Publicado em 21/07/2014 às 14h04

Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

foto 4 300x225 Valduero: A Rioja de Corpo e Alma, Agora na Inovini.

 

Em um almoço no belo e delicioso restaurante KAÁ, estive com uma das proprietárias da Vinícola espanhola Valduero, uma das mais respeitadas da Espanha e principalmente da Ribera del Duero, onde começaram em 1984 a produzir vinhos de forma familiar, fundada por Gregório Garcia Alvarez.

 
Agora de importador novo, a Inovini (Grupo Aurora), Carolina nos mostrou alguns de seus excelentes vinhos e as safras disponíveis em mercado agora:

 
O Garcia Viadero Blanco de Albillo 2013 é um vinho feito com uma uva que nem todo mundo conhece, a uva Albillo, que é autóctone do norte da Espanha, mas que na Ribera del Duero, eles são os únicos que tem plantação de uvas brancas e são os únicos autorizados pelo Conselho Regulador a plantar e produzir vinho branco na região. As outras vinícolas da Ribera que produzem brancos acabam tendo que ir a outras regiões. O vinho é fresco, sem madeira e muita fruta cítrica. Um vinho de bom corpo, que pede comida, de preferência peixes mais consistentes e frutos do mar. Custa R$ 87,00.

 
O Valduero Crianza 2010 é produzido 100% Tempranillo (Tinto Fino como é chamada na Ribera) e passa 15 meses em barricas francesas e americanas e mais 12 meses em garrafa. Um vinho com bom corpo, fruta madura e madeira. Final longo e a madeira predomina na boca. Outro vinho que pede comida que vai de uma carne até um peixe mais complexo e intenso. Custa R$ 173,00.

 
O Valduero Reserva 2009 tbm é 100% Tempranillo e passa 30 meses em barricas de carvalho francês, americano e canadense. Sim, barricas canadenses, algo não muito comum por aí. De acordo com Carolina, a madeira canadense é mais delicada e amacia mais o vinho. Depois dos 30 meses em barricas, vem mais 18 em garrafa. É um vinho complexo, mais equilibrado com a madeira e mais redondo. Um vinhaço, fresco e com final longo! R$ 260,00.

 
Por ultimo, o Gran Reserva 2004 é um vinho de meditação, um vinho único, um vinho... Sei lá, um VINHO! Com 48 meses de barricas e mais 40 meses em garrafa, o vinho tem 10 anos de idade e ainda está novo desde a cor púrpura, passando por um nariz intenso e complexo, até a boca macia, longa e deliciosa. Sem muitas palavras, um daqueles vinhos  únicos na vida. R$ 645,00.

 
É, não é à toa a fama e a tradição desta vinícola. A consistência de qualidade é incontestável!! Golaço da Inovini ao conquistar esta vinícola para seu portfólio!!

 

 

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Publicado em 26/05/2014 às 09h00

Quinta Nova e seus 250 Anos.

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A Quinta Nova é uma vinícola da Região do Douro e que está completando 250 anos e tem algumas linhas de vinhos: Quinta Nova, Pomares, Grainha, Mirabilis e os Portos. Seus vinhos são bem conhecidos e pontuados e de muita consistência. Num almoço bem agradável, pude experimentar alguns destes vinhos e vou deixar algumas linhas sobre o que eu achei:

 

 

Pomares Branco 2013, um vinho fácil de beber, feito com as uvas viosinho, gouveio e rabigato. Sem passagem por madeira, uma fruta bem presente e equilibrada com o álcool. Custa R$ 60,00.
O Mirabilis Grande Reserva 2011 é um vinho bem gastronômico, intenso e mais encorpado que o Pomares, aé por ter passado 10 meses em barricas, sendo 15% novas. Destaque para a garrafa francesa que lembra as garrafas da Borgonha do século XIX. Feito com as uvas Viosinho e Gouveio e custa R$ 210,00.

 

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O Quinta Nova Colheita 2011 é um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão e Tinta Roriz, sem passagem por madeira e que é bem fresco e intenso. Mesmo sem madeira, tem bom corpo e boa estrutura! Custa R$ 75,00.
O Quinta Nova Reserva 2011 já entra naquela gama de vinhos portugueses que tem sangue e alma portugueses. Bom corpo, taninos e madeira muito bem equilibrados e um final longo. Um corte de Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de boa guarda pela frente que custa R$ 155,00.
O Quinta Nova Grande Reserva 2011 é mais um Português com "P" maiúsculo. Estruturado, feito com uvas de vinhas velhas, está muito novo ainda e vai ser um daqueles vinhos que daqui a 10, 15 anos vai estar melhor ainda com a evolução que vai ter na garrafa. Custa R$ 360,00.

