que custava uns R$ 60,00 no início de 2015.

 

 

Para mim, a tendência é que o primeiro e o ultimo cenário sejam os mais vistos em 2016.

 

 

Pensando também nas origens dos vinhos, acho que a tendência é o Chile continuar nadando de braçadas no mercado e alcançar o incrível número de 50% de share de mercado, atuando principalmente nas linhas mais baratas, as chamadas linhas de entrada. Mas também devemos ficar de olho nos meus queridos vinhos Argentinos, que mesmo perdendo share para o Chile ano a ano, deve começar a sinalizar uma recuperação, pois com o país está agora em pleno otimismo pela vitória do Presidente Macri, derrotando a chapa do antigo governo de Cristina Kirshner. Isto deve trazer novo ânimo e novos números e incentivos à economia dos hermanos.

 

 

Tirando estes 2 países que hoje dominam o mercado de vinhos aqui no Brasil, acho que os vinhos Brasileiros também tendem a ganhar espaço pela qualidade que tem melhorado bastante e também claro, pelo preço, que deve ser mais competitivo frente aos importados, embora os altos impostos ainda sejam um problema para os vinhos nacionais.

 

 

Portugal, França e Espanha devem continuar com suas atuais performances, mas vale ter um olho aberto nos exclentes vinhos espanhóis, que tem chegado aqui com custos interessantes e grande qualidade. Uruguai, Austrália, Estados Unidos, Africa do Sul, Nova Zelandia e outros países ainda tem números muito baixos para incomodarem algum destes outros.

 

 

Enfim, meus amigos… O ano de 2016 começa com muita gente de pé atrás, esperando para ver o que vai dar. Enquanto isto, não percamos tempo: Vamos abrir nossas garrafas e encher as taças. Certamente nos fará pessoas mais felizes!

 

Feliz 2016, com muito vinho!

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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