 

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Por último, o Porto Special Reserve, um porto com uma linda garrafa, fácil de beber e que ainda pode evoluir um pouco na garrafa, mas está bem pronto para ser bebido. Custa R$ 115,00.

 

foto 111 225x300 Quinta Nova e seus 250 Anos.
De fato, estão de parabéns a Quinta Nova e a Magnum Importadora por trazer estes vinhos para Brasil. Espero que façam um bom trabalho para que mais gente conheça os excelentes vinhos desta vinícola.

 

 

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Publicado em 21/05/2014 às 18h30

Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

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Com o amigo e competente Jorge Riccitelli

Norton: Um nome intimamente ligado ao vinho argentino e também ao consumidor brasileiro de vinho. Um nome forte, bem estabelecido aqui e no mundo todo com vinhos de excelente qualidade e seriedade.
Jorge Riccitelli: Um outro nome forte, de respeito, sinceridade, competência e simpatia. Jorge é o enólogo da Norton e responsável por todos os vinhos da vinícola. E também, não posso deixar de falar, é o responsável inspirador do seu filho Matias Riccitelli, jovem enólogo que anda arrebentando na Argentina com seus vinhos próprios e que em breve estará por aqui lançando sua linha!
Em uma degustação especial e agradável com o amigo Jorge e o pessoal da Importadora Wine Brands, que importam e distribuem os vinhos da Norton aqui, pude provar novamente alguns dos vinhos feitos pela vinícola e tbm provar outros que ainda não conhecia e vou comentar abaixo:
Norton Lote 2009. Uma caixa de 3 Malbecs 2009 feitos da mesma forma, mesmo tempo de barrica (16 meses), 100% Malbec. Mudam apenas os terroirs. Lulunta, La Colonia, e Agrelo. Nos anos seguintes, pode ser que tenhamos outras variedades. Serão escolhidas sempre as variedades que se dêem melhor naquele ano. O Kit com os 3 vinhos custa R$ 480,00 e só pode ser comprado com a caixa de 3 fechada.

 

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Norton Reserva 2009. Um dos Malbecs mais típicos e conhecidos da Argentina. E de fato é um Malbec típico do que se espera de um Malbec e um bom custo de R$ 73,00.
Norton Privado 2010. É a bandeira na Norton no exterior, pois não fazem para o mercado interno da Argentina. Um corte de 40% Malbec, 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon. Com 16 meses de barricas e mais 12 meses em garrafas antes de ser lançado, é um vinho de longa guarda e sempre foi o vinho da Família Swarovski, que é a dona da Bodega Norton. Custa R$ 104,00.
Perdriel del Centenario 2007. Um vinho que é o mesmo corte do Privado, mas com barricas novas e somente da Finca de Perdriel. Mesmo com 7 anos, parece um vinho extremamente novo e mostra uma potência maravilhosa. O primeiro vinho Centenário foi feito em 1995, no centenário da vinícola e depois disto, se tornou um enorme sucesso e não saiu mais de linha. Detalhe curioso: o Brasil é o principal mercado de Centenário no mundo! Preço de R$ 133,00.
Perdriel Vineyard Selection 2005. Um corte diferente em proporções, mas ainda com as mesmas uvas. 60% Malbec, 28% Cabernet Sauvignon e 12% Merlot. Aqui, os 16 meses de barricas novas aparece mais, mas mesmo assim, com uma elegância que não parecem 16 meses. Um vinho de R$ 293,00 que tem uma longuíssima guarda pela frente.

 

foto 6 225x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Uma tarde entre amigos e bons vinhos que, tomara, não demore muito pra acontecer de novo!

 

 

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Publicado em 15/05/2014 às 18h00

As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

foto 22 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

 

Em um almoço com a sempre atenciosa e detalhista equipe da Ravin, tivemos mais uma vez a possibilidade e honra de estar junto a Alberto Zuccardi, simpatico e competente figura do mundo do vinho argentino, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do vinho hermano.

 
Desta vez, o almoço com Zuccardi foi para que ele nos contasse um pouco sobre as novidades da vinícola para o mercado brasileiro. Diga-se de passagem, Zuccardi é, sem a menor dúvida, uma das vinícolas mais inquietas que conheço e que bucsca constantemente novos terroirs e experiências com novas regiões e uvas. A primeira novidade é o Brazos de Los Andes 2011, um corte bacana de Malbec (45%), Cabernet Sauvignon (28%), Syrah (17%) e Bonarda (10%). Um vinho diferente, que foge do Malbec tradicional, pois é complexo e muda muito na taça com o tempo. Custa 95 Reais. Logo depois, um vinho que não é tão novidade, mas a safra é nova. O Emma Bonarda 2011 é o único 100% Bonarda da vinícola e mostra como esta uva, que anda ganhando espaço com vinhos varietais, pode dar vinhos de altíssima qualidade! Custa 238 Reais e pra mim, é um vinho um pouco caro por ser uma uva que o Brasileiro ainda não conhece bem. Logo depois, mais um vinho novo: o Tito Zuccardi 2011, que tem o nome inspirado no avô de Alberto. Um corte que também tem Malbec como base (83%), e é complementado com Cabernet Sauvignon e Caladoc, que é uma uva resultado do cruzamento de malbec e grenache. Um vinho que a malbec fala alto, mas tem algo de herbáceo que deve vir destas outras 2 variedades. Um vinho de muita guarda, que custa 298 Reais.

 
Depois, pra mim, o meu "queridinho" deles, o Zeta. Desta vez, a safra 2010, que tem 83% de Malbec e 17% de Cabernet Sauvignon. Sempre um vinho extremamente equilibrado, gastronômico e de longa guarda. Por 325 Reais, um daqueles vinhos que precisa ter cada gole bebido com muito carinho. Terminando as surpresas disponíveis por aqui, o Aluvional La Consulta 2008, um malbec que passa 24 meses em barricas francesas. Na minha opinião, um vinho difícil de vender pelo preço (598 Reais), mas sem dúvida, um vinho de longuíssima guarda e estrutura.

 

 

foto 42 211x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

Zuccardi Zeta e Zuccardi Aluvional

Por último, vinhos que não estão no mercado ainda: O Finca Piedra Infinita 2012 e o Finca Los Membrillos 2011. Ambos os vinhos, que não tem ainda nem rótulos prontos (os da foto foram feitos para que Alberto pudesse trazer ao Brasil para este evento),  foram altamente pontuados por Robert Parker em sua recente lista de vinhos argentinos divulgada em sua publicação, a Wine Advocate. O primeiro levou nada menos que 96 pontos e o segundo, 95. Pontuações realmente expressivas e que para a vinícola, significam muito, pois mal ou bem, concordando ou não com as pontuações e seus efeitos no mercado do vinho (como eu já disse aqui, tenho muitos pés atrás com esta fissura por altas pontuações), é um fortíssimo argumento de vendas para os produtores. Estes vinhos, feitos com uvas de vinhedos únicos (Single Vineyard), seguem a linha de estrutura, corpo e potência do Aluvional e Zetta. São vinhos de guarda e únicos, para serem bebidos em ocasiões especiais. Apesar de não ter preço ainda, devem vir com preços condizentes com suas pontuações.

 

foto 11 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

As Novidades da Zuccardi, altamente pontuadas: Finca Los Membrillos e Finca Piedra Infinita

 

Bom, depois de tantas novidades e tantos vinhos, foi difícil de terminar o dia. E apesar de já conhecer bem Alberto, Sebastian e seus vinhos, é sempre uma aula conversar com eles e beber seus vinhos. Até porque eles não cansam de trazer coisas novas para nós, amantes do vinho!!

 

 

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Publicado em 13/05/2014 às 18h00

A Evolução da Quinta dos Murças

foto 300x300 A Evolução da Quinta dos Murças

 

A Quinta dos Murças é uma propriedade que faz faz parte do grupo Esporão, um dos mais famosos e importantes de Portugal. Com uma linha de vinhos bem completa, eles vão dos brancos aos portos, passando por tintos tranquilos e rosé, de diversos estilos.

 
Em um almoço com o enólogo David Baverstock e a equipe da importadora Qualimpor, pude provar alguns destes vinhos, sendo dois deles lançamentos aqui no Brasil e com preços ainda indefinidos.

 
O primeiro vinho foi o Assobio Branco 2013 (Lançamento), um vinho fresco, facil de beber, leve, feito com as uvas Viosinho, Rabigato e Gouveio. Em seguida, o outro lançamento, o Assobio Rosé 2013, feito com um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca. Um rosé que lembra cor de novo mundo, mais intensa, bem intenso no nariz com muita fruta vermelha, bem fresco e final longo. Um vinho rosé gastronomico e que iria muito bem com um peixe como um robalo ou frutos do mar. Ambos, que são lançamentos, devem chegar a um preço de mais ou menos 60 Reais.

 
Depois, fomos aos tintos, a começar pelo Assobio Tinto 2011, um corte tradicional de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, que 20% passa 12 meses em barricas de carvalho americano. Equilibrado, corpo médio e final longo, é um vinho de excelente custo-benefício pelos 76 Reais que custa. Eu já havia experimentado a primeira safra do Assobio e ele evoluiu muito, está bem mais equilibrado e interessante!!

 
O Quinta das Murças Reserva 2010 é aquele vinho portugues de corpo e alma. Encorpado, denso, complexo e bem equilibrado. Com um corte de 6 uvas autóctones de lá, é um vinhaço que já está pronto pra se tomar agora ou para guardar por um bom tempo. Custa 265,00 Reais.

 
Indo para os portos, vale uma comparação: O Tawny 10 anos (279,00) é um Porto envelhecido com "P" maiúsculo. Linda cor, delicado e intenso ao mesmo tempo. O Vintage 2011 (280,00) é outro bicho, grande também. Cor que tinge a taça, encorpado, com alcool ainda bem presente no nariz, mas por ser um port novo, muito bem equilibrado. Vinho para se tomar de joelhos daqui uns 10-15 anos!

 
De fato, uma vinícola de destaque, que vem crescendo com consistencia, sem perder a essência!!

 

 

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Publicado em 31/03/2014 às 09h00

A Bíblia das Uvas!

resized 260x263 Wine Grapes US open A Bíblia das Uvas!

 

Se pararmos para pensar em quantas uvas viníferas conhecemos, veremos que somos completamente ignorantes neste assunto e que temos muito o que aprender no mundo do vinho. Isto eu geralmente falo na primeira aula dos meus cursos de vinho, para mostrar que por mais que estudemos muito, sempre saberemos pouco deste vasto e incansável universo. Apesar de que tem muita gente aí que insiste em falar que sabe muito e se diz especialista e entende tudo. Para estes, como diz a Valeska Popozuda (Que nível, hein?), mando um beijinho no ombro.

 

 

Desabafo feito, queria indicar aos que gostam de estudar e investigar o mundo do vinho, e principalmente as uvas, o meior e melhor guia de uvas já feito: WINE GRAPES, escrito pela grande Jancis Robinson, pra mim a maior entendedora e estudiosa de vinho do mundo, muito mais que o famoso Robert Parker e outras estrelas, com a colaboração de outros estudiosos, este guia disseca mais de 1.400 variedades de uva, todas estudadas por DNA e cientificamente analisadas. Um verdadeiro guia de uva soara quem gosta e quer aprender mais.
O Guia, que não tem a venda aqui no Brasil, pode ser comprado pela Amazon (O livro físico), mas também pode ser comprado como e-book para Kindle e para iOS (iPhone, iPad) na Apple Store . A cópia física custa US$ 112,99 e os e-books, US$ 62,99. Vale muito a pena para quem curte e se interessa pelo assunto. Pra mim, é a bíblia das uvas!

 

 

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Publicado em 24/03/2014 às 19h00

Os 20 Melhores Restaurantes de Vinícolas!

The Daily Meal é um site muito bacana, que eu costumava entrar sempre, mas a falta de tempo às vezes nos obriga a entrar menos para garimpar notícias e novidades. E  hoje resolvi dar uma olhada geral nas coisas e vi, no site da Revista Adega, que o Daily Meal elegeu os 20 melhores restaurantes de vinícolas do mundo.

 

 

Certamente este é um tema que cresce cada vez mais no interesse dos consumidores e das próprias vinícolas, uma vez que o esoterismo deixou de ser apenas algo pontual para as vinícolas, para virar um negócio importante, não só pelo boca a boca das pessoas que visitam ou jornalistas que fazem matérias, mas principalmente pelo lucro que a venda de vinhos e almoços/jantares dá às vinícolas.

 

 

Com este crescente interesse, as vinícola começaram investir em estrutura e também em staff, contratando até mesmo chefe renomeados, ou alugando o espaço para que estes chefs possam ter seus próprios restaurantes. É o caso da Escorihuela, bodega argentina que está entre as 20 e que tem, dentro de suas instalações, o restaurante 1884 do conhecido e premiado chef Francis Mallman.

 

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Outra bodega argentina que aparece na lista é a O.Fournier, do "multi-cultural" José Manuel Ortega y Fournier, competente amigo espanhol que tem vinícolas na Espanha, no Chile e em Mendoza. E em Mendoza, numa paisagem e terroirs fantásticos, ergueu sua bodega, com linhas e arquitetura moderna e funcional, e dentro dela, o restaurante de sua amada esposa, Nadia, chef premiada e reconhecida na argentina e no mundo. Já tive inclusive, o prazer de ter uma aula de culinária no próprio restaurante Urban com a Nadia, e lá revi meus conceitos sobre como cozinhar um bom Risoto. E uso esta receita até hoje, quando resolvo me aventurar na cozinha.

 

DSCF0129 300x225 Os 20 Melhores Restaurantes de Vinícolas!

 

O primeiro colocado, como já era de se imaginar, é americano. O Restaurante Étoile, dentro da Bodega Chandon (California) foi eleito o melhor do mundo. A lista dos 20 melhores restaurantes em vinícolas segue abaixo. E não tenham a menor dúvida que ela vai ganhar cada vez mais importância ano a ano!!

 

 

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Publicado em 21/03/2014 às 09h00

Cabernet Franc Encontra um Paraíso na Argentina.

 

 Cabernet Franc Encontra um Paraíso na Argentina.

Vinhedos de Cabernet Franc Vale do Uco

 

Tendo falado bem sobre suas características principais e regiões, vou me ater agora aos Cabernet Francs argentinos, que tem surpreendido muita gente e no último Argentina Wine Awards arrancou aplausos e elogios de críticos importantes como Steven Spurrier, Jorge Lucki, Susana Barelli, entre outros.

 

 

Com mais de 600 hectares plantadas – mais da metade em Mendoza - a CF é uma uva que amadurece mais cedo que a Cabernet Sauvingon por exemplo. Por isto, o Vale do Uco, que fica um pouco ao sul da cidade de Mendoza, é uma região bem propícia para ela, já que apresenta um clima um pouco mais frio.  Há platações importantes também em San Juan (120 km ao norte de Mendoza), Patagonia (Rio Negro e Neuquen) e um com um pouco menos de importância, em La Rioja e Salta.

 

 

Não posso aqui citar todos os Cabernet Francs Argentinos, pois são muitos, mas vou comentar aqui os mais famosos e os que eu já experimentei. A começar pelos pontuados e premiados Andeluna Pasionado Cabernet Franc e Pulenta Gran Cabernet Franc. Estes vinhos, muito reconhecidos pela crítica, tem como principal característica o herbáceo intenso ao invés da fruta, que acredito, é o que buscam os enólogos das Bodegas: Expressar a máxima tipicidade da uva. E de fato eles entregam muito bem isto. Já o Benegas Meritage Cabernet Franc é também um bom exemplo de tipicidade, mas um pouco mais equilibrado com a fruta que o Andeluna e o Pulenta. Depois, colocaria numa mesma categoria, alguns outros vinhos, como o Lagarde Guarda Cabernet Franc, O La Celia Gran Reserva, o Casarena Cabernet Franc e o FIN Cabernet Franc (Bodegas Fin del Mundo – Patagonia). Pra mim, são exemplos de vinhos que equilibram a fruta e o herbáceo, se tornando assim, acredito, mais fáceis para o consumidor que não conhece muito a uva e quer conhecer, pois se mostram mais fáceis de tomar. Por fim, o agradável Humerto Canale Gran Reserva Cabernet Franc caminha mais para a fruta em detrimento ao herbáceo e talvez seja o vinho ideal de entrada para os que desejam conhecer mais esta uva. Entenda-se vinho de entrada não pelo preço, mas pelas suas características, de ter mais fruta. Importante dizer que todos eles envelhecem em barricas de carvalho, alguns mais e outros menos, mas esta é outra característica da Cabernet Franc: Envelhecer bem em barricas.

 

 

Como podem ter percebido, é uma uva especial, que merece maior atenção, sem falar no que ela agrega nos inúmeros blends que ela é colocada. Para mim, a grande queridinha no momento!!

 

 

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Publicado em 19/03/2014 às 08h30

Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

ft1 donguerino 300x212 Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

 

 

Já havia ouvido falar desta vinícola, mas nunca tinha tomado seus vinhos. Fui recebido por Bruno Motter, enólogo que estudou em Mendoza e é parte da família. São 50 hectares plantados na região de Alto Feliz, que fica a 30 km de Bento Gonçalves, fundada em 2007, mas a área está plantada desde 2000 pela família.

Plantações de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Moscato Giallo, Prosecco, Malbec, Teroldego, Cabernet Sauvignon, Ancelota e Tannat. Estão começando a elaborar um Torrontes para lançar no ano que vem. O primeiro nacional. Este eu tô curioso!
A Linha de entrada sai mais ou menos a R$ 20,00. Linha Reserva a R$ 35,00 e a Gran Reserva a R$ 50,00.
Então vamos aos vinhos que tomamos:
Varietal Moscato Giallo 2013: muito aromático, chega a lembrar um pouco o sauvignon blanc. Um vinho fresco, leve e excelente pra piscina.
Chardonnay Reserva 2013: Sem madeira, preserva a fruta e tem um nariz bem agradável e típico de Chardonnay. Na boca, um pouco mais leve que os chardonnays que estamos acostumados, até pela falta de barrica, mas que poderia ter um final mais longo. Vinho honesto e bem feito.
Teroldego Reserva 2012: uma boa expressão de fruta, com pouca madeira. Boca consistente, bom final de boca.
Cabernet Sauvignon Reserva 2012: nariz bem bacana, com ameixa, pimentão e um pouco de madeira. Na boca ele perde um pouco, pois o nariz entrega muito e a boca um pouco menos. Pelo custo, um vinho honesto e que expressa bem o que é o Cabernet.
Tannat Reserva 2012: nariz bem aromático e típico desta uva. Cor também bem característica, um púrpura bem intenso que chega a tingir a taça. Na boca, bom corpo, boa acidez e equilibrado. Pra mim, o melhor dos tintos da linha reserva.
Espumante Malbec Rosé Brut. Fresco, equilibrado e bem feito. É um espumante feito pelo método Charmat, mas que tem uma perlage bem consistente. Em média, uns R$ 30,00 para um espumante honesto e muito bem feito.
Blanc de Blanc Brut: Feito pelo método tradicional, é feito 100% com chardonnay. Muita fruta e a complexidade do método champenoise se mostra na perlage e no final de boca, pois não mostra muitos traços de leveduras e pão, como a maioria dos champenoises mostram. Chega no mercado por uns R$ 55,00.
Mais um novo projeto que ganha corpo e tem tudo para se destacar!

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Publicado em 13/03/2014 às 09h00

Cabernet Franc: Minha Atual Queridinha.

cabernetfranc Cabernet Franc: Minha Atual Queridinha.

 

Amigos, vou começar uma série de posts para falar de uma uva que tem chamado minha atenção há pelo menos uns 2 anos e que não cansa de me surpreender. A Cabernet Franc é uma uva relativamente pouco conhecida perto do que deveria ser. Na verdade, muita gente nem sabe, mas em boa parte dos vinhos de Bordeaux que tomamos, há pelo menos uma pequena parcela desta uva, geralmente misturada com Merlot e Cabernet Sauvignon, principalmente na margem direita do Rio Gironde. Também no Vale do Loire, noroeste da França, nas regiões de Anjou-Saumur e Touraine ela se expressa muito bem, e muitas vezes é usada em vinhos varietais. Ela é tecnicamente, por exames de DNA realizados, uma parente de 2 uvas famosas: Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc.

 

 

Em Bordeaux, onde ficou mais famosa, é bastante usada em blends como falei acima, e o maior e mais famoso exemplo de um vinho feito com maioria de CF é o cultuado Cheval Blanc, vinho que pode atingir valores altíssimos dependendo da safra. Mas ela já esteve mais em evidência do que hoje em dia. Na década de 60 ela tinha mais ou menos a mesma área plantada que a Cabernet Sauvignon, mas hoje em dia, sua prima tem aproximadamente o dobro em área plantada, pois é a uva que está na moda há um certo tempo.

 

 

Em relação à sua prima Cabernet Sauvignon, uma das uvas mais conhecidas no mundo, ela amadurece antes que a prima, tem menor intensidade de cor e tende a dar vinhos de corpo mais leve que a Cabernet Sauvignon, mas mesmo assim não são considerados vinhos leves, mas de médio corpo. Mas claro que tudo depende da região em que for plantada e do estilo de vinho que o enólogo quer.  Em geral, é uma uva que além da fruta bem presente, apresenta um característico  aroma herbáceo, que se não controlado, pode ficar em excesso no vinho.

 

 

No próximo post, falarei de outras regiões que ela tem destaque.

 

 

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André Rossi (Déco), 35 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”, curso este que tem duração de 2 a 3 anos e é preparativo para o Instituto Master of Wine
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